Arquivos de Categoria: TV 3D

Renovando seus aparelhos digitais, parte 1: Televisores

tvcopaA Copa do Mundo está chegando e você não comprou ingressos para nenhum jogo, ou até comprou, mas quer ver jogos no conforto de sua casa, e dá aquela vontade de comprar um televisor novo. A parede já está pronta para receber aquela tela plana bem fininha, grande e com imagem de babar. Você tem saldo no banco e no cartão, e já começa a olhar para o televisor velho com impaciência ou até mesmo com desprezo.

Vale a pena?

Dando uma checada nos preços atuais nas lojas aqui no Brasil, eu acho que o tal Padrão Fifa também chegou aos preços de televisores, em especial para aqueles de 50″ ou acima.

Se é para comprar, é bom ter um aparelho de marca renomada, com garantia estendida, que tenha várias portas HDMI, USB e conexão com a internet, para não dizer sensor de gestos e 3D.

Acontece que esses aparelhos vão começar a custar por volta de R$ 6.000. Se for para chegar nas 60″ ou 65″ então a conta fica salgada. Pode passar de R$ 10.000. Aí, você pode ser seduzido por um aparelho 4K, ou seja, tem 4 vezes mais pixels, ou resolução, do que o vizinho ao lado, Full HD. Aí a conta pode chegar a um número que dá para comprar um carro zero, e não daqueles basicões, mas um completaço, pois existem aparelhos de TV à venda por aqui que batem nos R$ 100.000.

Comparando com os preços lá fora, a relação chega a assustar. É algo entre 2 e 3 vezes mais, com incentivos fiscais e locais. Normalmente, aqui pagamos algo como 50% a mais do que o modelo equivalente de televisor nos Estados Unidos.

Assim sendo, não vale a pena gastar seus suados reais na troca por um televisor novo, salvo de a grana estiver sobrando, você seja fanático por futebol e a emoção for mais forte do que a razão.

Passada a Copa, os preços devem cair, com ou sem o caneco para o Brasil.

 

“iPad” gigante não funcionou!

Sábado passado precisei ir a um shopping de Curitiba. Aniversário de um amigo. Encontrado o presente, resolvi dar uma andada pelas lojas que vendem produtos digitais. Numa delas, um gigantesco televisor de 60″, 3D, com conexão à internet, reconhecimento de gestos. Maravilha! Já de olho na proximidade do Dia dos Pais, todos os televisores exibindo vídeos que enfatizam as qualidades de cada produto, ou linha de produtos. Interessante é que esses televisores têm um “Store Mode“, ou um “Modo de Loja“, onde as imagens ficam mais nítidas, brilhantes, com fortes contrastes.

Não penso na compra de nada por lá, mas vejo o interesse dos possíveis clientes. Ou dos ganhadores do presente, pais à frente.

Por enquanto, poucas vendas dos mais caros“, confessa um vendedor. “Mas quando vira agosto, não tem jeito! As compras de impulso acontecem“. Palavras dele! Nisso noto um casal com um menininho de três anos, no máximo, que fica fascinado com a telona grande. Passando um filme para crianças que já vi com meus netos. Senti que o cartão de crédito do casal estaria sendo sacado, talvez não para o televisor, mas para qualquer coisa relacionada com o conteúdo que passava, por conta da animação do menino.

Ele puxava o pai pela mão, dizendo, “vem cá, pai, vem!“, enquanto que a mãe falava ao celular. E o pai entretido com as características do aparelho, meio que em devaneio ante uma possibilidade futura de ter aquela maravilha na sua casa.

Vem cá, pai, vem!“, insistia o moleque. E o pai nada. Passou a cercar o home theater que estava conectado ao televisor, coisa finíssima!

O pai diz: “Já vai, filho.. espera um pouquinho!” e se senta na poltrona colocada estrategicamente para sentir o clima daquele conjunto digital. “Senta um pouco no colo do papai, vamos ver um pouco o desenho…” E a mãe com seu smartphone não dava tréguas a quem estava do outro lado da linha.

Mais umas duas insistidas, e finalmente o papai cedeu: “Pronto, filho, onde você quer ir, fazer xixi?

E o menino puxou o pai para perto da tela de 60″, esticou o bracinho e correu o dedo nela até onde deu. Mas o guri ficou frustrado, pois nada aconteceu: “Pai, esse iPad gigante está estragado!” Faltou a tela sensível ao toque!

TV 3D patina por falta de conteúdo. E vice-versa


3DslowAgora foi a BBC inglesa que desistiu de produzir filmes e séries em 3D. A audiência supostamente qualificada que esses produtos visavam atingir não chegou para pagar a conta. É mais uma grande rede de TV que puxa o freio de mão no mundo de três dimensões.

A tecnologia que permite ver imagens em três dimensões usando óculos especiais não é nova. Tem mais de 100 anos, mas só agora temos imagens bem realistas. Mas ainda existem problemas a contornar.

Começa pelos óculos de um fabricante que não servem para ver no televisor de outro fabricante. São dois tipos,  os óculos ativos, com bateria, e os óculos passivos, que, em tese, oferecem metade da resolução.

Passa pela falta de conteúdo 3D para a variedade de canais de TV existentes , e pelo exagero de efeitos tridimensionais, priorizando o efeito sobre o que exige a narrativa.

Quebra o galho a emulação de efeitos 3D a partir de conteúdos 2D, tipo asfalto anti-pó, que não dá para usar muito. Essas gambiarras de transição sempre são usadas quando surge uma nova tecnologia, como o BluRay e as imagens Full HD ou 1080p. A maioria dos players de BluRay e até alguns de DVD fazem upscale de 480p (padrão DVD) para 720p (HD) e 1080p.

Hoje, com o padrão Full HD em consolidação, já surgem vídeos e aparelhos de TV no mercado com o padrão Ultra-HD, ou 4k, que oferecem 16 vezes mais pixels que o 1080p, e aí estão os investimentos dos fabricantes, delineando a tendência futura.

Voltando à decisão da BBC de parar com conteúdo 3D: isso é ruim para os fabricantes, ruim para os geradores de conteúdo, ruim para quem sacou o cartão de crédito e apostou na imagem 3D doméstica.

Já no cinema, os filmes em 3D parecem ter conquistado um espaço definitivo. Quando escrevo esse post, são seis títulos diferentes em cartaz nos cinemas de Curitiba, e muitos mais anunciados.

Há controvérsias sobre o pouco entusiasmo para a dimensão da profundidade na telinha. Discussões centrais estão na inconveniência dos óculos atuais e na perspectiva de novos produtos que exibem imagens tridimensionais que dispensam óculos, como o Nintendo 3DS.

Outro dia ouvi uma explicação razoável: excesso de óculos. Óculos 3D, Google Glass, óculos de sol, óculos para ler, óculos para longe… não é tralha demais?

Compras deste Natal serão diferentes do ano passado

Olhando pela perspectiva das compras, o Natal 2011 será bem diferente do de 2010. Dólar oscilando, ausência de grandes novidades de hardware e, de outro lado, um grande aumento de ofertas de conteúdo fazem com que seja possível, dessa vez, pensar no todo, na integração, no bom uso daquilo que você já tem, com pequenos ajustes.

Ano passado o frisson estava nos tablets, em especial o iPad da Apple, que, quase do nada, criou um vasto mercado novo. Junto com acessíveis tocadores BluRay e televisores de alta definição, foram as estrelas de então. Agora em 2011, a oportunidade vai estar na integração de dispositivos.

Não basta um novíssimo e enorme TV 3D, mesmo junto com um belo home-theater para que o som faça jus à imagem. Alguns televisores e players BluRay até dispõem de acesso a internet, mas a maioria deles implica em usar o incômodo controle remoto para digitar compridos endereços, ou então o acesso é limitado a alguns pouco portais.

De outro lado, começam a surgir ofertas via internet de vídeos com filmes, shows, documentários grátis ou pagos, muitos deles em alta definição. Mas para baixá-los ou fazer streaming, não basta uma conexão rápida e contas criadas com os fornecedores. É preciso um computador ou um tablet para que a coisa seja prática. Aí é a telinha que não resolve. Então, é preciso que esses dispositivos possam ser facilmente ligados à telona, de preferência via entrada HDMI, para desfrutar plenamente da qualidade de áudio e vídeo. Um presente original pode ser uma assinatura de um desses serviços.

Podemos pensar em melhorar o armazenamento de arquivos de áudio e vídeo que geramos em nossas câmeras e filmadoras digitais (que já estão com 3D em alguns modelos), sem falar naquelas dos celulares e tablets. Não se esqueça do que chega por e-mail e aqueles que você entende que devam ser armazenados perto de você, venham eles de redes sociais, de portais de imagens como Flickr ou Picasa, só para ficar entre os mais populares.

É muita coisa? Os HDs de alta capacidade despencaram de preço, então é só comprar mais um ou dois terabytes de disco, correto? Não necessariamente, o mais importante é ter tudo isso bem organizado e disponível para quando precisar. A saída é investir em bons programas de organização de imagens, sejam elas locais ou remotos na nuvem. Aqui a palavra “investir” não necessariamente implica em desembolso de grana, mas com certeza demanda cada vez mais disciplina para que essa diversidade de conteúdo não se perca em múltiplas pastas digitais que você acaba esquecendo por aí.

Enfim, faça de seu televisor principal uma central de entretenimento, conectada em uma rede local com seu desktops, laptops, tablets, filmadoras, câmeras e smartphones, mantendo os arquivos bem organizados.

Sob outro enfoque, existem os produtos que cada vez mais cabem no seu bolso e trazem mais conveniência e conforto, como os aparelhos GPS para carro ou mesmo para maratonistas e adeptos de trilhas e esportes radicais.

Aqui também a tentação do preço não deve prevalecer sobre a cuidadosa avaliação da qualidade e da regular atualização de conteúdo. A opção de aplicativos GPS para seu smartphone ou tablet até que pode se revelar mais barata e tão eficaz quanto a de um dispositivo dedicado, mas se você é um heavy user, as baterias vão abrir o bico rapidamente.

No campo de smartphones, as opções com Android estão cada vez melhores e mais diversificadas; se você está com a Apple e não muda, o iPhone 4 continua sendo a opção ao menos até o Natal de 2012.

Nos tablets, o iPad 2 ainda está bem à frente dos concorrentes. Notebooks estão também com muito boas ofertas, mas os pequenos netbooks perderam rapidamente sua razão de ser, sanduichados entre preços e funcionalidades de notebooks e tablets.

Resumindo, no Natal 2011 você pode melhorar o desfrute dos brinquedinhos que você comprou ao longo dos últimos 12 meses, para que, ao final, seu investimento valha ainda mais.

Artigo publicado na coluna Vida Online do número 2 da Revista Batel Lifestyle

>Dicas de Natal: Vale a pena comprar TV 3D?

>Recebi um e-mail de um leitor assíduo do blog que transcrevo:


“Guy, estou pensando em comprar uma TV LED 42″ 3D que vem com um player BluRay também 3D. Olhando os preços dos dois isoladamente e comparando com um TV LED equivalente, vejo que a diferença de preço não é alta. O que você acha?”

Eu não gostei muito do que já vi de TVs 3D, muito menos aqueles em telas pequenas, talvez porque minha volta ao mundo de entretenimento digital em três dimensões se deu vendo Avatar em uma tela iMax do tamanho de um prédio.

Assim, minha opinião está contaminada pela limitação do tamanho das telas de TV. Eu cheguei a ver um pedaço do Avatar em um televisor de 70″ e depois o mesmo numa tela de 50″, e acho que a tela menor perdeu bastante em relação à tela maior.

Eu também pude comparar as duas exibições em BluRay com o som através de um baita sistema Bang & Olufsen com mais de 1.000 watts e apareceu um descompasso entre o áudio e o vídeo. Parecia que os bichos voadores e os tiros daquelas armas da turma do mal estavam comprimidos na imagem, não cabia tanto som em tão pouca imagem. Aí eu pedi para desligar o som do home theater e deixar na TV, e foi a vez do som ficar em desvantagem para a imagem.

Outra coisa que acho incômodo são os óculos 3D, especialmente para quem precisa de óculos de grau para enxergar melhor e tem de sobrepor as lentes 3D. Uma pessoa que estava comigo passou a maior parte do tempo ajustando as duas parelhas de lentes…

Isso vale também para o cinema 3D, mas serve como gancho para o próximo argumento, que é uma provável disponibilização ao mercado brasileiro em 2 anos, no máximo, de televisores com imagens 3D que não vão requerer óculos. Ou seja, é possível que a tecnologia 3D atual fique obsoleta em pouco tempo.

A falta de conteúdo gravado em BluRay ou gerado pelas emissoras de TV poderia ser outro ponto contra, mas normalmente os players BluRay 3D fazem um tipo de upscaling de imagens 2D para uma simulação de 3D que talvez seja a mais grata surpresa!

Depois de escrever tudo isso, devolvo-lhe a bola: se você achar que a diferença de preço compensa, use um ditado antigo que meus avós estavam acostumados: Mais vale um gosto do que dois vinténs, ou seja, a decisão é puramente emocional.

Só não espere, como no anúncio de um desses televisores, que seu gatinho ponha os óculos e saia correndo atrás dos peixes que parecem sair da tela. O efeito 3D não é compatível com o sistema de visão de gatos.

Dicas de Natal: Vale a pena comprar TV 3D?

Recebi um e-mail de um leitor assíduo do blog que transcrevo:


“Guy, estou pensando em comprar uma TV LED 42″ 3D que vem com um player BluRay também 3D. Olhando os preços dos dois isoladamente e comparando com um TV LED equivalente, vejo que a diferença de preço não é alta. O que você acha?”

Eu não gostei muito do que já vi de TVs 3D, muito menos aqueles em telas pequenas, talvez porque minha volta ao mundo de entretenimento digital em três dimensões se deu vendo Avatar em uma tela iMax do tamanho de um prédio.

Assim, minha opinião está contaminada pela limitação do tamanho das telas de TV. Eu cheguei a ver um pedaço do Avatar em um televisor de 70″ e depois o mesmo numa tela de 50″, e acho que a tela menor perdeu bastante em relação à tela maior.

Eu também pude comparar as duas exibições em BluRay com o som através de um baita sistema Bang & Olufsen com mais de 1.000 watts e apareceu um descompasso entre o áudio e o vídeo. Parecia que os bichos voadores e os tiros daquelas armas da turma do mal estavam comprimidos na imagem, não cabia tanto som em tão pouca imagem. Aí eu pedi para desligar o som do home theater e deixar na TV, e foi a vez do som ficar em desvantagem para a imagem.

Outra coisa que acho incômodo são os óculos 3D, especialmente para quem precisa de óculos de grau para enxergar melhor e tem de sobrepor as lentes 3D. Uma pessoa que estava comigo passou a maior parte do tempo ajustando as duas parelhas de lentes…

Isso vale também para o cinema 3D, mas serve como gancho para o próximo argumento, que é uma provável disponibilização ao mercado brasileiro em 2 anos, no máximo, de televisores com imagens 3D que não vão requerer óculos. Ou seja, é possível que a tecnologia 3D atual fique obsoleta em pouco tempo.

A falta de conteúdo gravado em BluRay ou gerado pelas emissoras de TV poderia ser outro ponto contra, mas normalmente os players BluRay 3D fazem um tipo de upscaling de imagens 2D para uma simulação de 3D que talvez seja a mais grata surpresa!

Depois de escrever tudo isso, devolvo-lhe a bola: se você achar que a diferença de preço compensa, use um ditado antigo que meus avós estavam acostumados: Mais vale um gosto do que dois vinténs, ou seja, a decisão é puramente emocional.

Só não espere, como no anúncio de um desses televisores, que seu gatinho ponha os óculos e saia correndo atrás dos peixes que parecem sair da tela. O efeito 3D não é compatível com o sistema de visão de gatos.

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