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Vendo o mundo através de um drone

TravelByDrone

 

 

Gostei do que vi em TravelByDrone: um portal com milhares de videos em alta definição, capturados com cameras montadas em drones. Logo de cara, ele pede permissão para ter dados de sua localização. Fiz isso e ele direcionou o ponto de partida para Curitiba, onde estava. Selecionei um video, e pire sobrevoar a cidade de um jeito que nem com helicóptero…

As vistas da cidade na Praça Santos Andrade, no Jardim Botânico e na Universidade Positivo são fantásticas! Um total de uns 4 minutos com o Chico Buarque ao fundo cantando Anos Dourados.

Depois zanzei por Monaco, San Francisco, New York, Paris e Angelina (SC). Este, um tanto de improviso e quase um selfie do cara pilotando o drone numa casa rural, onde a turma la reunida fica dando tchauzinhos.

Nada de um quase Street View, do Google, so que por drone, como insinua o Mashable em sua matéria sobre o site. Mas muita diversão que pode servir como um complemento de diários de viagem.

Aproveite!

 

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Arena da Baixada, 14/5/2014: E aí?

 

20140514ArenaBaixadaA Copa do Mundo vai se aproximando, e os testes Brasil afora apontam para magníficas Arenas, mas ainda sujeitas a ajustes, mesmo aquelas já testadas na Copa das Confederações, em 2013.

Nesta quarta, 14 de maio, foi a vez da Arena da Baixada, em Curitiba, do Atlético Paranaense. Como atleticano e como fuçador de tecnologia, fui lá conferir, junto com familiares.

Aqui um resumo das minhas impressões:

O estádio ficou lindo! a chegada foi meio complicada, ainda mais com o horário do jogo coincidindo com pico do rush da tarde, somado à chuva e às restrições de tráfego. As calçadas do acesso estão ainda por terminar, e tomara que fiquem boas para os jogões da Copa, como Irã x Nigéria, que pretendo assistir para ver ao vivo um pouco do futebol global…

Depois de passar pela revista, entrar no estádio é um primor. Múltiplas catracas eletrônicas, muita gente de apoio, corredores largos e o acesso às arquibancadas muito fácil e rápido. Fiquei no andar de cima, onde as cadeiras são razoáveis, mas o espaço para circular sem incomodar os vizinhos é coisa para equilibrista.

A visibilidade do campo é magnífica, de onde quer que se esteja. Iluminação muito boa, acústica perfeita, o caldeirão volta a funcionar, com uma torcida entusiasmada.

Fotos, vídeos, músicas, começa o jogo. O Furacão com aquela juventude toda começa a colocar pressão no rival Corinthians, até que o craque Marcelo faz 1 x 0! Festa!!

Depois disso, só mesmo discutindo tecnologia. Não porque o mistão visitante ganhou de 2 x 1, mas porque… ahã, afinal, aqui temos um blog de tecnologia.

O que chamou a atenção de muita gente foi o mini-drone com câmera de TV voando sobre o campo, a alturas variáveis, desde rente ao campo até acima da cobertura. Fiquei com inveja do operador do drone. Um dia, ainda vou brincar com um. Mas, para mim, fica óbvio que os drones chegaram para ficar, nas transmissões de grandes eventos, esportivos, musicais, políticos.

Há pouco mais de 2 meses, um drone construído por um curitibano sobrevoou a Arena, ainda com muito por fazer, e filmou o interior da obra, até então resguardada da curiosidade da imprensa e dos fãs de futebol, por decisão interna da diretoria do Atlético. Iniciativa individual, que bombou no YouTube.

O que deixou a desejar –conforme antecipado– foi a rede celular no entorno e dentro da Arena. Lá fora, na fila para entrar e falar com outras pessoas exigia muitas tentativas e pouco sucesso, independente da localização, da operadora e da tecnologia disponível no aparelho: Edge, 3G, 4G, WiFi. Estava pior do que o transito e as calçadas. E nada indica que  vá melhorar, em dia de jogo da Copa com o dobro de público.

E, por último, mais um gap tecnológico para nós: a Sony anuncia uma potencial parceria com uma operadora de TV por assinatura para transmissão dos jogos usando a tecnologia Ultra HD, ou 4K, que tem 4 vezes mais nitidez do que a atual Full HD (o dobro de pixels na horizontal X o dobro de pixels na vertical). 

Se isso ocorrer, poucos serão os que poderão ver imagens melhores e mais nítidas, porque são poucos e caros os televisores no padrão 4k no Brasil. Quem não tem e eventualmente se arriscar a pagar para ter, vai necessitar de um conversor, da mesma forma que foi necessário um para adaptar os televisores analógicos para receber imagens digitais.

A FIFA terá vídeos 4k da Copa no Brasil. Alguns países receberão imagens também em 4k. É parte do Padrão FIFA.

Voltando ao futebol, o Atlético Paranaense perdeu por 2 x 1. Resta o consolo de termos o primeiro gol anotado por um atleticano, o jovem e talentoso Marcelo Cirino. Como tudo na vida é um processo, agora o Furacão tem um belo estádio, Padrão FIFA. Falta construir um time competitivo. O jeito é esperar…

TV4k vai ter para o Brasil?

 

Drones e seus múltiplos usos

Chamou minha atenção a notícia deste domingo, 9, que detentos da penitenciária de São José dos Campos haviam recebido um pacote com 250 g de cocaína, entregues por um drone.

Drones são aviões pilotados por controle remoto, desenvolvidos inicialmente para missões militares e, mais recentemente, incorporados à vida civil. Não faz muito tempo, a rede americana Domino fez experiências de delivery de suas pizzas usando esses aviõezinhos; lá pelo final de 2013, um torcedor do Atlético Paranaense, querendo saber mais sobre as obras da Arena da Baixada, enviou um drone que conseguiu fazer um vídeo com imagens bem boas, que, divulgadas pelo YouTube, viralizaram rapidamente.

A Amazon anuncia entrega de pequenas encomendas para 2015 através de um serviço expresso usando drones, com os pacotes chegando ao destinatário não mais do que 30 minutos após o pedido.

Mas bastou aparecer uma notícia de uso indevido, no caso da cocaína para os presidiários, para que críticos da evolução tecnológica começassem a bradar contra a liberação do uso de drones para finalidades civis. A regulamentação de seu uso vai passar por legislação a ser implementada e por normas da Aeronáutica, mas o fato é que, com um pequeno investimento, já é possível fazer um drone com componentes comprados no varejo e seu uso atropela conceitos, legislações e regulamentos.

No caso de mercadorias entregues por via aérea ao sistema prisional brasileiro, no entanto, os drones não são pioneiros. Muita coisa já andou chegando lá via helicópteros, pequenos aviões e até mesmo com o uso de catapultas, sem falar nos românticos pombos-correio, que, em pelo menos um caso, ao entregar a mercadoria, ainda foi assado com pena e tudo…

No resumo da ópera, vale insistir que a tecnologia em si, é neutra. Como ela é usada, é outra história. E, em muitos casos, depende do ponto de vista. Por exemplo, algumas rodovias da Florida, nos Estados Unidos, já são patrulhadas por drones, que podem flagrar motoristas em excesso de velocidade em tempo real, enviando dados ao patrulheiro mais próximo que vai abordá-lo, multá-lo e prendê-lo, se for o caso. Do ponto de vista do motorista, a inovação é ruim. Já para a comunidade…

Ah! Lá em Sao José, a carga de cocaína foi interceptada pelos agentes penitenciários. Resta identificar quem enviou.

Compre pela internet, entrega com drone

Os drones são aqueles aviõezinhos sem piloto, operados remotamente, que, até há pouco tempo atrás, serviam para fins militares e de segurança, como na destruição de alvos terroristas e na patrulha de fronteiras.

O conceito começa agora a se expandir para facilitar o nosso dia-a-dia, com o surgimento de modelos mais leves, mais baratos e de produção seriada. Em junho, a rede de pizzarias Domino testou drones na entrega em domicílio de pizzas encomendadas por telefone ou pela internet, na Inglaterra. Esse delivery ainda não engrenou, mas um dia, quem sabe, concorrerá com os motoboys aqui por nossas plagas.

Vários fundos de investimentos apoiam projetos com drones em aplicações que vão desde o controle em tempo real de gado no pasto, passando por apoio à fiscalização de tráfego  em rodovias e chegando à geração de imagens aéreas em grandes eventos, como shows e partidas de futebol. Essa aplicação, aliás, viria a calhar na ajuda da identificação dos autores de barbáries, como a que vimos no final do Brasileirão.

PrimeAirMas agora vem Jeff Bezos, o chefão e fundador da Amazon e anuncia, no 60 Minutes da TV americana, Prime Airo serviço de entregas da campeã de vendas online usando drones.

O Prime Air vai funcionar apenas para mercadorias de peso e tamanho pequenos, que caibam em um container plástico pouco maior do que uma caixa de sapatos. Ao fazer o pedido com opção de entrega pelo Prime Air, seu pacote é colocado nesse container,  que é fechado e corre por esteiras rolantes até ser automaticamente preso ao drone. Aí ele voa até o endereço do cliente, onde solta o pacote e se vai.

A Amazon pretende fazer entregas em no máximo 30 minutos após o pedido, o que limita a distância entre o centro de distribuição e o endereço de destino.

O principal problema a superar, segundo Bezos, está na obtenção de licenças junto à FAA, a agência federal de aviação civil americana, daí o serviço ter lançamento previsto para 2015.

Do ponto de vista de preço do frete, a viabilidade estaria assegurada.

Mas o que acontecerá se o drone chegar na casa do cliente e for recebido por um cachorro feroz?

A Internet das Coisas já chegou!

comentamos sobre “A Internet das Coisas”, quando máquinas se comunicam, sem interferência de humanos, facilitando nossas vidas. Antes da Copa do Mundo de 2014, teremos mais dispositivos digitais conectados entre si do que com humanos. Falamos das redes de altíssima velocidade que permitirão casas inteligentes, carros interagindo com as estradas e muitas coisas mais, que deverão melhorar nossa qualidade de vida, aumentar a produtividade da nossa economia, ajudar a resolver problemas ambientais, por exemplo.

Mas, afinal, aonde estão essas maravilhas todas, mais parecidas com promessas de campanha eleitoral, se ainda temos internet lenta, estradas congestionadas, carros poluentes, casas mal acabadas, e, afinal, 2014 está bem ali?

E as máquinas vão efetivamente estar interligadas de forma a dispensar atividades humanas? Quais os benefícios?

Calma! Essa transformação já vem ocorrendo e nem nos damos conta, por enquanto, de forma bem básica, mas é assim que tudo começa. Por exemplo: já existem mais linhas de celular habilitadas no Brasil e no mundo do que habitantes. E esses aparelhos, quando ligados, estão dentro de redes digitais que possuem milhões de computadores conectados e tomando decisões automáticas sobre roteamento de tráfego, uso de rotas alternativas, no diagnóstico de falhas e até na antecipação de possíveis defeitos, visando manter a rede funcionando próximo de 100% do tempo, com qualidade dentro do exigido pelas agências reguladoras e pelos próprios assinantes de seus serviços.

Os aparelhos que usamos ficam cada vez mais sofisticados e executam múltiplos aplicativos. No caso de smartphones, o tráfego de dados já supera largamente o tráfego de voz. Eles são phones quase que só no nome, e substituem computadores pessoais ao ponto de já gerarem mais acessos à internet do que laptops, no uso não corporativo.

Esses bilhões de dispositivos digitais conectados à rede, estão conversando com os computadores da rede o tempo todo, dando sua localização, seus planos de acesso, tipo de uso, hábitos de navegação…

E já temos árvores, containers, caminhões, navios, trens e aviões que estão o tempo todo conectados. Estão em fase de lançamento os drones, aqueles aviõezinhos não tripulados que, por enquanto, têm uso quase que exclusivamente militar, para serviços de segurança civil, de combate a incêndio de florestas, de localização de pessoas perdidas em locais remotos ou em catástrofes, que requerem mínima intervenção humana.

A Internet das Coisas, versão 1.0, já chegou!

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