Autor Arquivo: Guy Manuel

Previsões Tecnológicas de Longo Prazo? Leia Essa:

Prever o longo prazo em tecnologia é complicado. Só com modelos matemáticos complexos e com uma ampla e profunda base de dados dá para chegar em rumos possíveis no horizonte de 20, 30 anos. Como faz a Technology Futures, de Austin, Texas.

Mas, no dia-a-dia da tecnologia, por mais experiência que se possa ter, há espaço para muitos acertos e alguns erros ruborizastes, daqueles que vale pensar em varrer para baixo do tapete.

Mas não vou fazer isso comigo mesmo. Ao contrário, vou resgatar uma postagem que fiz em 9/01/2006, contemplando minha visão de futuro.

Até que, no geral, não me saí mal… A chegada dos laptops, o ocaso do Orkut, a demora na chegada da TV Digital, a banda larga que continuaria estreita, o impacto no marcado com a chegada dos computadores da Apple com processadores Intel, que quebrariam de vez a barreira com o mundo Windows.

Mas furei feio ao louvar o MySpace, que, embora tomasse a dianteira das redes sociais, ao ponto de ser relevante na eleição de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos (2008), não enxerguei a possibilidade de alguma outra proposta tratorar o então queridinho dos analistas, que conquistava até os brasileiros. Não tive cuidado, ou tempo, de verificar uma outra rede social nascente, mas já no mercado: O Facebook, que, um mês depois, comemoraria dois anos de lançamento. Mark Zuckerberg? Sabia que ele andava às turras com seu sócio Eduardo Saverin.

Furei também ao criticar a teimosia de Steve Jobs em insistir no modelo do iPod + iTunes Store, ao vender músicas a US$ 0,99 cada. Com a chegada de novos e mais baratos players de mp3, e os sites de compartilhamento de músicas bombando, não consegui ver então que a estratégia da Apple era outra: deixar o lançamento do iPad para mais tarde e colocar no iPod Touch um microfone, uma antena e circuitos de telefone celular, um tal de iPhone, que seria lançado 17 meses depois.

A quantidade de previsões corretas que fiz para 2006 é fortemente majoritária. Diria que, ao final de 2006, estava bem conforme ao que aconteceu durante o ano. Mas, olhando o looongo prazo de 2 a 5 anos…

Então, todo cuidado é pouco. Melhor começar a aplicar os modelos da Technology Futures para tentar ser mais preciso. Ou reler o imperdível livro Minitrends, do meu amigo e Chairman da TFI, John Vanston. Lá ele ensina como as pequenas marolinhas tecnológicas podem se tornar verdadeiros tsunamis no mercado, como aconteceu com o Facebook e com o iPhone.

Esse livro está à venda nas lojas de livros digitais, em inglês, e ganhou vários prêmios, como:

  • The Pinnacle Book Achievement Best Business Book Award Winner
  • Eric Hoffer Business Book of the Year Winner
  • Finalist: ForeWord Reviews’; USA Book News; Global Business eBook

E eu, modestamente, agradeço a citação do John de meu nome, no preâmbulo do livro, por ter sido parte das suas fontes de inspiração. Deve ser porque ele não leu essa minha postagem de 2006…

 

Basic Cinquentão

Basic50O Basic, a linguagem de programação mais popular no mercado, no início da era dos microcomputadores, completa neste mês de maio, 50 anos de existência. Meio século!

Nas décadas de 1970 e 1980, esse interpretador foi usado nos microcomputadores de 4, 8 e 16 bits, e fazia sucesso. O Basic facilitava a vida de muita gente que se iniciava na informática, sendo fácil de aprender a programar e perder o medo dessas maquinetas que viriam a popularizar a era digital.

A maioria das pessoas que hoje estão totalmente conectados sequer era nascida quando o Basic foi lançado. Muitos sequer ouviram falar nele. Mas, para os saudosistas, que não possuem mais os Commodore, os Apple II ou os CP-500, boas notícias: Dá para instalar um interpretador Basic no seu tablet da Apple ou nos que usam o sistema operacional Android. Na App Store, custa US$ 3,99, no Google Play é grátis. Para quem não conhece, os tutoriais que acompanham os Apps são bons, sem contar com a possibilidade de aprender com os mais velhos e esses terão a chance de lembrar dos velhos tempos.

Gostei do comentário de um velho lobo do Basic: “É bom para quem quer poder mandar a tecnologia fazer algo e não o contrário“. O Basic é bom também para entender melhor a lógica de programação dos computadores sem precisar entrar na linguagem da máquina.

Para os desenvolvedores de Apps que usam os SDKs (Software Development Kits) dos fabricantes ou para os feras em Java ou PHP, vale fazer um pouco de arqueologia digital e entender como era a coisa há 50 anos.

Certificado Digital

Renato Felix da Silva, empresário e ouvinte da CBN Curitiba  está descontente com a qualidade, o custo e a burocracia para usar certificados digitais em transações pela internet. Diz ele, em essência:

O certificado digital, esse instrumento que deveria garantir e facilitar a emissão de informações eletrônicas, reduzir o custo principalmente ao pequeno empresário, na verdade se transformou em mais uma atividade  “comercial”, pois ao invés de criar uma identidade eletrônica que certificaria a validade da informação (fiscal, previdenciária, contábil, etc…) criaram uma quantidade de certificados que oneram as empresas tanto no custo quanto no uso, pois os diversos órgãos (RF, Previdência, BC, Etc…) exigem um tipo de certificado para diferentes informações, ou seja o instrumento que deveria servir como garantia das operações eletrônicas, na verdade esta sendo utilizado para estabelecer uma forma de cartório digital.

Diz mais o Renato:

Estou formalizando uma pequena empresa e por falta de orientação e de conhecimento comprei certificado A3 porque segundo o “entendimento” dos desenvolvedores de sistema esse certificado atenderia minhas necessidades sem nenhum tipo de restrição, porém todos os sistemas implicavam em custo inicial elevado para uma empresa que terá pouca emissão de NF no inicio da atividade.

Posteriormente me associei a ACP para ter acesso ao sistema de emissão de NFe que esta adequado a minha necessidade inicial e descobri que precisava do certificado A1 mesmo tendo o A3, para completar o obra liguei no banco para obter informações sobre fechamento de cambio e descobri que o banco pede o e-CPF.

Pergunto não deveria ser criada uma identidade digital única para empresa, e a mesma ser utilizada por todos os órgãos públicos e privados (municipais, estaduais, federais) para obtenção de certidões, ou procedimentos de qualquer natureza.

Meu comentário:

Concordo com o Renato que a coisa é complicada, difícil mesmo de entender. Para ter um ou mais certificados, custa dinheiro e, para muitas transações, sua é compulsória.

O Brasil é, ainda por cima, um país nascido de tradições cartoriais. Antes mesmo de ser descoberto por Pedro Álvares Cabral, Espanha e Portugal fizeram o famoso Tratado de Tordesilhas, onde as terras “do Meridiano para a direita” seriam portuguesas e as “do Meridiano para a esquerda” seriam espanholas. O rei português, tempos depois, criou as tais Capitanias Hereditárias, dividindo as terras de Santa Cruz em paralelos horizontais, como se fatia um pão, e as outorgou por favores devidos.

Herdamos um sistema de papéis e carimbos que não encontra paralelo no mundo, nem mesmo na ex-matriz lusitana. Por mais que tenhamos tentado, inclusive com a criação de um inusitado Ministério da Desburocratização, nada melhorou. Ao contrário. O então ministro Hélio Beltrão proibiu a exigência de autenticação de cópias e de reconhecimento de firmas. Isso foi na década de 1980, e ainda hoje (2014), sigo tendo de entrar em fila e pagar a uma pessoa desconhecida (funcionário/a do Cartório) para me dizer que eu sou eu mesmo (reconhecendo minha assinatura).

Natural, pois, que todo esse conceito de usar tecnologia para facilitar a comunicação entre empresas, dessas com fisco, bancos, previdência e vice-versa, seja lastreada em nossa herança cultural de mais de meio milênio.

Assim, embora importantes, os processos relacionados pelo Renato que requerem certificação digital são reflexo de tudo isso.  Além do mais, carecem de uma padronização, para permitir a existência de um certificado único, não só por conta da diversidade dos processos e órgãos envolvidos, como talvez a tecnologia ainda não está totalmente madura para ser universal e de uso corrente.

E num mundo globalizado, isso não se resolve apenas com legislações e regras nacionais. Há que se caminhar para padrões mundiais.

É possível?  Claro que sim, mas isso demanda tempo. Por enquanto, o jeito é conviver com essa confusão toda. Reclamar quando der, buscar dar contribuições para que os processos melhorem.

E é exatamente aí, na mudança e melhoria dos processos, que estão as maiores resistências. Aqui, nos Estados Unidos, na China, no Cazaquistão, onde quer que seja.

Os certificados digitais foram concebidos como forma de evitar fraudes, bem como identificar univocamente pessoas ou empresas em transações com as bases de dados públicas e privadas, mas que requerem alto grau de segurança e precisão. Ao criptografar as informações enviadas, de modo único para cada certificado emitido, a segurança seria maior, e as possibilidades de fraude, menores.

Talvez o que falte, no momento atual, é maior divulgação e orientação às empresas e aos indivíduos que precisam estar envolvidos com transações que requeiram certificação digital. Tenho certeza que a ACP (Associação Comercial do Paraná) pode ajudar.

Leis, regulamentos, palestras e cursos são importantes, mas não bastam. É preciso saber vender e embrulhar o peixe.

“Dia Zero” é um problema no Internet Explorer

Se você usa o Internet Explorer como browser principal, você pode estar sujeito ao virus Dia Zero, que simplesmente abre suas credenciais de uso do seu computador e permite que um hacker assuma sua identidade, com todos os seus dados abertos.

Embora esse virus venha atacando há meses, e seja conhecido da comunidade técnica, o alerta publicado pela Microsoft não deixa dúvidas: embora existam opções de configuração que minimizem a possibilidade de um ataque, ela ainda persiste, até que seja lançada uma correção para o IE, ou patch, como é chamado em informatiquês. E isso ainda não ocorreu, segundo a PC Magazine.

Lembrando que todos os computadores com sistema operacional Windows possuem o Internet Explorer como browser padrão e pré-instalado, a possibilidade de danos é grande, ainda mais para os usuários que possuem a credencial de administrador da conta. Traduzindo: se você comprou um computador com Windows, para seu uso pessoal, você deve ser o administrador da máquina, podendo alterar senhas, bloquear acessos e configurar privilégios de uso, embora você talvez nem saiba disso.

É bom ter um browser alternativo instalado, como o Firefox ou o Chrome, ao menos enquanto não sai a atualização de segurança da Microsoft. Você deve mudar, também, suas senhas internas e, principalmente, as de administrador de seu computador. Não deixe para depois!

Enquanto isso, verifique se não há movimentação suspeita em suas contas bancárias, suas mensagens de email, suas intervenções em redes sociais e até mesmo para uso adicional de licenças de aplicativos como o Office.

O Internet Explorer ainda é bastante utilizado e, por isso mesmo, é muito visado por hackers do mal. Eu, particularmente, evito ao máximo o uso do IE, salvo se o site que visito requeira esse browser, o que, hoje em dia, é raro.

Por fim, se você ainda usa o Windows Xp, chegou a hora da despedida. A Microsoft não incluirá o veterano Xp nessa nova atualização para conter o Dia Zero. A ordem é mudar, de uma vez por todas!

O momento mais importante da Copa 2014

Eu gosto de futebol. Faz tempo! Em 1950, era criança, morava no Rio, mas não fui ao Maracanã ver Brasil x Uruguai. Naquele tempo, não havia TV. Ouvi pelo rádio a final do Maracanazo, e depois o silêncio ensurdecedor das ruas com a perda da Copa para os vizinhos uruguaios.

Chego à Copa de 2014, de novo aqui no Brasil, morando em Curitiba, minha cidade natal. Para não ficar de fora, o máximo que consegui foi o ingresso para ver Irã X Nigéria, que deve ser um jogão de bola! Um dos dois, ou os dois serão finalistas antecipados, ou melhor, o final da Copa para esses times deve ocorrer ainda na primeira fase…

Mas, de novo, aqui é um blog de tecnologia e vou comentar sobre o que será, na minha perspectiva, o ponto marcante da Copa. Antes do jogo inaugural Brasil x Croácia, veremos o chute simbólico inicial. Terá quase zero de conteúdo esportivo e uma quantidade incomensurável de superação humana e de demonstração  da capacidade da ciência de melhorar a qualidade de vida das pessoas.

WalkAgainNo caso, pessoas muito especiais, paraplégicos, selecionados pela equipe comandada pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, que conseguiram criar um exoesqueleto, simplificadamente um robô, que, acoplado ao corpo de uma dessas pessoas com limitações de movimento, dará esse chute, na presença de 70.000 torcedores no estádio e de mais de 1 bilhão, pela TV e pela internet.

Se tudo correr bem, haverá uma demonstração clara do poder do conhecimento científico, de sua aplicação, e do potencial criado para tornar essa solução pioneira em algo de uso comum, em um futuro não muito remoto.

Dará um recado ao mundo sobre os talentos brasileiros envolvidos no projeto, iniciado pelo Dr. Nicolelis nos Estados Unidos, na Universidade Duke, onde ele ensina e faz pesquisas.

O mundo científico sabe quem é o Dr. Nicolelis. O mundo das pessoas comuns, como nós, pouco ou nada sabem. Se fizerem uma pesquisa no Brasil sobre quem é esse tal de Nicolelis, provavelmente a resposta mais comum vai ser um “não sei“, seguido talvez de “um jogador da Grécia?“.

Como vai funcionar?

Um brasileiro especial entrará em campo no Itaquerão em São Paulo, no próximo dia 12 de junho, equipado com esse exoesqueleto comandado por seu cérebro e vai dar o chute inicial. Detalhe: essa pessoa é paraplégica e estará andando!

Esse engenho construído com metais leves e alimentado por um sistema hidráulico e muita eletrônica digital poderá, um dia, tornar obsoletas as cadeiras de rodas.

O brasileiro Miguel Nicolelis lidera uma equipe de diversas universidades em vários países nesse projeto para construir uma “roupa” para pessoas paraplégicas.

“Todas as inovações que estamos reunindo para este exoesqueleto tem em mente o objetivo de transformá-lo em algo que possa ser usado por pacientes que sofrem de uma variedade de doenças e lesões que causam paralisia”, disse Nicolelis ao  jornal inglês The Guardian.

Um grupo de oito brasileiros paraplégicos, entre 20 e 40 anos, estão sendo treinados para usar o exoesqueleto. Três deles participam da cerimônia de abertura, e um ou uma vai andar em campo e dar o pontapé inicial.

Os mecanismos estarão ligados a uma espécie de touca na cabeça, feita com eletrodos que captam as ondas cerebrais do usuário. Esses sinais são interpretados por processadores digitais ligados ao exoesqueleto e os transformam em movimentos físicos. É pensar e pronto, as pernas se movem.

Para um universo de milhões de paraplégicos no mundo, essa perspectiva de poder um dia voltar a andar de forma autônoma é promissora.

A entrevista de Nicolelis ao programa Fantástico, da Globo, é mais do que ilustrativa, e pode ser seguida aqui. O video, em inglês, que mostra o projeto Walk Again, pode ser visto aqui.

O que importa é que essa abertura da Copa, dada por um paraplégico, chame a atenção das pessoas que decidem sobre nossa educação e para a necessidade de priorizar cada vez mais a pesquisa aplicada e o ensino das exatas e a criar paixão pela ciência. Se der certo, todo o imenso custo da Copa de 2014 terá valido a pena. Independente do resultado da final, com ou sem caneco.

Armazene suas músicas na nuvem para tê-las disponíveis em qualquer lugar, em qualquer de seus dispositivos. Bem, quase…

Seu modo de vida é extremamente dinâmico, agitado, multitarefa, como é requisito básico de uma pessoa do século 21. Você se comunica digitalmente por email, pelas redes sociais, participa de chats e videoconferências e… adora música!

É provável também que você tenha múltiplos dispositivos para armazenar e tocar suas músicas prediletas. E esses dispositivos podem não ser compatíveis entre si, e então aquela música que não sai de sua cabeça não está disponível no momento adequado. Pior: sua musicoteca fica espalhada por diversos aparelhos, HDs, CDs e DVDs, e você nem tem tempo de lembrar-se aonde está cada uma.

Duplicá-las para acesso a partir de cada dispositivo nem sempre é possível, dada a capacidade de armazenamento de cada um, de restrições de direitos autorais e mesmo de praticidade. Qual a solução?

Consolide suas músicas em um serviço na nuvem, para acessá-las de qualquer lugar que haja conexão à internet com qualquer dispositivo. Existem vários serviços específicos, com seus prós e contras. Com certeza, um deles vai atender a suas necessidades. Aqui vão três dos mais populares e fáceis de usar:

Comecemos com o
Amazon Cloud Music Amazon Cloud Drive, que requer o App Amazon Cloud Player, que funciona em qualquer computador conectado e nos dispositivos móveis com Android. Nesse drive, você pode armazenar músicas, vídeos, fotos e outros arquivos sem custo, até o limite de 5GB. Se você compra músicas através da Amazon, esses arquivos são automáticamente armazenados na sua conta na nuvem e não descontam o espaço da sua franquia. Leia mais

 

My Music Cloud

MyMusicCloud é um serviço de armazenamento na nuvem, que também possui uma loja virtual com mais de 11 milhões de títulos, nos mais variados gêneros musicais. Os preços unitários partem de US$ 0,19, e você pode sincronizar suas músicas com o DropBox, uma boa para quem já usa esse serviço. Ele também fornece as letras de músicas, deixa você compartilhar suas favoritas com os amigos no Facebook. Você ganha 2GB grátis, para começar. É simples de ousar e multidispositivo. Leia mais

 

Deezer

Deezer é um serviço de armazenamento gratuito de músicas no formato mp3, sem limite para o total, mas não permite arquivos unitários acima de 10Mb. Você cria e compartilha suas playlists com outros membros da comunidade Deezer. Leia mais

 

 

 Que tal experimentar um deles?

 

Johannes Gutenberg e a Cerveja

Caldo-de-bituca-1Você gosta de cerveja? Eu gosto, especialmente as mais elaboradas, premium, como a curitibana Caldo de Bituca, ganhadora de medalha de ouro no Festival Nacional da Cerveja de 2014.

Mas esse é um blog sobre tecnologia. Vamos a ela:

Tecnologia inovadora significa ruptura, transformação. Vivemos em um mundo tecnológico, cada vez mais digital, e, de um modo geral, nos esquecemos das grandes invenções que mudaram o mundo.

No século 15, a Idade Média caminhava para seu fim, embora quem vivesse, à época, pouco poderia perceber as mudanças que viriam. A produção de livros era, na Europa, essencialmente feita em mosteiros, onde os monges aprendiam a ler e a escrever com capricho, treinados especialmente para copiar livros e outros escritos, na sua maioria de natureza religiosa.

GutenbergEsse ofício vinha de séculos, e, para atender o aumento da demanda nas igrejas e nos palácios, mais monges eram necessários para produzir livros. Aí surge o alemão Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg, o inventor da prensa com tipos móveis e intercambiáveis, que permitiu a produção em escala de livros, sem a necessidade da cópia manual.

Resultado: os monges foram progressivamente perdendo o ofício, gerando problemas de custo para a igreja e requerendo um reposicionamento de mercado, por conta da revolução tecnológica causado pela prensa de Gutenberg.

Um dos países que mais sofreu foi a Bélgica, por conta da quantidade de mosteiros lá existentes. A saída encontrada foi reciclar os monges para o ofício de cervejeiros. Surgiram as clássicas cervejas trapistas, nos mosteiros dessa Ordem, que não só elevaram o nível de qualidade em relação às existentes, como permitiu o aumento de sua produção, exatamente à época em que começavam a florescer o comércio, as navegações marítimas e a arte da Renascença.

Com certeza, o mundo seria outro sem a revolução tecnológica de Gutenberg. Mas hoje, Sábado de Alelúia, brindemos à sua colaboração indireta para o surgimento de cervejas de qualidade! Tin-Tin, uma Feliz Páscoa!

A guerra pelo painel do seu carro

CarPlayA Apple anunciou uma nova versão de seu CarPlay, o sistema para entretenimento e controle automotivo, pouco mais de um mês após seu lançamento, no Salão de Genebra.

Após indicar que entraria sozinha com toda sua grife no painel de automóveis, começando pelos mais caros, a empresa da maçã faz uma mudança radical de estratégia: agora o CarPlay estará também em modelos fabricados pela japonesa Pioneer. A Alpine já anunciou que também incorporará o produto, sob licença da Apple.

E os CarPlays já vendidos terão atualização de firmware para suportar as novas versões de sistema operacional que rodarão em hardwares de vários fabricantes.

Desde os antanhos da década de 1990, quando licenciou, sem sucesso, a tecnologia do Macintosh a terceiros, a Apple passou a andar sozinha, com arquitetura proprietária, e, não por acaso, acabou se tornando a empresa com maior valor de mercado no mundo.

Mas essa inesperada guinada não significa uma revisão profunda de conceitos. É, como levantado em postagem anterior, uma defesa de território, com a escalada da Microsoft no setor automotivo.

Depois de anos com uma boa mas limitada parceria com a Ford e seu Sync, a empresa de Bill Gates resolveu ousar neste início de abril, anunciando, na conferência anual de desenvolvedores, uma versão do Windows 8 para centrais de entretenimento, conforto e localização de carros.

Para variar, o Google também corre atrás desse mercado de dezenas de milhões de carros vendidos a cada ano mundo afora.

O que ainda limita o uso do CarPlay aqui no Brasil é o Siri, que ainda não fala português, e é a interface de voz entre o motorista e o carro, requerendo, claro, um iPhone 5, 5s ou 5c.

Mas o mercado brasileiro de carros não é desprezível, e o aumento da eletrônica embarcada e da sofisticação exigida pelos motoristas fará com que o Siri aprenda a língua de Camões muito em breve.

Nesse quesito do português, a Microsoft já atende.

 

Heart Bleed: A grande ameaça à internet

heartbleedTalvez você nunca tenha ouvido falar do Heart Bleed, a vulnerabilidade na comunicação que permite decifrar e roubar códigos e senhas criptografados e torna seus dados, seu computador, tablet e smartphone extremamente vulnerável.

Então saiba que ele andava sorrateiramente nos vazando nossos dados há uns 2 anos, mas só agora essa ameaça tornou-se pública.

A maioria dos grandes sites globais já providenciaram correções, mas isso não sgnifica que você esteja seguro.

Vai valer a pena fazer uma mudança geral de suas senhas, antes que o estrago fique maior.

Antes de mais nada, veja seu histórico de navegação nos browsers que você utiliza e verifique no site Qualys SSL Labs se eles ainda estão vulneráveis.

Mas prepare-se para ver que os grandões Facebook, Twitter, Google e dezenas de outros foram afetados, fizeram correções, mas não se divulgava o tamanho da ameaça. Ou será que ninguém conseguiu entender isso em 2 anos? 

Neste sábado, 12 de abril, das 10 às 12h (horário de Brasília), estarei debatendo na CBN Curitiba, ao vivo, esse e outros temas de segurança na web. Acompanhe em www.cbncuritiba.com.br ou FM 90.1 MHz. Participe enviando seus comentários e perguntas pelo Twitter @CBNCuritiba pelo Facebook , pelo site ou por telefone.

Veja abaixo a tabela publicada pelo Mashable (em inglês), indicando a situação dos sites mais populares e como você deve agir:

 

Social Networks

Was it affected? Is there a patch? Do you need to change your password? What did they say?
Facebook Unclear Yes Yes√ “We added protections for Facebook’s implementation of OpenSSL before this issue was publicly disclosed. We haven’t detected any signs of suspicious account activity, but we encourage people to … set up a unique password.”
Instagram Yes Yes Yes√ “Our security teams worked quickly on a fix and we have no evidence of any accounts being harmed. But because this event impacted many services across the web, we recommend you update your password on Instagram and other sites, particularly if you use the same password on multiple sites.”
LinkedIn No No No “We didn’t use the offending implementation of OpenSSL in http://www.linkedin.com or http://www.slideshare.net. As a result, HeartBleed does not present a risk to these web properties.”
Pinterest Yes Yes Yes√ “We fixed the issue on Pinterest.com, and didn’t find any evidence of mischief. To be extra careful, we e-mailed Pinners who may have been impacted, and encouraged them to change their passwords.”
Tumblr Yes Yes Yes√ “We have no evidence of any breach and, like most networks, our team took immediate action to fix the issue.”
Twitter No Yes Unclear Twitter wrote that OpenSSL “is widely used across the internet and at Twitter. We were able to determine that [our] servers were not affected by this vulnerability. We are continuing to monitor the situation.” While reiterating that they were unaffected, Twitter told Mashable that they did apply a patch.

Other Companies

Was it affected? Is there a patch? Do you need to change your password? What did they say?
Apple No No No “iOS and OS X never incorporated the vulnerable software and key web-based services were not affected.”
Amazon No No No “Amazon.com is not affected.”
Google Yes Yes Yes√* “We have assessed the SSL vulnerability and applied patches to key Google services.” Search, Gmail, YouTube, Wallet, Play, Apps and App Engine were affected; Google Chrome and Chrome OS were not.*Google said users do not need to change their passwords, but because of the previous vulnerability, better safe than sorry.
Microsoft No No No Microsoft services were not running OpenSSL, according to LastPass.
Yahoo Yes Yes Yes√ “As soon as we became aware of the issue, we began working to fix it… and we are working to implement the fix across the rest of our sites right now.” Yahoo Homepage, Yahoo Search, Yahoo Mail, Yahoo Finance, Yahoo Sports, Yahoo Food, Yahoo Tech, Flickr and Tumblr were patched. More patches to come, Yahoo says.

Email

Was it affected? Is there a patch? Do you need to change your password? What did they say?
AOL No No No AOL told Mashable it was not running the vulnerable version of the software.
Gmail Yes Yes Yes√* “We have assessed the SSL vulnerability and applied patches to key Google services.”*Google said users do not need to change their passwords, but because of the previous vulnerability, better safe than sorry.
Hotmail / Outlook No No No Microsoft services were not running OpenSSL, according to LastPass.
Yahoo Mail Yes Yes Yes√ “As soon as we became aware of the issue, we began working to fix it… and we are working to implement the fix across the rest of our sites right now.”

Stores and Commerce

Was it affected? Is there a patch? Do you need to change your password? What did they say?
Amazon No No No “Amazon.com is not affected.”
Amazon Web Services(for website operators) Yes Yes Yes√ Most services were unaffected or Amazon was already able to apply mitigations (see advisory note here). Elastic Load Balancing, Amazon EC2, Amazon Linux AMI, Red Hat Enterprise Linux, Ubuntu, AWS OpsWorks, AWS Elastic Beanstalk and Amazon CloudFront were patched.
eBay No No No “eBay.com was never vulnerable to this bug because we were never running a vulnerable version of OpenSSL.”
Etsy Yes* Yes Yes√ Etsy said that only a small part of its infrastructure was vulnerable, and they have patched it.
GoDaddy Yes Yes Yes√ “We’ve been updating GoDaddy services that use the affected OpenSSL version.” Full Statement
Groupon No No No “Groupon.com does not utilize a version of the OpenSSL library that is susceptible to the Heartbleed bug.”
Nordstrom No No No “Nordstrom websites do not use OpenSSL encryption.”
PayPal No No No “Your PayPal account details were not exposed in the past and remain secure.” Full Statement
Target No No No “[We] launched a comprehensive review of all external facing aspects of Target.com… and do not currently believe that any external-facing aspects of our sites are impacted by the OpenSSL vulnerability.”
Walmart No No No “We do not use that technology so we have not been impacted by this particular breach.”

Videos, Photos, Games & Entertainment

Was it affected? Is there a patch? Do you need to change your password? What did they say?
Flickr Yes Yes Yes√ “As soon as we became aware of the issue, we began working to fix it… and we are working to implement the fix across the rest of our sites right now.”
Hulu No No No No comment provided.
Minecraft Yes Yes Yes√ “We were forced to temporary suspend all of our services. … The exploit has been fixed. We can not guarantee that your information wasn’t compromised.” More Information
Netflix Yes Yes Yes√ “Like many companies, we took immediate action to assess the vulnerability and address it. We are not aware of any customer impact. It’s a good practice to change passwords from time to time, now would be a good time to think about doing so. “
SoundCloud Yes Yes Yes√ SoundCloud emphasized that there were no indications of any foul play and that the company’s actions were simply precautionary.
YouTube Yes Yes Yes√* “We have assessed the SSL vulnerability and applied patches to key Google services.”*Google said users do not need to change their passwords, but because of the previous vulnerability, better safe than sorry.

Banks and Brokerages

All the banks we contacted (see below) said they were unaffected by Heartbleed, but U.S. regulators have warned banks to patch their systems.

Was it affected? Is there a patch? Do you need to change your password? What did they say?
Bank of America No No No “A majority of our platforms do NOT use OpenSSL, and the ones that do, we have confirmed no vulnerabilities.”
Barclays No No No No comment provided.
Capital One No No No “Capital One uses a version of encryption that is not vulnerable to Heartbleed.”
Chase No No No “These sites don’t use the encryption software that is vulnerable to the Heartbleed bug.”
Citigroup No No No Citigroup does not use Open SSL in “customer-facing retail banking and credit card sites and mobile apps”
E*Trade No No No E*Trade is still investigating.
Fidelity No No No “We have multiple layers of security in place to protect our customer sites and services.”
PNC No No No “We have tested our online and mobile banking systems and confirmed that they are not vulnerable to the Heartbleed bug.”
Schwab No No No “Efforts to date have not detected this vulnerability on Schwab.com or any of our online channels.”
Scottrade No No No “Scottrade does not use the affected version of OpenSSL on any of our client-facing platforms.”
TD Ameritrade No No No TD Ameritrade “doesn’t use the versions of openSSL that were vulnerable.”
TD Bank No No No “We’re currently taking precautions and steps to protect customer data from this threat and have no reason to believe any customer data has been compromised in the past.”
T. Rowe Price No No No “The T. Rowe Price websites are not vulnerable to the “Heartbleed” SSL bug nor were they vulnerable in the past.”
U.S. Bank No No No “We do not use OpenSSL for customer-facing, Internet banking channels, so U.S. Bank customer data is NOT at risk.”
Vanguard No No No “We are not using, and have not used, the vulnerable version of OpenSSL.”
Wells Fargo No No No No reason provided.

Government and Taxes

Was it affected? Is there a patch? Do you need to change your password? What did they say?
1040.com No No No “We’re not vulnerable to the Heartbleed bug, as we do not use OpenSSL.”
FileYour Taxes.com No No No “We continuously patch our servers to keep them updated. However, the version we use was not affected by the issue, so no action was taken.”
H&R Block No No No “We are reviewing our systems and currently have found no risk to client data from this issue.”
Healthcare .gov No No No “Healthcare.gov consumer accounts are not affected by this vulnerability.”
Intuit (TurboTax) No No No Turbotax wrote that “engineers have verified TurboTax is not affected by Heartbleed.” The company has issued new certificates anyway, and said it’s not “proactively advising” users to change their passwords.
IRS No No No “The IRS continues to accept tax returns as normal … and systems continue operating and are not affected by this bug. We are not aware of any security vulnerabilities related to this situation.”
TaxACT No No No “Customers can update their passwords at any time, although we are not proactively advising them to do so at this time.”
USAA Yes Yes Yes√ USAA said that it has “already taken measures to help prevent a data breach and implemented a patch earlier this week.”

Other

Was it affected? Is there a patch? Do you need to change your password? What did they say?
Box Yes Yes Yes√ “We’re currently working with our customers to proactively reset passwords and are also reissuing new SSL certificates for added protection.”
Dropbox Yes Yes Yes√ On Twitter: “We’ve patched all of our user-facing services & will continue to work to make sure your stuff is always safe.”
Evernote No No No “Evernote’s service, Evernote apps, and Evernote websites … all use non-OpenSSL implementations of SSL/TLS to encrypt network communications.”Full Statement
GitHub Yes Yes Yes√ GitHub said it has patched all its systems, deployed new SSL certificates and revoked old ones. GitHub is asking all users to change password, enable two-factor authentication and “revoke and recreate personal access and application tokens.”
IFTTT Yes Yes Yes√ IFTTT emailed all its users and logged them out, prompting them to change their password on the site.
OKCupid Yes Yes Yes√ “We, like most of the Internet, were stunned that such a serious bug has existed for so long and was so widespread.”
Spark Networks (JDate, Christian Mingle) No No No Sites do not use OpenSSL.
SpiderOak Yes Yes No Spideroak said it patched its servers, but the desktop client doesn’t use a vulnerable version of OpenSSL, so “customers do not need to take any special action.”
WordPress Unclear Unclear Unclear WordPress tweeted that it has taken “immediate steps” and “addressed the Heartbleed OpenSSL exploit,” but it’s unclear if the issue is completely solder. When someone asked Matt Mullenweg, WordPress’ founding developer, when the site’s SSL certificates will be replaced and when users will be able to reset passwords, he simplyanswered: “soon.”
Wunderlist Yes Yes Yes√ “You’ll have to simply log back into Wunderlist. We also strongly recommend that you reset your password for Wunderlist.”Full Statement

Password Managers

Was it affected? Is there a patch? Do you need to change your password? What did they say?
1Password No No No 1Password said in a blog post that its technology “is not built upon SSL/TLS in general, and not upon OpenSSL in particular.” So users don’t need to change their master password.
Dashlane Yes Yes No Dashlane said in a blog post users’ accounts were not impacted and the master password is safe as it is never transmitted. The site does use OpenSSL when syncing data with its servers but Dashlane said it has patched the bug, issued new SSL certificates and revoked previous ones.
LastPass Yes Yes No “Though LastPass employs OpenSSL, we have multiple layers of encryption to protect our users and never have access to those encryption keys.” Users don’t need to change their master passwords becausethey’re never sent to the server. But passwords for other sites stored in LastPass might need to be changed.

Reporters who contributed to this story include Samantha Murphy Kelly, Lorenzo Francheschi-Bicchierai, Seth Fiegerman, Adario Strange and Kurt Wagner.

 

 

Personal Bafômetro

A Lei Seca para motoristas parece que veio para ficar. Um copinho de cerveja já estoura os limites, e, dependendo do teor alcoólico no seu sangue ou no seu bafo, você pode ter uma multa de R$ 2.000, a carteira de habilitação suspensa e o carro apreendido. Pior: você pode ir preso!

Vamos usar a tecnologia para que você tenha uma idéia de como está a concentração etílica no seu organismo, antes de ligar o motor de seu carro?

AlcohootO Mashable publicou interessante matéria sobre o Alcohoot, um pequeno dispositivo que você acopla no seu smartphone, instala um App e ele mede seu bafo. Um bafômetro pessoal, fácil de usar. E custa, para compra no site, US$ 119, ou algo como R$ 270 ao câmbio de hoje, R$ 440 com impostos de importação inclusos. Cabe no bolso, na bolsa ou no porta-luvas e dá tranquilidade e a opção de pedir para alguém dirigir para você ou deixar o carro no estacionamento para pegar no dia seguinte.

E ele tem vantagens adicionais:

RASTREAMENTO INTELIGENTE

O Alcohoot mostra a evolução do teor alcoólico durante uma festa.

PRECISÃO NA MEDIDA

O Alcohoot usa tecnologia de célula de combustível, a mesma usada nos bafômetros da polícia.

PORTABILIDADE

Pesa só 50 gramas, fácil de carregar e usar.

AUTO-CONHECIMENTO

Descubra como seu organismo reage ao álcool, para cada tipo de bebida, ou para reduzir seu consumo.

ADICIONE COMENTÁRIOS

Faça uma anotação no App após cada teste que você fizer, de modo a não esquecer nenhum momento.

FIQUE SÓBRIO DE MODO SEGURO

Use o App do Alcohoot para chamar um taxi ou achar um restaurante próximo, para você comer algo, passar o tempo até reduzir o teor alcoólico com segurança.

BEBA MELHOR

Com seus dados pessoais e os registros que você fizer, você vai saber como beber melhor e evitar que sua noite acabe cedo demais…

ACORDE “ZERO BALA”

Evite a ressaca e acorde pronto para enfrentar o dia.

O Alcohoot funciona com o iPhone e com os smarphones que usam Android.