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Os Beatles estão vivos! Graças à internet

BeatlesLiveBBC2Os Beatles são o ícone maior da música da década de 1960. A banda durou pouco, e se dissolveu. Hoje, são milhares de bandas cover mundo afora, muitas de sucesso, inclusive no Brasil. Até que Paul McCartney segue sua carreira solo tentando manter a chama acesa, mas o legado original do quarteto de Liverpool parecia mais do que conhecido, estudado e explicado. Parecia…

Agora, graças a vazamentos através de redes sociais, ficamos sabendo do lançamento, em novembro, de um album inédito dos Beatles, “On Air – Live at the BBC Volume 2. Por artes do australiano WogBlog, especializado e referência em Beatles, que descobriu uma postagem meio escondida na página do Facebook da filial da gravadora MCA nas Filipinas, semanas atrás.

A informação vazou, e logo apareceram detalhes, como a bela capa que deve estampar o álbum digital, o CD, e, quem sabe, o vinil. As fitas originais estavam bem guardadas ou esquecidas, a primeira hipótese a mais provável.  Mas se vem aí o Volume 2, é bom lembrar que o Volume 1 foi lançado 20 anos atrás, numa compilação de até então 30 faixas inéditas de apresentações dos Beatles ao vivo na BBC. A Universal Records, que é dona da MCA, tem os direitos sobre o acervo musical da banda e deve feito um arranjo com a BBC, que publica um novo livro sobre a história dos Beatles agora em outubro.

A BBC lançou, ano passado, uma campanha para coletar material da banda, o  “Listeners’ Archive”, e, especula-se, muita coisa deve ter sido coletada, inclusive gravações piratas feitas por fãs em apresentações da banda.

Vale a pena refletir sobre o papel do WogBlog nesse lançamento. É claro que a geração de informações não foi espontânea, mas os blogueiros australianos são parte importante na criação do burburinho que antecipa um lançamento de conteúdo inédito que estava dormindo em algum lugar há cinco décadas.

Eu acho que isso é parte de uma bem pensada estratégia de duas venerandas organizações que atuam no mundo da música, a BBC e a MCA, para usar a internet e as mídias sociais visando promover produtos que, pelas vias tradicionais, passariam totalmente desapercebidas.

Vamos aguardar novembro! De todo modo, material inédito dos Beatles sempre causa frisson. Desde a década de 1960.

TV 3D patina por falta de conteúdo. E vice-versa


3DslowAgora foi a BBC inglesa que desistiu de produzir filmes e séries em 3D. A audiência supostamente qualificada que esses produtos visavam atingir não chegou para pagar a conta. É mais uma grande rede de TV que puxa o freio de mão no mundo de três dimensões.

A tecnologia que permite ver imagens em três dimensões usando óculos especiais não é nova. Tem mais de 100 anos, mas só agora temos imagens bem realistas. Mas ainda existem problemas a contornar.

Começa pelos óculos de um fabricante que não servem para ver no televisor de outro fabricante. São dois tipos,  os óculos ativos, com bateria, e os óculos passivos, que, em tese, oferecem metade da resolução.

Passa pela falta de conteúdo 3D para a variedade de canais de TV existentes , e pelo exagero de efeitos tridimensionais, priorizando o efeito sobre o que exige a narrativa.

Quebra o galho a emulação de efeitos 3D a partir de conteúdos 2D, tipo asfalto anti-pó, que não dá para usar muito. Essas gambiarras de transição sempre são usadas quando surge uma nova tecnologia, como o BluRay e as imagens Full HD ou 1080p. A maioria dos players de BluRay e até alguns de DVD fazem upscale de 480p (padrão DVD) para 720p (HD) e 1080p.

Hoje, com o padrão Full HD em consolidação, já surgem vídeos e aparelhos de TV no mercado com o padrão Ultra-HD, ou 4k, que oferecem 16 vezes mais pixels que o 1080p, e aí estão os investimentos dos fabricantes, delineando a tendência futura.

Voltando à decisão da BBC de parar com conteúdo 3D: isso é ruim para os fabricantes, ruim para os geradores de conteúdo, ruim para quem sacou o cartão de crédito e apostou na imagem 3D doméstica.

Já no cinema, os filmes em 3D parecem ter conquistado um espaço definitivo. Quando escrevo esse post, são seis títulos diferentes em cartaz nos cinemas de Curitiba, e muitos mais anunciados.

Há controvérsias sobre o pouco entusiasmo para a dimensão da profundidade na telinha. Discussões centrais estão na inconveniência dos óculos atuais e na perspectiva de novos produtos que exibem imagens tridimensionais que dispensam óculos, como o Nintendo 3DS.

Outro dia ouvi uma explicação razoável: excesso de óculos. Óculos 3D, Google Glass, óculos de sol, óculos para ler, óculos para longe… não é tralha demais?

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