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Tecnologia e as promessas de campanha

Ainda falta chegar a Copa do Mundo, mas os atores do mundo político já se preparam para costurar alianças, ganhar tempo de televisão, estruturar propostas baseadas nas expectativas da população.

Segurança, Saúde, Educação, Infraestrutura, Meio-ambiente devem ser objeto de 11 entre 10 temas abordados no horário eleitoral.

E a tecnologia, que hoje é fundamental para cada uma dessas áreas?

Veremos discussões sobre inclusão digital, banda-larga gratuita, computadores e tablets nas escolas…

As redes sociais vão ser mais centrais nas estratégias de campanha, e por elas surgirão discussões interessantes e também muita baixaria.

Mas e aí, teremos propostas que sejam viáveis de implantar e que aproveitem ao máximo da tecnologia existentes para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos e contribuintes? Como essa tecnologia pode ajudar na redução das desigualdades sociais, sem agredir o meio-ambiente?

Segurança X Privacidade; melhoria da qualidade na educação e na saúde; segurança pública e individual; a melhora rápida do Brasil nos diversos rankings globais que nos colocam, via de regra, em posições pouco invejáveis.

E como a tecnologia pode apoiar aumentos de produtividade em cada setor da economia, em cada região de nosso país? Essa questão é essencial para que possamos crescer a renda per-capita real sem pressões inflacionárias.

Não estou a querer pautar o debate eleitoral, até porque a tecnologia, em si, não é capaz de proporcionar essas melhorias que ansiamos, independente de posições partidárias. Mas a ferramenta é poderosa.

Se avaliarmos o desempenho das economias que mais cresceram no mundo nas últimas 4 décadas, veremos que todas elas usaram a tecnologia digital como aliada.

Pode até ser que esse debate sobre tecnologia não seja prioritário. E nem deve ser mesmo. Mas não há como imaginar que, por exemplo, os serviços públicos possam melhorar proporcionalmente ao crescimento do número de funcionários. Há que se modernizar a máquina, melhorar e simplificar processos, diminuir a burocracia.

Como existem infinitas possibilidades de usar a tecnologia para podermos crescer mais e melhor, não custa trazer esse tema à baila.

É bom lembrar aos candidatos que a maioria dos 150 milhões de eleitores habilitados a votar terão acesso à informação por conta da tecnologia. Tentar o discurso fácil para ganhar uma eleição pode não ser o suficiente. 

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Coréia do Sul quer monitorar uso de smartphones em escolas

A Coréia do Sul é um dos países mais conectados do mundo, onde a internet ultra-rápida é baratinha e a grande maioria dos jovens e não tão jovens usam smartphones durante horas por dia.

O sistema educacional da Coréia também é referência. E quando esses alunos conectados estão na sala de aula, o que acontece?

As escolas por lá estão fazendo experiências com um aplicativo que permite aos professores restringir ou desabilitar os smartphones de seus alunos.

Esse novo tipo de controle é visto como uma forma de reduzir as distrações em sala de aula, que já afeta o desempenho dos estudantes. Por enquanto, o aplicativo, chamado iSmartKeeper, está em uso experimental em pouco mais de uma dezena de escolas na região metropolitana de Seul.

O App permite aos professores o controle do uso dos aplicativos nos aparelhos dos alunos. Os professores optam pelo tipo de bloqueio que desejam fazer: podem ser bloqueados todos os telefones na escola, ou dar permissões seletivas, como só chamadas de emergência, ou também chamadas  de telefone, chamadas e SMS, ou ainda desligar aplicativos específicos.

Claro que o bloqueio seletivo de mensagens e aplicativos de redes sociais estão no topo das prioridades, assim como a liberação de aplicativos educacionais relacionados à grade curricular. O iSmartKeeper usa dados de localização para encerrar o controle quando os alunos estão fora do ambiente da escola.

Esse projeto tem apoio e incentivo das autoridades educacionais da Coréia, onde centenas de escolas manifestaram a intenção de integrá-lo, e 30.000 estudantes já estão registrados no sistema.

Mas a coisa não é tão Big Brother assim. Para que as escolas possam usar o iSmartKeeper, antes de mais nada é preciso a autorização dos pais. O aplicativo também dá acesso aos pais que querem restringir o uso do smartphone dos filhos em casa.

O aplicativo, por enquanto, está disponível para dispositivos Android , mas a versão iOS chega em abril.

Mais um avanço do controle sobre a  internet, embora por lá a coisa seja implementada de forma democrática. Será que a moda pega? Como nossos estudantes conectados reagiriam a algo parecido por aqui?

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