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Skype chega aos 10 anos esbanjando vitalidade!

skype_logoUma boa notícia: O Skype para Android 4.0 ultrapassa 100 milhões de downloads e conta com uma nova versão bastante renovada, em linha com o que vinha sendo ofertada na plataforma do Windows Phone 8.

Comento aqui como um fã de carteirinha do Skype, desde seus primórdios, e agradeço por sua ajuda em poupar-me muitas viagens tediosas por aeroportos congestionados, assim como de colaboradores da empresa onde trabalho, de clientes e fornecedores. Sem contar com os momentos de magia que há anos o Skype proporcionou a mim e aos meus, durante viagens para os mais variados pontos do planeta, minimizando saudades com chamadas de vídeo.

Tenho um neto de quase seis anos que aprendeu a se comunicar com sua irmã pelo Skype, quando ela fazia intercâmbio no Canadá, quase antes de aprender a falar correntemente. Meses depois, numa conversa por celular, meu netinho estranhou a ausência da imagem dela, e se fechou em copas. Uma nova geração digital que nasceu junto com o Skype é assim, prefere se comunicar vendo quem está do outro lado.

E a economia de tempo vem associada à economia de grana e ao aumento de cobertura de comunicação. Afinal, quem deu escala global à telefonia IP foi o Skype.

Quando a Microsoft comprou o Skype, confesso que fiquei preocupado, imaginando que ele ficasse relegado a segundo plano, para ser incorporado a produtos já tradicionais da empresa. Felizmente, não foi isso que aconteceu. Ao contrário, o Skype virou componente central e principal na estratégia de mercado da empresa de Redmond em serviços de comunicação e mensageria, e não limitado à plataforma Windows.

Assim, o marco de 100 milhões de downloads do Skype para dispositivos Android merece celebração! Os clientes tradicionais não precisam mudar e os novos se encantam, mesmo quando comparam com produtos concorrentes. A universalidade do Skype para comunicação telefônica de e para qualquer lugar ainda está para ser batida!

Não é muito comum vermos um produto na área tecnológica com tanto vigor chegando aos 10 anos de vida, sem grandes alterações em sua proposta básica. Isso é muito importante, tanto para pessoas como para empresas. Parabéns, Skype!

Plebiscito: Que tal pensar em usar a tecnologia?

As manifestações populares levaram as autoridades federais a propor um plebiscito, para determinar os rumos da chamada reforma política.

Fazer valer a vontade popular, através de uma consulta bem feita, sem qualquer viés, não é tarefa simples, pois o momento exige respostas rápidas, mas que não podem ofender a base de nossas instituições. E tema vem se arrastando desde a promulgação da Constituição de 1988. Entra ano, sai ano, e o aprimoramento de nosso sistema político fica no limbo.

Falar de política, porém, não é focos desse comentário sobre tecnologia. Mas cabe uma provocação, talvez não para um possível próximo plebiscito, mas, quem sabe, para daqui a alguns anos:

Que tal instrumentalizar futuros plebiscitos e referendos com uma plataforma tecnológica? Lembremo-nos que caminhamos para uma população totalmente conectada, cenário onde temas centrais poderiam ser propostos através de consultas populares usando a tecnologia digital.

Nada parecido com os paredões de um Big Brother da TV, que decidem quem fica e quem sai da casa.

Também não é nada parecido com a tal da democracia direta, onde os nossos representantes eleitos seriam dispensáveis.

Trata-se tão somente de usar a tecnologia, associada a um arcabouço legal inteligente, para tornar as consultas populares mais fáceis, seguras e baratas de fazer, quando oportunas.

Não dá para tentar fazer em 2013, 2014. Talvez nem nessa década, dadas as múltiplas variáveis que precisam ser consideradas. Mas o mundo muda rápido, a tecnologia é um poderoso vetor de transformação da economia global, da geração de emprego e renda, do bem-estar da sociedade e do indivíduo. Por quê não pensar em usá-la para aprimorar nosso sistema político?

Hoje em dia já temos as pesquisas de opinião sobre candidatos a pleitos futuros e, embora algumas possam parecer enviesadas, elas são importantes termômetros da campanha, para eleitores e candidatos. São consultas feitas online, via telefone.

Os diversos grupos que se organizam pelas redes sociais em volta de um tema são outros exemplos da democracia digital surgindo de forma espontânea, que vieram para ficar.

Já participei de várias palestras onde, ao final, são propostas questões sobre os temas discutidos e a platéia responde em tempo real, usando dispositivos específicos ou smartphones. É um plebiscito para uma público bem menor, mas o princípio é o mesmo.

Não custa começar a pensar em formas de estruturar a plataforma oficial para plebiscitos e referendos. Melhor começar o quanto antes a desenhar as possibilidades de aprimorar a democracia usando a tecnologia para termos, lá adiante, uma versão moderna da Ágora (Agorá) grega. 

Venda de PC’s cai 10% no primeiro trimestre. E daí?

As vendas de desktops e notebooks no Brasil cairam 10% no primeiro trimestre de 2013, comparado com o mesmo período de 2012. Foram 2,2 milhões de unidades vendidas a pessoas físicas e 1,1 milhão para pessoas jurídicas. Queda grande, em um mercado acostumado a crescer de forma vertiginosa.

Crise? Não: Transformação!

Em um ambiente de mobilidade cada vez maior e com o aumento da potência e funcionalidades dos smartphones e tablets, esses estão ocupando cada vez mais o lugar do dispositivo digital principal, especialmente entre as pessoas físicas.

Olhe ao seu redor, no café, na sala de embarque do aeroporto, até na academia. Quem está conectado, provavelmente estará mexendo em uma tela sensível ao toque ou, aparentemente, falando sozinho, quando na verdade conversa com alguém distante ou dá comandos ao seu smartphone ou tablet.

Vá a uma loja física ou virtual e percorra a seção de aparelhos digitais: os desktops estão espremidos num cantinho, com um pé no museu e os laptops ou estão posicionados em uma faixa de preço impensável há dois ou três anos atrás, ou mudam de nome, virando os potentes e leves ultrabooks ou então híbridos, com tela destacável que os transforma em tablets.

É cedo ainda para decretar o fim dos computadores pessoais, até porque eles possuem características importantes para muitos usos. Por exemplo, eu teria dificuldades em escrever um texto maior como esse usando um tablet, salvo se ele tivesse um teclado opcional acoplado. Para trabalhar em cima de imagens com um pouco mais de sofisticação, os aplicativos e os processadores dos smartphones e tablets não dão conta do recado. Em muitas situações, interagir com uma telona funciona bem melhor do que com as telinhas ou telas médias dos portáteis da moda.

Não se surpreenda, ao olhar o seu perfil de uso e de substituição de dispositivos digitais. Se há 4 ou 5 anos atrás você ficava antenado para o próximo lançamento de um notebook, hoje você provavelmente pode passar uma ou duas mudanças de patamar tecnológico sem a necessidade de migrar, mesmo tendo dinheiro de sobra ou sendo um entusiasta. Já no campo dos smartphones e tablets, a coceira da mudança é mais forte, pois os lançamentos relevantes ocorrem, no mínimo, duas vezes por ano e a variedade de aplicativos úteis não para de crescer.

Roupas High-Tech Prometem Transparência Total

Clear DressO  Studio Roosegaarde da Holanda, criou uma linha de vestidos que ficam transparentes quando ela fica excitada.

Uma próxima versão, para homens, será a de um terno que também fica transparente quando ele mente.

Esse tecido é high-tech, composto de lâminas opacas ultrafinas, que dispõem de comunicação sem fio, luzes LED, microdutos de cobre e outros materiais comuns a dispositivos digitais.

Daan Roosegaarde, dono do estúdio, não se considera um designer, mas um reformador de conceitos. Ele também propõe sinalizações inteligentes nas estradas, que se modificam, dependendo se o piso está seco ou escorregadio e faixas exclusivas para carros elétricos, que podem até mesmo ter suas baterias recarregadas durante o trajeto. Vale a pena ver sua entrevista.

Mesmo que Daan seja um sonhador ou um enganador, seus conceitos merecem atenção, não só pelo inusitado, que nos faz pensar fora da caixa de nosso dia-a-dia, mas principalmente porque as soluções que ele propõe são baseadas em tecnologias que ou já existem ou estão avançadas em laboratórios de pesquisa aplicada mundo afora.

Voltando ao tecido que fica transparente, a linha feminina chama-se Intimacy, e já está disponível para pequenas platéias em Paris e Hong Kong, inclusive com ofertas para o Dia dos Namorados! O terno leva um pouco mais de tempo para chegar ao mercado.

Daan Roosegaarde, na entrevista que aparece no seu site, diz que o traje masculino será voltado para banqueiros. Eu fico pensando como seria se os congressistas de qualquer parlamento do mundo fossem obrigados a usar um terno desses. Imaginem vocês como seria, por exemplo, a votação de uma medida provisória urgentíssima, prestes a vencer sua validade.

Mas o que me faz pensar sobre a seriedade da proposta é a divisão do uso por gênero: para elas, a transparência é quando ficam excitadas, para eles, quando mentem. E se fosse o contrário? E como o tecido inteligente pode saber quem é quem?

De todo modo, a polêmica está aí, e algumas perguntas:

  • Você usaria ou recomendaria um vestido ou um terno desses?
  • E se o uso dessas roupas for tornado obrigatório?
  • Os registros de seu uso podem acabar na nuvem, ou serão rastreados por agências de inteligência?

1.000 vezes mais

Las Vegas, 23 de maio de 2013. Encerrado o CTIA 2013, o maior evento de tecnologia wireless e móvel do mundo. Nos três agitados dias, muitas novidades e polêmicas. Mas vale ressaltar uma previsão apresentada por Peggy Johnson, Presidente de Desenvolvimento de Mercado da Qualcomm. Ela estima que, dentro de dez anos, as redes móveis transportarão 1.000 vezes mais dados, quando comparado com 2013.

Mais: em 5 anos (2018) existirão 25 bilhões de dispositivos digitais conectados, ou 3,5 vezes a população da Terra.

Os desafios para chegarmos lá são enormes. Não se trata apenas de criar mais e melhores dispositivos. Eles precisam facilitar pessoas a se comunicar mais e melhor entre si, as pessoas com aparelhos cada vez mais sofisticados e, para completar, a maioria desses engenhos vão estar se comunicando entre si sem a intervenção de humanos.

E o consumo de banda nas redes também aumenta pelo crescente uso de imagens de altíssima definição com coordenadas de localização e de tempo cada vez mais precisas. Isso tudo combinado se traduz no aumento de 1.000 vezes no tráfego.

Imagine, só por diversão, quais seriam as intervenções viárias em infraestrutura nas nossas cidades para suportar um aumento de tráfego de mil vezes em dez anos.

No mundo digital, os espectros de frequências disponíveis para uso de redes móveis estão rareando e, embora as tecnologias de compressão de dados evoluam dia-a-dia, a demanda cresce mais rapidamente.

Considera-se diminuir o tamanho das células, ou a área de cobertura de cada torre de sinal. Cobertura menor, associada a tráfego maior implica em uma combinação explosiva que resulta em muito mais células, ou muito mais tensões entre operadoras, organizações ambientalistas, códigos de posturas municipais, agências reguladoras, enfim,  vai ser preciso rever legislações e regulamentos.

A Qualcomm é uma importante fornecedora de processadores para equipamentos digitais móveis, e as previsões de sua presidente, em um evento em Las Vegas poderiam apenas estar alinhadas com a grandiosidade e a fantasia da capital mundial da jogatina. Na roleta das previsões, eu apostaria no crescimento previsto.

2013: Do it in English!

EnglishComo regra, abordo aqui no blog temas relativos ao uso e às tendências da tecnologia digital, que cada vez mais faz parte de nosso cotidiano. Já fazer a tecnologia é o outro lado da moeda. Começo 2013 mostrando um importante caminho para quem quer entrar no ramo ou quem está e pensa em evoluir.

Nesse ano será muito fácil aprender uma linguagem de programação, estudar em cursos de arquitetura ou análise de sistemas, sacar rápido como ser uma pessoa eficaz em design para a web. E tantas outras carreiras que compõem esse fascinante mundo digital, que existe há 70 anos mas que, de fato, começou a ferver com a chegada dos computadores pessoais na década de 1970 e, para valer, com a telefonia celular e a internet dos anos 1990.

O Brasil tem um importante mercado para produtos e serviços digitais, e muitas empresas globais aqui se instalam, convivendo em um ecossistema de milhares de empresas pequenas e médias que buscam atender não só ao mercado local mas, em um mundo de internet, ao mercado global.

Faz algum tempo que a demanda por profissionais capacitados é maior do que a oferta, gerando um efeito natural do aumento da remuneração e dos benefícios a essa turma, majoritariamente composta de jovens, muitos deles ainda cursando uma faculdade ou até mesmo o segundo grau.

Ocorre que as grandes oportunidades de trabalho precisam ser pensadas com a ótica global, não mais local. E aqui temos um sério gargalo a enfrentar: a carência de bons profissionais que sejam fluentes em inglês. Fluentes mesmo, não só para ler e entender documentos técnicos mas, principalmente, para poder conversar com clientes, parceiros e fornecedores e também poder participar de fóruns avançados onde se discutem as grandes inovações.

Os cursos de inglês ajudam, mas não são suficientes, pois não cobrem a parte prática, de imersão na língua, de forma contínua. Fazer um intercâmbio no exterior ajuda e muito, ainda mais se for em um ambiente onde falar inglês seja uma necessidade básica, ou seja, onde não existam muitos brasileiros à volta.

Li sobre a iniciativa do governo federal de criar um programa maciço de capacitação em inglês, nos moldes do Ciência Sem Fronteiras. Se rolar, ótimo!

Mas o que precisa ser pensado, sobretudo se você quer entrar na área ou já está lá e quer se diferenciar ainda mais, é como atingir o nível de fluência em inglês que o mercado requer antes dos outros. A demanda é enorme, acredite!

Assim, se eu pudesse fazer uma primeira recomendação tecnológica de 2013 ao jovem que quer ser um profissional bem sucedido, eu diria que o melhor investimento é buscar capacitação na língua inglesa. Você já fala bem, faça um teste do TOEFL ou Cambridge. Vá para um intercâmbio, pratique, entre em grupos de conversação na sua cidade ou em sua rede social. Mais do que tudo, dedique algumas horas por semana para aprimorar seu inglês, pensar em inglês. Leia bastante livros em inglês, veja filmes em inglês, de início com legenda, depois suprimindo-as.

Do ponto de vista do país, se não fizermos um esforço coletivo apoiado em um grande somatório de esforços individuais, o que vai acontecer é que os postos de trabalho mais relevantes serão ocupados por estrangeiros, que não necessariamente precisam estar aqui no Brasil.

Think about it! And a Happy and Wealthy 2013!

O submundo do consumidor digital

Agora não tem mais jeito: somos cidadãos digitais, queiramos ou não. Uma parafernália de bits nas mais diversas embalagens fazem parte de nosso dia-a-dia, no trabalho, no lazer, no lar. Somos cada vez mais pessoas conectadas por aparelhos cada vez mais sofisticados, que se modernizam com uma velocidade cada vez maior, e isso nos faz mudar hábitos de vida e também nos cria dependência cada vez maior.

Um Admirável Mundo Novo, pois não? Dependendo de como vemos a tecnologia em nossas vidas, a leitura da frase anterior tanto pode ser no sentido de algo que miuda nossa vida para o muito melhor ou então a interpretação cáustica de Aldous Huxley, em seu excepcional livro de 1938.

Vou ficar com esse lado mais dark, nem tanto pela perda de individualidade e privacidade que Huxley mostra em seu livro (e estamos, de algum modo, trilhando esse caminho), mas por aquilo contra o quê precisamos urgentemente nos rebelar, que é a péssima qualidade dos serviços de assistência técnica de nossos dispositivos que tanto nos servem.

Hoje tive o desprazer de perder quase uma hora em uma autorizada de um fabricante de um leitor BluRay, ainda na garantia, para poder ser atendido. Assim como eu, dezenas de pessoas, com os mais diversos aparelhos, desde TV gigante até celular basicão. Senti-me como se estivesse no submundo da tecnologia digital.

Embora a empresa seja produtora de bens tecnológicos, parece que eles não aprenderam a usá-los para melhor atender seus clientes.

O problema começa com a localização: você já reparou que todos os serviços autorizados estão em lugar de acesso complicado e estacionamento perto do impossível?

Depois, quando o já impaciente participante de uma fila enorme é chamado a uma posição de atendimento e começa a fazer o cadastro. Nada funciona, desde a validação de um CPF até o código do produto. As atendentes ficam perdidas e o tempo médio de atendimento (enquanto lá estive) era superior a 15 minutos.

Depois vem a perspectiva do conserto. Algo muito vago, sem perspectiva concreta. Se você tem um produto de lazer, vai ficar sem por um tempo indeterminado. Se é um instrumento de trabalho, paciência! Vai ficar sem do mesmo jeito.

Olhando pelo ângulo do fabricante, que lança novidades quase a cada dia, para ficar no meracdo, parece que a assistência técnica tem um modelo difícil de resolver. É torcer que os aparelhos quebrem cada vez menos, para que a assistência ocorra a taxas estatisticamente desprezíveis.

Só que não é isso que ocorre. E como nós estamos cada vez mais dependentes dessas geringonças, talvez uma forma de uma empresa se apresentar como diferenciada fosse a prestação de um serviço de assistência técnica minimamente decente.

Eu até poderia declinar o nome desse fabricante. Mas não vou faze-lo, por achar que é tudo igual, até por depoimentos que já tive ou pude observar e estudar.

Contra isso, não há Código de Defesa do Consumidor que resolva.  Só a ira da coletividade poderia pressionar os fabricantes a mudar.

O submundo do consumidor digital

Agora não tem mais jeito: somos cidadãos digitais, queiramos ou não. Uma parafernália de bits nas mais diversas embalagens fazem parte de nosso dia-a-dia, no trabalho, no lazer, no lar. Somos cada vez mais pessoas conectadas por aparelhos cada vez mais sofisticados, que se modernizam com uma velocidade cada vez maior, e isso nos faz mudar hábitos de vida e também nos cria dependência cada vez maior.

Um Admirável Mundo Novo, pois não? Dependendo de como vemos a tecnologia em nossas vidas, a leitura da frase anterior tanto pode ser no sentido de algo que miuda nossa vida para o muito melhor ou então a interpretação cáustica de Aldous Huxley, em seu excepcional livro de 1938.

Vou ficar com esse lado mais dark, nem tanto pela perda de individualidade e privacidade que Huxley mostra em seu livro (e estamos, de algum modo, trilhando esse caminho), mas por aquilo contra o quê precisamos urgentemente nos rebelar, que é a péssima qualidade dos serviços de assistência técnica de nossos dispositivos que tanto nos servem.

Hoje tive o desprazer de perder quase uma hora em uma autorizada de um fabricante de um leitor BluRay, ainda na garantia, para poder ser atendido. Assim como eu, dezenas de pessoas, com os mais diversos aparelhos, desde TV gigante até celular basicão. Senti-me como se estivesse no submundo da tecnologia digital.

Embora a empresa seja produtora de bens tecnológicos, parece que eles não aprenderam a usá-los para melhor atender seus clientes.

O problema começa com a localização: você já reparou que todos os serviços autorizados estão em lugar de acesso complicado e estacionamento perto do impossível?

Depois, quando o já impaciente participante de uma fila enorme é chamado a uma posição de atendimento e começa a fazer o cadastro. Nada funciona, desde a validação de um CPF até o código do produto. As atendentes ficam perdidas e o tempo médio de atendimento (enquanto lá estive) era superior a 15 minutos.

Depois vem a perspectiva do conserto. Algo muito vago, sem perspectiva concreta. Se você tem um produto de lazer, vai ficar sem por um tempo indeterminado. Se é um instrumento de trabalho, paciência! Vai ficar sem do mesmo jeito.

Olhando pelo ângulo do fabricante, que lança novidades quase a cada dia, para ficar no meracdo, parece que a assistência técnica tem um modelo difícil de resolver. É torcer que os aparelhos quebrem cada vez menos, para que a assistência ocorra a taxas estatisticamente desprezíveis.

Só que não é isso que ocorre. E como nós estamos cada vez mais dependentes dessas geringonças, talvez uma forma de uma empresa se apresentar como diferenciada fosse a prestação de um serviço de assistência técnica minimamente decente.

Eu até poderia declinar o nome desse fabricante. Mas não vou faze-lo, por achar que é tudo igual, até por depoimentos que já tive ou pude observar e estudar.

Contra isso, não há Código de Defesa do Consumidor que resolva.  Só a ira da coletividade poderia pressionar os fabricantes a mudar.

>O submundo do consumidor digital

>Agora não tem mais jeito: somos cidadãos digitais, queiramos ou não. Uma parafernália de bits nas mais diversas embalagens fazem parte de nosso dia-a-dia, no trabalho, no lazer, no lar. Somos cada vez mais pessoas conectadas por aparelhos cada vez mais sofisticados, que se modernizam com uma velocidade cada vez maior, e isso nos faz mudar hábitos de vida e também nos cria dependência cada vez maior.

Um Admirável Mundo Novo, pois não? Dependendo de como vemos a tecnologia em nossas vidas, a leitura da frase anterior tanto pode ser no sentido de algo que miuda nossa vida para o muito melhor ou então a interpretação cáustica de Aldous Huxley, em seu excepcional livro de 1938.

Vou ficar com esse lado mais dark, nem tanto pela perda de individualidade e privacidade que Huxley mostra em seu livro (e estamos, de algum modo, trilhando esse caminho), mas por aquilo contra o quê precisamos urgentemente nos rebelar, que é a péssima qualidade dos serviços de assistência técnica de nossos dispositivos que tanto nos servem.

Hoje tive o desprazer de perder quase uma hora em uma autorizada de um fabricante de um leitor BluRay, ainda na garantia, para poder ser atendido. Assim como eu, dezenas de pessoas, com os mais diversos aparelhos, desde TV gigante até celular basicão. Senti-me como se estivesse no submundo da tecnologia digital.

Embora a empresa seja produtora de bens tecnológicos, parece que eles não aprenderam a usá-los para melhor atender seus clientes.

O problema começa com a localização: você já reparou que todos os serviços autorizados estão em lugar de acesso complicado e estacionamento perto do impossível?

Depois, quando o já impaciente participante de uma fila enorme é chamado a uma posição de atendimento e começa a fazer o cadastro. Nada funciona, desde a validação de um CPF até o código do produto. As atendentes ficam perdidas e o tempo médio de atendimento (enquanto lá estive) era superior a 15 minutos.

Depois vem a perspectiva do conserto. Algo muito vago, sem perspectiva concreta. Se você tem um produto de lazer, vai ficar sem por um tempo indeterminado. Se é um instrumento de trabalho, paciência! Vai ficar sem do mesmo jeito.

Olhando pelo ângulo do fabricante, que lança novidades quase a cada dia, para ficar no meracdo, parece que a assistência técnica tem um modelo difícil de resolver. É torcer que os aparelhos quebrem cada vez menos, para que a assistência ocorra a taxas estatisticamente desprezíveis.

Só que não é isso que ocorre. E como nós estamos cada vez mais dependentes dessas geringonças, talvez uma forma de uma empresa se apresentar como diferenciada fosse a prestação de um serviço de assistência técnica minimamente decente.

Eu até poderia declinar o nome desse fabricante. Mas não vou faze-lo, por achar que é tudo igual, até por depoimentos que já tive ou pude observar e estudar.

Contra isso, não há Código de Defesa do Consumidor que resolva.  Só a ira da coletividade poderia pressionar os fabricantes a mudar.

Tecnologia e a Copa 2010

Quem segue a Copa do Mundo FIFA 2010 deve estar, no mínimo, pasmo com os vários erros de arbitragem. escancarados pela transmissão de TV por (quase) todo o mundo, sem censura, e com restrições, nos telões dos estádios.

A FIFA e o Board resistem em usar recursos de tecnologia, seja pela repetição de imagens na TV, seja por dispositivos embutidos na bola para bipar quando ela entra no gol ou sai de campo.

Ontem, Joseph Blatter, o todo poderoso presidente da FIFA reabriu a discussão, dada a repercussão mundial causada pelo gol da Inglaterra não marcado pelo trio de arbitragem e pelo gol da Argentina no México, quando o Carlito Tevez estava em flagrante impedimeto.  Se na contagem final os resultados não seriam alterados, com certeza o impacto no ânimo dos jogadores e na ira das torcidas prejudicadas foi grande.

No fundo, inexistem argumentos sólidos para impedir que ao menos em torneios mais relevantes o uso desses recursos de apoio à arbitragem e à transparência de resultados sejam usados.

Não cabem mais os batidos argumentos que dizem ser impossível o uso da tecnologia porque os estádios do Gabão ou das Ilhas Maurício não justificariam, embora em torneios relevantes da Europa talvez fosse o caso.

Mas o fato é que o futebol é hoje um negócio global atraindo mais de um terço da humanidade em uma Copa do Mundo, e gera um PIB próprio maior do que o da maioria esmagadora ds países da Terra inscritos na FIFA (em maior número do que na ONU, diga-se de passagem).

Outro ponto é que a justiça ministrada pelos árbitros em uma partida de futebol tem de ser feita em tempo real, sem possibilidade de recurso.

Como fazer?  É óbvio que torneios locais, mesmo em países-potência do futebol, não podem se dar ao luxo de usar esses recursos tecnológicos, pois o custo não se justifica.

Mas é óbvio que os torneios maiores podem tê-los, e testar as novidades tecnológicas sendo early adopters, para que a sua eficácia comprovada gere interesse e demanda e daí a escala de produção possa colocar os preços no chão.

Uma  Copa do Mundo movimenta dezenas de bilhões de dolares. Usar uma pequena fração desse montante no investimento em tecnologia só faz bem aos bilhões de fãs do futebol.

Como fazer o payback do investimento? Simples: A FIFA, como puxadora da tecnologia, receberia royalties pela propagação dessas inovações dentro e fora do futebol.

É só querer, Herr Blatter! Sucesso em suas negociações nas reauniões do Board em Londres, agora em julho.