Arquivos de Tag: Windows 7

Acabou o Windows Xp. O que faço?

xpNesta terça, 8 de abril, cessa todo e qualquer suporte da Microsoft ao veterano Windows Xp, aí incluídas atualizações de segurança. Ou seja, a partir daí, centenas de milhões de computadores mundo afora estarão mais vulneráveis a ataques externos. Mais ainda: os programas que hoje rodam com o Windows Xp provavelmente não incluirão, em futuros releases, suporte para o Xp.

E você, ainda tem um desktop ou um notebook que roda com o Xp? O quê fazer?

Antes de mais nada, salve todos os seus arquivos de dados, aí incluídos textos, planilhas, apresentações, fotos, vídeos e o que mais tenha por lá. Pode ser que seu computador nem seja tão antigo assim, pois muita gente que comprou máquina com o Windows Vista -o sucessor do Xp- fez uma atualização reversa para o antecessor, mais rápido e confiável.

Migrar para o Windows 7 ou 8? Parece ser uma saída extrema, pois a maioria das máquinas projetadas para o Xp ou Vista não vão rodar de forma eficiente com esses sistema operacionais, mesmo que atendam aos requisitos mínimos de memória, processador e disco. Pode ser que nem sejam compatíveis, e isso o site do Windows vai esclarecer. Mas não vale a pena.

Mas aí existem programas e periféricos que não vão ser compatíveis com versões acima do Xp, e você ainda os utiliza. Eu, por exemplo, tenho um scanner para negativos e diapositivos de 35mm que usei para converter minhas antigas fotos para o meio digital, e ele não roda em Windows Vista, 7 e 8. Solução? Usar essa CPU só com essa finalidade esporádica.

Sobram ainda milhões de dispositivos específicos, como terminais de caixa de banco, de supermercados, catracas eletrônicas, aparelhos de diagnóstico médico e muitos outros aparelhos dedicados. Mas esses, via de regra, ou estão desconcertados ou fazem parte de uma rede cabeada privada, onde os especialistas cuidarão de sua integridade até a substituição.

Então, se você tem esse desktop ou notebook com Windows Xp conectado à internet ou recebe arquivos externos via CD, DVD ou pen-drive, aja rápido para não ter problemas. A partir do dia 8, eles serão o paraíso dos piratas digitais.

Anúncios

Bem-vindo de volta, botão “Iniciar”!

Para a quase totalidade dos habitantes da Terra que já teve um primeiro contato com computadores  ele se deu através do Windows. Para todas essas pessoas, virou algo automático, desde sempre, ligar a máquina, ir com o mouse no canto inferior esquerdo e clicar no ícone IniciarÊta botãozinho onipresente!

Mas o tempo passou, novas versões do sistema operacional da Microsoft foram surgindo, até chegar ao Windows 7. E o Iniciar lá no lugar de sempre.

O mundo da tecnologia evoluiu, surgiram os tablets e smartphones e a Microsoft não podia ficar de fora dessa onda. Mas os dispositivos mais populares com tela sensível ao toque não tinham o tal ícone. Mais e mais gente se iniciou sem o Iniciar.

No redesenho radical que chegou com o Windows 8, em outubro de 2012, o Iniciar não estava mais lá. Protestos e reclamações dos usuários aos montes!

Entendida a necessidade de convergir sistemas operacionais de computadores tradicionais e de dispositivos móveis, para melhorar a integração e a compatibilidade entre eles, e aceitas as sólidas justificas técnicas para a nova interface, a voz do povo falou mais alto.

E a Microsoft prepara-se para lançar o Windows 8.1. As novidades devem ser apresentadas agora em junho, num evento para desenvolvedores, mas, de forma antecipada, a companhia anunciou nesta quinta, 30/5, a volta do botãozinho.

Claro que a novidade bombou pelas redes sociais, com as acirradas polêmicas sobre um detalhe aparentemente menor no funcionamento de um aparelho digital. Os a favor do botão dizem que sempre foi assim, mudar por quê? Os do contra, argumentam que todo o mundo conectado vive bem sem o Iniciar e que quem quer ou é atrasado ou vai se acostumar sem, questão de tempo…

A polêmica vai perdurar para além do evento de junho até bem depois das primeiras instalações com o Windows 8.1 estarem nas máquinas dos usuários. Para os curiosos com temas ligados de tecnologia vale a pena conferir as explicações oficiais sobre o desaparecimento e a volta do botão.

Eu acho que a pressão dos usuários de sempre do Windows pesou na decisão. Estou curioso para ver como o 8.1 vai ser recebido. São os dilemas sobre um produto de sucesso! 

Confissões de uma Criatura Digital por Opção

Sou um profissional e empresário do setor de tecnologia da informação por opção pessoal e também por formação acadêmica no tempo que computadores eram coisa esquisita, rara e cara. Pioneiro, dirão uns, dinossauro, dirão outros. Cada vez mais entusiasta com o setor, digo eu. Pergunto se faz sentido isso, e em conversa com meus botões (soft-buttons de meus dispositivos com tela touch-screen, para estar contemporâneo nesse ano de 2011, pois!) eu por vezes penso que nao deveria ser tão fanático por tecnologia digital, em especial com a que dispomos hoje, que, por sinal, estará obsoleta em pouco tempo…

Pois bem, por dever de ofício, até um par de anos atrás, eu me dedicava em horas vagas a pesquisar os rumos de tecnologia, suas tendências e novas adoções, até para propor internamente na empresa que dirigi até assumir apenas o Conselho de Administração.

Foi então que tive mais tempo para fuçar, descobrir, cotejar e… ficar mais animado com as perspectivas.

Foi por aí que passei a vestir a camisa da Apple, por pura sedução, de um lado, e por um quinto-sentido-e-meio que me dizia ser essa empresa a principal puxadora de novas, práticas e belas tendências nos anos seguintes.

Não estava errado, e passei a ser usuário de produtos Apple, desde o iPod, passando pelo iPhone, pelo MacBook e, mais recentemente, pelo iPad.

Como não estava na linha de frente das operações da empresa, fui aos poucos me desligando também do mundo Windows, que esteve presente em minha vida pessoal e profissional desde os primórdios da criação da Microsoft.

Quando a Apple resolveu, com o Snow Leopard, um problema de compatibilidade prática de seu nativos Mail, iCal e Contacts com as funções básicas do Outlook e do servidor Exchange, pude finalmente liberar uma partição de meu MacBook que tinha uma máquina virtual VMWare com o Windows lá instalado. Mudei do Office para PC para o Office for Mac, também da Microsoft mas com a elegância dos produtos que rodam no Mac.

E pensei: agora estou livre, como usuário, do mundo Windows!

Mas… nem tanto! Sobrava em casa um PC parrudo com boa capacidade de memória em disco que usava esporadicamente para editar algumas fotos em um programa que havia comprado e pra ser meu arquivo mestre de fotos, vídeos, músicas e mesmo de meus escritos, apresentações, planilhas…

Em seguida, mudei o roteador de casa para um Time Capsule, também da Apple, que, além de uma velocidade nunca antes nessa casa experimentada, trazia uma bela capacidade de armazenamento em seu HD.

Pronto, pensei eu. agora sim, estou livre dos virus, dos travamentos, dos paus de programas que tanto infernizaram minha vida, ano após ano.

Mas restava aquele PC que vivia dando problema, inclusive quando um dia o Windows deixava de ser reconhecido como oficial, assim como minha assinatura da Symantec de anti-tudo. Um pouco de trabalho árduo depois e tudo estava resolvido, o PC até que andou direitinho por um par de meses como que a me pedir desculpas, e eu achando que, quando chegasse a hora, eu o sucatearia e mudaria para um belo iMac.

Mas havia algo lá no fundo de minha cabeça que dizia não ser essa mudança geral adequada. Não só pelo investimento, mas pela perda de contato, como usuário, com aquela plataforma mais popular do mundo, a famosa Wintel, que ainda era dominante no mercado.

E eu, como profissional e analista de mercado, não deveria perder esse contato.

Mas, afinal, o que realmenet me incomodava com a Microsoft? Algumas reflexões com meu travesseiro e conversa com colegas e amigos trouxe-me a freudiana resposta: Meu problema era o tal de Windows Vista, provavelmente o equivalente ao Edsel da Ford, não o filho do cara, mas o famigerado e fracassado carro…

Esse meu PC estava com um Windows Vista Home Premium, que era obviamente o mordomo culpado de minha implicância com a Microsoft.

Então resolvi dar ao PC e à Microsoft o benefício da dúvida e comprei uma licença do Windows 7, e usá-lo no meu quase veterano PC. O resultado foi que voltei a sorrir com aquelas janelas coloridas do Windows. Longe de ser perfeito, o 7 é infinitamente melhor que o Vista! E eu sabia disso, ao avaliá-lo quando de seu lançamento e até ao fazer comentários favoráveis em minhas apresentações e consultorias.

Eu sabia mas não praticava!


Mas agora que voltei ao mundo real e eliminei injustos preconceitos com a Microsoft, vou deixar aqui um modesto conselho a Bill e Melinda Gates: consigam que o total das receitas de licença do Windows Vista seja destinado pela Microsoft aos projetos da fundação que vocês dirigem, com os cumprimentos de seus sofridos usuários.


O mundo ficaria bem melhor com essa justa transferência de renda em projetos aos mais necessitados!

Compras de Natal: Respire fundo e pense bem antes de sacar o cartão de crédito!

Os apelos de compras de Natal são enormes. Além da multiplicidade de produtos charmosos, encantadores, com apelos cada vez mais criativos, o clima criado faz que o coração fique mais mole e o bolso, mais flexível.


Onde encaixar um pouco de racionalidade?

Uma delas é pensar nas funcionalidades dos produtos ofertados, e se isso vem acompanhado de algum benefício extra, se houver preço adicional por elas.

Por exemplo, ter um televisor novinho com acesso à internet pode parecer um bonus incrível, mas é melhor antes testar essa funcionalidade e ver que nem sempre o acesso é bom, quando se trata de digitar endereços da web usando um controle remoto tradicional.

Aquela filmadora maravilhosa, que gera filmes HD, alta definição, pode ser mais uma engenhoca que ocupa espaço no armário para algo que, passada a febre inicial da novidade, será raramente usada, visto que você já tem uma câmera fotográfica fenomenal que também grava filmes HD. Ter as duas, pode? Poder, pode, mas converse com seu bolso…

E um computador novo, só porque já vem com Windows 7? Talvez, se seu modelo atual não estiver obsoleto, valha a pena comprar um disco rígido externo, ou trocar o monitor, ou ainda expandir a memória que, se a configuração suportando, dê para instalar o Windows 7, com o preço da licença e dos upgrades sempre menor que o preço de um novo.

Se o apelo é de comprar mais um player de música, lembre-se que os produtos disponíveis no mercado de Smartphones -talvez o próprio que você usa- possuem essa funcionalidade e pode dispensar um novo iPod, por exemplo.

Aliás, acho mesmo que os smartphones deveriam mudar de nome para os verdadeiros canivetes suiços do século XXI, de tantas funcionalidades que possuem. Eu, por exemplo, já identifiquei mais de 100 no meu, e um dia eu vou fazer uma postagem específica sobre o assunto.

Em outras palavras, veja se o que você está tentado a comprar não é puro modismo, ou algo que você já tem ou ainda algo que você não precisa. O mesmo raciocínio vale para o presenteado. Aí, antes de decidir, respire fundo e tome uma decisão.

Numa dessas, você libera uma graninha relevante para ou comprar outro presente realmente diferente ou investir em uma poupança, ou naquela viagem dos sonhos.


Pense nisso antes de ir às compras!

Windows 7: Novas Surpresas

Depois do lançamento com menos agitos que as versões anteriores, o Windows 7 tomou de assalto as prateleiras de lojas reais e virtuais, e os grandes fabricantes já disponibilizam ou o 7 pré-instalado ou então uma carta que dá direito ao upgrade do Vista.

Pois bem: O windows 7 é mais leve, mais rápido, mais fácil de usar. Aliás, comparado com o Vista, isso não é lá grande coisa, pois todo mundo sabe que o Vista está na lista dos piores, gerando controvérsias se ele tem mais ou menos críticos que o Windows Me, por exemplo.

Eu já andava incomodado com o peso do Vista, que me deu o empurrão -ou o pretexto- que necessitava para aderir de vez ao Mac, embora essa postagem esteja sendo escrita em um PC com Vista…

Eu acho que o Windows 7 será melhor, mas, por uma série de razões, representa o começo do fim de um ciclo de sistemas operacionais que fazem quase tudo na estação cliente e são compatíveis com um monte de versões anteriores e com um legado enorme de aplicativos.

Por várias razões, a primira delas o cansaço do modelo que já tem mais de 20 anos, e isso em tecnologia é uma eternidade; a alternativa dos tigres da Apple, com seus processadores Intel deu mais argumentos a quem queria ter um Mac mas ficva com preguiça por conta de incompatibilidades; as diversas distribuições do Linux mostram que as soluções abertas vieram para ficar; finalmente, a internet de banda larga e o cloud computing tiraram a razão de ser de um sistema operacional pesado, complexo, abrangente.

Os resultados dessas variáveis no market share do Windows não serão significativamente impactados com a chegada do 7 e a sobrevida do XP, pois as corporações devem ir por inércia para essa nova versão e, para os indivíduos, a maioria dos fabricantes de peso no mercado continuará a carregar suas máquinas com o novo sistema operacional da Microsoft.

Mas, descrito o cenário segundo minha perspectiva, registro aqui minha ira pelo tratamento discrimnatório que os brasileiros tiveram da Microsoft, ao que não deu aos pobres sofredores atuais e aos desavisados futuros do Vista a opção mais suave de pagar pelo upgrade. Se eu fosse a Microsoft, daria de graça o Windows 7 e ainda um rebate de preços para futuros produtos para sacar da sua base instalada o máximo possível de cópias do Vista. Mas isso talvez abalasse suas cotações em bolsa.. (ou não?)..

Aí, para fechar,algo que não entendi: se até a turma da Microsoft impõe reservas à qualidade do Vista, hoje, 23/10/2009, com o Vista já com seu visto vencido, é oferecido em lojas brasileiras a um preço maior do que o novíssimo e bem avaliado 7. A versão Ultimate do 7 vale R$ 699,00 e a mesma do Vista, nada modestos R$ 899,90.

Seria como se uma montadora lançasse no mercado um carro novo, modelo 2010, cheio de inovações tecnológicas, mais rápido, mais econômico, mais bonito, com mais acessórios e bem mais barato que o modelo que substitui. E o modelo antigo seguindo à venda sem qualquer desconto.

Voltando ao Windows 7 Ultimate: A Amazon vend lá nos Estados Unidos por US$ 319,99 (full) e US$ 219,99 (upgrade). A R$ 1,70 o dolar, isso equivale a… R$ 543,98 e R$ 373,98.

É verdade que os americanos ainda pagam os impostos da venda, e tlvez a diferença na versão full não seja assim tão escorchante como nos carros. Mas a o upgrade? Menos US$ 100 (antes dos impostos locais) valem R$ 170 aqui.

Alguém da Microsoft pode explicar a lógica da não disponibilidade do upgrade? E, aproveitando, porque não consumir todas as cópias ainda não vendidas do Windows Vista, e, para arrematar, fazer um recall e oferecer a troca de toda a base do Vista pelo 7?

%d blogueiros gostam disto: