Games para todo o mercado
Quando a Nintendo lançou o Famicom, 30 anos atrás, estava oficialmente dada a largada para o bilionário negócio dos games digitais. Antes disso, a Atari e centenas de fabricantes de pequenos joguinhos de mão e produtores de televisores colocavam no mercado produtos de alcance limitado, preço alto, que, por uma série de motivos, nunca chegaram a uma indústria de massa, quebradora de paradigmas.
O mercado de consoles cresceu, consolidou-se e tem hoje dois grandes players e um lá atrás: Sony e Microsoft brigam pela dominação e a pioneira Nintendo mal e mal chega à medalha de bronze. O resto não conta.
Mas o mercado mudou. PCs cada vez mais parrudos, e, mais recentemente, smartphones e tablets viram plataformas de jogos, usando a internet como meio e liça de lutas virtuais.
A demanda por games explode. Cursos rápidos até teses de pós-doutorado tentam atender o mercado e a falta de profissionais para criar futuros games. No Brasil, várias empresas passam a lançar produtos para as plataformas mais relevantes.
Hoje em dia, oportunidades para profissionais são amplas e variadas, de programadores a designers de idéias, como vimos recentemente numa proposta nova dos finlandeses: os Angry Birds, primeiro conjunto de games específico para dispositivos móveis com múltiplas versões grátis. Mercado aquecido, todo mundo usando ou falando dos passarinhos zangados.
A partir daí, cria-se uma grife poderosa capaz de lançar, em escala global, uma série de produtos licenciados que começam com as réplicas de pelúcia de cada um dos personagens a parques temáticos, passando por desenhos para a TV, brinquedos de montar, refrigerantes, roupas e acessórios, kits para festas infantís…
Provavelmente, os Angry Birds não vão dominar o mundo, nem serão o caminho definitivo para a indústria dos games.
Mas, com certeza, com a popularização de tablets e smartphones, o esforço para conquista de market share passará, obrigatoriamente, pela produção de games para essas plataformas, e não só para lazer. Surgem opções para educação, treinamento, e reciclagem pessoal e profissional, simuladores para os mais diversos usos. De aviões e carros ao corpo humano para os profissionais da saúde.
Se eu fosse apostar em um novo caminho para games, eu iria na direção de uma criação coletiva, um crowdsourcing de games bem específicos, como o GeneGames.
Isso é tema para muita discussão!
Novos iPad nesta terça, 22/10
Terça, 22 de outubro, novos anúncios da Apple. Desta vez, esperadas as novas versões do iPad e do iPad Mini. O que já esá certo é o uso do processador A7 de 64 bits, lançado junto com o iPhone 5s em setembro.
De visual novo, o iPad de 10″ -em sua 5ª edição- deve vir mais esbelto, com o corpinho do seu irmão menor, de 7″, lançado em 2012. Este, por sua vez, deve incorporar a tela Retina, de alta definição, que já está no iPad desde a 3ª geração e no iPhone desde o 4S. Especula-se -mais uma vez- sobre uma bateria mais durável. Porém, com embalagem menor, com processador mais rápido e com melhores recursos gráficos, o mais provável é que um eventual aumento de tempo entre cargas venha da otimização do sistema operacional, já que não há notícias de grandes revoluções no armazenamento de energia.
Veremos também câmeras frontais e traseiras com maior resolução e modelos com conexão 4G, de preferência que possam operar nas frequências liberadas no Brasil, a exemplo do iPhone 5s.
E, como sempre, o auditório principal do Yerba Buena Center for the Arts estará lotado e os analistas mundo afora acompanhando a apresentação dos executivos da Apple. Depois de anunciada a data de disponibilização das novidades, vamos rever as filas gigantescas nas lojas físicas e entrevistas com os excitados primeiros compradores e há quanto tempo eles estavam lá.
Ainda sobre o evento do dia 22: a Apple nos deve o Mac Pro, o pequenino desktop cilíndrico, que promete ser o computador de mesa mais parrudo jamais lançado. E a nova versão do OSX Mavericks para o Mac, que substituirá os felinos anteriores, cujo ultimo representante foi o Mountain Lion.
Embora esses dois anúncios não estejam ligados ao iPad, não há muito espaço para novos lançamentos antes do Dia de Ação de Graças, que dispara a temporada de vendas de Natal.
Em janeiro de 2014, o iPad completará 4 anos de existência, agora com dois tamanhos de tela e com a liderança absoluta no mercado de tablets, por fabricante.
Nada mau, para desgosto dos céticos que o saudaram como um inútil iPhonão ou como um notebook sem teclado, que ninguém iria comprar.
São 4 anos de um novo e imenso mercado do mundo digital, e esse fato merece ser celebrado.
Google, 2 trilhões de buscas
Dias atrás, comentamos sobre os robustos números do YouTube e o que eles representam no tráfego da internet. Agora vamos tratar do serviços de buscas do Google. Esse foi a origem dessa empresa, em 1998, que hoje é uma das mais valiosas do planeta, de acordo com a cotação de suas ações na Bolsa de Valores.
Ao final de 2013, o Google terá respondido a mais de 2 trilhões de buscas. São cerca de 300 buscas por habitante, ou quase uma por dia, por habitante, contados aí os desconectados e os que vivem em países e regiões onde o Google tem algum tipo de restrição.
No ano de seu lançamento, foram 3,6 milhões de buscas; no ano 2000, 22 bilhões; em 2007, 438 bilhões; em 2010, 1,324 trilhão.
Os números absolutos são de tirar o fôlego, mas, ao analisarmos as taxas de crescimento, vemos algumas luzes sobre o possível futuro do motor de buscas mais popular da internet.
Considerando 2007 como ano de consolidação indiscutível de sua liderança, as taxas anuais de crescimento vêm caindo desde 2009, quando o volume de buscas cresceu 50% sobre 2008. Em seguida, 39% em 2010, 30% em 2011 e 9% em 2012, quando o total de buscas foi de 1,874 trilhão.
Ora, 9% ao ano ainda é muita coisa, ainda mais considerada a base de usuários, maior do que a do Facebook. Mas quer dizer também que há concorrentes, como o chinês Baidú e o russo Yandex o Yahoo volta com tudo, e as buscas especializadas, onde existem mecanismos específicos para milhares de categorias.
Veja as tabelas abaixo, cortesia do Google:
| ANO | Quantidade de buscas/ano do Google | Média de buscas/dia |
| 1998 | 3.600.000 | 9.863 |
| 2000 | 22.000.000.000 | 60.000.000 |
| 2007 | 438.000.000.000 | 1.200.000.000 |
| 2008 | 637.200.000.000 | 1.745.000.000 |
| 2009 | 953.700.000.000 | 2.610.000.000 |
| 2010 | 1.324.670.000.000 | 3.627.000.000 |
| 2011 | 1.722.071.000.000 | 4.717.000.000 |
| 2012 | 1.873.910.000.000 | 5.134.000.000 |
| ANO | Crescimento anual % |
| 2008 | 45% |
| 2009 | 50% |
| 2010 | 39% |
| 2011 | 30% |
| 2012 | 9% |
Fonte: Google
Através de seus links patrocinados e do direcionamento de anúncios de acordo com o perfil de cada usuário e sua localização, o Google faturou US$ 50 bilhões de dólares em 2012, com um custo de US$ 37 bi, com margens extraordinárias, gerado caixa para seu hoje enorme leque de produtos e serviços: Gmail, Google Maps, Google+, Blogger e tantos outros.
Os diversos serviços do Google estão cada vez mais integrados entre si, gerando tráfego de um para o outro, e, portanto, possibilidade de incremento de visualizações e de receitas.
Junte-se a isso o Android, hoje a plataforma mais usada no mundo para dispositivos móveis e aí fica fácil entender os 2 trilhões de buscas no Google em 2013.
O crescimento futuro, os números mostram, não será tanto na quantidade de buscas, mas sim na multiplicidade de serviços do Google que usaremos. Ou seja, ele quer mais o seu, o meu, o nosso tempo. Como nunca, aqui, time is money!
iPhone 5s vende o dobro do 5c
O iPhone 5s -top de linha dos novos smartphones da Apple- está vendendo o dobro do que seu irmãozinho mais simples, mais colorido e mais barato, o iPhone 5c. Será que a turma que compra Apple não se rende a produtos menos sofisticados, ou essa tendência logo será revertida?
Foi a primeira tentativa da Apple de conseguir acesso a um mercado mais, digamos assim, popular. Antes do 5s e do 5c, ao lançar um novo smartphone, a empresa dava descontos sobre o modelo anterior. Mais ou menos o que fazem as montadoras de veículos aqui no Brasil, ao deixarem conviver uma nova geração de um modelo com uma mais antiga. Com carros, e no Brasil, funciona. Com smartphones, funcionou para a Apple até agora.
Os compradores de produtos Apple sacam com mais facilidade seus cartões de crédito, e adoram estar na crista da onda com produtos mais novos, mais leves, mais sofisticados e, via de regra, mais bonitos.
Mas o mercado de smartphones muda de perfil. Este ano, eles passam a representar a maioria dos celulares vendidos no mundo, e são bilhões de unidades. E a variedade de opções de aparelhos Android faz com que a maioria dos que entram nesse mundo fascinante dos dispositivos móveis inteligentes tenham sua primeira experiência com o sistema operacional do Google. E como existem vários fabricantes ofertando smartphones Android no topo da escala de preços e de funcionalidades, quem entra tem mais possibilidades de ficar por ali do que migrar para o iOS da Apple.
As novidades também têm seu preço: ao optar por um processador mais poderoso de 64 bits para o 5s, a Apple também ficou refém do legado de aplicativos de 32 bits, que precisam seguir funcionando, ao mesmo tempo em que precisam surgir evoluções dos antigos e novos aplicativos que usem melhor os recursos do A7. E, para criar mais marolas, os Apps para o novo iOS7 no iPhone 5s estão travando duas vezes mais do que nas versões anteriores.
Mesmo assim, o iPhone 5s é um sucesso de vendas e de críticas. Ele já se destaca em cima das mesas de reuniões em escritórios, aeroportos e cafés do mundo.
E o 5c? A versão mais pelada do iPhone, como o Pé-de-Boi lançado pela Volks para vender um Fusca mais barato na década de 1960 pode não dar certo. Eu, particularmente, acho que o 5c emplacaria legal se tivesse preços menores, mas isso sacrificaria as margens da Apple e os acionistas não gostariam. Pode funcionar se a Apple topar aumentar drasticamente os canais de venda do 5c, através de lojas de departamentos e de supermercados, e em mais países.
Afinal, o 5c é mais parrudo do que o 5 que foi descontinuado.
YouTube: de uma brincadeira de dois universitários à plataforma planetária de vídeos
O mundo digital muda rápido, e é bom, de vez em quando, atualizar algumas referências.
Se você está conectado, com certeza já acessou o YouTube. É provável que você tenha feito upload de um ou muitos vídeos, com os mais variados temas e públicos-alvo.
Para entender melhor esse pedacinho do Google, vamos verificar alguns de seus números, segundo o próprio YouTube:
Audiência
- Mais de 1 bilhão de visitantes únicos por mês
- Mais de 6 bilhões de horas de vídeo assistidas por mês, um crescimento de 50% sobre o ano passado. Isso equivale a quase 1 hora por mês para cada ser humano
- No intervalo de 1 minuto, 100 horas de video são carregadas na nuvem do YouTube
- 70% do tráfego no YouTube é de fora dos Estados Unidos
- YouTube está localizado em 56 países, em 61 línguas
- Nos Estados Unidos, o YouTube alcança mais adultos entre 18 e 34 anos do que qualquer rede de TV a cabo
Programa de parceria do YouTube
- São mais de um milhão de criadores de mais de 30 países em todo o mundo gerando receita com os vídeos, nesse programa iniciado em 2007
- Milhares desses canais geram receitas de seis dígitos por ano
Dispositivos móveis
- Dispositivos móveis já correspondem a mais de 25% do tempo de exibição global do YouTube
- O YouTube está disponível em centenas de milhões de dispositivos
Com números desse calibre, não espanta que o YouTube continue sendo o mais voraz consumidor de banda da internet. Afinal, arquivos de vídeo estão cada vez maiores e precisam trafegar cada vez mais rápido. Como aumenta a cada ano o número de usuários do YouTube, aí estão os ingredientes de sucesso, De um lado, o YouTube fatura com anúncios em links patrocinados, e, de outro, recebe alto para quem não quer anúncios, através de canais exclusivos e dirigidos. Boa sacada, não? Receber pelos anúncios e pela retirada dos anúncios…
O YouTube foi fundado em fevereiro de 2005 por O YouTube foi fundado por Chad Hurley e Steve Chen, dois jovens ligados à tecnologia. Dezoito meses depois, o Google pagou US$ 1,65 bilhão pelo site e pelo passe de Chad e Steve. Essa aquisição deu ao Google a liderança no mercado de vídeos pela internet, aposentando seu projeto original, o Google Video.
Uma pista para o futuro:
Se hoje os dispositivos móveis já ocupam mais de 25% das visualizações do YouTube, e, com o crescimento do número de usuários de smartphones e tablets, haja 4G para sustentar o tráfego!
E as pequenas empresas aparentemente viram no YouTube um meio relevante de chegar a seus mercados.
E você, usa o YouTube para diversão ou está faturando com ele? Pense nisso!
Tony Bennett: Como estar conectado, ganhando prestígio e dinheiro aos 87 anos
Quem acha que o mundo digital é território exclusiva dos jovens, deveria saber quem é Tony Bennett, um famoso entertainer e cantor norte-americano. Sua interpretação mais famosa, que ainda provoca suspiros em românticos de todas as idades é I left my heart in San Francisco.
Tony Bennett é uma referência musical para muitas gerações. Desde a década de 1940, quando ele fazia duetos com Judy Garland, mãe de Liza Minelli, sua voz potente e com riqueza nas interpretações lhe rendeu mais de 17 Grammys e uma centena de álbuns. Suas apresentações, mundo afora, inclusive no Brasil, sempre renderam públicos enormes, e shows extras foram a regra, não exceção.
Pois nesta terça, 8/10, Tony Bennett incluiu na iTunes Music Store mais de 75 albuns, através da Sony Music. E isso foi feito com forte apoio de divulgação no Twitter e no Facebook, com participação ativa do cantor, um fã do iPad.
Tony faz uma observação interessante sobre a forma atual de guardar recordações de artistas:
“É espantoso como a tecnologia mudou o nosso modo de vida e é fascinante imaginar o que nos espera no futuro” disse Bennett ao site de tecnologia Mashable, antes de participar em um chat no Twitter. “Ninguém mais pede autógrafo. Eles tiram fotos com as câmeras dos smartphones e postam imediatamente no Facebook. Tudo é muito rápido!”
Ah! Tony, aos 87 anos de idade, está terminando um novo album com Lady Gaga, na esteira do sucesso que foi o clip dos dois em The Lady is a Tramp. E o último clipe de Amy Winehouse, dias antes de morrer, foi um dueto com Tony Bennett em Body and Soul, referência da música popular americana dos 1930. Ele pode ser seguido no Twitter em @itstonybennett e no Facebook em http://www.facebook.com/tonybennett.
Ou seja, para seguir fazendo sucesso e influenciando as novas gerações de artistas, é fundamental vender música via lojas virtuais e ter participação ativa nas redes sociais. E ter talento. Independente da idade.
O teclado resiste… e continua vivo, apesar dos prognósticos
Embora eu tenha escrito aqui -e discutido em diversos fóruns- que a interface humana com a máquina através de um teclado era anti-natural e, portanto, fadada ao ocaso, a realidade prática parece cada vez mais me desmentir e, sobretudo, a provar que, por um bom tempo, teremos que batucar nos QWERTYs da vida para gerar a palavra escrita, popularizada por aquele alemão, o Gutemberg, séculos atrás.
Mesmo existindo aplicativos razoavelmente inteligentes, capazes de ouvir uma fala e convertê-lo em texto, com boa acuracidade, eles não se tornaram dominantes, desde o embalo do Dragonfly, nos anos 1980.
Temos hoje milhares de aplicativos capazes de reconhecer a voz humana e transformá-la em textos ou em comandos de computadores, smartphones ou tablets. Quem tem iPhone e fala inglês, espanhol, francês ou japonês consegue comunicar-se sem teclado através do Siri, uma bem pensada incursão da Apple no terreno da interface homem-máquina. Bem pensada, mas não um sucesso de bilheteria…
A diversidade dos dispositivos tornam o teclado pouco prático em muitos momentos. Eu, particularmente, fico pensando nas legiões de pessoas que passam o dia furiosamente mandando mensagens e emails a partir de seus smartphones, decididamente um atentado a princípios básicos de ergonomia e fonte de receita futura para ortopedistas e fisioterapeutas. Mesmo assim, o teclado virtual nas telas touch-screen ainda são a melhor alternativa para muitas funções.
Mas existe uma razão especial para a longevidade dos teclados, especialmente nos desktops e laptops: eles evoluiram bastante, são agradáveis ao toque, precisos no uso, permitindo uma razoável produção de textos usando os dedos da mão.
Cada vez que troco meu laptop, o teclado parece ter ficado melhor. E isso dá mais conforto para escrever. Não me baseio em nenhum estudo amplo, apenas reflito sobre meu uso e minhas observações.
Será que o teclado vai continuar relevante na geração de textos? Procurei fazer a prova com o que disponho: paro de escrever no laptop e vou para dois desktops de gerações anteriores, mas não jurássicos. É…melhorou muito! Prova definitiva? Coloco uma folha de papel numa velha máquina de escrever manual e começo a… d-a-t-i-l-o-g-r-a-f-a-r! Não há dúvidas: o teclado moderno evoluiu muito, e vai continuar no trecho por muito tempo!
O Bóson de Higgs e o encanto das ciências para os pequeninos
Por este blog Conectados passam comentários sobre tecnologia -digital, na maioria das vezes- pautados pelo sub-título Tecnologia que mexe com a cabeça e com o bolso. Na maioria das postagens, tratamos de lançamentos, tendências, comportamento digital.
Mas hoje vamos fazer uma saudação especial à ciência, ou Ciência, com C maíusculo. Ao decidir premiar com o Nobel de Física o escocês Peter Higgs e o belga François Englert, a Real Academia Sueca de Ciências reconhece a relevância da pesquisa desses dois cientistas que chegaram à conclusão teórica de que haveria uma minúscula partícula sub-atômica, o bóson (que depois adquiriu o sobrenome do escocês), que daria uma explicação de como a energia se transformava em matéria.
Menos de meio século após a formulação da teoria, os dois puderam vê-la confirmada, após profundas investigações no CERN, o laboratório de pesquisa nuclear que fica debaixo dos Alpes, entre a Suíça e a França. Faltou o terceiro formulador da teoria, o também belga Robert Brout, falecido em 2011.
A teoria dos Bósons, por sua vez, foi apoiada em outra, a da Relatividade Especial, formulada por Albert Einstein, em 1905, 98 anos atrás…
Einstein estava certo na quase totalidade das suas premissas da Teoria da Relatividade. Aonde havia discrepâncias, suas hipóteses e teses também apontavam para o que seria a moderna Física, que tanto progresso trouxe para a humanidade, das aplicações da medicina nuclear aos novos materiais como os nanotubos de carbono, passando pelos semicondutores que tantas transformações trouxeram ao nosso cotidiano.
Aquela famosa equação matemática,
, também de Einstein e prestes a completar 100 anos, explica a relação entre energia e massa.
E, como sempre achamos que o tempo passa cada vez mais rápido, dá para concluir que, ao menos no caso do Nobel da Física de 2013, o tempo passou rápido, pois o meio século entre a teoria e a premiação é um intervalo muito curto, se levarmos em conta a evolução do conhecimento humano.
O que nos traz à reflexão sobre a inserção do Brasil no mundo avançado da ciência e da tecnologia: precisamos não só de programas como o Ciência sem Fronteiras. Urge resgatarmos a transmissão aos nossos pequeninos do charme e do encanto dos números, pela matemática, e da nossa relação com o universo, explicados em boa parte pela física e pela química.
Se o apelo emocional não funciona, vamos ao bolso: físicos, químicos, matemáticos, geógrafos e estatísticos estão entre os mais requisitados e bem pagos, não só em universidades e centros de pesquisa, mas também em empresas estelares como o Google, o Yahoo, a Apple, a Intel, a Qualcomm, a Samsung, a Sony, a Exxon, a Petrobras…
Otimizando seu tempo digital
Você já reparou, em uma festa de família, ou com amigos, a quantidade de gente que fica o tempo todo mais atento ao seu próprio smartphone do que ao que acontece ao seu redor? E que isso não é só privilégio de crianças e jovens?
E você, como está na qualidade e na quantidade de sua conectividade? É bom, de vez em quando, dar uma avaliada no seu perfil de uso. Você pode estar usando mal seu tempo e os recursos de seu dispositivo. No outro extremo, pode estar deixando de desfrutar daquilo que ele oferece para melhorar sua qualidade de vida.
Tem muita gente que passa horas e horas a fio jogando joguinhos inúteis, ou checando a cada meia hora seu perfil nas redes sociais, ou ainda, trocando mensagens sem relevância com alguém que está a seu lado, quando uma conversa olho o olho poderia ser mais eficaz, agradável e produtiva.
E um fato merece reflexão: o brasileiro segue sendo o que mais tempo fica navegando pela internet, segundo várias medidas feitas por instituições as mais variadas e que merecem alguma credibilidade. E não é só porque a conexão pode ser mais lenta, na média, do que em países ditos desenvolvidos. Ficamos mais tempo conectados, ponto!
Como o nosso dia não pode ter mais de 24 horas, uma revisão de hábitos de uso (ou de falta de uso) de recursos digitais deve ser feita, de tempos em tempos. Como fazer isso?
Se você não pretende encarar uma abstinência digital completa, mas acha que pode estar perdendo seu tempo, faça o seguinte: a cada dia da semana, deixe uma atividade digital de lado. No primeiro dia, nada de Facebook, no outro dia deixe de tuitar, num terceiro dia esqueça mensagens por SMS, Viber, WhatsApp, no quarto faça um esforço e esqueça aquele joguinho viciante que só serve para cobrir o tempo entre uma atividade digital e outra. Meça os tempos que você economizou e que benefícios e prejuízos você teve.
Aí, você começa a encontrar caminhos para melhorar o uso de seus dispositivos digitais e também aproveitar melhor o seu tempo. Aquele tempo que muitos julgam não ter mais, e que, mais cedo ou mais tarde, pode fazer falta.
E por falar em vírus…
Já se foi o tempo em que a preocupação com vírus digital era enorme, uma neura quase! Quem tinha um PC com Windows relatava casos de terror de perdas de arquivo, roubos de senha, computador lento. Aí surgiu o mito da invulnerabilidade do Mac. Chegaram os smartphones, depois os tablets, e, hoje, quase todo mundo acredita que isso é coisa do passado.
Então vamos ao choque de realidade: o relatório da McAffee sobre The State of Malware 2013 é assustador! Mesmo descontado o fato de que a empresa vende produtos e serviços contra malware, o nome mais amplo das pragas que infestam os dispositivos digitais, não dá para não prestar atenção aos números. sobre os virus e assemelhados.
A cada segundo que passa, mais de 1 novo malware é detectado. São mais de 100.000 a cada dia, 12 milhões de malwares novos só no quarto trimestre de 2012, um acréscimo de 35% sobre o trimestre anterior. E eles são cada vez mais sofisticados e podem causar maiores danos aos seus arquivos e ao que existe neles, inclusive e sobretudo seus dados pessoais.
No que afeta os dispositivos móveis, o incremento de 2012 sobre 2011 foi de estonteantes 44 vezes. Não 44%, 44 vezes! Significa que o caminho para infectar smartphones e tablets foi encontrado. E os bandidos que fazem isso não lembram os piratas românticos do tempo do MS-DOS ou dos primeiros Windows, quando bastava um código malicioso com aparência inocente para deixar o computador mais lento ou então travado. Isso fazia a fama desses hackers pré-históricos, que depois ganhavam rios de dinheiro trabalhando em empresas de segurança digital ou fazendo palestras mundo afora.
Os ramsonwares começam a aparecer em 2010 para chegar a quase 200.000 novos por trimestre. São vírus que bloqueiam determinados arquivos de seu dispositivo digital e depois pedem resgate, exigindo pagamentos em farmácias online, que não existem. Aí vem a senha de liberação, que não resolve, e sua grana já foi.
E aí? Virar analógico é a solução? Claro que não! Mas vale tomar cada vez mais cuidados com o que se recebe nos dispositivos digitais, o que deve ser aberto e os links a seguir. E ter programas anti-malware, em qualquer plataforma usada, e mantê-los permanentemente atualizados.
Não resolve 100%. Mas protege o suficiente para deixar quase todos os riscos com os outros que não se cuidam.
Não seja você a próxima vítima!