Tecnologia a favor da boa música
Nesta segunda, 18, fui conhecer o Dizzy Café Concerto, em Curitiba, para rever amigos e curtir um bom jazz. Foi uma noite inesquecível, de agradar a alma como há muitos anos não cruzava no meu caminho.
Mas, para não fugir do tema central desse blog, Tecnologia, tinha que surgir uma conexão com o jazz. E veio!
Depois que Gebran Sabbag e Saul Trumpet prepararam o terreno com interpretações inesquecíveis, Jeff Sabbag pegou o piano e convidou Helinho Brandão e Giseli Canto para uma jam-session rasgada.
Giseli disse estar fora de forma, que ia cantar qualquer coisa, e, depois de algumas sugestões, decidiu ir de A Rã, aproveitando a ocasião que seu autor, João Donato, celebrava 80 anos de vida e nós da alegria que sua arte nos transmitiu.
Só que Giseli não lembrava da letra, fora a parte do scat.
Foi aí que chegou a colaboração tecnológica, vinda de alguém na mesa ao lado da minha. Ele passou seu smartphone para Giseli, já com a letra de A Rã na tela, baixada de algum desses sites disponíveis na web.
Aí o Gebran me incumbiu de registrar a arte e a tecnologia juntas. Fiz isso, e o resultado foi mais ou menos esse:
A imagem foi a possível. O som, indescritível! Depois disso, um som incrível, que consumiu o tempo e fez uma hora passar em um minuto. Só para quem esteve lá! Quem não esteve, a dica: O Dizzy Café Concerto fica na Rua 13 de Maio, 894. Funciona todas as noites. Não dá para não ir…
Já pensou ter seu carro hackeado?
Vivemos uma era digital plena de mudanças em nosso cotidiano. Mais do que isso, testamos novos limites de conhecimento e comunicação, mas, junto com esse lado bom, chegam problemas. Hackers do mal atacm mundo afora, criando milhões de virus e outros malwares em computadores, smartphones, tablets e colocando em risco nossa segurança pessoal.
Governos usam a tecnologia para invadir nossa privacidade e a de outros governos. A troca de informações é cada vez maior e, quanto mais a segurança digital avança, novos furos aparecem e começa tudo de novo.
E o carro de cada um de nós? A incorporação da tecnologia digital chega para torná-los mais seguros, econômicos, ambientalmente corretos e… conectados. Ainda que limitado a certas marcas e modelos de maior luxo, já existem muitos carros que estão permanentemente conectados, e não é só pelo GPs, nem pelos smartphones do motorista e passageiros.
Carros conectados usando tecnologia digital? Pois é, os hackers descobriram um novo filão, bem antes que todas essas novidades estejam disponíveis em larga escala. E não são carros do futuro, são modelos existentes hoje, no mercado mundial.
Um carro moderno, que no mercado mundial custa a partir de US$ 20.000 (cerca de R$ 44 mil), pode ter embarcado um poder computacional superior ao de todos os computadores usados pela NASA no Projeto Apollo, que colocou o homem na Lua, no final da década de 1960.
A Car and Driver publica matéria sobre o hacking de carros, até com base acadêmica. Uma dupla de engenheiros de software, Charlie Miller e Chris Valasek, os engenheiros de software fizeram testes exaustivos em um Toyota Prius e um Ford Escape, em 2013, e demonstraram como, por exemplo, o volante, o sistema de freios e outros controles de um carro moderno, podem ser comprometidos por defeitos intrínsecos de projeto ou fabricação (vejam as quantidades de recall feitos pela indústria automotiva nos dias de hoje) ou mesmo por intervenção mal intencionada de piratas digitais.
Esses dois especialistas em segurança digital avaliaram as redes digitais embarcadas nos carros moderemos e seu potencial de vulnerabilidades para ataques externos.
Os três carros “mais vulnerável a hackers” são o Jeep Cherokee 2014, o Cadillac Escalade 2015 e o Infiniti Q50 2014. Já os menos vulnerável a hackers”, o Dodge Viper / SRT 2014, o Audi A8 2014 e o Honda Accord 2014.
Por enquanto, as montadoras pouco falam sobre o assunto, podendo, no máximo, fazer análises em tese, em eventos dirigidos. A Car and Driver informa que “a Nissan e a Chrysler já estariam investigando as descobertas”.
E os pontos de ataque podem até não parecerem óbvios, num primeiro momento: os dispositivos de painel que podem ser parados via Bluetooth, celular ou Wi-Fi, os softwares de navegação, as chaves de ignição que ficam no bolso e se comunicam sem fio, dispositivos de alarme antifurto. Isso sem falar nos sistemas de monitoramento de pressão dos pneus, os rádios via satélite e tantos outros.
O Jeep Cherokee, por exemplo, dependendo do modelo, pode ter até 32 pontos de acesso digital, com maior ou menor grau de vulnerabilidade.
O Bluetooth é o protocolo sem fio mais utilizado e que oferece a maior vulnerabilidade. Em 2011, outros hackers conseguiram carregar um virus em um um sistema de segurança veicular semelhante ao líder de mercado OnStar, para gravar conversas dos passageiros no carro. Muitos modelos possuem acesso à internet via redes celulares 3G ou 4G e usam browsers para acesso a dados e aplicativos comuns a smartphones que podem interferir na dirigibillidade e segurança do veículo.
E aí, seu carro atual ou dos seus sonhos pode ser hackeado? Provavelmente não, mas as possibilidades existem e cada vez será maior.
Bom para a indústria de segurança digital, que já antevê um novo e gigantesco mercado. Há quem visualize que, nas manutenções regulares dos veículos estará obrigatoriamente incluída a atualização do anti-virus do carro. As seguradoras poderão oferecer descontos nos prêmios se você contratar serviços de proteção digital.
Soa muito sci-fi? Pense um pouco mais, olhando o passado recente, quando pouca gente se preocupava com virus no celular. Hoje, os ataques e os danos a dispositivos móveis causados por malwares já são maiores do que a computadores tradicionais.
Precisamos nos preocupar? Por enquanto, não. Mas é bom ficar de olho! No mínimo, isso rende, desde já, um bom motivo para uma boa conversa em um happy-hour…
Sobre velocidade das redes móveis
Aqui no Brasil, muita gente reclama da qualidade, da disponibilidade e da velocidade das redes móveis, que são usadas na conexão de celulares e tablets. Sem falar no preço.
Vamos ver como anda a coisa lá fora? A PC Magazine publicou um ranking das operadoras nas principais cidades norte-americanas. É de ficar com inveja! A campeã de Nova York, a Verizon, registra picos de velocidade de quase 80 Mb/s; 31,1 como velocidade média para downloads.
Chega ou quer mais?
Dia dos Pais com verba curta. Qual o presente?
Dia dos Pais. Dia de Presentes? De tecnologia?
Pode ser que hajam limitações. O cartão de crédito não anda de bom humor, o pai já tem tudo, ou não é muito ligado em coisas digitais, ou uma combinação desses e outros fatores.
Mas é inegável que a data traga reflexões. Nesse ano de 2014, muita gente anda contraída, ressabiada, e, no campo da tecnologia, já se foram os dias daqueles presentes baratos, para uso diário, como um pendrive, uma capa nova para o smartphone ou até mesmo uma coleção nova de músicas digitais numa dessas stores online onde você tem conta.
Presentear o papai com uma assinatura de uma revista digital ou de um serviço de streaming de vídeo pode ser uma boa, mas às vezes pode passar do teto de seu orçamento.
Que tal então procurar fazer uma aproximação digital com o papis? Como existe uma geração –literalmente– entre ele e você, é possível que suas trilhas digitais sejam bem distintas. Cada um na sua, usando aplicativos diferentes, de modo diferente, perfis de redes sociais que podem nem convergir. Ou até convergir demais.
Explico: com amigos(as), com a turma, é natural aquela sinergia na interação digital. Com uma geração acima ou abaixo, isso não é tão óbvio.
O dia-a-dia da vida moderna impõe, por vezes, um distanciamento maior. Locais de residência distintos, tempo de deslocamentos cada vez maiores, compromissos mil para manter as contas em dia, enfim, perspectivas e expectativas distintas.
É aqui que os dispositivos e serviços digitais tanto podem afastar como aproximar as gerações. Sem que isso seja notado por um ou por outro.
Você pode, então, conversar com o velho e buscar os pontos em comum das vidas digitais e aproximar-se dele. Um ponto de partida. De baixo para cima, na pirâmide etária.
Use a tecnologia para ficar mais perto, para aplainar divergências.
Tudo anda bem? OK, mesmo assim, nada é tão bom que não possa melhorar!
Tudo está feio? Boa oportunidade para reverter o quadro.
Faça uma proposta de aproximação digital. Pessoalmente, se possível. Com uma cartinha de papel, junto a um abraço e um beijo. Esse link é muito importante!
Eu tenho estudado muito a respeito do assunto, e de como as diversas gerações se comportam diante do mundo digital. A diferença é grande!
Existem, mundo afora, grupos, moderados por psicólogos, que se propõem a reaproximar filhos de pais e vice-versa usando a tecnologia como auxílio. Pode até dar certo, não sei.
Mas o bom mesmo, é um grande abraço e um beijo carinhoso no dia deles, que também pode ser o seu.
Isso vale mais do que um presente comprado pela internet. Independente de seu orçamento!
Feliz dia dos Pais, aos pais e filhos, sejam eles analógicos ou digitais.
Briga pelo cliente
Na hora que o calo aperta, a briga pelo cliente se intensifica.
Agora a Microsoft oferece 5 Terabytes de armazenamento no One Drive para assinantes do Office 365, 1 TB por máquina habilitada.
Boa iniciativa!
Aguardemos os próximos lances!
Vendo o mundo através de um drone
Gostei do que vi em TravelByDrone: um portal com milhares de videos em alta definição, capturados com cameras montadas em drones. Logo de cara, ele pede permissão para ter dados de sua localização. Fiz isso e ele direcionou o ponto de partida para Curitiba, onde estava. Selecionei um video, e pire sobrevoar a cidade de um jeito que nem com helicóptero…
As vistas da cidade na Praça Santos Andrade, no Jardim Botânico e na Universidade Positivo são fantásticas! Um total de uns 4 minutos com o Chico Buarque ao fundo cantando Anos Dourados.
Depois zanzei por Monaco, San Francisco, New York, Paris e Angelina (SC). Este, um tanto de improviso e quase um selfie do cara pilotando o drone numa casa rural, onde a turma la reunida fica dando tchauzinhos.
Nada de um quase Street View, do Google, so que por drone, como insinua o Mashable em sua matéria sobre o site. Mas muita diversão que pode servir como um complemento de diários de viagem.
Aproveite!
Tecnologia Nova Inova?
A imensa variedade de dispositivos digitais existentes no mundo de 2014, por vezes faz com que haja confusão entre novidade e inovação.
Ter a tecnologia mais recente é sinônimo de ter inovação? Quais então os vetores necessários a um produto ou serviço verdadeiramente inovador?
Existem inúmeras definições e abordagens sobre inovação, cursos, teorias, simpósios… Eu, particularmente, gosto dessa linha simplificada:
Dá para dizer que a inovação ocorre a partir das respostas afirmativas a três perguntas:
- É possível com a tecnologia?
- É desejável pelo usuário?
- É viável para o mercado?
Vamos lá:
Hoje em dia, é possível fazer quase tudo com a tecnologia. Se não der, amanhã haverá uma tecnologia disponível
O usuário pode até não saber que deseja um determinado produto, como foi o célebre caso do iPad, quando a turma de marketing da Apple queria fazer uma pesquisa de mercado para saber se os clientes em potencial gostariam de ter um tablet. Steve Jobs, irado, bateu à mesa e disse “para que uma pesquisa de mercado se eles (os clientes) nem sabem ainda que vão precisar do iPad!?”
A viabilidade para o mercado implica em criar diferenciais de oferta, distribuição, entrega, preço, custo, margens, enfim, vendas, finanças, logística, tudo muito bem avaliado.
Vendo o tema inovação sob outra ótica, dá para dizer que muitas vezes a tecnologia digital é apenas mais uma camada de custos em cima de processos velhos, e não é por falta de uma análise mais detalhada e profunda.
A reação humana à mudança existe e não pode ser ignorada, ainda mais no mundo corporativo. O medo da perda de poder ou de enfrentar o desconhecido são decisivos para inibir processos inovadores, mesmo atendidas as premissas colocadas acima.
Empresas de sucesso muitas vezes falham para inovar por conta de sua própria base de clientes que compram seus produtos e serviços. Ameaçar a base instalada ou a vaca leiteira dá calafrios.
Para reforçar os argumentos, vamos mencionar alguns casos que, inegavelmente, são inovadores:
- Google buscas
- iPhone/iPad
Novos? Sim.
Novidades? Nem tanto.
Redes sociais digitais existiam há pelo menos uma década antes da fundação do Facebook
Motores de busca existiam desde antes da internet
Smartphones? Perguntem à turma da Blackberry. E os Palm, sucesso como organizadores pessoais?
Tablets? Lá por 1995, já haviam produtos com o conceito dos tablets.
Ou seja, nem sempre a tecnologia nova inova. Melhor dizendo, quase nunca…
A Copa das Redes
Não dava para encerrar as postagens sobre a Copa do Mundo 2014 sem relacioná-la às redes sociais. Definitivamente, a Copa de 2014 foi duplamente a… Copa das Redes! Tanto de bolas na rede (azar e/ou incompetência nossa) como no uso das redes sociais.
Os números ainda carecem de consolidação, mas o infográfico de uso do Twitter durante o jogo Brasil x Alemanha é impressionante! Neymar, o grande ausente, foi o mais citado durante o jogo, exceto quando dos picos registrados a cada um dos 7 gols da Alemanha e o solitário gol de honra do Oscar. Foram 672 milhões de tuítes sobre a Copa nos seus 32 dias. A vitória da Alemanha por 7×1 sobre o Brasil, na semifinal, gerou 35,6 milhões de tuítes; a final Alemanha x Argentina, “apenas” 32,1 milhões.
O Facebook registra números ainda mais impressionantes, dada a sua base de contas ativas quase 5 vezes maior que a do Twitter. Só na final, 88 milhões de pessoas geraram mais de 280 milhões de postagens, comentários e curtidas likes na rede, durante a final que consagrou a seleção alemã.
Esse é um novo recorde para o Facebook em um evento único, batendo as 245 milhões durante o Super Bowl de 2013.
Após as oitavas de final, o Facebook informou haver superado a marca de 1 bilhão de postagens relativas à Copa, geradas por 220 milhões de usuários desde a partida inicial Brasil x Croácia em 12 de junho.
Nesta segunda, 14/7 a rede social anunciou que a Copa 2014 é o maior evento – esportivo ou não – na história do Facebook. E esse número foi gerado por uma base relativamente pequena, de 17% das contas ativas.
Também bateram recordes o Pinterest, o FourSquare, o Google+, o YouTube, e, claro, o Instagram, hoje controlado pelo Facebook.
Se compararmos os volumes do Twitter da Copa de 2014 no Brasil com os da Copa de 2010 na África do Sul, o crescimento foi brutal: mais de 300 vezes!
E o pais que registrou o maior crescimento, dentre as 32 seleções representadas? Os Estados Unidos, onde definitivamente o soccer parece estar na rota de virar superstar. Os gigantes da publicidade e do entretenimento não cansam de tecer loas ao futebol e ao tamanho do business.
Definitivamente, dois tipos de seres totalmente globais convergiram forte aqui no Brasil: a Copa do Mundo e as Redes Sociais.
Carta Aberta de um jornalista inglês a Neymar
Muito interessante a carta aberta do jornalista inglês Henry Winter ao craque Neymar. Indiretamente, a cada um de nós, brasileiros.


