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Faixa exclusiva para pedestres desconectados… Funciona?

SemCelularPrimeiro, tentaram em Washington, capital americana. Agora, a cidade de Chongqing, no sudoeste da China, tenta melhorar o fluxo de pedestres nas calçadas criando faixas exclusivas para humanos que estejam desconectados de seus celulares, mesmo que temporariamente.

Isso mesmo, e a matéria da Forbes, e a foto acima mostram o inusitado da cena! Funciona? Nem tanto, mas a origem é interessante. Pedestres falando ou trocando mensagens e andando ao mesmo tempo causam congestionamentos em calçadas movimentadas. A idéia era privilegiar os apressados que não queriam ficar pedindo passagem e, ao mesmo tempo, educar os conectados a não atrapalhar.

Mas aconteceu coisa parecida quando ocorre um acidente de trânsito numa pista. Mesmo que pequeno, sem vítimas, as pistas livres passam a ter trânsito lento, todo mundo querendo ver o que houve.

Da mesma forma, quando abre o sinaleiro, muitos motoristas demoram para arrancar seus carros, por estarem ocupados ao celular.

No caso de Chongquing, a iniciativa foi mais para chamar a atenção para o problema da ocupação de espaços para locomoção de pedestres (como o da foto). Mas tem gente que para para olhar a paisagem, como no caso dessa ponte, ou até para bater papo.

Mas, na grande cidade, excesso de gente nas calçadas é um problema. Basta andar na 5ª avenida em Nova York ou na Avenida Paulista em São Paulo, em horários de pico para sentir a dimensão. Quando chove, então, trombada de guarda-chuvas mal seguros, quando o dono fala ao celular mal preso entre o ombro e a orelha já causaram quebras dos aparelhos que caem ao chão. Sem falar nas brigas.

Pensando bem, não seria má idéia, desde que fosse aplicável. Problema para os urbanistas resolverem. Numa dessas, lembrando os antigos fumódromos, poderiam ser criados celularódromos, onde quem quisesse falar ou trocar mensagens pararia numa área específica fora do caminho normal de pedestres e teriam, por exemplo, uma internet mais rápida… Não, não rola!

E você, já sofreu nas calçadas de sua cidade com os pedestres digitais?

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30 anos da telefonia celular

DynaTACEsta quinta, 13 de março, tem um significado poucas vezes lembrado no mundo da tecnologia. Há exatos 30 anos, nascia a telefonia celular, como a conhecemos hoje. Bem… não exatamente, mas surgia então a comunicação pessoal móvel.

Foi nessa data que a Motorola iniciou a venda de seu “portátil” DynaTAC, que custava US$ 4.000, nos Estados Unidos, o que, a valores de hoje, significaria quase US$ 10.000. O tijolão pesava 800 gramas e sua bateria não durava mais do que meia hora. Pouca gente acreditava no potencial dessa inovação, dada a ubiquidade dos telefones públicos, onde uma ligação local custava 10 centavos.

Um plano da Ameritech, uma das operadoras americanas, cobrava US$ 50/mês mais uma taxa de 4o cents por minuto usado.

Mas ali foi o começo de tudo e a adoção ocorreu de forma mais rápida do que o imaginado, a ponto de, em um ano, a Ameritech haver vendido no país a espantosa quantidade de 12.000 celulares.

Aqui no Brasil, não foi diferente. Demorou mais oito anos até a inauguração da era do celular, e as primeiras linhas foram vendidas pelo equivalente a US$ 20.000, fora o aparelho, já menores, mais leves. Caros e raros.

Em 2014, estamos próximos de existirem mais linhas celulares habilitadas do que de orelhas humanas, à medida em que a relação de linhas/habitante vai rapidamente chegando a 2.

O telefone celular é o gadget mais popular jamais criado pelo homem, e, com a multifuncionalidade dos smartphones e a internet, acaba virando algo indispensável ao nosso modelo de vida.

Voltando a 30 anos atrás nem o mais ousado cérebro de ficção científica imaginaria que, em 2014, mais de 5 bilhões de celulares estariam ativados mundo afora. Mas vale relembrar também que a Motorola, que tinha um mercado limitado de telefonia móvel para carros de alto luxo, desde a década de 1950, não gostou da idéia de ver o então monopólio da AT&T na telefonia fixa se estender também para os celulares pessoais que, por sua vez, ameaçaria seu confortável nicho nos carros. E correu para evitar que a então dona do mercado expandisse seus tentáculos.

Atirou no que viu, acertou o que não viu.

Verão derrete seus aparelhos digitais

Esse verão de 2014 não deixará saudades… Ao menos, o que espero é que os próximos não sejam tão quentes e por tanto tempo!

Se você tem ar condicionado em casa, no carro ou no trabalho, até que dá para minimizar os danos. Muito líquido, sorvete, protetor solar e comidas leves, tudo isso vale repetir, mas não é coisa para um comentário de tecnologia. Ou é? Afinal, seus laptops, tablets e smartphones não têm essa opção de refresco. Ao contrário: podem estar sendo mais utilizados à medida em que você minimiza deslocamentos pelas facilidades e recursos que eles oferecem.

Você já reparou que eles andam esquentando mais nesses dias escaldantes? É, eles aquecem mais, especialmente os smartphones com mais recursos, onde é possível deixar ligado o 3G ou 4G, o WiFi, o Bluetooth, o GPS e aplicativos que são ogres no consumo, especialmente aqueles que permitem sincronização em tempo real com serviços na nuvem, como iCloud, Google+, DropBox, e os de redes sociais, como Facebook.

Todas essas facilidades consomem energia, e geram calor. Não é só porque o dia está quente e você está em ambientes com temperaturas maiores do que a habitual. Aparelhos digitais requerem uma faixa de temperatura para boa operação que não convém ultrapassar, sob pena de ter severos danos. Veja os manuais de uso de cada um.

O UOL Tecnologia publica matéria sobre o assunto, de onde retirei as dicas sobre o que fazer para evitar problemas:

Evite situações de calor acumulado, como deixar o gadget dentro do carro, diretamente sob o sol ou sobre superfícies metálicas durante longos períodos
Sob calor intenso, desligue o Wi-Fi, 3G e sistema de geolocalização no smartphone. Ele aquece ainda mais quando esses recursos estão em uso
Desligue imediatamente o celular quando encontrá-lo superaquecido
Quando possível, retire a bateria do aparelho superaquecido
Leve o gadget a um local onde a temperatura esteja mais amena
Em hipótese alguma recorra soluções drásticas para esfriá-lo (como usar a geladeira), sob risco de danificar permanentemente o gadget
Ligue o aparelho apenas depois de ele voltar à temperatura normal

Cuide bem de seus gadgets e evite prejuízos!

Cidade Conectada

NY_ConectadaNova York está conectada. Todo mundo tem smartphone, tablet e/ou notebook. A quantidade de gente andando nas ruas e, aparentemente, falando sozinha, é impressionante. Anos atrás, seria um bando de malucos precisando de camisa de força.

Motoristas das onipresentes limusines, desde as pretas discretas às enormes brancas e pratas ficam teclando os smartphones ou fazendo videoconferência enquanto esperam seus clientes com os nomes escritos em uma folha de papel presa a um vidro da porta.

Taxis oferecem hotspots móveis, através de uma operadora, para quem venha de fora do país ou de uma eventual necessidade de cobertura extra, digamos, um tablet só com wi-fi que precise de conexão pontual no pesado tráfego de Manhattan.

Nos teatros e salas de show, o pedido de desligamento dos aparelhos antes do espetáculo é burocrático, mas para valer! Mas algumas peças são turbinadas por discussões nas redes sociais antes e depois da sessão, prolongando o tempo de envolvimento e chamando novas audiências.

A Biblioteca Pública de Nova York está com quase todo seu acervo de domínio público digitalizado e disponível de graça na internet, uma baita contribuição ao conhecimento humano.

Os tiras do NYPD, nos intervalos da jornada, além de fazer um lanche rápido no carro, não perdem a oportunidade para falar com o cônjuge, os filhos ou simplesmente agendar seu lazer nas folgas.

Fazer chamada de voz ou acessar a rede 4G com um smartphone dentro do Lincoln Tunnel é sem falhas em todo o trajeto.

Tudo bem, New York, ou Manhattan, é o umbigo do mundo. Mas… será essa a razão?

Acho que não. Com $ 50 dólares/mês, você tem ligações de voz e torpedos ilimitados dentro dos Estados Unidos, e uma franquia razoável de dados em uma rede 4G, que já cobre a maior parte do país. E você pode até ter um smartphone de graça, não o último modelo, mas um iPhone 4S ou um Samsung Galaxy S3, para um plano de 18 meses.

E o sinal é de boa qualidade!

O modelo americano cria a infraestrutura, gera a competição para ganhar clientes, baseado numa quantidade imensa de linhas habilitadas com uso intenso que geram faturamentos altos, mas com margens pequenas, porém adequadas .

No Brasil, com todas as imensas complicações burocráticas e regulatórias, somado a um modelo de competição limitada, a ponto de carecer de intervenção estatal para aumentar a oferta, o jeito é ganhar muito em cima de pouco tráfego unitário. Até que temos bastante linhas habilitadas, mas com um ticket médio bem abaixo das médias de países desenvolvidos.

Não seria a hora de aproveitar o tamanho do mercado brasileiro e induzir mudanças que, finalmente, beneficiassem prioritariamente o consumidor?

Em Nova York, o uso de smartphones, tablets e notebooks é tão cotidiano quanto andar, pegar um café no Starbucks, correr para o escritório e até mesmo respirar.

Mas tem mais, muito mais! Volto ao assunto para detalhar as iniciativas das comunidades, das empresas e do governo.

Car Mode e a prevenção de acidentes de carro

CarModeExiste um universo com mais de 1 milhão de aplicativos disponíveis nas lojas virtuais para smartphones e tablets. Tem de tudo, ou quase tudo. Muita inutilidade, bastante coisa boa, mas, conceitos novos e simples, estão rareando.

Assim, vale a pena falar do Car Mode, bolado pelo designer novaiorquino Joey Cofone. A idéia é criar no smartphone uma funcionalidade que, quando o dono entra no carro, automaticamente há a conexão via Bluetooth ao sistema multimídia e, basicamente, o aparelho passa a funcionar apenas para navegação por GPS e para fazer e receber ligações no viva-voz. São inibidos os vídeos, torpedos, avisos de e-mail e de compromissos de agenda, dentre outros.

Como as mensagens e alertas estarão bloqueadas com o carro em movimento, elas ficam disponíveis assim que o motorista desliga o veículo ou o smartphone sai do pareamento com o sistema digital do carro.

A idéia é evitar a interação física do motorista com seu smartphone, quando ao volante. Segundo várias estatísticas, sobe a cada ano o número de acidentes de trânsito com vítimas, causados por distração do condutor com seu celular. Joey Cofone quer minimizar essas tragédias desnecessárias, com o uso da tecnologia.

A diferença está na forma. Ele não pretende especificar nem encomendar um aplicativo que possa ser baixado na App Store ou no Google Play. Ele quer que o Car Mode seja incorporado ao sistema operacional, de início no iOS7 da Apple.

Quem pagaria a conta, uma vez que o Car Mode estaria no sistema operacional? Talvez a Apple ou o Google não estejam motivados a pagar para ter uma funcionalidade nativa que iniba o funcionamento dos aparelhos nessas circunstâncias. Mas, numa dessas, as companhias de seguro poderiam dar um incentivo de redução de prêmios para quem usasse o Car Mode.

Pode até ser que o modelo proposto pelo americano não seja viável. Mas não custa lembrar que a polêmica do uso de celulares em aviões foi encerrada a partir da criação da função Airplane Mode, ou Modo Avião, que desabilita o acesso à rede durante o voo.

E como há muito mais vítimas de acidentes de carro do que de acidentes de avião, por conta do uso inadequado de celulares, o Car Mode pode, no futuro, ajudar na prevenção.

BlackBerry encolhe mais um pouco

Se alguém estava pensando em trocar seu BlackBerry por um novo, ou, menos provável, sair de um smartphone com iOS, Android ou WindowsPhone para um aparelho desse fabricante canadense, melhor rever os planos.

Neste final de semana, a BlackBerry (ex Research in Motion) anunciou perdas de quase 1 bilhão de dólares no segundo trimestre fiscal e a demissão de 4.500 colaboradores, ou 35% de sua força de trabalho.

Aqui no Brasil, faz tempo que não vejo uma pessoa física com uma conta no BlackBerry, e as pessoas jurídicas progressivamente migram para as plataformas com mais reconhecimento no mercado.

Como a BlackBerry havia anunciado que estaria buscando um comprador para a empresa, essa notícia até que não causou grande impacto. Ao contrario, após o Wall Street Journal ter especulado sobre as demissões, as ações da empresa mostraram uma ligeira recuperação, para em seguida voltarem a cair.

Não foi pouca coisa: com 5,9 milhões de aparelhos, o prejuízo médio, por aparelho faturado, ficou em torno de US$ 160.

Para quem usa BlackBerry, não é motivo para pânico. Ainda. Tudo indica que é só uma questão de pouco tempo até que um investidor institucional resolva injetar grana na empresa, ou então um concorrrente de peso resolva absorvê-la, de olho menos na tecnologia e mais no tipo de cliente que a BlackBerry conquistou, o das empresas e governos que buscam serviços de comunicação digital com alto nivel de segurança e disponibilidade.

Claro que, numa operação de salvamento, sempre alguém vai estar de olho também nas patentes que a empresa gerou, muitas das quais ainda não utilizadas, e que poderiam ser usadas em larga escala por um grande player do mercado.

E o mercado de smartphones segue em consolidação, ao menos no que diz respeito a sistemas operacionais. iOS, Android e Windows Phone. Ponto.

3 Operadoras com 4G em Curitiba! Você gostou?

Nesta terça, 27, a TIM começou a oferecer o serviço celular 4G em Curitiba. Junta-se à Claro e à Vivo na antecipação de metas assumidas com a Anatel. Agora, a concorrência vai ser lascada e, logo, logo, teremos todos a possibilidade de navegar na internet cidade afora a velocidades impensáveis para a rede 3G. Será?

O que eu gostei da proposta da TIM foi a oferta de migração do 3G para o 4G sem custo, só precisando de aparelho e chip compatíveis, sem precisar mudar de plano! Mas a estreia aqui nessa terça gelada foi marcada por muitas críticas. Não saiu como se esperava…

E as demais? Sinto a rede 4G aqui como um queijo suíço, cheia de buracos, nas vastas regiões sem a devida cobertura. Velocidade de 5Mb, por exemplo, quando chega lá, é de comemorar. Na média, eu fico mais de 2/3 do tempo na velocidade dos kilobits, coisa que a rede 3G prometia aposentar e não conseguiu, tal o congestionamento causado pelo sucesso de sua adoção pelo brasileiro conectado.

Só lembrando, a tecnologia 4G pode oferecer velocidades de download de até 100 Mb. Para nós, ainda miragem.

Eu ainda não conheci nenhum usuário que esteja eufórico com o 4G.

Voltando lá atrás, quando surgiu a rede 3G, também houve problemas e frustrações. Mesmo assim, a explosão do número de linhas ativadas serviu para calar a boca de muitos críticos.

Na Copa das Confederações, as cidades-sede fizeram um teste de campo, não só no futebol, mas também nas comunicações via rede celular. Ainda bem que o Brasil levantou a taça no gramado. Já a rede celular tomou alguns gols contra que não estavam previstos. Bem, afinal, era só um teste! A prova de fogo vem na Copa em 2014, em Curitiba inclusive.

Agora, que começa a verdadeira corrida para a adoção da rede 4G, tem muito mais gente ansiosa para desfrutar de sua rapidez e qualidade, com os serviços adicionais que podem ser disponibilizados.

Ou seja, mais gente para reclamar. É chegada a hora de fazer com que todos os envolvidos nessa oferta, comecem a jogar na velocidade da nova tecnologia. Com o entrosamento necessário de um time campeão! A torcida, ou melhor, o cliente, agradece…

Créditos de celulares pré-pagos: expiram ou não?

A Justiça Federal da 1ª Região deliberou que créditos adquiridos para celulares pré-pagos, no Brasil, não podem expirar nunca. Ainda cabe recurso, e as operadoras vão levar a discussão às máximas instâncias, caso sejam obrigadas a mantê-los válidos, por tempo indeterminado.

Não é pouca coisa. No Brasil, os celulares pré-pagos representam praticamente 80% das linhas habilitadas. São quase 200 milhões delas. Esses aparelhos representam a base da pirâmide de faturamento das empresas. Já os pós-pagos oferecem mais serviços, e os clientes pagam conforme usam.

No Brasil de juros altos, os preços unitários de quem adianta a grana ao provedor de serviço -os pré-pagos- normalmente são bem mais altos do que os cobrados para quem paga depois e usa mais. Isso é correto?

O resíduo de milhões de saldos pré-pagos que expiram a cada dia revertem para as operadoras, que engordam seus lucros, às custas dos menos favorecidos. É isso?

Lamentavelmente para os cronistas da justiça social simplista, essa é apenas uma das múltiplas facetas do problema, e assim mesmo com algum grau de distorção.

Não dá para comparar a matriz de preços cobrada no Brasil com a de outros países, pois aqui, no caso dos celulares, também temos a jabuticaba, aquilo que só brota em nosso solo. Em qualquer outro lugar que tenha um mercado expressivo, os planos pré-pagos são exceção, não a regra.

Ao formular um plano de vendas para o mercado de pré-pagos, a empresa aposta em uma determinada parcela de créditos não utilizados, que, por regra contratual, expiram depois de um certo tempo. Esse valor previsto serviria para propor um preço menor, como se fosse um subsídio à tarifa proporcionado por quem deixa de usar. Serviria.

Como regras existem também para serem contestadas, parte dessa economia é colocada como reserva de contingência, por conta de possíveis passivos judiciais. No frigir dos ovos, a redução potencial por conta de créditos não utilizados fica prejudicada pela necessidade de criar fundos de reserva.

Se os créditos não caducarem, as tarifas dos pré-pagos podem subir. Melhor seria a negociação entre as partes. Soluções existem, e são muitas!

E aproveitar para unir esforços para buscar reduzir impostos, esses sim, os mais elevados do planeta!

Seu celular está descarregado? Coloque-o no bolso ou no saco de dormir

power-pocket

Foto via Mashable, cortesia Vodafone

Cada dia é mais comum: quando você mais precisa, seu celular está de pilha fraca e não tem carregador por perto. Mas isso pode acabar em breve, e sabe como? É só colocá-lo no bolso ou até mesmo em um saco de dormir e ele vai ser recarregado.

E o mais incrível é que não existe um carregador tradicional ligado a uma tomada, mas a energia vem do próprio calor do corpo. Milagre? Nada disso, só o uso de um conceito já dominado em outras aplicações, o termopar.

A Vodafone, operadora européia de telecomunicações apresentou o Power Pocket  no tradicional festival da Ilha de Wight, na Inglaterra, durante a semana passada, já pronto para uso.

O princípio é simples: Os termopares aproveitam a diferença de temperatura entre o lado de dentro e o lado de fora do bolso (ou do saco de dormir) e a transformam em voltagem e corrente elétrica, capazes de carregar o celular. No caso do saco de dormir, o calor do corpo é capaz de gerar energia suficiente para carregar seu smartphone, numa regra de 1:1, ou seja, você dorme 8 horas e seu aparelho ganha carga para 8 horas. E a energia é você quem fornece!

A sacada dessa inovação foi a criação de termopares pequenos e flexíveis o suficiente para serem incorporados a um tecido. Claro está que essa não é uma solução universal que vai dispensar o carregador, nem devemos imaginá-la disponível em cada par de jeans já na próxima estação. Nos lugares mais quentes do Brasil, onde as temperaturas ambientes são bem mais altas do que na Inglaterra, a diferença para a temperatura corporal tende a ser menor. Não se surpreenda, mas seu Power Pocket vai gerar menos energia em Teresina do que em São Joaquim, no inverno.

Mas já é uma perspectiva agradável, pensar em deixar o celular no bolso e, enquanto ele não está em uso, a bateria está sendo carregada!

Até George Orwell ficaria encabulado…

1984orwellAgora é oficial: Estamos sendo grampeados por agências de inteligência americanas e britânicas, no mínimo! Registros de ligações telefônicas, bases de dados das principais redes sociais e serviços online, tudo isso está sendo monitorado.

Os registros de todas as ligações telefônicas dos clientes corporativos da Verizon estão sendo entregues à NSA – National Security Agency  por ordem do juiz Roger Vinson desde abril deste ano. São chamadas locais, longa distância nacional e internacional. O furo inicial foi dado pelo jornal inglês TheGuardian, que inclusive exibiu cópia da ordem judicial secreta .

Na sequência, a Casa Branca admitiu as ações, por conta das medidas de combate ao terrorismo, e aparentemente, o monitoramento vai continuar e, quem sabe, também esteja sendo feito por outras organizações mundo afora.

Mas olhemos a coisa do prisma tecnológico: A internet, é bom lembrar, é a derivada civil da ArpaNet, uma rede comunicação entre computadores militares criada na década de 1960 por conta da Guerra Fria e da necessidade estratégica de blindar informações sensíveis que trafegavam através de redes comerciais de telecomunicações, como a AT&T nos Estados Unidos.

Com sua expansão para uma rede mundial, e a popularização dos celulares, bilhões de pessoas se conectaram. Liberdade, baixo custo, informação farta à disposição.

Do lado dos indivíduos, a banda larga por onde cada vez mais dados trafegam velozmente; custos de armazenamento em queda livre, e serviços ditos na nuvem cada vez mais populares; os processadores dos dispositivos digitais sempre mais poderosos.

Do lado das agências de inteligência, a realidade é a mesma: Rede rápida, processadores parrudos, armazenamento de dados em escala de zetabytes. E é bem mais fácil de fazer, pelo acesso antecipado às novas tecnologias. A pressão para grampear é grande, e se as agências oficiais não fazem, os bandidos podem sair na frente.

Em 1948, George Orwell escreveu 1984, onde antecipava com seu Big Brother um futuro com um ente central opressor, que sabia da atividade de todos os indivíduos.

A realidade de 2013, se pudesse chegar à tumba de George Orwell, faria com que ele desse boas reviradas de desconforto, ao verificar que sua imaginação não conseguiu ser suficientemente criativa na sua fantasia do futuro.

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