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Gatos Pingados de Jacarezinho e o Clube do Boné

GatosPingadosA cidade de Jacarezinho, no Norte Pioneiro do Paraná, mostrou aos brasileiros que o cidadão, o contribuinte, são os verdadeiros donos do tal do dinheiro público.

Para quem não acompanhou o noticiário, aconteceu mais ou menos assim: a Câmara de Vereadores local resolveu aprovar projetos que aumentavam bem acima da inflação os salários dos próprios. OK, que só a partir da nova legislatura. Decidiram também aumentar o número de cadeiras na câmara (mais vereadores, mais assessores, mais verbas de representação…)

A população, irada, resolveu protestar, mas um dos edís resolveu soltar a infeliz frase “isso não passa de inconformismos de meia dúzia de gatos pingados!”.

Pronto! De repente, Jacarezinho viu milhares de cidadãos miando, com camisetas dizendo ser cada um deles também um gato pingado. Resultado: Não houve aumento dos jetons nem do número de cadeiras na câmara.

O povo diz que vai seguir pressionando até que o salário dos vereadores baixe para um salário mínimo.

Através das redes sociais e da grande mídia, o exemplo de Jacarezinho ganhou repercussão nacional e internacional. E incomodou os vereadores Brasil afora, ante a perspectiva de pressão igual que os force a reduzir o custo dos legislativos municipais.

Vários deles, repercutindo o caso de Jacarezinho, andam dizendo que se forem obrigados a reduzir os salários por pressão popular, vão pedir os bonés e vão para casa.

Clube do BonéEu não sei não, mas, se bobearem, surgirá um Clube do Boné em cada cidade brasileira, para facilitar a vida dos vereadores que queiram ir embora, ganhando, grátis, um lindo boné.

Além de reduzir despesas, nesses tempos de crise, ajuda a economia criando um enorme mercado para a indústria de bonés.

Que tal?

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Tecnologia Nova Inova?

A imensa variedade de dispositivos digitais existentes no mundo de 2014, por vezes faz com que haja confusão entre novidade e inovação.

Ter a tecnologia mais recente é sinônimo de ter inovação? Quais então os vetores necessários a um produto ou serviço verdadeiramente inovador?

Existem inúmeras definições e abordagens sobre inovação, cursos, teorias, simpósios… Eu, particularmente, gosto dessa linha simplificada:

Dá para dizer que a inovação ocorre a partir das respostas afirmativas a três perguntas:

  • É possível com a tecnologia?
  • É desejável pelo usuário?
  • É viável para  o mercado?

Vamos lá:

Hoje em dia, é possível fazer quase tudo com a tecnologia. Se não der, amanhã haverá uma tecnologia disponível

O usuário pode até não saber que deseja um determinado produto, como foi o célebre caso do iPad, quando a turma de marketing da Apple queria fazer uma pesquisa de mercado para saber se os clientes em potencial gostariam de ter um tablet. Steve Jobs, irado, bateu à mesa e disse “para que uma pesquisa de mercado se eles (os clientes) nem sabem ainda que vão precisar do iPad!?

A viabilidade para o mercado implica em criar diferenciais de oferta, distribuição, entrega, preço, custo, margens, enfim, vendas, finanças, logística, tudo muito bem avaliado.

Vendo o tema inovação sob outra ótica, dá para dizer que muitas vezes a tecnologia digital é apenas mais uma camada de custos em cima de processos velhos, e não é por falta de uma análise mais detalhada e profunda.

A reação humana à mudança existe e não pode ser ignorada, ainda mais no mundo corporativo. O medo da perda de poder ou de enfrentar o desconhecido são decisivos para inibir processos inovadores, mesmo atendidas as premissas colocadas acima.

Empresas de sucesso muitas vezes falham para inovar por conta de sua própria base de clientes que compram seus produtos e serviços. Ameaçar a base instalada ou a vaca leiteira dá calafrios.

Para reforçar os argumentos, vamos mencionar alguns casos que, inegavelmente, são inovadores:

  • Facebook
  • Google buscas
  • iPhone/iPad

Novos? Sim.

Novidades? Nem tanto.

Redes sociais digitais existiam há pelo menos uma década antes da fundação do Facebook

Motores de busca existiam desde antes da internet

Smartphones? Perguntem à turma da Blackberry. E os Palm, sucesso como organizadores pessoais?

Tablets? Lá por 1995, já haviam produtos com o conceito dos tablets.

Ou seja, nem sempre a tecnologia nova inova. Melhor dizendo, quase nunca…

 

 

 

Orkut: Agora só na nostalgia…

orkut deixa de ter razão de existirLembra do Orkut? Se lembra, voce ainda tem conta no Orkut?

Pois saiba que o Google anunciou nesta segunda, 30/6, a saída de cena da mais popular rede social no Brasil, antes do Facebook. Tinha até música, o “vou deletar você do meu orkut”.

Não deu certo. Seja pela invasão dos brasileiros, que dominaram  Orkut em audiência, seja pela falta de adesão no resto do mundo ou até mesmo pela falta de compreensão do Google sobre o potencial das redes sociais.

A data para retirada do ar do Orkut é 30 de setembro. Até lá, você pode salvar o conteúdo de sua conta por lá, transferí-lo para o Google+ ou simplesmente não fazer nada.

 

Descanse em paz, Orkut! Você fez a cabeça de milhões de brasileiros que começavam a se conectar pela internet.

Redes Sociais e as manifestações públicas

Não há como negar: as redes sociais são armas poderosíssimas de mobilização popular. Já tocamos nesse tema em outras situações, sobre outros países, como os da chamada Primavera Árabe. Mas agora a ferveção ocorre aqui mesmo, no Brasil que, por tradição e por expectativa gerada, deveria estar prestando atenção à Copa das Confederações.

Nada do que vem acontecendo no país tem por gênese a internet, ou uma mudança de atitude dos internautas, que deixaram, de súbito, os temas mais frívolos para tentar resolver problemas fundamentais que os afligem. Mas é inegável que uma parcela significativa da população vem usando os recursos da internet e das redes sociais para organizar protestos em centenas de cidades brasileiras, deixando atônitos os mais experientes analistas e protagonistas da cena política do país.

Do ponto de vista de propagação de idéias, imagens em fotos e videos, temos conteúdos para todos os gostos, tanto em qualidade como em quantidade. Em determinados pontos do Rio de Janeiro e de São Paulo, o tráfego nas redes celulares superou, em muito, o ocorrido nos jogos do Brasil nos entornos dos estádios, ou seja, o verdadeiro teste de carga das redes ocorreu nas ruas.

Tive a chance de presenciar a mobilização de cidadãos comuns, na maioria jovens, decidindo participar de manifestações em Florianópolis, mesmo estando a quase 100 km. de distância. Trocando mensagens via celular e dando e recebendo dicas de carona, de linhas de ônibus, horários, pontos de encontro… E o interessante, do ponto de vista do uso da ferramenta, é que esse tipo de comunicação, por fugir dos padrões ditos normais de tráfego, também chegaram a ultrapassar limites de planos contratados, ao ponto de surgirem boas informações sobre alternativas mais em conta, com outras operadoras. Muita gente, ao protestar, aproveitou também para refazer seus contratos de telefonia celular.

Pontos de WiFi públicos ou restritos registraram picos de demanda, fora também dos padrões normais.

É cedo ainda para dizer se as redes sociais serão vetores relevantes de transformação no Brasil. Mas não é absurdo afirmar que, sem elas, as movimentações seriam bem menores. Boa matéria prima para análise de sociólogos sobre o momento brasileiro atual.

Waze: de zero a um bilhão em poucos meses

wazeO Waze, um aplicativo que  já foi apelidado de “GPS Social“, é fenômeno de popularidade no mundo, no Brasil em particular. Além das funções tradicionais de um serviço de localização por GPS, ele também aprende as  rotas para seus pontos preferidos e sugere alternativas, baseadas em sugestões de quem anda por elas, inclusive suas e de seus amigos.

Mais uma sacada do Waze é o apelo de game, pois ele instiga os usuários a passar informações de tráfego, e a atuar na correção e atualização dos mapas, como um eventual bloqueio temporário, a mudança de mão de direção ou um novo viaduto aberto. E, ao dar sua colaboração, o usuário acumula pontos que o fazem subir no ranking de editores, e assim ficar cada vez mais reconhecido pela comunidade.

Se você marcou reunião com pessoas de sua comunidade e está atrasado, não precisa ficar dando desculpas. Elas vão saber onde você está, dada a interatividade do Waze.

Ao oferecer integração com o Facebook, o Waze virou alvo de aquisição pelo gigante das redes sociais. A empresa tem origem em Israel, onde existem importantes núcleos de inovação em tecnologia da informação.

Negócio quase fechado! O Waze complementaria as funcionalidades do Facebook, com mapas, GPS, localização e um potencial de crescimento sobre a base de 1 bilhão de clientes.

Entra o Google na parada. Dono do Android, o sistema operacional mais popular nos smartphones. Começou a disputa. Mais de US$ 1 bilhão de dólares depois, o Google compra o Waze, com o compromisso de manter  em Israel o time responsável pelo produto.

Todd Wasserman, do Mashable, cita 4 motivos para o Google colocar tanta grana no negócio:

  1. O Waze não tinha nenhum concorrente à altura no segmento de mapas
  2. O Google ganha uma camada social muito ativa para dispositivos móveis
  3. O Maps é um produto muito importante para o Google
  4. O Google fez uma ação defensiva para manter dominância nesse setor, no futuro

É interessante observar os próximos lances nesse jogo de xadrez, uma vez que a Apple aparentemente não entrou na disputa e, com o Waze, o Google vai mais forte ainda sobre o mundo de Apps para iOS, de onde a Apple  expeliu o Google quando do lançamento do iOS 6 com seu tão criticado Maps.

Mensagem ao futuro prefeito da cidade grande

O que o prefeito de uma cidade grande deve priorizar em tecnologia? Wireless na cidade toda? Tablets para alunos? Informatização de serviços públicos?

Assim fui questionado para a minha coluna ao vivo na CBN, nesta quarta, 3, sobre Curitiba. Mas a resposta vale para qualquer cidade grande. Ou média. Ou mesmo pequena.

Respondendo ao contrário, vamos, de início, ao que eu não recomendaria ao prefeito:

1- Não compre tablets para os alunos da rede pública. Faltam conteúdo e conectividade, em especial para os que moram nas áreas mais carentes. Vale a pena trabalhar em parceria com o maior comprador de livros didáticos do mundo, o MEC, para que, a médio prazo, tivéssemos  conteúdo inteligente e iterativo disponível para toda a rede pública. Isso seria objetivo das campanhas a governador e presidente em 2014, mas sob um plano muito bem elaborado.

2- Conectividade é bom, mas não pode ser tudo grátis. Lembremos que os que possuem dispositivos digitais, fixos ou móveis, com acesso à internet estão mais concentrados nas camadas mais alta de renda. Mas um bom programa municipal para cobrir a cidade inteira com acesso em banda larga poderia ser desenvolvido em parceria com provedores de acesso e operadoras, de modo a ter pacotes interessantes em regiões da cidade com baixa conectividade.

3- Informatizar serviços públicos existentes é bom, mas não é o principal. Melhorar sempre é possível, mas nunca priorizando as atividades-meio. Lembrando que hoje a telefonia celular cobre praticamente a totalidade dos cidadão e que há uma crescente participação de tablets e smartphones entre os usuários, serviços como agendamento de consultas médicas, interações da escola com os pais, solicitação de serviços públicos, por exemplo, poderiam ter uma meta agressiva para a gestão que se inicia em 2013. Por exemplo, ter, no mínimo, 60% dessas transações do cidaão com o município e vice-versa via internet ou mensagens. Melhoraria a vida de todos nós e a eficácia dos serviços melhoraria. O cidadão poderia ser um bom agente de melhoria do serviço público, ao passar via celular fotos e vídeos de problemas ou carências detectadas.

4- Rede social não é megafone. Não use o poder das redes sociais só para alardear seus feitos. Elas são fundamentais para que a administração saiba, em especial, o que não vem funcionando direito. Estimular a participação do cidadão em rede pode ser uma ferramenta poderosíssima para tornar seu trabalho e de sua equipe mais produtivo, para o benefício de todos. Se você ignorar a melhor forma de uso das redes sociais, elas se voltarão contra você.

Redes Sociais: Rumo ao Novo Modelo

2011 pode ficar marcado como o ano da consolidação do modelo de Redes Sociais onde a iniciativa e o poder, efetivamente, derivam do indivíduo, organizado segundo suas necessidades, suas competências e, especialmente, segundo as circunstâncias.


Vale destacar três fatos relevantes e recentes: As rebeliões populares no norte da África e no Oriente Médio, a catástrofe do Japão e as chuvas que causaram danos nas estradas, cidades e montanhas no Paraná.


1- A chuvarada no Paraná: Começando pela mais próxima do blogueiro e talvez a mais simples de entender e explicar: Chuvas fortes causam impacto devastador em duas das principais rodovias que ligam Curitiba ao litoral: as BR 277e 376, com deslizamento de barreiras, queda de pontes e inundação de pistas, isolando o litoral e causando graves danos às cidades de Paranaguá, Morretes e Antonina, sem falar com os transtornos logísticos de fazer chegar a carga de grãos ao porto.

Com o número de emergência da Polícia Rodoviária Federal congestionado por excesso de chamados, a solução adotada pela PRF foi a criaçãp de um perfil no Twitter para que a comunidade usuária das estradas pudesse reportar problemas ou buscar auxílio. Resultado: em menos de 24 horas milhares de pessoas passaram a seguir o perfil agora usado também para o combate ao tráfico e tráfego de drogas em nossas rodovias.

A sacada foi a constatação de que uma parcela expressiva dos motoristas dispõem de aparelhos portáteis com acesso à internet.

Ponto para a PRF!

2- Terremoto, Tsunami e Radiação no Japão: Mesmo para um povo acostumado a catástrofes da natureza, essa última foi demais. Um terremoto de intensidade 8.9 na escala Richter, seguida de tsunamis que varreram a costa nordeste do país, incluindo o complexo de usinas nucleares de Nagashima, gerando níveis preocupantes de radiação, consequência do vazamento de gás dos reatores.

Passada a fase inicial de colapso quase total nas comunicações, lá surgiram as redes sociais não só para comunicar mortos e feridos, mas também de sobreviventes e, sobretudo, na mobilização de uma intensa e global rede de solidariedade e de apoio aos japoneses. Além de imagens da tragédia capturadas em sua maioria por celulares de quem estava no meio da tragédia, o ponto alto foi, sem dúvida, a localização de muitos sobreviventes sob os escombros que foram localizados através do sinal de seus celulares.

3- Fora Ditadores! O fenômeno da queda dos regimes ditatoriais longevos da Tunísia e do Egito, mais a quase guerra civil da Líbia e os protestos no Iemen, no Bahrein, na Síria e em outros países do Mediterrâneo não teve como origem as redes sociais. Mas foram elas, sem dúvida, que permitiram que a comunicação entre os insatisfeitos superasse a barreira de regimes policialescos onde a censura era -ou ainda é- um fato da vida para os cidadãos.

  É possível afirmar que, sem a existência das redes sociais esse processo seria mais logo e dolorido, sem falar na possibilidade da demora no processo de transição.

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Levantada a bola das redes sociais, cabe registrar o lado ruim delas, que são boatos infundados, informações falsas, capazes de criar ainda mais pânico ou dor ou simplesmente de desviar a atenção dos fatos reais.

Esse é o preço a pagar pela liberdade de expressão levada quase que à plenitude pela internet e pelas redes sociais.

Talvez o próximo passo seja a educação dos usuários para saber separar o joio do trigo. Para não mais acontecer o que um amigo meu, fã incondicional de comida japonesa, me disse após a tragédia do Japão, por conta de notícias alarmistas de contaminação de alimentos, inclusive os de lá exportados, afirmando que iria parar de consumir sushis e sashimis, sem se dar conta dos controles sanitários existentes no mundo e, principalmente, que nossos pratos de culinária japones usam essencialmente ingredientes nacionais ou, no máximo, peixes do litoral do Chile ou do Peru.

Mas, de todo modo, fazendo a contabilidade dos prós e dos contras, nos três episódios, a tecnologia digital e as redes sociais marcaram importantes pontos para informar e, especialmente, para minorar os problemas dos atingidos pelas catástrofes. 

orkut e eu

Quando surgiu, o orkut virou uma febre. Especialmente entre os brasileiros, que logo estavam em maioria absoluta dentre os frequentadores. Talvez por causa disso o Google, seu dono, passou a manutenção da rede social para o Brasil, e alocou menos recursos para sua evolução.

Enquanto isso, apareceram novas alternativas, logo tornadas irrelevantes pela falta de evolução das propostas ou mesmo falta de apelo das novas funcionalidades. Aqui destaco o MySpace, que fica atrelada à figura de seu criador, e que criou um rótulo de ser a rede social de músicos, afastando os não-músicos.

Vale mencionar também o Second Life, que permitia ao internauta criar um completo espaço virtual, com área e construção própria, sem falar no seu avatar e no dinheiro próprio para lá viver e transacionar. Grandes empresas fizeram apostas pesadas comprando ilhas e países para mostrar novos lançamentos e até idéias em laboratório. Talvez tenha assustado o comum dos mortais ou este achou que não era o caso. Serviu de inspiração a Rod Cameron para seu filme genial. Só.

Aí temos as menos cotadas, como Tagged e Plaxo, uma que conta hoje com quase 100 milhões de perfis cadastrados, a imensa maioria de fakes, e a outra que mal e mal serve para atualizar cadastro de telefone, e-mail e aniversário dos participantes. Dessa última, como só a data de aniversário não muda, seus usuários cansaram de receber avisos que, de outro modo, já estavam na agenda ou eram de pessoas com pouca ou nenhuma interação.

Voltando ao orkut, eu recebi recentemente uma medalha virtual, ou selinho, sei lá, por ter um perfil há mais de 5 anos. Mas notei, também, que a maioria dos meus amigos reais ou virtuais estão mais ativos no Facebook, no LinkedIn e no Twitter.

Embora não tenha adicionado nem deletado amigos no orkut (até por passar raramente por lá), vejo que meus amigos também estão cada vez mais ausentes, e os assuntos interessantes igualmente rareiam. Proliferam as mensagens massificadas e animadas, que são mandadas por alguns renitentes em agitar o orkut que não pensam muito no perfil das pessoas que vão recebê-las.

Recebi também reclamações de amigos e amigas que tiveram seus perfís clonados ou então passaram a receber mensagens indesejadas e inconvenientes, o que mostra uma falta de ação por parte do orkut para tornar sua rede brazuca mais segura.

Pensei em deletar meu perfil do orkut, assim como já fiz, cronologicamente, com o Tagged, o Second Life e mais recentemente o MySpace. Mas, levando em conta que o orkut é um sobrevivente graças à teimosia dos brasileiros e por eu ser um estudante curioso das redes sociais, decidi manter meu perfil ativo, apenas para observar o que vai acontecer.

Sobram com vitalidade o Facebook, o LinkedIn e o Twitter, cada um com sua proposta e com facilidade de conexão entre eles. Vida longa aos três, ao menos até o final de 2011.

E lá ficarei em atividade, junto com este blog.

Redes Sociais no Trabalho: Proibir, Liberar ou Controlar?

Quantas empresas reclamam do uso descontrolado, da parte de funcionários -e mesmo de dirigentes- das redes sociais e das mensagens instantâneas? Se liberar geral, a produtividade cai, a atenção ao trabalho some; se proibir, gera insatisfação e, em alguns casos, também há perdas de produtividade, dependendo da atividade exercida.

Não é algo de resposta simples, única. 

De um lado, o uso indiscriminado pode trazer sim, sérios problemas, não só de produtividade como também de segurança, ao abrir o ambiente de TI da empresa a acesso de sites nem sempre confiáveis, a downloads maliciosos e de atenção dos colaboradores com seu trabalho. Existem casos reportados de acidentes de trabalho oriundos da distração de colaboradores acessando redes sociais.

De outro lado, vedar o acesso pode tirar agilidade da empresa ou de um grupo de colaboradores que precisam de insumos ali contidos para melhor desempenho. Isso ocorre quando a empresa trabalha em múltiplos ambientes físicos que requerem contatos frequentes entre esses locais, sem excluir desse universo os fornecedores, parceiros e, cada vez mais no radar, os próprios clientes.

Estudos de mercado dizem que hoje, 7% dos celulares no mercado possuem recursos de acesso à internet, seja pela própria rede da operadora, seja direto na internet através de um ponto de acesso WiFi.  Ora, isso já representa mais de 11 milhões de aparelhos, um universo nada desprezível, tanto em termos de público interno quanto externo.  Vale dizer que, com toda a certeza, o “proibir geral” cria uma casta de privilegiados que podem acessar a internet independentemente das regras da empresa, e no horário de trabalho, enquanto a maioria silenciosa -e potencialmente revoltada- vai ficar frustrada.

Mais:  em 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil, esse percentual deve subir para 40%, de uma base de 180 milhões de aparelhos, ou mais de 70 milhões de celulares.  Aí, tentar vedar o acesso só pela rede corporativa vai ser tarefa muito próxima do impossível, dadas as portas alternativas disponíveis.

Com esse crescimento, as empresas precisam estar atentas também a novas oportunidades de comunicação com seu público alvo.  Afinal, é pouico provável que alguma empresa não tenha, nesses 70 milhões de consumidores, uma parte de seu mercado potencial.

Outro problema: para cada barreira de bloqueio tecnológico, existem várias ferramentas livres na web que podem burlá-la, ou, no mínimo, tornar cada vez mais inglória a tarefa do administrador da rede corporativa.

Eu entendo que a solução está num meio termo, que passa por liberar acesso, de forma controlada, em períodos como o horário de almoço, ou no início e no final do expediente.  Em casos de empresas que podem ter benefícios para seus produtos ou serviços com o uso de redes socias e ferramentas de mensageria instantânea, um pacto negociado com os colaboradores pode funcionar.

Partir do princípio de que a empresa está de um lado e os colaboradores de outro, nesse caso das redes sociais, é um esférico engano…  Dá para conciliar os interesses, e transformar o problema em uma baita solução.

Guardadas as devidas proporções, é mais ou menos a mesma coisa que proibir ou liberar acesso dos funcionários ao internet banking. Se proibir, o colaborador vai ter de sair em horário de expediente, ou sacrificar seu almoço, para ir ao banco.

É verdade que as redes sociais trazem muito tráfego para a rede interna, e isso pode prejudicar atividades produtivas.

Mas… hoje em dia muitas empresas já usam ferramentas como o Skype para comunicação interna e com o mercado. Limitar a comunicação pessoal é um problema, e os benefícios de seu uso superam largamente os custos, na grande maioria dos casos.

Como disse no começo desse post, não existe uma solução única.  Mas o que não dá para fazer é proibir geral ou liberar geral.  O modelo ideal para cada empresa existe, sim, e deve ser continuadamente buscado e evoluido.

Afnal, a tecnologia não para, e um modelo bom hoje pode ser um problema em seis meses.

Antena ligada, gente!

Twitter: Um Fenômeno de Mobilidade

O Twitter vem crescendo em número de usuários a taxas recordes e já é apontado como um fenômeno da era digital, talvez semelhante ao Google, que neste domingo, 27, completou 11 anos de vida.

Mas o que pouca gente vem falando é que o Twitter é menos um fenômeno da internet do que uma ferramenta poderosa para dispositivos móveis, sobretudo os smartphones.

Um estudo do blog Crowd Science mostra a que a taxa de acesso ao Twitter via dispositivos móveis sempre bem maior do que a de outras redes sociais, como o Facebook, o MySpace e o LinkedIn.

E o curioso é que, mais e mais pessoas vão ao Twitter quando estão dirigindo, em restaurantes, cinemas e… no banheiro! Isso mesmo, 11% das pessoas mapeadas por essa pesquisa do blog acessam o Twitter quando sentados no “trono”.

O maior problema que os que acessam o Twitter do banheiro podem causar é o aumento da fila em um restaurante ou show, mas, com certeza, os motoristas estarão cometendo infração sujeita a multa e perda de pontos na carteira se vão ao Twitter enquanto dirigem.

A taxa elevada de uso do Twitter via dispositivos móveis pode estar associada a dois fatores: o limite de 140 caracteres e a velocidade de atualização, ideais para esses aparelhos menores, com teclados limitados e para pessoas que estão se deslocando e buscam passar e receber novas informações.

A Crowd Science descobriu que 27% dos Twitters postam mensagens diariamente, e 46% checam atualizações todos os dias.

Com o crescente uso do Twitter por empresas, inclusive em atividades de marketing, parece ter ficado impossível criar uma estratégia de comunicação digital com potenciais clientes sem levar em conta essa dupla Smartphone + Twitter.

Os números são impressionantes: os Twitters usam o serviço a uma taxa que é o dobro de outras mídias sociais, quando em um cinema ou teatro (8% to 4%). No banheiro, a relação é de 17% a 12%. Em restaurantes, então, o Twitter tem a preferência quase três vezes maior, 31% a 12%. 



Já os usuários relutantes não são tão poucos assim, ainda segundo a pesquisa da Crowd Science. Dos usuários do Twitter, 17% o fazem por conta da “Síndrome do Eu Também“, ou seja, usam porque seus amigos ou contatos o fazem, ou, se eles não o fizerem, vão ter perda de status (15%).

De outro lado, 32% dos Twitters acham que estão gastando tempo demais na rede, o que pode apontar para uma futura redução ou racionalização do seu uso. E mais: 22% deles disseram já ter escrito coisas em mídias sociais que depois se arrepanderam, e 16% deixam de fazer atividades relevantes para passar mais tempo navegando nas mídias sociais.

O número que de certo modo explica o crescimento desse fenômeno, é o dos 25% de Twitters que encontram nas mídias sociais a sua atividade preferida de lazer, comparado com apenas 14% dos não Twitters.

Mas, para fechar essa postagem com uma provocação para aqueles mais maduros que são refratários ao Twitter por achar que isso é brincadeira de adolescente: 54% de seus usuários têm mais de 30 anos, 18% são empresários ou empreendedores, 24% gostam de coisas de tecnologia, 48% criaram seus próprios sites, e 37% mantêm seus próprios blogs.

Ao contrário de pesquisas convencionais, essa da Crowd Science buscou dados com mais de 600.000 visitantes aos sites que são monitorados em tempo real pela ferramenta da empresa, todos com mais de 12 anos, entre 5 e 13 de agosto deste ano.

Enfim, parece que o Twitter é coisa séria mesmo.

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