Coréia do Sul quer monitorar uso de smartphones em escolas
A Coréia do Sul é um dos países mais conectados do mundo, onde a internet ultra-rápida é baratinha e a grande maioria dos jovens e não tão jovens usam smartphones durante horas por dia.
O sistema educacional da Coréia também é referência. E quando esses alunos conectados estão na sala de aula, o que acontece?
As escolas por lá estão fazendo experiências com um aplicativo que permite aos professores restringir ou desabilitar os smartphones de seus alunos.
Esse novo tipo de controle é visto como uma forma de reduzir as distrações em sala de aula, que já afeta o desempenho dos estudantes. Por enquanto, o aplicativo, chamado iSmartKeeper, está em uso experimental em pouco mais de uma dezena de escolas na região metropolitana de Seul.
O App permite aos professores o controle do uso dos aplicativos nos aparelhos dos alunos. Os professores optam pelo tipo de bloqueio que desejam fazer: podem ser bloqueados todos os telefones na escola, ou dar permissões seletivas, como só chamadas de emergência, ou também chamadas de telefone, chamadas e SMS, ou ainda desligar aplicativos específicos.
Claro que o bloqueio seletivo de mensagens e aplicativos de redes sociais estão no topo das prioridades, assim como a liberação de aplicativos educacionais relacionados à grade curricular. O iSmartKeeper usa dados de localização para encerrar o controle quando os alunos estão fora do ambiente da escola.
Esse projeto tem apoio e incentivo das autoridades educacionais da Coréia, onde centenas de escolas manifestaram a intenção de integrá-lo, e 30.000 estudantes já estão registrados no sistema.
Mas a coisa não é tão Big Brother assim. Para que as escolas possam usar o iSmartKeeper, antes de mais nada é preciso a autorização dos pais. O aplicativo também dá acesso aos pais que querem restringir o uso do smartphone dos filhos em casa.
O aplicativo, por enquanto, está disponível para dispositivos Android , mas a versão iOS chega em abril.
Mais um avanço do controle sobre a internet, embora por lá a coisa seja implementada de forma democrática. Será que a moda pega? Como nossos estudantes conectados reagiriam a algo parecido por aqui?
Veneza quer se separar da Itália
A romântica e bela Veneza, ponto de referência para muitos roteiros de turismo na Itália, pretende usar a tecnologia para voltar a ser uma república independente, tal como o foi por mais de um milênio.
Eleitores locais convocaram um plebiscito pela internet, consultando os moradores da cidade e da região do Veneto sobre esse tema. A justificativa é que a Itália não funciona dreito como um país, e que não é justo que os venezianos sejam obrigados a pagar por uma estrutura de governo arcaica, inchada e inútil.
Do ponto de vista legal, tudo indica que esse movimento não tenha valor, e sirva apenas para agitar a opinião pública. Mas, no primeiro dia após seu lançamento, mais de 500.000 eleitores da região se manifestaram. É possível votar através do link Plebiscito.eu até esta sexta, 21.
Do ponto de vista histórico, Veneza foi um importante centro comercial e financeiro no Mediterrâneo, a conexão com o resto do mundo então conhecido. E Veneza hoje, ao vivo ou através de fotos ou vídeos, é associada a esse passado. Não parece high-tech…
Assim, soa no mínimo surpreendente a iniciativa do plebiscito. Mais do que efetivamente gerar de fato a secessão, mesmo com a manifestação majoritária a favor, ao fim e ao cabo, Veneza seguirá sendo italiana.
Mas, de novo, a tecnologia provoca. Assim como as manifestações da chamada Primavera Árabe modificaram as forças políticas de vários países do Mediterrâneo, esse plebiscito virtual, incomparavelmente mais civilizado, marcará um novo debate sobre o papel dos Estados na vida dos cidadãos. Já se fala em Declaração de Independência e empresários consideram deixar de pagar impostos a Roma, se a maioria votar sim.
É pouco provável que ele seja replicado para outras regiões da Itália ou mesmo para outros países, mas a marca da manifestação ficará. Mostra, também, pela repercussão do tema nas redes sociais, que a política nas grandes democracias tende a mudar, com mais participação do cidadão.
Esse recado não pode e não deve ser ignorado por quem disputa eleições lá e cá. O mundo está mudando rapidamente, e a tecnologia é um poderoso vetor. Em Veneza ou aqui.
30 anos da telefonia celular
Esta quinta, 13 de março, tem um significado poucas vezes lembrado no mundo da tecnologia. Há exatos 30 anos, nascia a telefonia celular, como a conhecemos hoje. Bem… não exatamente, mas surgia então a comunicação pessoal móvel.
Foi nessa data que a Motorola iniciou a venda de seu “portátil” DynaTAC, que custava US$ 4.000, nos Estados Unidos, o que, a valores de hoje, significaria quase US$ 10.000. O tijolão pesava 800 gramas e sua bateria não durava mais do que meia hora. Pouca gente acreditava no potencial dessa inovação, dada a ubiquidade dos telefones públicos, onde uma ligação local custava 10 centavos.
Um plano da Ameritech, uma das operadoras americanas, cobrava US$ 50/mês mais uma taxa de 4o cents por minuto usado.
Mas ali foi o começo de tudo e a adoção ocorreu de forma mais rápida do que o imaginado, a ponto de, em um ano, a Ameritech haver vendido no país a espantosa quantidade de 12.000 celulares.
Aqui no Brasil, não foi diferente. Demorou mais oito anos até a inauguração da era do celular, e as primeiras linhas foram vendidas pelo equivalente a US$ 20.000, fora o aparelho, já menores, mais leves. Caros e raros.
Em 2014, estamos próximos de existirem mais linhas celulares habilitadas do que de orelhas humanas, à medida em que a relação de linhas/habitante vai rapidamente chegando a 2.
O telefone celular é o gadget mais popular jamais criado pelo homem, e, com a multifuncionalidade dos smartphones e a internet, acaba virando algo indispensável ao nosso modelo de vida.
Voltando a 30 anos atrás nem o mais ousado cérebro de ficção científica imaginaria que, em 2014, mais de 5 bilhões de celulares estariam ativados mundo afora. Mas vale relembrar também que a Motorola, que tinha um mercado limitado de telefonia móvel para carros de alto luxo, desde a década de 1950, não gostou da idéia de ver o então monopólio da AT&T na telefonia fixa se estender também para os celulares pessoais que, por sua vez, ameaçaria seu confortável nicho nos carros. E correu para evitar que a então dona do mercado expandisse seus tentáculos.
Atirou no que viu, acertou o que não viu.
Você se considera seguro na internet?
A NSA americana parece não ter limites na sua voracidade de espionar o que se passa na internet. Nem bem os congressistas em Washington manifestaram sua ira pela invasão de seus computadores pela agência, surge nesta quarta, 12, o relatório do blog The Intercept, detalhando como a NSA realiza atividades de espionagem em escala industrial e como isso pode impactar nossa privacidade.
Através da criação de malwares, os arquivos que são plantados em computadores e dispositivos móveis, eles passaram da observação e registro das comunicações para a busca ativa de informações.
Uma forma de ataque é através de servidores falsos do Facebook, usados para infectar computadores das pessoas-alvo e capturar arquivos de disco rígido. Em outra manobra, seus programas enviam e-mails em massa –spams– com o malware anexo, que se transformam para gravar secretamente o áudio ambiente através do microfone do computador e enviar fotos ou vídeos usando a webcam.
O relatório publicado pelo blog é de embrulhar o estômago. Baseado nos dados secretos obtidos por Edward Snowden, hoje exilado na Rússia, ele disseca uma clara exacerbação das atividades de inteligência, e isso vem causando desconforto a muita gente. Um dos autores e co-proprietário do blog é Glenn Greenwald, ex-colaborador do jornal britânico The Guardian, que publicou os primeiros documentos obtidos por Snowden, assim que ele fugiu dos Estados Unidos.
A sinuca de bico que a NSA se meteu é que a enorme comunidade da internet fica incomodada, abrindo canais para que Edward Snowden conte mais. Na segunda, 10, ele fez uma apresentação-surpresa via Google Hangout para platéia excepcionalmente plugada: os participantes do South by Southwest Interactive Festival em Austin, no Texas.
Para a platéia, ele disse que, se tivesse que voltar no tempo, faria tudo outra vez.
O SXSW 2014 reúne, durante 10 dias, dezenas de milhares de artistas de alguma forma envolvidos em projetos de interatividade digital, de música a escultura, de cinema a teatro virtual, usando a internet. Remotamente, são milhões de pessoas participando.
Esse é o novo paradigma: de um lado, uma agência de inteligência que extrapola controles em nome da segurança nacional; de outro, milhões de pessoas mundo afora informadas a respeito. Essas, reagem.
E a briga não para por aí. Colocar o gênio da internet de volta na garrafa não é tarefa simples. Nem para a NSA.
Drones e seus múltiplos usos
Chamou minha atenção a notícia deste domingo, 9, que detentos da penitenciária de São José dos Campos haviam recebido um pacote com 250 g de cocaína, entregues por um drone.
Drones são aviões pilotados por controle remoto, desenvolvidos inicialmente para missões militares e, mais recentemente, incorporados à vida civil. Não faz muito tempo, a rede americana Domino fez experiências de delivery de suas pizzas usando esses aviõezinhos; lá pelo final de 2013, um torcedor do Atlético Paranaense, querendo saber mais sobre as obras da Arena da Baixada, enviou um drone que conseguiu fazer um vídeo com imagens bem boas, que, divulgadas pelo YouTube, viralizaram rapidamente.
A Amazon anuncia entrega de pequenas encomendas para 2015 através de um serviço expresso usando drones, com os pacotes chegando ao destinatário não mais do que 30 minutos após o pedido.
Mas bastou aparecer uma notícia de uso indevido, no caso da cocaína para os presidiários, para que críticos da evolução tecnológica começassem a bradar contra a liberação do uso de drones para finalidades civis. A regulamentação de seu uso vai passar por legislação a ser implementada e por normas da Aeronáutica, mas o fato é que, com um pequeno investimento, já é possível fazer um drone com componentes comprados no varejo e seu uso atropela conceitos, legislações e regulamentos.
No caso de mercadorias entregues por via aérea ao sistema prisional brasileiro, no entanto, os drones não são pioneiros. Muita coisa já andou chegando lá via helicópteros, pequenos aviões e até mesmo com o uso de catapultas, sem falar nos românticos pombos-correio, que, em pelo menos um caso, ao entregar a mercadoria, ainda foi assado com pena e tudo…
No resumo da ópera, vale insistir que a tecnologia em si, é neutra. Como ela é usada, é outra história. E, em muitos casos, depende do ponto de vista. Por exemplo, algumas rodovias da Florida, nos Estados Unidos, já são patrulhadas por drones, que podem flagrar motoristas em excesso de velocidade em tempo real, enviando dados ao patrulheiro mais próximo que vai abordá-lo, multá-lo e prendê-lo, se for o caso. Do ponto de vista do motorista, a inovação é ruim. Já para a comunidade…
Ah! Lá em Sao José, a carga de cocaína foi interceptada pelos agentes penitenciários. Resta identificar quem enviou.
As maiores empresas do mundo descobrem as redes sociais
A maior parte dos bilhões de conectados mundo afora que usa redes sociais entende o fenômeno sob seu ponto de vista, da utilidade de cada uma, das conexões que são feitas e, enfim da visibilidade obtida. Tudo isso de forma natural.
De outro lado, sabem eles -sabemos nós- que o preço da conveniência e da facilidade é a perda da privacidade.
Mas o que fazem com as redes sociais as maiores empresas? Tirando as de tecnologia, como estão usando essas plataformas as empresas da lista Fortune 500, como as de alimentos industrializados, máquinas pesadas, automóveis, petróleo, varejo e logística?
Pois saiba que elas estão entusiasmadas com o potencial dessas ferramentas para melhorar seus negócios. Um estudo recente do Centro de Pesquisas de Marketing da Universidade de Massachusetts – Dartmouth mostra como cresceu o uso entre 2012 e 2013.
As gigantes estão refinando seu conhecimento do mercado sobre o que, como, aonde, quanto e quando. A pesquisa sobre as empresas da lista 2013 da Fortune 500 mostra essas novas ferramentas de comunicação chegando como um tsunami nas mais diversas áreas das empresas!
Olhem o infográfico nesta página: Ele mostra quão a sério as grandes empresas estão levando as redes sociais.
Sessenta e nove por cento das F500 usaram o YouTube, crescimento de 7% sobre 2012. Para elas, o YouTube é tão importante quanto o Facebook.
Em 2013, a pesquisa incorporou as plataformas mais recentes, como Google+, Foursquare e Instagram. O Pinterest já vinha de 2012, quando registrou 2% das empresas usando a plataforma, contra 9% do ano passado. Em todos os casos, essas corporações mostraram-se dispostas a experimentar as novas ferramentas. Destas, só o Google+ mostra evidências de um número significativo de contas abertas, mas ainda inativas. Isso pode ser porque as empresas estudam o potencial do Google+. Mas já são 35% delas com contas abertas no Google+.
Depois de anos andando de lado, 34% das grandonas possuía blogs ativos em 2013, um crescimento de 21% sobre 2012.
Claro que esses titãs empresariais testam todas as novas ferramentas de comunicação. A preferência pelo Twitter sobre o Facebook é intrigante, talvez por conta da simplicidade de sua proposta e da mais rápida viralização do conteúdo. Ao usar Google+, Foursquare e Instagram, as grandes mostram que vão atrás da turma conectada. Elas agora parecem animadas com essa nova capacidade de engajar fornecedores, parceiros, clientes e o público interno de uma forma sequer imaginada quando a maioria dessas corporações foi fundada.
Não se surpreenda: Você vai ficar cada vez mais na mira dessas gigantes!
No mundo das mensagem instantâneas, US$ 900 mi é “peanuts”
A briga dos aplicativos de mensagens instantâneas pela nossa preferência muda tão rápido que até negócios que seriam grandes, em outros tempos, passam relativamente desapercebidos.
Foi o caso da venda do Viber para o grupo japonês de varejo Rakuten por US$ 900 milhões, número pálido, se comparado com os 16 ou 19 bi pagos pelo Facebook para comprar o WhatsApp. Essa venda aconteceu há duas semanas atrás. Peanuts, em inglês, troco, em português.
Os novos donos do Viber pretendem, acima de tudo, aumentar sua presença no mercado asiático através do comércio eletrônico, assim como na oferta de serviços pela internet.
Nos dias de hoje, o número de mensagens instantâneas que trafegam pelas principais plataformas de aplicativos, como WhatsApp, Viber, Skype, Telegram e outras já é maior do que o de torpedos, ou SMS, enviados diretamente pelas redes das operadoras de celular.
Onde está a lógica? Afinal, os serviços são eficientes, gratuitos e demolem, sem dó, um modelo de negócio das empresas de telefonia que era altamente rentável.
É simples a explicação: Primeiro não é gratuito. Ao usarmos esses serviços, trafegamos através de conexões à internet via rede fixa ou celular, e isso é por nossa conta, ou alguém paga por nós; segundo, ao atrair centenas de milhões de usuários, essas empresas de mensagens instantâneas obtêm ainda dados preciosos de origem e destino de nós, usuários, quando não do conteúdo. E isso vale bilhões como aconteceu na venda do WhatsApp e do Skype, ou um pouco menos, no caso do Viber. O Telegram já despertou apetite de investidores ou de empresas da internet à busca de sinergia em seus modelos de negócios.
900 milhões de dólares é troco? Claro que sim! O Facebook pagou US$ 35 por conta ativa do WhatsApp, a Rakuten desembolsou US$ 3, quase doze vezes menos. Troco, ou gorjeta.
Assim caminha o mercado das mensagens instantâneas!
A Montanha Russa da Internet
Nem bem o anúncio da compra do WhatsApp pelo Facebook, por US$ 19 bilhões se espalhou mundo afora, e já temos desdobramentos. Logo de cara, mais de 10 milhões de usuários do WhatsApp buscaram outros serviços de mensagens instantâneas, colocando holofotes em várias alternativas que, até então, eram exatamente isso: alternativas, sem graça e sem densidade.
Aí, o WhatsApp sofreu um apagão gigante durante o final de semana, deixando dezenas de milhões de usuários na mão, ou quem sabe, com o dedo frustrado por não conseguir enviar e receber suas mensagens.

Aí surgiu um novo fenômeno, o Telegram, que se destacou dentre os demais, e passou a ganhar adeptos a velocidade estonteante, inclusive para este que vos escreve. Só neste domingo, 23, mais de 4,5 milhões de novas contas foram abertas em 48 países. E aí… bem, aí que esse incremento não estava previsto e o serviço caiu por mais de 3 horas.
Telegram, essa recém-famosa plataforma de mensagens instantâneas foi criado por Nikolai e Pavel Durov, dois irmãos que também por trás da VK, a maior rede social da Rússia, onde supera o campeão Facebook. Até o nome é sacada e simplicidade geniais!
Em seu site, a empresa diz que se diferencia do WhatsApp e outras plataformas de mensagens pela segurança, velocidade e gratuidade, sem anúncios.
A proposta de chats privados e seguros é atraente, mas dá calafrios quanto à segurança, ainda mais que o Edward Snowden está asilado na Rússia… Mas, pelo menos, muda quem pode estar nos grampeando, paciência…
Dois pontos adicionais merecem destaque, sob a ótica desse blogueiro de tecnologia: primeiro, a estrondosa velocidade de migração de uma plataforma para outra; segundo, o registro de mais dois russos por trás de empreendimentos de sucesso na internet. Lá atrás, na pré-história de 1998, o russo Sergey Brin juntou-se ao americano Larry Page para criar o Google.
Entre o Google e o Telegram, centenas de russos viraram mi ou bilionários com soluções de tecnologia. Eles são melhores do que nós ou privilegiam o conhecimento e a ênfase nas exatas, matemática à frente?
Ah! O Telegram está disponível para iOS e Android.
Eu voltei!
Com o lançamento do Samsung Galaxy S4, em abril de 2013, eu resolvi me mexer e sair do iPhone com aquele malfadado iOS6, e sem 4G. Comprei um S4 desbloqueado, para não ficar amarrado a nenhuma operadora. Fiz algumas postagens, desde uma com as primeiras impressões, passando por dicas de como migrar dados do iPhone para o S4 (ainda hoje muito consultada via mecanismos de buscas), chegando a algumas críticas ao aparelho e ao Android. Saí do universo fechado da Apple e achei que estava me liberando das amarras e do esnobismo, até para checar se aquilo não era mais marketing do que qualquer outra coisa.
Pois bem, o S4 encantou, vem aí o S5 ainda melhor, a tela grande de 5″ é um plus e integrá-lo com dados de outros dispositivos da Apple não é um pepino, mesmo para os não iniciados.
O reconhecimento de gestos do S4 é sensacional; os aplicativos que usava no iPhone e sigo usando no iPad estão quase todos no Google Play; o processador é rápido e eficiente, mas…
Mas, de uns tempos para cá, o S4 começou a travar, Apps em excesso com bugs, bem mais do que no iOS, e vírus enchendo o saco. Sem falar na ogrice por energia. É só deixar alguns aplicativos abertos que interagem com a nuvem que a bateria arria rapidinho, questão de 2 horas. O Smart Stay, que fecha apps quando você passa algum tempo sem olhar para a tela até ajuda, mas não resolve. E a rede 4G ainda está meia boca, não só para o Samsung, mas geral.
Ajudou, também, a péssima qualidade da assistência técnica da Samsung. Aqui em Curitiba, eu já havia tido experiências irritantes com aparelhos de vídeo, e, logo que comprei o S4, fui lá para ver se conseguia comprar uma capa protetora, coisa rara então, antes da inauguração da loja própria da Samsung. Levei mais de 1/2 hora para ser atendido, precisei dar um monte de informações pessoais para só então a mal-humorada atendente dizer que não tinha nada dessa linha de acessórios… Enquanto esperava, ao menos 10 pessoas reclamavam em voz alta ou muito alta do atendimento…
Quando a Apple lançou o 5s, achei que a maioria dos problemas que me afastaram do iPhone estavam resolvidos. Mantive um 4S com iOS7 e no tablet a mesma coisa, tudo quase redondo.
Aí veio uma oferta boa para o 5s e eu voltei! Carregar os dados que tinha no Galaxy S4 ocorreu suavemente, via serviços na nuvem que uso (iCloud, GoogleDrive, Gmail e outros), mais fácil até do que sair do iOS para o Android.
Mas a gota d’água foi ter de utilizar Apps como o Advanced Task Killer e o Battery Doctor, várias vezes ao dia, por recomendação de outros Androideiros. Isso para estender um pouco o tempo de uso entre duas cargas. Sem falar nas recomendações de fóruns sobre o tema consumo de bateria que, inevitavelmente, recomendam fechar Apps que, de um modo ou de outro, justificam a opção por um smartphone. Uma delas diz que, durante a maior parte do dia, é para manter tudo fechado menos a função de telefone e de SMS. Para fazer isso, não precisa de um smartphone. Um Nokia basicão é até melhor,mais barato, a bateria dura a semana inteira.
Minha opção foi voltar para o iPhone, arrependido, mas mas com a lição aprendida. Mas já estou sentindo falta da tela grande no 5s… Resposta virá no iPhone 6 com iOS8

