O Velhinho de 5 Anos Que Mudou o Mundo
Há exatos 5 anos, a Apple definitivamente mudou o mundo como o conhecíamos, com o lançamento do iPhone. Como diz o Mashable Tech, ele ainda é sexy depois de todos esses anos…
E aqui estão os dois lados de quem pretende analisar o passado e prever o futuro, nesse mundo alucinante da tecnologia: o lado bom é que você presencia muitos ciclos relevantes de transformação (você já listou quantos você já conheceu?); o lado ruim é que não dá para prever e garantir a credibilidade que os oráculos de outras áreas tinham, pois quando foram demonstrados seus erros de previsão, eles estavam, via de regra, devidamente mortos por decurso de prazo.
Mas é interessante ler as primeiras avaliações do iPhone para ver como mesmo os mais profundos conhecedores do mundo digital estavam ou pessimistas demais ou conservadores demais. Ninguém imaginou, por exemplo:
- O conceito predominante de smartphone nascia ali, embora muitos celulares já transcendessem o simples falar + mandar torpedos;
- A tela sensível ao toque já existia em muitos produtos que não colaram, salvo o recente iPod Touch, da própria Apple, que inovou na parte de gestão e compra de conteúdo musical;
- A própria Apple teve um componente de defesa de território ao lançar o que foi exaustivamente chamado de um Ipod Touch que fala e tira fotos;
- A Apple vendia ainda a imagem de Steve Jobs, mas se alguém fizesse uma boa pesquisa de mercado, a associação da marca ainda seria dominada pelos Mac, nas suas versões laptop e desktop.
E como estamos hoje, 5 anos depois?
- 250 milhões de iPhones vendidos
- Comparando o 2º trimestre de 2007 que antecedeu ao lançamento do iPhone com o 2º trimestre de 2012, as vendas da Apple subiram de US$ 6 bi para US$ 39 bi
- O iPhone responde por 58% disso
- Descontados desse total as vendas de iPhone, iPad e vendas pelsa iTunes e App Stores, o crescimento no faturamento foi mais do que chinfrim, comparando com o resto da indústria
- Em faturamento no 2º trimestre de 2012, só com o iPhone, a Apple faturou 30% mais do que a Microsoft, mais do dobro do que a Coca-Cola e 2,4 vezes mais do que a Disney
- Se olharmos todos os smartphones que usam os mesmo conceitos do iPhone, vemos que a Apple sozinha tem por volta de 1/3 do mercado, ou seja, estamos num mundo que tem vendas de algo como US$ 500 bilhões/ano e que nem existia em 2007
- Enquanto isso, Nokia e RIM (BlackBerry) lutam pelo amanhã sem grandes perspectivas de vida autônoma.
E três anos depois veio o iPad, mais um estrondoso sucesso que muitos diziam que seria um fracasso, pois quem iria querer um iPhonão gigante que nem fala? Hoje o iPad, em vendas, é o dobro da Apple em 2007 e igual à Coca-Cola de 2012. Mas isso é tema para uma próxima postagem.
OK, você pode até não gostar nem da Apple nem do iPhone. Mas avalie o que mudou na vida de muitos de nós. E pense o que as novidades que estão pintando ainda podem transformar nosso mundinho. Veja o Google Glass, aqui apontado em uma postagem anterior. Veja seu literal lançamento de paraquedas, bike e corrida, esta semana em San Francisco. Não faça nada, só veja o vídeo e reflita.
Pode ser nada, pode ser tudo…
Apple: Charme Eterno?
Será que a Apple descobriu o mapa da mina inesgotável? Será que o charme de seus produtos não encontra concorrentes?
Direto aos pontos: Não, o sucesso não é eterno nem garantido e a concorrência está atenta e viva.
Independente disso, alguns fatores não foram bem abordados pela concorrência. A eles:
1- Tudo que a Apple desenvolve e produz deve responder a uma pergunta fundamental: Isso aí vai melhorar a experiência do usário? Se a resposta é não, deleta-se o projeto e começa-se tudo de novo.
2- A apresentação de cada produto ou serviço é sempre um show de marketing, eventos com luz própria, nunca em feiras gigantes. Isso garante exclusividade na atenção ao que está sendo anunciado
3- A mídia espontânea -mas nem tanto- gerada por formadores de opinião que recebem dicas antecipadas mas parciais porém relevantes do que se passa nos laboratórios da Apple. No caso do iPad, isso foi avaliado em mais de US$ 700 milhões, verba de marketing que nenhuma empresa no mundo dispõe para lançar um produto.
4- A ênfase nos detalhes de cada produto são cuidadosamente estudados para agradar compradores compulsivos, fashionistas, engenheiros, tecnófobos e outras tribos com igual atenção.
5- A expectativa dos próximos lançamentos gera animação constante e vendas adicionais dos produtos já existentes.
6- A Apple, por vocação ou junção dos fatores acima, sempre teve o foco na pessoa física, com raras incursões na pessoa jurídica. Assim, não precisou fazer compromissos com grandes contas nem com grandes e sofisticados aplicativos das corporações.
A Apple também se posiciona com muita competência com suas arquiteturas proprietárias, e aparentemente seus clientes não se importam muito com isso. Lá pela década de 1990 a companhia da maçã, patinando por sua sobrevivência, tentou licenciar a plataforma Macintosh para terceiros, visando aumentar sua base instalada. Foi um fracasso total, obrigando-a a uma retirada nada estratégica de volta ao velho caminho do exclusivo.
Esse posicionamento histórico tem seus riscos, mas eles são menores do que desejaria a concorrência.
Por exemplo, analistas são unânimes em apontar que nos próximos anos (3 a 5, dependendo da análise), a plataforma iOS será apenas a terceira mais usada em smartphones e tablets, atrás do Android, do Google e do Windows Phone, da Microsoft.
É provável que isso aconteça, mas é bom lembrar que o Android tem e terá centenas de versões e de fabricantes nas mais variadas partes do mundo. O Windows Phone será um pouco mais controlado, mas assim mesmo distribuido por múltiplos fabricantes globais.
Já a Apple seguirá sendo única. Em qualquer caso, seus smartphones e tablets tenderão a permanecer no topo da lista dos mais vendidos, contra todos os outros, isoladamente.
Parece claro ainda que na área de música e vídeo, a liderança fica com a Apple por um bom tempo. Nos notebooks, esse não é o caso, mas o topo do mercado, exatamente o mais lucrativo, percebe cada vez mais a atratividade dos Mac. Basta ver sua crescente popularidade em aeroportos, cafés e restaurantes.
Do setor de serviços, agora com o iCloud, vem mais uma tentativa de ser dominante. Sucesso que precisa de uma reinvenção, pois o MobileMe, sua base de lançamento, foi um fracasso total.
Talvez a maior ameaça para a Apple está exatamente no seu imenso sucesso, na medida em que tem mais e diversificados produtos e se propõe a ganhar mais e diversificados mercados.
Crescer e manter qualidade, segurança e especialmente controle desses mercados não são tarefas fáceis.
No conjunto da obra, é mais provável que os grandes adversários da Apple estejam mais para uma Amazon do que para uma HP, mais para um Facebook do que para uma Microsoft.
Isso sem falar na NBT, ou Next Big Thing, acrônimo que acabo de inventar para fins de argumentação. A cada década, o mundo da tecnologia nos brinda com uma nova onda. Nos anos 90, o Google, nos 00 o Facebook, agora, nos 10, ainda não tivemos algo que chacoalhasse o mercado.
Não tivemos? E essa onda da mobilidade, puxada pelo iPhone e pelo iPad? Quem inovará para valer?
Apple: Charme Eterno?
Será que a Apple descobriu o mapa da mina inesgotável? Será que o charme de seus produtos não encontra concorrentes?
Direto aos pontos: Não, o sucesso não é eterno nem garantido e a concorrência está atenta e viva.
Independente disso, alguns fatores não foram bem abordados pela concorrência. A eles:
1- Tudo que a Apple desenvolve e produz deve responder a uma pergunta fundamental: Isso aí vai melhorar a experiência do usário? Se a resposta é não, deleta-se o projeto e começa-se tudo de novo.
2- A apresentação de cada produto ou serviço é sempre um show de marketing, eventos com luz própria, nunca em feiras gigantes. Isso garante exclusividade na atenção ao que está sendo anunciado
3- A mídia espontânea -mas nem tanto- gerada por formadores de opinião que recebem dicas antecipadas mas parciais porém relevantes do que se passa nos laboratórios da Apple. No caso do iPad, isso foi avaliado em mais de US$ 700 milhões, verba de marketing que nenhuma empresa no mundo dispõe para lançar um produto.
4- A ênfase nos detalhes de cada produto são cuidadosamente estudados para agradar compradores compulsivos, fashionistas, engenheiros, tecnófobos e outras tribos com igual atenção.
5- A expectativa dos próximos lançamentos gera animação constante e vendas adicionais dos produtos já existentes.
6- A Apple, por vocação ou junção dos fatores acima, sempre teve o foco na pessoa física, com raras incursões na pessoa jurídica. Assim, não precisou fazer compromissos com grandes contas nem com grandes e sofisticados aplicativos das corporações.
A Apple também se posiciona com muita competência com suas arquiteturas proprietárias, e aparentemente seus clientes não se importam muito com isso. Lá pela década de 1990 a companhia da maçã, patinando por sua sobrevivência, tentou licenciar a plataforma Macintosh para terceiros, visando aumentar sua base instalada. Foi um fracasso total, obrigando-a a uma retirada nada estratégica de volta ao velho caminho do exclusivo.
Esse posicionamento histórico tem seus riscos, mas eles são menores do que desejaria a concorrência.
Por exemplo, analistas são unânimes em apontar que nos próximos anos (3 a 5, dependendo da análise), a plataforma iOS será apenas a terceira mais usada em smartphones e tablets, atrás do Android, do Google e do Windows Phone, da Microsoft.
É provável que isso aconteça, mas é bom lembrar que o Android tem e terá centenas de versões e de fabricantes nas mais variadas partes do mundo. O Windows Phone será um pouco mais controlado, mas assim mesmo distribuido por múltiplos fabricantes globais.
Já a Apple seguirá sendo única. Em qualquer caso, seus smartphones e tablets tenderão a permanecer no topo da lista dos mais vendidos, contra todos os outros, isoladamente.
Parece claro ainda que na área de música e vídeo, a liderança fica com a Apple por um bom tempo. Nos notebooks, esse não é o caso, mas o topo do mercado, exatamente o mais lucrativo, percebe cada vez mais a atratividade dos Mac. Basta ver sua crescente popularidade em aeroportos, cafés e restaurantes.
Do setor de serviços, agora com o iCloud, vem mais uma tentativa de ser dominante. Sucesso que precisa de uma reinvenção, pois o MobileMe, sua base de lançamento, foi um fracasso total.
Talvez a maior ameaça para a Apple está exatamente no seu imenso sucesso, na medida em que tem mais e diversificados produtos e se propõe a ganhar mais e diversificados mercados.
Crescer e manter qualidade, segurança e especialmente controle desses mercados não são tarefas fáceis.
No conjunto da obra, é mais provável que os grandes adversários da Apple estejam mais para uma Amazon do que para uma HP, mais para um Facebook do que para uma Microsoft.
Isso sem falar na NBT, ou Next Big Thing, acrônimo que acabo de inventar para fins de argumentação. A cada década, o mundo da tecnologia nos brinda com uma nova onda. Nos anos 90, o Google, nos 00 o Facebook, agora, nos 10, ainda não tivemos algo que chacoalhasse o mercado.
Não tivemos? E essa onda da mobilidade, puxada pelo iPhone e pelo iPad? Quem inovará para valer?
Confissões de uma Criatura Digital por Opção
Sou um profissional e empresário do setor de tecnologia da informação por opção pessoal e também por formação acadêmica no tempo que computadores eram coisa esquisita, rara e cara. Pioneiro, dirão uns, dinossauro, dirão outros. Cada vez mais entusiasta com o setor, digo eu. Pergunto se faz sentido isso, e em conversa com meus botões (soft-buttons de meus dispositivos com tela touch-screen, para estar contemporâneo nesse ano de 2011, pois!) eu por vezes penso que nao deveria ser tão fanático por tecnologia digital, em especial com a que dispomos hoje, que, por sinal, estará obsoleta em pouco tempo…
Pois bem, por dever de ofício, até um par de anos atrás, eu me dedicava em horas vagas a pesquisar os rumos de tecnologia, suas tendências e novas adoções, até para propor internamente na empresa que dirigi até assumir apenas o Conselho de Administração.
Foi então que tive mais tempo para fuçar, descobrir, cotejar e… ficar mais animado com as perspectivas.
Foi por aí que passei a vestir a camisa da Apple, por pura sedução, de um lado, e por um quinto-sentido-e-meio que me dizia ser essa empresa a principal puxadora de novas, práticas e belas tendências nos anos seguintes.
Não estava errado, e passei a ser usuário de produtos Apple, desde o iPod, passando pelo iPhone, pelo MacBook e, mais recentemente, pelo iPad.
Como não estava na linha de frente das operações da empresa, fui aos poucos me desligando também do mundo Windows, que esteve presente em minha vida pessoal e profissional desde os primórdios da criação da Microsoft.
Quando a Apple resolveu, com o Snow Leopard, um problema de compatibilidade prática de seu nativos Mail, iCal e Contacts com as funções básicas do Outlook e do servidor Exchange, pude finalmente liberar uma partição de meu MacBook que tinha uma máquina virtual VMWare com o Windows lá instalado. Mudei do Office para PC para o Office for Mac, também da Microsoft mas com a elegância dos produtos que rodam no Mac.
E pensei: agora estou livre, como usuário, do mundo Windows!
Mas… nem tanto! Sobrava em casa um PC parrudo com boa capacidade de memória em disco que usava esporadicamente para editar algumas fotos em um programa que havia comprado e pra ser meu arquivo mestre de fotos, vídeos, músicas e mesmo de meus escritos, apresentações, planilhas…
Em seguida, mudei o roteador de casa para um Time Capsule, também da Apple, que, além de uma velocidade nunca antes nessa casa experimentada, trazia uma bela capacidade de armazenamento em seu HD.
Pronto, pensei eu. agora sim, estou livre dos virus, dos travamentos, dos paus de programas que tanto infernizaram minha vida, ano após ano.
Mas restava aquele PC que vivia dando problema, inclusive quando um dia o Windows deixava de ser reconhecido como oficial, assim como minha assinatura da Symantec de anti-tudo. Um pouco de trabalho árduo depois e tudo estava resolvido, o PC até que andou direitinho por um par de meses como que a me pedir desculpas, e eu achando que, quando chegasse a hora, eu o sucatearia e mudaria para um belo iMac.
Mas havia algo lá no fundo de minha cabeça que dizia não ser essa mudança geral adequada. Não só pelo investimento, mas pela perda de contato, como usuário, com aquela plataforma mais popular do mundo, a famosa Wintel, que ainda era dominante no mercado.
E eu, como profissional e analista de mercado, não deveria perder esse contato.
Mas, afinal, o que realmenet me incomodava com a Microsoft? Algumas reflexões com meu travesseiro e conversa com colegas e amigos trouxe-me a freudiana resposta: Meu problema era o tal de Windows Vista, provavelmente o equivalente ao Edsel da Ford, não o filho do cara, mas o famigerado e fracassado carro…
Esse meu PC estava com um Windows Vista Home Premium, que era obviamente o mordomo culpado de minha implicância com a Microsoft.
Então resolvi dar ao PC e à Microsoft o benefício da dúvida e comprei uma licença do Windows 7, e usá-lo no meu quase veterano PC. O resultado foi que voltei a sorrir com aquelas janelas coloridas do Windows. Longe de ser perfeito, o 7 é infinitamente melhor que o Vista! E eu sabia disso, ao avaliá-lo quando de seu lançamento e até ao fazer comentários favoráveis em minhas apresentações e consultorias.
Eu sabia mas não praticava!
Mas agora que voltei ao mundo real e eliminei injustos preconceitos com a Microsoft, vou deixar aqui um modesto conselho a Bill e Melinda Gates: consigam que o total das receitas de licença do Windows Vista seja destinado pela Microsoft aos projetos da fundação que vocês dirigem, com os cumprimentos de seus sofridos usuários.
O mundo ficaria bem melhor com essa justa transferência de renda em projetos aos mais necessitados!
Seus presentes de Natal podem ter incompatibilidade de gênios!
Se você foi bonzinho(a) durante o ano e Papai Noel atendeu sua lista de presentes, é provável que você tenha ganho um iPod, um iPhone ou um iPad, de um lado e, de outro, um belo par de óculos de sol de qualidade, levinho, charmoso, com lentes protegidas de irradiação UVA e UVB e… polarizados!
Pois é… as telas desses produtos da Apple são polarizadas. Assim, se você está visualizando algo que requeira a mudaã de orientação da tela, aproveitando o acelerômetro dessas engenhocas, prepare–se para ter que tirar os óculos de sol ou virar a cabeça junto com a tela, pois em uma posição combinada tela/lentes a polarização de ambas faz com que a imagem “desapareça”…
Assim, se você tem ou vai ter esses eletrônicos de desejo dessa virada de década e tem planos de comprar aqueles óculos de sol, cuide para que suas lentes não sejam polarizadas, mas sempre com a proteção aos raios infravermelhos, para eliminar esse problema causado pela polarização da tela e das lentes.
Apple: Casos de fracasso explicam seu sucesso
2010 encerra com a Apple sendo a empresa de tecnologia de maior valor de mercado. Nos últimos anos ela emplacou um sucesso atrás de sucesso, criando novos referenciais em diversos segmentos. Já falaremos deles, todos conhecidos da maioria dos nossos leitores. Mas primeiro, quero lembrar de seus fracassos.
O Lisa, lançado em 1983 como o primeiro computador pessoal com interface gráfica, custava inacreditáveis US$ 10.000, grana que dava para comprar um Cadillac completinho e ainda sobrava um bom troco… Falhou por ser muito caro, fraquinho e com poucos aplicativos. Nem suas versões posteriores mais potentes e menos custosas conseguiram emplacar. Para quem conhece os carros americanos, o Lisa foi o Edsel da Ford.
Em 1996, a Apple lança o Pippin, por US$ 600, para ser um aparelho de videogame em rede. Mas, com menos de 20 títulos e performance fraca, vendeu pouco mais de 40.000 unidades para uma produção total de mais de 100.000. Um encalhe enorme, muita grana de pesquisa e desenvolvimento jogada fora. Alguém aí já teve um Pippin? Para a Apple, um verdadeiro pepino…
Hoje em dia, o MacBook é objeto de desejo de quase todo mundo que usa um laptop. Mas nem sempre foi assim. Mesmo com o sucesso do conceito do Macintosh, lançado como computador de mesa em 1984, O Macintosh Portable, lançado em 1989 por US$ 6.500 não emplacou, mais ou menos pelos mesmos motivos da falha do Lisa.
Essa máquina foi o símbolo dos momentos tortusoso pelos quais passou a Apple e que levou Steve Jobs a ser demitido.
O G4 Cube já é da fase nova, após o retorno triunfal de Steve Jobs. Lançado em 2000, com a assinatura do guru de design da Apple, Jonathan Ive (o mesmo do iPhone, do MacBook, do iPod e tantos outros), era um cubo com 20 cm de lado, custava US$ 1.600 (preço razoável para a época) mas falhou por não ser nada mais que um Mac em formato de cubo, sem grandes possibilidades de encaixar expansões e periféricos, prioridades básicas do início do século.
Dá para registrar no mínimo mais uns 10 produtos da Apple que não deram certo, independente de quem estava à frente das decisões da companhia.
Os sucessos da Apple, de outro lado, começam com o Apple II (sim, houve o Apple I, alguém viu?), o primeiro computador pessoal que podia justificar esse nome, o Macintosh, que virou cult entre estudantes e designers, e, mais recentemente, o iPod, o iTunes, o MacBook em suas várias versões, o iMac, o iPhone e o iPad.
O Apple II, o Macintosh de 1984 definiram novos padrões de mercado, inventando novas necessidades para os usuários antes de resolver seus problemas. Mas a concorrência estava mais alerta, e apareceram, respectivamente, o MS-DOS e o Windows da Microsoft para colocar esses dois produtos inovadores em nichos bem específicos.
Já os novos produtos deste milênio mudaram a face da indústria, e passaram a uma posição de dominância de mercado, embora não tenham sido inovadores nos conceitos. Já existiam players digitais e lojas de vendas de música e antes do combo iPod+iTunes; o Macbook entrou para valer em um mercado de notebooks muito concorrido e com produtos muito bem aceitos, como a linha Vaio da Sony; o iMac criou novas estéticas para o desktop, mas não grandes novidades de uso; o iPhone foi, em essência, a inserção de circuitos de telefone celular em um iPod Touch; o iPad fez furor como o produto de mais rápida adoção no mercado na esteira do sucesso do iPod e do iPhone, mas o conceito de tablet já existia há mais de 15 anos. A Apple apenas criou um produto charmoso e usável.
Esse modelo de sucesso, além da inegável competencia do time da Apple, deve permanecer viável por um bom tempo. A analogia que faço com casos de sucesso do passado, como o da Microsoft, é que a Apple agora inova em cima de conceitos já lançados e ainda em busca de uma boa posição no mercado.
De certa forma, a empresa da maçã adota em 2010 a mesma receita já testada pelos concorrentes do final do século XX que tanta dor de cabeça lhe causaram.
Evitando surpresas com a bateria do iPhone
Recebo do Vinicius Sgarbe, da CBN, uma consulta de um ouvinte, via Twitter: sgarbe Vinícius Sgarbe
Aí vão as dicas.
Então eu minimizo o inconveniente, com um Mophie Juice Pack Air, que é uma bateria adicional fininha que serve como uma capa protetora do iPhone e, em essência, dobra o tempo entre cargas. Mas isso eu só uso quando vou ficar muito tempo longe de uma tomada ou de meu laptop, que também pode recarregar o iPhone.
Evitando surpresas com a bateria do iPhone
Recebo do Vinicius Sgarbe, da CBN, uma consulta de um ouvinte, via Twitter: sgarbe Vinícius Sgarbe
Aí vão as dicas.
Então eu minimizo o inconveniente, com um Mophie Juice Pack Air, que é uma bateria adicional fininha que serve como uma capa protetora do iPhone e, em essência, dobra o tempo entre cargas. Mas isso eu só uso quando vou ficar muito tempo longe de uma tomada ou de meu laptop, que também pode recarregar o iPhone.
SMARTPHONE: Nome meio certo, meio errado
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- Câmera fotográfica
- Câmera de vídeo
- Player de musica
- Player de vídeo
- GPS
- Bluetooth
- WiFi
- Mapas
- Internet
- TV Digital
- 1.000.000+ de aplicativos, só contando as lojas da Apple e do Google, embora muita coisa ainda não esteja disponível entre nós
- Ah!!! – e telefone, claro, as boas e velhas chamadas de voz…
iPad 3G: Promissor, mas a concorrência vem de onde menos se espera
Finalmente chegou ao mercado -norteamericano, por enquanto- o iPad 3G, que permite seu uso em qualquer lugar onde haja conexão à internet pela operadora de celular. Na loja da Apple em Aventura, Florida, mais de 400 pessoas estavam na fila, antes das 17horas (foto), para serem os primeiros a comprar (máximo de 2 iPads por pessoa)
Até então limitada com o iPhone a planos de fidelização com as operadoras -aqui nos Estados Unidos só com a AT&T- a Apple oferece o iPad 3G desbloqueado, ou quase. Basta fazer um contrato com qualquer operadora e colocar um Micro SimCard no aparelho que você sai navegando de um jeito bem bacana e fácil.
Realmente o tablet da Apple é extremamente atraente para navegação na internet, vídeos e fotos. A tela touch-screen é excelente, embora, como todas da Apple, com ium pouco de reflexo demais, o que desfavorece a função de leitura de livros digitais, quando comparado com os produtos da Amazon (Kindle) e Nook (da Barnes&Noble). Claro que vantagem das cores pode compensar o reflexo, mas, além disso, na data do lançamento, somente 40.000 títulos estavam à venda, algo como 10% dos concorrentes.
E no Brasil?
Hoje, o iPad 3G vai funcionar igualzinho ao iPad Wifi, pois as operadoras brasileiras dizem não ter suporte para o Micro Sim Card. Cada uma dá uma versão diferente, tipo “não está em nossos planos”, ou “no momento, estamos apenas estudando”.
É óbvio que as operadoras não vão divulgar suas estratégias para o iPad, mas parece razoável que elas esperem um pouco para ver como posicionar o produto no mercado brasileiro para tomar uma decisão. Quem sair na frente, no entanto, é capaz de abiscoitar uma importante parcela de mercado que, embora não gigantesca, representa usuários que pagam mais pelo uso, ou seja, dão margens maiores.
Mas aqui nos Estados Unidos, a concorrência vem de onde menos se imaginava, das próprias operadoras. A Sprint lança no mercado sua rede 4G, que promete ser até 10m vezes mais rápida que a 3G, exatamente a que dá o sobrenome ao mais novo produto da Apple.
Com isso, o mercado para dispositivos móveis com acesso a internet de alta velocidade vai decolar, e exigir adaptações de produtos. Como está no forno o iPhone 4G, é razoável especular que o iPad 3G seja um mero trampolim para um futuro e não tão distante iPad 4G, usando uma versão mais avançada do sistema operacional a ser lançado ainda este ano, o OS4.
Mas ele não será o tão sonhado Snow Leopard, que faz a alegria dos aficcionados no Mac, até por limitações do processador, que a Apple decidiu apostar em tecnologia própria no iPad, contrastando fortemente com o bem sucedido abandono do PowerPC em favor dos chips Intel, que ajudaram a alavancar os Mac para novos patamares de sucesso.
Parece confuso? E é mesmo! Decididamente, o que tanto diferenciou a Apple em lançamentos anteriores -o Fator Surpresa- está um tanto tímido, no caso do iPad. A concorrência vem feroz, o que é bom para nós, usuários.
Mas chegar ao extremo de dizer que o iPad nada mais é do que um iPhonão é simplificar uma análise séria. E dá para antecipar que uma nova versão do iPad chegue em menos de um ano ao mercado com webcam, por exemplo, por conta das funcionalidades multitarefas do OS4.
Na fila das compras da loja da Apple do dia 30, encontrei um empresário brasileiro do ramo de móveis já comprando seus iPad para fazer um teste com o produto para seus vendedores.
Assim, dá para imaginar que o iPad possa conquistar também importantes nichos de mercado no mundo corporativo, inclusive nas pequenas e médias empresas.
A conferir.









