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Tecnologia a favor da boa música

Nesta segunda, 18, fui conhecer o Dizzy Café Concerto, em Curitiba, para rever amigos e curtir um bom jazz. Foi uma noite inesquecível, de agradar a alma como há muitos anos não cruzava no meu caminho.

Mas, para não fugir do tema central desse blog,  Tecnologia, tinha que surgir uma conexão com o jazz. E veio!

Depois que Gebran Sabbag e Saul Trumpet prepararam o terreno com interpretações inesquecíveis, Jeff Sabbag pegou o piano e convidou Helinho Brandão e Giseli Canto para uma jam-session rasgada.

Giseli disse estar fora de forma, que ia cantar qualquer coisa, e, depois de algumas sugestões, decidiu ir de A Rã, aproveitando a ocasião que seu autor, João Donato, celebrava 80 anos de vida e nós da alegria que sua arte nos transmitiu.

Só que Giseli não lembrava da letra, fora a parte do scat.

Foi aí que chegou a colaboração tecnológica, vinda de alguém na mesa ao lado da minha. Ele passou seu smartphone para Giseli, já com a letra de A Rã na tela, baixada de algum desses sites disponíveis na web.

Aí o Gebran me incumbiu de registrar a arte e a tecnologia juntas. Fiz isso, e o resultado foi mais ou menos esse: 

Helio Brandão, Jeff Sabbag, Giseli Canto e o Smartphone: Fenomenal!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A imagem foi a possível. O som, indescritível! Depois disso, um som incrível, que consumiu o tempo e fez uma hora passar em um minuto. Só para quem esteve lá! Quem não esteve, a dica: O Dizzy Café Concerto fica na Rua 13 de Maio, 894. Funciona todas as noites. Não dá para não ir…

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Armazene suas músicas na nuvem para tê-las disponíveis em qualquer lugar, em qualquer de seus dispositivos. Bem, quase…

Seu modo de vida é extremamente dinâmico, agitado, multitarefa, como é requisito básico de uma pessoa do século 21. Você se comunica digitalmente por email, pelas redes sociais, participa de chats e videoconferências e… adora música!

É provável também que você tenha múltiplos dispositivos para armazenar e tocar suas músicas prediletas. E esses dispositivos podem não ser compatíveis entre si, e então aquela música que não sai de sua cabeça não está disponível no momento adequado. Pior: sua musicoteca fica espalhada por diversos aparelhos, HDs, CDs e DVDs, e você nem tem tempo de lembrar-se aonde está cada uma.

Duplicá-las para acesso a partir de cada dispositivo nem sempre é possível, dada a capacidade de armazenamento de cada um, de restrições de direitos autorais e mesmo de praticidade. Qual a solução?

Consolide suas músicas em um serviço na nuvem, para acessá-las de qualquer lugar que haja conexão à internet com qualquer dispositivo. Existem vários serviços específicos, com seus prós e contras. Com certeza, um deles vai atender a suas necessidades. Aqui vão três dos mais populares e fáceis de usar:

Comecemos com o
Amazon Cloud Music Amazon Cloud Drive, que requer o App Amazon Cloud Player, que funciona em qualquer computador conectado e nos dispositivos móveis com Android. Nesse drive, você pode armazenar músicas, vídeos, fotos e outros arquivos sem custo, até o limite de 5GB. Se você compra músicas através da Amazon, esses arquivos são automáticamente armazenados na sua conta na nuvem e não descontam o espaço da sua franquia. Leia mais

 

My Music Cloud

MyMusicCloud é um serviço de armazenamento na nuvem, que também possui uma loja virtual com mais de 11 milhões de títulos, nos mais variados gêneros musicais. Os preços unitários partem de US$ 0,19, e você pode sincronizar suas músicas com o DropBox, uma boa para quem já usa esse serviço. Ele também fornece as letras de músicas, deixa você compartilhar suas favoritas com os amigos no Facebook. Você ganha 2GB grátis, para começar. É simples de ousar e multidispositivo. Leia mais

 

Deezer

Deezer é um serviço de armazenamento gratuito de músicas no formato mp3, sem limite para o total, mas não permite arquivos unitários acima de 10Mb. Você cria e compartilha suas playlists com outros membros da comunidade Deezer. Leia mais

 

 

 Que tal experimentar um deles?

 

Tony Bennett: Como estar conectado, ganhando prestígio e dinheiro aos 87 anos

TonyGagaQuem acha que o mundo digital é território exclusiva dos jovens, deveria saber quem é Tony Bennett, um famoso entertainer e cantor norte-americano. Sua interpretação mais famosa, que ainda provoca suspiros em românticos de todas as idades é I left my heart in San Francisco.

Tony Bennett é uma referência musical para muitas gerações. Desde a década de 1940, quando ele fazia duetos com Judy Garland, mãe de Liza Minelli, sua voz potente e com riqueza nas interpretações lhe rendeu mais de 17 Grammys e uma centena de álbuns. Suas apresentações, mundo afora, inclusive no Brasil, sempre renderam públicos enormes, e shows extras foram a regra, não exceção.

Pois nesta terça, 8/10, Tony Bennett incluiu na iTunes Music Store mais de 75 albuns, através da Sony Music. E isso foi feito com forte apoio de divulgação no Twitter e no Facebook, com participação ativa do cantor, um fã do iPad.

Tony faz uma observação interessante sobre a forma atual de guardar recordações de artistas:

É espantoso como a tecnologia mudou o nosso modo de vida e é fascinante imaginar o que nos espera no futurodisse Bennett ao site de tecnologia Mashable, antes de participar em um chat no Twitter. “Ninguém mais pede autógrafo. Eles tiram fotos com as câmeras dos smartphones e postam imediatamente no Facebook. Tudo é muito rápido!

Ah! Tony, aos 87 anos de idade, está terminando um novo album com Lady Gaga, na esteira do sucesso que foi o clip dos dois em The Lady is a Tramp. E o último clipe de Amy Winehouse, dias antes de morrer, foi um dueto com Tony Bennett em Body and Soul, referência da música popular americana dos 1930. Ele pode ser seguido no Twitter em @itstonybennett e no Facebook em http://www.facebook.com/tonybennett.

Ou seja, para seguir fazendo sucesso e influenciando as novas gerações de artistas, é fundamental vender música via lojas virtuais e ter participação ativa nas redes sociais. E ter talento. Independente da idade.

Os Beatles estão vivos! Graças à internet

BeatlesLiveBBC2Os Beatles são o ícone maior da música da década de 1960. A banda durou pouco, e se dissolveu. Hoje, são milhares de bandas cover mundo afora, muitas de sucesso, inclusive no Brasil. Até que Paul McCartney segue sua carreira solo tentando manter a chama acesa, mas o legado original do quarteto de Liverpool parecia mais do que conhecido, estudado e explicado. Parecia…

Agora, graças a vazamentos através de redes sociais, ficamos sabendo do lançamento, em novembro, de um album inédito dos Beatles, “On Air – Live at the BBC Volume 2. Por artes do australiano WogBlog, especializado e referência em Beatles, que descobriu uma postagem meio escondida na página do Facebook da filial da gravadora MCA nas Filipinas, semanas atrás.

A informação vazou, e logo apareceram detalhes, como a bela capa que deve estampar o álbum digital, o CD, e, quem sabe, o vinil. As fitas originais estavam bem guardadas ou esquecidas, a primeira hipótese a mais provável.  Mas se vem aí o Volume 2, é bom lembrar que o Volume 1 foi lançado 20 anos atrás, numa compilação de até então 30 faixas inéditas de apresentações dos Beatles ao vivo na BBC. A Universal Records, que é dona da MCA, tem os direitos sobre o acervo musical da banda e deve feito um arranjo com a BBC, que publica um novo livro sobre a história dos Beatles agora em outubro.

A BBC lançou, ano passado, uma campanha para coletar material da banda, o  “Listeners’ Archive”, e, especula-se, muita coisa deve ter sido coletada, inclusive gravações piratas feitas por fãs em apresentações da banda.

Vale a pena refletir sobre o papel do WogBlog nesse lançamento. É claro que a geração de informações não foi espontânea, mas os blogueiros australianos são parte importante na criação do burburinho que antecipa um lançamento de conteúdo inédito que estava dormindo em algum lugar há cinco décadas.

Eu acho que isso é parte de uma bem pensada estratégia de duas venerandas organizações que atuam no mundo da música, a BBC e a MCA, para usar a internet e as mídias sociais visando promover produtos que, pelas vias tradicionais, passariam totalmente desapercebidas.

Vamos aguardar novembro! De todo modo, material inédito dos Beatles sempre causa frisson. Desde a década de 1960.

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