Autor Arquivo: Guy Manuel

Rumo à consolidação?

Decididamente o desenho atual do mundo da mobilidade digital parece se encaminhar para uma consolidação. Vamos conferir?

A Apple, que revolucionou o mercado com o iPhone, em 2007, tem um caminho sólido para os próximos anos, à medida em que detém um público fiel, ciclos mais ou menos previsíveis de evolução e vai conquistando rapidamente uma fatia expressiva do mundo corporativo. É a dupla iPhone e iPad com iOS.

Para quem tinha domínio total do mercado de celulares, a Nokia acabou sendo comprada pela Microsoft, que largou depois da concorrência com o Windows Phone. Mas a junção parece já estar criando sinergia e a linha Lumia vem conquistando um público bastante expressivo, em especial aqueles que não abrem mão do Windows. As vendas crescem acima das perspectivas mais otimistas. Tudo indica que essa dupla vai ter uma participação de mercado na casa dos dois dígitos.

O Facebook, que já fez vários ensaios para lançar smartphones no mercado, e gera especulações sobre um sistema operacional próprio, agora negocia a compra da Blackberry, que já foi líder do segmento de smartphones.

O Google comprou a Motorola, aquela que liderava o mercado, na transição do celular analógico para o digital, com seus icônicos StarTacs. Agora, com sua linha Razr mostra toda a potencialidade do Android.

A maioria dos demais fabricantes de smartphones e tablets, por ora, optam pelo Android, do Google. Somados, detêm uma participação de 2/3 do mercado, Samsung no topo da lista com sua linha Galaxy.

Mas a Samsung, embora faça sucesso no mundo Android, volta a ensaiar a evolução de seu sistema operacional proprietário, o Tizen. Dará certo? A coreana vai largar o Android?

Então, resumindo, daqui a pouco poderíamos ter o mundo de dispositivos digitais dominado por 4 companhias: Apple, Google, Facebook e Microsoft, numa consolidação muito forte, muito rápida. Certo?

Talvez nem tanto… Esse movimento da Samsung mostra o que pode acontecer, pois, afinal, se o plano é consolidar, esqueceram de combinar com os chineses, que com marcas como HTC, Huawei, Lenovo e tantas outras menos conhecidas, apostam numa grande reviravolta.

Com seu enorme mercado interno, muito dinheiro, recursos humanos de ponta e com produtos de qualidade e preços baixos, eles não vão se contentar com um papel secundário nesse mundo da mobilidade.

Quem escreverá o próximo capítulo?

Marco civil da internet: pega ou não pega?

MarcoCivilA votação no Congresso sobre o projeto de lei 21626/11 tranca a pauta na Câmara dos Deputados por conta do pedido de urgência constitucional feito pelo Poder Executivo. É o chamado Marco Civil da Internet e aborda questões fundamentais, especialmente os direitos e obrigações de nós, usuários.

O tema da garantia de inviolabilidade de dados aos brasileiros é importantíssimo, e daria enorme segurança aos 100 milhões de brasileiros conectados. Será viável?

O que vamos ver é uma luta de princípios versus fatos.

A iniciativa do Marco Civil é importante, e o debate sobre o assunto vem de 2009. De lá para cá, muitas coisas aconteceram, inclusive os famosos grampos revelados ao mundo por Edward Snowden, ex-prestador de serviços para a NSA americana e hoje exilado na Rússia e os documentos secretos de governos e empresas vasados por Julian Assange, do Wikileaks, hoje na embaixada do Equador em Londres. Eles são provas vivas de como é fácil burlar sigilos.

Assim, a garantia de inviolabilidade de dados aos brasileiros -algo importantíssimo-, não se resolve apenas com uma lei nacional.

É louvável, também, o princípio da neutralidade da rede, que visa eliminar privilégios de acesso ao tráfego de dados por conteúdo, origem, destino ou serviço. Na prática, isso é algo difícil de implementar, não só por conta dos interesses em jogo, mas principalmente pela realidade de nossa infraestrutura, bastante congestionada.

A exigência de que as bases de dados dos usuários da internet fiquem residindo no Brasil é algo que dificilmente pega. Ou, se pegar, vai ser só para a torcida. Na prática, em uma rede global, a localização física de dados é algo dinâmico e jamais vai ser um espelho da localização ou da nacionalidade dos usuários. Ou seja, meus dados, seus dados, não estarão necessariamente armazenados no Brasil, não só porque eu ou você não estaremos com um IP brasileiro todo o tempo, mas porque acessos, mensagens, destinatários de dados podem conter origens ou destinos em outros países, e esses dados acabam ficando alhures.

O marco civil será votado e, com algumas modificações, acaba aprovado e sancionado, mas sua aplicabilidade será testada com grandes chances de virar letra morta, na maioria dos seus artigos.

É importante? Claro que sim, só não é exatamente a solução para todos os males da falta de regulação.

Como rede mundial, a internet só terá um marco civil eficaz quando ele for aprovado por organismos internacionais. E, sob essa ótica, os vazamentos recentes, do WikiLeaks a Edward Snowden e a reação indignada de líderes mundiais atingidos podem ter sido o ponto de partida para definição das regras globais para a internet. O marco civil brasileiro possui muitos pontos que podem servir de base para compor um modelo global.

Ou, como disse hoje um amigo meu, cidadão norte-americano, com décadas de estrada no mundo da tecnologia:

“O armazenamento local poderia ser bom para permitir criptografia segura entre pontos. […] Se um número considerável de países [relevantes] exigisse armazenamento local, seria muito difícil para os Estados Unidos impedir. No mínimo, seria uma boa ferramenta de negociação”

Twitter redescobre as mensagens diretas

Durante a Copa do Mundo de 2010, um Trending Topic do Twitter ganhou notoriedade no Brasil: Foi o #calabocagalvao, que resistiu dias a fio nos Top 10. As críticas eram ao narrador esportivo Galvão Bueno, e a quantidade de tuitadas chegou a merecer capa da revista Veja.

Era o auge do Twitter, com sua proposta focada nos 140 caracteres e na forma de propagação de mensagens a um público enorme que começava a ter literalmente à mão os smartphones, que as espalhavam a uma velocidade nunca vista a uma audiência cada vez maior.

O Twitter seguiu fiel às suas origens, e, hoje em dia, uma estratégia de comunicação de uma empresa que pretenda chegar ao consumidor pessoa física, ou de um político que queira estar antenado com seu eleitor não pode prescindir de suas mensagens curtas.

Em determinados momentos, chegou-se a prever que o Twitter ameaçaria o reinado do Facebook, ultrapassando-o em número de contas ativas.

Não foi isso que aconteceu. A ameaça ao passarinho azul veio menos do Facebook ou do Google+ e mais dos aplicativos de mensageria que recentemente ganharam força, especialmente o WhatsApp.

Hoje, o WhatsApp é o campeão mundial do tráfego de mensagens instantâneas entre o público que tem acesso à internet via smartphones e tablets.

Agora, ao finalizar os procedimentos para lançamento de suas ações na bolsa NASDAQ americana, o Twitter vem silenciosamente trabalhando num redesenho de sua proposta, com uma ênfase nas mensagens diretas, ou DMs.

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Para quem usa o Twitter via browser, já dá para notar um ícone de um envelope no canto superior direito da página principal. É só clicar e postar a DM. Para quem acessa o Twitter via App, usar o serviço de DM ainda requer alguma navegação, sem contar que, como ele não é imediatamente visível, também não é lembrado.

O All Things Digital mostra que o pessoal do Twitter vem conversando com outras empresas que se lançaram com produtos de mensagens diretas e tiveram relativo sucesso, como o Snapchat, o Line e o KakaoTalk. Isso sem contar que o Facebook vem aprimorando seu serviço de mensagens instantâneas e colocando-o igualmente em destaque.

Assim, devemos esperar para breve por novidades no Twitter. Por enquanto, a modificação com o destaque na página principal para as DMs já merece aplausos.

Arquivo Histórico do Software: Preservando o passado

InternetArchiveA indústria do software, como a conhecemos, já emplacou meio século. Mas, para atingir as massas, a coisa é bem mais recente. Não se poderia imaginar, dez anos atrás, que um único dispositivo digital, iOS ou Android, colocasse à disposição de seu dono algo como 1 milhão de Apps.

Para resgatar essa história e oferecer a oportunidade de usar alguns desses softwares pioneiros, o Internet Archive tem, em seu acervo, dezenas de milhares de programas para computadores e games que ajudaram a alavancar a indústria digital. Um museu do software online  em  https://archive.org/details/software

Mas faltava uma plataforma para uso pelos nostálgicos e experientes de ontem, ou pelos curiosos e profissionais de hoje, que já ouviram falar desses animais pré-históricos mas nunca puderam vê-los, senti-los, usá-los.

Agora isso é fácil! Basta ter um computador conectado à internet que tenha o Firefox ou o Chrome instalado para poder rodar preciosidades do passado.

Por enquanto a oferta é limitada, apenas 28 títulos. Outros mais virão.

Mas o que tem ali vale a pena!

Eu testei quatro grandes ícones do início dos anos 1980:

Comecei pelo bisavô do Excel, o VisiCalc, da Software Arts, que foi a grande ferramenta de trabalho para quem trabalhava com números e dispunha de um Apple II ou um PC. Passei também pelo Word Perfect, da MicroPro, que criou os fundamentos de todos os processadores de texto modernos.

Revi o PacMan, que virou febre em 1982 quando veio embutido no console 2600 da Atari e percebi como eram heróicos os tempos em que precisava usar o teclado para mover a bolinha com boca através dos labirintos, para fugir dos monstros.

Terminei com o E.T., de Steven Spielberg, também de 1982 com a Atari, quando liguei os pontos da época à atual e conclui que a estratégia de ter um game interativo para chamar a atenção de um filme e de todos os produtos a ele associados já era coisa bem pensada, 30 anos atrás.

Não se paga nada para usar esses programas históricos. A organização sobrevive de trabalho voluntário e de doações de pessoas físicas e jurídicas. 

O Internet Archives tem mais, muito mais. Por exemplo, 361 bilhões de páginas da web catalogadas. Mas acesse o site para ver ou relembrar como era o software nos anos 1980.

Disconnect quer garantir sua privacidade de sua navegação na internet

Você tem idéia da quantidade de informação que você manda a terceiros cada vez que você navega na internet? Não? Pois eu também não, até há pouco, quando testei o Disconnect.

Eu soube do Disconnect através do site TechCrunch. É uma extensão para o Chrome e para o Firefox que mostra, em tempo real, quem está rastreando você e quão seguro você está.

Tudo começou como um projeto paralelo do então funcionário do Google, Brian Kennish, lá em 2010 que visava impedir o rastreamento por anunciantes durante sessões do Facebook.

Passou o tempo, e o Disconnect virou o projeto principal do Brian, captou recursos para funcionar com vários browsers e sites e também para contratar profissionais. Como lastro a esse time, dois craques vieram do Google (que usa e abusa de anúncios para saber o que fazemos) e um da NSA, aquela agência do Edward Snowden que bisbilhota a vida de meio mundo e do outro meio também.

Disconnect já é usados por mais de 1 milhão de internautas. Agora, temos também o Disconnect Search, outra extensão que permite que você não seja identificado nem deixe rastros quando estiver fazendo buscas no Google, no Bing, no Yahoo e em outros menos cotados.

E o Disconnect Kids, um App para iOS dirigido a crianças que previne rastreamento da navegação e também ensina aos pequenos como cuidar de sua segurança digital.

O Disconnect já teve registrados vários pedidos de patente para proteção de seus algorítmos.

E o Disconnect pode alterar as regras do jogo no mundo digital. Simplesmente ele colide frontalmente com os modelos de negócios do Google, do Facebook e de outros mais. Assim, a corrida pelas patentes será acompanhada de uma avalanche de ações na justiça para impedir que o Disconnect desconecte nossas identidades e nossos hábitos dos motores de busca.

Patrick Jackson, o ex-NSA, agora é Diretor de Tecnologia da Disconnect. Ele diz como estamos vulneráveis: “Mesmo que você não faça login com nenhuma de suas contas, os motores de busca e muitos sites salvam suas navegações e as associam ao seu endereço IP, o que permite uma identificação única de seu computador”. Palavra de quem é do ramo!

A turma do Disconnect garante que não armazena nossos dados nem permite bisbilhotagens. Será?

O browser e a liderança de mercado

Revelador o estudo da Shareaholic sobre os browsers. Lá está claro o crescimento do Chrome entre os navegadores, colocando-o na liderança indiscutível no mundo, com 34,68% seguido à distância pelo Firefox com 16,6%,  o Safari, com 16,15%, e o Internet Explorer, com 15,62%. O Chrome, do Google bate o Firefox e o Safari somados. Ou o Firefox mais o Internet Explorer, esses dois que lideraram o mercado, nas últimas 3 décadas.

É claro que o uso do Chrome foi turbinado pelo sucesso do sistema operacional Android, e o Safari pelo iOS.

Esse estudo detalha números, mas quero refletir sobre conceitos: Navegar na internet é possível por causa dos browsers, e todos os www. mundo afora precisam ser desenhados tendo em vista, no mínimo, os browsers mais populares. Foram eles que iniciaram a moda de programas grátis, pois são canais de tráfego de dados e acabam ancorados em grandes marcas ou grandes conceitos.

Não por acaso, Android é Google, Safari é Apple e Internet Explorer é Microsoft. Firefox corre por fora, com arquitetura aberta, assim como o Chrome, mas suportada pela Fundação Mozilla, que não visa lucro. Daí sua falta de empuxo para seguir crescendo.

Nesses últimos dias, tive três experiências que me lembraram que o browser existe e tem marca, e não é algo tão natural quanto respirar.

Começou quando fiz o upgrade do Safari para 64 bits. No mesmo momento, o internet banking parou de funcionar.

Em outro banco, eu precisava de um link para uma transação e não o encontrava; chamei o suporte online e a atendente me informou que esse link só apareceria no Internet Explorer, que meu dispositivo móvel não suportava. Ou seja, eu e os outros 84% dos que não têm o IE no seu aparelho digital não poderiam fazer certas transações online com esse grande banco.

Finalmente, migrei para o OSX Mavericks, por curiosidade e dever de ofício. Num primeiro momento, chamou a atenção a melhoria de performance do Safari, o browser nativo da Apple. Também ficou evidente a piora do Chrome. Caso pensado da Apple contra o Google ou uma forma de mostrar uma plataforma mais integrada?

Dois dias depois, o Chrome voltou a funcionar legal. Mesmo em máquinas com Windows, eu sigo usando o Chrome. E faz tempo que não uso o Firefox.

Sem me dar conta, faço parte daquela legião que adensa a liderança do Google, quando o assunto é o browser. Será que liderança nos browsers tem a ver com liderança de mercado e valor de marca?

Faça uma pesquisa no Google…

Angela Merkel também não gostou…

E a novela das arapongagens de agentes americanos sobre empresas e governos mundo afora parece não ter fim. Nem bem o presidente Obama terminou suas desculpas ao seu homólogo francês, François Hollande, e o Der Spiegel alemão revela que também Frau Angela Merkel teve suas comunicações devassadas.

Questionados, o Conselho de Segurança Nacional americano e a Casa Branca disseram mais ou menos o seguinte:  “O Presidente assegurou à Chanceler que os Estados Unidos não estão monitorando e nem monitorarão as comunicações da Chanceler Merkel”.

Faltou o tempo do verbo no passado, o não monitorou, mesma linha de posicionamento após as várias revelações sobre fatos semelhantes ocorridos em outros países, Brasil em destaque na lista.

O que parece é que cada redação de jornal importante no mundo tem guardado um “Dossiê Snowden“, pronto para publicar.

Hoje também surgiu a notícia de que Jofi Joseph, funcionário de Segurança Nacional na Casa Branca foi demitido por tuitar segredos e inconveniências usando o perfil falso @natsecwonk, desde fevereiro de 2011. Joseph era diretor da Seção de Não-Proliferação do Staff de Segurança Nacional na Casa Branca. Além de vazar informações sensíveis, ele tuitou também mensagens difamando pessoas que não eram de seu agrado.

Ou seja, talvez seu trabalho tenha ajudado a impedir a proliferação de armas nucleares no Irã ou armas químicas na Síria, mas seu veneno proliferou por quase três anos, e seu perfil era extremamente popular entre pessoas de destaque no mundo político da capital americana.

O tema desses monitoramentos já está datado. Mais um pouco, algum presidente ou primeiro ministro de um país meio fora do eixo principal da geo-política mundial vai se queixar ao presidente Obama por não ter sido aquinhoado com uma arapongagem, logo ele que fala tanta coisa importante…

E a discussão se arrastará inconclusa por milhares de fóruns formais e informais, livros ganharão leitores, teses acadêmicas abordarão o assunto sob as mais diversas óticas.

Mas, no fundo, no fundo, como cada Estado organizado tem seus serviços de inteligência estruturados, parece que o maior pecado aqui teria sido o da blindagem mal feita dos espiões americanos. Os de outros países ficarão dando risadas. Até serem apanhados.

Essa internet…

Apple encanta de novo!

Se você é um Apple Freak  e andava meio jururú com as novidades recentes, você viu os lançamentos desta terça, 22? Se não viu, vá a www.apple.com e clique em Watch The Keynote.

Se você, ao contrário, é um Apple Skeptic ou um Apple Hater, faça a mesma coisa.

Se você gosta, ficará empolgado; se está meio cético, vai ficar ligado; se odeia a Apple, vai ficar com mais raiva ainda.

A Apple conseguiu encantar de novo!

Principais lançamentos:

O OSX Mavericks é muito melhor do que a série de sistemas operacionais para o Mac com nomes de felinos. Mais intuitivo, mais fácil de usar, mais parecido com o iOS7 dos iPhones e iPads. Roda em praticamente qualquer Mac com processador Intel e é grátis. No momento, estou escrevendo esta postagem usando o Mavericks. Não resisti e atualizei.

O MacBook Air e o MacBook Pro ficaram melhores, mais potentes, mais econômicos na bateria e mais baratos.

O Mac Pro é um desktop cilíndrico, com jeitão de cestinha de lixo de designer italiano, com 1/8 do tamanho do modelo anterior e dezenas de vezes mais parrudo, memórias de sobra, armazenamento flash em terabytes, entradas e saídas Thunderbolt 2, USB 3 e HDMI para TVs Ultra HD e muito mais. O Mac Pro será o sonho de consumo dos grandes produtores e diretores de cinema, dos fotógrafos-celebridade e dos chefes de som dos estúdios mais sofisticados. Lá fora, ele começa custando US$ 2.999. Se morasse lá, compraria um para mim. Foi o que mais me impressionou.

As suites de Apps nativos para o iOS7, iLife e iWork estão totalmente integrados com as versões do OSX. O serviço iCloud fica central nessa estratégia e pode ganhar novas dimensões.

Aí vieram os iPads. Como previsto, o iPad de 10″ ficou mais fino, mais leve, mais potente com o processador A7 de 64 bits. E vira iPad Air, pesando 450 gramas! O iPad mini ganha tela Retina e o processador A7. Assim, os dois ficam 100% compatíveis.

Com essas novidades, a Apple deixa os concorrentes preocupados. 

Eu antecipo as ações da Apple subindo nos próximos dias, salvo se algum bug enorme surgir.

E imagino Steve Jobs sorrindo de novo, onde quer que esteja. Ele já devia andar desanimado com as novidades da Apple após sua partida.

Velocidade e preço da internet: como estamos?

Como anda a velocidade de sua conexão à internet? Se você não sabe, ou faz tempo que não mede, vale a pena acessar http://www.speedtest.net/ e fazer o teste. Se quiser, você pode baixar o App Ookla Speedtest para Android ou iOS. É simples, grátis e você pode verificar se o que você recebe é parecido com o que você paga.

Falando em quanto você paga para acessar a internet, você acha razoável? Ou não sabe? Que tal ver como estamos, aqui no Brasil, ou na nossa região, em relação ao resto do mundo?

Preparado? Então vamos lá: no site www.netindex.com você clica em value e All Countries e chega a um ranking.

Um resumo:

1- O CUSTO RELATIVO é o preço médio da conexão de banda larga dividida pelo Produto Interno Bruto per Capita.

O campeão é Luxemburgo e os números refletem o percentual pago por mês em relação à renda média, e os valores da conta da internet, em dólares americanos. Os 5 melhores:

#  País                         %           US$/mês
Luxemburgo        0.632%        57,84
Austria                 0.754%        31,15
Dinamarca           0.834%        43,16
4 Holanda               0.875%        38,64
Finlândia              0.896%        38,30

O Brasil fica na 51ª posição, atrás de México, Venezuela, Argentina e Chile. Desembolsamos, na média, 5,67% da nossa renda para termos uma conexão de banda larga, ou US$ 38,77 a cada mês.

2- CUSTO RELATIVO POR Mb/s – dá o custo médio de download, dividido pelo PIB per Capita.

De novo, Luxemburgo sai á frente, e o cidadão do principado paga US$ 3,38 por megabit, ou 0,037% do PIB per Capita. Nós aqui estamos na posição 53, pagando US$ 10,13, ou 1,482% do nosso PIB per Capita. Três vezes mais, em termos absolutos, 40 vezes mais em termos relativos.

3- CUSTO POR MEGABIT POR SEGUNDO – É o valor absoluto.

E sabe aonde o Megabit é mais barato? Na Bulgária, US$ 0,50! E, nos 10 países onde ele é mais barato, 8 estão no Leste Europeu, Lá, os índices de lares conectados são elevadíssimos. Aqui, são US$ 10,13, ou mais de 20 vezes o que pagam os búlgaros.

E qual a cidade onde a velocidade média de download é a mais alta do mundo? Timisoara, na Romênia, com 80,01 Mb/s.

O Brasil fica com a 75ª colocação entre os países, com 8,95 Mb/s; excluídas as cidades-estado, a campeã é a Coréia do Sul, 4ª no ranking, com 47,78 Mb/s.

Navegue pelo site http://www.netindex.com/ e tire suas próprias conclusões. São dados confiáveis e atualizados. Vale a pena estudá-los.

Ou esquecê-los de vez e seguir a vida…

A estratégia dos Angry Birds

angrybirdsgoRecebi comentários a favor e contra minhas observações sobre os Angry Birds e o marco que essa proposta representa no mercado de games.

Agora, vem o anúncio do novo game, o Angry Birds Go!, a ser lançado em 11 de dezembro. Nele, os pássaros viram pilotos de carrinhos que descem ladeira abaixo.

São várias pistas, claro, na ilha dos porquinhos verdes que aprontam todo tipo de surpresas. E você fica associado a um pássaro ou a um porquinho, ou seja, é o piloto de fato do carrinho. Dependendo da posição de chegada, você recebe prêmios em moeda virtual dos Angry Birds. Acumulando dinheiro, você pode incrementar seu carrinho, seja do ponto de vista estético, seja em melhorias mecânicas, a seu critério.

Você deve poder comprar os Telepods, réplicas físicas dos personagens, seus acessórios e equipamentos, produzidas pela Hasbro, assim como aconteceu na série Angry Birds Starwars, onde a franquia de George Lucas casou-se impecavelmente com os passarinhos da Rovio. Não por acaso, a turma conectada com até 7 anos de idade –platéia favorita para os Angry Birds– passou a incorporar a seu vocabulário os nomes Luke Skywalker, Chewbacca, Princesa Lea, Jedi. E cada Telepod virá com um QR Code para poder ser escaneado para captura da imagem e incorporação ao joguinho.

Logo, logo, esses bichinhos e carrinhos estarão nas lojas de brinquedos, em roupas, mochilas e um sem-número de adereços. Já existem patrocinadores de corridas de automóvel das mais diversas categorias negociando a colocação de suas marcas nas pistas, nos carros e nos capacetes do Angry Birds Go!

Não por acaso, a Rovio liberará, simultaneamente, versões Android, iOS, Windows Phone e até mesmo Blackberry, acreditem! Ou seja, para todo mundo.

Do ponto de vista tecnológico, o segredo está na capacidade da Rovio de desenvolver um game que vai servir a todas as plataformas de dispositivos móveis. Sob a ótica de mercado, associar os pássaros a temas que interessam aos pequenos e aos não tão pequenos assim. Sucesso à vista!

Grátis o joguinho? Claro, que nem o Google, o Facebook… A receita vai para a Rovio do mesmo jeito, e em borbotões!