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IFA 2013: O quente é Wearable Technology

Quando acaba o verão no hemisfério norte, acontece a IFA – Internationale Funkausstellung, em Berlim, Alemanha. É uma grande feira de gadgets eletrônicos que, este ano, apresenta muitas de novidades da maioria dos grandes fabricantes digitais. Ausente a Apple, que faz seus anúncios a partir de Cupertino, nesta terça. A Nokia, recém adquirida pela Microsoft e as gigantes chinesas ZTE e Huawei estão lá, mas apenas para marcar presença.

Assim, a ação e a atenção estão com os fabricantes de televisores com a tecnologia Ultra HD, que demora para chegar aqui, e com os super relógios digitais capitaneados pelo Samsung Galaxy Gear e pelo Sony SmartWatch 2, além de outros modelos menos cotados. Ambos correm atrás do mesmo público, os absolutamente fanáticos por novidades tecnológicas e as legiões de fãs das duas marcas asiáticas. E devem custar entre 200 dólares e 200 euros.

Os dois relógios de pulso mostram que a imaginação de Chester Gould, o autor de Dick Tracy, nos quadrinhos de 1940 finalmente virou realidade: Um relógio com múltiplas funções ,de comunicação a localização que pode até mostrar as horas. O espaço anunciado para o iWatch, da Apple, acaba sendo ocupado pela concorrência.

Ambos os smartwatches fazem o tipo cebolão, com displays de quase 2″. O Galaxy Gear sincroniza redondo com os smartphones mais modernos da Samsung, tem câmera para fotos e vídeos, acelerômetro para monitorar malhação, pode tocar música, dar previsão do tempo…

O SmartWatch 2 é um Android, como seu concorrente, e sucede, claro, o 1, que nem apareceu nas paradas de sucesso de gadgets. O 2 promete conversar com smartphones de várias marcas. Tem conexão NFC (Near Field Communication), que pode ser o futuro padrão para compras digitais.

Junto com a chegada a conta-gotas do Google Glass, que pretende criar a realidade aumentada da visão, esses relógios, cheios de funcionalidades, sinalizam que a tal da Wearable Technology chegou para ficar. Ainda sem nome definitivo em inglês, e sem uma tradução convincente para o português, esse neologismo agrupa produtos digitais que vamos vestir ou usar, no futuro, como hoje fazemos com óculos, relógios, sapatos…

Mas a IFA 2013 também mostra gadgets inúteis, e nesse quesito, a francesa Alcatel leva a taça: um controle remoto para smartphone… Já pensou????

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Dos quadrinhos para o mundo digital

Há grande expectativa sobre o Google Glass, se ele vai ser o próximo hit do mundo digital, que nada de fundamentalmente novo nos trouxe desde o iPad, lá atrás em 2010. Afinal de contas, para quê podemos querer uma armação de óculos onde as hastes funcionam como touch pad e fones de ouvido, e em um dos aros fica uma câmera de vídeo, tudo isso contendo um processador poderoso, a bateria e rádios de comunicação com a internet e GPS?

O Google Glass tem algumas funcionalidades já imaginadas para o Superman, desde os anos 1930.

O Google também trabalha para ter um tradutor em tempo real, uma evolução do Google Translate, que até que não faz feio para textos corriqueiros de e para dezenas de idiomas. A idéia já existia desde os anos 1990, quando um batalhão de engenheiros de software mundo afora trabalharam em um projeto patrocinado pela Universidade da ONU chamado UNL (Universal Networking Language). O objetivo, não alcançado, era desenvolver uma tecnologia de tradução de voz e textos em tempo real, entre as 12 linguas mais faladas no mundo.

Filmes famosos de science fiction, como Guerra nas Estrelas, tornam natural a comunicação entre humanos e alienígenas, algo que não poderia ocorrer sem um tradutor verdadeiramente universal.

DickTracyO especulado relógio da Apple, ou iWatch parece ser algo sem muita utilidade, pois no fundo seria um iPod Nano ainda mais nano, mas com conectividade com os eletrônicos da casa e servindo como identificador para controle de acesso a casas e escritórios. Uma versão que circula na internet deseja o iWatch como um dispositivo de pulso conectado à internet que tem inclusive uma câmera de video, permitindo videoconferências em tempo real.

Alguém se lembra do detetive Dick Tracy?

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Ou seja: a tecnologia funciona também para viabilizar expectativas dos humanos e dar formas concretas a seus sonhos. Você não concorda? Talvez valha a pena ler ou reler a obra de Julio Verne!

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