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Velocidade e preço da internet: como estamos?

Como anda a velocidade de sua conexão à internet? Se você não sabe, ou faz tempo que não mede, vale a pena acessar http://www.speedtest.net/ e fazer o teste. Se quiser, você pode baixar o App Ookla Speedtest para Android ou iOS. É simples, grátis e você pode verificar se o que você recebe é parecido com o que você paga.

Falando em quanto você paga para acessar a internet, você acha razoável? Ou não sabe? Que tal ver como estamos, aqui no Brasil, ou na nossa região, em relação ao resto do mundo?

Preparado? Então vamos lá: no site www.netindex.com você clica em value e All Countries e chega a um ranking.

Um resumo:

1- O CUSTO RELATIVO é o preço médio da conexão de banda larga dividida pelo Produto Interno Bruto per Capita.

O campeão é Luxemburgo e os números refletem o percentual pago por mês em relação à renda média, e os valores da conta da internet, em dólares americanos. Os 5 melhores:

#  País                         %           US$/mês
Luxemburgo        0.632%        57,84
Austria                 0.754%        31,15
Dinamarca           0.834%        43,16
4 Holanda               0.875%        38,64
Finlândia              0.896%        38,30

O Brasil fica na 51ª posição, atrás de México, Venezuela, Argentina e Chile. Desembolsamos, na média, 5,67% da nossa renda para termos uma conexão de banda larga, ou US$ 38,77 a cada mês.

2- CUSTO RELATIVO POR Mb/s – dá o custo médio de download, dividido pelo PIB per Capita.

De novo, Luxemburgo sai á frente, e o cidadão do principado paga US$ 3,38 por megabit, ou 0,037% do PIB per Capita. Nós aqui estamos na posição 53, pagando US$ 10,13, ou 1,482% do nosso PIB per Capita. Três vezes mais, em termos absolutos, 40 vezes mais em termos relativos.

3- CUSTO POR MEGABIT POR SEGUNDO – É o valor absoluto.

E sabe aonde o Megabit é mais barato? Na Bulgária, US$ 0,50! E, nos 10 países onde ele é mais barato, 8 estão no Leste Europeu, Lá, os índices de lares conectados são elevadíssimos. Aqui, são US$ 10,13, ou mais de 20 vezes o que pagam os búlgaros.

E qual a cidade onde a velocidade média de download é a mais alta do mundo? Timisoara, na Romênia, com 80,01 Mb/s.

O Brasil fica com a 75ª colocação entre os países, com 8,95 Mb/s; excluídas as cidades-estado, a campeã é a Coréia do Sul, 4ª no ranking, com 47,78 Mb/s.

Navegue pelo site http://www.netindex.com/ e tire suas próprias conclusões. São dados confiáveis e atualizados. Vale a pena estudá-los.

Ou esquecê-los de vez e seguir a vida…

A estratégia dos Angry Birds

angrybirdsgoRecebi comentários a favor e contra minhas observações sobre os Angry Birds e o marco que essa proposta representa no mercado de games.

Agora, vem o anúncio do novo game, o Angry Birds Go!, a ser lançado em 11 de dezembro. Nele, os pássaros viram pilotos de carrinhos que descem ladeira abaixo.

São várias pistas, claro, na ilha dos porquinhos verdes que aprontam todo tipo de surpresas. E você fica associado a um pássaro ou a um porquinho, ou seja, é o piloto de fato do carrinho. Dependendo da posição de chegada, você recebe prêmios em moeda virtual dos Angry Birds. Acumulando dinheiro, você pode incrementar seu carrinho, seja do ponto de vista estético, seja em melhorias mecânicas, a seu critério.

Você deve poder comprar os Telepods, réplicas físicas dos personagens, seus acessórios e equipamentos, produzidas pela Hasbro, assim como aconteceu na série Angry Birds Starwars, onde a franquia de George Lucas casou-se impecavelmente com os passarinhos da Rovio. Não por acaso, a turma conectada com até 7 anos de idade –platéia favorita para os Angry Birds– passou a incorporar a seu vocabulário os nomes Luke Skywalker, Chewbacca, Princesa Lea, Jedi. E cada Telepod virá com um QR Code para poder ser escaneado para captura da imagem e incorporação ao joguinho.

Logo, logo, esses bichinhos e carrinhos estarão nas lojas de brinquedos, em roupas, mochilas e um sem-número de adereços. Já existem patrocinadores de corridas de automóvel das mais diversas categorias negociando a colocação de suas marcas nas pistas, nos carros e nos capacetes do Angry Birds Go!

Não por acaso, a Rovio liberará, simultaneamente, versões Android, iOS, Windows Phone e até mesmo Blackberry, acreditem! Ou seja, para todo mundo.

Do ponto de vista tecnológico, o segredo está na capacidade da Rovio de desenvolver um game que vai servir a todas as plataformas de dispositivos móveis. Sob a ótica de mercado, associar os pássaros a temas que interessam aos pequenos e aos não tão pequenos assim. Sucesso à vista!

Grátis o joguinho? Claro, que nem o Google, o Facebook… A receita vai para a Rovio do mesmo jeito, e em borbotões!

Carreira em TI? Escolha Big Data

Se você está entrando no mercado de trabalho, gosta de tecnologia, que tal ser um garimpeiro? Não daqueles que talvez você pode ter ouvido falar, que trabalhavam sob regime semi-escravo, nos campos de Serra Pelada, à busca de ouro. Pense em ser um dataminer, ou garimpeiro de dados, talvez uma das especialidades mais demandadas nos próximos 10 ou 20 anos.

Com o crescimento explosivo de conteúdo gerado por bilhões de pessoas e armazenados em outros tantos bilhões de dispositivos, sem falar nas grandes bases de dados corporativas e na imensidão dos arquivos existentes na nuvem, achar as informações certas, com rapidez e baixo custo, passou a ser o grande desafio do mundo digital.

Pode não ter o charme do desenvolvedor de um novo game, ou de criação de novas funcionalidades numa rede social, mas, sem a melhoria dos algoritmos de busca nessa imensidão de informações criadas pelo ser humano, estaríamos no meio de um gigantesco congestionamento de bits.

Não custa lembrar que, de janeiro de 2012 até hoje, geramos mais informações do que em todo o período anterior de existência do homo sapiens sobre o planeta Terra. E o volume segue crescendo de forma exponencial.

Exatamente por isso, o profissional especializado em mineração de dados segue tendo uma valorização no mercado àcima da média. Faltam profissionais. Aqui, nos Estados Unidos, na Ásia, na Europa… E a demanda por essa gente não mostra sinais de arrefecimento.

Gostou da dica?

OK, vá em frente, mas é bom saber que, para poder se dar bem nessa atividade, seus instrumentos principais de mineração são os números. Você precisa de uma sólida formação em matemática ou estatística, para poder almejar posições mais requisitadas. E aquele domínio da lingua franca da tecnologia, o inglês, é essencial. Inglês fluente, sem essa do book is on the table

Plebiscito: Que tal pensar em usar a tecnologia?

As manifestações populares levaram as autoridades federais a propor um plebiscito, para determinar os rumos da chamada reforma política.

Fazer valer a vontade popular, através de uma consulta bem feita, sem qualquer viés, não é tarefa simples, pois o momento exige respostas rápidas, mas que não podem ofender a base de nossas instituições. E tema vem se arrastando desde a promulgação da Constituição de 1988. Entra ano, sai ano, e o aprimoramento de nosso sistema político fica no limbo.

Falar de política, porém, não é focos desse comentário sobre tecnologia. Mas cabe uma provocação, talvez não para um possível próximo plebiscito, mas, quem sabe, para daqui a alguns anos:

Que tal instrumentalizar futuros plebiscitos e referendos com uma plataforma tecnológica? Lembremo-nos que caminhamos para uma população totalmente conectada, cenário onde temas centrais poderiam ser propostos através de consultas populares usando a tecnologia digital.

Nada parecido com os paredões de um Big Brother da TV, que decidem quem fica e quem sai da casa.

Também não é nada parecido com a tal da democracia direta, onde os nossos representantes eleitos seriam dispensáveis.

Trata-se tão somente de usar a tecnologia, associada a um arcabouço legal inteligente, para tornar as consultas populares mais fáceis, seguras e baratas de fazer, quando oportunas.

Não dá para tentar fazer em 2013, 2014. Talvez nem nessa década, dadas as múltiplas variáveis que precisam ser consideradas. Mas o mundo muda rápido, a tecnologia é um poderoso vetor de transformação da economia global, da geração de emprego e renda, do bem-estar da sociedade e do indivíduo. Por quê não pensar em usá-la para aprimorar nosso sistema político?

Hoje em dia já temos as pesquisas de opinião sobre candidatos a pleitos futuros e, embora algumas possam parecer enviesadas, elas são importantes termômetros da campanha, para eleitores e candidatos. São consultas feitas online, via telefone.

Os diversos grupos que se organizam pelas redes sociais em volta de um tema são outros exemplos da democracia digital surgindo de forma espontânea, que vieram para ficar.

Já participei de várias palestras onde, ao final, são propostas questões sobre os temas discutidos e a platéia responde em tempo real, usando dispositivos específicos ou smartphones. É um plebiscito para uma público bem menor, mas o princípio é o mesmo.

Não custa começar a pensar em formas de estruturar a plataforma oficial para plebiscitos e referendos. Melhor começar o quanto antes a desenhar as possibilidades de aprimorar a democracia usando a tecnologia para termos, lá adiante, uma versão moderna da Ágora (Agorá) grega. 

Venda de PC’s cai 10% no primeiro trimestre. E daí?

As vendas de desktops e notebooks no Brasil cairam 10% no primeiro trimestre de 2013, comparado com o mesmo período de 2012. Foram 2,2 milhões de unidades vendidas a pessoas físicas e 1,1 milhão para pessoas jurídicas. Queda grande, em um mercado acostumado a crescer de forma vertiginosa.

Crise? Não: Transformação!

Em um ambiente de mobilidade cada vez maior e com o aumento da potência e funcionalidades dos smartphones e tablets, esses estão ocupando cada vez mais o lugar do dispositivo digital principal, especialmente entre as pessoas físicas.

Olhe ao seu redor, no café, na sala de embarque do aeroporto, até na academia. Quem está conectado, provavelmente estará mexendo em uma tela sensível ao toque ou, aparentemente, falando sozinho, quando na verdade conversa com alguém distante ou dá comandos ao seu smartphone ou tablet.

Vá a uma loja física ou virtual e percorra a seção de aparelhos digitais: os desktops estão espremidos num cantinho, com um pé no museu e os laptops ou estão posicionados em uma faixa de preço impensável há dois ou três anos atrás, ou mudam de nome, virando os potentes e leves ultrabooks ou então híbridos, com tela destacável que os transforma em tablets.

É cedo ainda para decretar o fim dos computadores pessoais, até porque eles possuem características importantes para muitos usos. Por exemplo, eu teria dificuldades em escrever um texto maior como esse usando um tablet, salvo se ele tivesse um teclado opcional acoplado. Para trabalhar em cima de imagens com um pouco mais de sofisticação, os aplicativos e os processadores dos smartphones e tablets não dão conta do recado. Em muitas situações, interagir com uma telona funciona bem melhor do que com as telinhas ou telas médias dos portáteis da moda.

Não se surpreenda, ao olhar o seu perfil de uso e de substituição de dispositivos digitais. Se há 4 ou 5 anos atrás você ficava antenado para o próximo lançamento de um notebook, hoje você provavelmente pode passar uma ou duas mudanças de patamar tecnológico sem a necessidade de migrar, mesmo tendo dinheiro de sobra ou sendo um entusiasta. Já no campo dos smartphones e tablets, a coceira da mudança é mais forte, pois os lançamentos relevantes ocorrem, no mínimo, duas vezes por ano e a variedade de aplicativos úteis não para de crescer.

Roupas High-Tech Prometem Transparência Total

Clear DressO  Studio Roosegaarde da Holanda, criou uma linha de vestidos que ficam transparentes quando ela fica excitada.

Uma próxima versão, para homens, será a de um terno que também fica transparente quando ele mente.

Esse tecido é high-tech, composto de lâminas opacas ultrafinas, que dispõem de comunicação sem fio, luzes LED, microdutos de cobre e outros materiais comuns a dispositivos digitais.

Daan Roosegaarde, dono do estúdio, não se considera um designer, mas um reformador de conceitos. Ele também propõe sinalizações inteligentes nas estradas, que se modificam, dependendo se o piso está seco ou escorregadio e faixas exclusivas para carros elétricos, que podem até mesmo ter suas baterias recarregadas durante o trajeto. Vale a pena ver sua entrevista.

Mesmo que Daan seja um sonhador ou um enganador, seus conceitos merecem atenção, não só pelo inusitado, que nos faz pensar fora da caixa de nosso dia-a-dia, mas principalmente porque as soluções que ele propõe são baseadas em tecnologias que ou já existem ou estão avançadas em laboratórios de pesquisa aplicada mundo afora.

Voltando ao tecido que fica transparente, a linha feminina chama-se Intimacy, e já está disponível para pequenas platéias em Paris e Hong Kong, inclusive com ofertas para o Dia dos Namorados! O terno leva um pouco mais de tempo para chegar ao mercado.

Daan Roosegaarde, na entrevista que aparece no seu site, diz que o traje masculino será voltado para banqueiros. Eu fico pensando como seria se os congressistas de qualquer parlamento do mundo fossem obrigados a usar um terno desses. Imaginem vocês como seria, por exemplo, a votação de uma medida provisória urgentíssima, prestes a vencer sua validade.

Mas o que me faz pensar sobre a seriedade da proposta é a divisão do uso por gênero: para elas, a transparência é quando ficam excitadas, para eles, quando mentem. E se fosse o contrário? E como o tecido inteligente pode saber quem é quem?

De todo modo, a polêmica está aí, e algumas perguntas:

  • Você usaria ou recomendaria um vestido ou um terno desses?
  • E se o uso dessas roupas for tornado obrigatório?
  • Os registros de seu uso podem acabar na nuvem, ou serão rastreados por agências de inteligência?

Uma boa e agradável surpresa na internet: e pertinho de casa!

Faz tempo que compro coisas e serviços pela internet. Desde quando as linhas eram discadas e caiam a toda hora. Já tive experiências boas, ruins e péssimas, daqui e do exterior. Já reclamei, me frustrei, me senti lesado e, muitas vezes, verdade seja dita, recebi o que pedi, no prazo acordado e por preço justo, quando não muito bom.

Mas a historinha que vou contar tem menos a ver com a internet e mais com a qualidade do serviço, obtido via internet, mas de uma empresa perto de minha casa.

Ha´uns 3 anos ganhei de meu filho uma máquina de café expresso (OK, espresso), muito boa e prática, que criou uma dependência forte a cafés de qualidade e tirados à moda italiana, aqui mesmo em casa. Mas essas máquinas de vez em quando pifam.

Da primeira vez, recorri a um conhecido que me indicou uma revenda autorizada que me cobrou alto pelo orçamento e devolveu a máquina suja, riscada e levou 15 dias para devolvê-la. Nunca mais, pensei… Se der defeito, vou mudar de marca!

Mas eis que a máquina pifou de novo, desta vez o moedor e o porta-pó. A primeira reação foi de frustração, pois deveria fazer valer minha experiência e decisão anteriores, mas decidi esperar um pouco. Tinha outra máquina mais simples em casa e recorri ao meu banco de reservas enquanto decidia o que fazer.

Como sou da área da tecnologia, decidi procurar na internet quem poderia arrumar minha engenhoca. Dei um Google em “máquina de café expresso – manutenção curitiba” e apareceram, como é natural, os links patrocinados e os anúncios para primeira visualização. Os demais vinham por ordem de relevância e proximidade à minha casa (sim, o Google tem esses dados!)

Decidi ir à mais próxima, mas meio cabreiro. A empresa chama-se Bellomac, o atendimento foi simpático e rápido, e a máquina voltou brilhando, quase como nova, exceto pelos riscados da visita anterior à autorizada.

Agradeci ao rapaz que me atendeu (o mesmo que entregou a máquina foi quem fez os reparos), ganhei algumas dicas de uso que desconhecia e também um serviço de entrega de café em grão à domicílio, sem custos extras.

Mas parei para refletir antes de fazer esta postagem. Normalmente abordo temas específicos de tecnologia aqui no blog, falo também de tendências futuras e da globalização que a internet propicia. A boa surpresa foi essa da Bellomac que me mostrou que a globalização também pode estar bem próxima da minha casa, com uma excepcional qualidade de serviço. recomendo*!

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*Disclaimer: Essa postagem não tem quaisquer fins comerciais. Registra tão somente um cliente satisfeito com um bom atendimento. Desejo sucesso à Bellomac e equipe, cruzando os dedos para que eles mantenham a qualidade. Até prova em contrário, recomendo a meus amigos, assinantes do blog e ouvintes de minhas colunas no rádio.

1.000 vezes mais

Las Vegas, 23 de maio de 2013. Encerrado o CTIA 2013, o maior evento de tecnologia wireless e móvel do mundo. Nos três agitados dias, muitas novidades e polêmicas. Mas vale ressaltar uma previsão apresentada por Peggy Johnson, Presidente de Desenvolvimento de Mercado da Qualcomm. Ela estima que, dentro de dez anos, as redes móveis transportarão 1.000 vezes mais dados, quando comparado com 2013.

Mais: em 5 anos (2018) existirão 25 bilhões de dispositivos digitais conectados, ou 3,5 vezes a população da Terra.

Os desafios para chegarmos lá são enormes. Não se trata apenas de criar mais e melhores dispositivos. Eles precisam facilitar pessoas a se comunicar mais e melhor entre si, as pessoas com aparelhos cada vez mais sofisticados e, para completar, a maioria desses engenhos vão estar se comunicando entre si sem a intervenção de humanos.

E o consumo de banda nas redes também aumenta pelo crescente uso de imagens de altíssima definição com coordenadas de localização e de tempo cada vez mais precisas. Isso tudo combinado se traduz no aumento de 1.000 vezes no tráfego.

Imagine, só por diversão, quais seriam as intervenções viárias em infraestrutura nas nossas cidades para suportar um aumento de tráfego de mil vezes em dez anos.

No mundo digital, os espectros de frequências disponíveis para uso de redes móveis estão rareando e, embora as tecnologias de compressão de dados evoluam dia-a-dia, a demanda cresce mais rapidamente.

Considera-se diminuir o tamanho das células, ou a área de cobertura de cada torre de sinal. Cobertura menor, associada a tráfego maior implica em uma combinação explosiva que resulta em muito mais células, ou muito mais tensões entre operadoras, organizações ambientalistas, códigos de posturas municipais, agências reguladoras, enfim,  vai ser preciso rever legislações e regulamentos.

A Qualcomm é uma importante fornecedora de processadores para equipamentos digitais móveis, e as previsões de sua presidente, em um evento em Las Vegas poderiam apenas estar alinhadas com a grandiosidade e a fantasia da capital mundial da jogatina. Na roleta das previsões, eu apostaria no crescimento previsto.

2013: Do it in English!

EnglishComo regra, abordo aqui no blog temas relativos ao uso e às tendências da tecnologia digital, que cada vez mais faz parte de nosso cotidiano. Já fazer a tecnologia é o outro lado da moeda. Começo 2013 mostrando um importante caminho para quem quer entrar no ramo ou quem está e pensa em evoluir.

Nesse ano será muito fácil aprender uma linguagem de programação, estudar em cursos de arquitetura ou análise de sistemas, sacar rápido como ser uma pessoa eficaz em design para a web. E tantas outras carreiras que compõem esse fascinante mundo digital, que existe há 70 anos mas que, de fato, começou a ferver com a chegada dos computadores pessoais na década de 1970 e, para valer, com a telefonia celular e a internet dos anos 1990.

O Brasil tem um importante mercado para produtos e serviços digitais, e muitas empresas globais aqui se instalam, convivendo em um ecossistema de milhares de empresas pequenas e médias que buscam atender não só ao mercado local mas, em um mundo de internet, ao mercado global.

Faz algum tempo que a demanda por profissionais capacitados é maior do que a oferta, gerando um efeito natural do aumento da remuneração e dos benefícios a essa turma, majoritariamente composta de jovens, muitos deles ainda cursando uma faculdade ou até mesmo o segundo grau.

Ocorre que as grandes oportunidades de trabalho precisam ser pensadas com a ótica global, não mais local. E aqui temos um sério gargalo a enfrentar: a carência de bons profissionais que sejam fluentes em inglês. Fluentes mesmo, não só para ler e entender documentos técnicos mas, principalmente, para poder conversar com clientes, parceiros e fornecedores e também poder participar de fóruns avançados onde se discutem as grandes inovações.

Os cursos de inglês ajudam, mas não são suficientes, pois não cobrem a parte prática, de imersão na língua, de forma contínua. Fazer um intercâmbio no exterior ajuda e muito, ainda mais se for em um ambiente onde falar inglês seja uma necessidade básica, ou seja, onde não existam muitos brasileiros à volta.

Li sobre a iniciativa do governo federal de criar um programa maciço de capacitação em inglês, nos moldes do Ciência Sem Fronteiras. Se rolar, ótimo!

Mas o que precisa ser pensado, sobretudo se você quer entrar na área ou já está lá e quer se diferenciar ainda mais, é como atingir o nível de fluência em inglês que o mercado requer antes dos outros. A demanda é enorme, acredite!

Assim, se eu pudesse fazer uma primeira recomendação tecnológica de 2013 ao jovem que quer ser um profissional bem sucedido, eu diria que o melhor investimento é buscar capacitação na língua inglesa. Você já fala bem, faça um teste do TOEFL ou Cambridge. Vá para um intercâmbio, pratique, entre em grupos de conversação na sua cidade ou em sua rede social. Mais do que tudo, dedique algumas horas por semana para aprimorar seu inglês, pensar em inglês. Leia bastante livros em inglês, veja filmes em inglês, de início com legenda, depois suprimindo-as.

Do ponto de vista do país, se não fizermos um esforço coletivo apoiado em um grande somatório de esforços individuais, o que vai acontecer é que os postos de trabalho mais relevantes serão ocupados por estrangeiros, que não necessariamente precisam estar aqui no Brasil.

Think about it! And a Happy and Wealthy 2013!

O submundo do consumidor digital

Agora não tem mais jeito: somos cidadãos digitais, queiramos ou não. Uma parafernália de bits nas mais diversas embalagens fazem parte de nosso dia-a-dia, no trabalho, no lazer, no lar. Somos cada vez mais pessoas conectadas por aparelhos cada vez mais sofisticados, que se modernizam com uma velocidade cada vez maior, e isso nos faz mudar hábitos de vida e também nos cria dependência cada vez maior.

Um Admirável Mundo Novo, pois não? Dependendo de como vemos a tecnologia em nossas vidas, a leitura da frase anterior tanto pode ser no sentido de algo que miuda nossa vida para o muito melhor ou então a interpretação cáustica de Aldous Huxley, em seu excepcional livro de 1938.

Vou ficar com esse lado mais dark, nem tanto pela perda de individualidade e privacidade que Huxley mostra em seu livro (e estamos, de algum modo, trilhando esse caminho), mas por aquilo contra o quê precisamos urgentemente nos rebelar, que é a péssima qualidade dos serviços de assistência técnica de nossos dispositivos que tanto nos servem.

Hoje tive o desprazer de perder quase uma hora em uma autorizada de um fabricante de um leitor BluRay, ainda na garantia, para poder ser atendido. Assim como eu, dezenas de pessoas, com os mais diversos aparelhos, desde TV gigante até celular basicão. Senti-me como se estivesse no submundo da tecnologia digital.

Embora a empresa seja produtora de bens tecnológicos, parece que eles não aprenderam a usá-los para melhor atender seus clientes.

O problema começa com a localização: você já reparou que todos os serviços autorizados estão em lugar de acesso complicado e estacionamento perto do impossível?

Depois, quando o já impaciente participante de uma fila enorme é chamado a uma posição de atendimento e começa a fazer o cadastro. Nada funciona, desde a validação de um CPF até o código do produto. As atendentes ficam perdidas e o tempo médio de atendimento (enquanto lá estive) era superior a 15 minutos.

Depois vem a perspectiva do conserto. Algo muito vago, sem perspectiva concreta. Se você tem um produto de lazer, vai ficar sem por um tempo indeterminado. Se é um instrumento de trabalho, paciência! Vai ficar sem do mesmo jeito.

Olhando pelo ângulo do fabricante, que lança novidades quase a cada dia, para ficar no meracdo, parece que a assistência técnica tem um modelo difícil de resolver. É torcer que os aparelhos quebrem cada vez menos, para que a assistência ocorra a taxas estatisticamente desprezíveis.

Só que não é isso que ocorre. E como nós estamos cada vez mais dependentes dessas geringonças, talvez uma forma de uma empresa se apresentar como diferenciada fosse a prestação de um serviço de assistência técnica minimamente decente.

Eu até poderia declinar o nome desse fabricante. Mas não vou faze-lo, por achar que é tudo igual, até por depoimentos que já tive ou pude observar e estudar.

Contra isso, não há Código de Defesa do Consumidor que resolva.  Só a ira da coletividade poderia pressionar os fabricantes a mudar.