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Você gosta do Vaio? Saiba que a Sony não mais

VaioCom a notícia do fim da produção de desktops e notebooks pela Sony, lá se vai mais uma marca tradicional, ícone de qualidade e design: a Vaio. Não que essa divisão vá desaparecer, uma vez que foi vendida para um grupo de investimentos japonês. Mas a tradição associada à marca Sony acaba!

Também a divisão de televisores será tocada por uma nova subsidiária da Sony. De um lado, dá para ler-se “vamos produzir TVs a custos menores”, mas a companhia anunciou planos de focar esforços de pesquisa, desenvolvimento e design nas telas maiores e na tecnologia Ultra-HD, ou 4K, capazes de comandar margens maiores.

Isso também ajuda a Sony a buscar mercados mais sofisticados para seus produtos de imagem, voltados ao consumidor final e ao mundo corporativo.

A Sony acredita que o mundo dos dispositivos móveis tende a crescer em quantidade e variedade, e este passa a ter foco e prioridade.

Sem esquecer sua bem sucedida linha de produtos para games, Playstation à frente.

A Sony segue também uma tendência de marcas tradicionais, como a IBM -a primeira que lançou um PC de 16 bits com sistema operacional da Microsoft- e acabou vendendo tudo para a chinesa Lenovo, inclusive a marca de seus cobiçados Thinkpads.

Os televisores, mesmo não querendo, já são comandados pelas coreanas LG e Samsung, que ditam as tendências.

No mundo dos games, o trio Sony-Microsoft-Nintendo já mostra que essa última está sem fôlego, e o conceito de consoles proprietários para games parrudos vai perdendo força para os Apps de smartphones e tablets.

 Mas não deixa de haver um certo toque de nostalgia na notícia do final da linha Vaio para a Sony. Talvez seja isso apenas, pura nostalgia.  

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Pensando em um Tablet novo? Espere um pouco e ganhe muito!

OK, a coceira é grande para comprar um primeiro tablet ou então trocar aquele “velho” que você adquiriu ano passado e tanto sucesso fez. É que os novos lançamentos oferecem muito mais funcionalidades e a variedade de opções certamente vai cair como uma luva em cima de suas expectativas.


Mas, se der, e se o impuso comprador não for maior do que a rcionalidade, vale a pena esperar um par de meses.


A razão não é tecnológica, mas puramente econômica.

Os preços devem despencar nos próximos dois meses por dois motivos simultâneos:

1- Os tablets foram incluidos na Lei do Bem, aquela que desonera a carga tributária de computadores. Isso representa algo como 10 a 15% no valor final do produto, que, se repassados ao consumidor, já vale a espera.
2- Em função dessa desoneração e da maturidade da tecnologia dos tablets, o mercado ganha corpo e todos os fabricantes vão querer estar presentes, forçando uma queda ainda maior.

Assim, sejam os tablets fabricados aqui ou não, os preços vão cair, talvez para uma relação mais próxima entre um laptop vendido aqui e nos Estados Unidos.

Comparando um laptop Sony Vaio da mesma família, e com pequenas diferenças de configuração, vendido aqui no Brasil na Fnac e nos Estados Unidos pela Amazon, 

Aqui no Brasil: VPC-CW13FB custa R$ 2.229,00 na loja, já com impostos.

Nos Estados Unidos (com taxas locais): VPC-CW14FB custa US$ 1049,60, e, com taxas, cerca de US$ 1.160,00, ou, usando uma taxa de R$ 1.62/ US$ 1 chegamos a um valor de R$ 1.879,00, ou aqui pagamos um sobrepreço de 18,6%.

Esses valores de lá são aproximados, até porque a configuração não é exatamente igual, apenas parecida. Mas dá para dizer que fica entre 15% e 20% a mais se estamos considerando coisas absolutamente iguais.

Vamos ao tablet e nossa comparação é sobre um Motorola Xoom, com tela de 10,1″, Wifi e 32Gb de memória. Aqui ele custa R$ 1.899,00, lá US$ 598,00 sem taxas e US$ 660,00 com taxas, ou cerca de R$ 1.056. A relação do cá dividido pelo lá é quase 79% mais cara.

Deduzindo só o efeito Lei do Bem, esse valor poderia cair, sem esforço, para R$ 1.582 (menos 20%), ainda acima do piso da relação do Sony Vaio, que seria de R$ 1.252,00 (preço externo mais 18,6%).

O potencial de redução causado pela desoneração tributária mais a aumento da concorrência seria, pois, de R$ 637,00 (R$ 1899, preço atual, menos R$ 1.252, preço possível).

Resumidamente, eliminando diferenças pontuais de premissas de cálculo, daqui a pouco com a grana para comprar dois tablets hoje você comprará três.

Assim sendo, salvo você esteja indo ao exterior ou tenha alguém que possa trazer um tablet estalando de novo, vale a pena esperar um pouco.

Afinal, os principais fabricantes de tablets no mundo estarão mudando seus planos para o Brasil, agora que os tributos para fabricação local são menores.

Assim como hoje já se vendem mais computadores do que televisores, mais laptops do que computadores, aqui na nossa Pindorama, prevejo que entre a Copa e a Olimpíada, o mercado de tablets será maior do que o de computadores com teclado e mouse!

Para fechar a reflexão dominical: se essa esperada queda se dará pelo gatilho da Lei do Bem, então dá para inferir que hoje os tablets são ainda regidos pela Lei do Mal, que tanto pode ser o conjunto de leis que favorecem a produção local quanto a interpretação mais simples de que pagamos imposto demais aqui por nossas bandas.

Pensando em um Tablet novo? Espere um pouco e ganhe muito!

OK, a coceira é grande para comprar um primeiro tablet ou então trocar aquele “velho” que você adquiriu ano passado e tanto sucesso fez. É que os novos lançamentos oferecem muito mais funcionalidades e a variedade de opções certamente vai cair como uma luva em cima de suas expectativas.


Mas, se der, e se o impuso comprador não for maior do que a rcionalidade, vale a pena esperar um par de meses.


A razão não é tecnológica, mas puramente econômica.

Os preços devem despencar nos próximos dois meses por dois motivos simultâneos:

1- Os tablets foram incluidos na Lei do Bem, aquela que desonera a carga tributária de computadores. Isso representa algo como 10 a 15% no valor final do produto, que, se repassados ao consumidor, já vale a espera.
2- Em função dessa desoneração e da maturidade da tecnologia dos tablets, o mercado ganha corpo e todos os fabricantes vão querer estar presentes, forçando uma queda ainda maior.

Assim, sejam os tablets fabricados aqui ou não, os preços vão cair, talvez para uma relação mais próxima entre um laptop vendido aqui e nos Estados Unidos.

Comparando um laptop Sony Vaio da mesma família, e com pequenas diferenças de configuração, vendido aqui no Brasil na Fnac e nos Estados Unidos pela Amazon, 

Aqui no Brasil: VPC-CW13FB custa R$ 2.229,00 na loja, já com impostos.

Nos Estados Unidos (com taxas locais): VPC-CW14FB custa US$ 1049,60, e, com taxas, cerca de US$ 1.160,00, ou, usando uma taxa de R$ 1.62/ US$ 1 chegamos a um valor de R$ 1.879,00, ou aqui pagamos um sobrepreço de 18,6%.

Esses valores de lá são aproximados, até porque a configuração não é exatamente igual, apenas parecida. Mas dá para dizer que fica entre 15% e 20% a mais se estamos considerando coisas absolutamente iguais.

Vamos ao tablet e nossa comparação é sobre um Motorola Xoom, com tela de 10,1″, Wifi e 32Gb de memória. Aqui ele custa R$ 1.899,00, lá US$ 598,00 sem taxas e US$ 660,00 com taxas, ou cerca de R$ 1.056. A relação do cá dividido pelo lá é quase 79% mais cara.

Deduzindo só o efeito Lei do Bem, esse valor poderia cair, sem esforço, para R$ 1.582 (menos 20%), ainda acima do piso da relação do Sony Vaio, que seria de R$ 1.252,00 (preço externo mais 18,6%).

O potencial de redução causado pela desoneração tributária mais a aumento da concorrência seria, pois, de R$ 637,00 (R$ 1899, preço atual, menos R$ 1.252, preço possível).

Resumidamente, eliminando diferenças pontuais de premissas de cálculo, daqui a pouco com a grana para comprar dois tablets hoje você comprará três.

Assim sendo, salvo você esteja indo ao exterior ou tenha alguém que possa trazer um tablet estalando de novo, vale a pena esperar um pouco.

Afinal, os principais fabricantes de tablets no mundo estarão mudando seus planos para o Brasil, agora que os tributos para fabricação local são menores.

Assim como hoje já se vendem mais computadores do que televisores, mais laptops do que computadores, aqui na nossa Pindorama, prevejo que entre a Copa e a Olimpíada, o mercado de tablets será maior do que o de computadores com teclado e mouse!

Para fechar a reflexão dominical: se essa esperada queda se dará pelo gatilho da Lei do Bem, então dá para inferir que hoje os tablets são ainda regidos pela Lei do Mal, que tanto pode ser o conjunto de leis que favorecem a produção local quanto a interpretação mais simples de que pagamos imposto demais aqui por nossas bandas.

Apple: Casos de fracasso explicam seu sucesso

2010 encerra com a Apple sendo a empresa de tecnologia de maior valor de mercado. Nos últimos anos ela emplacou um sucesso atrás de sucesso, criando novos referenciais em diversos segmentos. Já falaremos deles, todos conhecidos da maioria dos nossos leitores. Mas primeiro, quero lembrar de seus fracassos.

O Lisa, lançado em 1983 como o primeiro computador pessoal com interface gráfica, custava inacreditáveis US$ 10.000, grana que dava para comprar um Cadillac completinho e ainda sobrava um bom troco… Falhou por ser muito caro, fraquinho e com poucos aplicativos. Nem suas versões posteriores mais potentes e menos custosas conseguiram emplacar. Para quem conhece os carros americanos, o Lisa foi o Edsel da Ford.

Em 1996, a Apple lança o Pippin, por US$ 600, para ser um aparelho de videogame em rede. Mas, com menos de 20 títulos e performance fraca, vendeu pouco mais de 40.000 unidades para uma produção total de mais de 100.000. Um encalhe enorme, muita grana de pesquisa e desenvolvimento jogada fora. Alguém aí já teve um Pippin? Para a Apple, um verdadeiro pepino

Hoje em dia, o MacBook é objeto de desejo de quase todo mundo que usa um laptop. Mas nem sempre foi assim. Mesmo com o sucesso do conceito do Macintosh, lançado como computador de mesa em 1984, O Macintosh Portable, lançado em 1989 por US$ 6.500 não emplacou, mais ou menos pelos mesmos motivos da falha do Lisa.

Essa máquina foi o símbolo dos momentos tortusoso pelos quais passou a Apple e que levou Steve Jobs a ser demitido.

O G4 Cube já é da fase nova, após o retorno triunfal de Steve Jobs. Lançado em 2000, com a assinatura do guru de design da Apple, Jonathan Ive (o mesmo do iPhone, do MacBook, do iPod e tantos outros), era um cubo com 20 cm de lado, custava US$ 1.600 (preço razoável para a época) mas falhou por não ser nada mais que um Mac em formato de cubo, sem grandes possibilidades de encaixar expansões e periféricos, prioridades básicas do início do século.

Dá para registrar no mínimo mais uns 10 produtos da Apple que não deram certo, independente de quem estava à frente das decisões da companhia.

Os sucessos da Apple, de outro lado, começam com o Apple II (sim, houve o Apple I, alguém viu?), o primeiro computador pessoal que podia justificar esse nome, o Macintosh, que virou cult entre estudantes e designers, e, mais recentemente, o iPod, o iTunes, o MacBook em suas várias versões, o iMac, o iPhone e o iPad.

O Apple II, o Macintosh de 1984 definiram novos padrões de mercado, inventando novas necessidades para os usuários antes de resolver seus problemas. Mas a concorrência estava mais alerta, e apareceram, respectivamente, o MS-DOS e o Windows da Microsoft para colocar esses dois produtos inovadores em nichos bem específicos.

Já os novos produtos deste milênio mudaram a face da indústria, e passaram a uma posição de dominância de mercado, embora não tenham sido inovadores nos conceitos. Já existiam players digitais e lojas de vendas de música e antes do combo iPod+iTunes; o Macbook entrou para valer em um mercado de notebooks muito concorrido e com produtos muito bem aceitos, como a linha Vaio da Sony; o iMac criou novas estéticas para o desktop, mas não grandes novidades de uso; o iPhone foi, em essência, a inserção de circuitos de telefone celular em um iPod Touch; o iPad fez furor como o produto de mais rápida adoção no mercado na esteira do sucesso do iPod e do iPhone, mas o conceito de tablet já existia há mais de 15 anos. A Apple apenas criou um produto charmoso e usável.

Esse modelo de sucesso, além da inegável competencia do time da Apple, deve permanecer viável por um bom tempo. A analogia que faço com casos de sucesso do passado, como o da Microsoft, é que a Apple agora inova em cima de conceitos já lançados e ainda em busca de uma boa posição no mercado.

De certa forma, a empresa da maçã adota em 2010 a mesma receita já testada pelos concorrentes do final do século XX que tanta dor de cabeça lhe causaram.

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