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Facebook, o cigarro de 2013

Facebook é o cigarro de 2013, um vício que muitos querem deixar e não conseguem. Isso é percebido por jovens de 18 a 24 anos, os chamados Millenials. É o que mostra uma pesquisa do Mashable, que detectou 5 razões para deixar – e eventualmente voltar – para o Facebook.

Da amostra pesquisada, metade deles havia deixado e a outra metade, voltado. Os que não voltaram, se sentem em geral felizes com a liberdade adquirida… Eis os motivos:

1. Porque é sufocante

A natureza do Facebook gera muita informação, muito ruído. Filtrar o que serve e o que não serve consome mais tempo do que aproveitar o que interessa. Sem contar com o monte de anúncios dirigidos, as fotos do Instagram e artigos compartilhados.

2. Evitar informações comprometedoras para um possível empregador

A maioria dos RH’s das empresas busca, nos processos seletivos, os perfis de candidatos nas redes sociais. E não é incomum achar opiniões, fotos, curtidas sobre assuntos inadequados. Muitos candidatos perdem a vaga por conta do que eles postam no Facebook.

3. Para desencarnar do(a) ex

Quando um relacionamento se rompe, já existe a mágoa mútua, e recuperar-se do trauma faz parte. O perfil permanecendo, mesmo deletando fatos, fotos e amigos que eram dele ou dela, ainda assim fica tudo lá, só dar uma busca e pronto. Então, para seguir em frente, melhor apagar o passado.

4. Para evitar ansiedades

Quando há um problema, como uma perda de emprego ou um ano perdido na faculdade, os Millenials disseram que às vezes é mais complicado ficar explicando o que aconteceu para os amigos do Facebook do que curar a ressaca do acontecido. Pior  ainda é buscar fingir que está tudo bem….

5. Você está numa crise existencial

A tendência de tornar mais bela a foto do perfil, falar sobre conquistas havidas, sem colocar na balança os problemas cria um alter-ego digital melhor, mais bonito, mais capaz do que o dono original do perfil. E esse é um fator de desestabilização existencial de muitos, que depois precisam recorrer a apoio psicológico.

Disse uma jovem americana, sobre um dos os motivos de ter saído do Facebook, irritada com a futilidade das mídias sociais: “ESSA É MINHA REPRESENTAÇÃO DIGITAL? ESSA NÃO SOU EU! NÃO PODE HAVER MAIS DE UMA EU. EU PRECISO DESTRUIR ISSO” E lá se foi mais um perfil… 

Esse vício do Facebook contamina muita gente, consome muito tempo. E você, o que acha?

O Bóson de Higgs e o encanto das ciências para os pequeninos

Einstein Por este blog Conectados passam comentários sobre tecnologia -digital, na maioria das vezes- pautados pelo sub-título Tecnologia que mexe com a cabeça e com o bolso. Na maioria das postagens, tratamos de lançamentos, tendências, comportamento digital.

Mas hoje vamos fazer uma saudação especial à ciência, ou Ciência, com C maíusculo. Ao decidir premiar com o Nobel de Física o escocês Peter Higgs e o belga François Englert, a Real Academia Sueca de Ciências reconhece a relevância da pesquisa desses dois cientistas que chegaram à conclusão teórica de que haveria uma minúscula partícula sub-atômica, o bóson (que depois adquiriu o sobrenome do escocês), que daria uma explicação de como a energia se transformava em matéria.

Menos de meio século após a formulação da teoria, os dois puderam vê-la confirmada, após profundas investigações no CERN, o laboratório de pesquisa nuclear que fica debaixo dos Alpes, entre a Suíça e a França. Faltou o terceiro formulador da teoria, o também belga  Robert Brout, falecido em 2011.

A teoria dos Bósons, por sua vez, foi apoiada em outra, a da Relatividade Especial, formulada por Albert Einstein, em 1905, 98 anos atrás…

Einstein estava certo na quase totalidade das suas premissas da Teoria da Relatividade. Aonde havia discrepâncias, suas hipóteses e teses também apontavam para o que seria a moderna Física, que tanto progresso trouxe para a humanidade, das aplicações da medicina nuclear aos novos materiais como os nanotubos de carbono, passando pelos semicondutores que tantas transformações trouxeram ao nosso cotidiano.

Aquela famosa equação matemática,  E = mc^2\,, também de Einstein e prestes a completar 100 anos, explica a relação entre energia e massa.

E, como sempre achamos que o tempo passa cada vez mais rápido, dá para concluir que, ao menos no caso do Nobel da Física de 2013, o tempo passou rápido, pois o meio século entre a teoria e a premiação é um intervalo muito curto, se levarmos em conta a evolução do conhecimento humano.

O que nos traz à reflexão sobre a inserção do Brasil no mundo avançado da ciência e da tecnologia: precisamos não só de programas como o Ciência sem Fronteiras. Urge resgatarmos a transmissão aos nossos pequeninos do charme e do encanto dos números, pela matemática, e da nossa relação com o universo, explicados em boa parte pela física e pela química.

Se o apelo emocional não funciona, vamos ao bolso: físicos, químicos, matemáticos, geógrafos e estatísticos estão entre os mais requisitados e bem pagos, não só em universidades e centros de pesquisa, mas também em empresas estelares como o Google, o Yahoo, a Apple, a Intel, a Qualcomm, a Samsung, a Sony, a Exxon, a Petrobras…

Multitarefa levada a extremos

Uma das características dos jovens que já nasceram conectados é a de poder fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo. A chegada dos smartphones potencializou essa característica, e não é incomum encontrarmos pessoas vendo televisão enquanto checam suas redes sociais, só para ficar num exemplo bem básico. Mas serão só em atividades triviais?

Aí vem o inusitado: a multitarefa levada ao extremo, ao menos nos Estados Unidos, de onde vem uma pesquisa da Harris Interactive. Ela aponta que quase 20% dos jovens entre 18 e 24 anos costumam acessar seus smartphones durante o sexo, o dobro do que ocorre com os adultos na faixa etária imediatamente superior.

Ainda de acordo com a pesquisa, 33% dos adultos ficam usando smartphones durante um jantar a dois,  35% nas salas de cinema e 55% na direção de seu veículo. Mas apenas 12% acham que o uso dos smartphones está, de algum modo, atrapalhando uma relação.

Quem encomenda a pesquisa é a startup Jumio, que mostra ainda que o smartphone é usado por 12% dos pesquisados no chuveiro e por 19% na igreja. E a vasta maioria, ou 72%, mantém o aparelho a uma distância de si inferior a 2 metros na maior parte de seu tempo.

Aqui no Brasil ainda não temos estudos semelhantes, mas é razoável supor que os números não sejam muito diferentes. Você já percebeu alguma situação parecida por aqui?

O que podemos concluir, sem medo de cometer erro de avaliação, é que os smartphones estão mudando alguns de nossos hábitos fundamentais. E aqui não cabe discutir se isso é bom ou ruim. Está acontecendo, ponto!

Mas será que chegaremos a uma sociedade 100% conectada e 100% multitarefa? Provavelmente não, mas a tendência é que esses números cresçam, até se estabilizar ou mesmo diminuir, ao menos em alguns desses itens pesquisados entre os americanos.

Mais cedo ou mais tarde, as virtudes de ser monotarefa em algumas situações voltarão a ser valorizadas. Ao menos essa é minha aposta.

A Revolução Digital Apenas Começou

Há pouco mais de quatro anos atrás eu postava no meu blog matéria sobre o gap entre gerações por conta da revolução digital. E que esse gap estaria aumentando, especialmente em relação aos muito jovens.

Isso foi antes do lançamento do iPad e da popularização dos smartphones, que deram nova leitura ao termo Conectado.

Para essa turminha nascida no século 21, é mais difícil explicar o passado sem internet do que as novidades que chegam com o futuro. Para eles, estar conectado não é mais estar à frente de um computador. Os dispositivos digitais móveis vão com eles, e termos como tablet, smartphone, GPS, App e tantos outros são absolutamente partes de seu dia-a-dia.

Agora, os primeiros oriundos dessa turma já estão adolescentes e têm muitas idéias a respeito de suas carreiras e de suas vidas pessoais.

Essa moçada é que vai transformar de vez o mundo em que vivemos. Por não estarem presos a paradigmas analógicos, por serem seres multitarefas e multidispositivos, para eles a utilidade das soluções digitais é imensamente mais importante do que os dispositivos.

Por exemplo, comunicar-se com um amigo pode começar no celular por voz, mudar para conversa com imagem, seguir na TV grande enquanto ambos assistem a um mesmo filme em lugares diferentes, comentando-o através de uma rede social que pode ser acessada por um tablet ou mesmo por uma janela da telona.

Os apelos para o consumo não funcionarão direito apenas através de meios de comunicação de massa. Eles dependerão também de estímulos individualizados ou, no máximo, voltados a pequenos grupos. E esses jovens também saberão fazer esses apelos em suas artes profissionais.

Não por acaso, o número de jovens empreendedores -aí contados apenas os menores de 14 anos- vem crescendo a taxas exponenciais nos últimos 5 anos. E existem centenas de exemplos de empresas nascentes criadas por esses muito jovens, que recebem investimentos de mais de um milhão de dólares antes do seu segundo ano de vida .

A escola também começa a passar por profundas transformações, esgotado o modelo de transmissão do conhecimento de modo unilateral professor/aluno. Ensino de qualidade, denso, veloz e voltado às necessidades de cada um parece ser o rumo.

Nesse cenário, o vetor de transformação é a demografia, com a crescente inserção dessa nova geração no mercado. Os dispositivos já existem, seguem evoluindo rapidamente, mas a forma de utilizá-los plenamente é que vai criar a verdadeira revolução digital. E ela será levada a cabo por esses jovens que já nasceram conectados.

Redes Sociais são Manipuladoras?

Existem muitas teorias de conspirações, algumas pertinentes, outras nem tanto, sem conexão com a realidade.


O fenômeno recente das redes sociais trouxe à tona teses de manipulação de opinião, principalmente de jovens, que são os mais conectados, que serviriam de massa de manobra para interesses escusos, notadamente os de cunho político.

Matérias atribuidas ao patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, onde ele pega pesado nessa linha, e combate as redes sociais.

“A ingênua confiança de uma pessoa moderna na informação disponível em redes sociais, acompanhada pela desorientação moral e pelas perda de valores (morais) básicos tornam nossos jovens vulneráveis à manipulação”, teria dito o patriarca Kirill, segundo nota da Agência Estado.

Vamos por partes, como diria Jack, o Estripador

1- Manipulação: O Facebook, com cerca de 800 milhões de membros (mais de 10% da população do planeta ou cerca de 35% de todos os internautas conectados) ou mesmo o Twitter, que tem algo como um quarto desses totais, com certeza permitem a manipulação de mais gente, pelo simples fato que mais gente participa dessas redes do que de canais tradicionais, como jornais, rádios, TV aberta ou paga e mesmo as tradicionais correntes eletrônicas de e-mails ou de pps.

Pela mesma ótica dos números, a diversidade de opções existente na internet e nas redes sociais fazem com que o principal ingrediente de manipulação seja simplesmente a vontade de ser manipulado, de ser “Maria vai com as outras”, ou, no gênero masculino, “Mário vai com os outros”.

Ou seja, você só será manipulado pelas redes sociais se quiser ou se for muito desatento e preguiçoso. O mesmo não se aplica a outros canais de comunicação. É só ver, por exemplo, o conteúdo controlado que passou da Coréia do Norte durante as cerimônias de exéquias do líder (ditador? rei? dono?) Kim Jong-Il, com aquela multidão em pranto sincronizado.

No caso das recentes rebeliões populares na Tunísia, no Egito, no Iêmen, na Líbia, na Síria, as redes sociais foram usadas para manipular as massas ou as massas as usaram para comunicação entre si e dali para o mundo para manifestar sua insatisfação, por falta de opções de diálogo com os respectivos regimes?

E o Occupy Wall Street e o mais recente Occupy Facebook, são fenômenos de manipulação de gênios do mal contra o mercado financeiro e Mark Zuckerberg, respectivamente, ou expressam outras faces das moedas?

2- Jovens: Usa-se muito o argumento de que os jovens de hoje são alienados. Nada muito diferente do que se falava há 30, 40 ou 50 anos atrás. A diferença é que os jovens de hoje têm ao toque de um ou dois dedos toda a informação que precisam, e aprendem também a ver o outro lado de cada história. E os jovens das próximas décadas ainda mais informados e conectados, logo, em tese, menos influenciáveis por teses e doutrinas fabricadas em laboratório.

Eu acho que os velhos são muito mais alienados que os jovens. A conferir…

3- Controle das redes sociais: Quem propõe isso? Vamos desfilar aqui alguns nomes, que me passam pela cabeça, sem ordem de importância ou prioridade, e as figuras que chegam são essas, mesmo correndo o risco de alguma injustiça por inclusão ou por omissão:

Kim Jong-Il (OK, esse já foi), Fidel Castro (não é mais ele, mas seu irmão Raul), Hugo Chávez (e sua teoria segundo a qual os americanos estão gerando cancer em lideranças da América Latina); os déspotas depostos (ou a serem varridos) do Norte da África e do Oriente Médio, o bunga-bunga Berlusconi e até mesmo o marido da bela Carla Bruni, o Sarkozi que, incomodado com as pressões das ruas, teria proposto um maior controle da internet.

4- Os manipuladores: Quem são, na verdade, os manipuladores? Os que trafegam anarquicamente pelas redes sociais ou os que possuem as chaves de controle daquilo que pode ser divulgado? Os que criam códigos de verdade absoluta ou os que buscam aperfeiçoar o conhecimento?

Enfim, para refletir nessa virada de ano: Quem manipula mais, o Patriarca Kirill ou o jovem Mark Zuckerberg, que, por sinal, tirou uns dias de férias bem agora para “sumir” do Facebook e se isolar no interior do Vietnã, onde nem internet existe?

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