30 anos da telefonia celular

DynaTACEsta quinta, 13 de março, tem um significado poucas vezes lembrado no mundo da tecnologia. Há exatos 30 anos, nascia a telefonia celular, como a conhecemos hoje. Bem… não exatamente, mas surgia então a comunicação pessoal móvel.

Foi nessa data que a Motorola iniciou a venda de seu “portátil” DynaTAC, que custava US$ 4.000, nos Estados Unidos, o que, a valores de hoje, significaria quase US$ 10.000. O tijolão pesava 800 gramas e sua bateria não durava mais do que meia hora. Pouca gente acreditava no potencial dessa inovação, dada a ubiquidade dos telefones públicos, onde uma ligação local custava 10 centavos.

Um plano da Ameritech, uma das operadoras americanas, cobrava US$ 50/mês mais uma taxa de 4o cents por minuto usado.

Mas ali foi o começo de tudo e a adoção ocorreu de forma mais rápida do que o imaginado, a ponto de, em um ano, a Ameritech haver vendido no país a espantosa quantidade de 12.000 celulares.

Aqui no Brasil, não foi diferente. Demorou mais oito anos até a inauguração da era do celular, e as primeiras linhas foram vendidas pelo equivalente a US$ 20.000, fora o aparelho, já menores, mais leves. Caros e raros.

Em 2014, estamos próximos de existirem mais linhas celulares habilitadas do que de orelhas humanas, à medida em que a relação de linhas/habitante vai rapidamente chegando a 2.

O telefone celular é o gadget mais popular jamais criado pelo homem, e, com a multifuncionalidade dos smartphones e a internet, acaba virando algo indispensável ao nosso modelo de vida.

Voltando a 30 anos atrás nem o mais ousado cérebro de ficção científica imaginaria que, em 2014, mais de 5 bilhões de celulares estariam ativados mundo afora. Mas vale relembrar também que a Motorola, que tinha um mercado limitado de telefonia móvel para carros de alto luxo, desde a década de 1950, não gostou da idéia de ver o então monopólio da AT&T na telefonia fixa se estender também para os celulares pessoais que, por sua vez, ameaçaria seu confortável nicho nos carros. E correu para evitar que a então dona do mercado expandisse seus tentáculos.

Atirou no que viu, acertou o que não viu.

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