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>iPad 3G: Boa Novidade no Mercado Digital – Parte 1

>Pois é. Acabei comprando um iPad 3G no dia do lançamento, na loja da Apple, em Aventura, FL. Entrei na fila, vi o show de marketing preparado com esmero e levei-o para o hotel. Brinquei um pouco com ele, durante o resto da viagem, mas sem muito empenho. Na volta, passei na alfândega e declarei a compra, pagando pouco mais de R$ 200 de impostos.

Mas foi assim: Fila para entrar na loja, fila para habilitar o iPad, fila para marcar um workshop para iniciantes. Tudo muito bem pensado para criar agito.  Olhem só a fila da habilitação, eu no canto direito, com uns seis à minha frente, só nessa bancada:

A campanha de lançamento do produto foi um show de bola! Recomendo ver as apresentações do iPad e os comerciais. Destaco esse: http://www.apple.com/ipad/gallery/#ad . E o sucesso parece estar garantido. O início das vendas teve uma curva de crescimento 4 vezes maior do que a do iPhone, outra grande sacada da Apple.

De volta ao Brasil, fiz um teste de stress no produto, e cheguei a conclusões interessantes, que partilho aqui com meus amigos leitores.

Para começar:  quem pensar num iPad como substituto do smartphone ou do laptop vai se frustrar. Ele não está em nenhuma dessas categorias. O iPad é muito bom para ver videos, fotos, livros, acessar a internet e muito prático para carregar. E a bateria dura bastante, entre cargas.  Uso pesado e intenso não chega a drená-la em  um dia.

Como ele não tem portas USB, Firewire ou HDMI, a forma de conexão principal com outros dispositivos é a internet ou então o iTunes. Quem tem outros produtos Apple vai ter muita facilidade de desfrutar o iPad.

Aos detalhes:

Ergonomia, aspecto e facilidade de uso: Pontos altos!  É tudo muito intuitivo.  Pude selar essa impressão ao dividir o iPad com meus netos pequenos. Zero de aprendizado, é pegar e sair usando. A tela sensível ao toque é espetacular. Pena que o reflexo seja elevado e com um pouquinho de uso, ela retenha a gordura dos dedos, mesmo com um tratamento repelente especial. Nitidez, contraste e brilho são os conhecidos dos produtos Apple.


3G: Embora o iPad seja vendido desbloqueado, ele tem um micro SimCard que não é usado pelas operadoras brasileiras, no momento desta postagem. Assim, aqueles pioneiros compradores do iPad 3G não vão poder utilizá-lo no Brasil para conexão via rede celular. Existem algumas gambiarras que prometem resolver o assunto, mas eu acredito que a operadora que sair na frente com a homologação de um Micro SimCard para o iPad vai pegar um nicho do mercado muito interessante.

Equilíbrio técnico: A Apple lançou um processador  específico para o iPad, o A4, que trabalha com voltagens baixas e é econômico no uso de energia. Daí a durabilidade da caga da bateria, mas a velocidade do processador não é lá essas coisas,  ainda mais em aplicativos mais pesados ou quando a memória flash está muito carregada. Aliás, o máximo  e memória Flash, sem possibilidades de expansão, é 64Gb, o que pode ser um limitador para quem está acostumado a guardar muita coisa em seus dispositivos digitais. Mas,  ed um modo geral, o iPad é muito equilibrado tecnicamente. Ele parce ter sido projetado para ser mmuito fácil de usar, com poucas opções de configuração (basicamente, WiFi ou WiFi+3G e três tamanhos de memória Flash: 16, 3 e 64 Gb.

O dilema da briga com a Adobe: a imensa maioria dos sites da internet que usam de animação usam a tecnologia Flash da Adobe (nada a ver com a memória Flash), e não houve acordo, ou interesse das partes em licenciar a tecnologia para rodar nos produtos Apple. Isso não é privilégio do iPad, mas não se surpreenda, ao acessar a internet, se alguns de seus sites favoritos não exibirem imagens que você está acostumado. A Apple aposta no declínio do Flash, e a Adobe insiste.  Nessa queda de braços, eu aposto no padrão HTML5, que torna o Flash irrelevante.  Mas, durante um bom tempo, os Mac, iPhone, iPod e iPad conviverão com essa limitação.

Teclado virtual: muito bom, com excelente sensibilidade, fácil de usar. Mas não é algo para uso intensivo. Colocando em termos relativos:  se um bom teclado de computador merece um 10 e um bom teclado de smartphone vale um 3, o teclado virtual do iPad poderia ganhar um 6.

Áudio: surpreendente a qualidade do áudio nativo do iPad. Nem parece ter micro altofalantes. E o microfone embutido capta sinais de áudio com extrema competência. Dá para ouvir músicas do iTunes sem fones de ouvido com relativo prazer. Mas, para ficar melhor, use um bom fone de ouvido ou ligue-o a um bom dispositivo  externo.

Vídeo: A tela de 9,7″ do iPad exibe imagens de execelente qualidade, e  sua resolução Full HD permite exibir filmes de alta definição.  Para quem tem banda larga e pode acessar videos HD, dá para conectar o iPad na TV grande e exibir filmes no padrão da TV digital.  Mas falta a webcam, para poder usar um Skype com vídeo, por exemplo. Acho que, com a versão 4 do sistema operacional, que virá no final deste ano, deve vir uma nova versão do iPad com câmera de vídeo embutida.

iBookStore e iBook: Comparativamente à Amazon (Kindle) e Barnes&&Noble, a Apple entra nesse mercado de livros digitais com cerca de 10% da quantidade de títulos dos concorrentes. E, na média, os títulos são mais caros. E, em qualquer opção, a maioria dos títulos está em inglês. Mas o iPad tem a vantagem das cores, coisa útil para livros infantis, jornais e revistas, por exemplo. Meio que compensa o excesso de reflexo da tela do iPad. E no iPad, o livro digital é mais uma de suas múltiplas funcionalidades, enquanto que o Kindle e o Nook são unifunção.

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Mais iPad 3G nas próximas postagens.

iPad 3G: Promissor, mas a concorrência vem de onde menos se espera

Finalmente chegou ao mercado -norteamericano, por enquanto- o iPad 3G, que permite seu uso em qualquer lugar onde haja conexão à internet pela operadora de celular. Na loja da Apple em Aventura, Florida, mais de 400 pessoas estavam na fila, antes das 17horas (foto), para serem os primeiros a comprar (máximo de 2 iPads por pessoa)

Até então limitada com o iPhone a planos de fidelização com as operadoras -aqui nos Estados Unidos só com a AT&T- a Apple oferece o iPad 3G desbloqueado,  ou quase.  Basta fazer um contrato com qualquer operadora e colocar um Micro SimCard no aparelho que você sai navegando de um jeito bem bacana e fácil.

Realmente o tablet da Apple é extremamente atraente para navegação na internet, vídeos e fotos.  A tela touch-screen é excelente, embora, como todas da Apple, com ium pouco de reflexo demais, o que desfavorece a função de leitura de livros digitais, quando comparado com os produtos da Amazon (Kindle) e Nook (da Barnes&Noble). Claro que  vantagem das cores pode compensar o reflexo, mas, além disso, na data do lançamento, somente 40.000 títulos estavam à venda, algo como 10% dos concorrentes.

E no Brasil?

Hoje, o iPad 3G vai funcionar igualzinho ao iPad Wifi, pois as operadoras brasileiras dizem não ter suporte para o Micro Sim Card. Cada uma dá uma versão diferente, tipo “não está em nossos planos”, ou “no momento, estamos apenas estudando”.

É óbvio que as operadoras não vão divulgar suas estratégias para o iPad, mas parece razoável que elas esperem um pouco para ver como posicionar o produto no mercado brasileiro para tomar uma decisão. Quem sair na frente, no entanto, é capaz de abiscoitar uma importante parcela de mercado que, embora não gigantesca, representa usuários que pagam mais pelo uso, ou seja, dão margens maiores.

Mas aqui nos Estados Unidos, a concorrência vem de onde menos se imaginava, das próprias operadoras.  A Sprint lança no mercado sua rede 4G, que promete ser até 10m vezes mais rápida que a 3G, exatamente  a que dá o sobrenome ao mais novo produto da Apple.

Com isso, o mercado para dispositivos móveis com acesso a internet de alta velocidade vai decolar, e exigir adaptações de produtos. Como está no forno o iPhone 4G, é razoável especular que o iPad 3G seja um mero trampolim para um futuro e não tão distante iPad 4G, usando uma versão mais avançada do sistema operacional a ser lançado ainda este ano, o OS4.

Mas ele não será o tão sonhado Snow Leopard, que faz a alegria dos aficcionados no Mac, até por limitações do processador, que a Apple decidiu apostar em tecnologia própria no iPad, contrastando fortemente com o bem sucedido abandono do PowerPC em favor dos chips Intel, que ajudaram a alavancar os Mac para novos patamares de sucesso.

Parece confuso?  E é mesmo! Decididamente, o que tanto diferenciou a Apple em lançamentos anteriores -o Fator Surpresa- está um tanto tímido, no caso do iPad.  A concorrência vem feroz, o que é bom para nós, usuários.

Mas chegar ao extremo de dizer que o iPad nada mais é do que um iPhonão é simplificar uma análise séria. E dá para antecipar que uma nova versão do iPad chegue em menos de um ano ao mercado com webcam, por exemplo, por conta das funcionalidades multitarefas do OS4.

Na fila das compras da loja da Apple do dia 30, encontrei um empresário brasileiro do ramo de móveis já comprando seus iPad para fazer um teste com o produto para seus vendedores.

Assim, dá para imaginar que o iPad possa conquistar também importantes nichos de mercado no mundo corporativo, inclusive nas pequenas e médias empresas.

A conferir.

>iPad 3G: Promissor, mas a concorrência vem de onde menos se espera

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Finalmente chegou ao mercado -norteamericano, por enquanto- o iPad 3G, que permite seu uso em qualquer lugar onde haja conexão à internet pela operadora de celular. Na loja da Apple em Aventura, Florida, mais de 400 pessoas estavam na fila, antes das 17horas (foto), para serem os primeiros a comprar (máximo de 2 iPads por pessoa)

Até então limitada com o iPhone a planos de fidelização com as operadoras -aqui nos Estados Unidos só com a AT&T- a Apple oferece o iPad 3G desbloqueado,  ou quase.  Basta fazer um contrato com qualquer operadora e colocar um Micro SimCard no aparelho que você sai navegando de um jeito bem bacana e fácil.

Realmente o tablet da Apple é extremamente atraente para navegação na internet, vídeos e fotos.  A tela touch-screen é excelente, embora, como todas da Apple, com ium pouco de reflexo demais, o que desfavorece a função de leitura de livros digitais, quando comparado com os produtos da Amazon (Kindle) e Nook (da Barnes&Noble). Claro que  vantagem das cores pode compensar o reflexo, mas, além disso, na data do lançamento, somente 40.000 títulos estavam à venda, algo como 10% dos concorrentes.

E no Brasil?

Hoje, o iPad 3G vai funcionar igualzinho ao iPad Wifi, pois as operadoras brasileiras dizem não ter suporte para o Micro Sim Card. Cada uma dá uma versão diferente, tipo “não está em nossos planos”, ou “no momento, estamos apenas estudando”.

É óbvio que as operadoras não vão divulgar suas estratégias para o iPad, mas parece razoável que elas esperem um pouco para ver como posicionar o produto no mercado brasileiro para tomar uma decisão. Quem sair na frente, no entanto, é capaz de abiscoitar uma importante parcela de mercado que, embora não gigantesca, representa usuários que pagam mais pelo uso, ou seja, dão margens maiores.

Mas aqui nos Estados Unidos, a concorrência vem de onde menos se imaginava, das próprias operadoras.  A Sprint lança no mercado sua rede 4G, que promete ser até 10m vezes mais rápida que a 3G, exatamente  a que dá o sobrenome ao mais novo produto da Apple.

Com isso, o mercado para dispositivos móveis com acesso a internet de alta velocidade vai decolar, e exigir adaptações de produtos. Como está no forno o iPhone 4G, é razoável especular que o iPad 3G seja um mero trampolim para um futuro e não tão distante iPad 4G, usando uma versão mais avançada do sistema operacional a ser lançado ainda este ano, o OS4.

Mas ele não será o tão sonhado Snow Leopard, que faz a alegria dos aficcionados no Mac, até por limitações do processador, que a Apple decidiu apostar em tecnologia própria no iPad, contrastando fortemente com o bem sucedido abandono do PowerPC em favor dos chips Intel, que ajudaram a alavancar os Mac para novos patamares de sucesso.

Parece confuso?  E é mesmo! Decididamente, o que tanto diferenciou a Apple em lançamentos anteriores -o Fator Surpresa- está um tanto tímido, no caso do iPad.  A concorrência vem feroz, o que é bom para nós, usuários.

Mas chegar ao extremo de dizer que o iPad nada mais é do que um iPhonão é simplificar uma análise séria. E dá para antecipar que uma nova versão do iPad chegue em menos de um ano ao mercado com webcam, por exemplo, por conta das funcionalidades multitarefas do OS4.

Na fila das compras da loja da Apple do dia 30, encontrei um empresário brasileiro do ramo de móveis já comprando seus iPad para fazer um teste com o produto para seus vendedores.

Assim, dá para imaginar que o iPad possa conquistar também importantes nichos de mercado no mundo corporativo, inclusive nas pequenas e médias empresas.

A conferir.

iPad WiFi: "Test-Drive" em Miami

Neste sábado, 24, tive a oportunidade de fazer um test-drive em um iPad Wifi de 32Gb e… tive sensações mistas, que gostaria de compartilhar com meus amigos e amigas.

Antes de mais nada, confesso meu viés de preferência por produtos da Apple.  E ao ver a Apple Store em Aventura, vi que a turma de Cupertino sabe o que faz, e com um movimento incrível de gente testando e comprando de tudo.

Mas o iPad, então, que eu previra antes que seria um sucesso total, e até ataquei os céticos, me deixou pensativo… Não quanto ao eventual fracasso do produto, mas vendo e testando ao vivo, que milagres ainda não estão na lista de produções de Steve Jobs.

O iPad é um pouco mais pesado do que eu imaginava, e com seu peso mais para o de um netbook do que para um Kindle ou um Nook, sua função para livros eletrônicos sobressai apenas pela função de cores, que os concorrentes não têm.  A tela com iluminação traseira por LEDs é muito boa, mas sua superfície de vidro pode trazer reflexos indesejados para leitura, por exemplo, na luz do sol, e cansaço visual para leitura com pouca luz.  Pena também que hajam ainda poucos títulos disponíveis, algo como 10% do que tem a Amazon.

Mas, para vídeos ele é extremamente competente e deve agradar os jovens. Também a exibicão de albuns de fotos é das melhores da indústria, contando com bons aplicativos de edição básica.

Os aplicativos do iPhone funcionam quase todos muito bem, ao menos os mais populares e óbvios. só que muitos deles são projetados para o telefone, e o iPad Wifi não tem capacidade de comunicação por voz.

Muitos criticam a falta da câmera, para fotos e video-conferência.  Eu compro a segunda parte da crítica, pois seria bom fazer video conferências com o Skype como se faz em um bom laptop. Mas sair andando com um iPad para tirar fotos, só para lambe-lambes nostálgicos, se é que alguém que for ler essa postagem jamais viu algum.

O principal ponto fraco do iPad WiFi, no entanto, é que ele só funciona sob os cones de sinal de hotspots com acesso à internet.  Isso é bom se você vai andar pouco com o iPad. O modelo 3G supera essa deficiência, e sua disponibilidade já a partir de sexta, 30/4 (com longas filas, por suposto), deve colocar o modelo WiFi num plano inferior.  Imagino que a Apple deva mesmo promover algum desconto para esses modelos, e devolução da diferença paga pelos quase 1.000.000 de “early adopters” que já deixaram sua graninha nas lojas e na internet.

O preço de $499, $599 e $699 dos modelos WiFi parece não haver assustado os compradores.  Isso valeu já mais de $500 milhões de receita em poucas semanas, o que não é desprezível.

Eu pensava em comprar um iPad Wifi. Mas como o 3G vai chegar sem necessidade de vínculo com a operadora, ou seja, seu preço não inclui atrelamento com planos subsidiados, acho que ele vai pegar mais do que o seu irmão pioneiro.

Arrisco dizer, sem ter visto, que o iPad 3G vai ser comprado pela maioria dos que se interessarem por essa proposta de um tablet. É esperar para ver.

Falando em esperar, faltou também ao iPad o sistema operacional iOS4, já disponível para o iPhone, que, dentre outras vantagens, permite a abertura de mais de uma tarefa simultânea. Ficou para mais tarde, e será necessária uma atualização, que deve ocorrer sem traumas.

Ainda volto a falar do iPad daqui dos Estados Unidos, talvez na virada de abril para maio, com as notícias quentes do lançamento do iPad3G.

>iPad WiFi: “Test-Drive” em Miami

>Neste sábado, 24, tive a oportunidade de fazer um test-drive em um iPad Wifi de 32Gb e… tive sensações mistas, que gostaria de compartilhar com meus amigos e amigas.

 Antes de mais nada, confesso meu viés de preferência por produtos da Apple.  E ao ver a Apple Store em Aventura, vi que a turma de Cupertino sabe o que faz, e com um movimento incrível de gente testando e comprando de tudo.

Mas o iPad, então, que eu previra antes que seria um sucesso total, e até ataquei os céticos, me deixou pensativo… Não quanto ao eventual fracasso do produto, mas vendo e testando ao vivo, que milagres ainda não estão na lista de produções de Steve Jobs.

O iPad é um pouco mais pesado do que eu imaginava, e com seu peso mais para o de um netbook do que para um Kindle ou um Nook, sua função para livros eletrônicos sobressai apenas pela função de cores, que os concorrentes não têm.  A tela com iluminação traseira por LEDs é muito boa, mas sua superfície de vidro pode trazer reflexos indesejados para leitura, por exemplo, na luz do sol, e cansaço visual para leitura com pouca luz.  Pena também que hajam ainda poucos títulos disponíveis, algo como 10% do que tem a Amazon.

Mas, para vídeos ele é extremamente competente e deve agradar os jovens. Também a exibicão de albuns de fotos é das melhores da indústria, contando com bons aplicativos de edição básica.

Os aplicativos do iPhone funcionam quase todos muito bem, ao menos os mais populares e óbvios. só que muitos deles sõ projetados para o telefone, e o iPad Wifi não tem capacidade de comunicação por voz.

Muitos criticam a falta da câmera, para fotos e video-conferência.  Eu compro a segunda parte da crítica, pois seria bom fazer video conferências com o Skype como se faz em um bom laptop. Mas sair andando com um iPad para tirar fotos, só para lambe-lambes nostálgicos, se é que alguém que for ler essa postagem jamais vu algum.

O principal ponto fraco do iPad WiFi, no entanto, é que ele só funciona sob os cones de sinal de hotspots com acesso à internet.  Isso é bom se você vai andar pouco com o iPad. O modelo 3G supera essa deficiência, e sua disponibilidade já a partir de sexta, 30/4 (com longas filas, por suposto), deve colocar o modelo WiFi num plano inferior.  Imagino que a Apple deva mesmo promover algum desconto para esses modelos, e devolução da diferença paga pelos quase 1.000.000 de “early adopters” que já deixaram sua graninha nas lojas e na internet.

O preço de $499, $599 e $699 dos modelos WiFi parece não haver assustado os compradores.  Isso valeu já mais de $500 milhões de receita em poucas semanas, o que não é desprezível.

Eu pensava em comprar um iPad Wifi. Mas como o 3G vai chegar sem necessidade de vínculo com a operadora, ou seja, seu preço não inclui atrelamento com planos subsidiados, acho que ele vai pegar mais do que o seu irmão pioneiro.

Arrisco dizer, sem ter visto, que o iPad 3G vai ser comprado pela maioria dos que se interessarem por essa proposta de um tablet. É esperar para ver.

Falando em esperar, faltou também ao iPad o sistema operacional 4G, já disponível para o iPhone, que, dentre outras vantagens, permite a abertura de mais de uma tarefa simultânea. Ficou para mais tarde, e será necessária uma atualização, que deve ocorrer sem traumas.

Ainda volto a falar do iPad daqui dos Estados Unidos, talvez na virada de abril para maio, com as notícias quentes do lançamento do iPad3G.

Brasil com 175.999.998 telefones celulares…

Deu na imprensa: Brasil atinge a marca de 176.000.000 de celulares. Retifico: são, no máximo, 175.999.998. E explico…

Sabendo que muita gente tem mais de um celular e muitos também mais de um chip por celular, informo que conheço um jovem de 18 anos que tem uma namorada e um celular pré-pago.  Pois bem, ele descobriu um plano de uma operadora que oferece ligações a um celular da mesma operadora pelo valor do primeiro minuto.  Pronto!  Seus problemas de vontade grande e mesada curta estavam com os dias contados, pois assim pode ficar horas pendurado ao celular com sua amada, por pouquíssimos reais.

Mas aí ele descobriu que o limite para esse plano era de 20 horas por mês, e isso era pouco.  Então, ele comprou mais um chip com um planinho desses, e seu limite foi para 40 horas por mês.  Pouco ainda…

A solução na data em que faço essa postagem foi de comprar um terceiro chip, e aumentar seu limite para 60 horas/mês, ainda que tenha de pagar três “pouquinhos” de reais por mês.

Então, da conta de 176 milhões, devemos tirar, no mínimo, as duas linhas dos chips que não estão no celular desse jovem, em um dado momento…

=====

Contada a história –verídica, sem revelar o nome do personagem-, vamos analisar os… 176 milhões de celulares do Brasil, agora sem a desculpa da licença poética de um caso de amor.

O fato real é que esse modelo existente no Brasil leva ao crescimento desordenado e artificial das linhas pré-pagas, que sabidamente não engordam o “bottom-line” das operadoras.  Assim, quem paga a conta são os clientes de planos pós-pagos e de tráfego de dados, aí indistintamente incluidas pessoas físicas, empresas e entidades governamentais.

Resultados? Nossa 3G “Banda Larga ” é lentinha, lentinha, e pagamos, em média, 24 vezes mais por serviços de telefonia do que um norteamericano médio.

>Brasil com 175.999.998 telefones celulares…

>Deu na imprensa: Brasil atinge a marca de 176.000.000 de celulares. Retifico: são, no máximo, 175.999.998. E explico…

Sabendo que muita gente tem mais de um celular e muitos também mais de um chip por celular, informo que conheço um jovem de 18 anos que tem uma namorada e um celular pré-pago.  Pois bem, ele descobriu um plano de uma operadora que oferece ligações a um celular da mesma operadora pelo valor do primeiro minuto.  Pronto!  Seus problemas de vontade grande e mesada curta estavam com os dias contados, pois assim pode ficar horas pendurado ao celular com sua amada, por pouquíssimos reais.

Mas aí ele descobriu que o limite para esse plano era de 20 horas por mês, e isso era pouco.  Então, ele comprou mais um chip com um planinho desses, e seu limite foi para 40 horas por mês.  Pouco ainda…

A solução na data em que faço essa postagem foi de comprar um terceiro chip, e aumentar seu limite para 60 horas/mês, ainda que tenha de pagar três “pouquinhos” de reais por mês.

Então, da conta de 176 milhões, devemos tirar, no mínimo, as duas linhas dos chips que não estão no celular desse jovem, em um dado momento…

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Contada a história –verídica, sem revelar o nome do personagem-, vamos analisar os… 176 milhões de celulares do Brasil, agora sem a desculpa da licença poética de um caso de amor.

O fato real é que esse modelo existente no Brasil leva ao crescimento desordenado e artificial das linhas pré-pagas, que sabidamente não engordam o “bottom-line” das operadoras.  Assim, quem paga a conta são os clientes de planos pós-pagos e de tráfego de dados, aí indistintamente incluidas pessoas físicas, empresas e entidades governamentais.

Resultados? Nossa 3G “Banda Larga ” é lentinha, lentinha, e pagamos, em média, 24 vezes mais por serviços de telefonia do que um norteamericano médio.

Descompasso Mental

Estranho o mundo da tecnologia digital… Os avanços ocorridos crescem exponencialmente, ao passo que os preços –quase sempre– despencam, fazendo com que cada vez mais pessoas tenham acesso às maravilhas do progresso tecnológico.

No Brasil, já existem mais celulares do que habitantes, conexões à internet por banda larga já superam os 40 milhões, sem contar a turma que usa a rede 3G, o iPod e concorrentes redefiniram a forma como ouvimos música e o YouTube exibe 1 bilhão de vídeos ao dia.

Para as casas, a venda de televisores LCD, LED ou plasma já domina o mercado, e há dificuldades em explicar às novas gerações o que é um rolo de filme de uma câmera fotográfica analógica.

Provavelmente, uma criança média com 10 anos de idade nos dias de hoje (nascida no novo milênio) já tirou mais fotos do que seus pais até o final do século XX, e com certeza mais do que a soma de todas as fotos tiradas pela turma de faculdade dos avós até o nascimento de seus filhos.

SMS, MMS, Google, Orkut, Twitter, Gigabyte, Wikipedia, Smartphone e tantas outras palavras e siglas que não existiam há poucos anos agora são comuns.

Eu costumo dizer que é difícil explicar aos mais jovens que antigamente, o telefone era caro, raro,  tinha disco, raramente falava e ficava pendurado na parede, que já houve um tempo sem internet e que o grande bolachão de vinil não é um “DVDzão”. Mais fácil contar que não existe Papai Noel.

Até aqui, nada de muito novo, em termos de constatações. Mas o que vejo é que os cidadãos digitais desse século XXI aderem muito rapidamente a essas novidades enquanto pessoas físicas. Já no mundo corporativo a coisa é muito mais lenta.

Como a velocidade dessas mudanças cresce cada vez mais, o descompasso entre o mundo pessoal e corporativo, como regra, segue aumentando.

Claro está que existem excessões e muitas empresas buscam atualizações de seus produtos e processos usando intensivamente a tecnologia digital. Mas elas são minoria.

Provocação feita, como está você nesse cenário? Tome como referência você apenas como indivíduo e se atribua um 10, no quesito de uso de tecnologias digitais. Exclua a atividade profissional.

Agora dê uma nota para sua atividade digital no trabalho. E outra para a média de sua empresa.

Surpreso? Pois é, se você é como a maioria dos mortais, você é mais digital em casa do que no trabalho. Por óbvio, você poderia ser muito mais produtivo…


Como consequência, podemos dizer que aqui existem muitas oportunidades a explorar!

Pense nisso!

>Descompasso Mental

>Estranho o mundo da tecnologia digital… Os avanços ocorridos crescem exponencialmente, ao passo que os preços –quase sempre– despencam, fazendo com que cada vez mais pessoas tenham acesso às maravilhas do progresso tecnológico.

No Brasil, já existem mais celulares do que habitantes, conexões à internet por banda larga já superam os 40 milhões, sem contar a turma que usa a rede 3G, o iPod e concorrentes redefiniram a forma como ouvimos música e o YouTube exibe 1 bilhão de vídeos ao dia.

Para as casas, a venda de televisores LCD, LED ou plasma já domina o mercado, e há dificuldades em explicar às novas gerações o que é um rolo de filme de uma câmera fotográfica analógica.

Provavelmente, uma criança média com 10 anos de idade nos dias de hoje (nascida no novo milênio) já tirou mais fotos do que seus pais até o final do século XX, e com certeza mais do que a soma de todas as fotos tiradas pela turma de faculdade dos avós até o nascimento de seus filhos.

SMS, MMS, Google, Orkut, Twitter, Gigabyte, Wikipedia, Smartphone e tantas outras palavras e siglas que não existiam há poucos anos agora são comuns.

Eu costumo dizer que é difícil explicar aos mais jovens que antigamente, o telefone era caro, raro,  tinha disco, raramente falava e ficava pendurado na parede, que já houve um tempo sem internet e que o grande bolachão de vinil não é um “DVDzão”. Mais fácil contar que não existe Papai Noel.

Até aqui, nada de muito novo, em termos de constatações. Mas o que vejo é que os cidadãos digitais desse século XXI aderem muito rapidamente a essas novidades enquanto pessoas físicas. Já no mundo corporativo a coisa é muito mais lenta.

Como a velocidade dessas mudanças cresce cada vez mais, o descompasso entre o mundo pessoal e corporativo, como regra, segue aumentando.

Claro está que existem excessões e muitas empresas buscam atualizações de seus produtos e processos usando intensivamente a tecnologia digital. Mas elas são minoria.

Provocação feita, como está você nesse cenário? Tome como referência você apenas como indivíduo e se atribua um 10, no quesito de uso de tecnologias digitais. Exclua a atividade profissional.

Agora dê uma nota para sua atividade digital no trabalho. E outra para a média de sua empresa.

Surpreso? Pois é, se você é como a maioria dos mortais, você é mais digital em casa do que no trabalho. Por óbvio, você poderia ser muito mais produtivo…


Como consequência, podemos dizer que aqui existem muitas oportunidades a explorar!

Pense nisso!

Banda Larga Popular em São Paulo

A Net anunciou hoje a disponibilização da chamada Banda Larga Popular no Estado de São Paulo, a R$ 29,80 por mês, com velocidade de 200kb. Ao mesmo tempo uma boa e uma má notícia.

O lado bom do anúncio foi o esforço institucional do governo de SP, ao considerar a internet como um insumo básico e isentar o serviço de ICMS.  Pode haver um repique da concorrência e mesmo a cópia desse modelo em outris estados. Deve contribuir para a inclusao digital.

O lado ruim é que 200kb só é banda larga no Brasil. Na maioria das nações, especialmente aquelas cujo grupo pretendemos participar, banda larga só recebe esse nome quando a velocidade é superior a 1Mb.

Em todo caso, uma iniciativa louvável. E a primeira reação do mercado foi positiva, subindo o valor das ações da Net.

Tomara que a moda pegue e outras esferas de tributação façam a mesma coisa, tornando a banda verdadeiramente larga uma realidade para a maioria de nossa população, dada a popularização dos computadores e a importância da internet nessa virada de década.

Por essa velocidade, valeria a pena considerar estender a isenção de imposto à rede 3G de celulares, e estimular as operadoras a concorrer com a Net.