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2015 e o binário “0 – 1” vem com tudo

2015 começou quente. Não só nas temperaturas deste verão no hemisfério sul, Brasil em particular.

O massacre aos jornalistas do Charlie Hebdo, no dia 7 de janeiro, gerou uma repercussão mundial que ninguém poderia imaginar.

Independente do movimento Je Suis Charlie, que bombou nas redes sociais e nos cartazes dos eventos de protestos ou de obsequioso silêncio em respeito aos mortos dessa barbárie, ao momento em que essa postagem vai ao ar, o semanário satírico com circulação de 50.000 exemplares salta para inimaginados 3.000.000.

A campanha espontânea de angariação de fundos para recuperar as instalações do Charlie já geraram assinaturas e doações emblemáticas de pessoas e empresas que vão de Arnold Schwarzenneger e Google a Michelle Bachelet e ONU. Todos engajados no repúdio ao ato. Até Tim Cook, CEO da Apple, fez sua loja de aplicativos aprovar em 10 minutos o App Je Suis Charlie, para download gratuito.

Ponto para as redes sociais! O Je Suis Charlie foi o Trending Topic mais importante de todos os tempos no Twitter, O assunto mais comentado no Facebook e WhatsApp. Mostrou o poder das redes sociais, neste quente 2015.

Mas a história sempre tem dois lados. Dias depois, quando do desfecho da caça aos assassinos que gerou mais mortes, na sexta, 9, começaram a surgir informações -depois confirmadas- que Hackers ligados ao Estado Islâmico estariam por trás de ataques massivos aos sites e perfis em redes sociais de agências governamentais americanas.

Volta à baila com toda força, nesse 2015, o binarismo da era digital, o 0 ou 1, o liberdade e privacidade x controle e segurança.

Mais do que chegar a um modelo convergente, onde a essência de cada um dos lados seja preservado, corremos o risco de irmos para modelos onde não tenhamos nem liberdade, nem privacidade, nem controle , nem segurança.

Está chegando a hora da verdade

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Certificado Digital

Renato Felix da Silva, empresário e ouvinte da CBN Curitiba  está descontente com a qualidade, o custo e a burocracia para usar certificados digitais em transações pela internet. Diz ele, em essência:

O certificado digital, esse instrumento que deveria garantir e facilitar a emissão de informações eletrônicas, reduzir o custo principalmente ao pequeno empresário, na verdade se transformou em mais uma atividade  “comercial”, pois ao invés de criar uma identidade eletrônica que certificaria a validade da informação (fiscal, previdenciária, contábil, etc…) criaram uma quantidade de certificados que oneram as empresas tanto no custo quanto no uso, pois os diversos órgãos (RF, Previdência, BC, Etc…) exigem um tipo de certificado para diferentes informações, ou seja o instrumento que deveria servir como garantia das operações eletrônicas, na verdade esta sendo utilizado para estabelecer uma forma de cartório digital.

Diz mais o Renato:

Estou formalizando uma pequena empresa e por falta de orientação e de conhecimento comprei certificado A3 porque segundo o “entendimento” dos desenvolvedores de sistema esse certificado atenderia minhas necessidades sem nenhum tipo de restrição, porém todos os sistemas implicavam em custo inicial elevado para uma empresa que terá pouca emissão de NF no inicio da atividade.

Posteriormente me associei a ACP para ter acesso ao sistema de emissão de NFe que esta adequado a minha necessidade inicial e descobri que precisava do certificado A1 mesmo tendo o A3, para completar o obra liguei no banco para obter informações sobre fechamento de cambio e descobri que o banco pede o e-CPF.

Pergunto não deveria ser criada uma identidade digital única para empresa, e a mesma ser utilizada por todos os órgãos públicos e privados (municipais, estaduais, federais) para obtenção de certidões, ou procedimentos de qualquer natureza.

Meu comentário:

Concordo com o Renato que a coisa é complicada, difícil mesmo de entender. Para ter um ou mais certificados, custa dinheiro e, para muitas transações, sua é compulsória.

O Brasil é, ainda por cima, um país nascido de tradições cartoriais. Antes mesmo de ser descoberto por Pedro Álvares Cabral, Espanha e Portugal fizeram o famoso Tratado de Tordesilhas, onde as terras “do Meridiano para a direita” seriam portuguesas e as “do Meridiano para a esquerda” seriam espanholas. O rei português, tempos depois, criou as tais Capitanias Hereditárias, dividindo as terras de Santa Cruz em paralelos horizontais, como se fatia um pão, e as outorgou por favores devidos.

Herdamos um sistema de papéis e carimbos que não encontra paralelo no mundo, nem mesmo na ex-matriz lusitana. Por mais que tenhamos tentado, inclusive com a criação de um inusitado Ministério da Desburocratização, nada melhorou. Ao contrário. O então ministro Hélio Beltrão proibiu a exigência de autenticação de cópias e de reconhecimento de firmas. Isso foi na década de 1980, e ainda hoje (2014), sigo tendo de entrar em fila e pagar a uma pessoa desconhecida (funcionário/a do Cartório) para me dizer que eu sou eu mesmo (reconhecendo minha assinatura).

Natural, pois, que todo esse conceito de usar tecnologia para facilitar a comunicação entre empresas, dessas com fisco, bancos, previdência e vice-versa, seja lastreada em nossa herança cultural de mais de meio milênio.

Assim, embora importantes, os processos relacionados pelo Renato que requerem certificação digital são reflexo de tudo isso.  Além do mais, carecem de uma padronização, para permitir a existência de um certificado único, não só por conta da diversidade dos processos e órgãos envolvidos, como talvez a tecnologia ainda não está totalmente madura para ser universal e de uso corrente.

E num mundo globalizado, isso não se resolve apenas com legislações e regras nacionais. Há que se caminhar para padrões mundiais.

É possível?  Claro que sim, mas isso demanda tempo. Por enquanto, o jeito é conviver com essa confusão toda. Reclamar quando der, buscar dar contribuições para que os processos melhorem.

E é exatamente aí, na mudança e melhoria dos processos, que estão as maiores resistências. Aqui, nos Estados Unidos, na China, no Cazaquistão, onde quer que seja.

Os certificados digitais foram concebidos como forma de evitar fraudes, bem como identificar univocamente pessoas ou empresas em transações com as bases de dados públicas e privadas, mas que requerem alto grau de segurança e precisão. Ao criptografar as informações enviadas, de modo único para cada certificado emitido, a segurança seria maior, e as possibilidades de fraude, menores.

Talvez o que falte, no momento atual, é maior divulgação e orientação às empresas e aos indivíduos que precisam estar envolvidos com transações que requeiram certificação digital. Tenho certeza que a ACP (Associação Comercial do Paraná) pode ajudar.

Leis, regulamentos, palestras e cursos são importantes, mas não bastam. É preciso saber vender e embrulhar o peixe.

Heart Bleed: A grande ameaça à internet

heartbleedTalvez você nunca tenha ouvido falar do Heart Bleed, a vulnerabilidade na comunicação que permite decifrar e roubar códigos e senhas criptografados e torna seus dados, seu computador, tablet e smartphone extremamente vulnerável.

Então saiba que ele andava sorrateiramente nos vazando nossos dados há uns 2 anos, mas só agora essa ameaça tornou-se pública.

A maioria dos grandes sites globais já providenciaram correções, mas isso não sgnifica que você esteja seguro.

Vai valer a pena fazer uma mudança geral de suas senhas, antes que o estrago fique maior.

Antes de mais nada, veja seu histórico de navegação nos browsers que você utiliza e verifique no site Qualys SSL Labs se eles ainda estão vulneráveis.

Mas prepare-se para ver que os grandões Facebook, Twitter, Google e dezenas de outros foram afetados, fizeram correções, mas não se divulgava o tamanho da ameaça. Ou será que ninguém conseguiu entender isso em 2 anos? 

Neste sábado, 12 de abril, das 10 às 12h (horário de Brasília), estarei debatendo na CBN Curitiba, ao vivo, esse e outros temas de segurança na web. Acompanhe em www.cbncuritiba.com.br ou FM 90.1 MHz. Participe enviando seus comentários e perguntas pelo Twitter @CBNCuritiba pelo Facebook , pelo site ou por telefone.

Veja abaixo a tabela publicada pelo Mashable (em inglês), indicando a situação dos sites mais populares e como você deve agir:

 

Social Networks

Was it affected? Is there a patch? Do you need to change your password? What did they say?
Facebook Unclear Yes Yes√ “We added protections for Facebook’s implementation of OpenSSL before this issue was publicly disclosed. We haven’t detected any signs of suspicious account activity, but we encourage people to … set up a unique password.”
Instagram Yes Yes Yes√ “Our security teams worked quickly on a fix and we have no evidence of any accounts being harmed. But because this event impacted many services across the web, we recommend you update your password on Instagram and other sites, particularly if you use the same password on multiple sites.”
LinkedIn No No No “We didn’t use the offending implementation of OpenSSL in http://www.linkedin.com or http://www.slideshare.net. As a result, HeartBleed does not present a risk to these web properties.”
Pinterest Yes Yes Yes√ “We fixed the issue on Pinterest.com, and didn’t find any evidence of mischief. To be extra careful, we e-mailed Pinners who may have been impacted, and encouraged them to change their passwords.”
Tumblr Yes Yes Yes√ “We have no evidence of any breach and, like most networks, our team took immediate action to fix the issue.”
Twitter No Yes Unclear Twitter wrote that OpenSSL “is widely used across the internet and at Twitter. We were able to determine that [our] servers were not affected by this vulnerability. We are continuing to monitor the situation.” While reiterating that they were unaffected, Twitter told Mashable that they did apply a patch.

Other Companies

Was it affected? Is there a patch? Do you need to change your password? What did they say?
Apple No No No “iOS and OS X never incorporated the vulnerable software and key web-based services were not affected.”
Amazon No No No “Amazon.com is not affected.”
Google Yes Yes Yes√* “We have assessed the SSL vulnerability and applied patches to key Google services.” Search, Gmail, YouTube, Wallet, Play, Apps and App Engine were affected; Google Chrome and Chrome OS were not.*Google said users do not need to change their passwords, but because of the previous vulnerability, better safe than sorry.
Microsoft No No No Microsoft services were not running OpenSSL, according to LastPass.
Yahoo Yes Yes Yes√ “As soon as we became aware of the issue, we began working to fix it… and we are working to implement the fix across the rest of our sites right now.” Yahoo Homepage, Yahoo Search, Yahoo Mail, Yahoo Finance, Yahoo Sports, Yahoo Food, Yahoo Tech, Flickr and Tumblr were patched. More patches to come, Yahoo says.

Email

Was it affected? Is there a patch? Do you need to change your password? What did they say?
AOL No No No AOL told Mashable it was not running the vulnerable version of the software.
Gmail Yes Yes Yes√* “We have assessed the SSL vulnerability and applied patches to key Google services.”*Google said users do not need to change their passwords, but because of the previous vulnerability, better safe than sorry.
Hotmail / Outlook No No No Microsoft services were not running OpenSSL, according to LastPass.
Yahoo Mail Yes Yes Yes√ “As soon as we became aware of the issue, we began working to fix it… and we are working to implement the fix across the rest of our sites right now.”

Stores and Commerce

Was it affected? Is there a patch? Do you need to change your password? What did they say?
Amazon No No No “Amazon.com is not affected.”
Amazon Web Services(for website operators) Yes Yes Yes√ Most services were unaffected or Amazon was already able to apply mitigations (see advisory note here). Elastic Load Balancing, Amazon EC2, Amazon Linux AMI, Red Hat Enterprise Linux, Ubuntu, AWS OpsWorks, AWS Elastic Beanstalk and Amazon CloudFront were patched.
eBay No No No “eBay.com was never vulnerable to this bug because we were never running a vulnerable version of OpenSSL.”
Etsy Yes* Yes Yes√ Etsy said that only a small part of its infrastructure was vulnerable, and they have patched it.
GoDaddy Yes Yes Yes√ “We’ve been updating GoDaddy services that use the affected OpenSSL version.” Full Statement
Groupon No No No “Groupon.com does not utilize a version of the OpenSSL library that is susceptible to the Heartbleed bug.”
Nordstrom No No No “Nordstrom websites do not use OpenSSL encryption.”
PayPal No No No “Your PayPal account details were not exposed in the past and remain secure.” Full Statement
Target No No No “[We] launched a comprehensive review of all external facing aspects of Target.com… and do not currently believe that any external-facing aspects of our sites are impacted by the OpenSSL vulnerability.”
Walmart No No No “We do not use that technology so we have not been impacted by this particular breach.”

Videos, Photos, Games & Entertainment

Was it affected? Is there a patch? Do you need to change your password? What did they say?
Flickr Yes Yes Yes√ “As soon as we became aware of the issue, we began working to fix it… and we are working to implement the fix across the rest of our sites right now.”
Hulu No No No No comment provided.
Minecraft Yes Yes Yes√ “We were forced to temporary suspend all of our services. … The exploit has been fixed. We can not guarantee that your information wasn’t compromised.” More Information
Netflix Yes Yes Yes√ “Like many companies, we took immediate action to assess the vulnerability and address it. We are not aware of any customer impact. It’s a good practice to change passwords from time to time, now would be a good time to think about doing so. “
SoundCloud Yes Yes Yes√ SoundCloud emphasized that there were no indications of any foul play and that the company’s actions were simply precautionary.
YouTube Yes Yes Yes√* “We have assessed the SSL vulnerability and applied patches to key Google services.”*Google said users do not need to change their passwords, but because of the previous vulnerability, better safe than sorry.

Banks and Brokerages

All the banks we contacted (see below) said they were unaffected by Heartbleed, but U.S. regulators have warned banks to patch their systems.

Was it affected? Is there a patch? Do you need to change your password? What did they say?
Bank of America No No No “A majority of our platforms do NOT use OpenSSL, and the ones that do, we have confirmed no vulnerabilities.”
Barclays No No No No comment provided.
Capital One No No No “Capital One uses a version of encryption that is not vulnerable to Heartbleed.”
Chase No No No “These sites don’t use the encryption software that is vulnerable to the Heartbleed bug.”
Citigroup No No No Citigroup does not use Open SSL in “customer-facing retail banking and credit card sites and mobile apps”
E*Trade No No No E*Trade is still investigating.
Fidelity No No No “We have multiple layers of security in place to protect our customer sites and services.”
PNC No No No “We have tested our online and mobile banking systems and confirmed that they are not vulnerable to the Heartbleed bug.”
Schwab No No No “Efforts to date have not detected this vulnerability on Schwab.com or any of our online channels.”
Scottrade No No No “Scottrade does not use the affected version of OpenSSL on any of our client-facing platforms.”
TD Ameritrade No No No TD Ameritrade “doesn’t use the versions of openSSL that were vulnerable.”
TD Bank No No No “We’re currently taking precautions and steps to protect customer data from this threat and have no reason to believe any customer data has been compromised in the past.”
T. Rowe Price No No No “The T. Rowe Price websites are not vulnerable to the “Heartbleed” SSL bug nor were they vulnerable in the past.”
U.S. Bank No No No “We do not use OpenSSL for customer-facing, Internet banking channels, so U.S. Bank customer data is NOT at risk.”
Vanguard No No No “We are not using, and have not used, the vulnerable version of OpenSSL.”
Wells Fargo No No No No reason provided.

Government and Taxes

Was it affected? Is there a patch? Do you need to change your password? What did they say?
1040.com No No No “We’re not vulnerable to the Heartbleed bug, as we do not use OpenSSL.”
FileYour Taxes.com No No No “We continuously patch our servers to keep them updated. However, the version we use was not affected by the issue, so no action was taken.”
H&R Block No No No “We are reviewing our systems and currently have found no risk to client data from this issue.”
Healthcare .gov No No No “Healthcare.gov consumer accounts are not affected by this vulnerability.”
Intuit (TurboTax) No No No Turbotax wrote that “engineers have verified TurboTax is not affected by Heartbleed.” The company has issued new certificates anyway, and said it’s not “proactively advising” users to change their passwords.
IRS No No No “The IRS continues to accept tax returns as normal … and systems continue operating and are not affected by this bug. We are not aware of any security vulnerabilities related to this situation.”
TaxACT No No No “Customers can update their passwords at any time, although we are not proactively advising them to do so at this time.”
USAA Yes Yes Yes√ USAA said that it has “already taken measures to help prevent a data breach and implemented a patch earlier this week.”

Other

Was it affected? Is there a patch? Do you need to change your password? What did they say?
Box Yes Yes Yes√ “We’re currently working with our customers to proactively reset passwords and are also reissuing new SSL certificates for added protection.”
Dropbox Yes Yes Yes√ On Twitter: “We’ve patched all of our user-facing services & will continue to work to make sure your stuff is always safe.”
Evernote No No No “Evernote’s service, Evernote apps, and Evernote websites … all use non-OpenSSL implementations of SSL/TLS to encrypt network communications.”Full Statement
GitHub Yes Yes Yes√ GitHub said it has patched all its systems, deployed new SSL certificates and revoked old ones. GitHub is asking all users to change password, enable two-factor authentication and “revoke and recreate personal access and application tokens.”
IFTTT Yes Yes Yes√ IFTTT emailed all its users and logged them out, prompting them to change their password on the site.
OKCupid Yes Yes Yes√ “We, like most of the Internet, were stunned that such a serious bug has existed for so long and was so widespread.”
Spark Networks (JDate, Christian Mingle) No No No Sites do not use OpenSSL.
SpiderOak Yes Yes No Spideroak said it patched its servers, but the desktop client doesn’t use a vulnerable version of OpenSSL, so “customers do not need to take any special action.”
WordPress Unclear Unclear Unclear WordPress tweeted that it has taken “immediate steps” and “addressed the Heartbleed OpenSSL exploit,” but it’s unclear if the issue is completely solder. When someone asked Matt Mullenweg, WordPress’ founding developer, when the site’s SSL certificates will be replaced and when users will be able to reset passwords, he simplyanswered: “soon.”
Wunderlist Yes Yes Yes√ “You’ll have to simply log back into Wunderlist. We also strongly recommend that you reset your password for Wunderlist.”Full Statement

Password Managers

Was it affected? Is there a patch? Do you need to change your password? What did they say?
1Password No No No 1Password said in a blog post that its technology “is not built upon SSL/TLS in general, and not upon OpenSSL in particular.” So users don’t need to change their master password.
Dashlane Yes Yes No Dashlane said in a blog post users’ accounts were not impacted and the master password is safe as it is never transmitted. The site does use OpenSSL when syncing data with its servers but Dashlane said it has patched the bug, issued new SSL certificates and revoked previous ones.
LastPass Yes Yes No “Though LastPass employs OpenSSL, we have multiple layers of encryption to protect our users and never have access to those encryption keys.” Users don’t need to change their master passwords becausethey’re never sent to the server. But passwords for other sites stored in LastPass might need to be changed.

Reporters who contributed to this story include Samantha Murphy Kelly, Lorenzo Francheschi-Bicchierai, Seth Fiegerman, Adario Strange and Kurt Wagner.

 

 

Tecnologia e as promessas de campanha

Ainda falta chegar a Copa do Mundo, mas os atores do mundo político já se preparam para costurar alianças, ganhar tempo de televisão, estruturar propostas baseadas nas expectativas da população.

Segurança, Saúde, Educação, Infraestrutura, Meio-ambiente devem ser objeto de 11 entre 10 temas abordados no horário eleitoral.

E a tecnologia, que hoje é fundamental para cada uma dessas áreas?

Veremos discussões sobre inclusão digital, banda-larga gratuita, computadores e tablets nas escolas…

As redes sociais vão ser mais centrais nas estratégias de campanha, e por elas surgirão discussões interessantes e também muita baixaria.

Mas e aí, teremos propostas que sejam viáveis de implantar e que aproveitem ao máximo da tecnologia existentes para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos e contribuintes? Como essa tecnologia pode ajudar na redução das desigualdades sociais, sem agredir o meio-ambiente?

Segurança X Privacidade; melhoria da qualidade na educação e na saúde; segurança pública e individual; a melhora rápida do Brasil nos diversos rankings globais que nos colocam, via de regra, em posições pouco invejáveis.

E como a tecnologia pode apoiar aumentos de produtividade em cada setor da economia, em cada região de nosso país? Essa questão é essencial para que possamos crescer a renda per-capita real sem pressões inflacionárias.

Não estou a querer pautar o debate eleitoral, até porque a tecnologia, em si, não é capaz de proporcionar essas melhorias que ansiamos, independente de posições partidárias. Mas a ferramenta é poderosa.

Se avaliarmos o desempenho das economias que mais cresceram no mundo nas últimas 4 décadas, veremos que todas elas usaram a tecnologia digital como aliada.

Pode até ser que esse debate sobre tecnologia não seja prioritário. E nem deve ser mesmo. Mas não há como imaginar que, por exemplo, os serviços públicos possam melhorar proporcionalmente ao crescimento do número de funcionários. Há que se modernizar a máquina, melhorar e simplificar processos, diminuir a burocracia.

Como existem infinitas possibilidades de usar a tecnologia para podermos crescer mais e melhor, não custa trazer esse tema à baila.

É bom lembrar aos candidatos que a maioria dos 150 milhões de eleitores habilitados a votar terão acesso à informação por conta da tecnologia. Tentar o discurso fácil para ganhar uma eleição pode não ser o suficiente. 

Big Brother de Orwell está aqui, só que …..

1984orwellEm 2013, quando o assunto foi privacidade x segurança, nada superou os vazamentos do Edward Snowden sobre a NSA americana e a série de manifestações iradas de líderes mundiais por terem suas comunicações monitoradas indevidamente.

Ao virarmos 2014, sobram evidências da colaboração das agências de inteligência mundo afora, mesmo quando, em tese, existam interesses em conflito. Nada que não saibamos ao assistir a cinquentenária franquia de James Bond.

Nos conformamos, também, com o que sabem sobre nós o Facebook, o Google, a Apple, a Microsoft e outras menores, tudo trocado pela conveniência dos serviços oferecidos.

Em 2013, soubemos que  com uns 1.000 dólares, um pouco de conhecimento digital, algum talento e disposição para furar bloqueios de senhas, firewalls e redes seguras, bastam vacilos de alguns dos bilhões de conectados para fazer estragos em suas contas bancárias e reputações.

Com câmeras de monitoramento onipresentes, mais todos os dispositivos digitais capazes de gravar áudio e vídeo, ficar incógnito beira o impossível.

Em 2014 pouca coisa muda, talvez com algumas legislações novas e acordos internacionais de longa gestação.

Enquanto escrevo este post, leio que o New York Times desta quinta, pede, em editorial, clemência para Snowden, para que ele possa voltar aos Estados Unidos sem as acusações de deserção e alta traição. A conferir…

Enquanto isso, as agências de inteligência seguirão bisbilhotando, as redes sociais saberão cada vez mais sobre nós, os hackers crescerão em número e sofisticação, e a indústria da segurança digital para o indivíduo prosperará como nunca.

Cabe a cada um de nós calibrar, dentro do possível, seu próprio nível de exposição. Por exemplo, não fazendo postagens de fotos e vídeos pessoais, cuidando das senhas e mantendo os programas de proteção em cada dispositivo digital sempre atualizados.

Cancele contas inativas de redes sociais, de email, de cadastro em lojas virtuais não mais usadas. Leia e reveja, de quando em vez, seus contratos de uso com cada um dos serviços e aplicativos que você possui. As políticas de privacidade e os termos de uso são alterados unilateralmente e você pode estar dando cobertura legal para que usem seus dados além do que você imagina.

E siga com sua vida digital normalmente, cuidando sempre do que resta de sua privacidade.

Então, você achava que não estava sendo grampeado?

OK, a história dos grampos da NSA gerou preocupações em líderes de governos mundo afora, empresários importantes, comunicados daqui, escusas dali, mas, para a maioria de nós, grampeados eram os outros. Até hoje!

O Washington Post revelou na quarta, 4/12, que, de acordo com dados vazados por Edward Snowden, a agência americana coleta diariamente algo como 5 bilhões de registros de celulares mundo afora, inclusive a sua localização. São centenas de milhões de aparelhos que, mesmo não em uso, emitem sinais captados pelas antenas nas torres espalhadas mundo afora, e, com isso, dá para saber aonde estão os aparelhos, e, possivelmente, seus donos. 

Usando um sofisticada ferramenta para análise em massa de dados, chamada Co-Travelers, a NSA consegue localizar não apenas possíveis terroristas, ou alvos, como chamados no mundo da inteligência. A NSA pode identificar seus possíveis e até então desconhecidos parceiros (daí o nome, traduzido como co-viajantes).

Essas informações chegam através da interceptação de dados das comunicações trafegadas pelas redes das operadoras. Se seu aparelho tem GPS e ele está ligado, sua localização será feita com uma precisão de menos de 100 metros.

Assim, definidos os alvos a monitorar e com os padrões estabelecidos para mapear os co-viajantes, a repressão ao terrorismo pode ser mais eficaz.

Também traz a cada um de nós aquela sensação de falta de privacidade, mesmo não tendo nada a esconder.

Mas essa técnica eu já havia visto em algum lugar. Claro! Quem tem um dispositivo da Apple com iOS pode usar o app Find iPhone para achar o smartphone ou tablet que tenha sido perdido ou roubado, ou mesmo achar alguém em um lugar movimentado, desde que essa pessoa esteja cadastrada no app.

Os conceitos e as premissas do Co-Traveler e do Find iPhone são bem distintos, seja em volumes, propósitos, ações requeridas ou mesmo sofisticação tecnológica. Mas a premissa da localização é a mesma!

Assim, não custa lembrar que, antes de tomar conhecimento dessas entranhas do mundo da inteligência, muitos de nós já usávamos dispositivos digitais para achar e ser achado. Abrindo mão de nossa privacidade por conta do conforto, da conveniência e até mesmo de maior segurança.

BlackBerry encolhe mais um pouco

Se alguém estava pensando em trocar seu BlackBerry por um novo, ou, menos provável, sair de um smartphone com iOS, Android ou WindowsPhone para um aparelho desse fabricante canadense, melhor rever os planos.

Neste final de semana, a BlackBerry (ex Research in Motion) anunciou perdas de quase 1 bilhão de dólares no segundo trimestre fiscal e a demissão de 4.500 colaboradores, ou 35% de sua força de trabalho.

Aqui no Brasil, faz tempo que não vejo uma pessoa física com uma conta no BlackBerry, e as pessoas jurídicas progressivamente migram para as plataformas com mais reconhecimento no mercado.

Como a BlackBerry havia anunciado que estaria buscando um comprador para a empresa, essa notícia até que não causou grande impacto. Ao contrario, após o Wall Street Journal ter especulado sobre as demissões, as ações da empresa mostraram uma ligeira recuperação, para em seguida voltarem a cair.

Não foi pouca coisa: com 5,9 milhões de aparelhos, o prejuízo médio, por aparelho faturado, ficou em torno de US$ 160.

Para quem usa BlackBerry, não é motivo para pânico. Ainda. Tudo indica que é só uma questão de pouco tempo até que um investidor institucional resolva injetar grana na empresa, ou então um concorrrente de peso resolva absorvê-la, de olho menos na tecnologia e mais no tipo de cliente que a BlackBerry conquistou, o das empresas e governos que buscam serviços de comunicação digital com alto nivel de segurança e disponibilidade.

Claro que, numa operação de salvamento, sempre alguém vai estar de olho também nas patentes que a empresa gerou, muitas das quais ainda não utilizadas, e que poderiam ser usadas em larga escala por um grande player do mercado.

E o mercado de smartphones segue em consolidação, ao menos no que diz respeito a sistemas operacionais. iOS, Android e Windows Phone. Ponto.

Faxina no smartphone e no tablet

É quase automático: você lê, ouve, ou sabe por um amigo de algum aplicativo cool para seu smartphone ou tablet e você vai direto à App Store ou Google Play e baixa. Ainda mais se for grátis! E aí, se tiver um tempo, começa a usar.

Na maioria das vezes, esse aplicativo vai pedir licença para usar sua localização, sua lista de contatos e seus dados pessoais. Ou então, você faz o login através de sua conta do Facebook, e, da mesma forma, deixa uma válvula aberta para que alguém saiba de sua vida.

É o preço que você paga para poder estar conectado com quem lhe interessa, do jeito que lhe convém, e, pelo impulso da novidade instantânea com preço zero, lá vai mais um App para seu dispositivo esperto.

Passa o tempo, e essa rotina se repete. Quando você se dá conta, são dezenas, às vezes centenas de aplicativos. Muitos dos quais você nem se lembra para que servem, ou jamais usou.

Se esse é seu caso, então é hora da faxina! Cada aplicativo ocupa espaço na memória do aparelho, gasta tempo de acesso para atualizações e, somando todos, podem estar degradando a performance do potente processador que fez a diferença na hora que você decidiu a compra.

Lembre-se que você autorizou um monte de acessos aos seus dados para usá-los adequadamente. Mas, no frigir dos ovos, você usa 5 Apps todo dia, no mês, não mais que 15 ou 20. O resto é tralha. Lixo para eles, já! E não é só deletar do tablet ou do smartphone. Tem que deletar também do computador que você possa usar para sincronização.

Além dos programas, muitas tarefas  geradas por eles ficam ativas, ocupando memória e armazenamento. É preciso removê-las, de vez em quando.

Os sistemas operacionais oferecem ferramentas para simplificar sua vida nesses quesitos. Mas precisa paciência…

Assim como suas gavetas de roupas ou de papéis, os arquivos digitais também exigem faxina de vez em quando. Faça isso a cada três ou quatro meses.

Muito complicado? Se você tem um dispositivo Android, use o Clean Master. É simples, rápido, intuitivo e.. gratuito!

Comece hoje! Boa faxina!

Mais uma contra a nossa privacidade

Que bom que a ministra Carmen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral -TSE- mandou cancelar o Acordo de Cooperação que a corte firmou com a empresa Serasa-Experian, para fornecer a esta dados dos 141 milhões de eleitores brasileiros. Seus dados, meus dados, nossos dados, que somos compulsoriamente forçados a colocar à disposição, por ser o voto obrigatório no Brasil.

Estranho, muito estranho, que o TSE tenha firmado um convênio dessa natureza com uma empresa que vive da venda de informações sobre a capacidade e idoneidade de crédito de pessoas físicas e jurídicas. Mais estranho ainda é que esse convênio não passou pelo plenário do Tribunal, nem mesmo por algum de seus membros para validação.

Não faz muito tempo ficamos boquiabertos com a arapongagem da NSA americana, ao interceptar dados de ligações telefônicas e conteúdos da internet de bilhões de pessoas, brasileiros inclusos. Isso gerou repulsa da sociedade e o Brasil representou na ONU contra essa atitude do governo Barack Obama.

Com que argumentos agora poderá o poder público -no caso, o Judiciário- explicar esse convênio?

Que medidas serão tomadas para evitar a repetição dessas traquinagens no futuro?

O que garante que não existam convênios semelhantes com outros órgãos públicos que detêm dados dos cidadãos brasileiros?

Felizmente temos uma imprensa livre e vigilante, com radares sensíveis, capazes de levantar a lebre, como fez o jornal O Estado de São Paulo.

Mas o assunto da privacidade do cidadão, nesse mundo conectado, voltou à tona, e de um modo que surpreende a maioria. A Justiça Eleitoral brasileira é respeitada mundo afora, e seria um dos últimos bastiões da guarda dos valores essenciais da democracia e da liberdade do cidadão.

Logo ela dá esse mau exemplo? O que se espera agora, no mínimo, além do cancelamento do acordo, é uma explicação clara e transparente dos motivos que levaram à celebração desse convênio e que mecanismos serão adotados pelo TSE para evitar que o sigilo dos dados dos milhões de eleitores brasileiros seja novamente ameaçado.

Quem quiser ver o Acordo, aqui está ele: Acordo de Cooperação Técnica TSE nº 07_2013 – TSE e Serasa.

Google Glass pode ter reconhecimento facial. Já pensou?

gglassMatt Warman, Editor de Tecnologia do Consumidor do Telegraph de Londres mostra que o Google Glass poderá ter um aplicativo de reconhecimento facial. É uma possibilidade forte, talvez não como um aplicativo próprio.

O Google diz que seu Glass não vem com reconhecimento facial, mas essa solução está sendo testada pela Lambda Labs, parceira do Google há algum tempo. Sua tecnologia de reconhecimento facial é usada em muitos aplicativos que estão no mercado.

O Google já usa essa tecnologia desde o Picasa, um dos bons softwares de organização de fotos digitais.

A versão atual que vem sendo testada pela Lambda Labs faz quem o usa no Google Glass poder tirar fotos, adicionar tags de quem está nessas fotos, fazer upload delas para só então comparar as faces com as detectadas em fotos subsequentes.  Daí para o reconhecimento facial em tempo real é um pulinho, do ponto de vista tecnológico. Reconhecer de imediato as faces capturadas cotejando-as com bases de imagens próprias ou públicas é só evoluir os algoritmos, as velocidades de conexão e os serviços de imagens na nuvem.

E a demanda de mercado pode vir com tudo… Exemplos:

  • Você está meio desligado(a) e chega a uma festa cheia de gente, muitas das quais você nunca viu e outras tantas que talvez sejam conhecidas mas não dá para  lembrar o nome; inevitavelmente, uma delas chega e diz “oi, lembra de mim?“. Com o Google Glass versão reconhecimento, você não precisa mais fazer cara de paisagem e cumprimenta essa pessoa pelo nome, que aparece em uma legenda produzida pelos óculos. Dá, claro, para reconhecer quem é essa pessoa de longe e, se for o caso, adotar a postura do Leão da Montanha “saída pela esquerda [direita]…“*;
  • Um saguão de aeroporto ou outro local de grande movimento e potencial alvo de ataques terroristas: agentes de segurança com Google Glass esquadrinham o ambiente e podem interagir com aplicativos que acessam bases de dados de possíveis pessoas-bomba e tomar medidas preventivas, evitando tragédias;
  • Quem está no Facebook ou no FourSquare pode associar uma pessoa que está num lugar ao perfil dela na redes, e isso pode ajudar na paquera ou nos negócios;
  • As celebridades terão mais dificuldades ao enviar clones para aparecer em eventos obrigatórios enquanto elas se divertem em atividades privadas. Logo alguém com o Glass vai dar o grito “ela é um fake!”
  • Você vai poder ir a um jogo de futebol em uma dessas novíssimas arenas simplesmente comprando seu ingresso pela internet e, à entrada, as roletas vão reconhecê-lo pelo rosto e deixá-lo entrar no seu setor, na sua fila, na sua cadeira. E ainda comandam a entrega de sua pipoca e a sua bebida preferidas, na hora que você desejar.

No quesito privacidade, ela será fatalmente restringida por aplicativos desse tipo, e as querelas filosóficas e jurídicas serão enormes, antes de se chegar a algum marco regulatório. Dá até para especular os motivos que levaram o Google a não incorporar a tecnologia de reconhecimento facial ao Google Glass, num primeiro momento. Melhor para a empresa deixar o teste de campo para alguma empresa parceira e avaliar a aceitação, as restrições e os possíveis caminhos, já devidamente aplainados, para só depois entrar para valer.

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* Para quem não lembra ou não é dessa época, o Leão da Montanha era um personagem dos desenhos animados de Hanna & Barbera, muito esperto, mas avesso a brigas, que, quando via algum perigo de ser caçado pelo coronel dizia “saída pela direita [esquerda]!” e saia correndo de cena.

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