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IFA 2014: Saldo final mostra TVs de tela curva e wearables em seu futuro

Esta Quarta, 10/9, fecha a IFA 2014, uma das maiores feiras globais de eletrônicos, sediada em Berlim. Por coincidência, os pilotos da Lufthansa, a flag carrier nacional, estão em greve parcial exatamente nessa data, o que pode sinalizar problemas para quem quiser voltar para casa usando transporte aéreo.

Mas, voltando à IFA 2014: Nada de revolução, muita evolução, consolidando rumos que há muito vêm norteando o mundo digital: de um lado, as TVs de tela grande, passando para o formato UHD, ou 4K, começam a ficar com telas curvas, para melhorar a boa visualização a um número maior de pessoas; de outro, dispositivos vestíveis, ou wearables, surgem cada vez em maior variedade, embora, por enquanto, predominem os relógios, pulseiras e óculos. Camisetas, tênis, bonés, meias, cuecas e calcinhas até reforçam presença, mas nada que sinalize um mercado mainstream. Ao menos para essa edição da IFA.

Confira o que marcou a IFA 2014 nessa matéria do Mashable.

Smartwatches? Eles evoluiram, mas ficaram com barbas de molho, após o lançamento do Apple Watch, na terça, 9. Smartphones? Nada de muito novo também, e um suspiro de alívio ao ver que o iPhone 6, lançado junto com o Apple Watch, ainda corre atrás dos principais modelos premium com Android.

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Personal Bafômetro

A Lei Seca para motoristas parece que veio para ficar. Um copinho de cerveja já estoura os limites, e, dependendo do teor alcoólico no seu sangue ou no seu bafo, você pode ter uma multa de R$ 2.000, a carteira de habilitação suspensa e o carro apreendido. Pior: você pode ir preso!

Vamos usar a tecnologia para que você tenha uma idéia de como está a concentração etílica no seu organismo, antes de ligar o motor de seu carro?

AlcohootO Mashable publicou interessante matéria sobre o Alcohoot, um pequeno dispositivo que você acopla no seu smartphone, instala um App e ele mede seu bafo. Um bafômetro pessoal, fácil de usar. E custa, para compra no site, US$ 119, ou algo como R$ 270 ao câmbio de hoje, R$ 440 com impostos de importação inclusos. Cabe no bolso, na bolsa ou no porta-luvas e dá tranquilidade e a opção de pedir para alguém dirigir para você ou deixar o carro no estacionamento para pegar no dia seguinte.

E ele tem vantagens adicionais:

RASTREAMENTO INTELIGENTE

O Alcohoot mostra a evolução do teor alcoólico durante uma festa.

PRECISÃO NA MEDIDA

O Alcohoot usa tecnologia de célula de combustível, a mesma usada nos bafômetros da polícia.

PORTABILIDADE

Pesa só 50 gramas, fácil de carregar e usar.

AUTO-CONHECIMENTO

Descubra como seu organismo reage ao álcool, para cada tipo de bebida, ou para reduzir seu consumo.

ADICIONE COMENTÁRIOS

Faça uma anotação no App após cada teste que você fizer, de modo a não esquecer nenhum momento.

FIQUE SÓBRIO DE MODO SEGURO

Use o App do Alcohoot para chamar um taxi ou achar um restaurante próximo, para você comer algo, passar o tempo até reduzir o teor alcoólico com segurança.

BEBA MELHOR

Com seus dados pessoais e os registros que você fizer, você vai saber como beber melhor e evitar que sua noite acabe cedo demais…

ACORDE “ZERO BALA”

Evite a ressaca e acorde pronto para enfrentar o dia.

O Alcohoot funciona com o iPhone e com os smarphones que usam Android.

 

Verão derrete seus aparelhos digitais

Esse verão de 2014 não deixará saudades… Ao menos, o que espero é que os próximos não sejam tão quentes e por tanto tempo!

Se você tem ar condicionado em casa, no carro ou no trabalho, até que dá para minimizar os danos. Muito líquido, sorvete, protetor solar e comidas leves, tudo isso vale repetir, mas não é coisa para um comentário de tecnologia. Ou é? Afinal, seus laptops, tablets e smartphones não têm essa opção de refresco. Ao contrário: podem estar sendo mais utilizados à medida em que você minimiza deslocamentos pelas facilidades e recursos que eles oferecem.

Você já reparou que eles andam esquentando mais nesses dias escaldantes? É, eles aquecem mais, especialmente os smartphones com mais recursos, onde é possível deixar ligado o 3G ou 4G, o WiFi, o Bluetooth, o GPS e aplicativos que são ogres no consumo, especialmente aqueles que permitem sincronização em tempo real com serviços na nuvem, como iCloud, Google+, DropBox, e os de redes sociais, como Facebook.

Todas essas facilidades consomem energia, e geram calor. Não é só porque o dia está quente e você está em ambientes com temperaturas maiores do que a habitual. Aparelhos digitais requerem uma faixa de temperatura para boa operação que não convém ultrapassar, sob pena de ter severos danos. Veja os manuais de uso de cada um.

O UOL Tecnologia publica matéria sobre o assunto, de onde retirei as dicas sobre o que fazer para evitar problemas:

Evite situações de calor acumulado, como deixar o gadget dentro do carro, diretamente sob o sol ou sobre superfícies metálicas durante longos períodos
Sob calor intenso, desligue o Wi-Fi, 3G e sistema de geolocalização no smartphone. Ele aquece ainda mais quando esses recursos estão em uso
Desligue imediatamente o celular quando encontrá-lo superaquecido
Quando possível, retire a bateria do aparelho superaquecido
Leve o gadget a um local onde a temperatura esteja mais amena
Em hipótese alguma recorra soluções drásticas para esfriá-lo (como usar a geladeira), sob risco de danificar permanentemente o gadget
Ligue o aparelho apenas depois de ele voltar à temperatura normal

Cuide bem de seus gadgets e evite prejuízos!

2013: Briga feroz pela liderança de smartphones top

O tema que mais chamou a atenção de nossos leitores e ouvintes em 2013, com 52% dos pageviews, 71% dos comentários, 78% das perguntas e dúvidas girou sobre dispositivos móveis.

2013 registrou, pela primeira vez, a venda de 1 bilhão de smartphones, mais do que celulares comuns.

A briga entre a Apple e a Samsung pelo domínio do segmento mais sofisticado ferveu. Com o lançamento do iPhone 5 sem grandes novidades e com o iOS6 ainda devendo em termos de estabilidade e performance, a Samsung deitou e rolou com seu Galaxy S4 e a versão 4.2 do Android.

Pela primeira vez, um produto com novidades suficientes para agradar os Apple maníacos e dar razão aos defensores do Android fez uma quantidade expressiva de donos de iPhone migrarem para o Samsung.

A postagem sobre como migrar dados do iPhone para o S4 foi, isoladamente, a mais acessada e comentada, onde 21% dos pageviews vieram de fora do Brasil.

O ano correu, a Apple lançou em setembro os iPhones 5s e 5c, e o iOS7 ficou bem melhor que o 6 e esse combo bateu de frente com o Galaxy S4 e o Android.

Muita gente que saiu pensa agora em voltar. Dos insatisfeitos com o S4, 42% querem se mudar para o mundo Apple, 32% consideram o Windows Phone, 11% esperam a evolução do Android e o resto está simplesmente insatisfeito ou simplesmente curioso sobre as alternativas existentes.

Sinal dos novos tempos, uma proporção expressiva já olha para o Windows Phone como uma boa alternativa. O casamento da Microsoft com a Nokia e os novos lançamentos na linha Lumia despertam curiosidade e desejos.

Agora em janeiro, chega o novo Galaxy S5, com tela curva; a Apple estuda antecipar o lançamento do iPhone 6 para o primeiro semestre, a Nokia promete mais novidades.

Com isso, acelera-se o ciclo de lançamento de novos produtos, parte deles sendo anunciados ou sugeridos no CES 2014, que começa dia 7 em Las Vegas.

E aí, que fazer? Eu recomendo esperar, desfrutar seu smartphone atual, qualquer que seja ele, e mudar apenas quando a troca fizer sentido do ponto de vista econômico. Comprar um produto de alto valor por impulso, para ficar com a sensação de mico 2 ou 3 meses depois, não vale a pena.

Cuidados com os Selfies!

Esta terça, 10 de dezembro, foi reservada para a romaria de chefes de estado e de governo que renderam homenagens a Nelson Mandela, certamente um dos personagens mais importantes da história da humanidade nos últimos 100 anos.

Com chuva e tudo, lá estavam a nossa presidente Dilma Rousseff, junto com 4 ex-presidentes brasileiros, Raúl Castro de Cuba, os primeiros-ministros David Cameron, do Reino Unido e da Dinamarca, Helle Thorning-Schmidt, dentre tantos outros.

SelfieCameronThoring-Schmidt-ObamaMas, ao lado dos ritos solenes e dos discursos de vários desses líderes, chamou a atenção do mundo o inesperado aperto de mãos entre Obama e o presidente de Cuba, Raúl Castro e os selfies alegremente sacados pela exuberante dinamarquesa Thorning-Schmidt, com David Cameron de um lado, e Barack Obama, de outro, com rostos próximos o suficiente para poder caber na tela do smartphone dela, sob os olhares fulminantes da primeira-dama Michelle Obama.

Selfie é o nome corrente do auto-retrato digital, que cada um pode tirar esticando o braço com o smartphone na mão, câmera apontada para seu próprio rosto e com algum fundo especial, como a Torre Eiffel, uma bela praia ou até mesmo a ocasião de um fugaz abraço em um ídolo esportivo ou musical. Selfie deriva de self-portrait, ou auto-retrato.

Mas o risco de ter um selfie involuntariamente viralizado na rede é enorme, e muita gente se arrepende de ter postado algo no Facebook, por exemplo.

Agora, quando o ato de fazer um selfie com personagens desse gabarito, em pleno funeral de Mandela é capturado por algum fotógrafo, profissional ou amador, como foi o caso, a repercussão é imediata, não só pelas redes sociais. As mídias de massa imediatamente divulgam o fato, e críticas e ironias crescem exponencialmente.

Sem entrar no mérito dos motivadores dessa sequência de selfies, ou se a ocasião era adequada, eles servem de exemplo para mostrar a necessidade de colocar algum freio no impulso que cada um de nós pode ter de registrar tudo com as câmeras do celular.

Ou será essa uma nova e irreversível tendência, de registrar tudo e compartilhar com o mundo?

Tecnologia em um aviãozinho de papel?

PowerUp3-0Você pagaria US$ 40 por um aviãozinho de papel, ainda por cima, que você tivesse que dobrar a folha? E quanto você investiria numa empresa que se propusesse a vender os kits para que o aviãozinho pudesse voar controlado por seu smartphone? US$ 1?

Pois é, o Power Up 3.0 é esse produto, da PowerUp Toys, que, esperando levantar US$ 50.000 para financiar o projeto, através do Kickstarter, já havia conseguido levantar US$ 332.194 de 6.042 investidores, até o momento do início desta postagem. E ainda faltam 54 dias para que eventuais investidores se interessem pelo projeto!

Funciona assim: você paga US$ 40 e recebe um kit composto de um eixo de fibra de carbono onde você encaixa, em uma das pontas, um pequeno transceptor com um chip e software embarcado, mais uma bateria recarregável e, na outra, um motor elétrico com uma hélice de duas pás e um leme.

Aí, você dobra seu aviãozinho a partir de uma folha de papel comum (não incluída no preço) coloca o eixo na parte inferior do aviãozinho, baixa o app para Android ou iOS e pronto: você tem um aviãozinho com controle remoto que pode voar por até 10 minutos, em um raio de aproximadamente 50 metros. a comunicação entre o smartphone e o avião é feita por Bluetooth.

Você lança o avião com as mãos e passa a controla-lo pelo app do smartphone, movendo-o para direita ou esquerda, para cima ou para baixo, mais rápido, mais lento.

E o material é a prova de quedas, e você não precisa nem de um brevê de piloto para fazer o PowerUp 3.0 voar nem um curso de engenharia de aeronáutica para montá-lo.

A bateria é recarregáveis por meio de um cabo USB ligado em seu computador.

Pode parecer coisa supérflua, mas representa um interessante passo adiante na montagem simples de uma experiência sobre vôo de objetos mais pesados do que o ar, demonstrando, na prática, as leis da física que levaram Santos Dumont a bolar o 14-Bis, lá atrás, em 1906.

Os pontos tecnológicos do aviãozinho estão na miniaturização dos componentes e, acima de tudo, no fortíssimo e levíssimo eixo de fibra de carbono que permitem fazer essa experiência simples, didática e prática, que deve ganhar milhares, senão milhões de adeptos.

E aí, você vai investir nesse projeto, comprar o Power Up 3.0 ou ambos? Vá lá no Kickstater.com e confira! A entrega está prevista para maio de 2014, mas a empresa aceita investidores desde já.

No tempo da leitura dessa postagem, mais 30 investidores e mais  US$ 1.250 dólares no caixa!

Seu verdadeiro PC, versão 2013/2014

Primeiro uma definição do que é um computador pessoal (PC), versão 2013, segundo a empresa de pesquisa Canalys: Um PC cliente [não servidor] é um dispositivo de computação projetado para ser operado por um indivíduo e posicionada para atender uma ampla gama de propósitos, alcançada através da execução de aplicativos de terceiros, alguns dos quais podem trabalhar de forma independente de uma conexão de rede. Quando projetado para ser portátil, ele deve ser capaz de funcionar independente de rede elétrica e ter uma tela com dimensão na diagonal de pelo menos 7 polegadas.

Em outras palavras, desktops, notebooks e tablets.

O mercado de tablets gerou massa crítica em 2010, após o lançamento do iPad, da Apple, quando o segmento decolou de verdade com o surgimento de aplicativos em quantidade e qualidade suficientes, aliados a um bom projeto de hardware.

Para 2014, a Canalys prevê que, pela primeira vez, a venda unitária de tablets superará a quantidade somada de desktops e notebooks. Algo como 300 milhões de tablets, 200 milhões de notebooks e 100 milhões de desktops, com tablets crescendo em unidades e notebooks e desktops caindo.

Os números exatos da previsão para 2014 são 285.115.080 tablets, 192.075.630 notebooks e 98.148.310 desktops. Na divisão aproximada por sistema operacional, o Android fica com 65%, o iOS com 30% e o Windows Phone com 5%.

Fica evidente que o tablet avança para ser o “PC” principal das pessoas, não só pela praticidade, disponibilidade de aplicativos, mobilidade, baixo preço. Conta aqui também a melhoria das interfaces de telas sensíveis ao toque, de reconhecimento de gestos e de voz.

Registre-se a demora de 3 anos da Apple em reconhecer o mercado de tablets de 7″, com seu iPad Mini. A pulverização da plataforma Android entre centenas de fabricantes explica parte desses números. E os tablets de 7″ são muito práticos. Mas também não explicam tudo.

Na verdade, o grande crescimento em unidades vendidas e participação no mercado de dispositivos digitais móveis vem da venda de smartphones. Usando o complemento da definição da Canalys para PCs, os smartphones seriam os dispositivos pessoais com tela medindo menos de 7″ na diagonal e que até fazem ligação telefônica. E com a internet de alta velocidade, boa cobertura, preços acessíveis e as três interfaces funcionando bem -tela sensível, reconhecimento de movimentos e de voz-, dá para concluir que o smartphone é o principal PC das pessoas.

Afinal, no terceiro trimestre de 2013, mais de 250 milhões de smartphones foram vendidos no mundo, um bilhão em números anualizados! Em 2014, 1,25 bilhão de unidades!

Car Mode e a prevenção de acidentes de carro

CarModeExiste um universo com mais de 1 milhão de aplicativos disponíveis nas lojas virtuais para smartphones e tablets. Tem de tudo, ou quase tudo. Muita inutilidade, bastante coisa boa, mas, conceitos novos e simples, estão rareando.

Assim, vale a pena falar do Car Mode, bolado pelo designer novaiorquino Joey Cofone. A idéia é criar no smartphone uma funcionalidade que, quando o dono entra no carro, automaticamente há a conexão via Bluetooth ao sistema multimídia e, basicamente, o aparelho passa a funcionar apenas para navegação por GPS e para fazer e receber ligações no viva-voz. São inibidos os vídeos, torpedos, avisos de e-mail e de compromissos de agenda, dentre outros.

Como as mensagens e alertas estarão bloqueadas com o carro em movimento, elas ficam disponíveis assim que o motorista desliga o veículo ou o smartphone sai do pareamento com o sistema digital do carro.

A idéia é evitar a interação física do motorista com seu smartphone, quando ao volante. Segundo várias estatísticas, sobe a cada ano o número de acidentes de trânsito com vítimas, causados por distração do condutor com seu celular. Joey Cofone quer minimizar essas tragédias desnecessárias, com o uso da tecnologia.

A diferença está na forma. Ele não pretende especificar nem encomendar um aplicativo que possa ser baixado na App Store ou no Google Play. Ele quer que o Car Mode seja incorporado ao sistema operacional, de início no iOS7 da Apple.

Quem pagaria a conta, uma vez que o Car Mode estaria no sistema operacional? Talvez a Apple ou o Google não estejam motivados a pagar para ter uma funcionalidade nativa que iniba o funcionamento dos aparelhos nessas circunstâncias. Mas, numa dessas, as companhias de seguro poderiam dar um incentivo de redução de prêmios para quem usasse o Car Mode.

Pode até ser que o modelo proposto pelo americano não seja viável. Mas não custa lembrar que a polêmica do uso de celulares em aviões foi encerrada a partir da criação da função Airplane Mode, ou Modo Avião, que desabilita o acesso à rede durante o voo.

E como há muito mais vítimas de acidentes de carro do que de acidentes de avião, por conta do uso inadequado de celulares, o Car Mode pode, no futuro, ajudar na prevenção.

Rumo à consolidação?

Decididamente o desenho atual do mundo da mobilidade digital parece se encaminhar para uma consolidação. Vamos conferir?

A Apple, que revolucionou o mercado com o iPhone, em 2007, tem um caminho sólido para os próximos anos, à medida em que detém um público fiel, ciclos mais ou menos previsíveis de evolução e vai conquistando rapidamente uma fatia expressiva do mundo corporativo. É a dupla iPhone e iPad com iOS.

Para quem tinha domínio total do mercado de celulares, a Nokia acabou sendo comprada pela Microsoft, que largou depois da concorrência com o Windows Phone. Mas a junção parece já estar criando sinergia e a linha Lumia vem conquistando um público bastante expressivo, em especial aqueles que não abrem mão do Windows. As vendas crescem acima das perspectivas mais otimistas. Tudo indica que essa dupla vai ter uma participação de mercado na casa dos dois dígitos.

O Facebook, que já fez vários ensaios para lançar smartphones no mercado, e gera especulações sobre um sistema operacional próprio, agora negocia a compra da Blackberry, que já foi líder do segmento de smartphones.

O Google comprou a Motorola, aquela que liderava o mercado, na transição do celular analógico para o digital, com seus icônicos StarTacs. Agora, com sua linha Razr mostra toda a potencialidade do Android.

A maioria dos demais fabricantes de smartphones e tablets, por ora, optam pelo Android, do Google. Somados, detêm uma participação de 2/3 do mercado, Samsung no topo da lista com sua linha Galaxy.

Mas a Samsung, embora faça sucesso no mundo Android, volta a ensaiar a evolução de seu sistema operacional proprietário, o Tizen. Dará certo? A coreana vai largar o Android?

Então, resumindo, daqui a pouco poderíamos ter o mundo de dispositivos digitais dominado por 4 companhias: Apple, Google, Facebook e Microsoft, numa consolidação muito forte, muito rápida. Certo?

Talvez nem tanto… Esse movimento da Samsung mostra o que pode acontecer, pois, afinal, se o plano é consolidar, esqueceram de combinar com os chineses, que com marcas como HTC, Huawei, Lenovo e tantas outras menos conhecidas, apostam numa grande reviravolta.

Com seu enorme mercado interno, muito dinheiro, recursos humanos de ponta e com produtos de qualidade e preços baixos, eles não vão se contentar com um papel secundário nesse mundo da mobilidade.

Quem escreverá o próximo capítulo?

Smartphones e Tablets: As Babás do Século 21

Nos Estados Unidos, 60% dos pais usam smartphones e tablets para distrair seus filhos. Tirando os que usam só um desses dispositivos, e os que dão às crianças um celular comum, um eReader ou outro gadget eletrônico, sobram 20% de heróis analógicos, ou que dizem nunca deixar a criançada sob os cuidados de bits e bytes.
No segunda metade do século 20, a Babá Eletrônica por excelência foi a TV, que distraiu gerações de crianças mundo afora. Ainda hoje, não é incomum alguém dizer “filho, me deixa fazer essa coisa, vá ver TV“. Comum, pode ser, mas cada vez menos.
Com a geração nascida neste milênio, foi criado um novo paradigma: não há o antes da internet, e os dispositivos móveis fazem parte natural de seu habitat. É comum uma criança com 2, 3 anos, quando vê um televisor ou um display de loja, vai direto com o dedinho e tenta virar a página, como se aquilo fosse um tablet.
Comunicação dessas crianças com pessoas distantes usando um Skype ou um FaceTime é coisa de rotina, encurtando a noção de distância e fazendo a conversa apenas por voz algo meio estranho, pois falta a imagem que lhes é familiar.
Assim, não dá para estranhar essas estatísticas americanas, publicadas pela Harris Interactive. Aqui no Brasil faltam números a respeito, mas a tendência deve ser parecida.
O debate a respeito é sempre acalorado, com posições radicalmente contra e a favor dessas iBabás, culpando os pais que terceirizam os cuidados dos filhos para um tablet ou smartphone. Mas como não dá para sumir com os aparelhos, e as crianças também aprendem pelo exemplo dos pais, melhor é aproveitar o potencial dessas engenhocas para tornar o aprendizado, a interação e mesmo a parte lúdica mais proveitosa para a turminha.
Eu, particularmente, acho que os smartphones e tablets vieram para somar. Basta que pais, avós, tios e afins interajam com as crianças nas horas digitais. Sem deixá-las imersas o dia inteiro, e mostrando sempre as vantagens de brincar com os amiguinhos no parquinho ou no clube.
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