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Batel Lifestyle chega em setembro

Setembro vai começar com uma novidade para o bairro do Batel, em Curitiba. A revista Batel Lifestyle surge como a nova referência da vida do Batel e região. Lá estarei com a coluna Vida Online. Confira o release de lançamento:
Batel Lifestyle: a primeira revista de bairro de Curitiba.
A Gabel Comunicações, renomada empresa paulista da área de publicações, lança neste mês de agosto a primeira revista de bairro de Curitiba. O empresário Alberto Rejtman recebe convidados especiais para o lançamento da revista Batel Lifestyle no próximo dia 29 de agosto, no Castelo do Batel. No dia 01 de setembro, a revista será lançada para o público na livraria Fnac do Shopping Barigui, às 19 horas.
Com uma tiragem inicial de 20 mil exemplares, a publicação seguirá os moldes das revistas de bairro de São Paulo, como a Revista de Higienópolis e a Jardins Lifestyle. A Batel Lifestyle será publicada bimestralmente e entregue gratuitamente nos endereços dos moradores e comerciantes dos bairros do Batel, Bigorrilho, Mercês e Ecoville.
Segundo Rejtman, a ideia é trazer para Curitiba esse conceito que já faz sucesso em São Paulo, nos bairros Bom Retiro, Brás, Higienópolis, Perdizes, Jardins, Moema e Vila Nova Conceição. “Os moradores aguardam ansiosos a entrega das revistas. Se elas não chegam no dia previsto, logo pela manhã, os leitores ligam, mandam mensagens, cobram. Tenho convicção de que em Curitiba será a mesma coisa. O curitibano é muito atento no que acontece na cidade, gosta de conhecer cada vez mais o seu bairro”, disse.
O empresário destaca ainda que a revista não terá o perfil dos jornais de bairro já presentes na cidade. “Queremos tratar de temas como qualidade de vida, comportamento, diversão, cultura e conhecimento sobre a região. E, apesar de dar destaque aos anúncios, a revista não é um catálogo comercial. A qualidade dos textos, credibilidade e utilidade do que é publicado são prioridades. O conteúdo é pautado por critérios jornalísticos e as reportagens e colunas são feitas para informar e entreter o leitor” explica Rejtman.
Equipe renomada
Um dos destaques da publicação é a qualidade dos profissionais envolvidos no projeto. A equipe, coordenada pela jornalista Roberta Canetti e o relações públicas Gabriel Mazza, contará ainda com nomes como Carolina Gomes, Leonardo Bessa, Kátia Michelle e Eduardo Correa. Entre os colunistas da revista, destaque para a psicóloga Lígia Guerra (Blog Mulheres às Avessas), o consultor em tecnologia Eduardo Guy de Manuel, o publicitário e consultor em Comunicação Elói Zanetti, os jornalistas Marden Machado, Álvaro Borba e Pierpaolo Nota e a fotógrafa Lis Catenaci.

Programa de Índio

Há uma expressão antiga e politicamente incorreta para uma atividade pouco agradável ou intelectualmente baixa, dependendo do ponto de vista: Programa de Índio!


Pois bem, aqui vou tratar de três tipos de índios e buscar apontar aonde está o verdadeiro programa de índio.

O Índio 1 é o aborígene clássico, aquele latifundiário com direitos estabelecidos em nossa Constituição, mas que já foi intensamente explorado pelos colonizadores brancos que por aqui aportaram a partir de 1500. Mesmo criticadas por não-índios pelos privilégios concedidos, vemos que, nas Américas normalmente existem normas legais para proteger as poucas remanescentes tribos indígenas. O Brasil foi só um dos últimos países a estabelecer um estatuto legal para esses povos.

O Índio 2 é o cidadão brasileiro comum que tem ou esse prenome (vide o candidato a vice na chapa de José Serra nas últimas eleições, o Índio da Costa, que andou desferindo bordunadas verbais nos adversários) ou algum prenome ou mesmo sobrenome que remetem à cultura indígena, o que pode indicar homenagem aos ou descendências dos primeiros habitantes humanos de nossa terra.

Chegando ao terreno da tecnologia, o tema central desse blog, vemos que existe um Índio 3 que é bem difundido mas poucos sabem que existe. Falamos do Índio metal branco de símbolo In, prateado, macio, de número atômico 49 e massa atômica 114,76 que é muito usado na eletrônica moderna em telas sensíveis ao toque, ou touch-screen, como queiram nossos leitores.

Essas modernas maravilhas que facilitam nossa interação com dispositivos digitais com um simples toque de dedos possuem um componente baseado no óxido de índio-estanho, ou OIE na sigla brasileira. É o índio que tem propriedades de transparência e condutividade mais adequadas ao uso em massa de telas touch-screen.

Mas esse índio é raro no mundo, subproduto de mineração de outro metal e de difícil ou por vezes desinteressante extração. Mais ainda, a maioria das minas que possuem minério com concentrações razoáveis estão na Super China, a provável maior potência econômica do século 21. Ela tem tecnologia, capacidade produtiva, vontade focada e disciplina de ser a primeira em tudo e, especialmente, determinação de investir pesado em educação,  pesquisa e desenvolvimento, ou P&D para os íntimos….

Para mim, aqui surge o verdadeiro programa de índio do Brasil de 2011: sua pouca relevância em programas de P&D aplicada e, antes disso, o nosso já medido e reconhecido gap na área educacional.

Já ouvi em debates que isso não é relevante, que temos tempo de recuperação, e coisas do gênero.

Mas é inegável que, embora alguns pesquisdores nossos aqui no Brasil começam a se interessar pelo Índio 3, lá fora os cientistas do ramo já desenvolvem alternativas ao OIE, não só para evitar a dependência de um metal escasso e com reservas no fim, mas também para atender aos requisitos da próxima geração de telas de todos os tamanhos que cada vez mais fazem parte de nosso dia-a-dia.

Quando tivermos dominado o ciclo do índio aqui, se é que conseguiremos, faltará o In, ou o metal índio, e novos materiais já terão tomado seu lugar sem a nossa participação.

Enquanto o tema P&D seguir sendo tratado com entendimentos diversos por governo, academia e empresas, e ainda por cima com pouco dinheiro em jogo, tenderemos a ser cada vez mais colonizados tecnologica e economicamente.

Assim como os índios originais, aqueles que o foram a partir do século XVI pelos portugueses, pelos espanhóis, pelos franceses, pelos ingleses, pelos holandeses, pelos…

Aí o jeito vai ser sair pelado por aí e trocar os minerais, a água e as florestas que sobrarem pelas novas quinquilharias que surgirem, como versões modernas dos espelhinhos, das pistolas e das aguardentes que eles (os neo-colonizadores) possam nos oferecer.

O submundo do consumidor digital

Agora não tem mais jeito: somos cidadãos digitais, queiramos ou não. Uma parafernália de bits nas mais diversas embalagens fazem parte de nosso dia-a-dia, no trabalho, no lazer, no lar. Somos cada vez mais pessoas conectadas por aparelhos cada vez mais sofisticados, que se modernizam com uma velocidade cada vez maior, e isso nos faz mudar hábitos de vida e também nos cria dependência cada vez maior.

Um Admirável Mundo Novo, pois não? Dependendo de como vemos a tecnologia em nossas vidas, a leitura da frase anterior tanto pode ser no sentido de algo que miuda nossa vida para o muito melhor ou então a interpretação cáustica de Aldous Huxley, em seu excepcional livro de 1938.

Vou ficar com esse lado mais dark, nem tanto pela perda de individualidade e privacidade que Huxley mostra em seu livro (e estamos, de algum modo, trilhando esse caminho), mas por aquilo contra o quê precisamos urgentemente nos rebelar, que é a péssima qualidade dos serviços de assistência técnica de nossos dispositivos que tanto nos servem.

Hoje tive o desprazer de perder quase uma hora em uma autorizada de um fabricante de um leitor BluRay, ainda na garantia, para poder ser atendido. Assim como eu, dezenas de pessoas, com os mais diversos aparelhos, desde TV gigante até celular basicão. Senti-me como se estivesse no submundo da tecnologia digital.

Embora a empresa seja produtora de bens tecnológicos, parece que eles não aprenderam a usá-los para melhor atender seus clientes.

O problema começa com a localização: você já reparou que todos os serviços autorizados estão em lugar de acesso complicado e estacionamento perto do impossível?

Depois, quando o já impaciente participante de uma fila enorme é chamado a uma posição de atendimento e começa a fazer o cadastro. Nada funciona, desde a validação de um CPF até o código do produto. As atendentes ficam perdidas e o tempo médio de atendimento (enquanto lá estive) era superior a 15 minutos.

Depois vem a perspectiva do conserto. Algo muito vago, sem perspectiva concreta. Se você tem um produto de lazer, vai ficar sem por um tempo indeterminado. Se é um instrumento de trabalho, paciência! Vai ficar sem do mesmo jeito.

Olhando pelo ângulo do fabricante, que lança novidades quase a cada dia, para ficar no meracdo, parece que a assistência técnica tem um modelo difícil de resolver. É torcer que os aparelhos quebrem cada vez menos, para que a assistência ocorra a taxas estatisticamente desprezíveis.

Só que não é isso que ocorre. E como nós estamos cada vez mais dependentes dessas geringonças, talvez uma forma de uma empresa se apresentar como diferenciada fosse a prestação de um serviço de assistência técnica minimamente decente.

Eu até poderia declinar o nome desse fabricante. Mas não vou faze-lo, por achar que é tudo igual, até por depoimentos que já tive ou pude observar e estudar.

Contra isso, não há Código de Defesa do Consumidor que resolva.  Só a ira da coletividade poderia pressionar os fabricantes a mudar.

O submundo do consumidor digital

Agora não tem mais jeito: somos cidadãos digitais, queiramos ou não. Uma parafernália de bits nas mais diversas embalagens fazem parte de nosso dia-a-dia, no trabalho, no lazer, no lar. Somos cada vez mais pessoas conectadas por aparelhos cada vez mais sofisticados, que se modernizam com uma velocidade cada vez maior, e isso nos faz mudar hábitos de vida e também nos cria dependência cada vez maior.

Um Admirável Mundo Novo, pois não? Dependendo de como vemos a tecnologia em nossas vidas, a leitura da frase anterior tanto pode ser no sentido de algo que miuda nossa vida para o muito melhor ou então a interpretação cáustica de Aldous Huxley, em seu excepcional livro de 1938.

Vou ficar com esse lado mais dark, nem tanto pela perda de individualidade e privacidade que Huxley mostra em seu livro (e estamos, de algum modo, trilhando esse caminho), mas por aquilo contra o quê precisamos urgentemente nos rebelar, que é a péssima qualidade dos serviços de assistência técnica de nossos dispositivos que tanto nos servem.

Hoje tive o desprazer de perder quase uma hora em uma autorizada de um fabricante de um leitor BluRay, ainda na garantia, para poder ser atendido. Assim como eu, dezenas de pessoas, com os mais diversos aparelhos, desde TV gigante até celular basicão. Senti-me como se estivesse no submundo da tecnologia digital.

Embora a empresa seja produtora de bens tecnológicos, parece que eles não aprenderam a usá-los para melhor atender seus clientes.

O problema começa com a localização: você já reparou que todos os serviços autorizados estão em lugar de acesso complicado e estacionamento perto do impossível?

Depois, quando o já impaciente participante de uma fila enorme é chamado a uma posição de atendimento e começa a fazer o cadastro. Nada funciona, desde a validação de um CPF até o código do produto. As atendentes ficam perdidas e o tempo médio de atendimento (enquanto lá estive) era superior a 15 minutos.

Depois vem a perspectiva do conserto. Algo muito vago, sem perspectiva concreta. Se você tem um produto de lazer, vai ficar sem por um tempo indeterminado. Se é um instrumento de trabalho, paciência! Vai ficar sem do mesmo jeito.

Olhando pelo ângulo do fabricante, que lança novidades quase a cada dia, para ficar no meracdo, parece que a assistência técnica tem um modelo difícil de resolver. É torcer que os aparelhos quebrem cada vez menos, para que a assistência ocorra a taxas estatisticamente desprezíveis.

Só que não é isso que ocorre. E como nós estamos cada vez mais dependentes dessas geringonças, talvez uma forma de uma empresa se apresentar como diferenciada fosse a prestação de um serviço de assistência técnica minimamente decente.

Eu até poderia declinar o nome desse fabricante. Mas não vou faze-lo, por achar que é tudo igual, até por depoimentos que já tive ou pude observar e estudar.

Contra isso, não há Código de Defesa do Consumidor que resolva.  Só a ira da coletividade poderia pressionar os fabricantes a mudar.

Tecnologia Digital e o Significado das Palavras

Para refletir sobre a evolução da tecnologia digital, vamos trabalhar com oito palavras que há poucos anos tinham significado principal radicalmente diferente do que temos em 2010.


Acompanhe comigo:

Arquivo: antigamente, ou uma pasta cheia de papel ou muitas pastas dentro de um armário de madeira ou metal. Muito infectado por cupins. Mais recentemente, informações estruturadas armazenadas em cartões perfurados, fitas magnéticas, disquetes de vários tamanhos e mesmo em CDs, DVDs e discos magnéticos, infectados por vírus eletrônicos. Hoje a maioria dos arquivos está guardada na nuvem (vide verbete), como suas mensagens do GMail, do Yahoo ou do MSN.

Enciclopédia: Em 1768 foi lançada a Enciclopædia Britannica, com inusitados três volumes. Duzentos anos depois, a Britannica tinha 25 volumes, isso no rebelde ano de 1968. Hoje, enciclopédia é a Wikipedia, que, na sua versão em inglês tem incríveis 3.319.499 artigos publicados (e crescendo a cada minuto), sem contar suas outras 31 edições em diferentes línguas, inclusive o Esperanto.


Correio: No meu tempo de jovem, Correio era algo para você inventar uma desculpa de não haver recebido uma carta, a “Culpa do Correio” era subjetivamente aceita como verdade ou faz-de-conta. Nos anos 80, começou o “Correio Eletrônico”, que já criou mais de 100 bilhões de contas, ou seja, quase 20 contas ativas para cada ser humano, alfabetizado ou não, conectado ou não. Mesmo o Correio Eletrônico sai da moda, dando lugar às mensagens instantâneas e ao bate-papo digital, ou “Chat”.


Computador: Em 1943, o presidente da IBM, ao anunciar o primeiro computador produzido pela empresa, declarou que o mundo não teria mercado para mais de cinco computadores. Hoje, contando computador de mesa, laptop, smartphone e outras bugigangas, mais de 200 milhões de domicílios contam com cinco ou mais desses dispositivos digitais. E um carro de 2010, razoavelmente moderno e equipado tem mais poder computacional que as naves do projeto Apollo, que levaram o homem à Lua, 41 anos atrás.

Telefone: Quando D. Pedro II viu pela primeira vez um telefone funcionando na Feira de Nova Iorque de 1876, disse “Meu Deus, isso fala!”, e trouxe a novidade para o Brasil. Pois o tal do telefone levou mais de 100 anos aqui para aprender a falar, passando antes pela fase de bem de capital cotado em dólar, que os mais afortunados alugavam aos mais necessitados a 3% ao mês e declaravam ao imposto de renda. Hoje temos mais celulares ativos do que brasileiros, e, passada a fase da voz, o tráfego de dados já supera o falatório.

Mala Direta: Quando o Correio deixou de servir de desculpa às pessoas, os marketeiros sacaram a idéia de mandar propaganda impressa direto aos domicílios. Hoje essa prática ainda é forte, mas, no mundo digital, virou o tal de “spam”, ou mensagem espalhada aos trilhões nas caixas de e-mail do planeta. Em breve, os marketeiros descobrirão o valor da imagem de uma empresa que não incomoda seu cliente, mas que, quando ele precisa, vai dar as informações que ele quer. Será a “onda verde” na qualidade da informação.

Rede: Nos bons tempos, um artefato de tecido ou corda, usado para ser pendurado entre dois pontos e servindo para o balanço reconfortante de seus usuários. Depois da internet, tudo é “rede”. Mas, dessa rede global, não há escapatória: Ou você está lá, ou provavelmente já morreu, sempre por fora do que está se passando no mundo.

Nuvem: No céu curitibano, é coisa que dificilmente deixa de aparecer, e aqui é quase sempre molhada. No mundo digital, significa um lugar indefinido, para você, onde estão armazenados seus dados e seus aplicativos, como, por exemplo, seus e-mails, fotos do Picasa, vídeos do YouTube. Estão na nuvem, mas quando você precisa, eles aparecem. Uma tendência para todos os aplicativos que hoje travam e dão problemas em sua casa ou escritório.

Numa próxima revisãode conceitos, dentro de alguns anos, essas definições de hoje poderão parecer defasadas, antiquadas. Não se assuste! Busque apenas se manter minimamente antenado, pois o impacto no seu dia-a-dia pessoal e profissional seguirá mudando rapidamente.

Ou seja, quando o assunto é tecnologia digital, a única coisa que não muda rapidamente é a própria mudança…

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