Arquivos Mensais: junho \27\America/Sao_Paulo 2013

Vai uma #MashTag aí?

MashTagVocê tomaria uma cerveja cuja fórmula foi desenvolvida através do Twitter e do Facebook? Pois essa cerveja existe!

A cervejaria britânica BrewDog teve a idéia de criar perfis no Twitter e no Facebook para fazer uma nova cerveja, especificada de forma colaborativa através de redes sociais e de blogs.

Dá para entrar no portal da cervejaria e fazer a encomenda, não só da #MashTag como das demais cervejas produzidas pela BrewDog. Dá até para investir na BrewDog, mas essa é outra história…

A BrewDog é uma empresa não convencional, com uma imagem punk, e a porta-voz da empresa, Sarah Warman, diz ao site Mashable que “Esta é a cerveja para o povo, pelo povo. Até onde sabemos, nada similar a isso existia antes, e leva a voz dos consumidores on-line a um novo nível offline“.

Mostrei o site a um mestre cervejeiro local, que conhece a BrewDog mas não sabia da #MashTag.

Seus comentários: “Bacana a iniciativa. A BrewDog construiu sua reputação sempre com cervejas fora do padrão, inovadoras, e na grande maioria de alta qualidade também. Tanto que arrisco, sem medo, que vale procurar a #MashTag mesmo antes de prová-la.

Já há casos de troca constante de informação entre cervejeiros caseiros ou mesmo cervejarias que compartilharam suas receitas para que seus clientes possam recriá-las, mas a BrewDog leva a coisa toda a outro nivel.

[Ainda] estamos longe de ter um modelo de negócios sustentável baseado em Open Source no mundo cervejeiro. Mas a #MashTag cumpre com folga seu papel como ferramenta de marketing e reforço da marca junto ao seu público.

Criar um produto a partir da sua base de clientes, da concepção à criação do rótulo é pura lenha na fogueira para gerar barulho que alimenta as redes sociais, sem falar no burburinho na imprensa e blogsfera. E isso é ainda mais relevante para uma categoria de produto como as Craft Beers, cujo consumo está intimamente ligado a conceitos como socialização e compartilhamento. Mesmo fora da net“.

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Ah! Uma garrafa da #MashTag custa, na Grã-Bretanha, £ 2,69, ou, aproximadamente, R$ 9,22, na cotação de hoje.

E você: toparia participar de um projeto desses? Tin-tin!

Redes Sociais e as manifestações públicas

Não há como negar: as redes sociais são armas poderosíssimas de mobilização popular. Já tocamos nesse tema em outras situações, sobre outros países, como os da chamada Primavera Árabe. Mas agora a ferveção ocorre aqui mesmo, no Brasil que, por tradição e por expectativa gerada, deveria estar prestando atenção à Copa das Confederações.

Nada do que vem acontecendo no país tem por gênese a internet, ou uma mudança de atitude dos internautas, que deixaram, de súbito, os temas mais frívolos para tentar resolver problemas fundamentais que os afligem. Mas é inegável que uma parcela significativa da população vem usando os recursos da internet e das redes sociais para organizar protestos em centenas de cidades brasileiras, deixando atônitos os mais experientes analistas e protagonistas da cena política do país.

Do ponto de vista de propagação de idéias, imagens em fotos e videos, temos conteúdos para todos os gostos, tanto em qualidade como em quantidade. Em determinados pontos do Rio de Janeiro e de São Paulo, o tráfego nas redes celulares superou, em muito, o ocorrido nos jogos do Brasil nos entornos dos estádios, ou seja, o verdadeiro teste de carga das redes ocorreu nas ruas.

Tive a chance de presenciar a mobilização de cidadãos comuns, na maioria jovens, decidindo participar de manifestações em Florianópolis, mesmo estando a quase 100 km. de distância. Trocando mensagens via celular e dando e recebendo dicas de carona, de linhas de ônibus, horários, pontos de encontro… E o interessante, do ponto de vista do uso da ferramenta, é que esse tipo de comunicação, por fugir dos padrões ditos normais de tráfego, também chegaram a ultrapassar limites de planos contratados, ao ponto de surgirem boas informações sobre alternativas mais em conta, com outras operadoras. Muita gente, ao protestar, aproveitou também para refazer seus contratos de telefonia celular.

Pontos de WiFi públicos ou restritos registraram picos de demanda, fora também dos padrões normais.

É cedo ainda para dizer se as redes sociais serão vetores relevantes de transformação no Brasil. Mas não é absurdo afirmar que, sem elas, as movimentações seriam bem menores. Boa matéria prima para análise de sociólogos sobre o momento brasileiro atual.

Instagram, agora com vídeo ameaça a liderança do Vine

InstaVineEm 2012, o Facebook comprou o Instagram por 1 bilhão de dólares. Quando o negócio foi fechado, um dos sócios do Instagram era o brasileiro Mike Krieger, a empresa tinha exatos 13 colaboradores e o aplicativo não gerava um centavo de renda. Nada mau para um esforço de pouco mais de dois anos…

Claramente, o Facebook fez uma jogada de proteção contra o Google e o Twitter, que também disputavam o Instagram, uma idéia genial que rapidamente chegou ao primeiro bilhão de fotos compartilhadas e 100 milhões de contas ativas.

A reação inicial dos usuários do Instagram à incorporação pelo Facebook foi de cautela, até mesmo de puxar o freio de mão. Cairam as postagens de fotos nos primeiros meses e, claro, começaram a aparecer produtos concorrentes. Tudo indicava que o Facebook havia gasto um monte de dinheiro para nada.

No final do ano surge o Vine, uma versão animada do Instagram que permitia a postagem de vídeos curtinhos, no formato GIF, que também cativou dezenas de milhões de pessoas conectadas. Os inevitáveis posts de gatinhos brincando com bolinha de lã e de bebês gargalhando com uma novidade recém aprendida puderam ser viralizados de forma avassaladora. E o Twitter comprou o Vine.

Mas eis que o Facebook decide incorporar vídeos de até 15 segundos ao seu Instagram, mais do dobro do Vine. E liberou a primeira versão exatamente para coincidir com as finais da NBA americana. Não deu outra: em menos de uma semana, mais de 50 milhões de vídeos postados!

A melhor avaliação comparativa entre os dois aplicativos é de Stepanie Buck, do Mashable, onde ela aponta seis grandes vantagens do repaginado Instagram sobre o Vine. Funcionalidades de edição, de efeitos especiais e outros tantos que fascinam, mas, na média, são pouco usados pelos zilhões de portadores de smartphones mundo afora que gravam e postam vídeos, com a comodidade da integração com o Facebook. Mas a adesão à novidade gratuita foi imediata.

E o que é preciso fazer para poder usar o Instagram com vídeo? Quase nada: basta baixar ou atualizar o aplicativo e começar a usar. Tal como ocorria com as fotos. E você, já postou vídeos pelo Instagram?

Anda rápido esse mundo da tecnologia, você não acha?

iPad Mini chega ao Brasil

iPad MiniConfirmado: Nesta terça, 25, chega às lojas brasileiras o iPad Mini de 7″, já sucesso de público onde foi lançado. Sem preço definido até a véspera, ele deve ser o iPad mais barato à venda por aqui, mas bem mais caro do que nos Estados Unidos, de onde chegam a maioria dos tablets trazidos do exterior por pessoas físicas.

O charme do iPad Mini está na sua leveza e praticidade de uso para a maioria dos aplicativos, aliás, todos os que rodam no iPhone e no iPad de 10″. O preço de lançamento não deve ser inferior a R$ 1.000, ainda mais agora com o dólar valendo R$ 2,25 e com viés de alta.

Não conheço ninguém que tem ou experimentou o iPad Mini que não tenha adorado. Poucos, porém, não fazem do Mini seu segundo ou terceiro tablet. Para muitos aplicativos, inclusive a leitura de livros e a visualização de vídeos, a tela Retina de alta definição do seu irmão maior proporciona uma experiência ao usuário incomparavelmente superior.

É na portabilidade, no entanto, que o tabletinho da Apple ganha adeptos, principalmente junto ao público feminino, por caber com facilidade na maioria das bolsas.

O Mini também conta com processador rápido, o A5 de dois núcleos, tem 7 milímetros de espessura e pesa por volta de 310 gramas, pouco mais, pouco menos, dependendo da capacidade de armazenamento (16, 32 ou 64 GB) e da versão só WiFi ou WiFi/celular.

Na fase de decolagem da rede celular 4G, não deixa de ser um paradoxo o lançamento de um produto sofisticado que não possa ter na conectividade em movimento o seu melhor desempenho. Embora rode na rede 4G, ele só é compatível com a banda de 700 MHz, ainda não disponível aqui no Brasil.

E como a Apple normalmente posiciona seus produtos com preços acima da concorrência, a lacuna do 4G fica mais incômoda, ainda mais quando começam a surgir no mercado tablets com sistema operacional Android e tela de 7″, já disponíveis para acesso móvel pela rede celular de altíssima velocidade disponível no Brasil.

Procuram-se: Baterias mais leves, potentes e duradouras. Paga-se bem!

O Google badala o Glass, na verdade um computador portátil com câmera e acesso à internet que foi comprimido em uma armação de óculos, numa espécie de pré-estréia dos chamados wearable devices, ou dispositivos digitais para vestir, em tradução livre.

A Apple, no WWDC 2013, anunciou que os MacBook Air virão com autonomia das baterias entre recargas aumentada em até 78%, podendo durar até 12 horas em uso normal.Também falou em integração entre os iPhones, iPods e iPads com os carros, visto que, nos Estados Unidos, 95% dos automóveis novos vendidos possuem portas de conexão com esses dispositivos móveis.

Mas as baterias dessas sofisticadas geringonças continuam as mesmas, de íon de lítio…

Uma bateria maior para fazer a carga do Glass durar o dia todo em uso? Doem as orelhas e o nariz!

Um smartphone que acesse a internet, tenha GPS, Bluetooth, NFC e outras conexões ativas, enquanto seu dono faz vídeo-chamadas onde quer que esteja? Sem um carregador à mão, nada feito… Então, até que ponto essa conectividade com os carros não é mais para carregar e manter carregados os dispositivos?

Dia desses, eu participava de uma longa reunião com 12 pessoas, no fim do dia. Aí foi preciso instalar filtros de linha e carregadores extras pois 11 smartphones precisavam de reabastecimento de energia; Outros 4 estavam em uso por seus donos, ou emprestados. Na verdade, poucos desses executivos tinham um só aparelho, então a durabilidade necessária das baterias por vezes se dá com o segundo celular ou com a ajuda de carregadores.

Como os laboratórios de pesquisa indicam, uma forte tendência é na linha dos wearables. Mas não dá para querer ter produtos usáveis se eles são incômodos, pesados e precisam estar sendo recarregados a cada 5 ou 6 horas.

Também é furado vender um aparelho com múltiplas funcionalidades realmente úteis se elas não podem ficar à disposição do dono o tempo todo.

Até setembro, deveremos assistir a uma série de lançamentos, voltados principalmente para o consumidor, tentando pegar a onda do Natal 2013.

Se não for anunciada uma bateria mais leve e mais potente, teremos apenas evolução do que conhecemos.  O próximo salto no mundo da tecnologia depende de baterias para que os produtos possam passar naturalmente nos testes de usabilidade, no sentido mais básico da palavra.

Sobre arquiteturas fechadas, conectividade e nuvem

Há exatos 20 anos, eu tive meu primeiro contato intensivo com um Mac. Foi durante uma viagem a trabalho aos Estado Unidos, onde uma empresa parceira da Sigma trabalhava exclusivamente com Macintoshes ligados em rede local e um servidor ligado à internet por -imaginem só- modem ADSL de 256kb.

Fiquei um mês em Austin, capital do Texas, e tive que me enturmar com o Mac. Com jeitão diferente dos PCs, então com Windows 3.0 ou 3.1, fáceis de usar mas com pouca compatibilidade com a plataforma da Microsoft. Usei porque era o que tinha e eles não deixavam conectar um PC na rede. Na terceira semana, já achava o Mac superior em tudo e, ao dizer adeus à minha estação de trabalho por lá, sabia que ia ter saudades.

Passou o tempo, a Apple virou empresa de nicho antes de ser reinventada com o surgimento dos iPod, iPhone e iPad.

Comprei um iPod Touch em 2007, um iPhone 3G em 2008, um Mac em 2009, iPads em 2010, 2011, 2012, iPhones 4 e 4S nesse meio. Pronto, estava resgatando minha frustração digital de 1993 e fiquei totalmente integrado e dependente da plataformas da Apple.

Mas aí, 4 meses depois do iPad 3, eis que a Apple lança o iPad 4 e o iPhone 5, e o controvertido iOS6.

Não gostei, e pensei: preciso mudar! Minha dependência era grande demais, mas após refletir, vi que não era bem assim. Eu já usava serviços na nuvem, era adepto de várias redes sociais, fazia conferências com Skype, independente do dispositivo!

E os incrementos de funcionalidades no mundo Apple não eram para todos, exceto talvez a tela Retina. O Maps não funcionava, a Siri só em inglês e para locais fora do Brasil, …

No lado de fora, o Android decola! Começam  a surgir smartphones com inovações antes da Apple. Vem o Galaxy S4 da Samsung, faço um test drive e.. voilà! Eis-me mergulhado no mundo Android em smartphones, e voltando aos computadores com Windows. Sem abandonar o mundo Apple, mas livre da dependência plena das alquimias da turma de Cupertino.

Seu celular está descarregado? Coloque-o no bolso ou no saco de dormir

power-pocket

Foto via Mashable, cortesia Vodafone

Cada dia é mais comum: quando você mais precisa, seu celular está de pilha fraca e não tem carregador por perto. Mas isso pode acabar em breve, e sabe como? É só colocá-lo no bolso ou até mesmo em um saco de dormir e ele vai ser recarregado.

E o mais incrível é que não existe um carregador tradicional ligado a uma tomada, mas a energia vem do próprio calor do corpo. Milagre? Nada disso, só o uso de um conceito já dominado em outras aplicações, o termopar.

A Vodafone, operadora européia de telecomunicações apresentou o Power Pocket  no tradicional festival da Ilha de Wight, na Inglaterra, durante a semana passada, já pronto para uso.

O princípio é simples: Os termopares aproveitam a diferença de temperatura entre o lado de dentro e o lado de fora do bolso (ou do saco de dormir) e a transformam em voltagem e corrente elétrica, capazes de carregar o celular. No caso do saco de dormir, o calor do corpo é capaz de gerar energia suficiente para carregar seu smartphone, numa regra de 1:1, ou seja, você dorme 8 horas e seu aparelho ganha carga para 8 horas. E a energia é você quem fornece!

A sacada dessa inovação foi a criação de termopares pequenos e flexíveis o suficiente para serem incorporados a um tecido. Claro está que essa não é uma solução universal que vai dispensar o carregador, nem devemos imaginá-la disponível em cada par de jeans já na próxima estação. Nos lugares mais quentes do Brasil, onde as temperaturas ambientes são bem mais altas do que na Inglaterra, a diferença para a temperatura corporal tende a ser menor. Não se surpreenda, mas seu Power Pocket vai gerar menos energia em Teresina do que em São Joaquim, no inverno.

Mas já é uma perspectiva agradável, pensar em deixar o celular no bolso e, enquanto ele não está em uso, a bateria está sendo carregada!

Microsoft Office agora no iPhone. Lá nos States. E aqui?

Quase ao mesmo tempo, recebo duas informações sobre o lançamento do Office, da Microsoft, para a plataforma iOS. Ela inclui versões dos quase universais Word, Excel e PowerPoint. Desse modo, você pode sincronizar seus documentos na nuvem, fazendo acesso, atualização e visualização a partir de múltiplos dispositivos, uma conveniência cada vez mais demandada pelo mercado.

Inicialmente anunciado apenas para a App Store americana, o produto já está disponível para o iPhone com iOS 6. O App é gratuito, mas seu uso pleno só é possível para os assinantes do Office 365. Surpreendentemente, ao não liberar a versão para iPad nem para iPad Mini, a Microsoft dá uma sobrevida ao concorrente da própria Apple, o iWorks. Só que isso pode mudar, e bem rápido.

A Microsoft Brasil, ao informar sobre o futuro do produto entre nós, não dá prazos, mas aponta para a disponibilização da versão para iPhone e para iPad do Office, o que pode sinalizar para um timing planejado de ocupação de um mercado que sempre dominou, mas onde está ausente para quem utilizava os dispositivos da Apple. Curioso, fiz três perguntas sobre as novidades no Brasil para os que usam e gostam tanto do Microsoft Office quanto do iPhone, do iPad e, porque não, dos Android também, uma vez que o Office já está disponível para quem tem smartphones e tablets com Windows Phone.

Eis as repostas:

1- Há data prevista para a disponibilização na AppStore do Brasil?

Em breve será a versão para a App Store do Brasil, tanto para Iphone quanto para Ipad.

2- Quem tem conta na AppStore americana e assinatura do Office 365 no Brasil pode fazer a atualização já?

Sim, pode. A versão brasileira é que ainda está sendo aguardada, com previsão de lançamento em breve.  

3- E a versão para Android, alguma pista?

Ainda não há uma previsão da versão para Android, mas a Microsoft está trabalhando para chegar a todas as plataformas em breve. Hoje, o que já está disponível para Android é o One Note gratuito e o uso do Lync para assinantes do Office 365 que tenham dispositivos com Android. Mais informações sobre Office para telefone no link http://office.microsoft.com/pt-br/mobile/

Tecnologia poderia ajudar a melhorar o trânsito. Mas a lei ignora a internet!

ImagemCuritiba tem um trânsito muito ruim. Assim como em qualquer grande cidade brasileira. Pode incluir aí também as cidades de médio porte. Muita gente andando de carro, vias insuficientes, média de ocupantes por carro um pouco maior do que 1. Muita gente se deslocando sem necessidade, para fazer um trabalho que dispensaria a ida ao escritório. Você está nesse grupo?

Em agosto de 2009 fiz escrevi sobre o absurdo da nossa legislação trabalhista, que dificulta o home-office. Na ocasião, o trânsito nas cidades grandes chegou a ser reduzido em até 30% por conta do temor causado pela Gripe A, mas o país não parou, lembram?

Pois é… De lá para cá, a epidemia da gripe não se materializou, o número de carros em circulação cresceu bem mais do que as pistas de rolamento, e os congestionamentos seguem recordes.

Lá em 2009, falava da oportunidade de rever os entraves da CLT para facilitar o home-office, em especial para postos de trabalho que requerem trabalho conectado. Conectado por conectado, podemos estar em casa, no café, na praia, pouco importa.

Mas hoje, numa cidade como Curitiba, é comum quem gasta duas horas por dia para ir e vir.

Antes que algum luminar resolva incluir na lei o pagamento dessas horas, quem sabe agora, surja a iniciativa de propor modificações à CLT que permita, de modo negociado, que as pessoas possam usufruir dessas horas,  melhorando a qualidade de vida e o meio ambiente.

Raciocínio aritmético: se 10% dos habitantes de Curitiba deixam de perder esse tempo, são 200.000 pessoas, e quase isso de carros, em horário de pico.  Ganham-se 400.000 horas/dia com menos carros, menos combustível, menos poluição, menos stress, mais tempo para lazer.

200.000 carros, média de 30 km/dia, 6 km/litro na cidade, R$2,60/litro = 1 milhão de litros/dia a menos, R$ 2,60 milhões a menos.

Dividindo 1 milhão de litros / 158 ( litros por barril de petróleo) = 6.329 barris/dia = 1.528.278 barris ano de 250 dias úteis. Só em Curitiba!

No Brasil, esse número é muito maior! Será que a presidente da Petrobras falava sério quando disse que ficava feliz ao ver congestionamentos gigantes, pois isso aumentava o faturamento da empresa?

Quanta gente vai e volta sem precisar ir nem vir? Minorar esse gargalo usando a internet para que menos gente se desloque inutilmente é aumento de qualidade de vida e aumento de produtividade do país. Pense nisso!

Waze: de zero a um bilhão em poucos meses

wazeO Waze, um aplicativo que  já foi apelidado de “GPS Social“, é fenômeno de popularidade no mundo, no Brasil em particular. Além das funções tradicionais de um serviço de localização por GPS, ele também aprende as  rotas para seus pontos preferidos e sugere alternativas, baseadas em sugestões de quem anda por elas, inclusive suas e de seus amigos.

Mais uma sacada do Waze é o apelo de game, pois ele instiga os usuários a passar informações de tráfego, e a atuar na correção e atualização dos mapas, como um eventual bloqueio temporário, a mudança de mão de direção ou um novo viaduto aberto. E, ao dar sua colaboração, o usuário acumula pontos que o fazem subir no ranking de editores, e assim ficar cada vez mais reconhecido pela comunidade.

Se você marcou reunião com pessoas de sua comunidade e está atrasado, não precisa ficar dando desculpas. Elas vão saber onde você está, dada a interatividade do Waze.

Ao oferecer integração com o Facebook, o Waze virou alvo de aquisição pelo gigante das redes sociais. A empresa tem origem em Israel, onde existem importantes núcleos de inovação em tecnologia da informação.

Negócio quase fechado! O Waze complementaria as funcionalidades do Facebook, com mapas, GPS, localização e um potencial de crescimento sobre a base de 1 bilhão de clientes.

Entra o Google na parada. Dono do Android, o sistema operacional mais popular nos smartphones. Começou a disputa. Mais de US$ 1 bilhão de dólares depois, o Google compra o Waze, com o compromisso de manter  em Israel o time responsável pelo produto.

Todd Wasserman, do Mashable, cita 4 motivos para o Google colocar tanta grana no negócio:

  1. O Waze não tinha nenhum concorrente à altura no segmento de mapas
  2. O Google ganha uma camada social muito ativa para dispositivos móveis
  3. O Maps é um produto muito importante para o Google
  4. O Google fez uma ação defensiva para manter dominância nesse setor, no futuro

É interessante observar os próximos lances nesse jogo de xadrez, uma vez que a Apple aparentemente não entrou na disputa e, com o Waze, o Google vai mais forte ainda sobre o mundo de Apps para iOS, de onde a Apple  expeliu o Google quando do lançamento do iOS 6 com seu tão criticado Maps.