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Basic Cinquentão

Basic50O Basic, a linguagem de programação mais popular no mercado, no início da era dos microcomputadores, completa neste mês de maio, 50 anos de existência. Meio século!

Nas décadas de 1970 e 1980, esse interpretador foi usado nos microcomputadores de 4, 8 e 16 bits, e fazia sucesso. O Basic facilitava a vida de muita gente que se iniciava na informática, sendo fácil de aprender a programar e perder o medo dessas maquinetas que viriam a popularizar a era digital.

A maioria das pessoas que hoje estão totalmente conectados sequer era nascida quando o Basic foi lançado. Muitos sequer ouviram falar nele. Mas, para os saudosistas, que não possuem mais os Commodore, os Apple II ou os CP-500, boas notícias: Dá para instalar um interpretador Basic no seu tablet da Apple ou nos que usam o sistema operacional Android. Na App Store, custa US$ 3,99, no Google Play é grátis. Para quem não conhece, os tutoriais que acompanham os Apps são bons, sem contar com a possibilidade de aprender com os mais velhos e esses terão a chance de lembrar dos velhos tempos.

Gostei do comentário de um velho lobo do Basic: “É bom para quem quer poder mandar a tecnologia fazer algo e não o contrário“. O Basic é bom também para entender melhor a lógica de programação dos computadores sem precisar entrar na linguagem da máquina.

Para os desenvolvedores de Apps que usam os SDKs (Software Development Kits) dos fabricantes ou para os feras em Java ou PHP, vale fazer um pouco de arqueologia digital e entender como era a coisa há 50 anos.

2013: Do it in English!

EnglishComo regra, abordo aqui no blog temas relativos ao uso e às tendências da tecnologia digital, que cada vez mais faz parte de nosso cotidiano. Já fazer a tecnologia é o outro lado da moeda. Começo 2013 mostrando um importante caminho para quem quer entrar no ramo ou quem está e pensa em evoluir.

Nesse ano será muito fácil aprender uma linguagem de programação, estudar em cursos de arquitetura ou análise de sistemas, sacar rápido como ser uma pessoa eficaz em design para a web. E tantas outras carreiras que compõem esse fascinante mundo digital, que existe há 70 anos mas que, de fato, começou a ferver com a chegada dos computadores pessoais na década de 1970 e, para valer, com a telefonia celular e a internet dos anos 1990.

O Brasil tem um importante mercado para produtos e serviços digitais, e muitas empresas globais aqui se instalam, convivendo em um ecossistema de milhares de empresas pequenas e médias que buscam atender não só ao mercado local mas, em um mundo de internet, ao mercado global.

Faz algum tempo que a demanda por profissionais capacitados é maior do que a oferta, gerando um efeito natural do aumento da remuneração e dos benefícios a essa turma, majoritariamente composta de jovens, muitos deles ainda cursando uma faculdade ou até mesmo o segundo grau.

Ocorre que as grandes oportunidades de trabalho precisam ser pensadas com a ótica global, não mais local. E aqui temos um sério gargalo a enfrentar: a carência de bons profissionais que sejam fluentes em inglês. Fluentes mesmo, não só para ler e entender documentos técnicos mas, principalmente, para poder conversar com clientes, parceiros e fornecedores e também poder participar de fóruns avançados onde se discutem as grandes inovações.

Os cursos de inglês ajudam, mas não são suficientes, pois não cobrem a parte prática, de imersão na língua, de forma contínua. Fazer um intercâmbio no exterior ajuda e muito, ainda mais se for em um ambiente onde falar inglês seja uma necessidade básica, ou seja, onde não existam muitos brasileiros à volta.

Li sobre a iniciativa do governo federal de criar um programa maciço de capacitação em inglês, nos moldes do Ciência Sem Fronteiras. Se rolar, ótimo!

Mas o que precisa ser pensado, sobretudo se você quer entrar na área ou já está lá e quer se diferenciar ainda mais, é como atingir o nível de fluência em inglês que o mercado requer antes dos outros. A demanda é enorme, acredite!

Assim, se eu pudesse fazer uma primeira recomendação tecnológica de 2013 ao jovem que quer ser um profissional bem sucedido, eu diria que o melhor investimento é buscar capacitação na língua inglesa. Você já fala bem, faça um teste do TOEFL ou Cambridge. Vá para um intercâmbio, pratique, entre em grupos de conversação na sua cidade ou em sua rede social. Mais do que tudo, dedique algumas horas por semana para aprimorar seu inglês, pensar em inglês. Leia bastante livros em inglês, veja filmes em inglês, de início com legenda, depois suprimindo-as.

Do ponto de vista do país, se não fizermos um esforço coletivo apoiado em um grande somatório de esforços individuais, o que vai acontecer é que os postos de trabalho mais relevantes serão ocupados por estrangeiros, que não necessariamente precisam estar aqui no Brasil.

Think about it! And a Happy and Wealthy 2013!

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