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Tecnologia é arma para fortalecer a República e combater o populismo

Ultimamente ando meio desmotivado para falar ou escrever sobre tecnologia, as novidades e os breakthroughs. Recebi até críticas pela minha ausência. Na verdade, estou em fase de observação, e busco agora ver bons exemplos de uso da tecnologia, em especial da internet e das redes sociais.

GloriaGuyDaí que me senti um privilegiado de poder conhecer pessoalmente e assistir uma instigante palestra de Gloria Alvarez, a hoje já famosa jovem guatemalteca, que começou a bombar quando de sua lúcida intervenção no Primeiro Parlamento Iberoamericano da Juventude em Zaragoza, na Espanha, em setembro de 2014.

Sua luta é para esclarecer os jovens e os não tão jovens sobre os males do populismo, e o que isso impacta nas raízes da República em uma sociedade democrática. E sua arma é a tecnologia, o canal é a internet, através das redes sociais.

O falso dilema da luta direita x esquerda, ricos x pobres é cristalinamente desmontado por Gloria.

Ela veio ao Brasil, começando por Curitiba, para uma série de palestras. Começou na segunda, 6 de abril, na ACP – Associação Comercial do Paraná. Brilhante, encantou a audiência e foi aplaudida de pé. Na sequência, fez mais 4 palestras em 4 universidades locais, a Positivo, a PUC-Pr, a UFPr e a Uninter.

Agora, Gloria vai a São Paulo, e depois a Porto Alegre. Em seguida, visita Argentina, Chile, Bolivia, Equador, Venezuela (se a deixarem entrar) e fecha a maratona de 45 dias na Colômbia.

Sua mensagem vai longe, multiplicada pelo poder da tecnologia. Um bom uso da tecnologia! Sucesso, Gloria Alvarez! Procure por ela no Twitter, no Facebook ou no YouTube. Vale a pena. E, se você estiver na rota desse furacão guatemalteco, embarque nessa e vá vê-la, ao vivo. Você vai entender melhor o nosso momento atual aqui na América Latina e as ameaças que nos cercam e, muitas vezes, não percebemos.

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Comunicação e Informação em 12/2014. Diferente do que foi imaginado!

As previsões mais ousadas sobre o futuro da internet e do mundo digital não se materializaram. Ao menos não na maciça migração de consumidores de mídias tradicionais, como livro, jornal, revista, rádio e TV. O que vimos foi convivência e mudança do perfil de uso.

book-ebookHá 8 anos atrás, um pouco menos, com o lançamento do iPad e do Kindle, mais o poder das gigantes Apple e Amazon, houve quem indicasse que o mercado de livros seria totalmente digital, e que o livro de papel sumiria das prateleiras e mesmo as livrarias físicas seriam sebos apenas.

O que ocorreu, de fato, foi um acirramento da concorrência e um brutal aumento da relação de livros vendidos por leitor usual ou mesmo por habitante, no mundo todo. Algumas livrarias pequenas, outras redes tradicionais que não se adaptaram, sumiram do mapa. Mas surgiram novas livrarias com múltiplos serviços, com cafés, auditórios e palestras de especialistas. Nunca se lançaram tantos livros em noites de autógrafos como hoje. No Brasil, um autor que não se chamasse Paulo Coelho não atingiria a dezena de milhares de exemplares vendidos, que diria ingressar no clube do milhão. Não é, Laurentino Gomes?

Hoje em dia, se você quer um livro, dependendo de sua pressa, da disponibilidade do título no formato impresso ou digital, você tem escolha. E isso é bom!

NewsPOs jornais diários, com certeza, foram os mais atingidos, Publicações fortes, tradicionais, sumiram do mapa ou foram absorvidas pelos concorrentes. A receita mais relevante, a de anúncios e classificados, ficou minúscula. Mesmo para os veículos que foram forte para a internet perderam público por conta da especialização do mercado. Quando foi mesmo a última vez que você se guiou por um anúncio de jornal para iniciar a compra de um carro ou de um imóvel?

magazine vs digitalAs revistas ganharam força ao penetrarem no mercado via tablets, que facilitaram o processo de distribuição. Revistas semanais de informações, antes dedicadas a analisar com mais detalhes as notícias diárias, agora podem se dar ao luxo de trabalhar melhor com o jornalismo investigativo e apresentar notícias à frente de muitos outros veículos.

As revistas especializadas proliferaram também no formato impresso, mas algumas delas perdem o sentido. Um exemplo é a INFO Exame, publicada pela Abril, que a partir de fevereiro de 2015 deixa de publicar sua versão de papel. Ficou simplesmente impossível abordar a tecnologia sem recursos multimídia. E a INFO só é pioneira aqui no Brasil. Lá fora, muitas revistas técnicas, científicas, ou de nichos específicos mas que têm público disperso geograficamente já estão 100% digitais.

RadioAs rádios, para serem viáveis, viraram redes, e usam muito os meios digitais. Vide a nossa CBN Curitiba, há tempos recebendo informações e solicitações de ouvintes por torpedo, Twitter, Facebook e agora, febre total, o WhatsApp. Assim como quando surgiu a TV muitos apostavam no sumiço do rádio, o que ocorreu foi o contrário: com o crescimento das cidades e os problemas de trânsito e segurança, nunca as rádios foram tão úteis, e, com a interação com os ouvintes, viraram fontes importantes para aqueles longos (no tempo) trajetos nas vias abarrotadas de carros, todos com carros e ouvintes dentro. Hoje, mais de 2/3 das receitas das rádios, no mundo, estão com as que oferecem algum tipo de interação com o ouvinte.

TV_Cable_internetA TV aberta, mesmo ainda com boa audiência, têm dificuldade em competir com os canais de TV paga e o serviços na rede. Mas, por conta do aumento da renda média, mundo afora, ganharam uma sobrevida no seu formato atual. Talvez seja o vetor de comunicação com mais necessidade de reinvenção. Mas hoje, nos Estados Unidos, mais de 51% dos telespectadores gastam parte de seu tempo vendo TV pela internet, 54% dos que têm menos de 25 anos.

Adeus, veículos impressos, adeus broadcast de rádio e TV? Não é o caso. Mas potencializar o combo analógico/digital para atingir melhor o público-alvo é fundamental. Até porque esse público-alvo (nós, consumidores de conteúdo) somos cada vez mais exigentes e também produtores de conteúdos.

Conviver com formatos diferentes é bom para nós, consumidores. E isso deve se intensificar!

Alguém lembrou aqui de mencionar as redes sociais?

A Copa das Redes

WCupSocialMNão dava para encerrar as postagens sobre a Copa do Mundo 2014 sem relacioná-la às redes sociais. Definitivamente, a Copa de 2014 foi duplamente a… Copa das Redes! Tanto de bolas na rede (azar e/ou incompetência nossa) como no uso das redes sociais.Bolanarede

Os números ainda carecem de consolidação, mas o infográfico de uso do Twitter durante o jogo Brasil x Alemanha é impressionante! Neymar, o grande ausente, foi o mais citado durante o jogo, exceto quando dos picos registrados a cada um dos 7 gols da Alemanha e o solitário gol de honra do Oscar. Foram 672 milhões de tuítes sobre a Copa nos seus 32 dias. A vitória da Alemanha por 7×1 sobre o Brasil, na semifinal, gerou 35,6 milhões de tuítes; a final Alemanha x Argentina, “apenas” 32,1 milhões.

O Facebook registra números ainda mais impressionantes, dada a sua base de contas ativas quase 5 vezes maior que a do Twitter. Só na final, 88 milhões de pessoas geraram mais de 280 milhões de postagens, comentários e curtidas likes na rede, durante a final que consagrou a seleção alemã.

Esse é um novo recorde para o Facebook em um evento único, batendo as 245 milhões durante o Super Bowl de 2013.

Após as oitavas de final, o Facebook informou haver superado a marca de 1 bilhão de postagens relativas à Copa, geradas por 220 milhões de usuários desde a partida inicial Brasil x Croácia em 12 de junho.

Nesta segunda, 14/7 a rede social anunciou que a Copa 2014 é o maior evento – esportivo ou não – na história do Facebook. E esse número foi gerado por uma base relativamente pequena, de 17% das contas ativas.

Também bateram recordes o Pinterest, o FourSquare, o Google+, o YouTube, e, claro, o Instagram, hoje controlado pelo Facebook.

Se compararmos os volumes do Twitter da Copa de 2014 no Brasil com os da Copa de 2010 na África do Sul, o crescimento foi brutal: mais de 300 vezes!

E o pais que registrou o maior crescimento, dentre as 32 seleções representadas? Os Estados Unidos, onde definitivamente o soccer parece estar na rota de virar superstar. Os gigantes da publicidade e do entretenimento não cansam de tecer loas ao futebol e ao tamanho do business.

Definitivamente, dois tipos de seres totalmente globais convergiram forte aqui no Brasil: a Copa do Mundo e as Redes Sociais.

Você quer ser técnico da Seleção Brasileira?

Nesta terça, 20, tive o prazer de abrir e participar do CEO Forum da Amcham – Câmara Americana de Comércio de Curitiba. Foi bastante cool ouvir os CEOs de duas empresas centenárias, a IBM e a 3M, falando de inovação e perspectivas futuras.

E sobre minhas impressões, comento em outra postagem.

Hoje vou propor aos meus amigos -ouvintes e leitores- um desafio: virar técnico ou técnica da seleção brasileira de futebol. Ou, no mínimo, palpitar em tempo real em canal direto com Felipão, sobre quem depositamos as esperanças do hexa.

A IBM Brasil criou um canal de comunicação social com a comissão técnica da seleção, o Ei Treinadores!, disponível a qualquer um que tenha uma conta no Twitter.

Partindo do princípio que os brasileiros são os mais dedicados usuários das redes sociais, a IBM usou seu Centro de Pesquisas no Brasil com o um hub mundial para desenvolver essa solução, que se baseia -em tempo real- nas opiniões dos tuiteiros sobre determinados temas. Os jogos do Brasil, por exemplo.

O que diz a Dra. Maíra Gatti, pesquisadora de Ciências da Computação no Laboratório IBM:

“O brasileiro é um dos povos mais atuantes nas redes sociais. Em 2012, o Brasil era o país com maior participação no Twitter segundo Pesquisa “State of Mobile Web” realizada pelo Browser Opera com dados de 190 países. No número geral de usuários de internet, 23% dos que usavam a ferramenta eram brasileiros.”

Essa solução já foi testada em 2013, durante a Copa das Confederações, e, tudo indica que algum dos auxiliares do Felipão ficava recebendo os dados consolidados e passando algo ao chefe. Agora em junho, a cena vai se repetir.

Só que com mais gente participando. Quer dar sua opinião sobre a partida como se estivesse com os jogadores? Usando a Análise de Sentimento Social da IBM, você se transforma em um treinador auxiliar.

Se você tem uma conta no Twitter, siga  e divirta-se, durante os jogos. Quer ter uma idéia bem humorada? Veja ovídeo ou procure por Ei Treinador no YouTube.

E o futebol moderno vai cada vez mais sendo apoiado por dados. Muitos estatísticos povoam as comissões técnicas dos principais clubes do Brasil e do mundo. Aposenta-se a velha prancheta dos professores e agora as mudanças táticas ocorrem com base no que está ocorrendo e o que pode e deve ser corrigido.

Talvez o futebol acabe perdendo a  arte, a graça… Mas, por via das dúvidas, estarei lá, tuitando nos jogos do Brasil, tentando, junto com os demais 193.999.998 técnicos, ajudar Luiz Felipe Scolari a deixar a taça aqui no Brasil por uns tempos.

Vamos nessa?

Armazene suas músicas na nuvem para tê-las disponíveis em qualquer lugar, em qualquer de seus dispositivos. Bem, quase…

Seu modo de vida é extremamente dinâmico, agitado, multitarefa, como é requisito básico de uma pessoa do século 21. Você se comunica digitalmente por email, pelas redes sociais, participa de chats e videoconferências e… adora música!

É provável também que você tenha múltiplos dispositivos para armazenar e tocar suas músicas prediletas. E esses dispositivos podem não ser compatíveis entre si, e então aquela música que não sai de sua cabeça não está disponível no momento adequado. Pior: sua musicoteca fica espalhada por diversos aparelhos, HDs, CDs e DVDs, e você nem tem tempo de lembrar-se aonde está cada uma.

Duplicá-las para acesso a partir de cada dispositivo nem sempre é possível, dada a capacidade de armazenamento de cada um, de restrições de direitos autorais e mesmo de praticidade. Qual a solução?

Consolide suas músicas em um serviço na nuvem, para acessá-las de qualquer lugar que haja conexão à internet com qualquer dispositivo. Existem vários serviços específicos, com seus prós e contras. Com certeza, um deles vai atender a suas necessidades. Aqui vão três dos mais populares e fáceis de usar:

Comecemos com o
Amazon Cloud Music Amazon Cloud Drive, que requer o App Amazon Cloud Player, que funciona em qualquer computador conectado e nos dispositivos móveis com Android. Nesse drive, você pode armazenar músicas, vídeos, fotos e outros arquivos sem custo, até o limite de 5GB. Se você compra músicas através da Amazon, esses arquivos são automáticamente armazenados na sua conta na nuvem e não descontam o espaço da sua franquia. Leia mais

 

My Music Cloud

MyMusicCloud é um serviço de armazenamento na nuvem, que também possui uma loja virtual com mais de 11 milhões de títulos, nos mais variados gêneros musicais. Os preços unitários partem de US$ 0,19, e você pode sincronizar suas músicas com o DropBox, uma boa para quem já usa esse serviço. Ele também fornece as letras de músicas, deixa você compartilhar suas favoritas com os amigos no Facebook. Você ganha 2GB grátis, para começar. É simples de ousar e multidispositivo. Leia mais

 

Deezer

Deezer é um serviço de armazenamento gratuito de músicas no formato mp3, sem limite para o total, mas não permite arquivos unitários acima de 10Mb. Você cria e compartilha suas playlists com outros membros da comunidade Deezer. Leia mais

 

 

 Que tal experimentar um deles?

 

As maiores empresas do mundo descobrem as redes sociais

A maior parte dos bilhões de conectados mundo afora que usa redes sociais entende o fenômeno sob seu ponto de vista, da utilidade de cada uma, das conexões que são feitas e, enfim da visibilidade obtida. Tudo isso de forma natural.

De outro lado, sabem eles -sabemos nós- que o preço da conveniência e da facilidade é a perda da privacidade.

Mas o que fazem com as redes sociais as maiores empresas? Tirando as de tecnologia, como estão usando essas plataformas as empresas da lista Fortune 500, como as de alimentos industrializados, máquinas pesadas, automóveis, petróleo, varejo e logística?

Pois saiba que elas estão entusiasmadas com o potencial dessas ferramentas para melhorar seus negócios. Um estudo recente do Centro de Pesquisas de Marketing da Universidade de Massachusetts – Dartmouth mostra como cresceu o uso entre 2012 e 2013.

SocialMediaFortune500

As gigantes estão refinando seu conhecimento do mercado sobre o que, como, aonde, quanto e quando. A pesquisa sobre as empresas da lista 2013 da Fortune 500 mostra essas novas ferramentas de comunicação chegando como um tsunami nas mais diversas áreas das empresas!

Olhem o infográfico nesta página: Ele mostra quão a sério as grandes empresas estão levando as redes sociais.

Sessenta e nove por cento das F500 usaram o YouTube, crescimento de 7% sobre 2012. Para elas, o YouTube é tão importante quanto o Facebook.

Em 2013, a pesquisa incorporou as plataformas mais recentes, como Google+, Foursquare e Instagram. O Pinterest já vinha de 2012, quando registrou 2% das empresas usando a plataforma, contra 9% do ano passado. Em todos os casos, essas corporações mostraram-se dispostas a experimentar as novas ferramentas. Destas, só o Google+ mostra evidências de um número significativo de contas abertas, mas  ainda inativas. Isso pode ser porque as empresas estudam o potencial do Google+. Mas já são 35% delas com contas abertas no Google+.

Depois de anos andando de lado, 34% das grandonas possuía blogs ativos em 2013, um crescimento de 21% sobre 2012.

Claro que esses titãs empresariais testam todas as novas ferramentas de comunicação. A preferência pelo Twitter sobre o Facebook é intrigante, talvez por conta da simplicidade de sua proposta e da mais rápida viralização do conteúdo. Ao usar Google+, Foursquare e Instagram, as grandes mostram que vão atrás da turma conectada. Elas agora parecem animadas com essa nova capacidade de engajar fornecedores, parceiros, clientes e o público interno de uma forma sequer imaginada quando a maioria dessas corporações foi fundada.

Não se surpreenda: Você vai ficar cada vez mais na mira dessas gigantes!

US$ 16 bi em 4 anos: esse é o valor do WhatsApp para o Facebook

moneytreesDinheiro nasce em árvores? Coisa antiga, essa imagem… Hoje em dia, a grana brota nas redes sociais, no Facebook em particular. Depois de comprar dezenas de empresas, inclusive o Instagram, por 1 bilhão de dólares em 2012, nesta quarta, 19, o Facebook anuncia a compra do WhatsApp por incríveis US$ 16 bilhões. 4 bi cash e 12 bi em ações.

Se você é uma das milhões de pessoas que andou deixando o Face de lado para usar a praticidade e o descolamento do WhatsApp, vai tudo ficar em casa agora.

Quando do anúncio da compra do Instagram, a febre da web de então, Mark Zuckerberg assegurou que nada mudaria e que as empresas operariam de forma independente.

Agora, o discurso é o mesmo: nada vai mudar, continua tudo separado, do jeito que sempre foi.

Parando para refletir, muita gente ainda usa -e bastante- o Instagram, sem se dar conta de que as direções do produto são dadas pelo Facebook. Não dá para imaginar o contrário, agora com a aquisição do WhatsApp.

Jan Koum, um dos criadores do WhatsApp, e amigo de Zuckerberg, não deve estar muito triste. Até porque há um acordo em separado, válido para os acionistas e funcionários do WhatApp, para mais US$ 3 bi em ações do Facebook, de uma classe restrita e especial, se determinados parâmetros da negociação se concretizarem.

Se der tudo errado, o Facebook paga uma multa de US$ 1 bilhão.

Na verdade, esse fluxo migratório para o WhatsApp estava além do que poderia ser suportado pelo gigante das redes sociais. São mais de 450 milhões de usuários ativos no aplicativo de mensagens, o dobro do Twitter e do porte de um Google+. Comprar market share vale isso, 16 bi, ou, dividindo, cada conta ativa -como a sua, a minha- no WhatsApp valeu US$ 35,55, ou algo como R$ 85. A taxa de crescimento, em 4 anos, é o dobro do Facebook, do Google, do Twitter no mesmo período.

Afinal, dinheiro não dá em árvores. Já nas redes sociais…

Ouça o áudio gravado para a CBN Curitiba

Vai viajar? Cuidado com seus planos!

Que seu celular pode estar grampeado por agências de inteligência e que suas conversas pelas redes sociais também, você já sabia, ainda mais depois das revelações do ex-NSA Edward Snowden, hoje asilado na Rússia.

Slide de apresentação interna da NSA com tópicos de monitoramento em massa.

Slide de apresentação interna da NSA com tópicos de monitoramento em massa.

A figura ao lado mostra um slide de uma apresentação da NSA sobre os tópicos que estavam sendo monitorados.

Mas nesta segunda, 27, o jornal New York Times revela que a coisa é mais abrangente do que podemos imaginar, e pode até causar problemas em sua próxima viagem. Como?

Você vem planejando com seus amigos aquela viagem de férias, mesmo com o dólar caro. Economizou uma grana, avaliou alternativas, buscou melhores preços e itinerários através de sites de viagem. E fez esse roteiro via Google Maps. Claro que você também usou seu smartphone e seu tablet para chats com os amigos e também pegou dicas com outras pessoas, conhecidas ou não, que já estiveram nesses lugares. É mais ou menos assim?

Pois saiba que a NSA e sua contraparte britânica armazenam tudo isso também nos seus supercomputadores. Aproveitando que os apps e os sites mais usados armazenam muitos de seus dados pessoais, os espiões verificam possíveis conexões suas que estejam enquadradas no perfil de um terrorista, ou até mesmo passando suas navegações nos algoritmos de identificação de suspeitos, e, sem querer, você pode ficar na mira.

Mas não é só isso. Enquanto você planeja a viagem, seus filhos ficam entretidos com os Angry Birds, em qualquer de seus apps famosos mundo afora. Até ali os dados de uso estão sendo monitorados.

Como reporta o Times, “a cada nova geração de tecnologia de telefonia celular, mais e mais dados pessoais são despejados através das redes onde os espiões podem capturá-los. 

Dentre essas ferramentas de inteligência estão os aplicativos com ‘vazamentos’ que abrem tudo, desde códigos de identificação dos usuários de smartphones até os lugares onde eles estiveram naquele dia.”

Um leitor da Califórnia define bem o que acontece. Diz ele: “Os smartphones de hoje nada mais são do que dispositivos de rastreamento bem embalados que o usuário com orgulho e ingenuamente exibe por onde passa“.

Twitter redescobre as mensagens diretas

Durante a Copa do Mundo de 2010, um Trending Topic do Twitter ganhou notoriedade no Brasil: Foi o #calabocagalvao, que resistiu dias a fio nos Top 10. As críticas eram ao narrador esportivo Galvão Bueno, e a quantidade de tuitadas chegou a merecer capa da revista Veja.

Era o auge do Twitter, com sua proposta focada nos 140 caracteres e na forma de propagação de mensagens a um público enorme que começava a ter literalmente à mão os smartphones, que as espalhavam a uma velocidade nunca vista a uma audiência cada vez maior.

O Twitter seguiu fiel às suas origens, e, hoje em dia, uma estratégia de comunicação de uma empresa que pretenda chegar ao consumidor pessoa física, ou de um político que queira estar antenado com seu eleitor não pode prescindir de suas mensagens curtas.

Em determinados momentos, chegou-se a prever que o Twitter ameaçaria o reinado do Facebook, ultrapassando-o em número de contas ativas.

Não foi isso que aconteceu. A ameaça ao passarinho azul veio menos do Facebook ou do Google+ e mais dos aplicativos de mensageria que recentemente ganharam força, especialmente o WhatsApp.

Hoje, o WhatsApp é o campeão mundial do tráfego de mensagens instantâneas entre o público que tem acesso à internet via smartphones e tablets.

Agora, ao finalizar os procedimentos para lançamento de suas ações na bolsa NASDAQ americana, o Twitter vem silenciosamente trabalhando num redesenho de sua proposta, com uma ênfase nas mensagens diretas, ou DMs.

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Para quem usa o Twitter via browser, já dá para notar um ícone de um envelope no canto superior direito da página principal. É só clicar e postar a DM. Para quem acessa o Twitter via App, usar o serviço de DM ainda requer alguma navegação, sem contar que, como ele não é imediatamente visível, também não é lembrado.

O All Things Digital mostra que o pessoal do Twitter vem conversando com outras empresas que se lançaram com produtos de mensagens diretas e tiveram relativo sucesso, como o Snapchat, o Line e o KakaoTalk. Isso sem contar que o Facebook vem aprimorando seu serviço de mensagens instantâneas e colocando-o igualmente em destaque.

Assim, devemos esperar para breve por novidades no Twitter. Por enquanto, a modificação com o destaque na página principal para as DMs já merece aplausos.

Tony Bennett: Como estar conectado, ganhando prestígio e dinheiro aos 87 anos

TonyGagaQuem acha que o mundo digital é território exclusiva dos jovens, deveria saber quem é Tony Bennett, um famoso entertainer e cantor norte-americano. Sua interpretação mais famosa, que ainda provoca suspiros em românticos de todas as idades é I left my heart in San Francisco.

Tony Bennett é uma referência musical para muitas gerações. Desde a década de 1940, quando ele fazia duetos com Judy Garland, mãe de Liza Minelli, sua voz potente e com riqueza nas interpretações lhe rendeu mais de 17 Grammys e uma centena de álbuns. Suas apresentações, mundo afora, inclusive no Brasil, sempre renderam públicos enormes, e shows extras foram a regra, não exceção.

Pois nesta terça, 8/10, Tony Bennett incluiu na iTunes Music Store mais de 75 albuns, através da Sony Music. E isso foi feito com forte apoio de divulgação no Twitter e no Facebook, com participação ativa do cantor, um fã do iPad.

Tony faz uma observação interessante sobre a forma atual de guardar recordações de artistas:

É espantoso como a tecnologia mudou o nosso modo de vida e é fascinante imaginar o que nos espera no futurodisse Bennett ao site de tecnologia Mashable, antes de participar em um chat no Twitter. “Ninguém mais pede autógrafo. Eles tiram fotos com as câmeras dos smartphones e postam imediatamente no Facebook. Tudo é muito rápido!

Ah! Tony, aos 87 anos de idade, está terminando um novo album com Lady Gaga, na esteira do sucesso que foi o clip dos dois em The Lady is a Tramp. E o último clipe de Amy Winehouse, dias antes de morrer, foi um dueto com Tony Bennett em Body and Soul, referência da música popular americana dos 1930. Ele pode ser seguido no Twitter em @itstonybennett e no Facebook em http://www.facebook.com/tonybennett.

Ou seja, para seguir fazendo sucesso e influenciando as novas gerações de artistas, é fundamental vender música via lojas virtuais e ter participação ativa nas redes sociais. E ter talento. Independente da idade.

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