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1 Terabyte grátis? Fale com Marissa Mayer, do Yahoo!

MarissaMayerDias atrás, comentava sobre a agressividade de Marissa Mayer, ex-Google e agora CEO do Yahoo, na compra da rede social Tumblr. Pois bem, a onda parece não parar e sinaliza que o Yahoo quer mesmo voltar a brigar com os gigantes do mercado.

Logo em seguida ao anúncio do Tumblr, o Flickr, também do Yahoo e ex-lider no mercado de armazenamento na nuvem de fotos e videos passa a oferecer um latifúndio gratuito a seus clientes. Nada menos que 1 Terabyte, bem acima das franquias dos concorrentes, como o Dropbox, o iCloud, o SkyDrive e outros, que ficam no limite de 20 GB sem cobrar.

OK, o Flickr dá 1 Tera mas coloca anúncios… E é só para fotos e vídeos. E hoje em dia não é tanta gente assim que usa o Yahoo e o Flickr, ao menos aqui no Brasil. Se você quiser o mesmo 1 Terabyte, mas sem anúncios, a conta é de US$ 50 por ano, ou R$ 115. Para dobrar o espaço sem anúncios, prepare-se para uma fatura 10 vezes maior, US$ 500/ano!

E tem esse lance de ter mais uma conta, grátis ou paga, e aí organizar as fotos e videos na nuvem acaba virando tarefa complexa.

Vale a pena? Depende da sua avaliação individual, checando os prós e contras.

O que eu fiz? Ativei minha conta no Flickr para ver como é, para poder comentar aqui com vocês. Mas também tentando ajudar Marissa Mayer a criar massa crítica com sua nova visão do Yahoo.

Esse degrau de poucos Gigas para 1 Tera pode significar novas avenidas para os serviços na nuvem. E, como é grátis, não custa experimentar.

Se você já tem uma conta no Yahoo, de e-mail, por exemplo, é só ir à página principal e de lá acessar o Flickr. Ou ir direto ao flickr.com e acessar o serviço com sua conta do Yahoo. Pronto, você tem 1 Terabyte de acesso grátis.

Para comparar, um disco rígido de 1 TB vai custar entre R$ 250 e R$600, dependendo do modelo. Ter um espaço adicional desse tamanho no Flickr não custa nada! Pense nele como uma economia de R$ 250 a R$600.

Yahoo + Tumblr: Uma aquisição ousada!

ImagemMais um movimento tectônico na área da tecnologia: O Conselho do Yahoo! aprova a aquisição do site de blogs Tumblr por US$ 1,1 bilhão. 

O Tumblr tem mais de 100 milhões de blogs criados e mais de 50 bilhões de postagens, e no público jovem a sua maior concentração de escribas e de audiência. Já o Yahoo!, antigo líder do segmento de buscas pela internet busca espaços entre os muito grandes, e essa compra faz parte do agressivo posicionamento que a CEO Marissa Mayer, ex-Google, criou desde que assumiu a empresa, há cerca de um ano.

Não é tarefa fácil, pois o Google acaba de anunciar dezenas de importantes novidades, e conta com a indiscutível liderança nas plataformas móveis, graças às 500 milhões de unidades novas Android, só nos últimos 12 meses.

Mas risco e ousadia precisam estar presentes no mundo da tecnologia digital. Se nada fosse feito, o Yahoo! definharia até acabar ou ser absorvido por outra empresa. Risco não totalmente eliminado, talvez apenas adiado.

Caso o processo de absorção do Tumblr seja bem executado, sem espantar sua gigantesca clientela, e o “rejuvenescimento” do Yahoo! não dê urticárias nos veteranos que o mantém vivo, a sinergia pode ser incrivelmente positiva.

De um lado, faltava ao Yahoo tanto o público mais jovem e hiper-conectado e acostumado com os dispositivos móveis, quanto uma plataforma popular de blogs. Do outro, o Tumblr estava no topo da lista das preferências dos blogueiros, mas faltava-lhe complementariedade das ferramentas de buscas e de redes sociais, coisas que o Yahoo tem.

Marissa é clara, aos tumbleiros: fiquem comigo, que eu garanto que essa cultura descolada que tanto encanta vocês será preservada e fortalecida. Parece que o medo maior do Yahoo é da fuga da audiência do Tumblr, não da reação conservadora de seus clientes atuais.

É desse tênue equilíbrio de propostas que vão surgir as noites mal dormidas e as brigas internas na reacomodação da nova realidade.

Enquanto isso, os concorrentes vão procurar mostrar que o modelo Yahoo + Tumblr é manco e não faz sentido, para poderem crescer e criar mais dependência aos seus bilhões de clientes.

Eu torço que essa fusão dê certo, em nome da liberdade de escolha e da concorrência acirrada, que é benéfica para nós, consumidores de tecnologia. 

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