>Redes Sociais: Rumo ao Novo Modelo
>2011 pode ficar marcado como o ano da consolidação do modelo de Redes Sociais onde a iniciativa e o poder, efetivamente, derivam do indivíduo, organizado segundo suas necessidades, suas competências e, especialmente, segundo as circunstâncias.
Vale destacar três fatos relevantes e recentes: As rebeliões populares no norte da África e no Oriente Médio, a catástrofe do Japão e as chuvas que causaram danos nas estradas, cidades e montanhas no Paraná.
1- A chuvarada no Paraná: Começando pela mais próxima do blogueiro e talvez a mais simples de entender e explicar: Chuvas fortes causam impacto devastador em duas das principais rodovias que ligam Curitiba ao litoral: as BR 277e 376, com deslizamento de barreiras, queda de pontes e inundação de pistas, isolando o litoral e causando graves danos às cidades de Paranaguá, Morretes e Antonina, sem falar com os transtornos logísticos de fazer chegar a carga de grãos ao porto.
Com o número de emergência da Polícia Rodoviária Federal congestionado por excesso de chamados, a solução adotada pela PRF foi a criaçãp de um perfil no Twitter para que a comunidade usuária das estradas pudesse reportar problemas ou buscar auxílio. Resultado: em menos de 24 horas milhares de pessoas passaram a seguir o perfil @PRF191PR agora usado também para o combate ao tráfico e tráfego de drogas em nossas rodovias.
A sacada foi a constatação de que uma parcela expressiva dos motoristas dispõem de aparelhos portáteis com acesso à internet.
Ponto para a PRF!
2- Terremoto, Tsunami e Radiação no Japão: Mesmo para um povo acostumado a catástrofes da natureza, essa última foi demais. Um terremoto de intensidade 8.9 na escala Richter, seguida de tsunamis que varreram a costa nordeste do país, incluindo o complexo de usinas nucleares de Nagashima, gerando níveis preocupantes de radiação, consequência do vazamento de gás dos reatores.
Passada a fase inicial de colapso quase total nas comunicações, lá surgiram as redes sociais não só para comunicar mortos e feridos, mas também de sobreviventes e, sobretudo, na mobilização de uma intensa e global rede de solidariedade e de apoio aos japoneses. Além de imagens da tragédia capturadas em sua maioria por celulares de quem estava no meio da tragédia, o ponto alto foi, sem dúvida, a localização de muitos sobreviventes sob os escombros que foram localizados através do sinal de seus celulares.
3- Fora Ditadores! O fenômeno da queda dos regimes ditatoriais longevos da Tunísia e do Egito, mais a quase guerra civil da Líbia e os protestos no Iemen, no Bahrein, na Síria e em outros países do Mediterrâneo não teve como origem as redes sociais. Mas foram elas, sem dúvida, que permitiram que a comunicação entre os insatisfeitos superasse a barreira de regimes policialescos onde a censura era -ou ainda é- um fato da vida para os cidadãos.
É possível afirmar que, sem a existência das redes sociais esse processo seria mais logo e dolorido, sem falar na possibilidade da demora no processo de transição.
====
Levantada a bola das redes sociais, cabe registrar o lado ruim delas, que são boatos infundados, informações falsas, capazes de criar ainda mais pânico ou dor ou simplesmente de desviar a atenção dos fatos reais.
Esse é o preço a pagar pela liberdade de expressão levada quase que à plenitude pela internet e pelas redes sociais.
Talvez o próximo passo seja a educação dos usuários para saber separar o joio do trigo. Para não mais acontecer o que um amigo meu, fã incondicional de comida japonesa, me disse após a tragédia do Japão, por conta de notícias alarmistas de contaminação de alimentos, inclusive os de lá exportados, afirmando que iria parar de consumir sushis e sashimis, sem se dar conta dos controles sanitários existentes no mundo e, principalmente, que nossos pratos de culinária japones usam essencialmente ingredientes nacionais ou, no máximo, peixes do litoral do Chile ou do Peru.
Mas, de todo modo, fazendo a contabilidade dos prós e dos contras, nos três episódios, a tecnologia digital e as redes sociais marcaram importantes pontos para informar e, especialmente, para minorar os problemas dos atingidos pelas catástrofes.
Redes Sociais: Rumo ao Novo Modelo
2011 pode ficar marcado como o ano da consolidação do modelo de Redes Sociais onde a iniciativa e o poder, efetivamente, derivam do indivíduo, organizado segundo suas necessidades, suas competências e, especialmente, segundo as circunstâncias.
Vale destacar três fatos relevantes e recentes: As rebeliões populares no norte da África e no Oriente Médio, a catástrofe do Japão e as chuvas que causaram danos nas estradas, cidades e montanhas no Paraná.
1- A chuvarada no Paraná: Começando pela mais próxima do blogueiro e talvez a mais simples de entender e explicar: Chuvas fortes causam impacto devastador em duas das principais rodovias que ligam Curitiba ao litoral: as BR 277e 376, com deslizamento de barreiras, queda de pontes e inundação de pistas, isolando o litoral e causando graves danos às cidades de Paranaguá, Morretes e Antonina, sem falar com os transtornos logísticos de fazer chegar a carga de grãos ao porto.
Com o número de emergência da Polícia Rodoviária Federal congestionado por excesso de chamados, a solução adotada pela PRF foi a criaçãp de um perfil no Twitter para que a comunidade usuária das estradas pudesse reportar problemas ou buscar auxílio. Resultado: em menos de 24 horas milhares de pessoas passaram a seguir o perfil @PRF191PR agora usado também para o combate ao tráfico e tráfego de drogas em nossas rodovias.
A sacada foi a constatação de que uma parcela expressiva dos motoristas dispõem de aparelhos portáteis com acesso à internet.
Ponto para a PRF!
2- Terremoto, Tsunami e Radiação no Japão: Mesmo para um povo acostumado a catástrofes da natureza, essa última foi demais. Um terremoto de intensidade 8.9 na escala Richter, seguida de tsunamis que varreram a costa nordeste do país, incluindo o complexo de usinas nucleares de Nagashima, gerando níveis preocupantes de radiação, consequência do vazamento de gás dos reatores.
Passada a fase inicial de colapso quase total nas comunicações, lá surgiram as redes sociais não só para comunicar mortos e feridos, mas também de sobreviventes e, sobretudo, na mobilização de uma intensa e global rede de solidariedade e de apoio aos japoneses. Além de imagens da tragédia capturadas em sua maioria por celulares de quem estava no meio da tragédia, o ponto alto foi, sem dúvida, a localização de muitos sobreviventes sob os escombros que foram localizados através do sinal de seus celulares.
3- Fora Ditadores! O fenômeno da queda dos regimes ditatoriais longevos da Tunísia e do Egito, mais a quase guerra civil da Líbia e os protestos no Iemen, no Bahrein, na Síria e em outros países do Mediterrâneo não teve como origem as redes sociais. Mas foram elas, sem dúvida, que permitiram que a comunicação entre os insatisfeitos superasse a barreira de regimes policialescos onde a censura era -ou ainda é- um fato da vida para os cidadãos.
É possível afirmar que, sem a existência das redes sociais esse processo seria mais logo e dolorido, sem falar na possibilidade da demora no processo de transição.
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Levantada a bola das redes sociais, cabe registrar o lado ruim delas, que são boatos infundados, informações falsas, capazes de criar ainda mais pânico ou dor ou simplesmente de desviar a atenção dos fatos reais.
Esse é o preço a pagar pela liberdade de expressão levada quase que à plenitude pela internet e pelas redes sociais.
Talvez o próximo passo seja a educação dos usuários para saber separar o joio do trigo. Para não mais acontecer o que um amigo meu, fã incondicional de comida japonesa, me disse após a tragédia do Japão, por conta de notícias alarmistas de contaminação de alimentos, inclusive os de lá exportados, afirmando que iria parar de consumir sushis e sashimis, sem se dar conta dos controles sanitários existentes no mundo e, principalmente, que nossos pratos de culinária japones usam essencialmente ingredientes nacionais ou, no máximo, peixes do litoral do Chile ou do Peru.
Mas, de todo modo, fazendo a contabilidade dos prós e dos contras, nos três episódios, a tecnologia digital e as redes sociais marcaram importantes pontos para informar e, especialmente, para minorar os problemas dos atingidos pelas catástrofes.
>Um Incidente Nuclear
>Vou sair um pouco dos temas de tecnologia digital e apresentar aqui um depoimento de meu amigo e parceiro de negócios John Vanston, PhD, Chairman da Technology Futures, Inc, a respeito do incidente nuclear de Fukushima, Japão.
John é engenheiro nuclear de formação e militar reformado do exército americano. Fundou a Technology Futures, Inc., uma incrível empresa de consultoria em gestão e previsões tecnológicas que atende às mais importantes empresas globais e governos mundo afora.
Mas, acima de tudo, John é uma pessoa excepcional, que eu tenho o privilégio de conhecer e partilhar de sua amizade.
Segue seu depoimento:
=============
UM INCIDENTE NUCLEAR
As notícias das dificuldades nucleares do Japão trouxeram à minha mente uma história interessante, mas preocupante e que não é muito conhecida. Para aqueles que sofrem um pouco de enjoo, eu sugiro que não leiam esta mensagem.
Meu último trabalho foi no Exército com a Agência de Suporte à Defesa Atômica (DASA, em inglês). Nesta posição, eu servi como Diretor do Grupo de Teste em dois testes nucleares subterrâneos. Em ambos os testes, eu trabalhei com um civil que havia trabalhado no campo de testes de Nevada por vários anos. Durante essa missão ele esteve envolvido no único incidente com reatores nucleares dos EUA em que uma vida foi perdida.
Este incidente ocorreu em um reator que estava sendo testado pelo Exército (para energia, não para armas). Em uma manhã de sábado, quando apenas uma equipe reduzida estava em serviço, um dos operadores de reator removeu todas as barras de controle no reator. (Há rumores de que o operador tinha acabado de ter uma briga com sua namorada de longa data, e esta foi sua maneira de cometer suicídio.)
Com as hastes de controle removidas do reator. este ficou fora de controle e rapidamente transformou a água de resfriamento em vapor que disparou uma das barras de combustível para fora do reator como um tiro de bala de canhão. As hastes de combustível ejetadas bateram no peito do operador e ele foi jogado para o teto da sala do reator, onde ficou preso.
Obviamente, seu corpo teve que ser retirado do teto, mas isso não foi um evento que a DASA tinha previsto ou planejado. A única solução que poderia ser pensada foi a de enviar uma equipe para a sala do reator e remover o corpo. Essa ação obrigou-os a lidar com a vara de combustível extremamente radioativa, assim como o cadaver agora radioativo. Esta foi, obviamente, uma tarefa muito perigosa.
Os gestores do local solicitaram voluntários para essa tarefa, e meu amigo foi uma das três pessoas que se voluntariaram e, em seguida, completou essa terrível tarefa. Calcula-se que os três receberam uma dose radioativa de mais de cinqüenta REM. Esperava-se que os três estariam mortos dentro de poucos dias. (Para comparação, as equipes de trabalho no reator japonês está limitado a dose não superior a um décimo do REM).
Uma vez que essa pessoa [meu amigo] permaneceu não apenas vivo, mas aparentemente em boa saúde, anos após o incidente, as previsões estavam, obviamente, erradas. Aparentemente o corpo consegue diminuir os efeitos dos danos causados pela radiação ao longo do tempo, se não houver exposição adicional.
Embora esta história éesteja baseada nas observações de um indivíduo, eu não tenho nenhuma razão para acreditar que não seja verdadeira nem exata. Tenho verificado algumas das afirmações desse amigo e encontrei vários fatos que comprovam a sua história e nada que conflite com o que ele me disse.
Durante meu tempo no programa de armas nucleares e meu envolvimento posterior em experiências nucleares na faculdade, eu, sem dúvida, fui exposto a algum nível de radiação. No entanto, eu não notei nenhum dano grave, exceto que eu às vezes, tomar decisões muito burras. No entanto, não estou seguro de que isso possa ser imputado aos raios Betas e Gama.
Vários anos atrás, a história de outra de minhas experiências nucleares foi publicado na revista American Heritage. Se alguém quiser uma cópia, eu posso eenviá-la por e-mail*.
============
*Nota do blogueiro e tradutor: trata-se de uma experiência do John Vanston durante uma explosão nuclear de teste no deseto de Nevada, onde ele estava a cerca de 1 km do local da explosão.
Um Incidente Nuclear
Vou sair um pouco dos temas de tecnologia digital e apresentar aqui um depoimento de meu amigo e parceiro de negócios John Vanston, PhD, Chairman da Technology Futures, Inc, a respeito do incidente nuclear de Fukushima, Japão.
John é engenheiro nuclear de formação e militar reformado do exército americano. Fundou a Technology Futures, Inc., uma incrível empresa de consultoria em gestão e previsões tecnológicas que atende às mais importantes empresas globais e governos mundo afora.
Mas, acima de tudo, John é uma pessoa excepcional, que eu tenho o privilégio de conhecer e partilhar de sua amizade.
Segue seu depoimento:
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UM INCIDENTE NUCLEAR
As notícias das dificuldades nucleares do Japão trouxeram à minha mente uma história interessante, mas preocupante e que não é muito conhecida. Para aqueles que sofrem um pouco de enjoo, eu sugiro que não leiam esta mensagem.
Meu último trabalho foi no Exército com a Agência de Suporte à Defesa Atômica (DASA, em inglês). Nesta posição, eu servi como Diretor do Grupo de Teste em dois testes nucleares subterrâneos. Em ambos os testes, eu trabalhei com um civil que havia trabalhado no campo de testes de Nevada por vários anos. Durante essa missão ele esteve envolvido no único incidente com reatores nucleares dos EUA em que uma vida foi perdida.
Este incidente ocorreu em um reator que estava sendo testado pelo Exército (para energia, não para armas). Em uma manhã de sábado, quando apenas uma equipe reduzida estava em serviço, um dos operadores de reator removeu todas as barras de controle no reator. (Há rumores de que o operador tinha acabado de ter uma briga com sua namorada de longa data, e esta foi sua maneira de cometer suicídio.)
Com as hastes de controle removidas do reator. este ficou fora de controle e rapidamente transformou a água de resfriamento em vapor que disparou uma das barras de combustível para fora do reator como um tiro de bala de canhão. As hastes de combustível ejetadas bateram no peito do operador e ele foi jogado para o teto da sala do reator, onde ficou preso.
Obviamente, seu corpo teve que ser retirado do teto, mas isso não foi um evento que a DASA tinha previsto ou planejado. A única solução que poderia ser pensada foi a de enviar uma equipe para a sala do reator e remover o corpo. Essa ação obrigou-os a lidar com a vara de combustível extremamente radioativa, assim como o cadaver agora radioativo. Esta foi, obviamente, uma tarefa muito perigosa.
Os gestores do local solicitaram voluntários para essa tarefa, e meu amigo foi uma das três pessoas que se voluntariaram e, em seguida, completou essa terrível tarefa. Calcula-se que os três receberam uma dose radioativa de mais de cinqüenta REM. Esperava-se que os três estariam mortos dentro de poucos dias. (Para comparação, as equipes de trabalho no reator japonês está limitado a dose não superior a um décimo do REM).
Uma vez que essa pessoa [meu amigo] permaneceu não apenas vivo, mas aparentemente em boa saúde, anos após o incidente, as previsões estavam, obviamente, erradas. Aparentemente o corpo consegue diminuir os efeitos dos danos causados pela radiação ao longo do tempo, se não houver exposição adicional.
Embora esta história éesteja baseada nas observações de um indivíduo, eu não tenho nenhuma razão para acreditar que não seja verdadeira nem exata. Tenho verificado algumas das afirmações desse amigo e encontrei vários fatos que comprovam a sua história e nada que conflite com o que ele me disse.
Durante meu tempo no programa de armas nucleares e meu envolvimento posterior em experiências nucleares na faculdade, eu, sem dúvida, fui exposto a algum nível de radiação. No entanto, eu não notei nenhum dano grave, exceto que eu às vezes, tomar decisões muito burras. No entanto, não estou seguro de que isso possa ser imputado aos raios Betas e Gama.
Vários anos atrás, a história de outra de minhas experiências nucleares foi publicado na revista American Heritage. Se alguém quiser uma cópia, eu posso eenviá-la por e-mail*.
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*Nota do blogueiro e tradutor: trata-se de uma experiência do John Vanston durante uma explosão nuclear de teste no deseto de Nevada, onde ele estava a cerca de 1 km do local da explosão.
>O Despertar das Gigantes
>O mundo da mobilidade foi comunicado: as gigantes Nokia, Microsoft e HP acordaram e prometem dar trabalho, muito trabalho, às líderes de mercado com a nova geração de produtos e serviços.
Depois de muitas especulações de que a Microsoft compraria a Nokia ou que ambas fariam alianças estratégicas e outros comunicados e análises, ficou claro que, nessa configuração de parceria, a Nokia desenvolve o hardware e a Microsoft fornece o Windows Phone 7 como plataforma para os aplicativos. O objetivo anunciado é suculento: criar um novo ecosistema global de mobilidade. Nada menos que isso.
Faz sentido: A Microsoft dominou por décadas a computação pessoal e ainda hoje a imensa maioria de desktops e laptops são movidos a Windows; a Nokia, de outro lado, popularizou o universo dos celulares com seus aparelhos robustos, fáceis de usar e que têm como sistema operacional o Symbian, que, definitivamente não conseguiu emplacar no mundo dos smartphones e tablets.
A também gigante HP, que muita gente achava que iria ficar para trás, anunciou o seu tablet TouchPad, sem ficar corada pelo empréstimo do nome do dispositivo sensível ao toque presente em quase todos os notebooks do mercado. Com tela de 10″, câmera fotográfica e interface USB, ele tem tudo que o iPad 2 deverá ter, menos o conteúdo. O sistema operacional é o excelente e revitalizado webOS, da extinta Palm, comprada pela HP tempos atrás e que foi a pioneira no mercado em dispositivos digitais portáteis.
Não tenho dúvidas de que esses gigantes vão incomodar a liderança da Apple e o crescimento vertiginoso do Android, sem falar na focada e sólida RIM com seus Blackberries solidamente entrincheirados no mundo corporativo, onde a mobilidade ainda é quase que totalmente dedicada à checagem de e-mails e ao acesso a poucos sites e aplicativos dedicados.
Sinaliza também que o mercado da mobilidade vai entrar em uma nova fase, mais madura, onde o encantamento inicial criado pela Apple pode não ser mais o efeito determinante na decisão de compra.
No entanto, o grande desafio a ser superado está na quantidade e na qualidade das centenas de milhares de apps já disponíveis nos ambientes iOS e Android.
Mas a guerra está declarada. Os demais entrantes no mercado de smartphones e tablets vão ter que se allinhar a uma dessas plataformas: os já famosos iOS e Android e os gigantes Microsoft/Nokia e HP.
A RIM e seu Blackberry pode ser um caso a parte, dada sua zona de conforto nas empresas. Mas é difícil imaginar um ambiente corporativo em 3 ou 4 anos que aposte suas fichas em um produto de nicho, embora extremamente competente no que faz.
Eu até arriscaria um palpite -de resto já contemplado em análises de cenário nos eventos maiores de tecnologia- que a RIM está, na moita, estudando em qual porto vai lançar âncoras para a próxima geração de produtos.
Mas vai ser fascinante observar e participar dos próximos lances!
O Despertar das Gigantes
O mundo da mobilidade foi comunicado: as gigantes Nokia, Microsoft e HP acordaram e prometem dar trabalho, muito trabalho, às líderes de mercado com a nova geração de produtos e serviços.
Depois de muitas especulações de que a Microsoft compraria a Nokia ou que ambas fariam alianças estratégicas e outros comunicados e análises, ficou claro que, nessa configuração de parceria, a Nokia desenvolve o hardware e a Microsoft fornece o Windows Phone 7 como plataforma para os aplicativos. O objetivo anunciado é suculento: criar um novo ecosistema global de mobilidade. Nada menos que isso.
Faz sentido: A Microsoft dominou por décadas a computação pessoal e ainda hoje a imensa maioria de desktops e laptops são movidos a Windows; a Nokia, de outro lado, popularizou o universo dos celulares com seus aparelhos robustos, fáceis de usar e que têm como sistema operacional o Symbian, que, definitivamente não conseguiu emplacar no mundo dos smartphones e tablets.
A também gigante HP, que muita gente achava que iria ficar para trás, anunciou o seu tablet TouchPad, sem ficar corada pelo empréstimo do nome do dispositivo sensível ao toque presente em quase todos os notebooks do mercado. Com tela de 10″, câmera fotográfica e interface USB, ele tem tudo que o iPad 2 deverá ter, menos o conteúdo. O sistema operacional é o excelente e revitalizado webOS, da extinta Palm, comprada pela HP tempos atrás e que foi a pioneira no mercado em dispositivos digitais portáteis.
Não tenho dúvidas de que esses gigantes vão incomodar a liderança da Apple e o crescimento vertiginoso do Android, sem falar na focada e sólida RIM com seus Blackberries solidamente entrincheirados no mundo corporativo, onde a mobilidade ainda é quase que totalmente dedicada à checagem de e-mails e ao acesso a poucos sites e aplicativos dedicados.
Sinaliza também que o mercado da mobilidade vai entrar em uma nova fase, mais madura, onde o encantamento inicial criado pela Apple pode não ser mais o efeito determinante na decisão de compra.
No entanto, o grande desafio a ser superado está na quantidade e na qualidade das centenas de milhares de apps já disponíveis nos ambientes iOS e Android.
Mas a guerra está declarada. Os demais entrantes no mercado de smartphones e tablets vão ter que se allinhar a uma dessas plataformas: os já famosos iOS e Android e os gigantes Microsoft/Nokia e HP.
A RIM e seu Blackberry pode ser um caso a parte, dada sua zona de conforto nas empresas. Mas é difícil imaginar um ambiente corporativo em 3 ou 4 anos que aposte suas fichas em um produto de nicho, embora extremamente competente no que faz.
Eu até arriscaria um palpite -de resto já contemplado em análises de cenário nos eventos maiores de tecnologia- que a RIM está, na moita, estudando em qual porto vai lançar âncoras para a próxima geração de produtos.
Mas vai ser fascinante observar e participar dos próximos lances!
>Um novo patamar tecnologico?
>As grandes transformações na tecnologia digital nos últimos 5 anos podem ser resumidas em 3 grupos, empresas, pessoas e linhas de produtos.
Nas empresas, dominaram players já estabelecidas, como Intel, Apple, Microsoft, Oracle e as coreanas LG e Samsung.
As pessoas que fizeram a diferença não são muitas, talvez resumidas a Steve Jobs e Mark Zuckerberg.
Nos produtos e serviços, ganharam destaque as siglas LED, 3D, HDTV, HDMI, Tablet, App, Redes Sociais, Smartphones, Touchscreen, Banda Larga, Localização.
É possível que essa classificação, feita de modo empírico e sem uma pesquisa quantitativa e qualitativa mais elaborada contenha omissões, injustiças e até mesmo simplificações, mas como estamos em um blog que pretende discutir a tecnologia digital e seus impactos, digamos que ela esteja colocada como percepção do blogueiro e, especialmente, como provocação para o real motivador desta postagem.
O ponto que quero fazer aqui é que, nos próximos 5 anos, dificilmente veremos ganhar destaque um novo leque de tecnologias disruptivas. O mais provável é que vejamos a maturidade de alguns sucessos já colocados e a adoção em massa de novas formas de uso de coisas já conhecidas.
Peguemos os tablets, furor do momento desde que a Apple lançou o iPad: na verdade, todos os ingredientes estavam na prateleira, apenas houve uma inteligente maneira de juntá-los em um pacote atraente e muito bem apresentado. A partir daí, os concorrentes correm atrás do prejuízo, buscando pegar parte desse mercado. Mas os tablets já existiam desde a década de 90, como conceito, como produto lançado por grandes empresas e suportado, por exemplo, pelo Windows Xp.
Não pegaram por falta de um conjunto de fatores: peso excessivo, custo alto, na faixa de US$ 10 mil, requeriam caneta especial para interagir com a tela e, sobretudo, uma anêmica oferta de aplicativos.
Falando em aplicativos, ou Apps, até o nome virou disputa jurídica entre os grandes players, que não querem que a Apple monopolize essa maneira simples de chamar as centenas de milhares de programas disponíveis, alguns sofisticados, outros nem tanto, a maioria grátis e, dos pagos, poucos excedem US$ 4,99 por uma licença única, que pode ser utilizada em mais de um dispositivo.
Smartphones e tablets, portanto, chegaram ao palco principal do mundo digital com a convergência de um grupo de tecnologias disponíveis, como internet banda larga nas redes WiFi e celular, telas sensíveis ao toque, sistemas operacionais voltados para dispositivos móveis e, sobretudo, para um conjunto de padrões que, se ainda não são padrões oficiais, ao menos o são de fato.
Peguemos os Apps que implicam em localização de um prédio ou mesmo do aparelho que portamos: 9 entre 10 das soluções disponíveis no mercado usam o Google Maps. Ponto. Isso em si já é uma adoção prática de uma plataforma quase única. Ficam talvez de fora os localizadores que usam conteudo proprietário, como os aparelhos chamados de GPS Automotivo.
No mundo dos computadores, parece que o bom e velho desktop caminha para a irrelevância de aplicações dedicadas, como a gerência de uma rede doméstica local ou de uma central de segurança, sem esquecer as aplicações corporativas que devem mantê-los vivos por muitos anos.
O laptop vai caminhar para uma zona de concorrência com os tablets, mas ganha força na medida em que substitui os desktops e também para aplicativos que requeiram teclado físico e muito poder de processamento, funcionalidades que nunca serão o forte dos tablets.
No entretenimento doméstico, a conectividade entre os aparelhos e destes com o mundo ficam padronizadas no cabo de rede local ou WiFi para acesso à internet, no HDMI para tráfego de alto volume de bits e no USB para acesso a conteúdo de computadores, filmadoras e máquinas fotográficas.
Vale ressaltar que essas siglas que designam conectividade (WiFi, HDMI e USB) só viraram lei de mercado porque os fabricantes consensaram em padrões.
Como não podemos esperar uma nova onda tecnológica, como, quem sabe, a inserção de dispositivos que aticem o olfato ou o sabor, podemos imaginar que, por exemplo, dispositivos com imagens 3D cheguem cada vez mais fortes ao mercado.
Parece óbvio que, no cinema da telona os principais títulos serão disponibilizados em três dimensões, como já ocorre hoje. No mundo doméstico, talvez até antes de termos conteúdo 3D em larga escala, seja por emissão direta das redes de TV, seja por disponibilidade de mídia BluRay, o mais provável é que o mundo 3D em casa chegue com mais força através dos consoles de games.
Faltou algo? Com certeza. Mas, descartados todos os possíveis sucessos da tecnologia até as Olimpíadas do Rio em 2016, eu creio ser possível que uma inovação que pode facilitar ainda mais a nossa vida seja o reconhecimento de voz para uma quantidade casa vez maior de dispositivos. Isso aí é coisa que já vem namorando o mercado há pelo menos 25 anos, mas não pegou. Com certeza por conta dos mesmas limitações que impediram o tablet de virar popular antes do iPad.
É provável até que você tenha um smartphone, por exemplo, que tenha aplicativos comandados por voz e você ou não saiba ou não usa por ser pouco prático. O motivo? A falta de um padrão de mercado. E isso a indústria está trabalhando forte este ano.
E as redes sociais? Com a disponibilização de banda larga -de verdade- no mundo todo, sua popularização é ineviteavel. E as duas maiores de 2011, Facebook e Twitter ainda não estão com ações em bolsa, mas já valem bilhões de dolares. Pode ser até que não sejam as dominantes de mercado em 5 anos, mas a estrada principal está pavimentada. As redes secundárias serão as especializadas, como o LinkedIn.
No momento em que escrevo essa postagem o Facebook já tem mais de 700.000.000 de contas ativas, e virou um must para empresas, políticos, profissionais de toda estirpe e estudantes. E com a turbulência no norte da África, onde a articulação de manifestações são feitas via redes sociais, os regimes estabelecidos reagem cortando acesso a internet.
Tarde demais, elas vieram para ficar. Ou não? Basta ver que muitas dessas revoluções que visaram, no passado, estabelecer ou restabelecer a democracia acabaram em regimes ditatoriais mais duros.
Talvez a questão mais relevante a ser respondida seja então se toda essa tecnologia a nossa disposição servirá, em última análise, para preservar e, em muitos casos, fomentar a democracia, a transparência e a liberdade.
Se isso se materializar, talvez seja esse o novo patamar da tecnologia que pode ser algo muito bom. Ou não…
Um novo patamar tecnologico?
As grandes transformações na tecnologia digital nos últimos 5 anos podem ser resumidas em 3 grupos, empresas, pessoas e linhas de produtos.
Nas empresas, dominaram players já estabelecidas, como Intel, Apple, Microsoft, Oracle e as coreanas LG e Samsung.
As pessoas que fizeram a diferença não são muitas, talvez resumidas a Steve Jobs e Mark Zuckerberg.
Nos produtos e serviços, ganharam destaque as siglas LED, 3D, HDTV, HDMI, Tablet, App, Redes Sociais, Smartphones, Touchscreen, Banda Larga, Localização.
É possível que essa classificação, feita de modo empírico e sem uma pesquisa quantitativa e qualitativa mais elaborada contenha omissões, injustiças e até mesmo simplificações, mas como estamos em um blog que pretende discutir a tecnologia digital e seus impactos, digamos que ela esteja colocada como percepção do blogueiro e, especialmente, como provocação para o real motivador desta postagem.
O ponto que quero fazer aqui é que, nos próximos 5 anos, dificilmente veremos ganhar destaque um novo leque de tecnologias disruptivas. O mais provável é que vejamos a maturidade de alguns sucessos já colocados e a adoção em massa de novas formas de uso de coisas já conhecidas.
Peguemos os tablets, furor do momento desde que a Apple lançou o iPad: na verdade, todos os ingredientes estavam na prateleira, apenas houve uma inteligente maneira de juntá-los em um pacote atraente e muito bem apresentado. A partir daí, os concorrentes correm atrás do prejuízo, buscando pegar parte desse mercado. Mas os tablets já existiam desde a década de 90, como conceito, como produto lançado por grandes empresas e suportado, por exemplo, pelo Windows Xp.
Não pegaram por falta de um conjunto de fatores: peso excessivo, custo alto, na faixa de US$ 10 mil, requeriam caneta especial para interagir com a tela e, sobretudo, uma anêmica oferta de aplicativos.
Falando em aplicativos, ou Apps, até o nome virou disputa jurídica entre os grandes players, que não querem que a Apple monopolize essa maneira simples de chamar as centenas de milhares de programas disponíveis, alguns sofisticados, outros nem tanto, a maioria grátis e, dos pagos, poucos excedem US$ 4,99 por uma licença única, que pode ser utilizada em mais de um dispositivo.
Smartphones e tablets, portanto, chegaram ao palco principal do mundo digital com a convergência de um grupo de tecnologias disponíveis, como internet banda larga nas redes WiFi e celular, telas sensíveis ao toque, sistemas operacionais voltados para dispositivos móveis e, sobretudo, para um conjunto de padrões que, se ainda não são padrões oficiais, ao menos o são de fato.
Peguemos os Apps que implicam em localização de um prédio ou mesmo do aparelho que portamos: 9 entre 10 das soluções disponíveis no mercado usam o Google Maps. Ponto. Isso em si já é uma adoção prática de uma plataforma quase única. Ficam talvez de fora os localizadores que usam conteudo proprietário, como os aparelhos chamados de GPS Automotivo.
No mundo dos computadores, parece que o bom e velho desktop caminha para a irrelevância de aplicações dedicadas, como a gerência de uma rede doméstica local ou de uma central de segurança, sem esquecer as aplicações corporativas que devem mantê-los vivos por muitos anos.
O laptop vai caminhar para uma zona de concorrência com os tablets, mas ganha força na medida em que substitui os desktops e também para aplicativos que requeiram teclado físico e muito poder de processamento, funcionalidades que nunca serão o forte dos tablets.
No entretenimento doméstico, a conectividade entre os aparelhos e destes com o mundo ficam padronizadas no cabo de rede local ou WiFi para acesso à internet, no HDMI para tráfego de alto volume de bits e no USB para acesso a conteúdo de computadores, filmadoras e máquinas fotográficas.
Vale ressaltar que essas siglas que designam conectividade (WiFi, HDMI e USB) só viraram lei de mercado porque os fabricantes consensaram em padrões.
Como não podemos esperar uma nova onda tecnológica, como, quem sabe, a inserção de dispositivos que aticem o olfato ou o sabor, podemos imaginar que, por exemplo, dispositivos com imagens 3D cheguem cada vez mais fortes ao mercado.
Parece óbvio que, no cinema da telona os principais títulos serão disponibilizados em três dimensões, como já ocorre hoje. No mundo doméstico, talvez até antes de termos conteúdo 3D em larga escala, seja por emissão direta das redes de TV, seja por disponibilidade de mídia BluRay, o mais provável é que o mundo 3D em casa chegue com mais força através dos consoles de games.
Faltou algo? Com certeza. Mas, descartados todos os possíveis sucessos da tecnologia até as Olimpíadas do Rio em 2016, eu creio ser possível que uma inovação que pode facilitar ainda mais a nossa vida seja o reconhecimento de voz para uma quantidade casa vez maior de dispositivos. Isso aí é coisa que já vem namorando o mercado há pelo menos 25 anos, mas não pegou. Com certeza por conta dos mesmas limitações que impediram o tablet de virar popular antes do iPad.
É provável até que você tenha um smartphone, por exemplo, que tenha aplicativos comandados por voz e você ou não saiba ou não usa por ser pouco prático. O motivo? A falta de um padrão de mercado. E isso a indústria está trabalhando forte este ano.
E as redes sociais? Com a disponibilização de banda larga -de verdade- no mundo todo, sua popularização é ineviteavel. E as duas maiores de 2011, Facebook e Twitter ainda não estão com ações em bolsa, mas já valem bilhões de dolares. Pode ser até que não sejam as dominantes de mercado em 5 anos, mas a estrada principal está pavimentada. As redes secundárias serão as especializadas, como o LinkedIn.
No momento em que escrevo essa postagem o Facebook já tem mais de 700.000.000 de contas ativas, e virou um must para empresas, políticos, profissionais de toda estirpe e estudantes. E com a turbulência no norte da África, onde a articulação de manifestações são feitas via redes sociais, os regimes estabelecidos reagem cortando acesso a internet.
Tarde demais, elas vieram para ficar. Ou não? Basta ver que muitas dessas revoluções que visaram, no passado, estabelecer ou restabelecer a democracia acabaram em regimes ditatoriais mais duros.
Talvez a questão mais relevante a ser respondida seja então se toda essa tecnologia a nossa disposição servirá, em última análise, para preservar e, em muitos casos, fomentar a democracia, a transparência e a liberdade.
Se isso se materializar, talvez seja esse o novo patamar da tecnologia que pode ser algo muito bom. Ou não…
>Programa de Índio
>Há uma expressão antiga e politicamente incorreta para uma atividade pouco agradável ou intelectualmente baixa, dependendo do ponto de vista: Programa de Índio!
Pois bem, aqui vou tratar de três tipos de índios e buscar apontar aonde está o verdadeiro programa de índio.
O Índio 1 é o aborígene clássico, aquele latifundiário com direitos estabelecidos em nossa Constituição, mas que já foi intensamente explorado pelos colonizadores brancos que por aqui aportaram a partir de 1500. Mesmo criticadas por não-índios pelos privilégios concedidos, vemos que, nas Américas normalmente existem normas legais para proteger as poucas remanescentes tribos indígenas. O Brasil foi só um dos últimos países a estabelecer um estatuto legal para esses povos.
O Índio 2 é o cidadão brasileiro comum que tem ou esse prenome (vide o candidato a vice na chapa de José Serra nas últimas eleições, o Índio da Costa, que andou desferindo bordunadas verbais nos adversários) ou algum prenome ou mesmo sobrenome que remetem à cultura indígena, o que pode indicar homenagem aos ou descendências dos primeiros habitantes humanos de nossa terra.
Chegando ao terreno da tecnologia, o tema central desse blog, vemos que existe um Índio 3 que é bem difundido mas poucos sabem que existe. Falamos do Índio metal branco de símbolo In, prateado, macio, de número atômico 49 e massa atômica 114,76 que é muito usado na eletrônica moderna em telas sensíveis ao toque, ou touch-screen, como queiram nossos leitores.
Essas modernas maravilhas que facilitam nossa interação com dispositivos digitais com um simples toque de dedos possuem um componente baseado no óxido de índio-estanho, ou OIE na sigla brasileira. É o índio que tem propriedades de transparência e condutividade mais adequadas ao uso em massa de telas touch-screen.
Mas esse índio é raro no mundo, subproduto de mineração de outro metal e de difícil ou por vezes desinteressante extração. Mais ainda, a maioria das minas que possuem minério com concentrações razoáveis estão na Super China, a provável maior potência econômica do século 21. Ela tem tecnologia, capacidade produtiva, vontade focada e disciplina de ser a primeira em tudo e, especialmente, determinação de investir pesado em educação, pesquisa e desenvolvimento, ou P&D para os íntimos….
Para mim, aqui surge o verdadeiro programa de índio do Brasil de 2011: sua pouca relevância em programas de P&D aplicada e, antes disso, o nosso já medido e reconhecido gap na área educacional.
Já ouvi em debates que isso não é relevante, que temos tempo de recuperação, e coisas do gênero.
Mas é inegável que, embora alguns pesquisdores nossos aqui no Brasil começam a se interessar pelo Índio 3, lá fora os cientistas do ramo já desenvolvem alternativas ao OIE, não só para evitar a dependência de um metal escasso e com reservas no fim, mas também para atender aos requisitos da próxima geração de telas de todos os tamanhos que cada vez mais fazem parte de nosso dia-a-dia.
Quando tivermos dominado o ciclo do índio aqui, se é que conseguiremos, faltará o In, ou o metal índio, e novos materiais já terão tomado seu lugar sem a nossa participação.
Enquanto o tema P&D seguir sendo tratado com entendimentos diversos por governo, academia e empresas, e ainda por cima com pouco dinheiro em jogo, tenderemos a ser cada vez mais colonizados tecnologica e economicamente.
Assim como os índios originais, aqueles que o foram a partir do século XVI pelos portugueses, pelos espanhóis, pelos franceses, pelos ingleses, pelos holandeses, pelos…
Aí o jeito vai ser sair pelado por aí e trocar os minerais, a água e as florestas que sobrarem pelas novas quinquilharias que surgirem, como versões modernas dos espelhinhos, das pistolas e das aguardentes que eles (os neo-colonizadores) possam nos oferecer.
Programa de Índio
Há uma expressão antiga e politicamente incorreta para uma atividade pouco agradável ou intelectualmente baixa, dependendo do ponto de vista: Programa de Índio!
Pois bem, aqui vou tratar de três tipos de índios e buscar apontar aonde está o verdadeiro programa de índio.
O Índio 1 é o aborígene clássico, aquele latifundiário com direitos estabelecidos em nossa Constituição, mas que já foi intensamente explorado pelos colonizadores brancos que por aqui aportaram a partir de 1500. Mesmo criticadas por não-índios pelos privilégios concedidos, vemos que, nas Américas normalmente existem normas legais para proteger as poucas remanescentes tribos indígenas. O Brasil foi só um dos últimos países a estabelecer um estatuto legal para esses povos.
O Índio 2 é o cidadão brasileiro comum que tem ou esse prenome (vide o candidato a vice na chapa de José Serra nas últimas eleições, o Índio da Costa, que andou desferindo bordunadas verbais nos adversários) ou algum prenome ou mesmo sobrenome que remetem à cultura indígena, o que pode indicar homenagem aos ou descendências dos primeiros habitantes humanos de nossa terra.
Chegando ao terreno da tecnologia, o tema central desse blog, vemos que existe um Índio 3 que é bem difundido mas poucos sabem que existe. Falamos do Índio metal branco de símbolo In, prateado, macio, de número atômico 49 e massa atômica 114,76 que é muito usado na eletrônica moderna em telas sensíveis ao toque, ou touch-screen, como queiram nossos leitores.
Essas modernas maravilhas que facilitam nossa interação com dispositivos digitais com um simples toque de dedos possuem um componente baseado no óxido de índio-estanho, ou OIE na sigla brasileira. É o índio que tem propriedades de transparência e condutividade mais adequadas ao uso em massa de telas touch-screen.
Mas esse índio é raro no mundo, subproduto de mineração de outro metal e de difícil ou por vezes desinteressante extração. Mais ainda, a maioria das minas que possuem minério com concentrações razoáveis estão na Super China, a provável maior potência econômica do século 21. Ela tem tecnologia, capacidade produtiva, vontade focada e disciplina de ser a primeira em tudo e, especialmente, determinação de investir pesado em educação, pesquisa e desenvolvimento, ou P&D para os íntimos….
Para mim, aqui surge o verdadeiro programa de índio do Brasil de 2011: sua pouca relevância em programas de P&D aplicada e, antes disso, o nosso já medido e reconhecido gap na área educacional.
Já ouvi em debates que isso não é relevante, que temos tempo de recuperação, e coisas do gênero.
Mas é inegável que, embora alguns pesquisdores nossos aqui no Brasil começam a se interessar pelo Índio 3, lá fora os cientistas do ramo já desenvolvem alternativas ao OIE, não só para evitar a dependência de um metal escasso e com reservas no fim, mas também para atender aos requisitos da próxima geração de telas de todos os tamanhos que cada vez mais fazem parte de nosso dia-a-dia.
Quando tivermos dominado o ciclo do índio aqui, se é que conseguiremos, faltará o In, ou o metal índio, e novos materiais já terão tomado seu lugar sem a nossa participação.
Enquanto o tema P&D seguir sendo tratado com entendimentos diversos por governo, academia e empresas, e ainda por cima com pouco dinheiro em jogo, tenderemos a ser cada vez mais colonizados tecnologica e economicamente.
Assim como os índios originais, aqueles que o foram a partir do século XVI pelos portugueses, pelos espanhóis, pelos franceses, pelos ingleses, pelos holandeses, pelos…
Aí o jeito vai ser sair pelado por aí e trocar os minerais, a água e as florestas que sobrarem pelas novas quinquilharias que surgirem, como versões modernas dos espelhinhos, das pistolas e das aguardentes que eles (os neo-colonizadores) possam nos oferecer.




