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Sobre velocidade das redes móveis

Aqui no Brasil, muita gente reclama da qualidade, da disponibilidade e da velocidade das redes móveis, que são usadas na conexão de celulares e tablets. Sem falar no preço.

Vamos ver como anda a coisa lá fora? A PC Magazine publicou um ranking das operadoras nas principais cidades norte-americanas. É de ficar com inveja! A campeã de Nova York, a Verizon, registra picos de velocidade de quase 80 Mb/s; 31,1 como velocidade média para downloads.

Chega ou quer mais?

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Rede 4G: Teremos mais antenas em Curitiba?

Vi na TV matéria sobre a volta da discussão de um projeto de lei na Câmara de Vereadores de Curitiba que visa facilitar a instalação de antenas para a rede celular 4G, aquela que deveria oferecer altíssima velocidade de acesso à internet, mas que, na prática…

Por conta da frequência de operação do 4G no Brasil, na faixa de 2,5 a 2,6 GHz, são necessárias mais antenas para que a rede possa funcionar direito. A faixa mais usada mundo afora é a de 700 MHz, mas essa ainda é ocupada pelas emissões de TV aberta analógica, e que só estarão disponíveis para a telefonia celular após a implantação plena da TV Digital. Coisa para 2016.

Enquanto isso, temos e não temos o 4G. Oficialmente disponível já num número apreciável de cidades brasileiras, a qualidade do serviço deixa a desejar. As operadoras reclamam da demora na obtenção de todas as licenças para instalação de antenas, os órgãos licenciadores cuidam de suas áreas específicas e, nesse jogo de empurra, quem fica com o mico é o usuário.

Curitiba é uma das cidades onde as restrições a novas antenas estão acima da média brasileira. Se levada ao pé da letra, o número de antenas existentes teria de diminuir, não aumentar. A questão simples é que a nova geração de rede celular exige uma quantidade de antenas praticamente 4 vezes maior do que as que hoje espetam nossa paisagem urbana.

E existe um compromisso da implantação da rede 4G, não só para dar vazão à enorme demanda de acesso à internet em alta velocidade por dispositivos móveis, como também por conta dos encargos assumidos pelo Brasil para a realização da Copa do Mundo do ano que vem.

Está mais do que na hora de sentar e encontrar uma solução. Daí a notícia de que o assunto voltará à pauta da Câmara de Vereadores é extremamente auspiciosa. Os argumentos pró e contra já foram brandidos. E a rede precisa ser construída de acordo com padrões técnicos e ambientais absolutamente corretos.

É hora de incentivar os nossos edis a encontrar o melhor caminho. Se você é eleitor e sofredor com sua comunicação celular, mande um email para cada vereador. O projeto de lei aparentemente está maduro para ser votado.

O Porsche e o 4G

Há um ano atrás, eu dirigia em Curitiba pela Ubaldino do Amaral, sentido Jardim Botânico, tentando chegar até a Visconde de Guarapuava. Trânsito congestionado, coisa absolutamente normal. E eu com compromisso profissional passível de atraso. Aí, o inusitado acontece:

À frente de meu carro, um reluzente Porsche Panamera, com placas do interior do Estado, e seu motorista, possivelmente o dono, estava claramente nervoso, com o vidro aberto e agitando o braço esquerdo, que estava para fora. Ele falava ao celular.

Estávamos ambos na faixa da direita, que era a pior. A da esquerda até que se movia. Aí aparece um Fiat Mille surrado, de uma dessas empresas de instalação de operadora de telefonia, com uma escada presa ao rack to teto. Vidros abertos, seu motorista olhava para o Porsche com admiração. Ele se movia talvez a 4 km/hora, o Porsche parado, o dono irritado.

O cara do Fiat, por algum motivo que não vem ao caso, ao passar pelo Porsche deu duas buzinadas curtas e um aceno de mão para o irado cidadão do interior. Este, espumando, fez o gesto clássico com a mão esquerda fechada e o dedo médio em riste. O do Fiat riu, buzinou outra vez e se foi.

Eu não havia associado essa cena à tecnologia, até que resolvi analisar o histórico das conexões de meu smartphone, devidamente equipado com um chip e um plano 4G. Aí pude entender o cara do Porsche: Em 20 medições, só uma acima de 5 megabits; uma com pouco mais de 3 Mb, três entre 1 e 1,5 Mb e as demais abaixo de 1Mb. Numa delas, 161 kilobits por segundo, coisa de rede 2G.

“OK”, justificarão alguns, “você está usando uma rede em implantação, sujeita a instabilidades, cobertura não é plena, ainda. Paciência, Guy!”, ou: “se você mudasse de operadora, as coisas iriam melhorar”, ou ainda “bem feito, quem mandou gastar dinheiro sem saber da qualidade dos serviços?”.

É, acho que fui cedo demais ao 4G. Mas não pude deixar de fazer um paralelo do meu smartphone com o Porsche Panamera do ano passado. Posso até argumentar que meu investimento foi menor do que o dele, e que, logo, logo estarei navegando com o smartphone a velocidades dignas de um Porsche numa Autobahn alemã.

Acho que entrei numa fria…

Mas voltando à cena da Ubaldino, eu estava atrasado para minha reunião. Graças à tecnologia SMS, recebi um torpedo de meu cliente avisando que ele estava atrasado, por conta do trânsito. Respondi: “Não esquenta, eu aguardo!”. E aguardei. No trânsito!

3 Operadoras com 4G em Curitiba! Você gostou?

Nesta terça, 27, a TIM começou a oferecer o serviço celular 4G em Curitiba. Junta-se à Claro e à Vivo na antecipação de metas assumidas com a Anatel. Agora, a concorrência vai ser lascada e, logo, logo, teremos todos a possibilidade de navegar na internet cidade afora a velocidades impensáveis para a rede 3G. Será?

O que eu gostei da proposta da TIM foi a oferta de migração do 3G para o 4G sem custo, só precisando de aparelho e chip compatíveis, sem precisar mudar de plano! Mas a estreia aqui nessa terça gelada foi marcada por muitas críticas. Não saiu como se esperava…

E as demais? Sinto a rede 4G aqui como um queijo suíço, cheia de buracos, nas vastas regiões sem a devida cobertura. Velocidade de 5Mb, por exemplo, quando chega lá, é de comemorar. Na média, eu fico mais de 2/3 do tempo na velocidade dos kilobits, coisa que a rede 3G prometia aposentar e não conseguiu, tal o congestionamento causado pelo sucesso de sua adoção pelo brasileiro conectado.

Só lembrando, a tecnologia 4G pode oferecer velocidades de download de até 100 Mb. Para nós, ainda miragem.

Eu ainda não conheci nenhum usuário que esteja eufórico com o 4G.

Voltando lá atrás, quando surgiu a rede 3G, também houve problemas e frustrações. Mesmo assim, a explosão do número de linhas ativadas serviu para calar a boca de muitos críticos.

Na Copa das Confederações, as cidades-sede fizeram um teste de campo, não só no futebol, mas também nas comunicações via rede celular. Ainda bem que o Brasil levantou a taça no gramado. Já a rede celular tomou alguns gols contra que não estavam previstos. Bem, afinal, era só um teste! A prova de fogo vem na Copa em 2014, em Curitiba inclusive.

Agora, que começa a verdadeira corrida para a adoção da rede 4G, tem muito mais gente ansiosa para desfrutar de sua rapidez e qualidade, com os serviços adicionais que podem ser disponibilizados.

Ou seja, mais gente para reclamar. É chegada a hora de fazer com que todos os envolvidos nessa oferta, comecem a jogar na velocidade da nova tecnologia. Com o entrosamento necessário de um time campeão! A torcida, ou melhor, o cliente, agradece…

Smartphone moderno: Carro esportivo com motor manco

Não são poucos os modelos de automóvel que possuem um visual agressivo, esportivo, mas que são entregues com motorização fraca. Algo como uma Ferrari com motor 1.0, e sem turbo, ainda por cima!

Pois sensação parecida se abate sobre os donos de smartphones mais modernos, que permitem dezenas de aplicativos fantásticos, são multitarefa, mas… a bateria abre o bico bem antes do final do dia.

Para ficar conectado a pleno, vários protocolos de comunicação estão ativados: GPS para locomoção, WiFi para economizar nas tarifas da operadora, BlueTooth para comunicação com outros dispositivos próximos, inclusive o som do carro, NFC para fazer pagamentos, e habilitação para entrar na rede celular nos modos 2G, 3G e até 4G, para não perder a fala.

Conectividade a pleno, também ficam abertos múltiplos aplicativos, que estão entre os mais usados: e-mail, notícias, esportes, cotações de bolsa, informações de trânsito e, claro, a música para desestressar ou embalar. WhatsUp e Viber servem para escapar das tarifas de torpedo e Skype e FaceTime para mandar imagens e fazer videoconferência.

Ah! E o smart ainda tira fotos com duas câmeras ao mesmo tempo e grava videos! De alta definição, e você pode vê-los em sua telona brilhante.

Tudo isso consome energia. Ah!, a bateria… Ela acaba rapidinho, não dá conta do recado.

Então vêm as dicas:

Baixe o brilho da tela, desligue  WiFi,  Bluetooth, NFC e GPS quando não em uso, veja os aplicativos que não precisam ficar abertos. Ah! Se você tem a velocidade do 4G mas a cobertura é limitada, desabilite-a, passe para a 3G ou até para a Edge, ou 2G.

Ou seja: para ter a bateria durando mais, use seu incrementado smartphone apenas para falar e mandar torpedo. E para exibir aos amigos. Vale a pena o investimento?

Claro que sim, mas a sensação é de frustração. Por enquanto, as baterias de íon de lítio ainda não geram a energia suficiente para uso intenso das funcionalidades desses aparelhos maravilhosos o dia inteiro.

A outra solução é ter carregadores por perto, no carro, na casa, no escritório. Ou então usar aquelas capas gordinhas que possuem baterias adicionais.

Mas fica a sensação de ter uma Ferrari com um motor de um Mini.

Brasil tem 103 milhões de acessos à internet com banda larga

Primeiro as boas notícias: em maio de 2013, o Brasil cravou 103 milhões de acessos à internet com banda larga. O  levantamento é da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), que também aponta para 28 milhões de novos acessos nos últimos 12 meses.

Mais: Desses 103 milhões de acessos, 67 milhões (ou quase 2/3) são conexões através da rede celular 3G. A ultra-rápida e cara 4G representava modestos 80.000 acessos, coisa normal em se tratando de uma tecnologia nova, em implantação. Mas esses números mudam rapidamente, com o espalhamento da rede 3G para a quase totalidade dos municípios brasileiros (eram 3.409 em maio) e a ampliação, nos grandes centros, da cobertura da rede 4G. As restantes 36 milhões de conexões são feitas através de provedores de acesso fixo tradicionais.

Uma penteada nesses números: 103 milhões de acessos não são 103 milhões de pessoas conectadas. Você que nos lê , talvez use mais de uma conexão, via seus celulares, tablets, laptops e desktops.

Outra reflexão é sobre o metro que mede banda larga aqui no Brasil e o de outros países. Por aqui, 1 Megabit por segundo já é banda larga, e, mesmo assim, é de soltar foguetes se você consegue essa velocidade mínima de forma constante numa rede 3G ao se deslocar pela cidade e em qualquer horário. Lá fora, banda larga que se preze tem no mínimo o dobro disso, e é banda assegurada.

Mesmo assim a gente se acostuma por aqui, e acaba usufruindo dos recursos da tecnologia digital. Sacar do bolso o Smartphone para acessar as redes sociais, fazer transações bancárias e mesmo postar imagens de manifestações populares são temas triviais, nesse julho de 2013.

Mas pagar a fatura do celular ou da internet é sempre dolorido. Temos aqui no Brasil o bit mais caro do mundo entre as economias relevantes, sem falar dos aparelhos, que também nos custam mais suor do que o de nossos irmãos de outras plagas.

Como resolver esse quesito de custo? Quando temos 103 milhões de conexões à internet em banda larga e quase o triplo disso em habilitações de celulares, fica óbvio que estar conectado não é mais um luxo, e sim uma necessidade da imensa maioria dos brasileiros.  Redução de tributos, melhorias nas metas de qualidade e disponibilidade de serviços é o mínimo que se pode esperar.

iPad Mini chega ao Brasil

iPad MiniConfirmado: Nesta terça, 25, chega às lojas brasileiras o iPad Mini de 7″, já sucesso de público onde foi lançado. Sem preço definido até a véspera, ele deve ser o iPad mais barato à venda por aqui, mas bem mais caro do que nos Estados Unidos, de onde chegam a maioria dos tablets trazidos do exterior por pessoas físicas.

O charme do iPad Mini está na sua leveza e praticidade de uso para a maioria dos aplicativos, aliás, todos os que rodam no iPhone e no iPad de 10″. O preço de lançamento não deve ser inferior a R$ 1.000, ainda mais agora com o dólar valendo R$ 2,25 e com viés de alta.

Não conheço ninguém que tem ou experimentou o iPad Mini que não tenha adorado. Poucos, porém, não fazem do Mini seu segundo ou terceiro tablet. Para muitos aplicativos, inclusive a leitura de livros e a visualização de vídeos, a tela Retina de alta definição do seu irmão maior proporciona uma experiência ao usuário incomparavelmente superior.

É na portabilidade, no entanto, que o tabletinho da Apple ganha adeptos, principalmente junto ao público feminino, por caber com facilidade na maioria das bolsas.

O Mini também conta com processador rápido, o A5 de dois núcleos, tem 7 milímetros de espessura e pesa por volta de 310 gramas, pouco mais, pouco menos, dependendo da capacidade de armazenamento (16, 32 ou 64 GB) e da versão só WiFi ou WiFi/celular.

Na fase de decolagem da rede celular 4G, não deixa de ser um paradoxo o lançamento de um produto sofisticado que não possa ter na conectividade em movimento o seu melhor desempenho. Embora rode na rede 4G, ele só é compatível com a banda de 700 MHz, ainda não disponível aqui no Brasil.

E como a Apple normalmente posiciona seus produtos com preços acima da concorrência, a lacuna do 4G fica mais incômoda, ainda mais quando começam a surgir no mercado tablets com sistema operacional Android e tela de 7″, já disponíveis para acesso móvel pela rede celular de altíssima velocidade disponível no Brasil.

Copa das Confederações: a rede 4G está pronta?

IMG_1055As seleções de futebol que participam da Copa das Confederações já estão no Brasil. Na cabeça de Felipão e nos talentos de nossos jogadores, a expectativa de milhões de torcedores para mais um título e, mais do que tudo, uma base para a Copa do Mundo de 2014.

Mas aqui o tema é tecnologia, e hoje falamos da  rede celular 4G .

Fortaleza, Recife, Salvador, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro devem ferver com o agito dos jogos e dos eventos paralelos, embora com uma pequena participação de estrangeiros. Na teoria, as cidades que sediam jogos da Copa das Confederações deveriam ter cobertura plena da rede celular 4G, de altíssima velocidade. Não é o que vai acontecer. Muitas zonas de sombra vão fazer os celulares e tablets 4G navegarem na congestionada rede 3G. Além disso, os estádios e seus entornos não terão capacidade de atender a demanda se todo mundo resolver mandar fotos e videos de lances da partida, ou fora dela, via smartphone. As instalações não estão prontas, testadas e homologadas conforme planejado.

O Gelol que pode amenizar a canelada que vai levar a imagem da Copa nesse aspecto pode ser o pouco uso da rede 4G, pela pouca quantidade de linhas ativadas e pelos planos que limitam muito o consumo de dados, fundamentalmente pelo preço. O preço alto dos serviços junto com aparelhos na maioria limitados, com exceção do Samsumg S4 – 4G montam um combo meio manco, que atrai só os novidadeiros. E os estrangeiros que vierem para cá com seus potentes 4G que operam na frequência de 700 Mhz vão se decepcionar ao ter que se contentar com a rede 3G.

Se a turma chiar muito sobre a rede 4G, significa que o projeto é muito bom e atraiu usuários. Se os protestos forem murchos, no mesmo nível do que ocorre hoje com as reclamações nossas junto ao Procon, essa Copa vai virar motivo de muitas piadas, pois ela não vai ter se comunicado adequadamente, e, segundo Chacrinha, vai se trumbicar…

Eu acredito mais nessa segunda hipótese. Aí, se o Brasil ganhar, lenha nos culpados de não mostrar ao mundo o nosso futebol; se perdermos, tudo bem, o povo não conseguiu se comunicar em tempo real para reclamar do juiz, da organização, dos preços e dos sarros que serão tirados pelo país da seleção vencedora. Quem será?

Quem dominará o mercado de smartphones?

Benedict Evans publica uma postagem onde mostra a tendência da mobilidade digital, com smartphones tomando conta do pedaço.

Começa em 2008, quando o termo smartphone era neologismo, mas os celulares que faziam algo além de falar e mandar mensagens de texto já existiam e o mercado era dominado pela finlandesa Nokia e pela canadense RIM, fabricante do Blackberry, sucesso de público no mundo corporativo. O iPhone apenas engatinhava, com traço na audiência total. Era quase que 3/4 para a Nokia e 1/4 para a RIM.

O que aconteceu nos anos seguintes foi um crescimento forte da Apple até ter quase 20% do mercado, no primeiro trimestre de 2010. Aí, mesmo com o lançamento do iPad, surge de modo avassalador o fenômeno Android, que, sem piedade, joga o market share da Apple para algo entre 12% e 15%, desidrata os antigos donos do mercado e ignora as incursões da Microsoft com o Windows Phone.

O mercado de smartphones e tablets segue crescendo de forma vertiginosa, e a distribuição atual é parecida com a de 2008, só que com novos atores: o Android está hoje em 3 smartphones para cada 1 iPhone. O resto é traço.

Duopólio à vista? Não é o que parece! Apple e iOS seguem sendo uma coisa só, fechada e muito bem sucedida no topo do mercado; O Andoid, do Google, é um sistema operacional aberto que está nos dispositivos de dezenas de fabricantes.

E aí aparece um novo fenômeno: a coreana Samsung, com sua série Galaxy de smartphones e tablets desfruta de uma folgada liderança no mundo Android.

Indo adiante nos números, um gráfico do trabalho de Evans mostra que, enquanto a Apple tem, no 1º trimestre de 2013, 12% do mercado, a Samsung, o dobro disso, e os demais ainda predominam, em unidades vendidas; quando analisamos a receita total, ela é quase a mesma da Apple, da Samsung e do resto; quando o tema é grana, nas margens operacionais, a Apple tem 60%, Samsung 35% e os demais só 5%.

Duopólio Apple + Samsung? Pouco provável, lembrando que as cordinhas do Android seguem sendo manipuladas pelo Google, que se preocupa com a dominação da Samsung em seu território, e esta diversifica estrategicamente para o mundo Microsoft, player nada desprezível.

Daqui a 5 anos, a história e os atores podem ser diferentes. Mas, por enquanto, esses 3 nomes seguem ditando os rumos no mundo da mobilidade digital.

4G e nós

Até o final de 2013, as cidades-sede da Copa de 2014 e mais algumas terão cobertura da nova rede celular de altíssima velocidade, a 4G. Na sequência, num agressivo cronograma de implantação, em até dois anos teremos mais de 70% da população com possibilidade de acesso à internet rápida e sem fio, sem soluços, para…

Para quê, mesmo? Somadas às conexões cabeadas de banda larga, teremos infovias expressas para mais de 100 milhões de pessoas. Isso sem contar que a rede 3G terá um alívio de tráfego dos consumidores de muita banda que migram para a mais nova. Ou seja, até a rede 3G fica melhor!

A concorrência e o aumento da base instalada vai forçar os preços dos serviços 4G para baixo. Beeem para baixo, espero!

E aí, vamos poder ler e receber mais e-mails, teclar em mais grupos de chat, turbinar nossa presença no Twitter, no Facebook, no Tumblr? Mais jogos, compras  e serviços financeiros online?

Talvez percamos menos tempo esperando, como ocorre hoje por conta das redes saturadas. Mas o aumento vertiginoso do tráfego de fotos, documentos e vídeos na nova rede vai requerer um radical redesenho dos sistemas operacionais e dos aplicativos que hoje consideramos topo de linha.

A consolidação dos serviços na nuvem vai propiciar nosso acesso ao que nos interessa de qualquer lugar, com variados aparelhos. Por exemplo, trabalhar ou estudar enquanto viajamos –como passageiros– através de sessões de videoconferência ou videopresença, partilhando conteúdos e mudando de dispositivo à medida que isso seja conveniente ou necessário.

A internet das coisas, aquela onde as máquinas digitais falam entre si ganhará força, equipando casas e veículos mais seguros, eficientes, verdes e confortáveis.

E aquilo que hoje é o nosso feijão com arroz digital, acaba? Não. Mas só de pensar em um Facebook da vida que contenha exatamente aquilo que esperamos, com as pessoas que importam, da forma que nos cative, deixa um espaço para uma bela lista de desejos.

Que pode se materializar logo. Acontece entre a Copa e a Olimpíada!

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