Do iPhone para o Galaxy S4
No início de junho, postei dicas para migração de contatos e agenda do iPhone para o Galaxy S4, usando o Easy Phone Sync. Realmente um achado, mas vale a pena ressaltar alguns pontos, para que o App não pareça uma solução milagrosa e definitiva para quem quer sair do charmoso mas hermético ecossistema da Apple.
Supondo que você tenha tomado a decisão e vai fazer o investimento no S4, mas vai seguir usando um iPad ou um Mac, é bom reforçar a necessidade de ter seus contatos em uma conta na nuvem que possa ser sincronizada, no dia-a-dia, para não ter de ficar atualizando seus dados cá e lá.
Outra coisa: é preciso ter muito cuidado para não ceder à tentação e aproveitar o momento da migração para unir contas de contato, como Facebook, Google+, Skype, Yahoo e tantas outras que podem inchar seus contatos no Samsung. Até dá para fazer isso, mas antes é muito importante limpar cada uma delas, deletando de vez os contatos que não estão atualizados ou deixaram de fazer parte de seu relacionamento. A opção de definir qual conta tem privilégio sobre a outra nem sempre funciona. Na prática, o mais provável é que você tenha datas diferentes de atualização de dados como endereço de e-mail, empresa, username Skype, e por aí vai.
Se suas listas são muito grandes e você não tem tempo de fazer a faxina, melhor simplesmente fazer a importação daquilo que você tem no iPhone e seguir a vida como sempre foi, só que com os recursos que o S4 oferece. Aliás, talvez seja essa a principal recomendação após mais de três meses de uso: gaste algum tempo para aprender a usar os diferenciais que ele tem sobre o iPhone, como o reconhecimento de gestos, o uso de múltiplas janelas, a geração de fotos e vídeos com as duas câmeras simultaneamente, só para mencionar as três que mais uso.
Você quer saber mais sobre as funcionalidades do Galaxy S4 e sua mais nova versão do Android? Então veja algum vídeo com o anúncio do iOS 7 e suas novas funcionalidades. O iOS7 nem está disponível ainda e o Android já oferece tudo aquilo e mais um pouco, hoje!
Sábado, Boston Globe; Segunda, Washington Post. E agora?

Nem deu para esfriar a notícia da venda do Boston Globe pelo New York Times, e agora, nesta segunda, vem a notícia da venda do Washington Post para Jeff Bezos, o chefão da Amazon.
O valor foi um pouco maior, US$ 250 milhões, e a aquisição foi feita por Bezos, como pessoa física. Mas é impossível dissociar esse negócio das transformações da era digital.
O Post ficou famoso pelo jornalismo investigativo, que divulgou o escândalo da espionagem dos agentes de Richard Nixon no escritório do Partido Democrata no complexo de edifícios Watergate, em 1972. Dois anos depois, Nixon renunciacva.
Será que dois negócios envolvendo grandes jornais americanos podem sinalizar o fim de uma era? Afinal, o New York Times comprou o Boston Globe por US$ 1,1 bilhão há 20 anos e agora o passa adiante para adiante para o dono de um time de beisebol por meros US$ 70 bilhões, e, passado o domingo, o bilionário dono da principal empresa de comércio eletrônico arremata mais um ícone das notícias.
Mas é bom lembrar que nem sempre essas aquisições dão certo. Lá atrás, ainda no final do século XX, a America OnLine – AOL, então líder do mercado de serviços de correio eletrônico investiu bilhões na compra da Time-Warner, então o maior conglomerado de mídia do planeta. Anos depois, a AOL é irrelevante, e os sucedâneos da Time-Warner ainda sobrevivem.
Já o e-mail dá sinais de cansaço, substituido por mensagens instantâneas e redes sociais, quase como o vetusto fax, de poucos anos atrás.
Pode ser que Jeff Bezos tenha planos mirabolantes para o Washington Post, ou que queira transformá-lo num hobby pessoal. Pode ser.
Mas também pode ser que ele tenha uma visão de sinergia para a Amazon, que ninguém saiba.
O mais provável, arrisco, é que ele tenha uma visão para alavancar o Post dentro do mundo digital, com prioridade para a versão online e com muita interação com seu público-alvo.
Numa dessas, Bezos vai querer concorrer com uma CNN ou uma Fox da vida, e pode ter planos ainda mais ambiciosos para tratar notícias.
É… as coisas andam rápidas nesse mundo digital!
Deu no NY Times: Jornal impresso pode dar dor de cabeça.
Notícias de negócios normalmente dão trégua nos finais de semana. Só que no universo das comunicações, essa regra não vale. Assim, o anúncio feito pelo The New York Times, neste sábado, 3, sobre a venda da operação do jornal americano The Boston Globe, mostra as dificuldades que os jornais diários enfrentam nesse mundo conectado de 2013.
A união do Globe ao Times durou exatos 20 anos, e, ao ser anunciada, em 1993, indicava uma tendência de consolidação entre os grandes jornais e revistas, numa onda muito bem surfada pelo magnata australiano Rupert Murdoch.
Vale a pena comparar os valores: Em 1993, o Times pagou US$ 1,1 bilhão para comprar o Globe, o equivalente a US$ 1,8 bilhão hoje. Com a venda por US$ 70 milhões, o valor do Globe recuou mais de 95% nessas duas décadas.
E o Globe era e é um jornal muito influente. Será esse um sinal do fim do jornal impresso como mídia relevante?
O mais fácil seria concluir que sim, os jornais diários estão com os dias contados. Mas, nesse mundo cada vez mais digital e mudando cada vez mais rápido, a realidade pode ser diferente.
Assim como a TV não decretou o final do rádio, nem o VHS, o DVD e o BluRay eliminaram o cinema, os jornais necessitam se adaptar aos novos tempos. A consolidação, como no caso do Globe com o Times mostrou não ser o caminho.
Ao contrário, os jornais especializados, no formato tabloide, com notícias curtas e propaganda dirigida a públicos específicos, ganham cada vez mais espaço. E os jornais tradicionais que mais leitores cativam são exatamente aqueles que possuem estratégia principal focada na sua versão digital, com Apps específicos, que ofereçam excelente navegação e possibilidade de customização para cada leitor, inclusive dos anúncios.
Outro ponto de resistência junto aos leitores é a cobrança da assinatura ou do exemplar avulso, quando os grandes portais de notícias, os blogs e as redes sociais estão a contar todas as histórias em tempo real, e de graça.
Em 1993, parecia que essa consolidação poderia dar certo. Mas, na virada do século, com a disponibilização de conexões de internet de banda larga, o surgimento do Google e do YouTube, essa tendência ficou mais do que em cheque. Agora, as mídias sociais, os smartphones e tablets dão novos contornos à missão de bem informar. Adaptar os jornais é preciso!
Mobilidade 2013-2016
2013 será o ano dos smartphones. Pela primeira vez, o total de unidades vendidas bate na marca do bilhão, ou 52% de todos os celulares faturados no ano. Em 2016, ano da Olimpíada no Rio, as vendas totais podem chegar a 1,7 bilhão, com 78% de market share de telefones celulares. Definitivamente, os aparelhos comuns passam para a história da tecnologia.
Quem aponta esses números impressionantes é a Gartner, a principal empresa de pesquisa de tendências tecnológicas do mundo digital.
Os tablets também avançam, de 200 milhões de unidades este ano para mais de 400 milhões em 2016. Em 2014 ou 2015 os tablets ultrapassam o total de notebooks e ultrabooks vendidos. E tudo indica que esse novíssimo mercado de tablets será fatiado em partes quase iguais entre as plataformas iOS, da Apple, e Android, do Google. A Microsoft fica num distante terceiro lugar, com uma fatia fininha da pizza. E o resto, bem… o resto nem aparece no mapa.
O segmento dos smartphones será fortemente dominado pelos aparelhos powered by Android. A Gartner prevê que, em 2016, o número de unidades vendidas com Windows Phone pode superar o de iPhones, colocando de vez a empresa de Bill Gates na primeira divisão do mundo da mobilidade. Já Blackberry, Nokia e outros menos cotados, com sistemas operacionais proprietários, ficam com nichos inexpressivos.
A liderança dos smartphones com Android tem a ver com a variedade de fabricantes que adotam o sistema operacional do Google, com aparelhos mais básicos a preços de referência por volta de 40 dólares, com acesso a internet, WiFi e Bluetooth.
A diferenciação entre dispositivos também fica mais embaçada, com o surgimento do phablet, um smartphone com tela gigante ou um tablet com tela pequena, entre 6″ e 8″. Sem contar os híbridos, mistos de tablet com notebook ou ultrabook, com teclado destacável.
A Gartner descreve também tablets com telas de até 27″, tamanho razoável para um televisor de LCD para ambientes pequenos. E com os televisores cada vez mais conectados, só falta tê-los também com tela sensível ao toque.
Ou seja, em 2016, uma geladeira conectada à internet e administrando seu estoque de comida não é algo fora do razoável. Inclusive com um tablet destacável que possa lhe dar aulas de culinária, com os melhores chefs do mundo, de modo que você possa preparar pratos estrelados para seus amigos.
Confuso? Também acho. Mas é bom ir se acostumando…
Dinâmica dos aplicativos
São milhões de aplicativos disponíveis nas lojas virtuais para smartphones e tablets; a imensa maioria, gratuitos. Para todos os gostos, com todo tipo de qualidade e sofisticação. Se você faz parte da maioria dos usuários, pode ver que no seu dispositivo existem vários apps, como são chamados, que foram baixados mas nunca usados. Outros tantos, só muito raramente. Talvez você nem se lembre dos motivos que o levaram a baixá-los. E até mesmo se eles foram gratuitos ou pagos.
Embora em minoria, os apps pagos já são representativos, cerca de 5% do total, para os downloads iniciais, não contadas as atualizações.
E eles mudam muito, não só para acompanhar a evolução dos sistemas operacionais, adicionar ou suprimir funcionalidades, melhorar a navegação. Se você ficar tempo sem usar, provavelmente vai ver outro app, totalmente diferente!
Se um app está com algum bug , saiba que o prazo médio de correção é de duas semanas, tempo suficiente para tirar o ânimo de milhões de pessoas que transformam um êxito viralizado em um objeto esquecido no final das listas de buscas do Google.
OK, você não é diferente da maioria, assim você baixou um app, se motivou, mas deixou rastro: sua identificação, autorização para divulgar seus dados, sua localização, seus amigos de redes sociais, muitas vezes apenas para satisfazer a curiosidade sobre uma funcionalidade, ou porque alguém falou que aquele tal está bombando e você não quer estar por fora do agito. Agora gaste um tempinho analisando os apps que você tem e não usa.
Para os que você não pretende mais usar, procure, antes de desinstalar, revogar todas as permissões que você possa ter dado, nas configurações desses aplicativos em todos os dispositivos que você os tiver, pois podem existir versões diferentes para um smartphone e um tablet, por exemplo.
Mas, sobretudo, procure, daqui para frente, pensar duas vezes antes de fazer download de qualquer app. Note que, de um modo geral, os apps grátis são apenas versões mais simples dos pagos, e que, muitas vezes, além de fazer menos coisas, expõem mais a sua privacidade.
É assim, também, que você acaba sendo conhecido demais no ciberespaço. É bom cuidar. Afinal, são milhões de apps disponíveis. Você nunca vai conseguir usá-los todos…
Dos quadrinhos para o mundo digital
Há grande expectativa sobre o Google Glass, se ele vai ser o próximo hit do mundo digital, que nada de fundamentalmente novo nos trouxe desde o iPad, lá atrás em 2010. Afinal de contas, para quê podemos querer uma armação de óculos onde as hastes funcionam como touch pad e fones de ouvido, e em um dos aros fica uma câmera de vídeo, tudo isso contendo um processador poderoso, a bateria e rádios de comunicação com a internet e GPS?
O Google Glass tem algumas funcionalidades já imaginadas para o Superman, desde os anos 1930.
O Google também trabalha para ter um tradutor em tempo real, uma evolução do Google Translate, que até que não faz feio para textos corriqueiros de e para dezenas de idiomas. A idéia já existia desde os anos 1990, quando um batalhão de engenheiros de software mundo afora trabalharam em um projeto patrocinado pela Universidade da ONU chamado UNL (Universal Networking Language). O objetivo, não alcançado, era desenvolver uma tecnologia de tradução de voz e textos em tempo real, entre as 12 linguas mais faladas no mundo.
Filmes famosos de science fiction, como Guerra nas Estrelas, tornam natural a comunicação entre humanos e alienígenas, algo que não poderia ocorrer sem um tradutor verdadeiramente universal.
O especulado relógio da Apple, ou iWatch parece ser algo sem muita utilidade, pois no fundo seria um iPod Nano ainda mais nano, mas com conectividade com os eletrônicos da casa e servindo como identificador para controle de acesso a casas e escritórios. Uma versão que circula na internet deseja o iWatch como um dispositivo de pulso conectado à internet que tem inclusive uma câmera de video, permitindo videoconferências em tempo real.
Alguém se lembra do detetive Dick Tracy?
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Ou seja: a tecnologia funciona também para viabilizar expectativas dos humanos e dar formas concretas a seus sonhos. Você não concorda? Talvez valha a pena ler ou reler a obra de Julio Verne!
Nintendo: 30 anos de games. Falta sintonia?

A Nintendo comemorou nesta segunda, 15/07, trinta anos do lançamento do seu pioneiro console de games, o Famicom, que, na prática, tirou o centro da atenção dos jogos das máquinas para milhões de lares com um televisor e o equivalente a US$ 160 atuais. Estava criada a indústria de videogames, com três títulos que viraram clássicos: Donkey Kong, Donkey Kong Jr. e Popeye. O blockbuster NES – Nintendo Entertainment System chega aos lares americanos dois anos depois, para entreter mais de uma geração de fãs ao longo de sua estendida vida de sucessos, e boas lembranças guardadas na memória de tantos de nós.
Quem não se viciou com o Super Mario Bros.?
Por muitos anos, a Nintendo o concorrente a bater. Quando Sony e Microsoft se consolidaram no topo do mercado de consoles, com os fantásticos PlayStation e XBox, a Nintendo ainda surpreendia, com o inovador Wii, seus múltiplos títulos e com acessórios inovadores. Muitos de nós praticamos esportes indoor, como tênis e golfe e fizemos condicionamento físico, com o Wii Sport. A sacada da Nintendo ao tornar prático o reconhecimento de gestos facilitou a disponibilização de uma verdadeira academia na sala ou no quarto, sem a necessidade de grandes e pesados aparelhos. Só anos mais tarde a Microsoft reagiu com o lançamento do Kinect, que tirou definitivamente qualquer diferencial que o Wii pudesse ter.
Mas a Nintendo perdeu o rumo, várias vezes. Seus dirigentes menosprezaram os concorrentes, sem se dar conta que a capacidade dos computadores pessoais aumentava exponencialmente e surgia a internet, como canal de comunicação entre pessoas de qualquer parte do mundo.
No auge do tsunami dos dispositivos móveis, o CEO da Nintendo, Satoru Iwata, menosprezou o lançamento do iPad, em 2010, dizendo que era um iPod Touch grandão…
Agora, finalmente, ao reconhecer o fraco desempenho do Wii U, seu lançamento mais recente , Iwata admite que o problema está nos títulos oferecidos pela Nintendo, todos meio sem sal, abaixo da concorrência.
Mas isso não é tudo: a produção de games vai rapidamente para a nuvem, os tablets e smartphones começam a ter características adequadas para brincar com bons games e os consoles mais populares são cada vez mais poderosos e já contam com legiões de admiradores que hesitam em migrar para a velha pioneira.
Mesmo assim, parabéns para a Nintendo!
“iPad” gigante não funcionou!
Sábado passado precisei ir a um shopping de Curitiba. Aniversário de um amigo. Encontrado o presente, resolvi dar uma andada pelas lojas que vendem produtos digitais. Numa delas, um gigantesco televisor de 60″, 3D, com conexão à internet, reconhecimento de gestos. Maravilha! Já de olho na proximidade do Dia dos Pais, todos os televisores exibindo vídeos que enfatizam as qualidades de cada produto, ou linha de produtos. Interessante é que esses televisores têm um “Store Mode“, ou um “Modo de Loja“, onde as imagens ficam mais nítidas, brilhantes, com fortes contrastes.
Não penso na compra de nada por lá, mas vejo o interesse dos possíveis clientes. Ou dos ganhadores do presente, pais à frente.
“Por enquanto, poucas vendas dos mais caros“, confessa um vendedor. “Mas quando vira agosto, não tem jeito! As compras de impulso acontecem“. Palavras dele! Nisso noto um casal com um menininho de três anos, no máximo, que fica fascinado com a telona grande. Passando um filme para crianças que já vi com meus netos. Senti que o cartão de crédito do casal estaria sendo sacado, talvez não para o televisor, mas para qualquer coisa relacionada com o conteúdo que passava, por conta da animação do menino.
Ele puxava o pai pela mão, dizendo, “vem cá, pai, vem!“, enquanto que a mãe falava ao celular. E o pai entretido com as características do aparelho, meio que em devaneio ante uma possibilidade futura de ter aquela maravilha na sua casa.
“Vem cá, pai, vem!“, insistia o moleque. E o pai nada. Passou a cercar o home theater que estava conectado ao televisor, coisa finíssima!
O pai diz: “Já vai, filho.. espera um pouquinho!” e se senta na poltrona colocada estrategicamente para sentir o clima daquele conjunto digital. “Senta um pouco no colo do papai, vamos ver um pouco o desenho…” E a mãe com seu smartphone não dava tréguas a quem estava do outro lado da linha.
Mais umas duas insistidas, e finalmente o papai cedeu: “Pronto, filho, onde você quer ir, fazer xixi?”
E o menino puxou o pai para perto da tela de 60″, esticou o bracinho e correu o dedo nela até onde deu. Mas o guri ficou frustrado, pois nada aconteceu: “Pai, esse iPad gigante está estragado!” Faltou a tela sensível ao toque!
A Internet das Coisas já chegou!
Já comentamos sobre “A Internet das Coisas”, quando máquinas se comunicam, sem interferência de humanos, facilitando nossas vidas. Antes da Copa do Mundo de 2014, teremos mais dispositivos digitais conectados entre si do que com humanos. Falamos das redes de altíssima velocidade que permitirão casas inteligentes, carros interagindo com as estradas e muitas coisas mais, que deverão melhorar nossa qualidade de vida, aumentar a produtividade da nossa economia, ajudar a resolver problemas ambientais, por exemplo.
Mas, afinal, aonde estão essas maravilhas todas, mais parecidas com promessas de campanha eleitoral, se ainda temos internet lenta, estradas congestionadas, carros poluentes, casas mal acabadas, e, afinal, 2014 está bem ali?
E as máquinas vão efetivamente estar interligadas de forma a dispensar atividades humanas? Quais os benefícios?
Calma! Essa transformação já vem ocorrendo e nem nos damos conta, por enquanto, de forma bem básica, mas é assim que tudo começa. Por exemplo: já existem mais linhas de celular habilitadas no Brasil e no mundo do que habitantes. E esses aparelhos, quando ligados, estão dentro de redes digitais que possuem milhões de computadores conectados e tomando decisões automáticas sobre roteamento de tráfego, uso de rotas alternativas, no diagnóstico de falhas e até na antecipação de possíveis defeitos, visando manter a rede funcionando próximo de 100% do tempo, com qualidade dentro do exigido pelas agências reguladoras e pelos próprios assinantes de seus serviços.
Os aparelhos que usamos ficam cada vez mais sofisticados e executam múltiplos aplicativos. No caso de smartphones, o tráfego de dados já supera largamente o tráfego de voz. Eles são phones quase que só no nome, e substituem computadores pessoais ao ponto de já gerarem mais acessos à internet do que laptops, no uso não corporativo.
Esses bilhões de dispositivos digitais conectados à rede, estão conversando com os computadores da rede o tempo todo, dando sua localização, seus planos de acesso, tipo de uso, hábitos de navegação…
E já temos árvores, containers, caminhões, navios, trens e aviões que estão o tempo todo conectados. Estão em fase de lançamento os drones, aqueles aviõezinhos não tripulados que, por enquanto, têm uso quase que exclusivamente militar, para serviços de segurança civil, de combate a incêndio de florestas, de localização de pessoas perdidas em locais remotos ou em catástrofes, que requerem mínima intervenção humana.
A Internet das Coisas, versão 1.0, já chegou!
Antes era o caos!*
-Vovô, é verdade que um dia não existia a internet?
-É sim, minha netinha, já vivemos sem a internet.
-Mas e aí, como as pessoas faziam para se comunicar?
-Bem, antes tinha telefone grandão em casa, coisa rara e cara, pouca gente tinha, mas funcionava!
-Mas dava para postar mensagens nesses telefones?
-Não, era assim: a gente falava com hora combinada, pois precisavam as duas pessoas estar cada uma em um lugar certo para a gente poder conversar.
-E as mensagens??
-Bem, aí era preciso mandar uma carta, ou um telegrama, mais recente um telex, que era rápido, e até há poucos anos, tinha o fax, que chegava na hora!
-Pera aí, vô, me explica melhor! Nunca ouvi falar dessas coisas…
-Bem, uma carta era uma coisa que a gente escrevia numa folha de papel bem fininha, para não pesar muito, colocava num envelope e levava até uma agência do correio, que providenciava que ela chegasse até o destino. Isso podia levar dias, semanas, meses, ou até nem chegar. Já um telegrama era tipo um torpedo, um tuite, mas precisava ir até a agência do correio para mandar, e a resposta, quando vinha, era entregue pelo carteiro em nossa casa. Era bem caro! O telex foi um baita avanço! Era assim:…
-Vô, acho que você não tá falando sério! Faz quanto tempo que a internet existe?
-Olha, a internet como você conhece é coisa de um pouco antes de você nascer. Antes disso, era algo caro, precisava ir a uma loja chamada lan-house para poder usar a internet, e por pouco tempo, pois era caro!
-Quer dizer que as pessoas tinham que ir até um lugar para usar a internet? Eu pensava que ela ‘tava em todo lugar…
-Não, não ‘tava!
-Hmmm… então… então como as crianças faziam para conversar com outras crianças quando elas não ‘tavam na escola ou na festa de aniversário?
-Não conversavam, só em casa, quando os amiguinhos, os primos, os vizinhos vinham ou elas iam nas casas dos outros.
-Vô, me conta, você veio de outro planeta??
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*A conversa ocorreu, e aqui está uma síntese de um longo papo com minha neta Beatriz, então com 8 anos.