2011: Ano Digital Fraquinho…
Fazendo um resumo de 2011, sob a ótica de produtos e serviços digitais, o resultado não é muito inspirador.
Consolidaram-se os smartphones, que venderam aos borbotões e prometem mais em 2012; o mercado de tablets, inexistente estatisticamente em 2009 e que apresentou as grandes novidades em 2010, registrou em 2011 marca superior a 50 milhões de unidades vendidas, descontados os genéricos ching-ling, e promete superar os notebooks em unidades vendidas lá por 2013, 2014.
A notícia ruim de 2011 foi a morte de Steve Jobs. Parece que todo o mercado, não apenas a Apple, contentaram-se em produzir mais do mesmo do que praticamente inovar.
Será?
Se formos mais um pouquinho detalhistas, podemos garimpar avanços que, se não refletiram muito em nossa realidade de cidadãos digitais, vão causar novos tsunamis em cima dos conceitos de modernidade, versão 2011.
Na avaliação deste veterano blogueiro, a nova Constituição Digital será consolidada em cima de três vetores:
A internet de banda larga cada vez mais larga e a custo cada vez menor, que possibilitará a maturidade das ofertas de cloud computing.
A tela sensível ao toque, que torna intuitiva a interção das pessoas com os dispositivos, e absolutamente natural aos pequeninos nascidos neste milênio, que precisarão cada vez menos de manuais de instrução e de explicações dos mais velhos;
As ferramentas de reconhecimento de voz chegando ao mainstream do uso, com a chegada do Siri, da Apple e de vários wannabes já surgindo, que tornam nossa comunicação com os dispositivos e, através deles, com outras pessoas cada vez mais simples e precisa.
Assim, 2011 se vai sem trazer novas excitações que vinham ocorrendo anualmente, pelo menos desde 2007, e que mudaram radicalmente a configuração do mundo digital e, porque não, do mundo como o conhecíamos. Mas, ao menos, aponta para as novas mudanças e para a consolidação do que já existe.
Do ponto de vista dos futuros historiadores, 2011 poderá ser encarado como o marco de uma nova era, mas, do ponto de vista de registros “arqueológicos”, pouco terá a mostrar.
Então, Feliz 2012!
2011: Ano Digital Fraquinho…
Fazendo um resumo de 2011, sob a ótica de produtos e serviços digitais, o resultado não é muito inspirador.
Consolidaram-se os smartphones, que venderam aos borbotões e prometem mais em 2012; o mercado de tablets, inexistente estatisticamente em 2009 e que apresentou as grandes novidades em 2010, registrou em 2011 marca superior a 50 milhões de unidades vendidas, descontados os genéricos ching-ling, e promete superar os notebooks em unidades vendidas lá por 2013, 2014.
A notícia ruim de 2011 foi a morte de Steve Jobs. Parece que todo o mercado, não apenas a Apple, contentaram-se em produzir mais do mesmo do que praticamente inovar.
Será?
Se formos mais um pouquinho detalhistas, podemos garimpar avanços que, se não refletiram muito em nossa realidade de cidadãos digitais, vão causar novos tsunamis em cima dos conceitos de modernidade, versão 2011.
Na avaliação deste veterano blogueiro, a nova Constituição Digital será consolidada em cima de três vetores:
A internet de banda larga cada vez mais larga e a custo cada vez menor, que possibilitará a maturidade das ofertas de cloud computing.
A tela sensível ao toque, que torna intuitiva a interção das pessoas com os dispositivos, e absolutamente natural aos pequeninos nascidos neste milênio, que precisarão cada vez menos de manuais de instrução e de explicações dos mais velhos;
As ferramentas de reconhecimento de voz chegando ao mainstream do uso, com a chegada do Siri, da Apple e de vários wannabes já surgindo, que tornam nossa comunicação com os dispositivos e, através deles, com outras pessoas cada vez mais simples e precisa.
Assim, 2011 se vai sem trazer novas excitações que vinham ocorrendo anualmente, pelo menos desde 2007, e que mudaram radicalmente a configuração do mundo digital e, porque não, do mundo como o conhecíamos. Mas, ao menos, aponta para as novas mudanças e para a consolidação do que já existe.
Do ponto de vista dos futuros historiadores, 2011 poderá ser encarado como o marco de uma nova era, mas, do ponto de vista de registros “arqueológicos”, pouco terá a mostrar.
Então, Feliz 2012!
O Despertar das Gigantes
O mundo da mobilidade foi comunicado: as gigantes Nokia, Microsoft e HP acordaram e prometem dar trabalho, muito trabalho, às líderes de mercado com a nova geração de produtos e serviços.
Depois de muitas especulações de que a Microsoft compraria a Nokia ou que ambas fariam alianças estratégicas e outros comunicados e análises, ficou claro que, nessa configuração de parceria, a Nokia desenvolve o hardware e a Microsoft fornece o Windows Phone 7 como plataforma para os aplicativos. O objetivo anunciado é suculento: criar um novo ecosistema global de mobilidade. Nada menos que isso.
Faz sentido: A Microsoft dominou por décadas a computação pessoal e ainda hoje a imensa maioria de desktops e laptops são movidos a Windows; a Nokia, de outro lado, popularizou o universo dos celulares com seus aparelhos robustos, fáceis de usar e que têm como sistema operacional o Symbian, que, definitivamente não conseguiu emplacar no mundo dos smartphones e tablets.
A também gigante HP, que muita gente achava que iria ficar para trás, anunciou o seu tablet TouchPad, sem ficar corada pelo empréstimo do nome do dispositivo sensível ao toque presente em quase todos os notebooks do mercado. Com tela de 10″, câmera fotográfica e interface USB, ele tem tudo que o iPad 2 deverá ter, menos o conteúdo. O sistema operacional é o excelente e revitalizado webOS, da extinta Palm, comprada pela HP tempos atrás e que foi a pioneira no mercado em dispositivos digitais portáteis.
Não tenho dúvidas de que esses gigantes vão incomodar a liderança da Apple e o crescimento vertiginoso do Android, sem falar na focada e sólida RIM com seus Blackberries solidamente entrincheirados no mundo corporativo, onde a mobilidade ainda é quase que totalmente dedicada à checagem de e-mails e ao acesso a poucos sites e aplicativos dedicados.
Sinaliza também que o mercado da mobilidade vai entrar em uma nova fase, mais madura, onde o encantamento inicial criado pela Apple pode não ser mais o efeito determinante na decisão de compra.
No entanto, o grande desafio a ser superado está na quantidade e na qualidade das centenas de milhares de apps já disponíveis nos ambientes iOS e Android.
Mas a guerra está declarada. Os demais entrantes no mercado de smartphones e tablets vão ter que se allinhar a uma dessas plataformas: os já famosos iOS e Android e os gigantes Microsoft/Nokia e HP.
A RIM e seu Blackberry pode ser um caso a parte, dada sua zona de conforto nas empresas. Mas é difícil imaginar um ambiente corporativo em 3 ou 4 anos que aposte suas fichas em um produto de nicho, embora extremamente competente no que faz.
Eu até arriscaria um palpite -de resto já contemplado em análises de cenário nos eventos maiores de tecnologia- que a RIM está, na moita, estudando em qual porto vai lançar âncoras para a próxima geração de produtos.
Mas vai ser fascinante observar e participar dos próximos lances!
Um novo patamar tecnologico?
As grandes transformações na tecnologia digital nos últimos 5 anos podem ser resumidas em 3 grupos, empresas, pessoas e linhas de produtos.
Nas empresas, dominaram players já estabelecidas, como Intel, Apple, Microsoft, Oracle e as coreanas LG e Samsung.
As pessoas que fizeram a diferença não são muitas, talvez resumidas a Steve Jobs e Mark Zuckerberg.
Nos produtos e serviços, ganharam destaque as siglas LED, 3D, HDTV, HDMI, Tablet, App, Redes Sociais, Smartphones, Touchscreen, Banda Larga, Localização.
É possível que essa classificação, feita de modo empírico e sem uma pesquisa quantitativa e qualitativa mais elaborada contenha omissões, injustiças e até mesmo simplificações, mas como estamos em um blog que pretende discutir a tecnologia digital e seus impactos, digamos que ela esteja colocada como percepção do blogueiro e, especialmente, como provocação para o real motivador desta postagem.
O ponto que quero fazer aqui é que, nos próximos 5 anos, dificilmente veremos ganhar destaque um novo leque de tecnologias disruptivas. O mais provável é que vejamos a maturidade de alguns sucessos já colocados e a adoção em massa de novas formas de uso de coisas já conhecidas.
Peguemos os tablets, furor do momento desde que a Apple lançou o iPad: na verdade, todos os ingredientes estavam na prateleira, apenas houve uma inteligente maneira de juntá-los em um pacote atraente e muito bem apresentado. A partir daí, os concorrentes correm atrás do prejuízo, buscando pegar parte desse mercado. Mas os tablets já existiam desde a década de 90, como conceito, como produto lançado por grandes empresas e suportado, por exemplo, pelo Windows Xp.
Não pegaram por falta de um conjunto de fatores: peso excessivo, custo alto, na faixa de US$ 10 mil, requeriam caneta especial para interagir com a tela e, sobretudo, uma anêmica oferta de aplicativos.
Falando em aplicativos, ou Apps, até o nome virou disputa jurídica entre os grandes players, que não querem que a Apple monopolize essa maneira simples de chamar as centenas de milhares de programas disponíveis, alguns sofisticados, outros nem tanto, a maioria grátis e, dos pagos, poucos excedem US$ 4,99 por uma licença única, que pode ser utilizada em mais de um dispositivo.
Smartphones e tablets, portanto, chegaram ao palco principal do mundo digital com a convergência de um grupo de tecnologias disponíveis, como internet banda larga nas redes WiFi e celular, telas sensíveis ao toque, sistemas operacionais voltados para dispositivos móveis e, sobretudo, para um conjunto de padrões que, se ainda não são padrões oficiais, ao menos o são de fato.
Peguemos os Apps que implicam em localização de um prédio ou mesmo do aparelho que portamos: 9 entre 10 das soluções disponíveis no mercado usam o Google Maps. Ponto. Isso em si já é uma adoção prática de uma plataforma quase única. Ficam talvez de fora os localizadores que usam conteudo proprietário, como os aparelhos chamados de GPS Automotivo.
No mundo dos computadores, parece que o bom e velho desktop caminha para a irrelevância de aplicações dedicadas, como a gerência de uma rede doméstica local ou de uma central de segurança, sem esquecer as aplicações corporativas que devem mantê-los vivos por muitos anos.
O laptop vai caminhar para uma zona de concorrência com os tablets, mas ganha força na medida em que substitui os desktops e também para aplicativos que requeiram teclado físico e muito poder de processamento, funcionalidades que nunca serão o forte dos tablets.
No entretenimento doméstico, a conectividade entre os aparelhos e destes com o mundo ficam padronizadas no cabo de rede local ou WiFi para acesso à internet, no HDMI para tráfego de alto volume de bits e no USB para acesso a conteúdo de computadores, filmadoras e máquinas fotográficas.
Vale ressaltar que essas siglas que designam conectividade (WiFi, HDMI e USB) só viraram lei de mercado porque os fabricantes consensaram em padrões.
Como não podemos esperar uma nova onda tecnológica, como, quem sabe, a inserção de dispositivos que aticem o olfato ou o sabor, podemos imaginar que, por exemplo, dispositivos com imagens 3D cheguem cada vez mais fortes ao mercado.
Parece óbvio que, no cinema da telona os principais títulos serão disponibilizados em três dimensões, como já ocorre hoje. No mundo doméstico, talvez até antes de termos conteúdo 3D em larga escala, seja por emissão direta das redes de TV, seja por disponibilidade de mídia BluRay, o mais provável é que o mundo 3D em casa chegue com mais força através dos consoles de games.
Faltou algo? Com certeza. Mas, descartados todos os possíveis sucessos da tecnologia até as Olimpíadas do Rio em 2016, eu creio ser possível que uma inovação que pode facilitar ainda mais a nossa vida seja o reconhecimento de voz para uma quantidade casa vez maior de dispositivos. Isso aí é coisa que já vem namorando o mercado há pelo menos 25 anos, mas não pegou. Com certeza por conta dos mesmas limitações que impediram o tablet de virar popular antes do iPad.
É provável até que você tenha um smartphone, por exemplo, que tenha aplicativos comandados por voz e você ou não saiba ou não usa por ser pouco prático. O motivo? A falta de um padrão de mercado. E isso a indústria está trabalhando forte este ano.
E as redes sociais? Com a disponibilização de banda larga -de verdade- no mundo todo, sua popularização é ineviteavel. E as duas maiores de 2011, Facebook e Twitter ainda não estão com ações em bolsa, mas já valem bilhões de dolares. Pode ser até que não sejam as dominantes de mercado em 5 anos, mas a estrada principal está pavimentada. As redes secundárias serão as especializadas, como o LinkedIn.
No momento em que escrevo essa postagem o Facebook já tem mais de 700.000.000 de contas ativas, e virou um must para empresas, políticos, profissionais de toda estirpe e estudantes. E com a turbulência no norte da África, onde a articulação de manifestações são feitas via redes sociais, os regimes estabelecidos reagem cortando acesso a internet.
Tarde demais, elas vieram para ficar. Ou não? Basta ver que muitas dessas revoluções que visaram, no passado, estabelecer ou restabelecer a democracia acabaram em regimes ditatoriais mais duros.
Talvez a questão mais relevante a ser respondida seja então se toda essa tecnologia a nossa disposição servirá, em última análise, para preservar e, em muitos casos, fomentar a democracia, a transparência e a liberdade.
Se isso se materializar, talvez seja esse o novo patamar da tecnologia que pode ser algo muito bom. Ou não…
Evitando surpresas com a bateria do iPhone
Recebo do Vinicius Sgarbe, da CBN, uma consulta de um ouvinte, via Twitter: sgarbe Vinícius Sgarbe
Aí vão as dicas.
Então eu minimizo o inconveniente, com um Mophie Juice Pack Air, que é uma bateria adicional fininha que serve como uma capa protetora do iPhone e, em essência, dobra o tempo entre cargas. Mas isso eu só uso quando vou ficar muito tempo longe de uma tomada ou de meu laptop, que também pode recarregar o iPhone.
Evitando surpresas com a bateria do iPhone
Recebo do Vinicius Sgarbe, da CBN, uma consulta de um ouvinte, via Twitter: sgarbe Vinícius Sgarbe
Aí vão as dicas.
Então eu minimizo o inconveniente, com um Mophie Juice Pack Air, que é uma bateria adicional fininha que serve como uma capa protetora do iPhone e, em essência, dobra o tempo entre cargas. Mas isso eu só uso quando vou ficar muito tempo longe de uma tomada ou de meu laptop, que também pode recarregar o iPhone.
Dica de presente de Natal barato e para quem tem de tudo
Talvez você esteja em dúvida sobre que presente comprar para aquela pessoa exigente e que já tem tudo, e não seria adequado comprar uma camisa, uma gravata, uma bolsa, ou mesmo um sofisticado gadget digital. Ele ou ela já tem de tudo!
Um “cinto“, ou, grafando corretamente, um “sinto muito” também não dá…
Identificada essa pessoa, existe uma probabilidade grande que ela esteja apegada a um smartphone, que pode ser um iPhone ou algum modelo equipado com Android, o sistema operacional do Google.
Nesse caso, você pode presentear essa pessoa difícil com um ou mais aplicativos, que podem ser adquiridos nas lojas online respectivas, que variam em valor desde zero até US$ 49,99, que é quanto vale um aplicativo “GPS” da TonTon na AppStore para o iPhone, e que substitui o aparelhinho da mesma marca que vale uns R$ 500 e tem os mapas das principais cidades e estradas do Brasil.
Aqui cabem joguinhos, gratuitos ou não, online ou offline, simples ou sofisticados, programas focados, como o FlightTrack Pro (US$ 9,99), que reproduz os painéis de cerca de 500 aeroportos no mundo, incluindo nossos mais importantes pontos de queixas, reclamações e frustrações, como Guarulhos, Congonhas, Afonso Pena, JK, Galeão, Santos Dumont, Salgado Filho… Lá é possível verificar o status de voos que chegam e saem de um modo bem mais interativo, atualizado e usável do que o site da Infraero, por exemplo.
Os programas gratuitos de acesso a redes sociais –Facebook, LinkedIn, Twitter, dentre outros- são bons se esse seu alvo de presentes delas faz uso via dispositivos móveis mas ainda de forma primitiva, como usando os ainda pouco práticos browsers dos smartphones.
Eu gosto muito do Veja Comer & Beber 2011, na sua versão paga (US$ 4,99), que indica restaurantes, bares e assemelhados das principais cidades brasileiras, está sempre atualizado e apresenta uma boa descrição da maioria dos estabelecimentos, além de permitir com um toque chamar o estabelecimento escolhido para fazer a reserva e, com mais um toque, gerar o mapa com as direções a serem tomadas de onde você está até aonde você quer ir.
O interessante é que o rol de opções é enorme, na casa de centenas de milhares. Assim, você pode presentear essa exigente pessoa com algo realmente único e com um valor alto, preço baixo ou zero, que se traduz em uma relação benefício/custo que pode ir ao infinito.
Então, vamos às compras para esse amigo especial?
SMARTPHONE: Nome meio certo, meio errado
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- Câmera fotográfica
- Câmera de vídeo
- Player de musica
- Player de vídeo
- GPS
- Bluetooth
- WiFi
- Mapas
- Internet
- TV Digital
- 1.000.000+ de aplicativos, só contando as lojas da Apple e do Google, embora muita coisa ainda não esteja disponível entre nós
- Ah!!! – e telefone, claro, as boas e velhas chamadas de voz…
Smartphones fazem de tudo, até telefonar
Quem tem, sabe. Quem não tem, quer ter um. Os smartphones ganham cada vez maior participação no mercado de celulares e, com isso, mudam hábitos, novas necessidades são atendidas e, eventualmente, eles são usados até para aquela tradicional comunicação por voz.
Epa! Nem sempre a ligação de voz é feita pela rede da operadora, às vezes é direto em uma conexão WiFi e não custa nada, e pode ter até video. Smartphone, Smartpeople ou um novo ambiente criado a partir de uma engenhoca que fica a cada dia mais sofisticada?
Por partes:
- Hoje o market share de Smartphones já passa de 30% no mundo, aqui no Brasil ainda abaixo de 20% das novas vendas, mas crescendo.
- O tráfego de dados nas redes celulares 3G já é maior do que o tráfego de voz tradicional
- Correio eletrônico já é mais acessado em dispositivos móveis (aí incluidos notebooks e netbooks) do que em computadores de mesa
- Já existem mais de 1.000.000 de aplicativos disponíveis para Smartphones, aí consideradas as plataforams mais populares, como iPhone, Blackberry, as múltiplas versões do Android e o Symbian, da Nokia.
- O uso de Smartphones em aplicativos de localização já supera o de aparelhos específicos de GPS para automóveis e pessoais
- A venda de músicas e jogos para uso em Smartphones já supera todos os outros meios tradicionais
- Acesso aos principais portais da internet por dispositivos móveis já é a maior fatia da pizza de consumo de tráfego
Ou seja, além de criar novas demandas, os Smartphones mudam hábitos. Tomemos o exemplo de sair com amigos para jantar fora. Hoje é mais fácil fazer tudo, menos ir e comer, com o Smartphone como protagonista principal.
Começa pela comunicação por chat ou e-mail e até mesmo por uma videoconferência sobre a oportunidade de confraternizar. Passa pela seleção do local, através de um guia digital de restaurantes, que vai ter avaliação dos especialistas e também de clientes, para então, fechado o local, é clicar no link do restaurante e ligar para fazer a reserva (ou fazê-la diretamente no site) e depois usar os aplicativos de mapas e trânsito para chegar lá guiado pelo GPS e pelas dicas de trânsito que evitam pontos problemáticos.
Para os mais apressadinhos, um detetor de radares ou pardais ávidos por multar qualquer desvio de conduta com certeza ajuda, e mais ainda, se quiser sofisticar a coisa, dá para usar aplicativos de comunicação de assalto ou sequestro, sem falar nos que podem transformar o Smartphone em uma poderosa central de comando dos acessórios do carro e/ou do controle de acesso a residência.
Conheço gente que chega ao extremo de conectar o aparelhinho com centrais de conforto e entretenimento doméstico, de modo a ligar o ar-condicionado meia hora antes da chegada ao lar, e enviar um comando de gravação de um programa na TV que não havia sido previsto e muito mais.
Eu me dei ao trabalho de checar meu consumo de minutos de voz no ano anterior a minha adesão a um Smartphone e agora, nos ûltimos 12 meses. A queda foi de 58%, para mais ou menos as mesmas condições ambientais de demanda. Já meu tráfego de dados aumentou 10 vezes, ou 1.000% no mesmo período, isso só contando a rede da operadora.
Serei eu um usuário típico?
O Software Imperfeito
As relações humanas nesse início de século estão cada vez mais complexas, requerendo codigos cada vez mais intrincados e detalhados, tanto pela sofisticação crescente das sociedades como pelo aumento da diversidade das relações em um mundo cada vez mais globalizado. São constituições, leis, decretos, contratos, auto-regulamentações e outros quetais que regem nossas vidas e a maioria deles nem nos damos conta, por rigorosa impossibilidade de conhecê-los todos.
Da mesma forma, no mundo digital conectado e com toda essa variedade de dispositivos, as regras do jogo são ditadas pelo software, ou programas escritos por humanos para que as engenhocas funcionem adequadamente.
Adequadamente? São cada vez maiores as queixas contra o software, que trava, dá pau, vaza dados para terceiros, é inseguro, não funciona direito na nova máquina, é instável, enfim, é o culpado de todas as mazelas dos bits e bytes.
Nos anos 1960, quando os poucos computadores custavam milhões de dólares cada e suas funcionalidades eram extremamente limitadas, o custo do software era uma fração mínima do total do orçamento de informática e sua complexidade era limitada a aplicativos relativamente simples.
Hoje em dia, um simples smartphone tem um poder computacional maior do que a soma de todos os computadores do projeto Apollo da NASA, responsável pela chegada do homem à lua, naquele longínquo 20 de julho de 1969. Com quase 20% de todos os seres humanos conectados à internet com uma enorme variedade de dispositivos, cada um com sua peculiaridade de tamanho de tela, capacidade de memória, sistema operacional, linguagem natural, linguagem de programação, fora os bilhões de aplicativos que rolam pela rede fizeram do mundo digital algo bem mais intrincado que o mundo das leis analógicas, aquelas que, no começo dessa postagem eu dizia que eram extremamente complexas.
E existe pelo menos uma forte razão para corroborar o que aqui afirmo: no mundo digital, as regras precisam ser obedecidas cada vez mais em tempo real, de execução, sem possibilidade de recurso, ao contrário do mundo das regras do papel.
Daí o peso cada vez maior e os holofotes cada vez mais centrados no software, pois ele governa nossas vidas de maneira cada vez mais invasiva, sem chances de retorno.
Basta ver, por exemplo, a quantidade de recalls feitos pelas montadoras para que os carros sejam levados a oficinas não só para trocar cabos defeituosos que podem causar defeitos, mas também para atualizar programas de gerenciamento do veículo que igualmente podem causar panes fatais. É novamente o software cada vez mais complexo e sempre imperfeito que requer atualizações e correções.
E aí, quando teremos um software perfeito? Provavelmente nunca, salvo para aplicações irrelevantes. Lembro aqui de um colega meu de engenharia que produziu uma engenhoca para seu trabalho de graduação que se chamava “Nãofazímetro de Nada”. Era uma caixa que, quando ligada a uma tomada elétrica, abria a tampa superior e de lá saia uma mãozinha mecânica que puxava o fio da tomada, e, ato contínuo, voltava ao conforto da caixa, que se fechava.
Não servia para nada, mas era um sofisticado servomecanismo programado, que ganhou prêmio por demonstrar o conhecimento dos processos de realimentação e da montagem de um dispositivo relativamente sofisticado que funcionava sem falhas. A polêmica ficou por conta de sua utilidade, que o autor justificou pelo próprio nome que deu a sua criação, o “Nãofazímetro de Nada”…
No mundo digital e conectado de bilhões de aplicações, todavia, elas precisam ser úteis, e, por conta disso, ficam cada vez mais complexas.
Torná-las a prova de falhas é tarefa que cada vez mais ocupam os profissionais e empresas do setor. Mas é preciso, igualmente, que os clientes que encomendam esses programas forneçam as especificações exatas, missão cada vez mais difícil.
À medida em que mais e mais dispositivos com novos aplicativos forem conectados por mais e mais pessoas, essa complexidade aumenta, e os problemas também.
Resta cuidar melhor das especificações e da construção do software, mas isso por vezes implica em custos e prazos que não estão disponíveis. Então, para resolver os conflitos, existem as leis do papel e os advogados, que recentemente descobriram o filão do direito digital, cada vez mais suculento.



