Arquivos de Categoria: Brasil

Até que enfim, algo baixa de preço no Brasil!

FixoCelularA Anatel divulgou uma resolução que baixa os preços de ligações de telefones fixos para móvel, na média em 22%. Uma boa notícia! Boa notícia? Vamos entender melhor:

É óbvio que, se você usa esse tipo de ligação e vai pagar menos 22%, a notícia é positiva. Mas o que você paga, ainda é caro, da ordem de R$ 0,50 por minuto. E falar com alguém em um celular é normalmente um martírio, a ligação cai, a voz fica picotada, é preciso repetir e, hoje e sempre, o #meliganofixo é um hashtag cada vez mais popular.

E, quando você contrata uma linha de celular, normalmente o brinde pode ser torpedos ilimitados, ou acesso ilimitado ao Facebook, ou ligue gratis para celulares da mesma operadora. Isso porque o tráfego de textos ocupa cerca de 250 vezes menos banda do que um tráfego de voz.

A rede de telefonia fixa é altamente ineficiente, e vem perdendo assinantes a cada ano, até por perder razão de ser. A comunicação celular pode ser feita de e para qualquer lugar, pode ser síncrona (como nas conversas de voz, de vídeo, ou nas mensagens instantâneas) e assíncronas (eu mando mensagens de texto, de áudio ou de vídeo para serem acessadas pelo destinatário quando conveniente).

A rede fixa tem baixo tráfego, ao menos na última milha, aquele trecho de cabo que chega à sua casa). Uma conversa de voz usa uma banda muito pequena (3 a 4k), mas tem capacidade centenas de vezes maior, e fica ociosa quando não usada; menor uso, menos usuários, mais custo de uso unitário da rede. Se o preço, ou tarifa, aumenta, diminui o número de usuários, e aí temos um círculo vicioso.

Essa é a razão básica da redução da tarifa: gerar mais tráfego na rede de telefonia fixa. Mas ela está com os dias contados para serviços de voz domiciliares. É um dinossauro, esperando o cometa bater e decretar sua extinção como espécie tecnológica.

Como efeito colateral, podemos ter também o aumento do tráfego de voz nas redes de celular, para ligações a partir de telefones fixos, pois ficou mais barato. Mas o serviço é péssimo!

Falta organizar melhor o setor, permitir mais e melhores investimentos das operadoras e cobrar mais qualidade, com tarifas justas. Esse seria o papel da Anatel. Mas, como estamos no Brasil, os nossos cases têm sempre alguma jaboticaba, ou seja, só existem por aqui…

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Desafio de Impacto Social Google: 1 milhão para cada ganhador!

Google vai premiar, com 1 milhão de reais, 4 ONGs no Brasil que tenham as melhores idéias sobre como mudar o mundo.

Ouça minha conversa com Márcio Miranda, da CBN Curitiba, nesta quarta, 12/02/2014

Quer saber mais? Veja em https://desafiosocial.withgoogle.com/brazil2014 que ainda dá tempo para tentar ganhar R$ 1.000.000,00

Ranking da internet

Cingapura, a cidade-estado-ilha da Ásia, tem uma área de 716.1 km2; Hong Kong, 1.104 km2. Compará-los com os 8.5 milhões de km2 do Brasil não faz sentido, salvo se… falamos de internet.

Para efeitos de comparação e ordem de grandeza, a cidade de Curitiba tem 440 km2 e a ilha de Santa Catarina, onde fica parte da cidade de Florianópolis, 424.4 km² (163.9 mi²).

Mas, quando o assunto é internet…

(Olhar Digital)

A velocidade média da conexão à internet no Brasil foi de 2,7 Mbps no terceiro trimestre do ano passado e cresceu 10% em relação ao mesmo período de 2012, segundo o estudo “State of Internet“, publicado pela empresa Akamai. Mesmo assim, o Brasil ainda está abaixo da média global, que aponta conexão média de 3,6 Mbps, e ocupa a 84ª posição entre 122 países.

O desempenho brasileiro também fica aquém do resto do mundo no que diz respeito aos picos de conexão. Enquanto a média é de 17,0 Mbps – com a taxa mais elevada em Hong Kong (65,4 Mbps),  o país registrou 16,7 Mbps de velocidade de acesso, queda de 10% em relação ao ano anterior.

2013VelocidadeInternetAmericasCom o resultado, o Brasil caiu da 71ª para a 73ª posição no ranking global que avalia picos de conexão. Na América Latina, os índices variaram de 8 Mbps, na Venezuela, a 18,5 Mbps no Equador, que ficaram na 130ª e 64ª posições, respectivamente. Mundialmente, os que tiveram o menor índice são Namíbia (1,1 Mbps) e Egito (1,2 Mbps)

O estudo, que considera países com mais de 25 mil endereços de IP conectados à rede Akamai, também segmenta a análise por regiões – Américas, Ásia-Pacífico e EMEA (Europa, Oriente Médio e África). Nas Américas, apenas sete países operam a velocidade superior a 10 Mbps – considerada alta banda larga: EUA (com taxa de adoção de 34%), Canadá (24%), México (1,7%), Chile (1,1%), Argentina (0,9%), Brasil (0,9%) e Colômbia (0,5%).

Em relação às conexões de banda larga (entre 4 Mbps e 10 Mbps), destacam-se Canadá e EUA, com 82% e 75%, respectivamente. Dentre os outros países que se encaixam no perfil analisado, a adoção varia de 33%, no México, a 1,5% na Venezuela. O Brasil apresenta adoção de 20%, crescimento de 36% em relação ao último trimestre e de 65% se comparado ao mesmo período do ano anterior.

Conectividade Móvel

A média de velocidade de conexão dos provedores móveis analisados variou de 9,5 Mbps até 0,6 Mbps, no período. Já o pico variou entre 49,8 Mbps a 2,4 Mbps. Dezoito provedores mostraram velocidade média na faixa de banda larga (>4 Mbps) e outros 74 entregaram conexão média entre 1 e 4 Mbps. No Brasil, a velocidade média foi de 1,4 Mbps.

No que diz respeito ao uso de browsers, o relatório identificou que cerca de 38% dos pedidos de redes de celular vieram do Android Webkit e 24% foram originados do Apple Mobile Safari. A conclusão é outra quando todas as redes móveis – não só as de celulares – são adicionadas na análise, com cerca de 47% de pedidos originados via Apple Mobile Safari e 33% provenientes de Android Webkit.

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Não importa o jeito de olhar, saímos feios na foto global.

http://olhardigital.uol.com.br/noticia/internet-brasileira-fica-10-mais-rapida-mas-ainda-e-84-em-ranking-global/39994

http://mashable.com/2014/01/28/fast-internet-speeds-asia/

Afinal, a Akamai (www.akamai.com), que produziu esse estudo, trafega 30% dos dados da web.

Note que as regiões mais rápidas estão na Ásia, onde a Coréia do Sul pretende estrear em 3 anos a tecnologia 5G, que promete entregar velocidades até 100 vezes maiores que a 4G, permitindo até o envio de imagens holográficas grandes de altíssima definição em tempo real.

Também fazem bonito os países do Leste Europeu, como a Bulgária (terra do pai da Dilma) e a Romênia (terra do Conde Drácula)! Na América Latina, só o Equador está acima da média mundial.

E o Brasil?

Penalidade MovelQuem usa rede celular, leva, no Brasil, o dobro do tempo para carregar uma página da internet do que via conexão fixa, na média. Na Coréia, tanto faz…

Dados Crescem, Voz Nem TantoE, levando em conta que o tráfego de voz na internet móvel é cada vez menos relevante, veja como nossa situação piora. Obedecida a relação abaixo, como demoramos o dobro para carregar uma página (dados) na rede celular, e o volume de tráfego de dados já é 9 vezes maior do que o ddd dados, isso quer dizer que, na média, estamos 18 vezes mais lentos que a Coréia, mesmo ajustando para as velocidades médias.  (isso é provocação, não é verdade)

Prioridade deve ser da Nação, não só do governo, dos parlamentares, das operadoras. O Brasil ser uma das 6 ou 7 maiores economias mundiais não pode estar em 84. lugar na velocidade da internet.

Falta comparar preços!

Tecnologia poderia ajudar a melhorar o trânsito. Mas a lei ignora a internet!

ImagemCuritiba tem um trânsito muito ruim. Assim como em qualquer grande cidade brasileira. Pode incluir aí também as cidades de médio porte. Muita gente andando de carro, vias insuficientes, média de ocupantes por carro um pouco maior do que 1. Muita gente se deslocando sem necessidade, para fazer um trabalho que dispensaria a ida ao escritório. Você está nesse grupo?

Em agosto de 2009 fiz escrevi sobre o absurdo da nossa legislação trabalhista, que dificulta o home-office. Na ocasião, o trânsito nas cidades grandes chegou a ser reduzido em até 30% por conta do temor causado pela Gripe A, mas o país não parou, lembram?

Pois é… De lá para cá, a epidemia da gripe não se materializou, o número de carros em circulação cresceu bem mais do que as pistas de rolamento, e os congestionamentos seguem recordes.

Lá em 2009, falava da oportunidade de rever os entraves da CLT para facilitar o home-office, em especial para postos de trabalho que requerem trabalho conectado. Conectado por conectado, podemos estar em casa, no café, na praia, pouco importa.

Mas hoje, numa cidade como Curitiba, é comum quem gasta duas horas por dia para ir e vir.

Antes que algum luminar resolva incluir na lei o pagamento dessas horas, quem sabe agora, surja a iniciativa de propor modificações à CLT que permita, de modo negociado, que as pessoas possam usufruir dessas horas,  melhorando a qualidade de vida e o meio ambiente.

Raciocínio aritmético: se 10% dos habitantes de Curitiba deixam de perder esse tempo, são 200.000 pessoas, e quase isso de carros, em horário de pico.  Ganham-se 400.000 horas/dia com menos carros, menos combustível, menos poluição, menos stress, mais tempo para lazer.

200.000 carros, média de 30 km/dia, 6 km/litro na cidade, R$2,60/litro = 1 milhão de litros/dia a menos, R$ 2,60 milhões a menos.

Dividindo 1 milhão de litros / 158 ( litros por barril de petróleo) = 6.329 barris/dia = 1.528.278 barris ano de 250 dias úteis. Só em Curitiba!

No Brasil, esse número é muito maior! Será que a presidente da Petrobras falava sério quando disse que ficava feliz ao ver congestionamentos gigantes, pois isso aumentava o faturamento da empresa?

Quanta gente vai e volta sem precisar ir nem vir? Minorar esse gargalo usando a internet para que menos gente se desloque inutilmente é aumento de qualidade de vida e aumento de produtividade do país. Pense nisso!

>Pneu Furado

>Estamos prontos para a Copa? Vou mostrar que não…

Escrevo esta postagem a bordo de um moderno jato da Embraer 175, recheado de conforto e tecnologia, em voo tranquilo de Cuiabá a Curitiba, com escala prevista em Londrina.


Escala?

Nada disso. Um avião com pneu furado bloqueia a pista de Londrina e os aviões com esse destino ficam circundado o aeroporto aguardando as instruções da torre: descer ou alternar para Maringá.

Meia hora depois de voltear sobre Londrina, a noticia da cabine de comando: nada de Maringá, o aeroporto tem o pátio lotado e não recebe mais ninguém!

Bom para mim, péssimo para quem ficaria em Londrina ou teria conexão para Cascavel…

Mas eu ouvi outro dia um burocrata da infraestrutura aérea brasileira dizer que nossos aeroportos estão praticamente prontos para receber a Copa, com um mínimo de modificações.

Será mesmo? Se um simples pneu furado gera esse transtorno, imaginemos o cenário de 2014, com trafego aéreo no mínimo dobrando o número de passageiros-quilômetro…

Acho que já vou pensando em não viajar durante a Copa, ou, ainda, sumir do Brasil bem antes e voltar bem depois, com o Brasil hexa ou não.

Pneu Furado

Estamos prontos para a Copa? Vou mostrar que não…

Escrevo esta postagem a bordo de um moderno jato da Embraer 175, recheado de conforto e tecnologia, em voo tranquilo de Cuiabá a Curitiba, com escala prevista em Londrina.


Escala?

Nada disso. Um avião com pneu furado bloqueia a pista de Londrina e os aviões com esse destino ficam circundado o aeroporto aguardando as instruções da torre: descer ou alternar para Maringá.

Meia hora depois de voltear sobre Londrina, a noticia da cabine de comando: nada de Maringá, o aeroporto tem o pátio lotado e não recebe mais ninguém!

Bom para mim, péssimo para quem ficaria em Londrina ou teria conexão para Cascavel…

Mas eu ouvi outro dia um burocrata da infraestrutura aérea brasileira dizer que nossos aeroportos estão praticamente prontos para receber a Copa, com um mínimo de modificações.

Será mesmo? Se um simples pneu furado gera esse transtorno, imaginemos o cenário de 2014, com trafego aéreo no mínimo dobrando o número de passageiros-quilômetro…

Acho que já vou pensando em não viajar durante a Copa, ou, ainda, sumir do Brasil bem antes e voltar bem depois, com o Brasil hexa ou não.

>Programa de Índio

>Há uma expressão antiga e politicamente incorreta para uma atividade pouco agradável ou intelectualmente baixa, dependendo do ponto de vista: Programa de Índio!


Pois bem, aqui vou tratar de três tipos de índios e buscar apontar aonde está o verdadeiro programa de índio.

O Índio 1 é o aborígene clássico, aquele latifundiário com direitos estabelecidos em nossa Constituição, mas que já foi intensamente explorado pelos colonizadores brancos que por aqui aportaram a partir de 1500. Mesmo criticadas por não-índios pelos privilégios concedidos, vemos que, nas Américas normalmente existem normas legais para proteger as poucas remanescentes tribos indígenas. O Brasil foi só um dos últimos países a estabelecer um estatuto legal para esses povos.

O Índio 2 é o cidadão brasileiro comum que tem ou esse prenome (vide o candidato a vice na chapa de José Serra nas últimas eleições, o Índio da Costa, que andou desferindo bordunadas verbais nos adversários) ou algum prenome ou mesmo sobrenome que remetem à cultura indígena, o que pode indicar homenagem aos ou descendências dos primeiros habitantes humanos de nossa terra.

Chegando ao terreno da tecnologia, o tema central desse blog, vemos que existe um Índio 3 que é bem difundido mas poucos sabem que existe. Falamos do Índio metal branco de símbolo In, prateado, macio, de número atômico 49 e massa atômica 114,76 que é muito usado na eletrônica moderna em telas sensíveis ao toque, ou touch-screen, como queiram nossos leitores.

Essas modernas maravilhas que facilitam nossa interação com dispositivos digitais com um simples toque de dedos possuem um componente baseado no óxido de índio-estanho, ou OIE na sigla brasileira. É o índio que tem propriedades de transparência e condutividade mais adequadas ao uso em massa de telas touch-screen.

Mas esse índio é raro no mundo, subproduto de mineração de outro metal e de difícil ou por vezes desinteressante extração. Mais ainda, a maioria das minas que possuem minério com concentrações razoáveis estão na Super China, a provável maior potência econômica do século 21. Ela tem tecnologia, capacidade produtiva, vontade focada e disciplina de ser a primeira em tudo e, especialmente, determinação de investir pesado em educação,  pesquisa e desenvolvimento, ou P&D para os íntimos….

Para mim, aqui surge o verdadeiro programa de índio do Brasil de 2011: sua pouca relevância em programas de P&D aplicada e, antes disso, o nosso já medido e reconhecido gap na área educacional.

Já ouvi em debates que isso não é relevante, que temos tempo de recuperação, e coisas do gênero.

Mas é inegável que, embora alguns pesquisdores nossos aqui no Brasil começam a se interessar pelo Índio 3, lá fora os cientistas do ramo já desenvolvem alternativas ao OIE, não só para evitar a dependência de um metal escasso e com reservas no fim, mas também para atender aos requisitos da próxima geração de telas de todos os tamanhos que cada vez mais fazem parte de nosso dia-a-dia.

Quando tivermos dominado o ciclo do índio aqui, se é que conseguiremos, faltará o In, ou o metal índio, e novos materiais já terão tomado seu lugar sem a nossa participação.

Enquanto o tema P&D seguir sendo tratado com entendimentos diversos por governo, academia e empresas, e ainda por cima com pouco dinheiro em jogo, tenderemos a ser cada vez mais colonizados tecnologica e economicamente.

Assim como os índios originais, aqueles que o foram a partir do século XVI pelos portugueses, pelos espanhóis, pelos franceses, pelos ingleses, pelos holandeses, pelos…

Aí o jeito vai ser sair pelado por aí e trocar os minerais, a água e as florestas que sobrarem pelas novas quinquilharias que surgirem, como versões modernas dos espelhinhos, das pistolas e das aguardentes que eles (os neo-colonizadores) possam nos oferecer.

Programa de Índio

Há uma expressão antiga e politicamente incorreta para uma atividade pouco agradável ou intelectualmente baixa, dependendo do ponto de vista: Programa de Índio!


Pois bem, aqui vou tratar de três tipos de índios e buscar apontar aonde está o verdadeiro programa de índio.

O Índio 1 é o aborígene clássico, aquele latifundiário com direitos estabelecidos em nossa Constituição, mas que já foi intensamente explorado pelos colonizadores brancos que por aqui aportaram a partir de 1500. Mesmo criticadas por não-índios pelos privilégios concedidos, vemos que, nas Américas normalmente existem normas legais para proteger as poucas remanescentes tribos indígenas. O Brasil foi só um dos últimos países a estabelecer um estatuto legal para esses povos.

O Índio 2 é o cidadão brasileiro comum que tem ou esse prenome (vide o candidato a vice na chapa de José Serra nas últimas eleições, o Índio da Costa, que andou desferindo bordunadas verbais nos adversários) ou algum prenome ou mesmo sobrenome que remetem à cultura indígena, o que pode indicar homenagem aos ou descendências dos primeiros habitantes humanos de nossa terra.

Chegando ao terreno da tecnologia, o tema central desse blog, vemos que existe um Índio 3 que é bem difundido mas poucos sabem que existe. Falamos do Índio metal branco de símbolo In, prateado, macio, de número atômico 49 e massa atômica 114,76 que é muito usado na eletrônica moderna em telas sensíveis ao toque, ou touch-screen, como queiram nossos leitores.

Essas modernas maravilhas que facilitam nossa interação com dispositivos digitais com um simples toque de dedos possuem um componente baseado no óxido de índio-estanho, ou OIE na sigla brasileira. É o índio que tem propriedades de transparência e condutividade mais adequadas ao uso em massa de telas touch-screen.

Mas esse índio é raro no mundo, subproduto de mineração de outro metal e de difícil ou por vezes desinteressante extração. Mais ainda, a maioria das minas que possuem minério com concentrações razoáveis estão na Super China, a provável maior potência econômica do século 21. Ela tem tecnologia, capacidade produtiva, vontade focada e disciplina de ser a primeira em tudo e, especialmente, determinação de investir pesado em educação,  pesquisa e desenvolvimento, ou P&D para os íntimos….

Para mim, aqui surge o verdadeiro programa de índio do Brasil de 2011: sua pouca relevância em programas de P&D aplicada e, antes disso, o nosso já medido e reconhecido gap na área educacional.

Já ouvi em debates que isso não é relevante, que temos tempo de recuperação, e coisas do gênero.

Mas é inegável que, embora alguns pesquisdores nossos aqui no Brasil começam a se interessar pelo Índio 3, lá fora os cientistas do ramo já desenvolvem alternativas ao OIE, não só para evitar a dependência de um metal escasso e com reservas no fim, mas também para atender aos requisitos da próxima geração de telas de todos os tamanhos que cada vez mais fazem parte de nosso dia-a-dia.

Quando tivermos dominado o ciclo do índio aqui, se é que conseguiremos, faltará o In, ou o metal índio, e novos materiais já terão tomado seu lugar sem a nossa participação.

Enquanto o tema P&D seguir sendo tratado com entendimentos diversos por governo, academia e empresas, e ainda por cima com pouco dinheiro em jogo, tenderemos a ser cada vez mais colonizados tecnologica e economicamente.

Assim como os índios originais, aqueles que o foram a partir do século XVI pelos portugueses, pelos espanhóis, pelos franceses, pelos ingleses, pelos holandeses, pelos…

Aí o jeito vai ser sair pelado por aí e trocar os minerais, a água e as florestas que sobrarem pelas novas quinquilharias que surgirem, como versões modernas dos espelhinhos, das pistolas e das aguardentes que eles (os neo-colonizadores) possam nos oferecer.

>Dica de Presente de Natal Fashion e Útil: iPad

>Nesta sexta-feira 3, o iPad é lançado oficialmente no Brasil. Estima-se que existam entre 50.000 e 100.000 unidades já disponíveis a moradores do Brasil, importadas diretamente, seja na bagagem de viajantes internacionais, seja pela mão de importadores independentes. E as impressões, de um modo geral,  são altamente favoráveis.

Se você vai comprar nas lojas virtuais brasileiras, sem uma operadora e um plano 3G, prepare-se para desembolsar entre R$ 1.600 e R$ 2.900, dependendo da memória, da configuração híbrida (com 3G) ou não e dos adicionais, como capa protetora, filme anti-gordura para tela e garantia estendida, entre outros.

Se você tem alguém no exterior que pode trazer um, ou ainda vai para os Estados Unidos antes do Natal, compre um lá e declare na chegada, pagando uma taxa de R$ 200 e picos de impostos federais. Isso te economiza uma boa grana, pois lá os preços variam entre 500 e 900 dólares. Faça as contas…

Mas se você pretende emplacar um iPad como substituto de seu laptop, esqueça… Vão faltar muitas funcionalidades, mesmo que você só queira transferir os acessos a internet que normalmente você faz usando o computador. Sempre vai ter um site onde existam videos em Flash (nada feito, a Apple  e a Adobe se detestam!) ou mesmo incompatibilidades técnicas, como em muitos sites de bancos.

Faltam também aplicativos compatíveis com o Office da Microsoft. O que existe é meia boca, logo, se você precisa do Office, babáu!

E tem a limitação de memória e capacidade de arquivamento. o iPad mais parrudo vai a 64Gb, e duvido que seu laptop seja tão fraquinho assim.

O iPad também não substitui o telefone, e quem diz que ele nada mais é do que um iPhonão está redondamente equivocado. Dá para falar ao telefone sim, mas não é nada prático, mesmo usando um Skype, não dá para fazer videoconferência, pois ele não vem com câmera.

Mas, se ele tem tantas limitações, ainda assim vale a pena?  Eu acho que sim, e considero meu iPad como o dispositivo digital mais completo que tenho. Vejam só algumas coisas que posso fazer com ele:

Coisas óbvias:

  • Safari – Acesso a internet
  • Leitura de livros digitais
    • iBooks – livros digitais baixados da iBookstore da Apple
    • Kindle (sim, a Amazon disponibiliza o aplicativo que permite ler no iPad todo seu acervo de livros digitais
  • Skype para chat e ligações de voz 
  • YouTube
  • Acesso a redes sociais
    • Twitter
    • Facebook
    • LinkedIn

Coisas práticas:

  • Flipboard que consolida em forma de revista minhas redes sociais e mais coisas interessantes
  •  Google Maps e aplicativos de localização, como
    • AroundMe, para saber o que tenho de estabelecimentos em geral por perto
    • Veja Comer & Beber 2011, que me dá ótimas dicas de restaurantes e bares, me ajuda na reserva e me mostra como chegar lá
    • Free WiFi, que me localiza hotspots gratuitos perto de onde estou, para economizar o uso da rede 3G
    • iRadar, que me mostra os radares, pardais e semáforos das principais cidades e estradas ( e avisa quando chega perto)
  • Weather Channel Max+ (previsão do tempo)
  • TweetRadar, que localiza tuiteiros ativos perto de onde estou
  • NYT – edição online do NewYork Times
  • Veja – edição online da Veja
  • Estadão 2.0 – edição online do Estado de São Paulo
  • Contatos*
  • Agenda*
  • Calendário*
* Sincronizados com o telefone e o laptop

Brinquedos e jogos:

  • Talking Harry*
  • Talking Robot*
  • Talking Tom*
  • Talking Larry*
  • Match Animals*
  • PocketFrogs*
* para os netos, mas o vovô gosta também

Uso específico:

  • Rádios Web
    • CBN
    • Public Radio
  • Life – acervo de fotografias de uma das melhores revistas mundiais
  • PãoDeAçucar – preços correntes do maior rede de supermercados do Brasil. Para compra e referência de preços
  • Brasileirão/Placar UOL para acompanhar meu time
  • HP 12C para aqueles cálculos que todo executivo de finanças adora
  • Receitas Nestlé
  • All Recipes, que mostra receitas simples e sofisticadas avaliadas por quem fez e por quem comeu ou bebeu 
  • Taxímetro, que calcula o preço de corridas de taxi nas principais cidades
  • Flight Track, que me mostra o painel de chegadas e partidas dos principais aeroportos do Brasil e do mundo
  • Kayak, que me busca as melhores tarifas aéreas, de hotéis e de locação de carros em quase qualquer lugar do mundo
  • RightSize, que faz as conversões de medidas de roupas e calçados de vários padrões do mundo
  • EyeChart Pro, que não substitui o oftalmologista mas mostra que está na hora de agendar uma visita se você não consegue ler as letrinhas
  • Juros – calcula prestações, custos financeiros, retornos de investimentos baseados em taxas de juros fixos ou variáveis
  • Ruler – uma régua de duas dimensões que permite medir, com boa precisão, objetos que sejam menores que a tela do iPad
  • dbMeter – para medir nível de ruido de ambientes
  • Carpenter – inclui em um aplicativo um transferidor, uma régua, dois níveis e um prumo

Isso é só uma parte do que tenho instalado no meu iPad (152) e uma fração ínfima do total disponível (mais de 300.000 aplicativos).

Ou seja, tomando por base o que tenho, vejo que poucos aplicativos estão disponíveis para outras plataformas, e as que estão, eu posso usar em qualquer uma delas.

Comparando o iPad com o tradicional canivete suiço, ele tem bem mais funcionalidades, e muitas delas são extremamente práticas.

E aí, decidiu? Lembre-se que em breve as operadoras de celular vão estar oferecendo o iPad mais em conta, mas atrelado a planos de tráfego de dados na rede 3G delas. Por enquanto, os planos ofertados estão muito caros, e você não deve estar com a rede 3G habilitada de modo permanente, pois a facada assusta. Melhor usar WiFi onde houver e usar a rede celular quando em movimento ou quando não houver WiFi.

Dica de Presente de Natal Fashion e Útil: iPad

Nesta sexta-feira 3, o iPad é lançado oficialmente no Brasil. Estima-se que existam entre 50.000 e 100.000 unidades já disponíveis a moradores do Brasil, importadas diretamente, seja na bagagem de viajantes internacionais, seja pela mão de importadores independentes. E as impressões, de um modo geral,  são altamente favoráveis.

Se você vai comprar nas lojas virtuais brasileiras, sem uma operadora e um plano 3G, prepare-se para desembolsar entre R$ 1.600 e R$ 2.900, dependendo da memória, da configuração híbrida (com 3G) ou não e dos adicionais, como capa protetora, filme anti-gordura para tela e garantia estendida, entre outros.

Se você tem alguém no exterior que pode trazer um, ou ainda vai para os Estados Unidos antes do Natal, compre um lá e declare na chegada, pagando uma taxa de R$ 200 e picos de impostos federais. Isso te economiza uma boa grana, pois lá os preços variam entre 500 e 900 dólares. Faça as contas…

Mas se você pretende emplacar um iPad como substituto de seu laptop, esqueça… Vão faltar muitas funcionalidades, mesmo que você só queira transferir os acessos a internet que normalmente você faz usando o computador. Sempre vai ter um site onde existam videos em Flash (nada feito, a Apple  e a Adobe se detestam!) ou mesmo incompatibilidades técnicas, como em muitos sites de bancos.

Faltam também aplicativos compatíveis com o Office da Microsoft. O que existe é meia boca, logo, se você precisa do Office, babáu!

E tem a limitação de memória e capacidade de arquivamento. o iPad mais parrudo vai a 64Gb, e duvido que seu laptop seja tão fraquinho assim.

O iPad também não substitui o telefone, e quem diz que ele nada mais é do que um iPhonão está redondamente equivocado. Dá para falar ao telefone sim, mas não é nada prático, mesmo usando um Skype, não dá para fazer videoconferência, pois ele não vem com câmera.

Mas, se ele tem tantas limitações, ainda assim vale a pena?  Eu acho que sim, e considero meu iPad como o dispositivo digital mais completo que tenho. Vejam só algumas coisas que posso fazer com ele:

Coisas óbvias:

  • Safari – Acesso a internet
  • Leitura de livros digitais
    • iBooks – livros digitais baixados da iBookstore da Apple
    • Kindle (sim, a Amazon disponibiliza o aplicativo que permite ler no iPad todo seu acervo de livros digitais
  • Skype para chat e ligações de voz 
  • YouTube
  • Acesso a redes sociais
    • Twitter
    • Facebook
    • LinkedIn

Coisas práticas:

  • Flipboard que consolida em forma de revista minhas redes sociais e mais coisas interessantes
  •  Google Maps e aplicativos de localização, como
    • AroundMe, para saber o que tenho de estabelecimentos em geral por perto
    • Veja Comer & Beber 2011, que me dá ótimas dicas de restaurantes e bares, me ajuda na reserva e me mostra como chegar lá
    • Free WiFi, que me localiza hotspots gratuitos perto de onde estou, para economizar o uso da rede 3G
    • iRadar, que me mostra os radares, pardais e semáforos das principais cidades e estradas ( e avisa quando chega perto)
  • Weather Channel Max+ (previsão do tempo)
  • TweetRadar, que localiza tuiteiros ativos perto de onde estou
  • NYT – edição online do NewYork Times
  • Veja – edição online da Veja
  • Estadão 2.0 – edição online do Estado de São Paulo
  • Contatos*
  • Agenda*
  • Calendário*
* Sincronizados com o telefone e o laptop

Brinquedos e jogos:

  • Talking Harry*
  • Talking Robot*
  • Talking Tom*
  • Talking Larry*
  • Match Animals*
  • PocketFrogs*
* para os netos, mas o vovô gosta também

Uso específico:

  • Rádios Web
    • CBN
    • Public Radio
  • Life – acervo de fotografias de uma das melhores revistas mundiais
  • PãoDeAçucar – preços correntes do maior rede de supermercados do Brasil. Para compra e referência de preços
  • Brasileirão/Placar UOL para acompanhar meu time
  • HP 12C para aqueles cálculos que todo executivo de finanças adora
  • Receitas Nestlé
  • All Recipes, que mostra receitas simples e sofisticadas avaliadas por quem fez e por quem comeu ou bebeu 
  • Taxímetro, que calcula o preço de corridas de taxi nas principais cidades
  • Flight Track, que me mostra o painel de chegadas e partidas dos principais aeroportos do Brasil e do mundo
  • Kayak, que me busca as melhores tarifas aéreas, de hotéis e de locação de carros em quase qualquer lugar do mundo
  • RightSize, que faz as conversões de medidas de roupas e calçados de vários padrões do mundo
  • EyeChart Pro, que não substitui o oftalmologista mas mostra que está na hora de agendar uma visita se você não consegue ler as letrinhas
  • Juros – calcula prestações, custos financeiros, retornos de investimentos baseados em taxas de juros fixos ou variáveis
  • Ruler – uma régua de duas dimensões que permite medir, com boa precisão, objetos que sejam menores que a tela do iPad
  • dbMeter – para medir nível de ruido de ambientes
  • Carpenter – inclui em um aplicativo um transferidor, uma régua, dois níveis e um prumo

Isso é só uma parte do que tenho instalado no meu iPad (152) e uma fração ínfima do total disponível (mais de 300.000 aplicativos).

Ou seja, tomando por base o que tenho, vejo que poucos aplicativos estão disponíveis para outras plataformas, e as que estão, eu posso usar em qualquer uma delas.

Comparando o iPad com o tradicional canivete suiço, ele tem bem mais funcionalidades, e muitas delas são extremamente práticas.

E aí, decidiu? Lembre-se que em breve as operadoras de celular vão estar oferecendo o iPad mais em conta, mas atrelado a planos de tráfego de dados na rede 3G delas. Por enquanto, os planos ofertados estão muito caros, e você não deve estar com a rede 3G habilitada de modo permanente, pois a facada assusta. Melhor usar WiFi onde houver e usar a rede celular quando em movimento ou quando não houver WiFi.

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