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Compras online para o Natal 2013

A essas alturas, Papai Noel, preocupado em atender os pedidos das crianças de todas as idades, já deve ter mandado suas renas para o check-up anual, antes da extenuante viagem em dezembro. O trenó, com design 2014 já incorpora conectividade 4G para poder dar acesso rápido e seguro a todo mundo.

E aqui no Brasil, o que temos de novo nas vendas online?

Tirando os produtos que podemos comprar, desde que a conta bancária e o cartão de crédito aguentem, o que há de novo para este ano?

As lojas virtuais, sejam elas associadas às grandes cadeias de lojas físicas ou as gigantes da internet são basicamente as mesmas. Os cuidados para as compras online, também. Evitar lojas desconhecidas ou com reputação marcada por muitas queixas ao Procon ou com muitas críticas nas redes sociais. Cuidar ao informar senhas e números de cartão. Não usar computadores públicos, como os de lan-houses, para fazer compras pela internet.

O que pode fazer a diferença, nos dias que correm, é usar seu smartphone como poderosa arma tecnológica de proteção ao seu bolso, pesquisando, comparando, pechinchando. Especialmente se você puder evitar a muvuca dos shoppings nos dias que antecedem o Natal, dá para entrar, olhar, perguntar e, depois de obtida a melhor oferta, pesquisar na internet e ver se há coisa melhor. Aí, nova pechincha; não deu certo, vá em frente para onde a oferta está melhor.

Use intensamente as redes sociais para obter dicas de seus amigos; crie massa crítica com os grupos com quem você se comunica quase todos os dias no Facebook, para obter o máximo de insumos que mostrem a você os caminhos das melhores compras.

Quanto maior o valor de sua compra, maiores as chances de você obter melhores preços ou condições de pagamento. Mesmo para produtos que são tabelados pelos fornecedores, sempre é possível um parcelamento sem juros no cartão ou a agregação de brindes interessantes.

Se você pretende comprar direto do exterior, sem viajar nem ter alguém que traga, lembre-se dos custos de fretes e impostos, muitas vezes salgados.

Vale a pena começar a pensar desde já no assunto.

Urgente: Um formato padrão para vídeos digitais!

Os saltos tecnológicos que mudam cenários, se dão em dois estágios: o primeiro, quando a inovação se mostra viável e começa a aparecer; o segundo, não menos importante, quando há a disseminação dessa tecnologia em escala suficiente para derrubar preços e torná-la acessível à maioria dos consumidores.

Ilustrando com dois exemplos: a disseminação de um documento eletrônico à imagem de sua impressão, hoje em dia, é sinônimo da extensão .pdf, desenvolvido pela Adobe e incorporado pela indústria, malgradas as tentativas da sua criadora de mantê-lo proprietário, sob o manto do programa Acrobat. Aplicativos leitores e editores de .pdf existem e abundam, muitos deles gratuitos.

Na outra ponta, o formato Flash de exibição de vídeos até que se ensaiou para repetir o feito do Acrobat, mas a Apple definiu que ele não seria admitido sob o sistema operacional iOS, que rodam nos iPhone e iPad. Muitos acreditavam que a Adobe venceria a batalha, e que a Apple iria incorporar o que era um formato dominante, até por permitir a exibição de videos de qualidade razoável, consumindo pouca banda, coisa indispensável no início da internet banda larga.

Faltou combinar com a indústria, que apostou no protocolo HTML 5, que permite que mais e mais vídeos possam trafegar e ser exibidos pela internet sem exigir licenças da Adobe.

Mas, no caso dos vídeos, a multiplicidade de formatos ainda não é confortável. Basta você ter arquivos com várias extensões, como .mov, .avi. , mp4, .wmv, .mpg e tantos outros ainda muito fortes e tentar editá-los sob um único formato. É complicado, requer múltiplos programas de edição, e acaba não ficando num formato que permita a exibição universal em qualquer dispositivo.

No caso de fotos, embora muitos formatos coexistam por aí, é inegável a dominância do .jpg sobre os outros, O mesmo ocorre com o formato .mp3 para áudio.

Com as câmeras de todo tipo que filmam com qualidade e a banda cada vez mais larga chega a vez do império dos vídeos sobre áudios e imagens estáticas, para registro de atividades humanas.

A guerra pelo padrão de vídeo segue acirrada. O sensato seria que a indústria se desse uma trégua e negociasse um standard, mesmo que não compulsório.

Como aconteceu com a USB e a HDMI para conexões entre dispositivos digitais. Seria ótimo para todos.

A internet vai chegando à maioria dos lares brasileiros

Uma excelente notícia: Em 2012, 42% dos brasileiros acessaram regularmente a internet a partir de desktops e notebooks, um crescimento de 6,8% sobre 2011. Ou 83 milhões de pessoas. Mantido esse ritmo, em mais 3 anos ultrapassamos os 50% e os 100 milhões.

Quem diz isso é o IBGE, através da PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, divulgada sexta-feira (27).  São 40,3% de domicílios com ao menos um computador e conectados à internet. Como o percentual de domicílios com computador foi de 46,4%, estamos quase no ponto em que ter computador em casa significa estar conectado.

A PNAD não computou o uso da internet por tablets e smartphones, o que indica que esses percentuais, na prática, são bem maiores.

Estão na frente o Distrito Federal com 68,7% e São Paulo com 59,5%, que mostram o caminho para os demais, ficando o Maranhão, com 12,5% na lanterna, sem sequer visualizar o antepenúltimo Piauí, com 18,7%. Mas é bom ver que esses Estados menos conectados apresentam, na média, taxas de crescimento maiores, ou seja, o gap tende a diminuir.

Com quase 70% de lares na internet, nossa capital federal exibe taxas de inclusão digital dignas de país desenvolvido, e São Paulo, com uma população de quase 44 milhões, lidera em números absolutos.

Chegamos a esses patamar com uma infraestrutura de telecomunicações saturada, com as operadoras liderando as queixas no PROCON e, ainda por cima, pagando tarifas bem mais caras do que em países com renda per capita e IDH semelhantes ao nosso. Impostos altos, dirão alguns; falta de concorrência, dirão outros.

A realidade pode ser uma mistura dessas duas causas principais com uma série de outras menores, mas deveríamos aproveitar esses números não só para celebrar como para buscar atalhos que permitam a rápida melhora das ofertas de serviços digitais a um número cada vez maior de cidadãos. Afinal, o gap entre Brasília e o Maranhão também pode ser explicado pela diferença de renda, o que, na prática, dificulta, a médio prazo, a chegada da internet a esses cidadãos ainda desconectados.

A internet deixou faz tempo de ser um luxo e uma curiosidade. É um insumo básico a todos nós, e, como tal, deve ser tratada. 

Solidão e privacidade

O poeta e compositor Antônio Maria, autor de muitas músicas de fossa, definia que “só há uma vantagem na solidão: poder ir ao banheiro com a porta aberta. Isso nos anos 1960, quando o telefone era peça rara nos domicílios de cidades grandes, o rádio e o jornal os grandes veículos de comunicação e a TV engatinhava.

Nos tempos de Antônio Maria, nada internet, smartphone, rede social. Carta, só via correio, sem essa de email; mensagem instantânea era telegrama, que dependia de coleta e entrega via portador.

Embora, nos dias que correm, aumente rapidamente o número de domicílios com um só morador, a maioria dessas pessoas não sofre de solidão e está conectada digitalmente a outras pessoas. Sua vizinhança é o mundo, não mais o prédio, a quadra, o bairro.

É claro que existe solidão para muitos dos mais de 1 bilhão de pessoas que estão no Facebook. E essas pessoas podem ter sua vida contada e recontada através do Twitter e do YouTube, queiram ou não.

A vantagem da solidão, pregada por Antonio Maria, deixa de existir, ou, ao menos, de ser tão absoluta, como ele imaginava. Basta perguntar a Scartlett Johannson. que se autofotografou nua com seu smartphone, apenas para ter as imagens viralizadas na internet.

Proposital ou acidental? Pouco importa, pois existem essas e outras formas de termos nossa privacidade compartilhada. A mais badalada atualmente, vem das artes de agências de espionagem americanas, bisbilhoteiras no atacado. E isso ainda será fartamente debatido, e, provavelmente, outras arapongagens de outros governos serão reveladas, e nós, cada vez mais conectados, cada vez mais expostos.

No mundo de hoje, existem mais de 3 bilhões de câmeras instaladas em dispositivos móveis. Não tenho a contagem de câmeras de monitoramento, mas Londres, há 4 anos atrás, já tinha mais câmeras capturando imagens do que gente vivendo por lá.

Hoje em dia, devemos agradecer os poucos locais e momentos que temos privacidade plena, que não precisa vir acompanhada da solidão do poeta.

Precisamos, nessas horas, tomar o cuidado de desligar todas as câmeras de fotos e videos, os gravadores de som, os smartphones, tablets e notebooks. Será possível?

Como o passado enxergava o futuro da internet

19991005BW_TheInternetAgeBusiness Week, 4/10/1999. Edição comemorativa de seus 70 anos de publicação ininterrupta. Matéria da capa: “The Internet Age“.

No finalzinho do século 20, a Business Week era a revista de negócios de maior prestígio e circulação global, e fazia uma profunda avaliação do que seria a era da internet, capaz de transformar o mundo de um jeito que sequer poderíamos então imaginar.

Que o mundo iria mudar, ela acertou na mosca. Como mudou, ela antecipou apenas as mudanças mais óbvias da nova tecnologia.

Às vésperas do ano 2000, a internet de banda larga já engatinhava. O Google tinha 1 ano de vida. O e-commerce começava a estar confortável ao contabilizar seu terceiro ano de vendas bilionárias, Amazon e eBay à frente.

A BW previa um aumento forte das compras de passagens aéreas pela internet, o aumento dos lares conectados, onde a internet logo rivalizaria, em termos de penetração, com os onipresentes televisores, então ainda dominados pela programação da TV aberta. Acertou, em parte.

Dizia também que seria comum, lá por 2003, você poder configurar seu carro novo à seu gosto, junto às montadoras, para ter seu veículo personalizado, sem pacotes com acessórios inúteis para você e igualzinho a seu vizinho de casa ou de baia no escritório. Você conhece alguém que, em 2013, tenha comprado um zerinho encomendado via http://www.suamontadora.com.br?

E que os negócios entre empresas seriam cada vez mais transacionados pela rede. Aqui, acertou.

Previa também que a economia mundial daria saltos quantitativos de crescimento. Desde o século 13, o mundo teria tido crescimentos tênues, com aumentos médios da renda per-capita de 0,1% ao ano, crescendo devagar até que, na segunda metade do século passado, a renda média do habitante do planeta Terra cresceu a taxas de 3% anuais. Com a internet, esse crescimento seria bem maior, puxado pelos Estados Unidos. Hum… o vetor de crescimento pode ser esse mesmo, descontadas as crises.

Reli duas vezes essa matéria. Lá nenhuma linha indicando dispositivos móveis nas mãos de bilhões de pessoas usando milhões de aplicativos disponíveis. Redes sociais? Nadinha!

Então, nas previsões, é bom poder imaginar tendências. Mas as coisas que mudam tudo, só percebemos depois que acontecem.

A BW não existe mais como revista impressa. Está só na internet.

Sábado, Boston Globe; Segunda, Washington Post. E agora?

bezos
Nem deu para esfriar a notícia da venda do Boston Globe pelo New York Times, e agora, nesta segunda, vem a notícia da venda do Washington Post para Jeff Bezos, o chefão da Amazon.

O valor foi um pouco maior, US$ 250 milhões, e a aquisição foi feita por Bezos, como pessoa física. Mas é impossível dissociar esse negócio das transformações da era digital.

O Post ficou famoso pelo jornalismo investigativo, que divulgou o escândalo da espionagem dos agentes de Richard Nixon no escritório do Partido Democrata no complexo de edifícios Watergate, em 1972. Dois anos depois, Nixon renunciacva.

Será que dois negócios envolvendo grandes jornais americanos podem sinalizar o fim de uma era? Afinal, o New York Times comprou o Boston Globe por US$ 1,1 bilhão há 20 anos e agora o passa adiante para adiante para o dono de um time de beisebol por meros US$ 70 bilhões, e, passado o domingo, o bilionário dono da principal empresa de comércio eletrônico arremata mais um ícone das notícias.

Mas é bom lembrar que nem sempre essas aquisições dão certo. Lá atrás, ainda no final do século XX, a America OnLine – AOL, então líder do mercado de serviços de correio eletrônico investiu bilhões na compra da Time-Warner, então o maior conglomerado de mídia do planeta. Anos depois, a AOL é irrelevante, e os sucedâneos da Time-Warner ainda sobrevivem.

Já o e-mail dá sinais de cansaço, substituido por mensagens instantâneas e redes sociais, quase como o vetusto fax, de poucos anos atrás.

Pode ser que Jeff Bezos tenha planos mirabolantes para o Washington Post, ou que queira transformá-lo num hobby pessoal. Pode ser.

Mas também pode ser que ele tenha uma visão de sinergia para a Amazon, que ninguém saiba.

O mais provável, arrisco, é que ele tenha uma visão para alavancar o Post dentro do mundo digital, com prioridade para a versão online e com muita interação com seu público-alvo.

Numa dessas, Bezos vai querer concorrer com uma CNN ou uma Fox da vida, e pode ter planos ainda mais ambiciosos para tratar notícias.

É… as coisas andam rápidas nesse mundo digital!

Deu no NY Times: Jornal impresso pode dar dor de cabeça.

Notícias de negócios normalmente dão trégua nos finais de semana. Só que no universo das comunicações, essa regra não vale. Assim, o anúncio feito pelo The New York Times, neste sábado, 3, sobre a venda da operação do jornal americano The Boston Globe, mostra as dificuldades que os jornais diários enfrentam nesse mundo conectado de 2013.

A união do Globe ao Times durou exatos 20 anos, e, ao ser anunciada, em 1993, indicava uma tendência de consolidação entre os grandes jornais e revistas, numa onda muito bem surfada pelo magnata australiano Rupert Murdoch.

Vale a pena comparar os valores: Em 1993, o Times pagou US$ 1,1 bilhão para comprar o Globe, o equivalente a US$ 1,8 bilhão hoje. Com a venda por US$ 70 milhões, o valor do Globe recuou mais de 95% nessas duas décadas.

E o Globe era e é um jornal muito influente. Será esse um sinal do fim do jornal impresso como mídia relevante?

O mais fácil seria concluir que sim, os jornais diários estão com os dias contados. Mas, nesse mundo cada vez mais digital e mudando cada vez mais rápido, a realidade pode ser diferente.

Assim como a TV não decretou o final do rádio, nem o VHS, o DVD e o BluRay eliminaram o cinema, os jornais necessitam se adaptar aos novos tempos. A consolidação, como no caso do Globe com o Times mostrou não ser o caminho.

Ao contrário, os jornais especializados, no formato tabloide, com notícias curtas e propaganda dirigida a públicos específicos, ganham cada vez mais espaço. E os jornais tradicionais que mais leitores cativam são exatamente aqueles que possuem estratégia principal focada na sua versão digital, com Apps específicos, que ofereçam excelente navegação e possibilidade de customização para cada leitor, inclusive dos anúncios.

Outro ponto de resistência junto aos leitores é a cobrança da assinatura ou do exemplar avulso, quando os grandes portais de notícias, os blogs e as redes sociais estão a contar todas as histórias em tempo real, e de graça.

Em 1993, parecia que essa consolidação poderia dar certo. Mas, na virada do século, com a disponibilização de conexões de internet de banda larga, o surgimento do Google e do YouTube, essa tendência ficou mais do que em cheque. Agora, as mídias sociais, os smartphones e tablets dão novos contornos à missão de bem informar. Adaptar os jornais é preciso!

O buraco da fechadura

fechaduraEsse tal de Edward Snowden, que vazou o esquema de monitoramento de ligações telefônicas e de navegações pela internet de meio mundo (o outro meio está desconectado), gerou desconforto não só nas autoridades americanas com suas agências de arapongagem. Tirou de todos nós a sensação de liberdade com privacidade para a ressaca da realidade: estamos sendo vigiados. E, ao que tudo indica, não só pelos americanos.

As reações das autoridades de outros países beira o patético, ameaçando retaliações com armas absolutamente ineficazes, que pouco podem ir além de protestos junto a organismos internacionais. As mobilizações da população, para darem certo, precisam, ironicamente, da internet, para levar o povo às ruas. Ou seja, até os meios de mobilização contra a arapongagem estão sendo arapongados… Sem chance, por aí!

Outro jeito é usar leis locais para tentar enquadrar um fenômeno global. Não dá certo! Acordos regionais? Nem pensar, quando blocos como Mercosul e União Européia se debatem em problemas fundamentais e apresentam como contraponto saldos positivos de difícil mensuração.

Mas, como toda crise institucional, essa da grampolândia global vai encontrar uma solução que seja aceitável, ou ao menos passível de convivência. Ainda é cedo para antecipar qual será esse caminho.

Minha preocupação é que prosperem iniciativas de fechamento locais, como já vimos no passado com a reserva de mercado da informática. Se aquela representou atraso com alto custo para a sociedade e poucos benefícios de longo prazo, as de agora, como reação ao flagra dos espiões olhando a todos nós podem ser catastróficas! Não é mais possível definir fronteiras de comunicação por país ou por bloco. Os que tentam, ou até conseguem, estão na vanguarda do atraso: Coréia do Norte, Cuba, Irã e outros países de economias e sistemas políticos fechados.

Antigamente, espionagem era feita pelas frestas de portas ou pelos buracos de fechadura. Ocorre que, em 2013, fechaduras não têm mais buracos e as frestas de porta são pequenas demais, para bisbilhotar segredos alheios.

Solução? Negociar com firmeza, agora que os americanos estão tentando explicar o inexplicável, para redefinir acordos e legislações globais em linha com a realidade da rede. Quem detém controle sobre os nós da rede também não pode deixar de enxergar a realidade global. Negociar é preciso, para todos!

A Pata 3D do Patinho Buttercup

Dá para ver no Facebook a página do patinho Buttercup, que nasceu ano passado com a patinha esquerda virada para trás. Embora sua mamãe tenha feito algum esforço para endireitá-la, o sucesso foi parcial. Buttercup não conseguia andar direito.

Candidato a sucumbir no mundo animal, ele teve a sorte de encontrar um lar no Tennessee, Estados Unidos, no Feathered Angels Waterfowl Sanctuary, uma ONG criada para cuidar de aves. Aí surgiu a tecnologia, e o Dr. Shannon McGee fez uma prótese para o patinho usando um recurso cada vez mais comum: ele simplesmente imprimiu a patinha nova de Buttercup usando técnicas de modelagem e de impressão em 3D.

O video que mostra o implante da prótese e depois os primeiros passos normais de Buttercup vale a pena ser curtido, mas não é só por conta da sorte do patinho. Essa tecnologia aponta para um futuro uso dessa solução também nas próteses para humanos, a custos acessíveis, ou seja, a tecnologia a serviço da melhoria da qualidade de vida.

Há alguns meses atrás, o uso da internet e de impressoras 3D serviu a outros propósitos bem menos nobres, com a circulação pela rede de um aplicativo que podia ser baixado livremente para permitir a fabricação e montagem domésticas de um tosco revólver. Milhares deles foram produzidos e alguns até mesmo usados, com o propósito de tirar vidas.

Voltando ao pato, surgiram alguns comentários irônicos, como “agora ele não é mais um pato manco“, ou “agora ele pode ir para a panela sem ajuda” e, parafraseando Neil Armstrong, ao descer na Lua, “um pequeno passo para o pato, mas um grande salto para o jacaré que irá come-lo“.

Interessante notar também a quantidade de crianças que, pelas redes sociais, adotaram virtualmente o Buttercup. Para elas, além de fazer o bem ao animalzinho, imprimir em três dimensões uma prótese de perna para um pato é algo normal, trivial mesmo.

É a tecnologia de impressão em 3D que começa a ganhar a cada dia mais e mais aplicações. Em breve, você poderá ter uma impressora 3D ou alugar seus serviços, para produzir algo único concebido por você.

No dia da independência americana, empresas da Web protestam sobre arapongagens da NSA

Neste 4 de julho, os americanos comemoram a independência do país do domínio inglês. É uma data celebrada com muito civismo, quando são lembrados os fundadores da nação e os princípios fundamentais consagrados na Constituição. Inclusive os da liberdade individual e da privacidade.

O inusitado neste ano de 2013 é o protesto coletivo de grandes empresas da internet, como a WordPress (plataforma de blogs) e a Fundação Mozilla (criadora do browser Firefox), contra as ações secretas da NSA, que fizeram -e seguem fazendo, tudo indica- um amplo programa de monitoramento de ligações telefônicas e do uso da internet por cidadãos mundo afora, aí incluidos os americanos.

Anúncios na TV aberta e paga também estão sendo veiculados, a exemplo de um video que já rola no YouTube, chamando a atenção dos americanos sobre a violação, pelo governo, da 4ª emenda à Constituição, justamente a que assegura aos cidadãos o direito inalienável à privacidade.

Embora as gigantes Facebook, Apple, Twitter, Verizon e Google não façam coro nesse episódio, elas já haviam criticado essas medidas anteriormente, mas de forma discreta, muito mais para dar satisfação a seus clientes, mais de 1 bilhão deles. Foi mais para explicar que elas forneciam dados para a NSA sob ordens judiciais secretas, que acabaram vazando por artes do ex-colaborador Edward Snowden, através de reportagem do Daily Telegraph britânico.

A mobilização corporativa pela internet contra ações do governo não é coisa nova, nos Estados Unidos. Mas essa contra a arapongagem da NSA está ancorada na grande e aparentemente infindável discussão sobre a essência da liberdade que a internet representa contra a missão que o governo tem na luta contra o terrorismo.

Enquanto isso, Julian Assange, o vasador-mor do WikiLeaks segue há meses abrigado na embaixada do Equador em Londres, e Edward Snowden aguarda desde 23 de junho, no aeroporto de Moscou, a concessão de asilo político já feito a vários países.

É de lá que Snowden ameaça fazer novas divulgações sobre as artes da NSA, em carta dirigida ao presidente Rafael Correa, do Equador, conforme mostrou a agência Reuters.

Mas qualquer que seja a repercussão do protesto das empresas no dia da independência americana, ou as novidades que possam ser reveladas por Assange ou por Snowden, parece que o contraponto liberdade x segurança foi alçado a um novo patamar.