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Olhe o passado, entenda o futuro

Como profissional da área digital, muitas vezes achava que toda a história já havia sido escrita, parodiando Francis Fukuyama. Mas nada mais era do que a empolgação por algo muito novo, muito cool, fácil de usar e com muito apelo.


Então, hoje comparo um PalmPilot de 1996 com um iPhone 4S de 2011, em um exercício livre, sem preocupação de acuracidade, apenas de ordem de grandeza. Vamos ver o que dá?

O PalmPilot versão Pro, tinha um processador de 16Mhz e uma memória de 1Mb. Custava US$ 399, ou US$ 457 de 2011*. Basicamente, ele sincronizava a um PC as agendas de compromissos e telefones, tinha uma calculadora, alguns joguinhos e uma tela sensível ao toque… de uma caneta, com uma linguagem de interação chamada Grafitti, que permitia manuscritos serem reconhecidos como textos, depois de muito esforço.

O Palm foi o primeiro handheld de sucesso, fazendo o Newton da Apple cair no esquecimento como algo caro, desengonçado e pouco útil.

Passamos pela linha do tempo e chegamos ao final de 2011 com o iPhone 4S, versão básica:

O iPhone 4S, na sua menor versão, tem um processador de 800 Mhz (50 vezes mais rápido), e 16 Gb de memória flash, 1 Gb de memória principal (16.000 vezes mais memória total, 1.000 vezes mais memória total). Custa US$ 595* em um plano da AT&T. Pode ter centenas de aplicativos e tem conexões WiFi, 3G, Bluetooth…

Se formos aplicar a lei de Moore nesses 15 anos, vemos que ela não é exata, mas dá a dimensão do crescimento da capacidade de processamento e armazenamento, velocidade e, sobretudo, da diversidade de aplicativos.

Há 15 anos atrás, se alguém arriscasse dizer a um dono de um Palm que um dia seria possível fazer com algo daquele tamanho e daquele preço o que um iPhone 4S faz, esse alguém seria taxado de louco.

Mas a verdade é que os dispositivos digitais seguirão sua evolução mais ou menos nessa linha que vimos nesses 15 anos.

Hoje seria difícil imaginar o que um dispositivo portátil do tamanho de um Palm ou iPhone será capaz de fazer em 2026, com digamos… um processador com um clock de 40Ghz e memória de 16Tb.

Pode ser até que nem precise disso  tudo, que com a internet cada vez mais veloz e mais barata, o armazenamento em dispositivo local seja algo irrelevante.

A convergência de dispositivos e de aplicativos deve fazer com que possamos nos comunicar do carro, da sala, do escritório, de qualquer lugar, sempre de forma eficiente e trivial. O reconhecimento de voz, ou até mesmo o reconhecimento seguro das pessoas pode levar a novas quebras de paradigma.

Mas não sou eu o futurólogo que vai ousar prever. Só dá para dizer que, em 2026, provavelmente vamos olhar para um iPhone 4S, ou um equivalente com uma peninha de ver algo tão primitivo e de uso difícil e limitado.

Será que você, leitor desse blog, arriscaria palpites para 2026?

* Os preços são válidos para o mercado dos Estados Unidos e os valores em dolar são corrigidos pelo Consumer Price Index – CPI.

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2011: Ano Digital Fraquinho…

Fazendo um resumo de 2011, sob a ótica de produtos e serviços digitais, o resultado não é muito inspirador.

Consolidaram-se os smartphones, que venderam aos borbotões e prometem mais em 2012; o mercado de tablets, inexistente estatisticamente em 2009 e que apresentou as grandes novidades em 2010, registrou em 2011 marca superior a 50 milhões de unidades vendidas, descontados os genéricos ching-ling, e promete superar os notebooks em unidades vendidas lá por 2013, 2014.

A notícia ruim de 2011 foi a morte de Steve Jobs. Parece que todo o mercado, não apenas a Apple, contentaram-se em produzir mais do mesmo do que praticamente inovar.

Será?

Se formos mais um pouquinho detalhistas, podemos garimpar avanços que, se não refletiram muito em nossa realidade de cidadãos digitais, vão causar novos tsunamis em cima dos conceitos de modernidade, versão 2011.

Na avaliação deste veterano blogueiro, a nova Constituição Digital será  consolidada em cima de três vetores:

A internet de banda larga cada vez mais larga e a custo cada vez menor, que possibilitará a maturidade das ofertas de cloud computing.
A tela sensível ao toque, que torna intuitiva a interção das pessoas com os dispositivos, e absolutamente natural aos pequeninos nascidos neste milênio, que precisarão cada vez menos de manuais de instrução e de explicações dos mais velhos;
As ferramentas de reconhecimento de voz chegando ao mainstream do uso, com a chegada do Siri, da Apple e de vários wannabes já surgindo, que tornam nossa comunicação com os dispositivos e, através deles, com outras pessoas cada vez mais simples e precisa.

Assim, 2011 se vai sem trazer novas excitações que vinham ocorrendo anualmente, pelo menos desde 2007, e que mudaram radicalmente a configuração do mundo digital e, porque não, do mundo como o conhecíamos. Mas, ao menos, aponta para as novas mudanças e para a consolidação do que já existe.

Do ponto de vista dos futuros historiadores, 2011 poderá ser encarado como o marco de uma nova era, mas, do ponto de vista de registros “arqueológicos”, pouco terá a mostrar.

Então, Feliz 2012!

2011: Ano Digital Fraquinho…

Fazendo um resumo de 2011, sob a ótica de produtos e serviços digitais, o resultado não é muito inspirador.

Consolidaram-se os smartphones, que venderam aos borbotões e prometem mais em 2012; o mercado de tablets, inexistente estatisticamente em 2009 e que apresentou as grandes novidades em 2010, registrou em 2011 marca superior a 50 milhões de unidades vendidas, descontados os genéricos ching-ling, e promete superar os notebooks em unidades vendidas lá por 2013, 2014.

A notícia ruim de 2011 foi a morte de Steve Jobs. Parece que todo o mercado, não apenas a Apple, contentaram-se em produzir mais do mesmo do que praticamente inovar.

Será?

Se formos mais um pouquinho detalhistas, podemos garimpar avanços que, se não refletiram muito em nossa realidade de cidadãos digitais, vão causar novos tsunamis em cima dos conceitos de modernidade, versão 2011.

Na avaliação deste veterano blogueiro, a nova Constituição Digital será  consolidada em cima de três vetores:

A internet de banda larga cada vez mais larga e a custo cada vez menor, que possibilitará a maturidade das ofertas de cloud computing.
A tela sensível ao toque, que torna intuitiva a interção das pessoas com os dispositivos, e absolutamente natural aos pequeninos nascidos neste milênio, que precisarão cada vez menos de manuais de instrução e de explicações dos mais velhos;
As ferramentas de reconhecimento de voz chegando ao mainstream do uso, com a chegada do Siri, da Apple e de vários wannabes já surgindo, que tornam nossa comunicação com os dispositivos e, através deles, com outras pessoas cada vez mais simples e precisa.

Assim, 2011 se vai sem trazer novas excitações que vinham ocorrendo anualmente, pelo menos desde 2007, e que mudaram radicalmente a configuração do mundo digital e, porque não, do mundo como o conhecíamos. Mas, ao menos, aponta para as novas mudanças e para a consolidação do que já existe.

Do ponto de vista dos futuros historiadores, 2011 poderá ser encarado como o marco de uma nova era, mas, do ponto de vista de registros “arqueológicos”, pouco terá a mostrar.

Então, Feliz 2012!

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