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Microsoft integra Office com serviços na nuvem de terceiros

cloudSe você é usuário da suite de aplicativos Office, da Microsoft, deve ter notado a evolução dos produtos, já disponíveis por assinatura, e das versões também para smartphones e tablets nas plataformas iOS e Android. Bom para nós, usuários, que podemos criar, acessar, atualizar, compartilhar arquivos de Word, Excel, Powerpoint e outros a partir de praticamente qualquer dispositivo digital.

Mas ainda restava uma barreira: o armazenamento na nuvem, de forma automática, era feito essencialmente no próprio serviço da Microsoft, o One Drive. Claro que dava para guardar também no Dropbox, no Google Drive e no iCloud, da Apple, mas sempre com algum trabalho manual. O compartilhamento, para quem usava esses serviços, também era possível, mas requerendo alguma ginástica.

A Microsoft já havia disponibilizado acesso automático de arquivos do Office para o Dropbox e outros serviços menos cotados. Agora, dá para fazer o mesmo também nos serviços Box e iCloud. Ponto para nós, usuários! Organizar seus documentos na nuvem agora depende só de você e de sua capacidade de evitar bagunça digital.

É isso? Bem, quase…

Resta o caminho inverso: do mundo Apple para o “resto” do universo digital. A empresa de Cupertino segue com sua arquitetura fechada, abrindo poucas e controladas interfaces e funcionalidades nos seus sistemas operacionais e nos seus serviços na nuvem, incluindo o iCloud.  iPhoto, iTunes e iMovie? Nem pensar!

Do ponto de vista de segurança, a Apple está correta. Do ponto de vista da fidelização de seus clientes, os números mostram que há mais clientes entrando no mundo iOS/OSX do que saindo. E, na ótica de geração de caixa, a Apple tem mais de US$ 150 bi disponíveis na conta e seu valor de mercado é maior do que qualquer outra empresa de capital aberto na história e maior do que a soma de todas as empresas listadas no índice BOVESPA. Mudar para quê?

Eu entendo que, mais cedo ou mais tarde, a Apple vai entender que é preciso ser mais flexível. Mas, por enquanto, fiquemos com a boa nova da Microsoft. Bom para nós, usuários, e bom para ela, que pode prolongar por mais algum tempo a vida de suas vacas leiteiras Windows e Office.

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Acabou o Windows Xp. O que faço?

xpNesta terça, 8 de abril, cessa todo e qualquer suporte da Microsoft ao veterano Windows Xp, aí incluídas atualizações de segurança. Ou seja, a partir daí, centenas de milhões de computadores mundo afora estarão mais vulneráveis a ataques externos. Mais ainda: os programas que hoje rodam com o Windows Xp provavelmente não incluirão, em futuros releases, suporte para o Xp.

E você, ainda tem um desktop ou um notebook que roda com o Xp? O quê fazer?

Antes de mais nada, salve todos os seus arquivos de dados, aí incluídos textos, planilhas, apresentações, fotos, vídeos e o que mais tenha por lá. Pode ser que seu computador nem seja tão antigo assim, pois muita gente que comprou máquina com o Windows Vista -o sucessor do Xp- fez uma atualização reversa para o antecessor, mais rápido e confiável.

Migrar para o Windows 7 ou 8? Parece ser uma saída extrema, pois a maioria das máquinas projetadas para o Xp ou Vista não vão rodar de forma eficiente com esses sistema operacionais, mesmo que atendam aos requisitos mínimos de memória, processador e disco. Pode ser que nem sejam compatíveis, e isso o site do Windows vai esclarecer. Mas não vale a pena.

Mas aí existem programas e periféricos que não vão ser compatíveis com versões acima do Xp, e você ainda os utiliza. Eu, por exemplo, tenho um scanner para negativos e diapositivos de 35mm que usei para converter minhas antigas fotos para o meio digital, e ele não roda em Windows Vista, 7 e 8. Solução? Usar essa CPU só com essa finalidade esporádica.

Sobram ainda milhões de dispositivos específicos, como terminais de caixa de banco, de supermercados, catracas eletrônicas, aparelhos de diagnóstico médico e muitos outros aparelhos dedicados. Mas esses, via de regra, ou estão desconcertados ou fazem parte de uma rede cabeada privada, onde os especialistas cuidarão de sua integridade até a substituição.

Então, se você tem esse desktop ou notebook com Windows Xp conectado à internet ou recebe arquivos externos via CD, DVD ou pen-drive, aja rápido para não ter problemas. A partir do dia 8, eles serão o paraíso dos piratas digitais.

Microsoft de CEO novo

satya

O indiano Satya Nadella assumiu nesta terça, 4 de fevereiro, o cargo de CEO da Microsoft, no lugar de Steve Ballmer, que se aposenta. Antes de Ballmer, só Bill Gates ocupou a posição nessa importante empresa, fundada em 1976.

Quem tem mais de 20 anos e já mexeu com um microcomputador, já deve ter trabalhado com o sistema operacional Windows. Pelo menos 90% dos usuários usam ou usaram alguma de suas versões. Também são quase substantivos as palavras Excel (planilha eletrônica), Word (processador de texto) e PowerPoint (apresentador).

Parte dos que não usaram o Windows, ou são Macmaníacos ou usam alguma versão do Linux, sistema operacional de código aberto. A turma do Linux, na sua maioria, detesta a Microsoft, mas são minoria no todo.

A Microsoft cresceu, foi extremamente bem sucedida ao ponto de ser, em dado momento, a empresa com maior valor de mercado do mundo, mas, com a febre dos dispositivos móveis, o quadro mudou um pouco.  Mesmo assim, Bill Gates vem frequentando o topo da lista das pessoas mais ricas do mundo há cerca de um quarto de século! E a Microsoft segue crescendo.

A chegadas de Satya Nadella corresponde à reordenação da Microsoft em ofertas de serviços na nuvem, inclusive mas não restrita à popular suite de aplicativos Office. Nadella tem sido o comandante dessa mudança.

Os detalhes estão em várias publicações, e eu fico com o release oficial da Microsoft, que pode ser lido ao final desta postagem. Mas quero chamar a atenção dos que aqui me dão a honra de sua visita para o fato de ele ser indiano. E daí, algum problema? pode perguntar alguém…

Não, ao contrário. A Índia é hoje um celeiro de profissionais da área de tecnologia e uma usina de recursos humanos no setor, fruto de uma política muito focada na busca de excelência em tecnologia da informação. Hoje em dia, há indianos em posições de destaque na maioria das empresas estreladas do setor, como a IBM, a Oracle, a Apple, o Google, o Facebook, enfim, todas! E várias empresas indianas de serviços de TI possuem escala global, faturam bilhões por anos. A Índia já é fonte relevante de inovação e patentes que fazem parte de nosso dia-a-dia digital.

Voltando a 1984, o ano do livro famoso de George Orwell, aqui no Brasil vivíamos os estertores do regime militar e também, no Congresso Nacional, discutia-se a nova Lei de Informática, que acabou privilegiando o hardware sobre o software.

À época – 30 anos atrás- , eu presidia nacionalmente a Assespro, a associação que congrega as empresas de software e serviços. Convidado a falar sobre o tema, discorri sobre o futuro do software e que rumos deveríamos tomar. A Índia foi pelo software, nós, pelo hardware.

Quem se interessar, é só ler o meu pitch a favor do software. Não deu…

Mas, voltando ao Nadella, tudo indica que ele foi escolhido por ser um cara top de linha, não só na Microsoft, como no mercado. É olhar seu currículo para ver que ele chegou lá por méritos de sobra!

Acho que, mais uma vez, a gigante de Redmond se move na direção certa. Veremos boas novidades nos próximos meses e anos.

Sucesso, Satya Nadella!

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RELEASE DA MICROSOFT SOBRE SATYA NADELLA

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Microsoft anuncia Satya Nadella como novo CEO

Bill Gates assume novo papel como consultor de tecnologia; John Thompson passa a presidente do Conselho de Administração

REDMOND, Wash. — 4 de fevereiro de 2014— A Microsoft anuncia que o seu Conselho de Administração nomeou Satya Nadella como CEO global da companhia e membro do conselho para início imediato. Até este comunicado, Nadella ocupava a posição de vice-presidente executivo da divisão de Clould e Enterprise da Microsoft.

“Neste momento de transformação, não há pessoa melhor para liderar a Microsoft que Satya Nadella”, afirma Bill Gates, fundador da Microsoft e membro do Conselho de Administração. “Satya tem liderança comprovada com habilidades em engenharia, visão de negócios e capacidade para aproximar as pessoas. Sua visão de como a tecnologia será utilizada e consumida ao redor do mundo é exatamente o que a Microsoft precisa, uma vez que a companhia ingressa no novo capítulo de crescimento e inovação ampliada em produtos”.

Desde que ingressou na empresa, em 1992, Nadella liderou importante estratégia e mudanças técnicas em todo o portfólio de produtos e serviços da companhia, com destaque para o movimento da Microsoft para a nuvem e para o desenvolvimento de uma das maiores infraestruturas de nuvem do mundo com suporte para Bing, Xbox, Office e outros serviços. Durante a sua gestão na divisão de servidores e ferramentas de negócios da Microsoft, a área superou o mercado e conquistou a participação de mercado dos concorrentes.

“A Microsoft é uma das poucas empresas que realmente revolucionou o mundo com a tecnologia e eu não poderia me sentir mais honrado por ter sido o escolhido para conduzir a companhia”, afirma Nadella. “A oportunidade à frente da Microsoft é enorme, mas para aproveitá-la, devemos ter foco claro, agir com rapidez e continuar a transformar. Uma grande parte do meu trabalho é acelerar nossa capacidade de trazer produtos inovadores para nossos clientes mais rapidamente”.

“Trabalho com ele há mais de 20 anos e sei que Satya é o líder certo para o momento certo da Microsoft”, comenta Steve Ballmer, que anunciou em 23 de agosto de 2013 que se aposentaria assim que seu sucessor fosse nomeado.  “Eu tive o privilégio de trabalhar os mais talentosos colaboradores e líderes de equipe da indústria e sei que a paixão deles e a fome pela grandeza só irão aumentar sob a liderança de Satya”.

A Microsoft também anunciou que Bill Gates, anteriormente presidente do Conselho de Administração da empresa, assumirá um novo papel na cúpula como fundador e conselheiro tecnológico. Gates dedicará mais tempo à companhia, suportando Nadella no desenvolvimento de tecnologias e na direção de produtos. John Thompson, membro independente do Conselho de Administração, vai assumir o cargo de presidente da cúpula e continuará a ter a posição de membro autônomo.

“Satya é claramente a melhor pessoa para conduzir a Microsoft e tem o suporte unânime do Conselho”, disse Thompson. “O Conselho fez o raciocínio da maneira que nossos acionistas, consumidores, parceiros e funcionários esperavam e mereciam”.

Com a chegada de Nadella, o conselho de diretores da Microsoft passa a ser composto por Ballmer; Dina Dublon, ex-diretora financeira do JP Morgan Chase; Gates; Maria M.Klawe, presidente da Universidade de Harvard; Stephen J. Luczo, presidente do Conselho e CEO da Seagate Technology; David F. Marquardt, sócio na August Capital; Nadella; Charles H. Noski, ex-vice-presidente do Bank of America; Dr. Helmut Panke, ex-presidente do conselho de gestão da BMW; e John W. Thompson, CEO da Virtual Instruments. Sete dos 10 nomes são membros independentes da Microsoft, o que é consistente com as diretrizes de governança corporativa que exigem que a maioria das posições seja ocupada por membros autônomos.

Satya participará de uma webcast para clientes e parceiros às 18h00 (horário de Brasília). O link para a webcast é http://msft.it/ceowebcast.

Vídeos gravados por Satya Nadella, Bill Gates, Steve Ballmer e John Thompson, além de fotos do novo CEO da Microsoft estão disponíveis no site http://www.microsoft.com/en-us/news/ceo/index.html.

Sobre a Microsoft Brasil

Fundada em 1989, a Microsoft Brasil possui 8 escritórios em todo o País e gera localmente oportunidades diretas na área de tecnologia para mais de 18 mil empresas e 424 mil profissionais. Nos últimos dez anos, a empresa investiu mais de R$ 167 milhões em projetos sociais, levando tecnologia a escolas, universidades, ONGs e comunidades carentes. É uma das 110 subsidiárias da Microsoft Corporation, fundada em 1975, empresa líder mundial em software, serviços e soluções que ajudam empresas e pessoas a alcançarem seu potencial pleno.

Skype WiFi: Bom para quem viaja e precisa estar conectado

SkypeWiFiO Skype é a plataforma de referência para quem precisa se comunicar por voz, mensagens ou vídeo. Na maioria das vezes, dá para usá-lo gratuitamente. Mas é muito bom também para contatos que requeiram ligações para telefones fixos ou celulares, o que significa pagar por elas. Em chamadas internacionais, as tarifas do Skype são bastante atraentes.

Mas, e quando você está viajando, ou simplesmente está fora de casa e precisa falar com alguém ou navegar pela internet? Seu acesso pelo seu plano de dados pode ser lento ou caro, especialmente se incidirem taxas de roaming. E as conexões WiFi disponíveis ou são públicas e inseguras ou requerem acesso através de um hotspot que cobram taxas diárias, ou uma assinatura mensal. No aeroporto ou no hotel, por exemplo.

Para essas situações existe o Skype WiFi. Um App grátis que você baixa no seu smartphone, tablet ou laptop que permite o acesso à internet através de mais de um milhão de pontos de acesso cadastrados, e você só paga pelo tempo utilizado. Vale para Windows desktopMac OSXLinuxiOS e Android.

Ele é especialmente útil em viagens ao exterior, onde esses acessos são normalmente pagos e, não raro, são caros.

O App já informa quais os pontos de acesso cadastrados, mesmo você estando offline. Se estiver online, ele mostra quais estão próximos de você e quais as tarifas cobradas. Se existe um perto de onde você está, é só conectar. O Skype debita o valor do uso nos seus créditos pré adquiridos.

O Skype WiFi não é –e isso deve ficar bem claro– a forma principal de acesso à internet quando você viaja. É apenas mais uma forma, mas que pode ser extremamente conveniente.

E ele não funciona sem créditos. Assim, ao planejar uma viagem que requeira conexão à internet, faça uma provisãozinha extra de créditos no Skype e bom proveito com o Skype WiFi.

E por falar em vírus…

VirusJá se foi o tempo em que a preocupação com vírus digital era enorme, uma neura quase! Quem tinha um PC com Windows relatava casos de terror de perdas de arquivo, roubos de senha, computador lento. Aí surgiu o mito da invulnerabilidade do Mac. Chegaram os smartphones, depois os tablets, e, hoje, quase todo mundo acredita que isso é coisa do passado.

Então vamos ao choque de realidade: o relatório da McAffee sobre The State of Malware 2013 é assustador! Mesmo descontado o fato de que a empresa vende produtos e serviços contra malware, o nome mais amplo das pragas que infestam os dispositivos digitais, não dá para não prestar atenção aos números. sobre os virus e assemelhados.

A cada segundo que passa, mais de 1 novo malware é detectado. São mais de 100.000 a cada dia, 12 milhões de malwares novos só no quarto trimestre de 2012, um acréscimo de 35% sobre o trimestre anterior. E eles são cada vez mais sofisticados e podem causar maiores danos aos seus arquivos e ao que existe neles, inclusive e sobretudo seus dados pessoais.

No que afeta os dispositivos móveis, o incremento de 2012 sobre 2011 foi de estonteantes 44 vezes. Não 44%, 44 vezes! Significa que o caminho para infectar smartphones e tablets foi encontrado. E os bandidos que fazem isso não lembram os piratas românticos do tempo do MS-DOS ou dos primeiros Windows, quando bastava um código malicioso com aparência inocente para deixar o computador mais lento ou então travado. Isso fazia a fama desses hackers pré-históricos, que depois ganhavam rios de dinheiro trabalhando em empresas de segurança digital ou fazendo palestras mundo afora.

Os ramsonwares começam a aparecer em 2010 para chegar a quase 200.000 novos por trimestre. São vírus que bloqueiam determinados arquivos de seu dispositivo digital e depois pedem resgate, exigindo pagamentos em farmácias online, que não existem. Aí vem a senha de liberação, que não resolve, e sua grana já foi.

E aí? Virar analógico é a solução? Claro que não! Mas vale tomar cada vez mais cuidados com o que se recebe nos dispositivos digitais, o que deve ser aberto e os links a seguir. E ter programas anti-malware, em qualquer plataforma usada, e mantê-los permanentemente atualizados.

Não resolve 100%. Mas protege o suficiente para deixar quase todos os riscos com os outros que não se cuidam.

Não seja você a próxima vítima!

Skype chega aos 10 anos esbanjando vitalidade!

skype_logoUma boa notícia: O Skype para Android 4.0 ultrapassa 100 milhões de downloads e conta com uma nova versão bastante renovada, em linha com o que vinha sendo ofertada na plataforma do Windows Phone 8.

Comento aqui como um fã de carteirinha do Skype, desde seus primórdios, e agradeço por sua ajuda em poupar-me muitas viagens tediosas por aeroportos congestionados, assim como de colaboradores da empresa onde trabalho, de clientes e fornecedores. Sem contar com os momentos de magia que há anos o Skype proporcionou a mim e aos meus, durante viagens para os mais variados pontos do planeta, minimizando saudades com chamadas de vídeo.

Tenho um neto de quase seis anos que aprendeu a se comunicar com sua irmã pelo Skype, quando ela fazia intercâmbio no Canadá, quase antes de aprender a falar correntemente. Meses depois, numa conversa por celular, meu netinho estranhou a ausência da imagem dela, e se fechou em copas. Uma nova geração digital que nasceu junto com o Skype é assim, prefere se comunicar vendo quem está do outro lado.

E a economia de tempo vem associada à economia de grana e ao aumento de cobertura de comunicação. Afinal, quem deu escala global à telefonia IP foi o Skype.

Quando a Microsoft comprou o Skype, confesso que fiquei preocupado, imaginando que ele ficasse relegado a segundo plano, para ser incorporado a produtos já tradicionais da empresa. Felizmente, não foi isso que aconteceu. Ao contrário, o Skype virou componente central e principal na estratégia de mercado da empresa de Redmond em serviços de comunicação e mensageria, e não limitado à plataforma Windows.

Assim, o marco de 100 milhões de downloads do Skype para dispositivos Android merece celebração! Os clientes tradicionais não precisam mudar e os novos se encantam, mesmo quando comparam com produtos concorrentes. A universalidade do Skype para comunicação telefônica de e para qualquer lugar ainda está para ser batida!

Não é muito comum vermos um produto na área tecnológica com tanto vigor chegando aos 10 anos de vida, sem grandes alterações em sua proposta básica. Isso é muito importante, tanto para pessoas como para empresas. Parabéns, Skype!

Bem-vindo de volta, botão “Iniciar”!

Para a quase totalidade dos habitantes da Terra que já teve um primeiro contato com computadores  ele se deu através do Windows. Para todas essas pessoas, virou algo automático, desde sempre, ligar a máquina, ir com o mouse no canto inferior esquerdo e clicar no ícone IniciarÊta botãozinho onipresente!

Mas o tempo passou, novas versões do sistema operacional da Microsoft foram surgindo, até chegar ao Windows 7. E o Iniciar lá no lugar de sempre.

O mundo da tecnologia evoluiu, surgiram os tablets e smartphones e a Microsoft não podia ficar de fora dessa onda. Mas os dispositivos mais populares com tela sensível ao toque não tinham o tal ícone. Mais e mais gente se iniciou sem o Iniciar.

No redesenho radical que chegou com o Windows 8, em outubro de 2012, o Iniciar não estava mais lá. Protestos e reclamações dos usuários aos montes!

Entendida a necessidade de convergir sistemas operacionais de computadores tradicionais e de dispositivos móveis, para melhorar a integração e a compatibilidade entre eles, e aceitas as sólidas justificas técnicas para a nova interface, a voz do povo falou mais alto.

E a Microsoft prepara-se para lançar o Windows 8.1. As novidades devem ser apresentadas agora em junho, num evento para desenvolvedores, mas, de forma antecipada, a companhia anunciou nesta quinta, 30/5, a volta do botãozinho.

Claro que a novidade bombou pelas redes sociais, com as acirradas polêmicas sobre um detalhe aparentemente menor no funcionamento de um aparelho digital. Os a favor do botão dizem que sempre foi assim, mudar por quê? Os do contra, argumentam que todo o mundo conectado vive bem sem o Iniciar e que quem quer ou é atrasado ou vai se acostumar sem, questão de tempo…

A polêmica vai perdurar para além do evento de junho até bem depois das primeiras instalações com o Windows 8.1 estarem nas máquinas dos usuários. Para os curiosos com temas ligados de tecnologia vale a pena conferir as explicações oficiais sobre o desaparecimento e a volta do botão.

Eu acho que a pressão dos usuários de sempre do Windows pesou na decisão. Estou curioso para ver como o 8.1 vai ser recebido. São os dilemas sobre um produto de sucesso! 

Adobe X Apple e a caçapa cantada

Era uma questão de tempo: Nesta terça, 8/11, a Adobe anunciou uma reestruturação da companhia para focar-se em duas áreas de crescimento explosivo, mídias digitais e marketing digital. O que não fica muito claro na nota é a razão da demissão de 750 colaboradores de uma pancada só. Mas o motivo é um só: O Adobe Flash, ainda hoje dominante nas exibições de imagens e vídeos na internet, prepara seu passaporte para o museu.

Na versão para a imprensa, a Adobe diz que não fará mais evoluções do Flash para browsers de smartphones e tablets, justamente os segmentos de mercado que mais crescem, ao contrário dos desktops (queda acentuada), notebooks (em desaceleração) e netbooks (alguém viu algum novo modelo por aí?)

Quando o iPhone foi lançado em 2007, uma das principais críticas era exatamente essa, que o Safari não conseguia exibir videos criados em Flash. A Adobe e muitos rivais da Apple diziam ser essa uma estratégia suicida da turma da maçã; Steve Jobs batia firme dizendo que o Flash era proprietário e, ainda mais, suscetível a hackers e crackers, portanto não seguro. Para arrematar, o Flash seria um ogre no consumo de bateria, coisa ruim em dispositivos que se propõem a ser móveis e necessitarem um mínimo de conexão com a tomada de energia.

Mas eu via evidências de que a estratégia da Apple estava correta. O sucesso de seus produtos fez com que os portais e sites corporativos migrassem seus videos usando o HTML5, definitivamente o novo padrão.

Mas havia uma barreira: a Microsoft e sua dominância tanto em sistemas operacionais (Windows) e browsers (Internet Explorer) ainda aceitavam o Flash. Não mais: o IE 10 vem sem suporte para Flash, o que fará que, com o tempo, haja uma migração ainda mais forte para longe da ferramenta da Adobe.

Para o usuário comum, como a imensa maioria de nós, pouco mudará: continuaremos a acessar vídeos pela internet, e a vida segue normal.

Para os desenvolvedores que ganhavam seu dinheirinho usando soluções com a plataforma –paga– da Adobe, um mico que será resolvido reciclando suas estratégias de negócios, coisa que já vem ocorrendo de modo bem perceptível.

A Adobe deve seguir com seus planos anunciados dia 8, e ainda vai ter um carro chefe que lhe dá muita receita e muita margem: O Photoshop, aquele software de edição de imagens que tira defeitos de captura ou de origem das imagens e que 11 em cada 10 capas da Playboy são tratadas pelo programa.

Mas a forma de cobrança para o uso de licenças, tanto do Photoshop quanto de qualquer outro programa, está também se transformando, e para valer.

A falta de percepção da Adobe desse novo mundo da segunda década deste milênio pode explicar a queda do Flash. Mas isso é tema de uma próxima postagem…

A História se repete. Repete?

Estou no ramo de TI há bastante tempo. Por vezes, acho que estou há mais tempo que o juizo recomenda. Mas insisto. Sou persistente. Sou entusiasta, como diz meu perfil @guymanuel no Twitter.

Também já vi muita coisa nessas 5 décadas que mexo com computadores. Algumas que mostam o que pode acontecer e muitas vezes seria bom que não acontecesse.

Já vivi as eras do virtuais monopólios da IBM e da Microsoft, só para ficar em dois. Esse último derivado do primeiro, pelo imenso sucesso do MS-DOS e depois do Windows, plataformas não criadas pela Microsoft, que soube torná-las usáveis em bilhões de dispositivos.

Quando chegou a tal do Vista, eu quase desisti, não só porque era um saco, mas pelo surgimento dos Mac com processadores Intel e sistemas operacionais com nomes de felinos, que tornou indesculpável não usar esses ícones de design e usabilidade, ainda mais que eles passaram a “falar” com todo mundo e ainda vieram quase juntos com os fenômenos iPod, iPhone e iPad. Imbatíveis, pensava eu, esquecendo ou querendo esquecer o passado.

Que passado?

Ah! Quando a IBM dominou os mainframes e buscou manter compatibilidade com as diversas gerações de hardware e as diversos sabores de sistemas operacionais, a vida dos profissionais que faziam as coisas funcionar virou um inferno.

Sem contar que havia -e há- a necessidade de fazê-los falar com os mais diversos tipos de periféricos e intergá-los aos mais inusitados dispositivos na rede. Quem trabalha com o SPB – Sistema de Pagamentos Brasileiro – sabe o que estou falando.

E a Microsoft? Antes do Vista e do Xp, que remediou os anteriores Windows 2000 e Windows Me, as coisas eram mais simples, embora o ecossistema ficasse cada vez mais complicado. Mas a decisão -inevitável- da Microsoft de se livrar da antiga arquitetura de 8 bits do MS/DOS, até um certo tempo a base do Windows, criou o primeiro cisma da microinformática: de repente, os dispositivos conectados não mais funcionavam, a compatibilidade de arquivos em versões diferentes do Word, por exemplo, ficaram prejudicadas. Muita chiadeira, muitas críticas, mas… faltava alternativa.

Aí veio a Apple com o ressurgimento do Steve Jobs e eu, maravilhado com esse mundo novo, achei que meus problemas tinham se acabado. Tudo fácil, bonito, seguro, charmoso… até que cheguei aos dias de hoje, com o OSX 10.6.7 no Mac, o iOS 4.2 no iPhone e o iOS 4.3.1 no iPad. Aí eu pude sentir o peso do sucesso da Apple, que em nada difere do que aconteceu antes com a IBM e a Microsoft.

De vez em quando o Mac fica lento, o iPhone trava e o iPad cancela programas que saem do ar como se fossem bolhas de sabão estourando…

Aí eu fui fuçar um pouco as especificações dos sistemas operacionais e dos hardwares associados e vi o tamanho da encrenca da compatibilidade reversa e com o resto do mundo, ou seja, com versões anteriores e com outros dispositivos do mundo conectado. E caí na real: a Apple, como a IBM e a Microsoft, passa a pagar a conta de seu sucesso, transferindo, claro, a fatura para nosostros usuários.

Nada que seja fatal, apenas a triste constatação que o encantamento com a marca e seus belos produtos pode estar chegando ao limite.

Ainda bem que eu não descartei um PC que veio com Windows Vista e que eu decidi fazer um upgrade para o Windows 7…

Numa dessas…

Confissões de uma Criatura Digital por Opção

Sou um profissional e empresário do setor de tecnologia da informação por opção pessoal e também por formação acadêmica no tempo que computadores eram coisa esquisita, rara e cara. Pioneiro, dirão uns, dinossauro, dirão outros. Cada vez mais entusiasta com o setor, digo eu. Pergunto se faz sentido isso, e em conversa com meus botões (soft-buttons de meus dispositivos com tela touch-screen, para estar contemporâneo nesse ano de 2011, pois!) eu por vezes penso que nao deveria ser tão fanático por tecnologia digital, em especial com a que dispomos hoje, que, por sinal, estará obsoleta em pouco tempo…

Pois bem, por dever de ofício, até um par de anos atrás, eu me dedicava em horas vagas a pesquisar os rumos de tecnologia, suas tendências e novas adoções, até para propor internamente na empresa que dirigi até assumir apenas o Conselho de Administração.

Foi então que tive mais tempo para fuçar, descobrir, cotejar e… ficar mais animado com as perspectivas.

Foi por aí que passei a vestir a camisa da Apple, por pura sedução, de um lado, e por um quinto-sentido-e-meio que me dizia ser essa empresa a principal puxadora de novas, práticas e belas tendências nos anos seguintes.

Não estava errado, e passei a ser usuário de produtos Apple, desde o iPod, passando pelo iPhone, pelo MacBook e, mais recentemente, pelo iPad.

Como não estava na linha de frente das operações da empresa, fui aos poucos me desligando também do mundo Windows, que esteve presente em minha vida pessoal e profissional desde os primórdios da criação da Microsoft.

Quando a Apple resolveu, com o Snow Leopard, um problema de compatibilidade prática de seu nativos Mail, iCal e Contacts com as funções básicas do Outlook e do servidor Exchange, pude finalmente liberar uma partição de meu MacBook que tinha uma máquina virtual VMWare com o Windows lá instalado. Mudei do Office para PC para o Office for Mac, também da Microsoft mas com a elegância dos produtos que rodam no Mac.

E pensei: agora estou livre, como usuário, do mundo Windows!

Mas… nem tanto! Sobrava em casa um PC parrudo com boa capacidade de memória em disco que usava esporadicamente para editar algumas fotos em um programa que havia comprado e pra ser meu arquivo mestre de fotos, vídeos, músicas e mesmo de meus escritos, apresentações, planilhas…

Em seguida, mudei o roteador de casa para um Time Capsule, também da Apple, que, além de uma velocidade nunca antes nessa casa experimentada, trazia uma bela capacidade de armazenamento em seu HD.

Pronto, pensei eu. agora sim, estou livre dos virus, dos travamentos, dos paus de programas que tanto infernizaram minha vida, ano após ano.

Mas restava aquele PC que vivia dando problema, inclusive quando um dia o Windows deixava de ser reconhecido como oficial, assim como minha assinatura da Symantec de anti-tudo. Um pouco de trabalho árduo depois e tudo estava resolvido, o PC até que andou direitinho por um par de meses como que a me pedir desculpas, e eu achando que, quando chegasse a hora, eu o sucatearia e mudaria para um belo iMac.

Mas havia algo lá no fundo de minha cabeça que dizia não ser essa mudança geral adequada. Não só pelo investimento, mas pela perda de contato, como usuário, com aquela plataforma mais popular do mundo, a famosa Wintel, que ainda era dominante no mercado.

E eu, como profissional e analista de mercado, não deveria perder esse contato.

Mas, afinal, o que realmenet me incomodava com a Microsoft? Algumas reflexões com meu travesseiro e conversa com colegas e amigos trouxe-me a freudiana resposta: Meu problema era o tal de Windows Vista, provavelmente o equivalente ao Edsel da Ford, não o filho do cara, mas o famigerado e fracassado carro…

Esse meu PC estava com um Windows Vista Home Premium, que era obviamente o mordomo culpado de minha implicância com a Microsoft.

Então resolvi dar ao PC e à Microsoft o benefício da dúvida e comprei uma licença do Windows 7, e usá-lo no meu quase veterano PC. O resultado foi que voltei a sorrir com aquelas janelas coloridas do Windows. Longe de ser perfeito, o 7 é infinitamente melhor que o Vista! E eu sabia disso, ao avaliá-lo quando de seu lançamento e até ao fazer comentários favoráveis em minhas apresentações e consultorias.

Eu sabia mas não praticava!


Mas agora que voltei ao mundo real e eliminei injustos preconceitos com a Microsoft, vou deixar aqui um modesto conselho a Bill e Melinda Gates: consigam que o total das receitas de licença do Windows Vista seja destinado pela Microsoft aos projetos da fundação que vocês dirigem, com os cumprimentos de seus sofridos usuários.


O mundo ficaria bem melhor com essa justa transferência de renda em projetos aos mais necessitados!

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