A internet vai chegando à maioria dos lares brasileiros

Uma excelente notícia: Em 2012, 42% dos brasileiros acessaram regularmente a internet a partir de desktops e notebooks, um crescimento de 6,8% sobre 2011. Ou 83 milhões de pessoas. Mantido esse ritmo, em mais 3 anos ultrapassamos os 50% e os 100 milhões.

Quem diz isso é o IBGE, através da PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, divulgada sexta-feira (27).  São 40,3% de domicílios com ao menos um computador e conectados à internet. Como o percentual de domicílios com computador foi de 46,4%, estamos quase no ponto em que ter computador em casa significa estar conectado.

A PNAD não computou o uso da internet por tablets e smartphones, o que indica que esses percentuais, na prática, são bem maiores.

Estão na frente o Distrito Federal com 68,7% e São Paulo com 59,5%, que mostram o caminho para os demais, ficando o Maranhão, com 12,5% na lanterna, sem sequer visualizar o antepenúltimo Piauí, com 18,7%. Mas é bom ver que esses Estados menos conectados apresentam, na média, taxas de crescimento maiores, ou seja, o gap tende a diminuir.

Com quase 70% de lares na internet, nossa capital federal exibe taxas de inclusão digital dignas de país desenvolvido, e São Paulo, com uma população de quase 44 milhões, lidera em números absolutos.

Chegamos a esses patamar com uma infraestrutura de telecomunicações saturada, com as operadoras liderando as queixas no PROCON e, ainda por cima, pagando tarifas bem mais caras do que em países com renda per capita e IDH semelhantes ao nosso. Impostos altos, dirão alguns; falta de concorrência, dirão outros.

A realidade pode ser uma mistura dessas duas causas principais com uma série de outras menores, mas deveríamos aproveitar esses números não só para celebrar como para buscar atalhos que permitam a rápida melhora das ofertas de serviços digitais a um número cada vez maior de cidadãos. Afinal, o gap entre Brasília e o Maranhão também pode ser explicado pela diferença de renda, o que, na prática, dificulta, a médio prazo, a chegada da internet a esses cidadãos ainda desconectados.

A internet deixou faz tempo de ser um luxo e uma curiosidade. É um insumo básico a todos nós, e, como tal, deve ser tratada. 

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