Autor Arquivo: Guy Manuel

iOS 7: primeiras impressões

iOS 7Não deu outra: baixei o iOS7 no meu iPad, antes mesmo de receber o aviso da Apple de disponibilização da versão. Estava curioso para ver como seria o look & feel criado pelo time de Jony Ive e se, efetivamente a má impressão do iOS6 ficaria para trás.

Então, aqui vai: Wow! Os novos ícones e as telas de abertura e navegação ficaram espetaculares! Embora lembrem os do Android 4.2, o todo ficou muito convidativo, e resgata, nesse quesito, o design que encanta o usuário, característica forte da Apple.

Um cuidado inicial: antes de atualizar para o 7, faça backups completos do seu iPad ou iPhone. Embora eu não tenha tido nenhum problema, depois de algumas horas avaliando as novidades, já há relatos de usuários que tiveram parte de suas fotos e músicas eliminadas, não pouca coisa, em se tratando de acervos relevantes para a maioria.

O iOS 7 tem condições plenas de ser um sucesso. E, interessante, nas suas raízes está o fiasco combo do iOS 6 e do Maps, que geraram várias decapitações profissionais de executivos importantes da Apple, ano passado. Jony Ive assumiu o comando e, sem muitas firulas, imprimiu seu estilo e sua filosofia de proporcionar uma boa experiência ao usuário.

Os ícones, ao perderem o 3D de suas formas, ficaram muito mais bonitos e legíveis. Um detalhe que mostra o cuidado: o aplicativo Relógio (Clock), que incorpora vários fusos horários, alarme, cronômetro e timer agora tem um ícone dinâmico, que mostra horas, minutos e segundos no formato analógico.

Interessante o Control Center, que permite habilitar acesso entre aplicativos. Embora mereça cuidados, por conta da possibilidade de compartilhamento de dados com diversos fornecedores de Apps, ele já gera um importante grau de liberdade: A nova versão do Google Chrome para iOS 7 permite acesso linkado entre sua conta de GMail e o Google Maps, por exemplo, e isso de uma forma simples e intuitiva. Assim, se você não gosta do Maps da Apple, aí está o caminho.

Aqueles avisos que chegam à tela por conta de autorizações que damos, mas nem sempre levamos em conta o todo, agora estão organizados no Notification Center, onde aparecem todos os Apps onde você pode dar ou retirar autorização para ser lembrado de algo.

O Do Not Disturb permite, por exemplo, que você só receba chamadas de seus contatos marcados como favoritos. Simples, e óbvia utilidade, não?

 

Por enquanto, o iOS 7 vem sendo uma agradável experiência para mim! 

 

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A revolução tecnológica acabou?

A revolução tecnológica acabou?

Essa é uma pergunta recorrente, ante a velocidade espantosa das inovações da tecnologia digital. Afinal, uma hora dessas, a coisa tem de acabar e estabilizar em uma velocidade e altitude de cruzeiro. Certo?

Não!

De tempos em tempos, os cenários mudam radicalmente e, desta vez, pode parecer que chegamos ao nirvana tecnológico, onde nada mais nem melhor pode surgir. Mas, ao que tudo indica, no ramo da tecnologia demora um tempo até aparecerem evidências claras que chegamos ao fim da história. Nada de conclusões apressadas, como fez Francis Fukuyama ao final da Guerra Fria. Para ele, nada de relevante aconteceria no mundo após a despolarização de forças entre os Estados Unidos e a União Soviética.

Vamos analisar apenas alguns marcos recentes:

1995: Bill Gates lança seu livro “The Road Ahead” onde mostra que na virada do milênio todos os lares terão um PC (quase acertou) e em cada PC estaria tudo armazenado, com todos os programas. Não previu a internet

1998: começa o boom da internet, banda larga disponibilizada

2000: linhas celulares chegam a 500 milhões

2007: iPhone, tela sensível ao toque, Apps: viabilização da mobilidade

2010: o tablet surge do “nada” para ocupar um espaço que ninguém supunha existir

2013: 5 bilhões de linhas ativas de telefonia móvel, representando:

  • mais smartphones vendidos do que celulares comuns
  • mais dispositivos digitais comunicando-se entre si do que com humanos
  • mais wearable technology, ou tecnologia para vestir
  • >Google Glass e realidade aumentada de visão
  • >LUMOback, o cinto digital que ajuda na correção postural, a coluna agradece
  • >Os Smartwatches lançados pela Sony e Samsung prometem levar a portabilidade a novos patamares

Falta acontecer, por exemplo:

  • Melhoria nos serviços da saúde com monitoramento de funções essenciais do ser humano em tempo real
  • Carros falando com estradas e com outros carros
  • Educação verdadeiramente universal
  • Monitoramento ambiental

Ou seja, falta muito ainda para a história da revolução tecnológica acabar. Na minha percepção atual, ainda não aconteceu a grande mudança que só virá quando produtos e serviços digitais estiverem sendo criados por essa geração que já nasceu conectada, neste milênio.

7 Bilhões Conectados, proposta da internet.org

Já somos mais de 2 bilhões de terráqueos conectados via internet. Faltam 5 bilhões de irmãos para que sejamos efetivamente uma aldeia global. Sonho? Não: objetivos bem claros.

Em agosto passado, um grupo de empresas relevantes em seus segmentos de tecnologia anunciaram a criação da internet.org, uma ONG diferente, com planos de ter todo mundo conectado, de modo colaborativo e eficaz. Olha só o time:

Nesta segunda, 16 de setembro a internet.org publica um white paper sobre Um Foco na Eficiência, apresentado pela Qualcomm, a Ericsson e o Facebook. São linhas claras, ambiciosas, que merecem a atenção de gente do ramo, empresas e de todos nós, participantes atuais ou potenciais desse mundo digital que promete ser cada vez mais integrado.

O resumo da proposta é esse:

  • A infraestrutura de Data Centers será ampliada e tornada virtualmente a prova de falhas, com custos acessíveis
  • Os aplicativos para dispositivos móveis serão mais eficientes
  • Um Facebook para cada telefone
  • A Qualcomm: O desafio 1000x, que significa expandir a capacidade das comunicações móveis por um fator de 1000
  • A Ericsson: O desafio de melhorar a performance das redes

Aqui temos líderes de mercado em redes sociais, redes de telecomunicações, Data Centers, processadores e dispositivos digitais que fazem parte de nosso cotidiano. Na maioria dos casos, essas empresas concorrem ferozmente entre si para definir caminhos para o futuro.

Quando gigantes desse quilate se juntam, pode ser tudo, pode ser nada…

No passado, tivemos vários marcos relevantes que transformaram a indústria. No caso da tecnologia digital, o protocolo TCP/IP que definiu as regras da internet, as portas USB e HDMI, o padrão HTML para os browsers e tantos outros foram frutos de cooperação entre competidores, onde todos sairam ganhando, nós, consumidores, incluidos.

Eu aposto, no entanto, que muitas das pedras futuras desse fascinante mundo da tecnologia digital estarão sendo jogadas nesse tabuleiro da internet.org.

Fique atento!

LUMOback

LUMObackA era digital criou uma enorme demanda por ortopedistas, fisioterapeutas, academias de musculação e fabricantes de órteses dedicadas a minorar os males de uma vida mais sedentária, debruçada num computador.

Quem já não teve um problema de dor lombar, por conta das posições tortas durante horas à fio no computador, smartphone, tablet ou console de game?

A mesma tecnologia que criou as máquinas causadoras desses males que chegaram com o computador agora oferece produtos que podem ajudar a corrigir sua postura.

Um deles é o LUMOback, uma espécie de cinto capaz de medir desvios posturais e vibrar suavemente, lembrando-lhe de parar de brigar com sua coluna vertebral.

Antes de começar a usá-lo, você baixa um aplicativo num iPad, iPad Mini, iPod 5 ou iPhone 4S ou mais recente e carrega a bateria do LUMOback no seu computador ou em uma fonte DC através de um cabo USB.

Ele será pareado ao seu tablet ou smartphone, e vai lhe propor um programa de melhoria de postura. Como seus dados estão sendo medidos e regsitrados, você poderá acompanhar seu progresso, através de metas negociadas entre você e o LUMOback.

No site Mashable, você pode ler a experiênca da Dani Fankhauser, que reconhece suas falhas de postura e mostra suas descobertas durante uma experiência de três dias.

O LUMOback é mais um produto a incorporar a nova tendência de dispositivos vestíveis, ou wearable devices, e pode ser bastante útil para minorar problemas de coluna vertebral derivados de postura inadequada.

Mas ele não substitui os diversos profissionais especializados em coluna vertebral, nem elimina automaticamente seus hábitos indevidos.

Seu preço? US$ 150, lá fora. Como é pequeno e não pesa muito, pode caber facilmente na sua mala, na volta se sua próxima viagem ao exterior.

Uma dúvida: Na hora de ver se cabe nos US$ 500 da quota pessoal na alfândega, será que o LUMOback é um dispositivo eletrônico ou uma peça de vestuário?

“Holerite” e tecnologia

O pai do mundo digital

O pai do mundo digital

Se você trabalha sob contrato regido pela CLT ou pelo Estatuto do Funcionário Público, você deve receber um Holerite, o demonstrativo do que você ganhou, menos os descontos, cujo saldo você tem disponível na sua conta-corrente ou no seu bolso.

Se você acompanha este blog sobre tecnologia, você deve ter e usar um computador, um tablet ou um smartphone. Pode até ter uma combinação desses aparelhos, ou mais de um de cada.

Se você recebe seu Holerite e está ligado em tecnologia, que é parte de sua vida desde pequeno, é provável que você não associe Holerite com tecnologia digital. Vamos resgatar essa parte da história?

Tudo começou com os preparativos para o censo norte-americano de 1890, quando o Brasil recém saia do império. O território dos Estados Unidos já ia do Atlântico ao Pacífico, a mobilidade da população era grande, pela vinda de imigrantes de todas as partes e pela marcha para o oeste. O governo tinha necessidade de ter mais e melhores dados através do censo decenal, cada vez mais complexo.

Apresento-lhes Herman Hollerith, um empresário nascido em Buffalo, no estado de Nova York que enxergou uma oportunidade de negócio e criou a máquina eletromecânica de tabulação de dados a partir de cartões perfurados. Com ela, os resultados do censo surgiram em apenas um ano. O de 1880 levou 7! Hollerith ficou milionário, fundou a IBM, emprestou o sobrenome ao demonstrativo de pagamento no Brasil. O resto é história.

Ali surgia a aplicação em massa usando tecnologia digital, ou binária, representada apenas por dois algarismos: 0 e 1; com furo ou sem furo; sim ou não; um dos pilares da álgebra de Boole, base da lógica dos programas de computador.

A coisa funcionava assim: uma perfuração no cartão, valia 1. A ausência do furo, zero. Essa unidade mínima de dados foi chamada de bit, contração de binary digit.  Para representar algarismos, letras e símbolos, o cartão tinha colunas onde podiam ser perfurados bits. Para representar todos os símbolos usados, uma combinação -ou coluna- de 8 bits chegava. Esses 8 bits foram batizados de byte. 1 byte = 8 bits. O cartão mais comumente usado tinha 80 colunas, aptas a representar 80 bytes. E cabia coisa num cartão, até porque os computadores tinham capacidade limitada.

Com a evolução da tecnologia, era preciso gerar e processar mais bytes. E surgiu o kylobyte, ou 1.024 bytes. A próxima etapa foi o megabyte, ou 1.024 kilobytes. O gigabyte, ou 1.024 megabytes, já é mais recente e conhecido. Mas convivemos também com o terabyte, ou 1.024 gigabytes. Nem vale a pena fazer a conta para saber quantos cartões de 80 colunas precisariam ser perfurados para gerar um terabyte de dados, espaço que conseguimos de graça na nuvem do Flickr.

Os processadores começaram a trabalhar com blocos maiores de dados. Os chips começaram a se popularizar quando trataram 4 bits de cada vez, lá nos anos 1970. Depois vieram os chips de 8 bits, os de 16 bits inauguraram a era dos PCs, depois chegaram os de 32 bits e hoje, os modernos chips da Intel, da Qualcomm e da Apple de 64 bits já equipam smartphones e laptops topo de linha. 

Na sua máquina tabuladora, Hollerith usou o mesmo princípio do francês Joseph Marie Jacquard, criador dos teares programáveis por cartões perfurados, um dos grandes avanços da Revolução Industrial.

Nos computadores até a década de 1980, o principal meio de entrada de dados era através de cartões ou fitas perfuradas. Quase um século depois da máquina de Hollerith. A revolução da mobilidade digital tem pouco mais de uma década, e a imensa maioria de seus usuários não associa Hollerith como um dos seus viabilizadores.

Bits e bytes, by Herman Hollerith!

Solidão e privacidade

O poeta e compositor Antônio Maria, autor de muitas músicas de fossa, definia que “só há uma vantagem na solidão: poder ir ao banheiro com a porta aberta. Isso nos anos 1960, quando o telefone era peça rara nos domicílios de cidades grandes, o rádio e o jornal os grandes veículos de comunicação e a TV engatinhava.

Nos tempos de Antônio Maria, nada internet, smartphone, rede social. Carta, só via correio, sem essa de email; mensagem instantânea era telegrama, que dependia de coleta e entrega via portador.

Embora, nos dias que correm, aumente rapidamente o número de domicílios com um só morador, a maioria dessas pessoas não sofre de solidão e está conectada digitalmente a outras pessoas. Sua vizinhança é o mundo, não mais o prédio, a quadra, o bairro.

É claro que existe solidão para muitos dos mais de 1 bilhão de pessoas que estão no Facebook. E essas pessoas podem ter sua vida contada e recontada através do Twitter e do YouTube, queiram ou não.

A vantagem da solidão, pregada por Antonio Maria, deixa de existir, ou, ao menos, de ser tão absoluta, como ele imaginava. Basta perguntar a Scartlett Johannson. que se autofotografou nua com seu smartphone, apenas para ter as imagens viralizadas na internet.

Proposital ou acidental? Pouco importa, pois existem essas e outras formas de termos nossa privacidade compartilhada. A mais badalada atualmente, vem das artes de agências de espionagem americanas, bisbilhoteiras no atacado. E isso ainda será fartamente debatido, e, provavelmente, outras arapongagens de outros governos serão reveladas, e nós, cada vez mais conectados, cada vez mais expostos.

No mundo de hoje, existem mais de 3 bilhões de câmeras instaladas em dispositivos móveis. Não tenho a contagem de câmeras de monitoramento, mas Londres, há 4 anos atrás, já tinha mais câmeras capturando imagens do que gente vivendo por lá.

Hoje em dia, devemos agradecer os poucos locais e momentos que temos privacidade plena, que não precisa vir acompanhada da solidão do poeta.

Precisamos, nessas horas, tomar o cuidado de desligar todas as câmeras de fotos e videos, os gravadores de som, os smartphones, tablets e notebooks. Será possível?

iPhone 5C e 5S anunciados lá. E funcionarão na rede 4G daqui. Ufa!

No dia em que a Apple anuncia seus dois novos iPhone, a melhor notícia é que teremos versões que funcionarão na faixa de 2,6GHz, ou seja serão compatíveis com a rede 4G brasileira.

Como antecipado aqui em nosso blog, o iPhone 5 deixa de ser fabricado, mas chega o 5C, com um pouquinho mais de recursos do que seu antecessor e opções de capas de poliuretano em diversas cores, com reforço metálico fazendo as vezes de antena. O processador é um A6, de 32 bits, melhor do que o do iPhone 5.

No topo da linha vem o 5S, com uma inovadora câmera que grava videos em câmera lenta. Eu prefiro o termo slow-motion, pois a captura é feita com mais quadros por segundo que depois, são exibidos a taxas normais, de 30 ou 60 quadros por segundo, dando a impressão de movimento lento. A câmera é rápida, não lenta…

O 5S traz um sistema de login através de reconhecimento de impressões digitais do dono, e, assegura a Apple, esses dados são criptografados e não vão nem para a nuvem nem são compartilhados com outros aplicativos.  Nesses tempos de grampo global, uma proteção adicional contra espiões oficiais e outros tipos de hackers.

Seu processador A7 é de 64 bits, e, somado a um co-processador de movimentos, o M7, promete ser até 40 vezes mais potente e rápido do que o original iPhone, lançado há 6 anos. O M7 vai integrado ao acelerômetro, ao giroscópio e à bússola do aparelho, tornando mais precisos e focados os aplicativos de malhação, saúde e localização.

Para aproveitar os 64 bits, os aplicativos serão progressivamente migrados para processar dados em blocos maiores do que nos anteriores de 32 bits. A Apple diz que os aplicativos nativos do iOS7 já têm versão de 64 bits, inclusive o tão polêmico Maps, que substituiu o Google Maps quando do lançamento do iOS6.

Fica em produção o iPhone 4S, para promoções das operadoras, muitas das quais deverão oferecê-lo gratuitamente, com algum contrato de fidelidade por 1 ou 2 anos.

Espremendo tudo, o gostinho bom do suco é o da compatibilidade dos novos iPhone com o 4G brasileiro. Por coincidência, hoje eu consegui, no meu smartphone, navegar na rede 4G, pela primeira vez, com taxas de download de 10Mb e de upload de 7. Bem-vindos, iPhone 5C e 5S, quando for que vocês chegarem!  

IFA 2013: O quente é Wearable Technology

Quando acaba o verão no hemisfério norte, acontece a IFA – Internationale Funkausstellung, em Berlim, Alemanha. É uma grande feira de gadgets eletrônicos que, este ano, apresenta muitas de novidades da maioria dos grandes fabricantes digitais. Ausente a Apple, que faz seus anúncios a partir de Cupertino, nesta terça. A Nokia, recém adquirida pela Microsoft e as gigantes chinesas ZTE e Huawei estão lá, mas apenas para marcar presença.

Assim, a ação e a atenção estão com os fabricantes de televisores com a tecnologia Ultra HD, que demora para chegar aqui, e com os super relógios digitais capitaneados pelo Samsung Galaxy Gear e pelo Sony SmartWatch 2, além de outros modelos menos cotados. Ambos correm atrás do mesmo público, os absolutamente fanáticos por novidades tecnológicas e as legiões de fãs das duas marcas asiáticas. E devem custar entre 200 dólares e 200 euros.

Os dois relógios de pulso mostram que a imaginação de Chester Gould, o autor de Dick Tracy, nos quadrinhos de 1940 finalmente virou realidade: Um relógio com múltiplas funções ,de comunicação a localização que pode até mostrar as horas. O espaço anunciado para o iWatch, da Apple, acaba sendo ocupado pela concorrência.

Ambos os smartwatches fazem o tipo cebolão, com displays de quase 2″. O Galaxy Gear sincroniza redondo com os smartphones mais modernos da Samsung, tem câmera para fotos e vídeos, acelerômetro para monitorar malhação, pode tocar música, dar previsão do tempo…

O SmartWatch 2 é um Android, como seu concorrente, e sucede, claro, o 1, que nem apareceu nas paradas de sucesso de gadgets. O 2 promete conversar com smartphones de várias marcas. Tem conexão NFC (Near Field Communication), que pode ser o futuro padrão para compras digitais.

Junto com a chegada a conta-gotas do Google Glass, que pretende criar a realidade aumentada da visão, esses relógios, cheios de funcionalidades, sinalizam que a tal da Wearable Technology chegou para ficar. Ainda sem nome definitivo em inglês, e sem uma tradução convincente para o português, esse neologismo agrupa produtos digitais que vamos vestir ou usar, no futuro, como hoje fazemos com óculos, relógios, sapatos…

Mas a IFA 2013 também mostra gadgets inúteis, e nesse quesito, a francesa Alcatel leva a taça: um controle remoto para smartphone… Já pensou????

Apple tem Keynote nesta terça, 10. Não espere nada ‘wow’!

MacProNesta terça, 10 de setembro, tem keynote da Apple. Depois de alguma especulação meio desbotada, dificilmente teremos novidades uáu.

O que deveríamos esperar:

iOS7 já: a nova versão do sistema operacional para dispositivos móveis da Apple deve ter menos bugs que o 6, ser mais rápido com os novos processadores e explorar, para valer, a capacidade multitarefa, que vai aparecer mais no iPad de 10″ e, em menor escala, no iPad Mini e nos novos iPhone 5S e 5C.

O iPhone 5S deve substituir o 5, e, quem sabe este deixe de ser oferecido por conta do anúncio dos mais baratos e coloridos iPhones 5C, com corpo de plástico, em vez de metal. Para nós, brasileiros, o ideal seria se os novos 5S e 5C pudessem operar com tecnologia 4G na frequência de 2,6 GHz, padrão por aqui. Se isso ocorrer, poderemos, na teoria, aproveitar da maior velocidade do 4G.

Deve debutar  o lindo, pequenino e parrudo Mac Pro, que cabe na palma da mão e se propõe a ser o desktop mais potente que a Apple já produziu. Não deve ser barato, e, se vier para cá, vai custar mais ainda. O preço final, em reais, será 6 a 7 vezes o número de dólares necessários para tê-lo, lá fora.

O iPad pode ter melhorias, por conta do tempo decorrido do lançamento da última versão, há um ano. Mais provável que, na esteira do iPhone de plástico, cheguem iPads também coloridos, talvez anunciados agora, mas com disponibilização para mais tarde.

O intrigante é o keynote previsto para 12 horas após o da Califórnia, dirigido ao mercado chinês. Será o primeiro feito para fora dos Estados Unidos e sinaliza um mega acordo com a China Telecom e a priorização, pela Apple, daquele que já é o maior mercado do mundo.

E a iTV e o iWatch? A TV da Apple ainda não veio, o relógio, veio da Samsung.

A Samsung, que tem saído na frente com sua linha Galaxy de smartphones com sistema operacional Android, não colhe o mesmo sucesso com os tablets, embora tenha bons produtos no mercado. Mas a coreana resolveu se antecipar ao evento da Apple e anunciar seu ‘Galaxy Gear’ Smart Watch, que tem características do não lançado iWatch da Apple. E o Galaxy Gear, para ter alguma utilidade, precisa estar sincronizado com um smartphone recente da linha Galaxy.

Não dá para afirmar que esse anúncio da Samsung vá se transformar em sucesso instantâneo, até porque o Galaxy Gear ainda não tem seu preço disponível nem todas as suas características conhecidas.

Essa pressa da Samsung no anúncio do Galaxy Gear pode ser uma resposta aos anúncios, no semestre passado, do iOS7 e do MacPro no evento da Apple para desenvolvedores. Criar a expectativa, mas sem disponibilização imediata das novidades.

Mas parece estar perdida aquela onda de marketing viral, gratuito e quase espontâneo que a Apple criou a partir do lançamento do iPhone, em 2007.  Agora, a batalha é por ampliação de market-share, consolidação de marcas e plataformas. Foi-se o encantamento!

O Porsche e o 4G

Há um ano atrás, eu dirigia em Curitiba pela Ubaldino do Amaral, sentido Jardim Botânico, tentando chegar até a Visconde de Guarapuava. Trânsito congestionado, coisa absolutamente normal. E eu com compromisso profissional passível de atraso. Aí, o inusitado acontece:

À frente de meu carro, um reluzente Porsche Panamera, com placas do interior do Estado, e seu motorista, possivelmente o dono, estava claramente nervoso, com o vidro aberto e agitando o braço esquerdo, que estava para fora. Ele falava ao celular.

Estávamos ambos na faixa da direita, que era a pior. A da esquerda até que se movia. Aí aparece um Fiat Mille surrado, de uma dessas empresas de instalação de operadora de telefonia, com uma escada presa ao rack to teto. Vidros abertos, seu motorista olhava para o Porsche com admiração. Ele se movia talvez a 4 km/hora, o Porsche parado, o dono irritado.

O cara do Fiat, por algum motivo que não vem ao caso, ao passar pelo Porsche deu duas buzinadas curtas e um aceno de mão para o irado cidadão do interior. Este, espumando, fez o gesto clássico com a mão esquerda fechada e o dedo médio em riste. O do Fiat riu, buzinou outra vez e se foi.

Eu não havia associado essa cena à tecnologia, até que resolvi analisar o histórico das conexões de meu smartphone, devidamente equipado com um chip e um plano 4G. Aí pude entender o cara do Porsche: Em 20 medições, só uma acima de 5 megabits; uma com pouco mais de 3 Mb, três entre 1 e 1,5 Mb e as demais abaixo de 1Mb. Numa delas, 161 kilobits por segundo, coisa de rede 2G.

“OK”, justificarão alguns, “você está usando uma rede em implantação, sujeita a instabilidades, cobertura não é plena, ainda. Paciência, Guy!”, ou: “se você mudasse de operadora, as coisas iriam melhorar”, ou ainda “bem feito, quem mandou gastar dinheiro sem saber da qualidade dos serviços?”.

É, acho que fui cedo demais ao 4G. Mas não pude deixar de fazer um paralelo do meu smartphone com o Porsche Panamera do ano passado. Posso até argumentar que meu investimento foi menor do que o dele, e que, logo, logo estarei navegando com o smartphone a velocidades dignas de um Porsche numa Autobahn alemã.

Acho que entrei numa fria…

Mas voltando à cena da Ubaldino, eu estava atrasado para minha reunião. Graças à tecnologia SMS, recebi um torpedo de meu cliente avisando que ele estava atrasado, por conta do trânsito. Respondi: “Não esquenta, eu aguardo!”. E aguardei. No trânsito!