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Um gadget que, se funcionar, deveria ser de uso obrigatório

Você gosta de comida chinesa ou japonesa? Se gosta, segue os rituais, como, por exemplo, usar os pauzinhos (chopsicks, em inglês, ou Kuaisou, em mandarim) em vez de talheres ocidentais?

Baidu-Smart-ChopSticksPois saiba que a gigante chinesa Baidu anunciou o lançamento do Baidu Kuaisou, ou smart chopsticks que servem para testar a qualidade dos alimentos, sua pureza, seu pH, e outros indicadores. Pode, por exemplo, medir a pureza de um óleo para fritura. Assim, você saberá, por exemplo, se o pastel da feira está saudável, ou se aquele patê na sua geladeira não deveria receber atestado de óbito.

A idéia me pareceu genial, e mostra que os chineses estão decididamente entrando no mainstream da inovação, justamente em produtos de alto volume de vendas.

Em contato com o alimento, ele faz as medidas e manda os resultados para um App em seu smartphone. Simples assim!

Robin Lee, o CEO da Baidu, visto na foto acima, diz que “no futuro, usando o Baidu Kuaisou, você vai ser capaz de saber a origem do óleo, da água e de outros alimentos, se eles estragaram, e quais os fatores nutricionais que eles contêm.”

Genial, não? Se funcionar, deveria ser de uso obrigatório, inclusive para testar o que comemos em restaurantes. Já pensou…?

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Google, 2 trilhões de buscas

Dias atrás, comentamos sobre os robustos números do YouTube e o que eles representam no tráfego da internet. Agora vamos tratar do serviços de buscas do Google. Esse foi a origem dessa empresa, em 1998, que hoje é uma das mais valiosas do planeta, de acordo com a cotação de suas ações na Bolsa de Valores.

Ao final de 2013, o Google terá respondido a mais de 2 trilhões de buscas. São cerca de 300 buscas por habitante, ou quase uma por dia, por habitante, contados aí os desconectados e os que vivem em países e regiões onde o Google tem algum tipo de restrição.

No ano de seu lançamento, foram 3,6 milhões de buscas; no ano 2000, 22 bilhões; em 2007, 438 bilhões; em 2010, 1,324 trilhão.

Os números absolutos são de tirar o fôlego, mas, ao analisarmos as taxas de crescimento, vemos algumas luzes sobre o possível futuro do motor de buscas mais popular da internet.

Considerando 2007 como ano de consolidação indiscutível de sua liderança, as taxas anuais de crescimento vêm caindo desde 2009, quando o volume de buscas cresceu 50% sobre 2008. Em seguida, 39% em 2010, 30% em 2011 e 9% em 2012, quando o total de buscas foi de 1,874 trilhão.

Ora, 9% ao ano ainda é muita coisa, ainda mais considerada a base de usuários, maior do que a do Facebook. Mas quer dizer também que há concorrentes, como o chinês Baidú e o russo Yandex o Yahoo volta com tudo, e as buscas especializadas, onde existem mecanismos específicos para milhares de categorias.

Veja as tabelas abaixo, cortesia do Google:

ANO  Quantidade de buscas/ano do Google  Média de buscas/dia
1998  3.600.000  9.863
2000  22.000.000.000  60.000.000
2007  438.000.000.000  1.200.000.000
2008  637.200.000.000  1.745.000.000
2009  953.700.000.000  2.610.000.000
2010  1.324.670.000.000  3.627.000.000
2011  1.722.071.000.000  4.717.000.000
2012  1.873.910.000.000  5.134.000.000
ANO Crescimento anual %
2008 45%
2009 50%
2010 39%
2011 30%
2012 9%

Fonte: Google

Através de seus links patrocinados e do direcionamento de anúncios de acordo com o perfil de cada usuário e sua localização, o Google faturou US$ 50 bilhões de dólares em 2012, com um custo de US$ 37 bi, com margens extraordinárias, gerado caixa para seu hoje enorme leque de produtos e serviços: Gmail, Google Maps, Google+, Blogger e tantos outros.

Os diversos serviços do Google estão cada vez mais integrados entre si, gerando tráfego de um para o outro, e, portanto, possibilidade de incremento de visualizações e de receitas.

Junte-se a isso o Android, hoje a plataforma mais usada no mundo para dispositivos móveis e aí fica fácil entender os 2 trilhões de buscas no Google em 2013.

O crescimento futuro, os números mostram, não será tanto na quantidade de buscas, mas sim na multiplicidade de serviços do Google que usaremos. Ou seja, ele quer mais o seu, o meu, o nosso tempo. Como nunca, aqui, time is money!

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