Autor Arquivo: Guy Manuel

Faxina no smartphone e no tablet

É quase automático: você lê, ouve, ou sabe por um amigo de algum aplicativo cool para seu smartphone ou tablet e você vai direto à App Store ou Google Play e baixa. Ainda mais se for grátis! E aí, se tiver um tempo, começa a usar.

Na maioria das vezes, esse aplicativo vai pedir licença para usar sua localização, sua lista de contatos e seus dados pessoais. Ou então, você faz o login através de sua conta do Facebook, e, da mesma forma, deixa uma válvula aberta para que alguém saiba de sua vida.

É o preço que você paga para poder estar conectado com quem lhe interessa, do jeito que lhe convém, e, pelo impulso da novidade instantânea com preço zero, lá vai mais um App para seu dispositivo esperto.

Passa o tempo, e essa rotina se repete. Quando você se dá conta, são dezenas, às vezes centenas de aplicativos. Muitos dos quais você nem se lembra para que servem, ou jamais usou.

Se esse é seu caso, então é hora da faxina! Cada aplicativo ocupa espaço na memória do aparelho, gasta tempo de acesso para atualizações e, somando todos, podem estar degradando a performance do potente processador que fez a diferença na hora que você decidiu a compra.

Lembre-se que você autorizou um monte de acessos aos seus dados para usá-los adequadamente. Mas, no frigir dos ovos, você usa 5 Apps todo dia, no mês, não mais que 15 ou 20. O resto é tralha. Lixo para eles, já! E não é só deletar do tablet ou do smartphone. Tem que deletar também do computador que você possa usar para sincronização.

Além dos programas, muitas tarefas  geradas por eles ficam ativas, ocupando memória e armazenamento. É preciso removê-las, de vez em quando.

Os sistemas operacionais oferecem ferramentas para simplificar sua vida nesses quesitos. Mas precisa paciência…

Assim como suas gavetas de roupas ou de papéis, os arquivos digitais também exigem faxina de vez em quando. Faça isso a cada três ou quatro meses.

Muito complicado? Se você tem um dispositivo Android, use o Clean Master. É simples, rápido, intuitivo e.. gratuito!

Comece hoje! Boa faxina!

Microsoft compra Nokia: Novo Capítulo da Tecnologia?

SteveStephenNa madrugada desta terça, 3 de setembro, Steve Balmer e Stephen Elop, CEOs respectivamente da Microsoft e da Nokia anunciaram uma bola cantada há mais de dois anos: A Microsoft comprou, por US$ 7,2 bilhões a Divisão de Dispositivos e Serviços da Nokia. Resumindo, seu negocio de celulares.

Vale a pena ler a carta assinada por Steve & Stephen, onde essa junção de forças pretende, nada menos do que escrever o próximo capítulo da história da tecnologia e da mobilidade. Compromisso ousado!

A Nokia fica com seus negócios de serviços de rede e de localização e mapas, este último um fenômeno gerador de caixa para a empresa finlandesa.

Olhando o negócio do ponto de vista do passado, a Microsoft tinha por objetivo colocar um computador em cada casa; a Nokia, um celular em cada bolso. De um jeito ou de  outro, ambas tiveram sucesso, que renderão estudos décadas à frente.

Mas foi exatamente esse sucesso do passado que criou a necessidade de preservação das bases de clientes.  Esse generoso legado impediu que ambas pudessem entrar de cabeça no mundo da conectividade para concorrer com Google, Apple e Facebook.

Essa transação, que ainda precisa passar pelos trâmites junto aos acionistas da Nokia, de Comissões de Valores Mobiliários e de agências reguladoras, deve estar concluido anda no primeiro semestre de 2014.

O que dá para vislumbrar é um fortalecimento do Windows Phone como sistema operacional para smartphones e tablets, usando aparelhos da Nokia. A nova Microsoft entra para valer no negócio de hardware, antes com representatividade apenas através de sua bem sucedida linha de consoles, o XBox.

Uma boa aposta é para o fim mais rápido dos celulares comuns, pois, com a Microsoft dando as cartas na Nokia, o interesse em sistemas operacionais diferentes do Windows Phone é zero.

Essa cartada parece sinalizar o encerramento com festas da era Steve Balmer na Microsoft, que, ironicamente, pode ser substituido pelo seu quase xará da Nokia, Stephen Elop, aliás, ex-Microsoft.

Vale ficar atento para o desenvolvimento desse ecossistema centrado nos diversos sabores do Windows, que pretende estar em qualquer dispositivo digital do futuro. Se der certo, será, efetivamente, o próximo capítulo da tecnologia.

Compre um smartphone novo, dê seu usado como entrada

Já é prática no mercado secundário a venda de smartphones e tablets usados, recondicionados, ou, para usar o jargão automobilístico, seminovos.

Agora, surgem rumores de que a Apple estaria para lançar um programa oficial de trade-in, ou troca de seu aparelho usado por um zero, para que seu desembolso seja menor. Isso pode acontecer ainda este mês, por enquanto, limitado aos Estados Unidos.

Existem bons argumentos para que esse mercado possa se desenvolver rapidamente, sem requerer muita inovação tecnológica:

  • O mercado atual de smartphones, tem uma grossa fatia de reposição, como o de carros
  • O investimento e a depreciação dessas engenhocas acabam sendo altos, por vezes adiando decisões de compra, e, portanto, de crescimento de vendas
  • As inovações estonteantes, que mudam a lógica do mercado, não estão no radar. Evolução, não revolução. Ou, como dizia o mote de lançamento do iPad 3: resolução, não revolução, para pregar as vantagems da tela Retina, mais nítida e brilhante
  • Os fabricantes concentram atenção nos milhões de consumidores que estão migrando de celulares comuns para smartphones, e isso ocorre tanto pela oferta de aparelhos mais despojados como via mercado de seminovos, hoje essencialmente fora do alcance das grandes marcas
  • As questões ambientais relativas ao descarte e reciclagem de componentes eletrônicos, como telas sensíveis ao toque, placas-mãe, processadores e baterias estão na agenda

A mera especulação de uma possível entrada da Apple nesse jogo já eriça a concorrência. Pode ser boato, pode ser real. Mas esse é um mercado nada desprezível, que inclusive pode mexer no balanço das operadoras, que poderiam perder a fidelização de muitos clientes que optassem por um aparelho usado para poder mudar de plano ou de operadora sem as cláusulas leoninas que são contrapartidas dos subsídios do celular novo.

Eu não descartaria a hipótese das operadoras entrarem para valer nesse tabuleiro de xadrez.

Em países como o nosso, essa pode ser uma bela oportunidade de facilitar a vida daqueles que querem e precisam de um smartphone ou de um tablet, mas o orçamento é curto. Com preço bom, acompanhado de uma garantiazinha extra e com aparência de novo, a lógica do mercado de carros pode ser o caminho.

Como o passado enxergava o futuro da internet

19991005BW_TheInternetAgeBusiness Week, 4/10/1999. Edição comemorativa de seus 70 anos de publicação ininterrupta. Matéria da capa: “The Internet Age“.

No finalzinho do século 20, a Business Week era a revista de negócios de maior prestígio e circulação global, e fazia uma profunda avaliação do que seria a era da internet, capaz de transformar o mundo de um jeito que sequer poderíamos então imaginar.

Que o mundo iria mudar, ela acertou na mosca. Como mudou, ela antecipou apenas as mudanças mais óbvias da nova tecnologia.

Às vésperas do ano 2000, a internet de banda larga já engatinhava. O Google tinha 1 ano de vida. O e-commerce começava a estar confortável ao contabilizar seu terceiro ano de vendas bilionárias, Amazon e eBay à frente.

A BW previa um aumento forte das compras de passagens aéreas pela internet, o aumento dos lares conectados, onde a internet logo rivalizaria, em termos de penetração, com os onipresentes televisores, então ainda dominados pela programação da TV aberta. Acertou, em parte.

Dizia também que seria comum, lá por 2003, você poder configurar seu carro novo à seu gosto, junto às montadoras, para ter seu veículo personalizado, sem pacotes com acessórios inúteis para você e igualzinho a seu vizinho de casa ou de baia no escritório. Você conhece alguém que, em 2013, tenha comprado um zerinho encomendado via http://www.suamontadora.com.br?

E que os negócios entre empresas seriam cada vez mais transacionados pela rede. Aqui, acertou.

Previa também que a economia mundial daria saltos quantitativos de crescimento. Desde o século 13, o mundo teria tido crescimentos tênues, com aumentos médios da renda per-capita de 0,1% ao ano, crescendo devagar até que, na segunda metade do século passado, a renda média do habitante do planeta Terra cresceu a taxas de 3% anuais. Com a internet, esse crescimento seria bem maior, puxado pelos Estados Unidos. Hum… o vetor de crescimento pode ser esse mesmo, descontadas as crises.

Reli duas vezes essa matéria. Lá nenhuma linha indicando dispositivos móveis nas mãos de bilhões de pessoas usando milhões de aplicativos disponíveis. Redes sociais? Nadinha!

Então, nas previsões, é bom poder imaginar tendências. Mas as coisas que mudam tudo, só percebemos depois que acontecem.

A BW não existe mais como revista impressa. Está só na internet.

Os Beatles estão vivos! Graças à internet

BeatlesLiveBBC2Os Beatles são o ícone maior da música da década de 1960. A banda durou pouco, e se dissolveu. Hoje, são milhares de bandas cover mundo afora, muitas de sucesso, inclusive no Brasil. Até que Paul McCartney segue sua carreira solo tentando manter a chama acesa, mas o legado original do quarteto de Liverpool parecia mais do que conhecido, estudado e explicado. Parecia…

Agora, graças a vazamentos através de redes sociais, ficamos sabendo do lançamento, em novembro, de um album inédito dos Beatles, “On Air – Live at the BBC Volume 2. Por artes do australiano WogBlog, especializado e referência em Beatles, que descobriu uma postagem meio escondida na página do Facebook da filial da gravadora MCA nas Filipinas, semanas atrás.

A informação vazou, e logo apareceram detalhes, como a bela capa que deve estampar o álbum digital, o CD, e, quem sabe, o vinil. As fitas originais estavam bem guardadas ou esquecidas, a primeira hipótese a mais provável.  Mas se vem aí o Volume 2, é bom lembrar que o Volume 1 foi lançado 20 anos atrás, numa compilação de até então 30 faixas inéditas de apresentações dos Beatles ao vivo na BBC. A Universal Records, que é dona da MCA, tem os direitos sobre o acervo musical da banda e deve feito um arranjo com a BBC, que publica um novo livro sobre a história dos Beatles agora em outubro.

A BBC lançou, ano passado, uma campanha para coletar material da banda, o  “Listeners’ Archive”, e, especula-se, muita coisa deve ter sido coletada, inclusive gravações piratas feitas por fãs em apresentações da banda.

Vale a pena refletir sobre o papel do WogBlog nesse lançamento. É claro que a geração de informações não foi espontânea, mas os blogueiros australianos são parte importante na criação do burburinho que antecipa um lançamento de conteúdo inédito que estava dormindo em algum lugar há cinco décadas.

Eu acho que isso é parte de uma bem pensada estratégia de duas venerandas organizações que atuam no mundo da música, a BBC e a MCA, para usar a internet e as mídias sociais visando promover produtos que, pelas vias tradicionais, passariam totalmente desapercebidas.

Vamos aguardar novembro! De todo modo, material inédito dos Beatles sempre causa frisson. Desde a década de 1960.

Faça backup: ou Murphy te pega!

Ao longo do tempo, você acaba colecionando um montão de arquivos digitais: fotos, videos, músicas, documentos pessoais e profissionais, apresentações, planilhas, enfim, na hora de contar, são milhares, ou dezenas e até mesmo centenas de milhares. Muitos deles você nunca vai precisar, mas uma boa parte deles vão compor uma memória de vida e, como tal, precisam ser preservados.

Murphy, aquele que diz que se alguma coisa puder dar errado, dará, explica porque quando algum problema surge nos seus arquivos, seja por perda, gravação por cima do que existe, limpezas mal feitas e outros que nem parecem possíveis de acontecer, eles atacam exatamente aqueles que você não tem um backup, ou cópia de segurança.

Por mais meticuloso que você possa ser, perfeição na guarda e preservação de arquivos não é tarefa trivial. Mas então, como minimizar os riscos?

Tenha em mente que armazenar documentos em meio digital é hoje algo barato. Discos magnéticos de 1 Terabyte custam R$ 200; armazenagem em serviços na nuvem saem de graça, até 1 Tera em serviços como o Flickr ou o Mega. DVDs graváveis custam centavos cada e cabem 5GB, BluRays, poucos reais para 25GB.

Assim sendo, não é por causa de orçamento curto que você vai perder o que vai escrito em sua linha do tempo. Mas saiba que nos backups também podem surgir problemas. As mídias físicas estão sujeitas a falhas e deterioração. Os serviços na nuvem podem ser descontinuados, pois eles estão sujeitos a um contrato que pode ser rescindido em algum momento.

Para minimizar surpresas e desgostos, o melhor é ter mais de um backup de suas preciosidades. Eu sugiro, no mínimo, um completo em um ou mais HDs externos, outro em serviços na nuvem e aqueles arquivos ultra-especiais, em DVDs ou BluRays.

Vale a pena atualizá-los periodicamente, no mínimo duas ou três vezes ao ano. E mantenha uma lista atual e bem organizada do que está aonde. Se esses arquivos são manipulados em um computador que tenha vários usuários, mais uma razão para tê-los em ordem, e com critérios que todos cumpram. A cada 5 anos, refaça seus backups em mídias novas.

Isso de ter backup é que nem ter seguro de carro. Sem backup ou sem seguro, Murphy vai te pegar!

3 Operadoras com 4G em Curitiba! Você gostou?

Nesta terça, 27, a TIM começou a oferecer o serviço celular 4G em Curitiba. Junta-se à Claro e à Vivo na antecipação de metas assumidas com a Anatel. Agora, a concorrência vai ser lascada e, logo, logo, teremos todos a possibilidade de navegar na internet cidade afora a velocidades impensáveis para a rede 3G. Será?

O que eu gostei da proposta da TIM foi a oferta de migração do 3G para o 4G sem custo, só precisando de aparelho e chip compatíveis, sem precisar mudar de plano! Mas a estreia aqui nessa terça gelada foi marcada por muitas críticas. Não saiu como se esperava…

E as demais? Sinto a rede 4G aqui como um queijo suíço, cheia de buracos, nas vastas regiões sem a devida cobertura. Velocidade de 5Mb, por exemplo, quando chega lá, é de comemorar. Na média, eu fico mais de 2/3 do tempo na velocidade dos kilobits, coisa que a rede 3G prometia aposentar e não conseguiu, tal o congestionamento causado pelo sucesso de sua adoção pelo brasileiro conectado.

Só lembrando, a tecnologia 4G pode oferecer velocidades de download de até 100 Mb. Para nós, ainda miragem.

Eu ainda não conheci nenhum usuário que esteja eufórico com o 4G.

Voltando lá atrás, quando surgiu a rede 3G, também houve problemas e frustrações. Mesmo assim, a explosão do número de linhas ativadas serviu para calar a boca de muitos críticos.

Na Copa das Confederações, as cidades-sede fizeram um teste de campo, não só no futebol, mas também nas comunicações via rede celular. Ainda bem que o Brasil levantou a taça no gramado. Já a rede celular tomou alguns gols contra que não estavam previstos. Bem, afinal, era só um teste! A prova de fogo vem na Copa em 2014, em Curitiba inclusive.

Agora, que começa a verdadeira corrida para a adoção da rede 4G, tem muito mais gente ansiosa para desfrutar de sua rapidez e qualidade, com os serviços adicionais que podem ser disponibilizados.

Ou seja, mais gente para reclamar. É chegada a hora de fazer com que todos os envolvidos nessa oferta, comecem a jogar na velocidade da nova tecnologia. Com o entrosamento necessário de um time campeão! A torcida, ou melhor, o cliente, agradece…

Você quer ter um fóssil de 426 milhões de anos em casa?

Você já visitou virtualmente algum museu do mundo via o fantástico Google Art Project, que já contempla dezenas de museus e 263 coleções, inclusive do nosso Museu de Arte Moderna de São Paulo?

Talvez você tenha entrado diretamente nos portais dessas renomadas casas do conhecimento, e teve a chance de ver –ou rever– obras incríveis, desde pinturas, esculturas, ruinas, objetos de várias civilizações, até múmias e fósseis, para citar os mais cotados grupos.

Pois agora,  o British Geological Service disponibiliza um banco de dados com uma incrível coleção de imagens de fósseis em 3D e com alta definição, que podem ser acessadas pela internet. É simples girá-las para observação dos mais diversos ângulos, assim como buscar detalhes, com recursos de zoom. É gratuito, e você só precisa ter em seu computador um browser que seja compatível com o padrão HTML 5.

A base de dados ainda está sendo populada, mas existem exemplares imperdíveis, que atiçam até mesmo a curiosidade de leigos, como eu. Um exemplo é o pequenino Calymene neotuberculata ludicra que teria vivido há mais de 420 milhões de anos atrás.

Examinar o Calymene pela tela do computador já é uma experiência fascinante! Mas isso não é tudo. Fósseis possuem texturas próprias, e a curiosidade de tocá-los pode ser maior do que a de vê-los. Então o British Geological Service oferece também a opção de fazer um download dessas imagens nos formatos .ply e .org, o que permite que os arquivos baixados sejam usados em impressoras 3D que irão criar uma réplica física daquilo que você viu e gostou.

Essas impressoras ainda estão longe de serem tão onipresentes e baratas como as de jato de tinta, mas seus preços caem rapidamente e sua adoção aumenta na proporção inversa. Se você ainda não tem uma, fica cada vez mais fácil descobrir quem tenha e possa emprestar ou alugar para imprimir o fossil em 3D.

Não é incrível o que a tecnologia pode fazer, mesmo que seja apresentar um ser que viveu há quase meio bilhão de anos atrás?

Como tratar bem um cliente na nuvem

Hoje em dia, ser cliente ou cidadão tratado com descaso é algo bastante comum. Quem não tem uma reclamação não atendida pela operadora de celular, concessionária de veículo ou assistência técnica de geladeira? E os serviços que buscamos na repartição pública, na auto-escola ou na empresa de seguro-saúde?

Quando a coisa vai para o mundo digital, parece então que somos encarados como amebas. Explicações idiotas, tipo “o sistema caiu“, “todos os nossos atendentes estão ocupados; aguarde, por favor“, só para mencionar as mais utilizadas.

Por vezes, as desculpas são estimuladas através de redes sociais, fomentando uma viralização para explicar que um determinado serviço ficou indisponível por supostos ataque de hackers que geraram um denial of service, coisa para inglês ler.

Grandes empresas do ramo fazem isso sem medo. Assim, eu nem dei muita bola para uma queda -ou instabilidade- no serviço Outlook.com, da Microsoft, ocorrida na semana passada. Embora usuário, estava com outros afazeres e essa falha não me causou maiores contratempos.

Mas eu estava querendo saber o que a Microsoft iria dizer, e esperava as desculpas padrão.

Tenho que admitir que fiquei nas nuvens com a postura clara da empresa na sua explicação:

O incidente foi resultado de uma falha em alguns de nossos servidores na função de sincronização de informações para alguns dispositivos que utilizam o protocolo Exchange ActiveSync. Essa falha causou um erro na conexão a esses dispositivos que continuamente tentavam se conectar ao Outlook.com. Isso, então, gerou uma onda de acesso aos nossos servidores e estes não responderam de forma correta aos pedidos de acesso, e como resultado nossos clientes não conseguiam acessar seus e-mails no Outlook.com.

Aí a Microsoft detalha providências para corrigir o problema, resolvido por partes, de modo que alguns usuários ficaram com o serviço indisponível por mais tempo do que outros.

E a empresa pede desculpas, no começo e no fim da mensagem. Desculpas com recheio de uma explicação honesta. Nos dias que correm, é uma exceção à regra.

Loas a essa postura da Microsoft! Que sirva para a concorrência. E para outros fornecedores de produtos e serviços, do gigante ao microempresário.

Ganhamos todos!

====

Para quem não leu, reproduzo a nota da Microsoft, com a sensação de ter sido tratado com respeito e dignidade:

Pedimos desculpas por qualquer interrupção sofrida com seu e-mail

Em nome do time do Outlook.com, peço desculpas por qualquer inconveniência que você tenha sofrido ao tentar acessar o Outlook.com na semana passada.

Sabemos o quão importante é o seu e-mail para se manter em contato com seus amigos e familiares e para suas tarefas diárias. Nosso sincero pedido de desculpas por qualquer dificuldade que você tenha tido em acessar Outlook.com. Gostaríamos de informar que o Outlook.com vem conquistando a reputação de serviço de e-mail estável e confiável. Nós investigamos a fundo qualquer problema que ocorra no serviço para prevenir que os mesmos ocorram no futuro. Estamos dedicados a oferecer o serviço de e-mail mais estável e confiável que nossos clientes demandam.

Muitos pediram uma explicação mais detalhada do que ocorreu semana passada sobre o que causou a dificuldade de acesso ao Outlook.com. O incidente foi resultado de uma falha em alguns de nossos servidores na função de sincronização de informações para alguns dispositivos que utilizam o protocolo Exchange ActiveSync. Essa falha causou um erro na conexão a esses dispositivos que continuamente tentavam se conectar ao Outlook.com. Isso, então, gerou uma onda de acesso aos nossos servidores e estes não responderam de forma correta aos pedidos de acesso, e como resultado nossos clientes não conseguiam acessar seus e-mails no Outlook.com.

Para estabilizar os servidores impactados, temporariamente bloqueamos o acesso por Exchange ActiveSync a estes servidores e trabalhamos gradualmente para restaurar a funcionalidade normal. Por causa do atraso acumulado nos servidores, e para evitar uma nova onda de acesso igual à que causou o problema inicial, restauramos o acesso de forma gradual e por isso muitos clientes sofreram a falta de acesso em seus dispositivos móveis por tempo prolongado.

Aprendemos com este incidente e já efetuamos duas mudanças críticas em nossos sistemas para evitar este tipo de falha no futuro. A mudança mais importante foi atualizar o comportamento do serviço que corresponde ao tráfego por Exchange ActiveSync, para evitar a onda de tentativas de acesso que causou a interrupção no acesso ao serviço na semana passada, tornando, assim, mais confiáveis as conexões por este protocolo. A segunda mudança foi aumentar a disponibilidade de banda de tráfego de dados para as partes afetadas do sistema a fim de garantir maior capacidade para atender estes tipos de chamadas aos servidores.

É nosso objetivo fornecer um serviço excepcional para cada usuário do Outlook.com. Espero que você nos dê a chance de conquistar sua confiança novamente. Seu apoio e dedicação ao nosso serviço de e-mail são muito importantes para nós. Mais uma vez, em nome de todo time Outlook.com, peço desculpas por qualquer inconveniência que você tenha sofrido e agradecemos pela paciência demonstrada enquanto resolvíamos os problemas com o serviço.

Esperamos continuar tendo o privilégio de ser o seu principal serviço de e-mail agora e no futuro.

Atenciosamente,

Dick Craddock

Group Program Manager, Outlook.com