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A Copa das Redes

WCupSocialMNão dava para encerrar as postagens sobre a Copa do Mundo 2014 sem relacioná-la às redes sociais. Definitivamente, a Copa de 2014 foi duplamente a… Copa das Redes! Tanto de bolas na rede (azar e/ou incompetência nossa) como no uso das redes sociais.Bolanarede

Os números ainda carecem de consolidação, mas o infográfico de uso do Twitter durante o jogo Brasil x Alemanha é impressionante! Neymar, o grande ausente, foi o mais citado durante o jogo, exceto quando dos picos registrados a cada um dos 7 gols da Alemanha e o solitário gol de honra do Oscar. Foram 672 milhões de tuítes sobre a Copa nos seus 32 dias. A vitória da Alemanha por 7×1 sobre o Brasil, na semifinal, gerou 35,6 milhões de tuítes; a final Alemanha x Argentina, “apenas” 32,1 milhões.

O Facebook registra números ainda mais impressionantes, dada a sua base de contas ativas quase 5 vezes maior que a do Twitter. Só na final, 88 milhões de pessoas geraram mais de 280 milhões de postagens, comentários e curtidas likes na rede, durante a final que consagrou a seleção alemã.

Esse é um novo recorde para o Facebook em um evento único, batendo as 245 milhões durante o Super Bowl de 2013.

Após as oitavas de final, o Facebook informou haver superado a marca de 1 bilhão de postagens relativas à Copa, geradas por 220 milhões de usuários desde a partida inicial Brasil x Croácia em 12 de junho.

Nesta segunda, 14/7 a rede social anunciou que a Copa 2014 é o maior evento – esportivo ou não – na história do Facebook. E esse número foi gerado por uma base relativamente pequena, de 17% das contas ativas.

Também bateram recordes o Pinterest, o FourSquare, o Google+, o YouTube, e, claro, o Instagram, hoje controlado pelo Facebook.

Se compararmos os volumes do Twitter da Copa de 2014 no Brasil com os da Copa de 2010 na África do Sul, o crescimento foi brutal: mais de 300 vezes!

E o pais que registrou o maior crescimento, dentre as 32 seleções representadas? Os Estados Unidos, onde definitivamente o soccer parece estar na rota de virar superstar. Os gigantes da publicidade e do entretenimento não cansam de tecer loas ao futebol e ao tamanho do business.

Definitivamente, dois tipos de seres totalmente globais convergiram forte aqui no Brasil: a Copa do Mundo e as Redes Sociais.

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Parabéns, Alemanha!

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Copa das Copas: sem Taça, sem Raça

14-50Sou veterano o suficiente para me lembrar de 17 Copas do Mundo. E, à falta de bons motivos para tirar a má impressão que tive na outra Copa aqui no Brasil, a de 1950, vou contar aqui minhas impressões da evolução da tecnologia nesse período de 64 anos, e da participação da massa de cidadãos e torcedores.

1950: No Rio, com 9 anos, morava em Ipanema, a exatos 13,4 km do Maracanã (hoje), ou 21 km, pelo caminho então disponível. Para wuem não tinha entrada para a final, o jeito era ouvir pelo rádio. Eu ouvia a rádio Continental em AM, e o locutor era Oduvado Cozzi, comentários de Ary Barrozo. Uruguai 2×1: Pude sentir o silêncio ensurdecedor na cidade.

1954: Na Suiça, outro mico, dessa vez ouvido em ondas curtas, sinal ruim, mas, mesmo assim, dava para entender que não era a hora do Brasil. As poucas imagens que vinham eram telefotos bem distorcidas, nos jornais do dia seguinte, e alguns vídeos nos jornais semanais nos cinemas. Alemanha Ocidental passa pela fenomenal Hungria, de Puskas.

1958: a Copa da Suécia, do Pelé, do Vicente Feola, do fim do complexo de vira-latas, ainda pelo rádio. Para os poucos que tinham TV em casa, a solução era assistir a uma apresentação de slides na TV Tupi, enquanto o mesmo narrador do rádio passava sua voz nos altofalantes da TV.

1962: No Chile, o bicampeonato, a sensação do poder absoluto do Brasil no esporte bretão, onde seguíamos de novo pelo rádio e, no dia seguinte, alguns vídeos pela TV, vindos de avião.

1966: o vexame na Inglaterra, a frustração do tri, poucas imagens pela TV no dia seguinte, já vindas por transmissão via satélite, mas nada de todos os jogos ao vivo, ao menos em Curitiba, onde morava e estava no começo de minha carreira profissional. A dona da casa levanta a Jules Rimet, mas se houvesse a tecnologia de hoje da detecção da bola passando pela linha de gol, a Alemanha seria bicampeã.

1970: a Copa no México, a Copa do Tri, da seleção de Pelé, Jairzinho, Gerson, Tostão e tantos outros, a primeira transmitida ao vivo, via satélite e em cores, mas o Brasil ainda não dispunha de um sistema de difusão de sinais coloridos. O jeito era assistir os jogos na TV de tela pequena, em preto e branco. A novidade era o replay, com duas câmeras atrás de cada gol com um gravador de videocassete, cada um custando, à época, a fortuna de US$ 100 mil, algo como US$ 1 milhão em grana de hoje. Euforia geral no Brasil governado por militares, o “prá frente Brasil”

1974: Já com boa parte da população brasileira com televisores em casa e com uma pequena parcela tendo o privilégio de contar com um possante 21″ em cores, a nossa carrasca Alemanha (à época, ainda Alemanha Ocidental) conquistar o bi em casa. O Tetra nosso ainda levaria 20 anos para chegar.

1978: Nada a comemorar. Ainda com o regime fechado por aqui, a Argentina levantava a taça pela primeira vez. Do ponto de vista tecnológico, evolução na quantidade de aparelhos em cores e da cobertura para recepção do sinal ao vivo.

1982: Na Espanha, a anfitriã é a segunda seleção a perder uma Copa em casa, para a Itália, sofrendo um Bernabeusazo, ou algo parecido. Nós, com a melhor seleção de todos os tempos, seguimos os passos e os passes de nós mesmos (1950), Hungria (1954) e Holanda (1974). E alguns de nós já podíamos ter um aparelho de videocassete em casa, qu enos permitia gravar os jogos para ver e rever o título que não aconteceu.

1986: A Colômbia desiste de sediar o mundial e o México faz sua segunda Copa, e a Argentina sua segunda festa. E nós passamos a ter de engolir o Maradona. Tecnologia nova? Os CDs apareciam, mas só os players. Para vevídeos, só nos videocassetes. O Brasil, bem… caiu que nem o Plano Cruzado, que bombava à época e deu no que deu.

1990: Era para ser nossa, mas a Alemanha fez o dever de casa e conquistou o Tri, em cima da Argentina, na casa dos italianos. De tecnologia, só mais câmeras transmitindo, mais replays, o slow-motion, e pronto. Já haviam computadores domésticos, mas, para efeitos esportivos, apenas com planilhas eletrônicas para analisar os números da Copa e jogar alguns games rústicos de futebol.

1994: Nos Estados Unidos, com Romário & Cia, o Tetra! E o DVD aparecia, para podermos colecionar vídeos da Copa com melhor qualidade do que as transmissões por TV aberta. Alguns poucos já podiam desfrutar de computadores domésticos, com comunicação por telefone, fazendo chats através de serviços de BBS e do ICQ. As buscas na Internet estavam na moda, e o Yahoo! começava seu domínio.

1998: Vive la France, Ronaldo deu chabú e conquistamos o bi-vice. Já dava para ter a internet por linha discada a incríveis 64kb, mas a conta (para variar) era salgada. Mas os serviços de chat eram populares e dava para se comunicar com o mundo, tendo, pela primeira vez, uma visão global da Copa, de forma direta. Nascia o Google!

2002: O Penta, do outro lado do mundo, a reabilitação de Ronaldo e a glória de Felipão. Foram 2 títulos na América do Norte (México e EUA), um na América do Sul (Chile), um na Europa (Suécia) e esse na Ásia (Japão e Coréia do Sul).  O Google era rei e a banda larga descongestionava as linhas telefônicas. Muita mensagem trocada por SMS.

2006: Com o Google bombando, o Orkut mandava ver no Brasil, mas o Facebook vinha com tudo. A Alemanha fazia seu tri na Itália. O Brasil, bem… já que não deu para sediar uma Copa, o jeito era tentar no ano seguinte ganhar o direito e receber as seleções em 2014. Smartphones apareciam no radar.

2010: Na África do Sul, surgia o Cometa Espanha, imbatível pelos próximos… (vide 2014). Já era possível fazer videoconferências pelo computador, o Skype era soberano na telefonia IP grátis, o Facebook tomava conta das redes sociais, mas o Twitter era o grande contendor a bater na troca de mensagens instantâneas. Alguém aí se atreve a repetir a escalação base do Brasil de Dunga?

2014: Antes da final, dá para escrever que a Copa no Brasil foi um sucesso, os gringos gostaram, embora as redes de comunicação não estivessem no Padrão Fifa, ainda assim deu para postar milhões de fotos e vídeos dos estádios. Em alguns pontos, a transmissão de imagens 4K, bem mais nítidas do que as Full HD, estas chegarando em massa aqui em nossas plagas nesse ano da Copa, mas que já eram padrão em 2010. Os jogos, todos pela TV ao vivo e com as redes sociais bombando, mostrou o esquema planetário desse evento FIFA, muito mais do que 64 jogos de futebol.

Na 1ª semifinal, minha neta de nove anos chora de tristeza após o 7×1 da Alemanha. E eu penso: será que o legado de país que minha geração deixa para ela não poderia ser melhor? Ela tem hoje a idade que eu tinha em julho de 1950.

Tomara que ela só tenha esse motivo de chorar pelo Brasil em 2014.

 

 

Walk Again: A exposição necessária

walkagainAntes de ver a demonstração ao vivo, por ocasião da cerimônia de abertura da Copa do Mundo 2014, em São Paulo, quero agradecer a esse time campeão de cientistas, pesquisadores, apoiadores e, especialmente, aos voluntários, hoje dependentes de cadeira de rodas, em ousar, inovar, buscar tornar a esperança em realidade.

Em tudo dando certo, um ou uma jovem poderá dar alguns passos, autonomamente, e chutar a bola, antes do jogo inaugural Brasil x Croácia.

Mais do que uma vitória, vai valer a pena pela exposição de resultados de uma longa, solidária e corajosa jornada envolvendo muitas disciplinas da ciência e da tecnologia, muita experimentação, muitos obstáculos vencidos. Restará, no meio da tarde do Dia do Namorados em São Paulo, mostrar ao mundo que juntar conhecimento e aplicá-lo ao bem-estar humano vale muito.

Existem céticos, críticos, invejosos e mesmo desinformados que falam mal, sem saber do todo. Das dezenas de universidades mundo afora, dos diversos centros de pesquisa buscando o novo, para chegar a lançar a semente da perspectiva de tornar possível a um paraplégico voltar a caminhar – Walk Again.

É possível que dúvidas ainda persistam, e cheguem a debates até em fóruns científicos. É razoável supor também que haja um longo caminho a ser percorrido até que essa possibilidade de andar esteja disponibilizada para milhões de deficientes.

Não importa. O que realmente contará, nesta quinta, 12 de junho de 2014, é que boa parte da humanidade poderá tomar conhecimento dessa magnífica iniciativa do engenho humano.

Tomara que dê tudo certo. E que o exemplo frutifique, não só no Brasil, como em cada país do mundo.

E aí que venha o futebol!

Sua Copa do Mundo personalizada no seu tablet ou smartphone

FlipboardO Flipboard é talvez o App mais popular de revistas digitais personalizadas, onde você pode estar sempre atualizado sobre temas de seu interesse, assinando jornais, revistas e blogs dos mais conceituados mundo afora, além de concentrar suas páginas de redes sociais como Facebook e Twitter. E tudo grátis!

Com mais de 100.000.000 de assinantes, o Flipboard agora inova, por ocasião da Copa do mundo no Brasil, com o lançamento de 32 revistas temáticas sobre cada uma das seleções participantes, mais uma geral sobre o Brasil. O diferente é que o conteúdo dessas revistas é majoritariamente selecionado por curadores voluntários de cada país -escolhidos pelo Flipboard- que flipam páginas da internet sobre sua seleção, ou preparam matérias originais.

Cada assinante tem seu Flipboard personalizado no smartphone ou tablet, dependendo dos títulos assinados. E é possível compartilhar cada página com pessoas selecionadas, ou convidadas para usar o Flipboard.

Fiquei contente de ser um dos co-curadores da seleção brasileira, e posso ver que o alcance é realmente global. Mais do que isso, a Copa do Mundo realmente chama a atenção do planeta, mesmo antes da bola rolar no campo, ara valer.

Outro ponto interessante é podermos ver visões diferentes sobre nosso país ou nossa seleção, inclusive algumas repercutindo as críticas e manifestações contra a Copa que seguem acontecendo.

Entender essas múltiplas visões é interessante, democrático, ensina muito e traz a meditação sobre o papel que a internet e as redes sociais desempenham no nosso cotidiano.

Então, você quer ter uma visão consolidada da Copa? Se não tem ainda o Flipboard, é só baixar o App no Google Play, no App Store, no Windows Store ou no BlackBerry World, e aí selecionar o que você quer de conteúdo na sua revista, incluindo aí o Brazil 2014 – Team Magazines.

Bom proveito, boa Copa a todos!

A Copa está aí! E a tecnologia?

O frenesi de acabamento de tudo que se relaciona à Copa do Mundo indica que, mesmo com protestos e com muito de obras que vão ficar para depois, ela deve acontecer, deixando mais marcas boas do que más.

No terreno tecnológico, a parte de comunicação de massa (rádio, TV, internet), já está tudo pronto. O que não estiver, vai ser varrido para baixo do tapete.

Não espere poder dar um show particular com seu smartphone 4G lustroso de novo, especialmente se você estiver assistindo a jogos nas Arenas da Baixada (Curitiba) e Itaquerão (São Paulo). As redes estão precárias, e não só em zonas secundárias, como estacionamentos e corredores de acesso. Espere uma congestão de tráfego de dados, e você pode se sentir como se estivesse a bordo de uma Ferrari no meio de um congestionamento de final de tarde em uma cidade grande brasileira. Dos doze estádios, só seis terão redes wi-fi internas para descongestionar as redes celulares.

Assim, se você já tem um smartphone com um plano 4G, OK. Se não tem, deixe para depois da Copa. Até setembro, outubro, as coisas podem melhorar.

Todas as redes sociais e os portais principais de esportes e notícias, do Brasil e do mundo, farão coberturas intensas da Copa. Aproveite para estar melhor informado e também interagir em tempo real, e não só durante os jogos, em casa ou no estádio. Você vai poder saber e informar sobre condições de trânsito, reservar restaurantes, capturar e receber imagens…

Afinal, durante o mês da Copa do Mundo 2014, teremos uma quantidade brutal de dados, especialmente imagens, sendo geradas a partir do Brasil. Medidas em quantidade de arquivos ou de petabytes gerados, os resultados serão maiores do que a soma de tudo que se originou por aqui de janeiro a abril.

E as TVs gigantes, hein? Dei uma sapeada nas lojas físicas e virtuais e tive algumas surpresas. Por exemplo, você pode comprar uma TV de 55″, Full HD, 3D, WiFi, recheada, enfim, com um bom desconto e ainda leva uma de 32″.

O que mais me chamou a atenção foram as TVs 4K, UltraHD. Uma delas, de 65″ vale menos de R$ 10.000, e cheia de funcionalidades. Embora não haja conteúdo 4K nas transmissões de TV aberta ou por assinatura, você pode acessar, via internet, portais como Netflix e YouTube que já oferecem conteúdo UltraHD. Mas, para isso, precisa de uma boa conexão à internet, acima de 15Mb real.

Como alguns dispositivos, como smartphones, câmeras fotográficas e filmadoras mais modernas já gravam vídeos UltraHD, dá para curtir suas produções familiares em altíssima definição. Se você tiver conteúdo 4K gravado em um pendrive ou um HD externo, dá para assistí-los também.

E as emissões de TV em Full HD? Com a funcionalidade de upscaling, esses televisores simulam a imagem UltraHD a partir da recepção Full HD que teremos na Copa. Fica bem melhor do que uma imagem apenas Full HD, mas não é 4K.

Como as vendas de televisores andaram de lado, abaixo das previsões dos fabricantes, os preços ficaram melhores.

Ainda assim é uma grana preta colocar R$ 10.000 num televisor, mesmo de 65″. Mas, se você pensava em trocar, agora pode ser uma boa hora. Esse mesmo aparelho já foi vendido aqui no Brasil por R$55 mil e, dois meses atrás, era oferecido na faixa de R$ 20.000.

Pode cair mais o preço? Poder, pode, e até deve, mas não muito, e também você aproveita a Copa no seu Home Theater incrementado.

Você quer ser técnico da Seleção Brasileira?

Nesta terça, 20, tive o prazer de abrir e participar do CEO Forum da Amcham – Câmara Americana de Comércio de Curitiba. Foi bastante cool ouvir os CEOs de duas empresas centenárias, a IBM e a 3M, falando de inovação e perspectivas futuras.

E sobre minhas impressões, comento em outra postagem.

Hoje vou propor aos meus amigos -ouvintes e leitores- um desafio: virar técnico ou técnica da seleção brasileira de futebol. Ou, no mínimo, palpitar em tempo real em canal direto com Felipão, sobre quem depositamos as esperanças do hexa.

A IBM Brasil criou um canal de comunicação social com a comissão técnica da seleção, o Ei Treinadores!, disponível a qualquer um que tenha uma conta no Twitter.

Partindo do princípio que os brasileiros são os mais dedicados usuários das redes sociais, a IBM usou seu Centro de Pesquisas no Brasil com o um hub mundial para desenvolver essa solução, que se baseia -em tempo real- nas opiniões dos tuiteiros sobre determinados temas. Os jogos do Brasil, por exemplo.

O que diz a Dra. Maíra Gatti, pesquisadora de Ciências da Computação no Laboratório IBM:

“O brasileiro é um dos povos mais atuantes nas redes sociais. Em 2012, o Brasil era o país com maior participação no Twitter segundo Pesquisa “State of Mobile Web” realizada pelo Browser Opera com dados de 190 países. No número geral de usuários de internet, 23% dos que usavam a ferramenta eram brasileiros.”

Essa solução já foi testada em 2013, durante a Copa das Confederações, e, tudo indica que algum dos auxiliares do Felipão ficava recebendo os dados consolidados e passando algo ao chefe. Agora em junho, a cena vai se repetir.

Só que com mais gente participando. Quer dar sua opinião sobre a partida como se estivesse com os jogadores? Usando a Análise de Sentimento Social da IBM, você se transforma em um treinador auxiliar.

Se você tem uma conta no Twitter, siga  e divirta-se, durante os jogos. Quer ter uma idéia bem humorada? Veja ovídeo ou procure por Ei Treinador no YouTube.

E o futebol moderno vai cada vez mais sendo apoiado por dados. Muitos estatísticos povoam as comissões técnicas dos principais clubes do Brasil e do mundo. Aposenta-se a velha prancheta dos professores e agora as mudanças táticas ocorrem com base no que está ocorrendo e o que pode e deve ser corrigido.

Talvez o futebol acabe perdendo a  arte, a graça… Mas, por via das dúvidas, estarei lá, tuitando nos jogos do Brasil, tentando, junto com os demais 193.999.998 técnicos, ajudar Luiz Felipe Scolari a deixar a taça aqui no Brasil por uns tempos.

Vamos nessa?

Arena da Baixada, 14/5/2014: E aí?

 

20140514ArenaBaixadaA Copa do Mundo vai se aproximando, e os testes Brasil afora apontam para magníficas Arenas, mas ainda sujeitas a ajustes, mesmo aquelas já testadas na Copa das Confederações, em 2013.

Nesta quarta, 14 de maio, foi a vez da Arena da Baixada, em Curitiba, do Atlético Paranaense. Como atleticano e como fuçador de tecnologia, fui lá conferir, junto com familiares.

Aqui um resumo das minhas impressões:

O estádio ficou lindo! a chegada foi meio complicada, ainda mais com o horário do jogo coincidindo com pico do rush da tarde, somado à chuva e às restrições de tráfego. As calçadas do acesso estão ainda por terminar, e tomara que fiquem boas para os jogões da Copa, como Irã x Nigéria, que pretendo assistir para ver ao vivo um pouco do futebol global…

Depois de passar pela revista, entrar no estádio é um primor. Múltiplas catracas eletrônicas, muita gente de apoio, corredores largos e o acesso às arquibancadas muito fácil e rápido. Fiquei no andar de cima, onde as cadeiras são razoáveis, mas o espaço para circular sem incomodar os vizinhos é coisa para equilibrista.

A visibilidade do campo é magnífica, de onde quer que se esteja. Iluminação muito boa, acústica perfeita, o caldeirão volta a funcionar, com uma torcida entusiasmada.

Fotos, vídeos, músicas, começa o jogo. O Furacão com aquela juventude toda começa a colocar pressão no rival Corinthians, até que o craque Marcelo faz 1 x 0! Festa!!

Depois disso, só mesmo discutindo tecnologia. Não porque o mistão visitante ganhou de 2 x 1, mas porque… ahã, afinal, aqui temos um blog de tecnologia.

O que chamou a atenção de muita gente foi o mini-drone com câmera de TV voando sobre o campo, a alturas variáveis, desde rente ao campo até acima da cobertura. Fiquei com inveja do operador do drone. Um dia, ainda vou brincar com um. Mas, para mim, fica óbvio que os drones chegaram para ficar, nas transmissões de grandes eventos, esportivos, musicais, políticos.

Há pouco mais de 2 meses, um drone construído por um curitibano sobrevoou a Arena, ainda com muito por fazer, e filmou o interior da obra, até então resguardada da curiosidade da imprensa e dos fãs de futebol, por decisão interna da diretoria do Atlético. Iniciativa individual, que bombou no YouTube.

O que deixou a desejar –conforme antecipado– foi a rede celular no entorno e dentro da Arena. Lá fora, na fila para entrar e falar com outras pessoas exigia muitas tentativas e pouco sucesso, independente da localização, da operadora e da tecnologia disponível no aparelho: Edge, 3G, 4G, WiFi. Estava pior do que o transito e as calçadas. E nada indica que  vá melhorar, em dia de jogo da Copa com o dobro de público.

E, por último, mais um gap tecnológico para nós: a Sony anuncia uma potencial parceria com uma operadora de TV por assinatura para transmissão dos jogos usando a tecnologia Ultra HD, ou 4K, que tem 4 vezes mais nitidez do que a atual Full HD (o dobro de pixels na horizontal X o dobro de pixels na vertical). 

Se isso ocorrer, poucos serão os que poderão ver imagens melhores e mais nítidas, porque são poucos e caros os televisores no padrão 4k no Brasil. Quem não tem e eventualmente se arriscar a pagar para ter, vai necessitar de um conversor, da mesma forma que foi necessário um para adaptar os televisores analógicos para receber imagens digitais.

A FIFA terá vídeos 4k da Copa no Brasil. Alguns países receberão imagens também em 4k. É parte do Padrão FIFA.

Voltando ao futebol, o Atlético Paranaense perdeu por 2 x 1. Resta o consolo de termos o primeiro gol anotado por um atleticano, o jovem e talentoso Marcelo Cirino. Como tudo na vida é um processo, agora o Furacão tem um belo estádio, Padrão FIFA. Falta construir um time competitivo. O jeito é esperar…

TV4k vai ter para o Brasil?

 

O momento mais importante da Copa 2014

Eu gosto de futebol. Faz tempo! Em 1950, era criança, morava no Rio, mas não fui ao Maracanã ver Brasil x Uruguai. Naquele tempo, não havia TV. Ouvi pelo rádio a final do Maracanazo, e depois o silêncio ensurdecedor das ruas com a perda da Copa para os vizinhos uruguaios.

Chego à Copa de 2014, de novo aqui no Brasil, morando em Curitiba, minha cidade natal. Para não ficar de fora, o máximo que consegui foi o ingresso para ver Irã X Nigéria, que deve ser um jogão de bola! Um dos dois, ou os dois serão finalistas antecipados, ou melhor, o final da Copa para esses times deve ocorrer ainda na primeira fase…

Mas, de novo, aqui é um blog de tecnologia e vou comentar sobre o que será, na minha perspectiva, o ponto marcante da Copa. Antes do jogo inaugural Brasil x Croácia, veremos o chute simbólico inicial. Terá quase zero de conteúdo esportivo e uma quantidade incomensurável de superação humana e de demonstração  da capacidade da ciência de melhorar a qualidade de vida das pessoas.

WalkAgainNo caso, pessoas muito especiais, paraplégicos, selecionados pela equipe comandada pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, que conseguiram criar um exoesqueleto, simplificadamente um robô, que, acoplado ao corpo de uma dessas pessoas com limitações de movimento, dará esse chute, na presença de 70.000 torcedores no estádio e de mais de 1 bilhão, pela TV e pela internet.

Se tudo correr bem, haverá uma demonstração clara do poder do conhecimento científico, de sua aplicação, e do potencial criado para tornar essa solução pioneira em algo de uso comum, em um futuro não muito remoto.

Dará um recado ao mundo sobre os talentos brasileiros envolvidos no projeto, iniciado pelo Dr. Nicolelis nos Estados Unidos, na Universidade Duke, onde ele ensina e faz pesquisas.

O mundo científico sabe quem é o Dr. Nicolelis. O mundo das pessoas comuns, como nós, pouco ou nada sabem. Se fizerem uma pesquisa no Brasil sobre quem é esse tal de Nicolelis, provavelmente a resposta mais comum vai ser um “não sei“, seguido talvez de “um jogador da Grécia?“.

Como vai funcionar?

Um brasileiro especial entrará em campo no Itaquerão em São Paulo, no próximo dia 12 de junho, equipado com esse exoesqueleto comandado por seu cérebro e vai dar o chute inicial. Detalhe: essa pessoa é paraplégica e estará andando!

Esse engenho construído com metais leves e alimentado por um sistema hidráulico e muita eletrônica digital poderá, um dia, tornar obsoletas as cadeiras de rodas.

O brasileiro Miguel Nicolelis lidera uma equipe de diversas universidades em vários países nesse projeto para construir uma “roupa” para pessoas paraplégicas.

“Todas as inovações que estamos reunindo para este exoesqueleto tem em mente o objetivo de transformá-lo em algo que possa ser usado por pacientes que sofrem de uma variedade de doenças e lesões que causam paralisia”, disse Nicolelis ao  jornal inglês The Guardian.

Um grupo de oito brasileiros paraplégicos, entre 20 e 40 anos, estão sendo treinados para usar o exoesqueleto. Três deles participam da cerimônia de abertura, e um ou uma vai andar em campo e dar o pontapé inicial.

Os mecanismos estarão ligados a uma espécie de touca na cabeça, feita com eletrodos que captam as ondas cerebrais do usuário. Esses sinais são interpretados por processadores digitais ligados ao exoesqueleto e os transformam em movimentos físicos. É pensar e pronto, as pernas se movem.

Para um universo de milhões de paraplégicos no mundo, essa perspectiva de poder um dia voltar a andar de forma autônoma é promissora.

A entrevista de Nicolelis ao programa Fantástico, da Globo, é mais do que ilustrativa, e pode ser seguida aqui. O video, em inglês, que mostra o projeto Walk Again, pode ser visto aqui.

O que importa é que essa abertura da Copa, dada por um paraplégico, chame a atenção das pessoas que decidem sobre nossa educação e para a necessidade de priorizar cada vez mais a pesquisa aplicada e o ensino das exatas e a criar paixão pela ciência. Se der certo, todo o imenso custo da Copa de 2014 terá valido a pena. Independente do resultado da final, com ou sem caneco.

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