Soluções de mobilidade demoram para emplacar no Brasil
Está escrito em 10 de 10 previsões de analistas do setor de tecnologia: as soluções que envolvem recursos de dispositivos móveis, especialmente os smartphones, GPS e tablets são a grande avenida de crescimento do mundo digital. O Brasil, no entanto, está em posições tímidas em qualquer ranking, quando o assunto é mobilidade. Estranho?
Nem tanto… Se levarmos em conta os custos absurdos que somos obrigados a encarar, tanto para compra de hardware como para uso de redes de acesso à internet, entendemos os motivos que nos colocam em posições medíocres, mesmo se comparados com nossos vizinhos latinoamericanos.
E o debate fica perigosamente desfocado quando vai para a reativação da Telebrás, supostamente para prover banda larga a qualquer cidadão em qualquer lugar do Brasil.
Assim, enquanto discutimos o sexo dos anjos, perdemos preciosas oportunidades de oferecer às nossas empresas e aos nossos cidadãos já incluidos digitalmente, as soluções decentes que usam intensamente os recursos da mobilidade digital.
Enquanto tivermos que pagar preços várias vezes maiores do que os praticados em outras plagas do planeta, não há milagre a operar. Vamos ficando para trás, em uma era onde estar presente em qualquer lugar –como permite a internet– não é mais fator crítico de sucesso, mas uma necessidade vital.
Alta carga tributária, um marco regulatório esquisito, que desestimula a concorrência, segurança jurídica no mínimo questionável ajudam a explicar esse descompasso.
Disposição de mudar parece inexistir entre os diversos atores, a começar por nós, usuários, que bovinamente assistimos essa aberração e ruminamos as altas contas que pagamos mensalmente como se fossem altamente nutrientes…
Engano puro! Esse quadro vai nos levar a uma perda de competitividade cada vez mais gritante. E revertê-la, cada vez mais difícil.
Soluções de mobilidade demoram para emplacar no Brasil
Está escrito em 10 de 10 previsões de analistas do setor de tecnologia: as soluções que envolvem recursos de dispositivos móveis, especialmente os smartphones, GPS e tablets são a grande avenida de crescimento do mundo digital. O Brasil, no entanto, está em posições tímidas em qualquer ranking, quando o assunto é mobilidade. Estranho?
Nem tanto… Se levarmos em conta os custos absurdos que somos obrigados a encarar, tanto para compra de hardware como para uso de redes de acesso à internet, entendemos os motivos que nos colocam em posições medíocres, mesmo se comparados com nossos vizinhos latinoamericanos.
E o debate fica perigosamente desfocado quando vai para a reativação da Telebrás, supostamente para prover banda larga a qualquer cidadão em qualquer lugar do Brasil.
Assim, enquanto discutimos o sexo dos anjos, perdemos preciosas oportunidades de oferecer às nossas empresas e aos nossos cidadãos já incluidos digitalmente, as soluções decentes que usam intensamente os recursos da mobilidade digital.
Enquanto tivermos que pagar preços várias vezes maiores do que os praticados em outras plagas do planeta, não há milagre a operar. Vamos ficando para trás, em uma era onde estar presente em qualquer lugar –como permite a internet– não é mais fator crítico de sucesso, mas uma necessidade vital.
Alta carga tributária, um marco regulatório esquisito, que desestimula a concorrência, segurança jurídica no mínimo questionável ajudam a explicar esse descompasso.
Disposição de mudar parece inexistir entre os diversos atores, a começar por nós, usuários, que bovinamente assistimos essa aberração e ruminamos as altas contas que pagamos mensalmente como se fossem altamente nutrientes…
Engano puro! Esse quadro vai nos levar a uma perda de competitividade cada vez mais gritante. E revertê-la, cada vez mais difícil.
>Descompasso Mental
>Estranho o mundo da tecnologia digital… Os avanços ocorridos crescem exponencialmente, ao passo que os preços –quase sempre– despencam, fazendo com que cada vez mais pessoas tenham acesso às maravilhas do progresso tecnológico.
No Brasil, já existem mais celulares do que habitantes, conexões à internet por banda larga já superam os 40 milhões, sem contar a turma que usa a rede 3G, o iPod e concorrentes redefiniram a forma como ouvimos música e o YouTube exibe 1 bilhão de vídeos ao dia.
Para as casas, a venda de televisores LCD, LED ou plasma já domina o mercado, e há dificuldades em explicar às novas gerações o que é um rolo de filme de uma câmera fotográfica analógica.
Provavelmente, uma criança média com 10 anos de idade nos dias de hoje (nascida no novo milênio) já tirou mais fotos do que seus pais até o final do século XX, e com certeza mais do que a soma de todas as fotos tiradas pela turma de faculdade dos avós até o nascimento de seus filhos.
SMS, MMS, Google, Orkut, Twitter, Gigabyte, Wikipedia, Smartphone e tantas outras palavras e siglas que não existiam há poucos anos agora são comuns.
Eu costumo dizer que é difícil explicar aos mais jovens que antigamente, o telefone era caro, raro, tinha disco, raramente falava e ficava pendurado na parede, que já houve um tempo sem internet e que o grande bolachão de vinil não é um “DVDzão”. Mais fácil contar que não existe Papai Noel.
Até aqui, nada de muito novo, em termos de constatações. Mas o que vejo é que os cidadãos digitais desse século XXI aderem muito rapidamente a essas novidades enquanto pessoas físicas. Já no mundo corporativo a coisa é muito mais lenta.
Como a velocidade dessas mudanças cresce cada vez mais, o descompasso entre o mundo pessoal e corporativo, como regra, segue aumentando.
Claro está que existem excessões e muitas empresas buscam atualizações de seus produtos e processos usando intensivamente a tecnologia digital. Mas elas são minoria.
Provocação feita, como está você nesse cenário? Tome como referência você apenas como indivíduo e se atribua um 10, no quesito de uso de tecnologias digitais. Exclua a atividade profissional.
Agora dê uma nota para sua atividade digital no trabalho. E outra para a média de sua empresa.
Surpreso? Pois é, se você é como a maioria dos mortais, você é mais digital em casa do que no trabalho. Por óbvio, você poderia ser muito mais produtivo…
Como consequência, podemos dizer que aqui existem muitas oportunidades a explorar!
Pense nisso!
Descompasso Mental
Estranho o mundo da tecnologia digital… Os avanços ocorridos crescem exponencialmente, ao passo que os preços –quase sempre– despencam, fazendo com que cada vez mais pessoas tenham acesso às maravilhas do progresso tecnológico.
No Brasil, já existem mais celulares do que habitantes, conexões à internet por banda larga já superam os 40 milhões, sem contar a turma que usa a rede 3G, o iPod e concorrentes redefiniram a forma como ouvimos música e o YouTube exibe 1 bilhão de vídeos ao dia.
Para as casas, a venda de televisores LCD, LED ou plasma já domina o mercado, e há dificuldades em explicar às novas gerações o que é um rolo de filme de uma câmera fotográfica analógica.
Provavelmente, uma criança média com 10 anos de idade nos dias de hoje (nascida no novo milênio) já tirou mais fotos do que seus pais até o final do século XX, e com certeza mais do que a soma de todas as fotos tiradas pela turma de faculdade dos avós até o nascimento de seus filhos.
SMS, MMS, Google, Orkut, Twitter, Gigabyte, Wikipedia, Smartphone e tantas outras palavras e siglas que não existiam há poucos anos agora são comuns.
Eu costumo dizer que é difícil explicar aos mais jovens que antigamente, o telefone era caro, raro, tinha disco, raramente falava e ficava pendurado na parede, que já houve um tempo sem internet e que o grande bolachão de vinil não é um “DVDzão”. Mais fácil contar que não existe Papai Noel.
Até aqui, nada de muito novo, em termos de constatações. Mas o que vejo é que os cidadãos digitais desse século XXI aderem muito rapidamente a essas novidades enquanto pessoas físicas. Já no mundo corporativo a coisa é muito mais lenta.
Como a velocidade dessas mudanças cresce cada vez mais, o descompasso entre o mundo pessoal e corporativo, como regra, segue aumentando.
Claro está que existem excessões e muitas empresas buscam atualizações de seus produtos e processos usando intensivamente a tecnologia digital. Mas elas são minoria.
Provocação feita, como está você nesse cenário? Tome como referência você apenas como indivíduo e se atribua um 10, no quesito de uso de tecnologias digitais. Exclua a atividade profissional.
Agora dê uma nota para sua atividade digital no trabalho. E outra para a média de sua empresa.
Surpreso? Pois é, se você é como a maioria dos mortais, você é mais digital em casa do que no trabalho. Por óbvio, você poderia ser muito mais produtivo…
Como consequência, podemos dizer que aqui existem muitas oportunidades a explorar!
Pense nisso!
>Internet 2009: Imagem é o nome do jogo
>A postagem de 25 de janeiro abordou os números impressionantes de internautas, e-mails e coisas que atormentam o cidadão digital, como spam, virus e afins.
Na esteira do lançamento –muito criticado pela maioria dos analistas– do iPad da Apple, cabe colocar o tema das imagens na internet, seus volumes e tendências, e mostrar que o iPad talvez acabe fazendo sucesso.
Vamos aos números de 2009:
Imagens
- 4 bilhões – Fotos no Flickr (Outubro)
- 2.5 bilhões – Fotos novas carregadas por mês no Facebook, ou 30 bilhões/ano
Vídeos
- 1 bilhão – Média diária de vídeos exibidos por dia no YouTube
- 182 – Número de videos online que o internauta americano acessa por mês
- 82% – Percentagem de internautas americanos que assistem a videos online na Internet
Livros
- 52% – Percentagem de eBooks vendidos pela Amazon em dezembro (48% de papel)
Esses números ilustram a importância predominantes das imagens na internet. Qualquer evento local ou global de alguma repercussão aparecem antes no YouTube e depois nos telejornais. Na melhor das hipóteses, ao mesmo tempo.
Só o YouTube consome algo como 20% da banda total da internet.
Assim, dispositivos orientados à manipulação de imagens, que sejam de fácil manuseio e custo razoável, podem cair no gosto do cidadão digital. Ainda mais com o apelo da Apple. E com a sua estratégia de marketing, por suposto.
Não por acaso, o iPad foi lançado em evento especial, e o “falando nisso” que fica para o final das apresentações do Steve Jobs ficou por conta da funcionalidade de leitor de eBooks, com a facilidade de ser a cores.
No final da semana passada, algumas editoras cancelaram seus contratos com a Amazon e assinaram com a Apple, até por conta de uma política de preços na nova iBookstore e margens mais interessantes.
Assim, enquanto os analistas reclamam do “iPhonão” que não tem isso, não faz aquilo, a Apple aproveita o sucesso das imagens na internet e apresenta o tablet mais completo do mercado, pronto para fotos, vídeos e livros, como nenhum outro. E a preços extremamente competitivos.
Eu acho que o iPad vai emplacar e criar uma forte tendência para produtos semelhantes. Vamos ver se a concorrência acorda.
Internet 2009: Imagem é o nome do jogo
A postagem de 25 de janeiro abordou os números impressionantes de internautas, e-mails e coisas que atormentam o cidadão digital, como spam, virus e afins.
Na esteira do lançamento –muito criticado pela maioria dos analistas– do iPad da Apple, cabe colocar o tema das imagens na internet, seus volumes e tendências, e mostrar que o iPad talvez acabe fazendo sucesso.
Vamos aos números de 2009:
Imagens
- 4 bilhões – Fotos no Flickr (Outubro)
- 2.5 bilhões – Fotos novas carregadas por mês no Facebook, ou 30 bilhões/ano
Vídeos
- 1 bilhão – Média diária de vídeos exibidos por dia no YouTube
- 182 – Número de videos online que o internauta americano acessa por mês
- 82% – Percentagem de internautas americanos que assistem a videos online na Internet
Livros
- 52% – Percentagem de eBooks vendidos pela Amazon em dezembro (48% de papel)
Esses números ilustram a importância predominantes das imagens na internet. Qualquer evento local ou global de alguma repercussão aparecem antes no YouTube e depois nos telejornais. Na melhor das hipóteses, ao mesmo tempo.
Só o YouTube consome algo como 20% da banda total da internet.
Assim, dispositivos orientados à manipulação de imagens, que sejam de fácil manuseio e custo razoável, podem cair no gosto do cidadão digital. Ainda mais com o apelo da Apple. E com a sua estratégia de marketing, por suposto.
Não por acaso, o iPad foi lançado em evento especial, e o “falando nisso” que fica para o final das apresentações do Steve Jobs ficou por conta da funcionalidade de leitor de eBooks, com a facilidade de ser a cores.
No final da semana passada, algumas editoras cancelaram seus contratos com a Amazon e assinaram com a Apple, até por conta de uma política de preços na nova iBookstore e margens mais interessantes.
Assim, enquanto os analistas reclamam do “iPhonão” que não tem isso, não faz aquilo, a Apple aproveita o sucesso das imagens na internet e apresenta o tablet mais completo do mercado, pronto para fotos, vídeos e livros, como nenhum outro. E a preços extremamente competitivos.
Eu acho que o iPad vai emplacar e criar uma forte tendência para produtos semelhantes. Vamos ver se a concorrência acorda.
>Os Incríveis Números da Internet em 2009
>O interessante blog Royal Pingdom resume os números da internet em 2009. Vamos comentar alguns deles:
1- Email
- 90 trilhões de emails enviados em 2009.
- 247 bilhões de mensagens diárias, em média.
- 1,4 bilhões de usuários de email no mundo.
- 100 milhões de novos usuários de email desde 2008.
- 81% dos emails enviados foram spam.
- 92% de emails como spam enviados em dias de pico, no final do ano.
2- Usuários da Internet
- 1,73 bilhões de usuários no mundo (09/2009)
- 18% foi o crescimento em relação a 2008.
- 179.031.479 dos usuários estão na América Latina e Caribe, mais de 10,3% do total.
3- Mídias sociais
- 126 milhões de blogs na internet.
- 84% dos sites sociais têm mais mulheres do que homens.
- 27,3 milhões de tweets no Twitter/dia em novembro
- 350 milhões de pessoas no Facebook.
- 500.000 aplicações ativas no Facebook.
3- Software malicioso
- 148.000 novos computadores zumbis criados por dia, que ficam enviado spam e lixo eletrônico automaticamente.
- 2,6 milhões de programas maliciosos no início de 2009 (virus, cavalos de Tróia, etc.)
- 921.143 milhões de novas ameaças identificadas e adicionadas na lista de proteção pela Symantec no 4o trimestre de 2009.
Façamos algumas reflexões:
Com essa quantidade de emails que são spams, hoje com certeza a uma taxa superior a 100 trilhões/ano, as chances de contaminação crescem exponencialmente, ainda mais com a contribuição de 150 mil novos zumbis/dia, ou, até a data da postagem, 3.600.000 novos computadores virando zumbis…
Isso sem falar nos links das mensagens das redes sociais, não computados nas estatísticas. Levando em conta que só os usuários do Facebook equivalem hoje ao dobro da população brasileira, e que uma parte dos 27 milhões de tweets dia contêm algum tipo de link, incluindo aqueles que adicionam automaticamente centenas de seguidores, mas retêm seus dados para spam e phishing, por exemplo, chegamos a uma dimensão preocupante das ameaças.
E aí, abandonamos os emails e as redes sociais? Não necessariamente. Mas devemos cuidar sobremodo da proteção de nossos dados pessoais e não deixar desatualizados os programas anti-virus, anti-spam, anti-phising, anti-tudo.
Vale lembrar que a internet, assim como o mundo real, não dispensa mecanismos e atitudes de segurança. Olhe em sua volta para as grades, as câmeras de monitoramento, os procedimentos de embarque nos aeroportos, os exames de laboratório. Não poderíamos viver sem eles para termos sossego, certo?
Então, na internet é a mesma coisa, e as ameaças são reais, não virtuais.
Os Incríveis Números da Internet em 2009
O interessante blog Royal Pingdom resume os números da internet em 2009. Vamos comentar alguns deles:
1- Email
- 90 trilhões de emails enviados em 2009.
- 247 bilhões de mensagens diárias, em média.
- 1,4 bilhões de usuários de email no mundo.
- 100 milhões de novos usuários de email desde 2008.
- 81% dos emails enviados foram spam.
- 92% de emails como spam enviados em dias de pico, no final do ano.
2- Usuários da Internet
- 1,73 bilhões de usuários no mundo (09/2009)
- 18% foi o crescimento em relação a 2008.
- 179.031.479 dos usuários estão na América Latina e Caribe, mais de 10,3% do total.
3- Mídias sociais
- 126 milhões de blogs na internet.
- 84% dos sites sociais têm mais mulheres do que homens.
- 27,3 milhões de tweets no Twitter/dia em novembro
- 350 milhões de pessoas no Facebook.
- 500.000 aplicações ativas no Facebook.
3- Software malicioso
- 148.000 novos computadores zumbis criados por dia, que ficam enviado spam e lixo eletrônico automaticamente.
- 2,6 milhões de programas maliciosos no início de 2009 (virus, cavalos de Tróia, etc.)
- 921.143 milhões de novas ameaças identificadas e adicionadas na lista de proteção pela Symantec no 4o trimestre de 2009.
Façamos algumas reflexões:
Com essa quantidade de emails que são spams, hoje com certeza a uma taxa superior a 100 trilhões/ano, as chances de contaminação crescem exponencialmente, ainda mais com a contribuição de 150 mil novos zumbis/dia, ou, até a data da postagem, 3.600.000 novos computadores virando zumbis…
Isso sem falar nos links das mensagens das redes sociais, não computados nas estatísticas. Levando em conta que só os usuários do Facebook equivalem hoje ao dobro da população brasileira, e que uma parte dos 27 milhões de tweets dia contêm algum tipo de link, incluindo aqueles que adicionam automaticamente centenas de seguidores, mas retêm seus dados para spam e phishing, por exemplo, chegamos a uma dimensão preocupante das ameaças.
E aí, abandonamos os emails e as redes sociais? Não necessariamente. Mas devemos cuidar sobremodo da proteção de nossos dados pessoais e não deixar desatualizados os programas anti-virus, anti-spam, anti-phising, anti-tudo.
Vale lembrar que a internet, assim como o mundo real, não dispensa mecanismos e atitudes de segurança. Olhe em sua volta para as grades, as câmeras de monitoramento, os procedimentos de embarque nos aeroportos, os exames de laboratório. Não poderíamos viver sem eles para termos sossego, certo?
Então, na internet é a mesma coisa, e as ameaças são reais, não virtuais.
Os Incríveis Números da Internet em 2009
O interessante blog Royal Pingdom resume os números da internet em 2009. Vamos comentar alguns deles:
1- Email
- 90 trilhões de emails enviados em 2009.
- 247 bilhões de mensagens diárias, em média.
- 1,4 bilhões de usuários de email no mundo.
- 100 milhões de novos usuários de email desde 2008.
- 81% dos emails enviados foram spam.
- 92% de emails como spam enviados em dias de pico, no final do ano.
2- Usuários da Internet
- 1,73 bilhões de usuários no mundo (09/2009)
- 18% foi o crescimento em relação a 2008.
- 179.031.479 dos usuários estão na América Latina e Caribe, mais de 10,3% do total.
3- Mídias sociais
- 126 milhões de blogs na internet.
- 84% dos sites sociais têm mais mulheres do que homens.
- 27,3 milhões de tweets no Twitter/dia em novembro
- 350 milhões de pessoas no Facebook.
- 500.000 aplicações ativas no Facebook.
3- Software malicioso
- 148.000 novos computadores zumbis criados por dia, que ficam enviado spam e lixo eletrônico automaticamente.
- 2,6 milhões de programas maliciosos no início de 2009 (virus, cavalos de Tróia, etc.)
- 921.143 milhões de novas ameaças identificadas e adicionadas na lista de proteção pela Symantec no 4o trimestre de 2009.
Façamos algumas reflexões:
Com essa quantidade de emails que são spams, hoje com certeza a uma taxa superior a 100 trilhões/ano, as chances de contaminação crescem exponencialmente, ainda mais com a contribuição de 150 mil novos zumbis/dia, ou, até a data da postagem, 3.600.000 novos computadores virando zumbis…
Isso sem falar nos links das mensagens das redes sociais, não computados nas estatísticas. Levando em conta que só os usuários do Facebook equivalem hoje ao dobro da população brasileira, e que uma parte dos 27 milhões de tweets dia contêm algum tipo de link, incluindo aqueles que adicionam automaticamente centenas de seguidores, mas retêm seus dados para spam e phishing, por exemplo, chegamos a uma dimensão preocupante das ameaças.
E aí, abandonamos os emails e as redes sociais? Não necessariamente. Mas devemos cuidar sobremodo da proteção de nossos dados pessoais e não deixar desatualizados os programas anti-virus, anti-spam, anti-phising, anti-tudo.
Vale lembrar que a internet, assim como o mundo real, não dispensa mecanismos e atitudes de segurança. Olhe em sua volta para as grades, as câmeras de monitoramento, os procedimentos de embarque nos aeroportos, os exames de laboratório. Não poderíamos viver sem eles para termos sossego, certo?
Então, na internet é a mesma coisa, e as ameaças são reais, não virtuais.
>Lançamentos de Janeiro apontam para o ocaso do teclado e do mouse
>Todo início de ano acontecem dois eventos do mundo digital que anunciam o que chega de novo no mercado: O CES- Consumer Electronics Show, de Las Vegas, e o Apple World, logo em seguida, na California. Este ano, duas tendências surgem fortes: a tela sensível ao toque em computadores portáteis, chamados tablets, e os softwares de reconhecimento de voz. Ambos fora do âmbito experimental e entrando de vez na produção em massa e diversificada, pela variedade de produtos.
Embora essas tecnologias já tenham alguma visibilidade há mais de uma década, elas não apresentavam maturidade e custos adequados para entrarem para valer no mercado. Não mais. Começou a era da aposentadoria -ou pelo menos da perda de importância- do mouse e do teclado, ícones da revolução digital criada pelo computador pessoal.
Em agosto de 2007, postamos matéria no blog falando do Microsoft Surface, um promissor mas ainda caro produto com tela sensível ao toque, que estava servindo como cardápio digital em vários restaurantes americanos, de forma inovadora. Mais ou menos ao mesmo tempo, as grandes redes internacionais de TV, puxadas pela CNN, mostravam telões sensíveis ao toque onde o apresentador navegava entre várias janelas de modo a tornar mais dinâmicos os telejornais, por exemplo, especialmente aqueles que exigiam cobertura ao vivo.
Essa tecnologia chegou primeiro aos players de música e aos telefones celulares, puxados pelos iPod e iPhone, com tímida passagem pelas telas intermediárias.
Pois bem, tudo isso chegou agora para valer aos computadores portáteis. Pelo menos três tablets foram apresentados no CES, com o peso do presidente da Microsoft, Steve Ballmer, a preços não muito superiores aos notebooks já existentes no mercado. Espera-se agora o anúncio de produto equivalente no MacWorld, em fevereiro. Um MacBook tablet vem sendo furiosamente especulado há meses pelo mercado e, se não acontecer , pode tirar um pouco do pique da empresa de Steve Jobs.
Os softwares de reconhecimento de voz também, depois de 20 anos de idas e vindas, parecem que chegaram para valer (veja avaliação comparativa), lastreados principalmente na crescente maturidade de aplicativos em celulares e GPS automotivos.
Quem é familiarizado com computadores, deve lembrar que o veterano e confiável Windows Xp já era capaz de gerenciar telas touch screen, e que alguns modelos meio esquisitos de notebooks chegaram ao mercado com essa funcionalidade, mas não pegaram, por uma conjunção de fatores.
Se houver o lançamento do tablet da Apple agora, as apostas são que o mercado vai ser inundado por computadores portáteis sem teclado físico, ficando a entrada de dados com os dedos no teclado da tela do tablet, coisa hoje já prática e razoavelmente confortável. Do jeito que eles estão concebidos, a navegação entre janelas é muito mais natural, fazendo a incursão diária à internet mais agradável e divertida. Sem falar na minimização da tendinite…
Então, como o lançamento de produtos digitais no mercado brasileiro não é tão defasada como há alguns anos, vale esperar mais umas semaninhas pelo que vem por aí em termos de computadores portáteis, para você não ficar com um dinossauro tecnológico nas mãos.