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Kindle, Barnes&Noble chegam no iPad. E de graça!

Estava em mais uma das minhas fases finais de testes do iPad quando fui agradavelmente surpreendido pelo aplicativo do Kindle disponível na AppStore, e de graça!

Quem tem ou pensa comprar um iPad, mas fica meio em dúvida por conta dos preços menores e da quantidade de títulos muito maior da Amazon, mas estava em dúvida, então, parodiando o Seu Kreiçon do Casseta e Planeta, “seus pobremas si acabário-si“.

Tirando o por vezes incômodo brilho na tela do iPad, poder ter a convivência de duas das três maiores vendedoras de livros digitais, ou eBooks (a outra é a Barnes & Noble, que lançou o Nook para competir com o Kindle, da Amazon.

Mas… espere aí: será que não tem o acervo da B&N para o iPad?  BINGO! Está lá, de graça também.

Então, em tese você tem o acervo das três principais vendedoras de livros digitais em seu iPad.  Verdade que o leitor do acervo comprado na Amazon, que emula o Kindle, não tem os mesmos recursos do leitor nativo do iPad. O mesmo vale para o leitor da B&N, que, ainda por cima, no momento que escrevo, a versão disponibiulizada do software é feita para o iPhone, e, quando você usa o botão <X2>, que dobra a largura e altura da página e ocupa toda a tela do iPad, a definição das letras não é tão boa.

Fica claro que tanto a Amazon quanto a B&N apostam na estratégia de vender conteúdo (livros), e seus leitores de eBooks ficam no segundo plano. Reforça essa percepção o fato de que ambas disponibilizam gratuitamente o software de leitura de eBooks para as principais plataformas de smartphones e, por extensão, dos demais tablets que chegam ao mercado.

Conclusão para a noite: os leitores de livros digitais vieram para ficar, e serão quase todos na linha do iPad. Os concorrentes da Apple provavelmente terão sistemas operacionais da Microsoft (Windows) e do Google (Android).


Esperemos o acirramento da concorrência. Mas, de qualquer modo, mais uma vez a Apple dá o tom para um novo tipo de produto.


Boa leitura!

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iPad 3G: Boa Novidade no Mercado Digital – Parte 1

Pois é. Acabei comprando um iPad 3G no dia do lançamento, na loja da Apple, em Aventura, FL. Entrei na fila, vi o show de marketing preparado com esmero e levei-o para o hotel. Brinquei um pouco com ele, durante o resto da viagem, mas sem muito empenho. Na volta, passei na alfândega e declarei a compra, pagando pouco mais de R$ 200 de impostos.

Mas foi assim: Fila para entrar na loja, fila para habilitar o iPad, fila para marcar um workshop para iniciantes. Tudo muito bem pensado para criar agito.  Olhem só a fila da habilitação, eu no canto direito, com uns seis à minha frente, só nessa bancada:

A campanha de lançamento do produto foi um show de bola! Recomendo ver as apresentações do iPad e os comerciais. Destaco esse: http://www.apple.com/ipad/gallery/#ad . E o sucesso parece estar garantido. O início das vendas teve uma curva de crescimento 4 vezes maior do que a do iPhone, outra grande sacada da Apple.

De volta ao Brasil, fiz um teste de stress no produto, e cheguei a conclusões interessantes, que partilho aqui com meus amigos leitores.

Para começar:  quem pensar num iPad como substituto do smartphone ou do laptop vai se frustrar. Ele não está em nenhuma dessas categorias. O iPad é muito bom para ver videos, fotos, livros, acessar a internet e muito prático para carregar. E a bateria dura bastante, entre cargas.  Uso pesado e intenso não chega a drená-la em  um dia.

Como ele não tem portas USB, Firewire ou HDMI, a forma de conexão principal com outros dispositivos é a internet ou então o iTunes. Quem tem outros produtos Apple vai ter muita facilidade de desfrutar o iPad.

Aos detalhes:

Ergonomia, aspecto e facilidade de uso: Pontos altos!  É tudo muito intuitivo.  Pude selar essa impressão ao dividir o iPad com meus netos pequenos. Zero de aprendizado, é pegar e sair usando. A tela sensível ao toque é espetacular. Pena que o reflexo seja elevado e com um pouquinho de uso, ela retenha a gordura dos dedos, mesmo com um tratamento repelente especial. Nitidez, contraste e brilho são os conhecidos dos produtos Apple.


3G: Embora o iPad seja vendido desbloqueado, ele tem um micro SimCard que não é usado pelas operadoras brasileiras, no momento desta postagem. Assim, aqueles pioneiros compradores do iPad 3G não vão poder utilizá-lo no Brasil para conexão via rede celular. Existem algumas gambiarras que prometem resolver o assunto, mas eu acredito que a operadora que sair na frente com a homologação de um Micro SimCard para o iPad vai pegar um nicho do mercado muito interessante.

Equilíbrio técnico: A Apple lançou um processador  específico para o iPad, o A4, que trabalha com voltagens baixas e é econômico no uso de energia. Daí a durabilidade da caga da bateria, mas a velocidade do processador não é lá essas coisas,  ainda mais em aplicativos mais pesados ou quando a memória flash está muito carregada. Aliás, o máximo  e memória Flash, sem possibilidades de expansão, é 64Gb, o que pode ser um limitador para quem está acostumado a guardar muita coisa em seus dispositivos digitais. Mas,  ed um modo geral, o iPad é muito equilibrado tecnicamente. Ele parce ter sido projetado para ser mmuito fácil de usar, com poucas opções de configuração (basicamente, WiFi ou WiFi+3G e três tamanhos de memória Flash: 16, 3 e 64 Gb.

O dilema da briga com a Adobe: a imensa maioria dos sites da internet que usam de animação usam a tecnologia Flash da Adobe (nada a ver com a memória Flash), e não houve acordo, ou interesse das partes em licenciar a tecnologia para rodar nos produtos Apple. Isso não é privilégio do iPad, mas não se surpreenda, ao acessar a internet, se alguns de seus sites favoritos não exibirem imagens que você está acostumado. A Apple aposta no declínio do Flash, e a Adobe insiste.  Nessa queda de braços, eu aposto no padrão HTML5, que torna o Flash irrelevante.  Mas, durante um bom tempo, os Mac, iPhone, iPod e iPad conviverão com essa limitação.

Teclado virtual: muito bom, com excelente sensibilidade, fácil de usar. Mas não é algo para uso intensivo. Colocando em termos relativos:  se um bom teclado de computador merece um 10 e um bom teclado de smartphone vale um 3, o teclado virtual do iPad poderia ganhar um 6.

Áudio: surpreendente a qualidade do áudio nativo do iPad. Nem parece ter micro altofalantes. E o microfone embutido capta sinais de áudio com extrema competência. Dá para ouvir músicas do iTunes sem fones de ouvido com relativo prazer. Mas, para ficar melhor, use um bom fone de ouvido ou ligue-o a um bom dispositivo  externo.

Vídeo: A tela de 9,7″ do iPad exibe imagens de execelente qualidade, e  sua resolução Full HD permite exibir filmes de alta definição.  Para quem tem banda larga e pode acessar videos HD, dá para conectar o iPad na TV grande e exibir filmes no padrão da TV digital.  Mas falta a webcam, para poder usar um Skype com vídeo, por exemplo. Acho que, com a versão 4 do sistema operacional, que virá no final deste ano, deve vir uma nova versão do iPad com câmera de vídeo embutida.

iBookStore e iBook: Comparativamente à Amazon (Kindle) e Barnes&&Noble, a Apple entra nesse mercado de livros digitais com cerca de 10% da quantidade de títulos dos concorrentes. E, na média, os títulos são mais caros. E, em qualquer opção, a maioria dos títulos está em inglês. Mas o iPad tem a vantagem das cores, coisa útil para livros infantis, jornais e revistas, por exemplo. Meio que compensa o excesso de reflexo da tela do iPad. E no iPad, o livro digital é mais uma de suas múltiplas funcionalidades, enquanto que o Kindle e o Nook são unifunção.

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Mais iPad 3G nas próximas postagens.

Nook: A Barnes & Noble Esquenta a Guerra dos eBooks

O Kindle mal chegou aqui no Brasil, lançado entre nós nesta última segunda, 19, quando o mercado estremece com o lançamento do Nook, da Barnes & Noble. Embora só chegue ao mercado norteamericano em novembro, a tempo de esquentar as vendas de Natal, ele sinaliza as armas que serão utilizadas nos próximos lances desse novo mercado de eBooks. E a guerra promete ser feroz…

Para começar, a B&N é, para o mundo das livrarias de tijolo, o que a Amazon representa no mundo virtual, a lider de mercado.

E ela posiciona o Nook para competir direto com o Kindle, da Amazon. O tamanho é parecido, a tecnologia de tinta eletrônica também, o que assegura a legibilidade em qualquer ambiente.

O preço é idêntico ao do Kindle 2, ou US$ 259 lá. Mas ele vem com um acervo de mais de 1 milhão de títulos, ou seja, o conteudo do Nook é pelo menos o triplo do disponível no Kindle.

O Nook tem ainda uma telinha inferior colorida, sensível ao toque, que permite ao seu dono navegar com os dedos sobre as capas dos títulos, similar ao que existe hoje -também lá fora- para o iPhone e iPod, com as músicas. Uma bela sacada!

O download de livros também é feito pela rede celular 3G, nada inovador, mas já provado e testado, e que sinaliza uma tendência que veio para ficar.

Uma das características mais criticadas do Kindle é o “mico” dos títulos adquiridos, que não podem ser emprestados ou revendidos, salvo se o Kindle for junto. Pois bem, a B&N inovou, criando a figura do “loan“, onde você pode, a exemplo do que acontece no mundo dos livros de papel, emprestar o conteúdo do seu Nook a outra pessoa que tenha não só o Nook como também notebooks e players de video. Ponto para a B&N, o Nook pode ser um bom exemplo da “evolução da espécie”, emprestando o termo do genial Charles Darwin.

Para nós, brasileiros, pouco muda, por enquanto. Quem quiser ter uma oferta local de eBook vai ter de optar pelo Kindle ou outro menos cotado, que tende a desaparecer do mercado.

Mas dá para antever o aquecimento da disputa pelo mercado dos eBooks, justamente entre as que mais distribuem conteudo no mundo, a Barbes & Noble e a Amazon. E, claro, outros atores vão entrar em cena.

Bom para os devoradores de livro...

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