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DDA inova cobrança de boletos. Mas, e as tarifas?

Esta segunda, 19 de outubro, marca o início de mais um serviço integrado da rede bancária, o Débito Direto Autorizado, ou DDA, para os íntimos.

Em sua essência, o DDA elimina o boleto de papel, uma vez que permite aos fornecedores/credores emitirem o boleto eletronicamente e esse chega ao cliente/devedor da mesma forma, com aviso pelo site do banco na internet, por e-mail, por telefone celular e por outras formas que prometem acabar com o papel.

Além de ecologicamente correto, o DDA pretende facilitar a organização desses títulos de cobrança, tanto para credores quanto para devedores. Ele elimina um intermediário que volta e meia entra em greve, o Correio.

A adesão ao DDA é, de início, voluntária. O site da Febraban diz que “O novo sistema deve tirar de circulação em torno de 520 milhões de boletos físicos. Só para dar uma idéia, em 2007, circularam em torno de 1,3 bilhão de boletos pela CIP-Câmara Interbancária de Pagamento, 30% a mais, comparado ao ano anterior “. Ou seja, levando em conta o crescimento das transações, algo como 25% dos boletos viram eletrônicos, nessa fase.

O sistema deve ganhar em agilidade, custos e praticidade. Além da eliminação física do papel, as filas para pagamento de contas em bancos e lotéricas pode diminuir, os riscos de assaltos também.

Podemos esperar alguns problemas na fase de decolagem do DDA. Um deles é a possibilidade dos avisos falsos, já que uma das formas de apresentação de contas –o e-mail- vive recheado de avisos piratas. É bom ficar atento!

Mas a maior vantagem que poderia ser ofertada tanto a quem emite quanto a quem paga um boleto segue mudinha da silva: a redução das tarifas bancárias em geral, já que os custos dos bancos também se reduzem.

As campanhas de lançamento do DDA, que recheiam os jornais e revistas de belos anúncios não falam que essa redução de custos será repassada aos clientes, de alguma forma. Isso aí ainda não está claro, mas, se tudo for como sempre foi, parece que o DDA vai tender a aumentar a rentabilidade dos bancos, não a dos seus clientes.

Em todo caso, do ponto de vista tecnológico, parece que o DDA pode encorpar as vantagens do SPB – Sistema de Pagamentos Brasileiro – que já nos oferece coisas pioneiras como a TED, que transfe instantaneamente valores superiores a R$ 5.000 entre contas de bancos diferentes, algo inusitado nesse mundo globalizado.

Também o DDA pode ficar na história da tecnologia digital brasileira como uma boa inovação, ao lado do voto eletrônico e do Imposto de Renda pela internet.

Se as tarifas bancárias baixassem… Mas ainda resta uma esperança: afinal de contas, dentro de pouco mais de dois meses, Papai Noel deve chegar com seu trenó carregado de bondades.

Seria pedir muito que ele trouxesse para todos nós, além de um serviço mais ágil e seguro, tarifas mais palatáveis? Hein? Hein?

Redes Sociais: Modismo, Revolução ou Mais do Mesmo?

Aqui o link para a apresentação que fiz hoje no evento organizado pela AmCham Curitiba, na PUC-PR, Panorama de TI: Cenário Atual e Futuro Próximo.

O que mais me preocupa, no momento, é a baixa taxa de adoção, pelas empresas, das plataformas de redes sociais para comunicação com seus públicos-alvo.

Twitter: Um Fenômeno de Mobilidade

O Twitter vem crescendo em número de usuários a taxas recordes e já é apontado como um fenômeno da era digital, talvez semelhante ao Google, que neste domingo, 27, completou 11 anos de vida.

Mas o que pouca gente vem falando é que o Twitter é menos um fenômeno da internet do que uma ferramenta poderosa para dispositivos móveis, sobretudo os smartphones.

Um estudo do blog Crowd Science mostra a que a taxa de acesso ao Twitter via dispositivos móveis sempre bem maior do que a de outras redes sociais, como o Facebook, o MySpace e o LinkedIn.

E o curioso é que, mais e mais pessoas vão ao Twitter quando estão dirigindo, em restaurantes, cinemas e… no banheiro! Isso mesmo, 11% das pessoas mapeadas por essa pesquisa do blog acessam o Twitter quando sentados no “trono”.

O maior problema que os que acessam o Twitter do banheiro podem causar é o aumento da fila em um restaurante ou show, mas, com certeza, os motoristas estarão cometendo infração sujeita a multa e perda de pontos na carteira se vão ao Twitter enquanto dirigem.

A taxa elevada de uso do Twitter via dispositivos móveis pode estar associada a dois fatores: o limite de 140 caracteres e a velocidade de atualização, ideais para esses aparelhos menores, com teclados limitados e para pessoas que estão se deslocando e buscam passar e receber novas informações.

A Crowd Science descobriu que 27% dos Twitters postam mensagens diariamente, e 46% checam atualizações todos os dias.

Com o crescente uso do Twitter por empresas, inclusive em atividades de marketing, parece ter ficado impossível criar uma estratégia de comunicação digital com potenciais clientes sem levar em conta essa dupla Smartphone + Twitter.

Os números são impressionantes: os Twitters usam o serviço a uma taxa que é o dobro de outras mídias sociais, quando em um cinema ou teatro (8% to 4%). No banheiro, a relação é de 17% a 12%. Em restaurantes, então, o Twitter tem a preferência quase três vezes maior, 31% a 12%. 



Já os usuários relutantes não são tão poucos assim, ainda segundo a pesquisa da Crowd Science. Dos usuários do Twitter, 17% o fazem por conta da “Síndrome do Eu Também“, ou seja, usam porque seus amigos ou contatos o fazem, ou, se eles não o fizerem, vão ter perda de status (15%).

De outro lado, 32% dos Twitters acham que estão gastando tempo demais na rede, o que pode apontar para uma futura redução ou racionalização do seu uso. E mais: 22% deles disseram já ter escrito coisas em mídias sociais que depois se arrepanderam, e 16% deixam de fazer atividades relevantes para passar mais tempo navegando nas mídias sociais.

O número que de certo modo explica o crescimento desse fenômeno, é o dos 25% de Twitters que encontram nas mídias sociais a sua atividade preferida de lazer, comparado com apenas 14% dos não Twitters.

Mas, para fechar essa postagem com uma provocação para aqueles mais maduros que são refratários ao Twitter por achar que isso é brincadeira de adolescente: 54% de seus usuários têm mais de 30 anos, 18% são empresários ou empreendedores, 24% gostam de coisas de tecnologia, 48% criaram seus próprios sites, e 37% mantêm seus próprios blogs.

Ao contrário de pesquisas convencionais, essa da Crowd Science buscou dados com mais de 600.000 visitantes aos sites que são monitorados em tempo real pela ferramenta da empresa, todos com mais de 12 anos, entre 5 e 13 de agosto deste ano.

Enfim, parece que o Twitter é coisa séria mesmo.

Tribunal de Justiça PR responsabiliza site P2P

O site iPlay foi responsabilizado pelo Tribunal de Justiça do Paraná por conta do uso de seu portal e do software K-Lite Nitro que facilitava a troca de músicas pela internet pelo processo P2P (Peer-to-Peer).

Adianta? Ouça o que disse à CBN, e acompanhe no próprio site os desdobramentos da decisão.

Reinventando Profissões na era da Gripe A

Leio que o consumo de combustível caiu 30% em relação a iguais períodos anteriores, por conta da Gripe A. Ou seja, o ar que respiramos, o (des)aquecimento global e até o tempo que não desperdiçamos agradecem.

Não seria o caso de tentarmos reinventar algumas profissões que podem dispensar deslocamentos, ou, em outras palavras, aproveitar a deixa da gripe A e dar uma de buscar benefícios?

Dois motivos impedem que avancemos nesse tópico, nenhum deles imexível, como diria o Magri. O primeiro tem a ver com a própria acomodação do ser humano a situações de conforto. “Sempre foi assim” e pronto! O outro é nossa arrastada e tabugenta* CLT, que dificulta o trabalho em casa.

Há pouco, postei no meu Twitter a seguinte reflexão: Cúmulo do desperdício: sair de casa aqui, outro sai de casa em SP, cada um vai ao escritório para conversar pelo Skype: Aquecimento global

Quantos de nós fazemos tarefas que implicam em deslocamentos desnecessários, que consomem boa parte de nosso tempo, de nossa paciência e, por que não, de nosso suado dinheirinho?

Vou chutar, sem medo de estar errando por muito, que 80% ou mais de todas as tarefas internas de um escritório não precisam de presença fisica, em tempo de internet, de “cloud computing”… Hein? Hein? Basta usar com intensidade e sem preconceitos essas tecnologias digitais que tanto aplaudimos, mas no formato e com as premissas do século atual.

Acho que vou mandar esse link para os congressitas do Paraná. Numa dessas, algum deles propõe a boa discussão, e, de for viável, emplacamos um bom benefício da tal da Gripe A. Antes que venha a Gripe B, a Gripe C… (ou as eleições de 2010)

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*tabugenta: neologismo criado aqui de meu home-office. Fusão de tabu com rabugenta. Para mim, dois atributos de nossa CLT. Talvez a Gripe A nos dê o impulso necessário a modificá-la nesse tópico. Alguém no Congresso de habilita?

Gripe A: Fique em casa, e… curta as crianças

Em tempos de gripe A, aulas suspensas, a criançada em casa, fora de período de ferias… Isso pode ter dado um nó em sua organização diária, especialmente se mãe e pai trabalham o dia inteiro.

O que fazer com a turminha, em especial aquelas até 5, 6 anos? Pois bem, em vez de deixá-los passivamente vendo TV, que tal fazê-los aprender coisas úteis e, ao mesmo tempo, ter um pouco de boa diversão interativa?

Um jeito fácil é usar sua conexão à internet para acessar os principais canais infantis, alguns com conteúdo interativo muito interessante. E, mais do que tudo, a meninada vai se identificar com seus personagens favoritos, enquanto aprende, usando a internet e o computador, ferramentas naturais para essa geração.

Dentre os de melhor conteúdo, destaco os seguintes:

Discovery Kids
Cartoon Network
Boomerang
Disney
Disney XD
TV Cultura

Alguns deles têm conteúdos que pecam pela tradução, ou até mesmo são um pouco alienígenas para nossa cultura, mas é inegável que podem entreter e ensinar.

Particularmente eu gosto muito da Discovery Kids, ou melhor, minha neta gosta muito, e eu fico positivamente surpreso pelo conteúdo bem produzido, de bom apelo, com um excelente didática, que deixa a criançada plugada em coisa produtiva, no modo interativo.

Microsoft + Yahoo! = Consolidação King Size

O anúncio de cooperação entre Microsoft e Yahoo! marca a capitulação de dois gigantes do mundo digital ante o novo rei, o Google. Embora nenhuma das duas empresas tenham inventado nada de novo, foi a Microsoft que liderou o boom da computação pessoal e o Yahoo! que popularizou a busca de informações na internet.

Cada uma a seu tempo e a seu jeito, Microsoft permitiu a massificação do computador pessoal primeiro com o MS-DOS e depois com o Windows; o Yahoo! transformou a busca na internet de uma tarefa de apoio em big business.

O que ocorreu em 29 de julho passado foi o anúncio de que a Microsoft passa a administrar os serviços de busca do Yahoo!, muito embora aquela tenha lançado há poucas semanas o Bing, como “novo” e “revolucionário” mecanismo de busca.

O fato é que os anúncios feitos pelas empresas causaram pouca surpresa, e pareceram algo até envergonhado, conforme podemos ver nos links acima.

Bem contado, não devemos esperar grandes novidades. As ações do Google na bolsa pouco se mexeram, e o mundo digital segue seu curso normal, buscando no Google e usando os sistemas operacionais e aplicativos da Microsoft, ao menos por enquanto.

É duvidosa a estratégia dessa união de interesses, pois é pouco provável que a Microsoft consiga injetar adrenalina nas buscas do Yahoo!, visto que está às voltas com a sucessão de seu pesado e mal sucedido Vista para o Windows 7, e defender sua fonte primária de lucros parece ser sua prioridade número 1.

Do lado do Yahoo!, focar na ampliação de renda e rentabilidade com anúncios online não parece tampouco algo viável, pois a empresa vai carecer de uma base de receita para alavancar novas formas de negócios.

O mais provável é que, num futuro não distante, haja uma efetiva fusão das empresas, ou uma aquisição pura e simples do Yahoo! pela Microsoft, mas sem gerar muita sinergia.

Vamos esperar para ver, mas esse negócio parece que gerou mais espuma do que onda.

Da Inutilidade das "Exclusividades" no Mundo Digital

Deu no G1: Hacker de 19 anos desbloqueia o novo iPhone 3G S da Apple
Jovem anuncia quebra duas semanas após lançamento do smartphone.
George Hotz já havia sido primeiro a quebrar código do iPhone em 2007

Ou seja, com toda a tecnologia do mundo, a Apple não conseguiu deixar fechado o novíssimo iPhone 3GS, apenas duas semanas depois de seu lançamento nos Estados Unidos. Repete-se a cena do iPhone original e do 3G. Só que esse do 3GS levou menos tempo. E o menino agora tem 19 anos, em vez dos 17 anos dos tempos do iPhone original.

O aparato para burlar essas restrições visando –no caso– privilegiar acordos comerciais com uma ou várias operadoras é modesto: um computador com acesso à internet, uma bancadinha com alguns aparelhos eletrônicos para ler e gravar chips e um pouco de disposição.

Vale, no caso, mais os 15 minutos de fama do jovem Hotz e sua satisfação de ter quebrado a segurança da poderosa Apple do que eventuais retornos financeiros. Afinal, o iPhone desbloqueado não vai ter vantagens nem subsídios com outras operadoras. logo não é um ‘deal‘ interessante para o usuário. Este vai se motivar para mostrar que pode também independer de amarras.

Mas o modelo proprietário da Apple segue vitorioso. Por exemplo, aqui nas nossas bandas, é proibido comprar músicas e vídeos no iTunes, salvo se você tiver uma conta e um endereço postal nos países que são escolhidos pela empresa como ‘sérios‘.

Mas o moço já deve ter seu futuro assegurado, se quiser. Provavelmente ele está sendo assediado pela própria Apple ou por concorrentes para trabalhar em troca de um polpudo salário e, quem sabe, até o caro custeio de uma universidade de primeira linha.

É assim que a tecnologia digital também avança. Através de hackers como George Hotz.

Abaixo as PPS!!!

Existe uma praga que assola a todos nós, que são as apresentações em PowerPoint, que junto vêm com o apresentador que dispensa o uso do programa e, por terem a extensão .pps são chamadas gerericamente de PPS.

Sem confundir com o partido político de mesma sigla, as PPS (apresentações) na internet são hoje uma praga aparentemente incontrolável. Embora existam muitas que são lindas e bem montadas, ainda por cima com bom conteúdo, muitos internautas, ao receberem as PPS em suas caixas de correio já as encaminham direto para seus grupos de discussão e para seus contatos de e-mail.

Tem um cara que me manda umas 30 PPS por dia! Isso mesmo, POR DIA… Se eu fosse ver todas, gastaria boa parte do meu tempo com inutilidades, e estaria lotando minha caxa de correio.

O que eu faço é colocar essa gente com PPS-mania na minha lista de spam, se não os conheço. Caso sejam pessoas de meu relacionamento no mundo real, mando uma mensagem educativa e educada.

Lembrando que uma PPS que se preze nunca tem menos de 1MB, então só esse cara que me persegue (e a todos os de sua lista), ele manda por dia um mínimo de 30MB. Isso, somado aos milhões de pessoas como ele (sim, é um marmanjo…), aí deve ter alguns pontos percentuais de tráfego inútil de dados na internet.

Como a rede é livre, não é tarefa trivial eliminar essa praga. Mas, numa dessas, quem sabe podemos começar um movimento ”ABAIXO AS PPS!!!”, que, no caso, não tem nada a ver com o partido político PPS.

Se começarmos a bloquear essas apresentações inúteis que recebemos, numa dessas, voltamos a acreditar que o correio eletrônico é uma ferramenta viável. Eu ando meio cético…

Hackers e Piratas: Cuidado com eles!

Você já foi vítima de alguma pirataria na internet, como o roubo de seus dados bancários ou de suas senhas e informações confidenciais?

Se foi, você está no universo dos quase 10% dos internautas regulares que não tomam os devidos cuidados.

Além de manter seus programas anti-virus, anti-spam e anti-spyware atualizados – uma obrigação de todo internauta – você deve evitar acesso a sites estranhos, como os de pornografia, de comércio eletrônico não conhecidos e aqueles famosos links que chegam em e-mails prometendo mundos e fundos, é só clicar ali.

Cuidar de sua relação com a internet é semelhante ao que você faz no mundo físico. Evite locais, pessoas e comunidades que possam representar perigo. E navegue sóbrio -em todos os sentidos- exatamente como você deve dirigir seu carro.