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Comunicação e Informação em 12/2014. Diferente do que foi imaginado!

As previsões mais ousadas sobre o futuro da internet e do mundo digital não se materializaram. Ao menos não na maciça migração de consumidores de mídias tradicionais, como livro, jornal, revista, rádio e TV. O que vimos foi convivência e mudança do perfil de uso.

book-ebookHá 8 anos atrás, um pouco menos, com o lançamento do iPad e do Kindle, mais o poder das gigantes Apple e Amazon, houve quem indicasse que o mercado de livros seria totalmente digital, e que o livro de papel sumiria das prateleiras e mesmo as livrarias físicas seriam sebos apenas.

O que ocorreu, de fato, foi um acirramento da concorrência e um brutal aumento da relação de livros vendidos por leitor usual ou mesmo por habitante, no mundo todo. Algumas livrarias pequenas, outras redes tradicionais que não se adaptaram, sumiram do mapa. Mas surgiram novas livrarias com múltiplos serviços, com cafés, auditórios e palestras de especialistas. Nunca se lançaram tantos livros em noites de autógrafos como hoje. No Brasil, um autor que não se chamasse Paulo Coelho não atingiria a dezena de milhares de exemplares vendidos, que diria ingressar no clube do milhão. Não é, Laurentino Gomes?

Hoje em dia, se você quer um livro, dependendo de sua pressa, da disponibilidade do título no formato impresso ou digital, você tem escolha. E isso é bom!

NewsPOs jornais diários, com certeza, foram os mais atingidos, Publicações fortes, tradicionais, sumiram do mapa ou foram absorvidas pelos concorrentes. A receita mais relevante, a de anúncios e classificados, ficou minúscula. Mesmo para os veículos que foram forte para a internet perderam público por conta da especialização do mercado. Quando foi mesmo a última vez que você se guiou por um anúncio de jornal para iniciar a compra de um carro ou de um imóvel?

magazine vs digitalAs revistas ganharam força ao penetrarem no mercado via tablets, que facilitaram o processo de distribuição. Revistas semanais de informações, antes dedicadas a analisar com mais detalhes as notícias diárias, agora podem se dar ao luxo de trabalhar melhor com o jornalismo investigativo e apresentar notícias à frente de muitos outros veículos.

As revistas especializadas proliferaram também no formato impresso, mas algumas delas perdem o sentido. Um exemplo é a INFO Exame, publicada pela Abril, que a partir de fevereiro de 2015 deixa de publicar sua versão de papel. Ficou simplesmente impossível abordar a tecnologia sem recursos multimídia. E a INFO só é pioneira aqui no Brasil. Lá fora, muitas revistas técnicas, científicas, ou de nichos específicos mas que têm público disperso geograficamente já estão 100% digitais.

RadioAs rádios, para serem viáveis, viraram redes, e usam muito os meios digitais. Vide a nossa CBN Curitiba, há tempos recebendo informações e solicitações de ouvintes por torpedo, Twitter, Facebook e agora, febre total, o WhatsApp. Assim como quando surgiu a TV muitos apostavam no sumiço do rádio, o que ocorreu foi o contrário: com o crescimento das cidades e os problemas de trânsito e segurança, nunca as rádios foram tão úteis, e, com a interação com os ouvintes, viraram fontes importantes para aqueles longos (no tempo) trajetos nas vias abarrotadas de carros, todos com carros e ouvintes dentro. Hoje, mais de 2/3 das receitas das rádios, no mundo, estão com as que oferecem algum tipo de interação com o ouvinte.

TV_Cable_internetA TV aberta, mesmo ainda com boa audiência, têm dificuldade em competir com os canais de TV paga e o serviços na rede. Mas, por conta do aumento da renda média, mundo afora, ganharam uma sobrevida no seu formato atual. Talvez seja o vetor de comunicação com mais necessidade de reinvenção. Mas hoje, nos Estados Unidos, mais de 51% dos telespectadores gastam parte de seu tempo vendo TV pela internet, 54% dos que têm menos de 25 anos.

Adeus, veículos impressos, adeus broadcast de rádio e TV? Não é o caso. Mas potencializar o combo analógico/digital para atingir melhor o público-alvo é fundamental. Até porque esse público-alvo (nós, consumidores de conteúdo) somos cada vez mais exigentes e também produtores de conteúdos.

Conviver com formatos diferentes é bom para nós, consumidores. E isso deve se intensificar!

Alguém lembrou aqui de mencionar as redes sociais?

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Alibaba: Os chineses chegaram!

AlibabaEm 7 de maio passado, postei uma nota sobre a intenção da Alibaba, a gigante chinesa de e-commerce e redes sociais de fazer o maior IPO da história em bolsa de valores.

Pois foi o que ocorreu na semana passada. Lançada a US$ 68 por ação, fechou na sexta, 19, a próximo de US$ 94, criando muitas expectativas e dividiu opiniões de analistas: para uns, Alibaba ainda está barata, para outros, está sinalizando para o início de uma bolha especulativa que pode estourar a qualquer momento e causar tremores no mercado, como já ocorreu anteriormente.

Na segunda, 22, enquanto escrevo esta postagem,  a ação de código BABA caia 4,55%, par US$ 89.62. Viés de queda, o que não quer dizer muita coisa. Ou quer dizer muita coisa.

Primeiro, que em situação similar, o Facebook fez seu IPO em clima de euforia, para caiu bastante e frustrou investidores, para depois recuperar e hoje é uma das empresas com maior valor de mercado.

Pode acontecer o mesmo com a Alibaba, com a diferença básica de ser uma empresa chinesa da era da internet que vem disputar, com garbo, a bolsa de valores ícone do capitalismo, a NYSE de Nova York.

Quer acompanhar as ações da Alibaba na NYSE? Isso é coisa para investidores, e aqui temos um blog de tecnologia. Mas vamos olhar a coisa sob a ótica do sgrandes movimentos tectônicos da história da humanidade: a internet é, indiscutivelmente, um tsunami que veio para mudar um monte de premissas que regiam nossas vidas. Ainda fortemente dominada pelos americanos, já há tempos os asiáticos mostravam suas garras na parte de hardware, com televisores, computadores, tablets e smartphones, sem falar dos equipamentos de infraeestrutura.

Agora os chineses entram pesado no mercado de e-commerce, com  esse IPO que levantou US$ 24 bi e colocou o valor da Alibaba no patamar de US$ 250 bi. Ou seja, o tal de mercado acreditou que essa proposta de um chinês visionário merecia um espaço na primeira divisão da tecnologia global.

Surpresa? Nem tanto… Com um mercado vertiginosamente crescente lá pelas bandas orientais do Pacífico e do Índico, um lastro formidável de profissionais graduados e pós graduados nas melhores universidades do mundo e uma tradição mercantil de milênios, parece ter chegado a hora de estarmos atentos ao que acontece por lá.

Hoje, Alibaba tem valor de mercado maior do que a veterana e saudável Amazon.

Não é milagre, nem onda passageira. A China vem entrando no jogo tecnológico sem que muita gente se dê conta, mas esse marco da Alibaba é coisa séria. Muitos outros virão.

Fire Phone da Amazon: Mais um na briga ou mudança de referência?

FirePhoneA Amazon anunciou dia 18 de junho seu novo lançamento, o Fire Phone, um smartphone com algumas características diferenciadas dos concorrentes, mas que, nas palavras de Jeff Bezos, o Capo di Tutti Capi, vai fazer a concorrência balançar e mexer com o mercado.

Das novidades, a mais diferenciada é a imagem 3D, que pode ser visualizada sem óculos e com muito mais nitidez e brilho do que a Nintendo procurou fazer com seu efêmero 3DS, já encontrado nas lojas com um bom desconto . Baseado na captação de imagens por 4 câmeras distintas, ele usa algorítmo que lembra o que vem sendo usado na Copa do Mundo na determinação precisa de se bola entrou ou não no gol.

Na ponta do mais prosaico, earphones cujo cabo de conexão ao celular não enrolam. Taí uma coisa que pode ser bem prática, embora os dos aparelhos mais caros, como o iPhone e o Galaxy S os earphones até que não enrolam muito.

Como características básicas, até que ele não faz feio, mas também não se sobressai muito. Veja:

  • Tela de LCD de 4,7 polegadas
  • Resolução: 1280×720 pixels
  • Processador/Chipset: quad-core Qualcomm Snapdragon 800 de 2,2 GHz
  • GPU: Adreno 330
  • RAM: 2 GB
  • Armazenamento interno: 32 GB ou 64 GB
  • Conectividade: WiFi 802.11, Bluetooth 3.0 e NFC
  • Câmera traseira: 13 megapixels
  • Câmera frontal: 2,1 megapixels
  • Bateria: 2.400 mAh
  • Dimensões: 13,92 cm x 6,65 cm

Como a Amazon desistiu de inventar a roda, o eistema operacional é o Fire OS 3.5.0, essencialmente um Android com sabores específicos da Amazon.

E aí, será que vale a pena entrar num modelo de smartphone de um fabricante cuja única coisa boa até agora foi o leitor de e-books Kindle? Ainda mais no Brasil, onde a Amazon é forte, mas não tem a bala toda de mercado do que em outros países, onde ela vende de tudo, inclusive se programando para entregar pequenas encomendas na sua cãs usando drones, em no máximo 30 minutos depois da compra…

Bem, essa comparação pode não levar a nada, ainda mais quando vemos que  próprio Google escorregou ao lançar um smartphone e seu laptop barato, conectado à nuvem também não virou um sucesso absoluto. O Facebook tentou, mas você conhece alguém que tenha um smartphone com o logo da empresa de Mark Zuckerberg? Isso sem falar na ascensão e queda da Motorola, da Nokia que virou Microsoft Mobile e.. peraí! Aqui tem coisa!

Claramente as grandes do mercado estão buscando uma estratégia de ter o cliente só para sí: a Apple com sua arquitetura fechada onde iOS significa iPhone, iPod, iPad e os futuros wearables, tipo iWatch e o OSX no Mac; a Microsoft apostando no seu carro chefe Windows para trazer a turma do mundo corporativo também via hardware móvel ou fixo; o Google, com um monte de serviços na nuvem que todo mundo usa e maestro da plataforma Android; agora entra a Amazon, maior loja virtual de vendas de produtos físicos no planeta e forte player na venda de serviços na nuvem dizendo “venha, aqui tem de tudo!

Do outro lado do Pacífico, as coreanas Samsung e LG, mais as chinesas Lenovo, HTC e outras vão pela massificação dos dispositivos móveis, usando, quase sempre, o Android, mas sem desprezar o Windows Phone. Algumas delas chegam baseando-se nos serviços na nuvem de gigantes como o Alibaba e no mais de 1 bilhão de chineses como mercado de partida.

Voltando à Amazon, seu Fire Phone estará nas lojas americanas no final de julho. Não está clara sua estratégia de vendas em outros mercados, mas as operadoras locais já estudam o novo device. Afinal, ele vem com 3D decente, e tem botões e funcionalidades (vide o NFC) que facilitarão compras na Amazon, inclusive de produtos físicos, coisa não muito em voga na concorrência.

Por enquanto, o negócio é ficar de olho, mas acompanhar com calma essas mexidas dos gigantes nesse tabuleiro cada vez maior e mais complexo: o mundo digital. Alguma coisa de boa acaba sobrando para nós…

Alibaba

AlibabaAlibaba entrou nesta terça-feira com a papelada para uma oferta pública de ações, nos Estados Unidos, de US$ 1 bilhão. Mas é possível que esse acabe sendo o maior IPO de tecnologia de todos os tempos, ou, no mínimo, próximo aos US$ 19 ou 23 bi do Facebook. Os mais otimistas falam em mais de US$ 100 bi como valor de mercado do Alibaba.

Mas afinal, o que é Alibaba ? Se você não sabe ou associa aquele personagem do bem que comandava 40 ladrões e que guardava suas pilhagens numa caverna, para depois distribuir parte das riquezas aos pobres, saiba que você não é o único no mundo.

O Ali Babá das lendas árabes, acima de tudo, era um comerciante. Sua séde era bem tecnológica, até pelos padrões atuais, pois só abria com uma senha de voz: Abre-te Sésamo!

O Alibaba de hoje também é bom comerciante, e daqueles globais, chinês que é, com a tradição mercantil de milênios, mundo afora. Começa pelo valor estimado de US$ 1 bi: é só para economizar as taxas de lançamento na Bolsa americana, que são calculados como um percentual do valor estimado. Na verdade, o Alibaba espera trazer para sua caverna (desculpe, sua tesouraria) entre US$15 bi e  US$20 bi.

Esse Alibaba chinês do IPO é uma empresa fundada em 1999, já no radar de alguns anaiistas do setor de tecnologia e investidores no exterior é grande. É pouco conhecido fora da China e de alguns países asiáticos, embora tenha negócios mundo afora, Brasil inclusive.

Alibaba chinês é um gigante do comércio eletrônico.

Vamos entender o Alibaba?

O Grupo Alibaba é a maior empresa de comércio eletrônico na China e, dependendo do ponto de vista, a maior do mundo. É formada por dois grandes sites de compras: o Taobao , lançado em 2003 para competir com eBay na China, e o Shopping Taobao (Tmall), um shopping on-line.

O Alibaba não concorre diretamente com a Amazon. Ele não compra nem vende um único lápis, nem tem problemas de logística, nem centros de atendimento. É apenas uma plataforma digital para que consumidores e fornecedores façam negócios, de e para qualquer parte do mundo. São milhões de fornecedores dos mais diversos tipos, de agulhas a automóveis e aviões, de serviços de software a encanadores.

O Alibaba cobra um custo pelos cadastros dos vendedores e suas ofertas, mais uma comissão de vendas. Com seus lucros,  ele investe em um operador chinês de lojas de departamentos, e nas empresas de Apps de mensagens Tango e Weibo, este a versão chinesa do Twitter que recentemente foi à Bolsa. Negocia para comprar a Alipay, um serviço de pagamento digital concorrente do PayPal .

O Alibaba teria faturado mais de US $ 3 bilhões no quarto trimestre de 2013, representando 66 % a mais em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Seus lucros brutos no mesmo período alcançaram estonteantes US $ 2,4 bilhões.

Segundo fontes do Wall Street Journal, o volume de vendas combinado do Taobao e do Tmall alcançaram US $ 240 bilhões em 2013.

O Alibaba foi fundado em 1999 por Jack Ma, que ficou interessado em criar empresas de Internet depois de ficar on-line pela primeira vez , em 1995, durante uma viagem a Seattle.

O segredo para o sucesso da caverna digital do Alibaba pode ter sido o mercado em forte crescimento na China, com a incorporação de centenas de milhões de consumidores conectados, com o pioneirismo dos conceitos de Jack Ma. A hora certa, a oportunidade certa, o lugar certo. Combinação imbatível!

O comércio eletrônico na China deve ultrapassar os Estados Unidos dentro de alguns anos, em linha com o crescimento do seu PIB, que deve ultrapassar o americano ainda em 2014, pelo critério de Purchase Power Parity.

O Alibaba considerou inicialmente o lançamento de ações na Bolsa de Valores de Hong Kong, mas pensou grande, para poder ter os benefícios da estar listado em Bolsa nos EUA, pelas regras de governança e transparência exigidos, que dariam à marca credibilidade global, ou quase isso.

Num momento em que o tsunami de investimentos em empresas de tecnologia dá sinais de arrefecer entre os investidores globais, o IPO pode chegar num cenário morno, em parte devido aos valores altos de algumas avaliações de preços. O mercado pode mudar, no caso de um IPO robusto do Alibaba.

Um efeito colateral para o mercado seria uma bela turbinada no venerando Yahoo, detentor de uma participação de 24% no capital do Alibaba, e pode embolsar até US$ 10 bilhões com o IPO. E essa grana toda daria ao Yahoo e à sua charmosa CEO Marissa Mayer importantes recursos necessários para fazer suas próprias aquisições de empresas, dando vida nova a essa que já foi a campeã das buscas até ser superada pelo Google.

Armazene suas músicas na nuvem para tê-las disponíveis em qualquer lugar, em qualquer de seus dispositivos. Bem, quase…

Seu modo de vida é extremamente dinâmico, agitado, multitarefa, como é requisito básico de uma pessoa do século 21. Você se comunica digitalmente por email, pelas redes sociais, participa de chats e videoconferências e… adora música!

É provável também que você tenha múltiplos dispositivos para armazenar e tocar suas músicas prediletas. E esses dispositivos podem não ser compatíveis entre si, e então aquela música que não sai de sua cabeça não está disponível no momento adequado. Pior: sua musicoteca fica espalhada por diversos aparelhos, HDs, CDs e DVDs, e você nem tem tempo de lembrar-se aonde está cada uma.

Duplicá-las para acesso a partir de cada dispositivo nem sempre é possível, dada a capacidade de armazenamento de cada um, de restrições de direitos autorais e mesmo de praticidade. Qual a solução?

Consolide suas músicas em um serviço na nuvem, para acessá-las de qualquer lugar que haja conexão à internet com qualquer dispositivo. Existem vários serviços específicos, com seus prós e contras. Com certeza, um deles vai atender a suas necessidades. Aqui vão três dos mais populares e fáceis de usar:

Comecemos com o
Amazon Cloud Music Amazon Cloud Drive, que requer o App Amazon Cloud Player, que funciona em qualquer computador conectado e nos dispositivos móveis com Android. Nesse drive, você pode armazenar músicas, vídeos, fotos e outros arquivos sem custo, até o limite de 5GB. Se você compra músicas através da Amazon, esses arquivos são automáticamente armazenados na sua conta na nuvem e não descontam o espaço da sua franquia. Leia mais

 

My Music Cloud

MyMusicCloud é um serviço de armazenamento na nuvem, que também possui uma loja virtual com mais de 11 milhões de títulos, nos mais variados gêneros musicais. Os preços unitários partem de US$ 0,19, e você pode sincronizar suas músicas com o DropBox, uma boa para quem já usa esse serviço. Ele também fornece as letras de músicas, deixa você compartilhar suas favoritas com os amigos no Facebook. Você ganha 2GB grátis, para começar. É simples de ousar e multidispositivo. Leia mais

 

Deezer

Deezer é um serviço de armazenamento gratuito de músicas no formato mp3, sem limite para o total, mas não permite arquivos unitários acima de 10Mb. Você cria e compartilha suas playlists com outros membros da comunidade Deezer. Leia mais

 

 

 Que tal experimentar um deles?

 

Drones e seus múltiplos usos

Chamou minha atenção a notícia deste domingo, 9, que detentos da penitenciária de São José dos Campos haviam recebido um pacote com 250 g de cocaína, entregues por um drone.

Drones são aviões pilotados por controle remoto, desenvolvidos inicialmente para missões militares e, mais recentemente, incorporados à vida civil. Não faz muito tempo, a rede americana Domino fez experiências de delivery de suas pizzas usando esses aviõezinhos; lá pelo final de 2013, um torcedor do Atlético Paranaense, querendo saber mais sobre as obras da Arena da Baixada, enviou um drone que conseguiu fazer um vídeo com imagens bem boas, que, divulgadas pelo YouTube, viralizaram rapidamente.

A Amazon anuncia entrega de pequenas encomendas para 2015 através de um serviço expresso usando drones, com os pacotes chegando ao destinatário não mais do que 30 minutos após o pedido.

Mas bastou aparecer uma notícia de uso indevido, no caso da cocaína para os presidiários, para que críticos da evolução tecnológica começassem a bradar contra a liberação do uso de drones para finalidades civis. A regulamentação de seu uso vai passar por legislação a ser implementada e por normas da Aeronáutica, mas o fato é que, com um pequeno investimento, já é possível fazer um drone com componentes comprados no varejo e seu uso atropela conceitos, legislações e regulamentos.

No caso de mercadorias entregues por via aérea ao sistema prisional brasileiro, no entanto, os drones não são pioneiros. Muita coisa já andou chegando lá via helicópteros, pequenos aviões e até mesmo com o uso de catapultas, sem falar nos românticos pombos-correio, que, em pelo menos um caso, ao entregar a mercadoria, ainda foi assado com pena e tudo…

No resumo da ópera, vale insistir que a tecnologia em si, é neutra. Como ela é usada, é outra história. E, em muitos casos, depende do ponto de vista. Por exemplo, algumas rodovias da Florida, nos Estados Unidos, já são patrulhadas por drones, que podem flagrar motoristas em excesso de velocidade em tempo real, enviando dados ao patrulheiro mais próximo que vai abordá-lo, multá-lo e prendê-lo, se for o caso. Do ponto de vista do motorista, a inovação é ruim. Já para a comunidade…

Ah! Lá em Sao José, a carga de cocaína foi interceptada pelos agentes penitenciários. Resta identificar quem enviou.

Compre pela internet, entrega com drone

Os drones são aqueles aviõezinhos sem piloto, operados remotamente, que, até há pouco tempo atrás, serviam para fins militares e de segurança, como na destruição de alvos terroristas e na patrulha de fronteiras.

O conceito começa agora a se expandir para facilitar o nosso dia-a-dia, com o surgimento de modelos mais leves, mais baratos e de produção seriada. Em junho, a rede de pizzarias Domino testou drones na entrega em domicílio de pizzas encomendadas por telefone ou pela internet, na Inglaterra. Esse delivery ainda não engrenou, mas um dia, quem sabe, concorrerá com os motoboys aqui por nossas plagas.

Vários fundos de investimentos apoiam projetos com drones em aplicações que vão desde o controle em tempo real de gado no pasto, passando por apoio à fiscalização de tráfego  em rodovias e chegando à geração de imagens aéreas em grandes eventos, como shows e partidas de futebol. Essa aplicação, aliás, viria a calhar na ajuda da identificação dos autores de barbáries, como a que vimos no final do Brasileirão.

PrimeAirMas agora vem Jeff Bezos, o chefão e fundador da Amazon e anuncia, no 60 Minutes da TV americana, Prime Airo serviço de entregas da campeã de vendas online usando drones.

O Prime Air vai funcionar apenas para mercadorias de peso e tamanho pequenos, que caibam em um container plástico pouco maior do que uma caixa de sapatos. Ao fazer o pedido com opção de entrega pelo Prime Air, seu pacote é colocado nesse container,  que é fechado e corre por esteiras rolantes até ser automaticamente preso ao drone. Aí ele voa até o endereço do cliente, onde solta o pacote e se vai.

A Amazon pretende fazer entregas em no máximo 30 minutos após o pedido, o que limita a distância entre o centro de distribuição e o endereço de destino.

O principal problema a superar, segundo Bezos, está na obtenção de licenças junto à FAA, a agência federal de aviação civil americana, daí o serviço ter lançamento previsto para 2015.

Do ponto de vista de preço do frete, a viabilidade estaria assegurada.

Mas o que acontecerá se o drone chegar na casa do cliente e for recebido por um cachorro feroz?

Facebook testa plataforma para pagamentos online

Ter 1 bilhão de contas ativas é uma coisa. Já usar esse patrimônio para entrar em novos segmentos, completar a plataforma e, de quebra, ameaçar gigantes estabelecidos no mercado parece ser o norte do Facebook.

Agora são os pagamentos eletrônicos. A gigante das redes sociais confirmou ao AllThingsD que desenvolve uma ferramenta de pagamentos online, no estilo do PayPal, mas inteiramente dentro do Facebook.

Traduzido do facebookês, significa que eu, você e os demais 999.999.998 detentores de perfís na rede terão em breve mais um motivo para ficar mais tempo exclusivamente navegando pelas suas funcionalidades.

O sistema que o Facebook propõe não só vai direto de encontro ao mercado hoje dominado pelo PayPal. Como ele já tem adesão das principais bandeiras de cartões de débito e crédito, e pode alcançar quase o mundo todo de fornecedores, ele concorre com as Amazon e Google da vida. Isso sem contar com startups que colocam a cabeça àcima da linha d’água no mercado de pagamentos digitais. Como o Braintree e o Stripe, ambas com propostas inovadoras para simplificar transações de compra e venda pela internet e ainda não disponíveis no Brasil.

O anúncio reforça a grande tendência do mundo digital de 2013 em diante: soluções simples de usar em smartphones e tablets, que neste ano ultrapassam com folga a marca de 1 bilhão de unidades vendidas.

Embora o primeiro atingido seja o PayPal, a companhia anunciou que continua tendo relação privilegiada com o Facebook e pretende continuar assim por longo tempo; o Facebook divulgou release retribuindo as juras de amor ao PayPal.

O que fica claro é a briga pelo domínio de todo o ciclo da conectividade digital através de dispositivos móveis. O Google saiu na frente, mas sem proposta direta para a finalização da venda online; a Amazon faz isso como ninguém, mas não tem o domínio nas redes sociais; a Apple é fechada em si mesma, aparentemente confortável com seu domínio no segmento mais caro de produtos e serviços, que dão maior margem.

Faltava o Facebook, que agora reforça a linha definida há dois anos por Mark Zuckerberg, de que nós possamos resolver todas as nossas necessidades online sem sair de sua rede. O Facebook quer saber mais sobre cada um de nós. Mais conforto, menos privacidade.

As Fazendas do Google

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A grande maioria dos cidadãos digitais da segunda década do século 21 usa serviços “na nuvem” do Google, da Amazon, da Apple, da Microsoft, do Facebook, do Twitter e de muitos outros menos cotados, a maioria gratuitos, ou “patrocinados”, como queira o leitor.

O que nós não nos damos conta é qual a infraestrutura tecnológica que está por trás desses serviços.

Eu uso aqui uma galeria de imagens e textos curtos do Google para que possamos navegar pelas entranhas dessas fazendas de servidores.

Vale a pena investir uns minutos para entender sua dimensão. Um número, apenas, para reflexão: os serviços de busca do Google usam mais de um milhão de servidores, espalhados mundo afora.

Normalmente esses data centers estão situados em zonas rurais, onde a terra é mais barata, e substituem fazendas tradicionais que produzem alimentos e viram fazendas de informação. Cada um deles consome energia elétrica equivalente a cidades nem tão pequenas assim e abrigam dezenas de milhares de servidores. Cada servidor é um computador dedicado a alguma tarefa, e é várias vezes mais parrudo do que essa máquina que você está usando nesse momento.

Esses data centers possuem conexão com os demais data centers sempre de forma redundante, para que, em caso de pane, outras conexões possam suportar o tráfego de dados. Os servidores também possuem redundância local e remota, assim como alternativas em caso de apagão, inclusive com geração local de energia eólica, painéis solares, e biomassa.

No caso do Google, só a parte de buscas -hoje um pedaço apenas da multiplicidade de ofertas da companhia- atende a mais de 1 bilhão de consultas ao dia!

Mas, com toda essa parafernália de equipamentos e clones de segurança, assim mesmo eles podem falhar e precisam ser reparados ou substituidos.

Aí painéis de controle extremamente sofisticados dão o diagnóstico e apontam o tipo e local do equipamento defeituoso. E a maioria dos reparos é feita não por humanos, mas por robôs.

As equipes técnicas ficam lá para tratar de exceções ou de casos mais complexos, onde os robozinhos não possam atuar.

O incrível de tudo isso é que a atividade dos data centers é de tal modo intensiva em todos seus principais componentes que normalmente eles surgem como o principal empregador, gerador de renda e de tributos nos locais onde estão estabelecidos.

Mais ainda: para conseguir alvarás de funcionamento, eles precisam estar aderentes às mais modernas práticas de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente. Além da boa imagem criada localmente e no mercado em que atuam, eles servem também de cobaias para novas tecnologias ambientais.

Em resumo: Assim como o alimento que nos nutre o corpo, o alimento de informações que nos chegam pela internet também devem estar desprovidas de pragas e agrotóxicos (virus, malwares em geral, no mundo digital).

A segurança digital passa a ser quase tão relevante quanto a segurança alimentar.

A criação de empregos para cuidar dessa enorme estrutura de data centers que se espalham pelo mundo já aparece nas estatísticas com um bom peso específico. Cowboys de data centers, já pensou? Pois eles existem, sim…

Aproveite a visita ao Google. Vocês também podem buscar imagens de outros data centers e tirar suas próprias conclusões. Mas uma delas é inevitável: o mundo está mudando bem rápido!

e-Reader ou Tablet?

Passado o Natal e você ainda está na dúvida: compro um tablet ou um eReader para ler meus livros digitais?
 
A decisão não é simples, mas aqui vão pros e contras, nesta data:
 
As opções que podem ser consideradas, levando em conta que o mais relevante é a disponibilidade de títulos, ficam por conta do Kindle e do Kobo (Leitores Digitais) e do iPad ou os diversos tablets com sistema operacional Android.
 
O Kindle é o que oferece a melhor experiência de leitura, por conta da tecnologia eInk, mas ele é essencialmente um e-Reader do conteúdo vendido através da Amazon, que vai atender a quase toda a sua demanda, exceto aquelas que só Murphy explica, ou seja, um título que você quer mas não está disponível para venda.
 
O Kobo é bem mais versátil, é agradável ao uso e tem alguns Apps interessantes, tela sensível ao toque e acessa várias livrarias digitais. Há duvidas sobre seu suporte e evolução, uma vez que entra no Brasil via uma livraria de alcance local e seu fabricante é uma empresa relativamente pequena do Canadá. Ou seja, pode ter mais funcionalidades hoje mas não há muita garantia de sua permanência no mercado a longo prazo.
 
Finalmente, existem os tablets, sejam os Androids, seja o iPad, que, hoje em dia, possuem uma grande versatilidade e acessam varias das principais livrarias digitais do mundo, mas não oferecem -ainda- o conforto de um Kindle. E são mais caros…
 
Lá por abril/maio devem ocorrer importantes lançamentos de tablets da Samsung e da Apple, supostamente mais leves, finos, com melhor resolução de tela e mais próximos do Kindle para leitura. Mas esses fabricantes estão fazendo, em média, dois a três lançamentos importantes por ano, assim, há a possibilidade de você se sentir frustrado com um produto novinho nas mãos e já com algo mais novo nas prateleiras.
 
Os melhores estudos de mercado apontam para uma tendência de queda de venda dos e-Readers  no mundo (-19% em um ano), indicando que eles devem permanecer com um nicho pequeno dos dispositivos digitais pessoais. De outro lado, a venda de tablets não para de crescer.
 
Finalmente, o que eu fiz e vou fazer: por enquanto, fico com o tablet, já li mais de 50 livros em iPad, de várias editoras e livrarias virtuais e gostei. Eu só pensaria num e-Reader se ele viesse de graça, ou muito barato (o hardware) junto com uma assinatura para compra de livros.

 

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