Arquivos de Tag: internet

Da série Liberdade X Controle 5: Você está na telinha e na telona e não sabe?

Você já se deu conta que sua imagem pessoal está sendo gravada, todos os dias, por milhares de câmeras?

Elas podem ser geradas por câmeras de monitoramento nas ruas, nas empresas, nos shoppings, nas repartições públicas ou em qualquer um dos milhares ou mesmo milhões de celulares portados por cada uma das pessoas que moram na cidade onde você está agora.

Escapadas furtivas? Nem pensar, qualquer que seja o objetivo, mesmo a mais inocente saída à francesa de uma reunião chata.

Ficar desconectado? Até pode, mas aí você perde contacto com o mundo, e todo o seu passado estará lá devidamente registrado na nuvem.

Essa onipresença de olhos digitais em nosso cotidiano implica em não mais discutirmos se a profusão de câmeras nos filmando e fotografando é boa ou ruim. É fato consumado, pronto!

De outro lado, existe o uso indevido dessas imagens e coordenadas, especialmente por bandidos que estudam hábitos das pessoas para poder cometer crimes de maneira mais precisa e eficaz.

Muito se discute sobre a necessidade de rever legislações.  Deve haver um jeito de penalizar mais quem cometa crimes contra a pessoa ou contra o patrimônio com o apoio da tecnologia.

Agravante de pena? Não sei, mas o ladrão digital que usa recursos da moderna tecnologia corre bem menos riscos do que o criminoso analógico.

Existem softwares sofisticados de reconhecimento de imagem que ajudam a identificar quem agiu contra a lei e foi flagrado por câmeras. Isso é bom? E se for usado por autoridades com o objetivo de cercear a liberdade individual? E se cair nas mãos de bandidos?

A tecnologia e seus usos andam mais rápidos do que a média dos cidadãos. Não devemos nos estressar sobre a onipresença das câmeras. Mas devemos estar permanentemente atentos sobre os avanços dos marcos regulatórios e das providências das autoridades para assegurar nossa liberdade e nossa individualidade, sem prejuízo do conforto que a tecnologia nos oferece do bem estar da coletividade.

A Revolução Digital Apenas Começou

Há pouco mais de quatro anos atrás eu postava no meu blog matéria sobre o gap entre gerações por conta da revolução digital. E que esse gap estaria aumentando, especialmente em relação aos muito jovens.

Isso foi antes do lançamento do iPad e da popularização dos smartphones, que deram nova leitura ao termo Conectado.

Para essa turminha nascida no século 21, é mais difícil explicar o passado sem internet do que as novidades que chegam com o futuro. Para eles, estar conectado não é mais estar à frente de um computador. Os dispositivos digitais móveis vão com eles, e termos como tablet, smartphone, GPS, App e tantos outros são absolutamente partes de seu dia-a-dia.

Agora, os primeiros oriundos dessa turma já estão adolescentes e têm muitas idéias a respeito de suas carreiras e de suas vidas pessoais.

Essa moçada é que vai transformar de vez o mundo em que vivemos. Por não estarem presos a paradigmas analógicos, por serem seres multitarefas e multidispositivos, para eles a utilidade das soluções digitais é imensamente mais importante do que os dispositivos.

Por exemplo, comunicar-se com um amigo pode começar no celular por voz, mudar para conversa com imagem, seguir na TV grande enquanto ambos assistem a um mesmo filme em lugares diferentes, comentando-o através de uma rede social que pode ser acessada por um tablet ou mesmo por uma janela da telona.

Os apelos para o consumo não funcionarão direito apenas através de meios de comunicação de massa. Eles dependerão também de estímulos individualizados ou, no máximo, voltados a pequenos grupos. E esses jovens também saberão fazer esses apelos em suas artes profissionais.

Não por acaso, o número de jovens empreendedores -aí contados apenas os menores de 14 anos- vem crescendo a taxas exponenciais nos últimos 5 anos. E existem centenas de exemplos de empresas nascentes criadas por esses muito jovens, que recebem investimentos de mais de um milhão de dólares antes do seu segundo ano de vida .

A escola também começa a passar por profundas transformações, esgotado o modelo de transmissão do conhecimento de modo unilateral professor/aluno. Ensino de qualidade, denso, veloz e voltado às necessidades de cada um parece ser o rumo.

Nesse cenário, o vetor de transformação é a demografia, com a crescente inserção dessa nova geração no mercado. Os dispositivos já existem, seguem evoluindo rapidamente, mas a forma de utilizá-los plenamente é que vai criar a verdadeira revolução digital. E ela será levada a cabo por esses jovens que já nasceram conectados.

Da série Liberdade X Controle 3: Não existe busca grátis na internet

Você já notou o tipo de anúncios e links patrocinados que você recebe quando faz uma busca no Google, abre o seu Gmail ou acessa notícias num portal nacional como o G1, o Terra ou o UOL? Não é por acaso que você recebe ofertas ou informações que têm a ver com sua região, com o argumento de sua busca ou até mesmo com o assunto que você trata em suas mensagens.

Idem para as telinhas do Apps gratuitos que, em troca do custo zero você recebe anúncios e links patrocinados.

Se você ainda por cima concorda em receber notificações dos aplicativos, pronto! Os marqueteiros vão saber quase tudo a seu respeito.

Cada vez mais os fornecedores de produtos e serviços voltados à pessoa física estão interessados em sua opinião, seus hábitos e seu perfil de consumo, que passa a ser cada vez mais importante do que os dados agregados de seu grupo.

O que antes só poderia era obtido por dados estatísticos (e estáticos), o mundo conectado oferece informações dinâmicas, inéditas e individualizadas aos fornecedores sobre nossos hábitos e decisões.

E você acha que isso é coisa nova? Faz mais de vinte anos que Don Peppers e Martha Rogers começaram a pregar o conceito do one to one marketing, onde, no limite, cada pessoa daria seu recado customizado para cada pessoa de seu interesse pessoal ou profissional.  Hoje eles administram um grupo empresarial extremamente bem sucedido, o 1to1Media que trabalha com empresas e profissionais voltados à melhoria do foco sobre seu público-alvo.

Se não chegamos aos contatos de um para um, como na teoria de Peppers e Rogers, o caminho está traçado e é sem volta.

E, se é sem volta, não há muito o que fazer a não ser surfar na onda de oportunidades. Mas é sempre bom ter em mente que cada vez mais você é um livro aberto. É possível impor alguns limites, e esses limites só podem ser estabelecidos por você.

Da série Liberdade X Controle 1: Google condenado a pagar R$ 2,2 mi por conteúdo ofensivo

O Google foi condenado pelo pleno do TRE-SP a pagar R$ 2,2 milhões por não haver retirado do ar um blog que conteria de ofensas a candidata a prefeitura de Ribeirão Preto, SP, nas eleições de 2012.

Sem entrar a fundo nos detalhes, que estão no link acima, existem pontos que precisam ser muito bem discutidos para que cheguemos a uma solução abrangente e equilibrada quanto ao nível de controle que poderá ou deverá ser exercido sobre a internet.

No caso, a lei eleitoral pune propaganda fora de época e também difamação. E a candidata sentiu-se difamada e o juiz mandou tirar o conteúdo do ar. O Google não fez nada, alegando que apenas fornece a plataforma para publicação, no caso, o Blogspot. A decisão foi para o pleno do TRE-SP que referendou decisão anterior e “crau” no Google em R$ 2,2 milhões.

Continuar Lendo →

e-Commerce agora é para valer!

Imagem

As vendas do comércio eletrônico no Brasil seguem crescendo a taxas compostas de dois dígitos anuais. De R$ 500 milhões em 2001 a R$ 22,5 bilhões em 2012, esse canal de vendas aparenta perder o fôlego, se analisarmos as estatísticas. Só aparenta…

Continuar Lendo →

Dançando na nuvem

dancecloudDançando nas nuvens” é uma música melosa, daquelas que tocam no avião em voo internacional, com a intenção de acalmar passageiros medrosos ou ansiosos, normalmente acompanhada de um vídeo com lindas paisagens, flores desabrochando, cavalos imaculadamente brancos andando em slow motion por pradarias infinitas.

No mundo da tecnologia de 2013, já é possível dançar na nuvem. De um jeito ou de outro. A escolha é sua.

Sem que nos demos conta, os serviços de nuvem (cloud services) tornam-se cada vez mais disponíveis, acessíveis para quem tem um bom plano de banda larga e tem várias vantagens sobre os programas equivalentes que usamos nos computadores.

Hoje eu falo de um tipo: armazenamento de arquivos na nuvem. Você vai acabar optando por um ou mais dos seguintes aplicativos: o independente Dropbox, o todo poderoso Google Drive, o iCloud da Apple e o recém chegado SkyDrive, da Microsoft.

Continuar Lendo →

Liberdade X Controle: de novo em pauta

ControlfreedomO atentado de Boston trouxe à baila o recorrente dilema da liberdade X controle na internet. Esse caso é bastante emblemático, e merece um aprofundamento. Vamos lá:

Para quem quer controlar: as receitas sobre como fazer as bombas com panelas de pressão estariam disponíveis na internet. Qualquer um, em tese, poderia fazer essa e outras barbáries mundo afora.

Para quem quer liberdade: Graças aos dispositivos móveis e câmeras de segurança foi possível identificar e buscar os dois chechenos em um prazo relativamente curto.

Continuar Lendo →

Internet Banda Larga a R$ 102/mês, 2 Gb/s. Você quer?

ImagemNão é pegadinha não! A So-Net, empresa provedora de internet associada à Sony no Japão oferece exatamente isso: Um contrato de dois anos, onde existe uma taxa inicial de cerca de US$ 535 (R$ 1.070) e uma mensalidade de 4.980 ienes (US$ 51 ou R$ 102) para uma velocidade de download de 2 Gb/s e de 1 Gb/s para upload.

Continuar Lendo →

Smartphones começam a baixar de preço. Precisam cair mais!

ImagemComeço a receber mensagens de marketing de várias operadoras e lojas com ofertas imperdíveis de smartphones, mais baratos, supostamente já em linha com a medida do governo que reduziu tributos incidentes sobre os aparelhos.

Aqui está uma amostra de uma das lojas, apenas como referência, até porque os preços acabam sendo muito parecidos.

Oba! Vamos nessa?? Calma, gente! Com muita calma…

Continuar Lendo →

Brasil: Um computador por habitante em 2016. E daí?

Em 2016, o Brasil deverá ter um computador por habitante. Palavra da FGV, que costuma não falhar nos seus números.

E daí? Isso quer dizer que cada brasileiro ou brasileira poderá exibir um lustroso computador? Nem perto…

Continuar Lendo →