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Embraer = Tecnologia de Ponta

img_kc390_aircraft_overview Não dá para passar em branco: Falar de tecnologia de ponta, brasileira, a referência é a Embraer! E ontem, na sua planta de Gavião Peixoto, SP, a empresa fez a apresentação (roll-out) de seu mais novo avião, o KC-390, voltado para transporte militar de carga e de tropas que pode ser configurado também como avião-tanque, para reabastecer aeronaves menores em pleno voo.

Eu tive o privilégio de conhecer e estudar junto com os fundadores da Embraer, Ozires Silva à frente. No início da década de 1960, fabricar aviões parecia sonho de lunático, viagem na maionese.

Mas o sonho virou realidade, graças também a um outro sonhador, o brigadeiro Casimiro Montenegro, que ainda na década de 1940, após o término da Segunda Guerra Mundial, concebeu o ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica e o Centro Tecnológico de Aeronáutica, o CTA, depois rebatizado de Centro Tecnológico Aeroespacial, .

Voltemos à Embraer e à tecnologia: Como empresa líder do mercado de aviação regional no mundo, a Embraer é, na verdade, uma fábrica de projetos inovadoraes, com tecnologia no estado da arte. Da cabeça de seus engenheiros e pesquisadores e dos computadores de todo tipo saem projetos de aeronaves as mais diversas. Mais do que isso, processos inovadores usando novos materiais são rotina da empresa, visando estar sempre competitiva.

kc390cockpitUm avião moderno é uma máquina totalmente projetada através de sofisticados computadores. A aviônica, ou eletrônica embarcada num avião é essencial para a segurança de voo. O KC-390 tem um cockpit que mais parece um ambiente futurista de videogame.

A Embraer é prova viva de como inovar e criar referências mundiais em tecnologia avançada. Mas não é um projeto de 4 anos, ou mesmo de uma década. É coisa de longo prazo, cuja rais está na educação de qualidade.

Drones e seus múltiplos usos

Chamou minha atenção a notícia deste domingo, 9, que detentos da penitenciária de São José dos Campos haviam recebido um pacote com 250 g de cocaína, entregues por um drone.

Drones são aviões pilotados por controle remoto, desenvolvidos inicialmente para missões militares e, mais recentemente, incorporados à vida civil. Não faz muito tempo, a rede americana Domino fez experiências de delivery de suas pizzas usando esses aviõezinhos; lá pelo final de 2013, um torcedor do Atlético Paranaense, querendo saber mais sobre as obras da Arena da Baixada, enviou um drone que conseguiu fazer um vídeo com imagens bem boas, que, divulgadas pelo YouTube, viralizaram rapidamente.

A Amazon anuncia entrega de pequenas encomendas para 2015 através de um serviço expresso usando drones, com os pacotes chegando ao destinatário não mais do que 30 minutos após o pedido.

Mas bastou aparecer uma notícia de uso indevido, no caso da cocaína para os presidiários, para que críticos da evolução tecnológica começassem a bradar contra a liberação do uso de drones para finalidades civis. A regulamentação de seu uso vai passar por legislação a ser implementada e por normas da Aeronáutica, mas o fato é que, com um pequeno investimento, já é possível fazer um drone com componentes comprados no varejo e seu uso atropela conceitos, legislações e regulamentos.

No caso de mercadorias entregues por via aérea ao sistema prisional brasileiro, no entanto, os drones não são pioneiros. Muita coisa já andou chegando lá via helicópteros, pequenos aviões e até mesmo com o uso de catapultas, sem falar nos românticos pombos-correio, que, em pelo menos um caso, ao entregar a mercadoria, ainda foi assado com pena e tudo…

No resumo da ópera, vale insistir que a tecnologia em si, é neutra. Como ela é usada, é outra história. E, em muitos casos, depende do ponto de vista. Por exemplo, algumas rodovias da Florida, nos Estados Unidos, já são patrulhadas por drones, que podem flagrar motoristas em excesso de velocidade em tempo real, enviando dados ao patrulheiro mais próximo que vai abordá-lo, multá-lo e prendê-lo, se for o caso. Do ponto de vista do motorista, a inovação é ruim. Já para a comunidade…

Ah! Lá em Sao José, a carga de cocaína foi interceptada pelos agentes penitenciários. Resta identificar quem enviou.

A Internet das Coisas já chegou!

comentamos sobre “A Internet das Coisas”, quando máquinas se comunicam, sem interferência de humanos, facilitando nossas vidas. Antes da Copa do Mundo de 2014, teremos mais dispositivos digitais conectados entre si do que com humanos. Falamos das redes de altíssima velocidade que permitirão casas inteligentes, carros interagindo com as estradas e muitas coisas mais, que deverão melhorar nossa qualidade de vida, aumentar a produtividade da nossa economia, ajudar a resolver problemas ambientais, por exemplo.

Mas, afinal, aonde estão essas maravilhas todas, mais parecidas com promessas de campanha eleitoral, se ainda temos internet lenta, estradas congestionadas, carros poluentes, casas mal acabadas, e, afinal, 2014 está bem ali?

E as máquinas vão efetivamente estar interligadas de forma a dispensar atividades humanas? Quais os benefícios?

Calma! Essa transformação já vem ocorrendo e nem nos damos conta, por enquanto, de forma bem básica, mas é assim que tudo começa. Por exemplo: já existem mais linhas de celular habilitadas no Brasil e no mundo do que habitantes. E esses aparelhos, quando ligados, estão dentro de redes digitais que possuem milhões de computadores conectados e tomando decisões automáticas sobre roteamento de tráfego, uso de rotas alternativas, no diagnóstico de falhas e até na antecipação de possíveis defeitos, visando manter a rede funcionando próximo de 100% do tempo, com qualidade dentro do exigido pelas agências reguladoras e pelos próprios assinantes de seus serviços.

Os aparelhos que usamos ficam cada vez mais sofisticados e executam múltiplos aplicativos. No caso de smartphones, o tráfego de dados já supera largamente o tráfego de voz. Eles são phones quase que só no nome, e substituem computadores pessoais ao ponto de já gerarem mais acessos à internet do que laptops, no uso não corporativo.

Esses bilhões de dispositivos digitais conectados à rede, estão conversando com os computadores da rede o tempo todo, dando sua localização, seus planos de acesso, tipo de uso, hábitos de navegação…

E já temos árvores, containers, caminhões, navios, trens e aviões que estão o tempo todo conectados. Estão em fase de lançamento os drones, aqueles aviõezinhos não tripulados que, por enquanto, têm uso quase que exclusivamente militar, para serviços de segurança civil, de combate a incêndio de florestas, de localização de pessoas perdidas em locais remotos ou em catástrofes, que requerem mínima intervenção humana.

A Internet das Coisas, versão 1.0, já chegou!

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