Copa das Confederações: a rede 4G está pronta?
As seleções de futebol que participam da Copa das Confederações já estão no Brasil. Na cabeça de Felipão e nos talentos de nossos jogadores, a expectativa de milhões de torcedores para mais um título e, mais do que tudo, uma base para a Copa do Mundo de 2014.
Mas aqui o tema é tecnologia, e hoje falamos da rede celular 4G .
Fortaleza, Recife, Salvador, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro devem ferver com o agito dos jogos e dos eventos paralelos, embora com uma pequena participação de estrangeiros. Na teoria, as cidades que sediam jogos da Copa das Confederações deveriam ter cobertura plena da rede celular 4G, de altíssima velocidade. Não é o que vai acontecer. Muitas zonas de sombra vão fazer os celulares e tablets 4G navegarem na congestionada rede 3G. Além disso, os estádios e seus entornos não terão capacidade de atender a demanda se todo mundo resolver mandar fotos e videos de lances da partida, ou fora dela, via smartphone. As instalações não estão prontas, testadas e homologadas conforme planejado.
O Gelol que pode amenizar a canelada que vai levar a imagem da Copa nesse aspecto pode ser o pouco uso da rede 4G, pela pouca quantidade de linhas ativadas e pelos planos que limitam muito o consumo de dados, fundamentalmente pelo preço. O preço alto dos serviços junto com aparelhos na maioria limitados, com exceção do Samsumg S4 – 4G montam um combo meio manco, que atrai só os novidadeiros. E os estrangeiros que vierem para cá com seus potentes 4G que operam na frequência de 700 Mhz vão se decepcionar ao ter que se contentar com a rede 3G.
Se a turma chiar muito sobre a rede 4G, significa que o projeto é muito bom e atraiu usuários. Se os protestos forem murchos, no mesmo nível do que ocorre hoje com as reclamações nossas junto ao Procon, essa Copa vai virar motivo de muitas piadas, pois ela não vai ter se comunicado adequadamente, e, segundo Chacrinha, vai se trumbicar…
Eu acredito mais nessa segunda hipótese. Aí, se o Brasil ganhar, lenha nos culpados de não mostrar ao mundo o nosso futebol; se perdermos, tudo bem, o povo não conseguiu se comunicar em tempo real para reclamar do juiz, da organização, dos preços e dos sarros que serão tirados pelo país da seleção vencedora. Quem será?
Roupas High-Tech Prometem Transparência Total
O Studio Roosegaarde da Holanda, criou uma linha de vestidos que ficam transparentes quando ela fica excitada.
Uma próxima versão, para homens, será a de um terno que também fica transparente quando ele mente.
Esse tecido é high-tech, composto de lâminas opacas ultrafinas, que dispõem de comunicação sem fio, luzes LED, microdutos de cobre e outros materiais comuns a dispositivos digitais.
Daan Roosegaarde, dono do estúdio, não se considera um designer, mas um reformador de conceitos. Ele também propõe sinalizações inteligentes nas estradas, que se modificam, dependendo se o piso está seco ou escorregadio e faixas exclusivas para carros elétricos, que podem até mesmo ter suas baterias recarregadas durante o trajeto. Vale a pena ver sua entrevista.
Mesmo que Daan seja um sonhador ou um enganador, seus conceitos merecem atenção, não só pelo inusitado, que nos faz pensar fora da caixa de nosso dia-a-dia, mas principalmente porque as soluções que ele propõe são baseadas em tecnologias que ou já existem ou estão avançadas em laboratórios de pesquisa aplicada mundo afora.
Voltando ao tecido que fica transparente, a linha feminina chama-se Intimacy, e já está disponível para pequenas platéias em Paris e Hong Kong, inclusive com ofertas para o Dia dos Namorados! O terno leva um pouco mais de tempo para chegar ao mercado.
Daan Roosegaarde, na entrevista que aparece no seu site, diz que o traje masculino será voltado para banqueiros. Eu fico pensando como seria se os congressistas de qualquer parlamento do mundo fossem obrigados a usar um terno desses. Imaginem vocês como seria, por exemplo, a votação de uma medida provisória urgentíssima, prestes a vencer sua validade.
Mas o que me faz pensar sobre a seriedade da proposta é a divisão do uso por gênero: para elas, a transparência é quando ficam excitadas, para eles, quando mentem. E se fosse o contrário? E como o tecido inteligente pode saber quem é quem?
De todo modo, a polêmica está aí, e algumas perguntas:
- Você usaria ou recomendaria um vestido ou um terno desses?
- E se o uso dessas roupas for tornado obrigatório?
- Os registros de seu uso podem acabar na nuvem, ou serão rastreados por agências de inteligência?
WWDC 2013 – Boas novidades. Mas inovações ‘Uáu’, nem tanto
A apresentação de abertura da WWDC 2013, o evento anual para desenvolvedores da Apple, levou mais de duas horas. Quem esperava só atualizações dos sistemas operacionais, saiu no lucro. Já quem imaginou enormes novidades, ficou no máximo no empate.
Começou com o Mac. A nova versão do OS X, que acaba com a linhagem de nomes de felinos, agora é Mavericks. Tem novidades interessantes, inclusive a capacidade de trabalhar com múltiplas telas em dispositivos diferentes. Fala legal com Apple TV. Mais rápido, com melhor gerenciador de aplicativos. Vai ficando parecido com o iOS7.
E chegaram os novos MacBook Air com processadores Haswell, recém lançados pela Intel, que consomem menos energia, são mais rápidos e potentes. Virão com WiFi no novo padrão 802.11.ac, com direito a velocidades até 10 vezes maiores do que o atual padrão 802.11.n. Com tudo isso, a carga da bateria do MacBook Air dura bem mais e o preço de lançamento é igual ou um pouco menor do que os anteriores. Como não serão produzidos no Brasil, eles ficam caros para nós.
Para mostrar que os desktops ainda têm espaço, a Apple anunciou uma nova versão do Mac Pro, produto que havia sido retirado de linha há alguns meses. Ainda sem preço e sem data de lançamento, é para ser, de longe, o mais poderoso desktop já produzido por qualquer fabricante. Vai ser montado nos Estados Unidos, sinalizando a retomada das atividades industriais da empresa no seu país de origem.
Mas a estrela do show foi o iOS7, que sucede o breve iOS6, sujeito a tantas críticas. Com um visual renovado e atualizações automáticas de Apps, ele apresenta o iTunes Radio, a resposta da Apple aos serviços de streaming de músicas dos concorrentes.
O mercado de ações reagiu como os clientes da Apple que viram o keynote. Abriram a $ 441, subiram a $ 449 e fecharam a $ 438, em baixa. Ainda assim, a empresa tem um valor de mercado de quase meio trilhão de dólares. Ou seja, não é de fazer pouco dela.
Até George Orwell ficaria encabulado…
Agora é oficial: Estamos sendo grampeados por agências de inteligência americanas e britânicas, no mínimo! Registros de ligações telefônicas, bases de dados das principais redes sociais e serviços online, tudo isso está sendo monitorado.
Os registros de todas as ligações telefônicas dos clientes corporativos da Verizon estão sendo entregues à NSA – National Security Agency por ordem do juiz Roger Vinson desde abril deste ano. São chamadas locais, longa distância nacional e internacional. O furo inicial foi dado pelo jornal inglês TheGuardian, que inclusive exibiu cópia da ordem judicial secreta .
Na sequência, a Casa Branca admitiu as ações, por conta das medidas de combate ao terrorismo, e aparentemente, o monitoramento vai continuar e, quem sabe, também esteja sendo feito por outras organizações mundo afora.
Mas olhemos a coisa do prisma tecnológico: A internet, é bom lembrar, é a derivada civil da ArpaNet, uma rede comunicação entre computadores militares criada na década de 1960 por conta da Guerra Fria e da necessidade estratégica de blindar informações sensíveis que trafegavam através de redes comerciais de telecomunicações, como a AT&T nos Estados Unidos.
Com sua expansão para uma rede mundial, e a popularização dos celulares, bilhões de pessoas se conectaram. Liberdade, baixo custo, informação farta à disposição.
Do lado dos indivíduos, a banda larga por onde cada vez mais dados trafegam velozmente; custos de armazenamento em queda livre, e serviços ditos na nuvem cada vez mais populares; os processadores dos dispositivos digitais sempre mais poderosos.
Do lado das agências de inteligência, a realidade é a mesma: Rede rápida, processadores parrudos, armazenamento de dados em escala de zetabytes. E é bem mais fácil de fazer, pelo acesso antecipado às novas tecnologias. A pressão para grampear é grande, e se as agências oficiais não fazem, os bandidos podem sair na frente.
Em 1948, George Orwell escreveu 1984, onde antecipava com seu Big Brother um futuro com um ente central opressor, que sabia da atividade de todos os indivíduos.
A realidade de 2013, se pudesse chegar à tumba de George Orwell, faria com que ele desse boas reviradas de desconforto, ao verificar que sua imaginação não conseguiu ser suficientemente criativa na sua fantasia do futuro.
Quem dominará o mercado de smartphones?
Benedict Evans publica uma postagem onde mostra a tendência da mobilidade digital, com smartphones tomando conta do pedaço.
Começa em 2008, quando o termo smartphone era neologismo, mas os celulares que faziam algo além de falar e mandar mensagens de texto já existiam e o mercado era dominado pela finlandesa Nokia e pela canadense RIM, fabricante do Blackberry, sucesso de público no mundo corporativo. O iPhone apenas engatinhava, com traço na audiência total. Era quase que 3/4 para a Nokia e 1/4 para a RIM.
O que aconteceu nos anos seguintes foi um crescimento forte da Apple até ter quase 20% do mercado, no primeiro trimestre de 2010. Aí, mesmo com o lançamento do iPad, surge de modo avassalador o fenômeno Android, que, sem piedade, joga o market share da Apple para algo entre 12% e 15%, desidrata os antigos donos do mercado e ignora as incursões da Microsoft com o Windows Phone.
O mercado de smartphones e tablets segue crescendo de forma vertiginosa, e a distribuição atual é parecida com a de 2008, só que com novos atores: o Android está hoje em 3 smartphones para cada 1 iPhone. O resto é traço.
Duopólio à vista? Não é o que parece! Apple e iOS seguem sendo uma coisa só, fechada e muito bem sucedida no topo do mercado; O Andoid, do Google, é um sistema operacional aberto que está nos dispositivos de dezenas de fabricantes.
E aí aparece um novo fenômeno: a coreana Samsung, com sua série Galaxy de smartphones e tablets desfruta de uma folgada liderança no mundo Android.
Indo adiante nos números, um gráfico do trabalho de Evans mostra que, enquanto a Apple tem, no 1º trimestre de 2013, 12% do mercado, a Samsung, o dobro disso, e os demais ainda predominam, em unidades vendidas; quando analisamos a receita total, ela é quase a mesma da Apple, da Samsung e do resto; quando o tema é grana, nas margens operacionais, a Apple tem 60%, Samsung 35% e os demais só 5%.
Duopólio Apple + Samsung? Pouco provável, lembrando que as cordinhas do Android seguem sendo manipuladas pelo Google, que se preocupa com a dominação da Samsung em seu território, e esta diversifica estrategicamente para o mundo Microsoft, player nada desprezível.
Daqui a 5 anos, a história e os atores podem ser diferentes. Mas, por enquanto, esses 3 nomes seguem ditando os rumos no mundo da mobilidade digital.
Uma boa e agradável surpresa na internet: e pertinho de casa!
Faz tempo que compro coisas e serviços pela internet. Desde quando as linhas eram discadas e caiam a toda hora. Já tive experiências boas, ruins e péssimas, daqui e do exterior. Já reclamei, me frustrei, me senti lesado e, muitas vezes, verdade seja dita, recebi o que pedi, no prazo acordado e por preço justo, quando não muito bom.
Mas a historinha que vou contar tem menos a ver com a internet e mais com a qualidade do serviço, obtido via internet, mas de uma empresa perto de minha casa.
Ha´uns 3 anos ganhei de meu filho uma máquina de café expresso (OK, espresso), muito boa e prática, que criou uma dependência forte a cafés de qualidade e tirados à moda italiana, aqui mesmo em casa. Mas essas máquinas de vez em quando pifam.
Da primeira vez, recorri a um conhecido que me indicou uma revenda autorizada que me cobrou alto pelo orçamento e devolveu a máquina suja, riscada e levou 15 dias para devolvê-la. Nunca mais, pensei… Se der defeito, vou mudar de marca!
Mas eis que a máquina pifou de novo, desta vez o moedor e o porta-pó. A primeira reação foi de frustração, pois deveria fazer valer minha experiência e decisão anteriores, mas decidi esperar um pouco. Tinha outra máquina mais simples em casa e recorri ao meu banco de reservas enquanto decidia o que fazer.
Como sou da área da tecnologia, decidi procurar na internet quem poderia arrumar minha engenhoca. Dei um Google em “máquina de café expresso – manutenção curitiba” e apareceram, como é natural, os links patrocinados e os anúncios para primeira visualização. Os demais vinham por ordem de relevância e proximidade à minha casa (sim, o Google tem esses dados!)
Decidi ir à mais próxima, mas meio cabreiro. A empresa chama-se Bellomac, o atendimento foi simpático e rápido, e a máquina voltou brilhando, quase como nova, exceto pelos riscados da visita anterior à autorizada.
Agradeci ao rapaz que me atendeu (o mesmo que entregou a máquina foi quem fez os reparos), ganhei algumas dicas de uso que desconhecia e também um serviço de entrega de café em grão à domicílio, sem custos extras.
Mas parei para refletir antes de fazer esta postagem. Normalmente abordo temas específicos de tecnologia aqui no blog, falo também de tendências futuras e da globalização que a internet propicia. A boa surpresa foi essa da Bellomac que me mostrou que a globalização também pode estar bem próxima da minha casa, com uma excepcional qualidade de serviço. recomendo*!
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*Disclaimer: Essa postagem não tem quaisquer fins comerciais. Registra tão somente um cliente satisfeito com um bom atendimento. Desejo sucesso à Bellomac e equipe, cruzando os dedos para que eles mantenham a qualidade. Até prova em contrário, recomendo a meus amigos, assinantes do blog e ouvintes de minhas colunas no rádio.
A Apple anda muito quieta: Novidades na WWDC nesta segunda?
Segunda-feira, 10 de junho, começa a WWDC – Worldwide Developers Conference, evento anual que congrega profissionais de tecnologia ligados aos sistemas operacionais da Apple, o iOS e o OS X.
O WWDC reúne milhares de profissionais no gigantesco Moscone Center, em San Francisco, e lá são feitas apresentações de conceitos, novidades e rumos desse fascinante mundo Apple, distribuído por mais de 100 sessões em 5 dias.
Na edição 2013, veremos o new look do OS X do Mac, cada vez mais próximo e integrado ao iOS, e novidades no mundo dos aplicativos.
Mas a Apple anda muito quieta e misteriosa, ultimamente. Pode ser que aquela avalanche de lançamentos inovadores entre 2007 e 2011, quando surgiram e se consolidaram o iPhone e o iPad tenha se esgotado, com o ciclo de encantamento e ousadia caminhando para seu ocaso.
Muitos apostam que a Apple aproveita o evento para lançar a tão esperada iTV, uma TV de tela grande com jeitão de iPad, hiper conectada, para criar um novo segmento no topo do mercado de consumo, onde hoje coreanos e japoneses reinam soberanos. Outros vão para outra ponta, esperando de um iPhone de entrada, mais barato, para aumentar a base instalada do iOS em um mercado que está em expansão, à medida em que os celulares comuns dão lugar aos smartphones, nas mais de 5 bilhões de linhas ativadas.
A iTV é delírio. Posso ter de voltar aqui para me curvar à capacidade da Apple de surpreender mesmo o mais entusiasta. O “iPhonezinho” é fácil de produzir, mas terá uma característica que a Apple não gosta: menor margem de lucro!
A Apple hoje tem quase tantos dólares em caixa quanto o Brasil tem de reservas, e não tem dívidas!
Meu primeiro impulso é apostar que a Apple vai no rumo da digestão dessa quantia fabulosa de grana, distribuindo melhores dividendos aos acionistas e bônus mais gordos aos gestores.
Quando John Sculley assumiu a Apple e demitiu Steve Jobs, o desastre quase aconteceu. Mas a Apple era relativamente pequena em um mercado diminuto, comparado com o que temos hoje, no mundo de tecnologia. Lá atrás, não deu certo, e Sculley rodou para a volta triunfal de Jobs. E Tim Cook, o CEO atual, é do ramo, mas não é Jobs.
É, a coisa não fecha. Vamos especular, aguardando segunda-feira?
1 Terabyte grátis? Fale com Marissa Mayer, do Yahoo!
Dias atrás, comentava sobre a agressividade de Marissa Mayer, ex-Google e agora CEO do Yahoo, na compra da rede social Tumblr. Pois bem, a onda parece não parar e sinaliza que o Yahoo quer mesmo voltar a brigar com os gigantes do mercado.
Logo em seguida ao anúncio do Tumblr, o Flickr, também do Yahoo e ex-lider no mercado de armazenamento na nuvem de fotos e videos passa a oferecer um latifúndio gratuito a seus clientes. Nada menos que 1 Terabyte, bem acima das franquias dos concorrentes, como o Dropbox, o iCloud, o SkyDrive e outros, que ficam no limite de 20 GB sem cobrar.
OK, o Flickr dá 1 Tera mas coloca anúncios… E é só para fotos e vídeos. E hoje em dia não é tanta gente assim que usa o Yahoo e o Flickr, ao menos aqui no Brasil. Se você quiser o mesmo 1 Terabyte, mas sem anúncios, a conta é de US$ 50 por ano, ou R$ 115. Para dobrar o espaço sem anúncios, prepare-se para uma fatura 10 vezes maior, US$ 500/ano!
E tem esse lance de ter mais uma conta, grátis ou paga, e aí organizar as fotos e videos na nuvem acaba virando tarefa complexa.
Vale a pena? Depende da sua avaliação individual, checando os prós e contras.
O que eu fiz? Ativei minha conta no Flickr para ver como é, para poder comentar aqui com vocês. Mas também tentando ajudar Marissa Mayer a criar massa crítica com sua nova visão do Yahoo.
Esse degrau de poucos Gigas para 1 Tera pode significar novas avenidas para os serviços na nuvem. E, como é grátis, não custa experimentar.
Se você já tem uma conta no Yahoo, de e-mail, por exemplo, é só ir à página principal e de lá acessar o Flickr. Ou ir direto ao flickr.com e acessar o serviço com sua conta do Yahoo. Pronto, você tem 1 Terabyte de acesso grátis.
Para comparar, um disco rígido de 1 TB vai custar entre R$ 250 e R$600, dependendo do modelo. Ter um espaço adicional desse tamanho no Flickr não custa nada! Pense nele como uma economia de R$ 250 a R$600.
Importar suas coisas do iPhone para o Galaxy S4 é fácil
Tem muita gente que saiu -ou pretende sair- do ninho confortável mas fechado da arquitetura Apple, ainda mais agora que as opções do mundo Android andam realmente tentadoras.
“Mas e aí, como fazer para não perder tudo que tenho, por exemplo, no meu iPhone?“, pergunta um ouvinte da CBN via blog.
O resumo da ópera é o seguinte:
Os serviços de agenda, e-mail, fotos e videos que você tem na nuvem vão ser automaticamente acessados, e ficam mais redondos se você usar os aplicativos, como o GMail e o Dropbox, por exemplo;
Para trazer seus contatos carinhosamente coletados ao longo do tempo, a melhor solução é usar o programa Easy Phone Sync, desse jeito: primeiro você vai ao Google Play e baixa o App para Android. Aí você vai no site www.easyphonesync.com, baixa e instala a versão para Windows ou Mac, dependendo de onde você sincroniza seus dados no iTunes; liga o Galaxy no computador e pronto! Aí você seleciona os conteúdos que quer sincronizar do seu iPhone para o Samsung.
Mas atenção: você não vai poder sincronizar nem transferir aplicativos comprados na App Store nem as músicas, vídeos e livros adquiridos na iTunes Store. Os Apps por não serem compatíveis, embora quase todos estejam disponíveis também na loja Google Play.
Conteúdos adquiridos na iTunes Store ou na iBookStore estão amarrados pelo tal do DRM, ou Digital Rights Management, que, para evitar pirataria, não saem da sua conta no mundo Apple, por contrato.
Já as músicas que você importou de seus CDs ou adquiriu de outra forma na internet, mais seus vídeos e fotos todos são importados sem problemas.
Para quem está no sentido contrário e quer sair do mundo Android e migrar para o ecossistema da Apple, dá para fazer o caminho inverso?
Nesse caso, é até mais simples, com regras parecidas quanto aos Apps e aquisições no Google Play. Restrições são as mesmas. Existem aplicativos que vão cuidar disso para você, e copiar fotos e vídeos do Galaxy é tão fácil quanto copiar de um pendrive.
Agora, no caminho de ida, esse Easy Phone Sync é grátis, incrivelmente simples e uma baita mão na roda!
Tablets superam notebooks em vendas este ano; e total de computadores em 2015
Os tablets vão superar os notebooks em vendas já em 2013; no máximo até 2015, eles venderão mais do que o total de notebooks e desktops, somados.
Quem diz é o IDC, especialista em inteligência de mercado digital. No mundo, este ano, serão 229 milhões de unidades vendidas, 58% a mais do que as 145 milhões de 2012.
Aqui no Brasil, ainda segundo o IDC, foram vendidos pouco mais de 1.100 mil tablets em 2011 e 3,1 milhões em 2012. Devemos chegar a 5,8 milhões em 2013. As taxas de crescimento são impressionantes: 171% de 2011 para 2012 e 87% do ano passado para este ano.
Se essas previsões se confirmarem, o Brasil chega a cerca de 2,5% do total mundial, percentual maior do que nossa média no ramo da tecnologia, algo entre 1,5% e 2% do total.
Esse volume de vendas no Brasil é ainda mais impressionante se levarmos em conta que os tablets custam aqui bem mais do que nos principais mercados do mundo, até porque poucos são os modelos aqui fabricados e que contam com benefícios da lei que desonera de impostos a produção local.
O Brasil ainda exibe mais um título no quesito tempo diário de uso: somos campeões mundiais de tempo de conexão diária através de tablets, 35% a mais do que a média mundial, por conta do nosso já tradicional entusiasmo com as redes sociais.
A imensa maioria dos aparelhos são vendidos a pessoas físicas. A disponibilidade de milhões de aplicativos e a flexibilidade de uso para fotos, videos e livros, aliado à portabilidade e à conectividade fazem do tablet uma ferramenta extremamente versátil, o verdadeiro canivete suiço da era digital.
Definitivamente, os tablets representam um fenômeno de mercado, pois, embora existissem modelos conceituais ou de produção limitada há mais de 15 anos, foi só em 2010, com o lançamento do iPad, que eles viraram produtos de massa.
Quando Steve Jobs anunciou o iPad, primeiro na versão WiFi e depois agregando o chip 3G, a maioria dos analistas e concorrentes não via sentido para um notebook sem teclado ou um iPhonão grande demais para pendurar no ouvido. Estavam redondamente errados os analistas e cheios de soberba os concorrentes.