Facebook quer ser a sua web – e de todos os outros humanos também
Ouça a entrevista deste blogueiro na CBN em http://cbncuritiba.com.br/site/texto/noticia/Entrevista/7120
Hardware X Hardware X Hardware X Hardware
Enquanto escrevo este post, o Google revela na California seu novo tablet, o Nexus 7. Com o novo sistema operacional Android 4.1 Jelly Bean, promete criar forte concorrência tanto ao iPad quanto ao Kindle, da Amazon.
Com tela de 7″ de alta definição, vem com 8GB ($199) e 16GB ($249), e é muito bem projetado, vem com conexão HDMI, permite a expansão da capacidade de arquivamento através de um opcional e intercambiável cartão SD.
Semana passada, a Microsoft lançou o Surface, com tela um pouco maior que a do iPad, mas rodando o Office pleno e com um engenhoso teclado embutido na capa.
Tudo muito bom se a Apple não tivesse uma generosa dianteira em relação a todos os demais, e se tanto o Google quanto a Microsoft não tivessem embasado suas estartégias iniciais em parcerias com fabricantes de hardware. Agora, quem comprou algum tablet com Android ou Windows Phone vai se sentir micado, e com razão.
Os bastidores do Silicon Valley aventam, também, a hipótese do lançamento de um smartphone do Facebook, o que leva fatalmente ao passo seguinte: por quê não um Facebook Tablet?
E esses são os quatro gigantes do mundo digital desta segunda década do século 21: Apple, Facebook, Google e Microsoft. Não por acaso, a única que aposta forte em uma arquitetura quase que totalmente fechada é a Apple.
Configurado esse cenário, a batalha que definirá o fina da guerra pelo predomínio no mundo digital será travado no campo do hardware.
E aí, será que esses movimentos tectônicos são bons para nós?
orkut deixa de ter razão de existir
Finalmente o Facebook passou o orkut no Brasil em número de usuários. E o orkut está com prazo de validade vencido.
A conferir:
1- Brasil lidera em número de usuários do orkut no mundo
2- Brasil tem menos de 3 %:
- do número de internautas do planeta
- da população do planeta Terra
- do PIB mundial
3- Facebook tem, no mundo, 15 vezes mais contas que o orkut
4- Google investe no Google+ e estimula migração de perfis do orkut
5- orkut parou no tempo e no espaço
6- Juntando as pontas de 1 a 5, nenhuma rede social multi função vai ser competitiva na internet global tendo uma porcentagem relevante de 2 a 3% do total possível.
É só uma questão de tempo, e o orkut será peça do museu digital.
Volta Abrupta no Tempo
Geração D, dizem uns; Geração Z, preferem outros; eu os chamo – com quem eu mais convivo -os Netos 2.0, nascidos neste terceiro milênio, para quem os artefatos digitais, as telas sensíveis ao toque, a conectividade, são dados, não variáveis.
Eu sempre os olhava como um novo grupo que cresce, em quantidade e qualidade, mas que precisava ser entendido e abordado por todos nós que nascemos no milênio passado de uma forma diferente, nesse mundo que agora ficou completamente diferente.
Ou seja, nós os imigrantes digitais, precisávamos nos adaptar, e rápido!
O que nunca havia prestado atenção era para as perguntas embaraçosas que eles podem nos fazer sobre o passado, como aconteceu comigo dias atrás, conversando com um jovem de 8 anos, ao lhe ser apresentada uma carta manuscrita, envelopada, selada, carimbada e endereçada e postada nos Correios no final dos anos 1970.
A escrita cursiva até que ele entendeu, mas o selo… “o que e isso, um carimbo?“
E a assincronicidade da carta, fazê-lo entender o manuscrever, dobrar, envelopar, lamber e colocar selo, carimbar, mandar pelos Correios para chegar ao destinatário em alguns dias? “Por que não digitaliza e manda por email, ou posta no Facebook?“. Ou seja, para ele essas facilidades digitais existem naturalmente. Desde sempre.
Eu cheguei a pensar em contar a ele mais uma história “daquele tempo“: A do cara que precisava falar de Curitiba com seu escritório em São Paulo e precisava pedir a ligação e esperar 10 horas em um posto telefônico, isso em 1968, o ano do AI5 no Brasil, das rebeliões de jovens na França e, claro, de Woodstock! Desisti antes mesmo de dar mais esse nó na cabeça do moleque… Afinal, ele já conhece Skype e celular.
Numa dessas, precisamos mais é nos considerar definitivamente pré-historicos e começar a escrever Apps ou games bem transados sobre o segundo milênio antes que eles inventem a sua própria versão.
Para não pensar muito no assunto, fui ao iTunes, aluguei o Midnight in Paris, do Woody Allen, e revi esse filmaço com outros olhos. E não sei se não acabei na década de 1920 ou na Belle Époque, em 1890, tomando um absinto com meu amigo Edgar Degas…
Redes Sociais são Manipuladoras?
Existem muitas teorias de conspirações, algumas pertinentes, outras nem tanto, sem conexão com a realidade.
O fenômeno recente das redes sociais trouxe à tona teses de manipulação de opinião, principalmente de jovens, que são os mais conectados, que serviriam de massa de manobra para interesses escusos, notadamente os de cunho político.
Matérias atribuidas ao patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, onde ele pega pesado nessa linha, e combate as redes sociais.
“A ingênua confiança de uma pessoa moderna na informação disponível em redes sociais, acompanhada pela desorientação moral e pelas perda de valores (morais) básicos tornam nossos jovens vulneráveis à manipulação”, teria dito o patriarca Kirill, segundo nota da Agência Estado.
Vamos por partes, como diria Jack, o Estripador
1- Manipulação: O Facebook, com cerca de 800 milhões de membros (mais de 10% da população do planeta ou cerca de 35% de todos os internautas conectados) ou mesmo o Twitter, que tem algo como um quarto desses totais, com certeza permitem a manipulação de mais gente, pelo simples fato que mais gente participa dessas redes do que de canais tradicionais, como jornais, rádios, TV aberta ou paga e mesmo as tradicionais correntes eletrônicas de e-mails ou de pps.
Pela mesma ótica dos números, a diversidade de opções existente na internet e nas redes sociais fazem com que o principal ingrediente de manipulação seja simplesmente a vontade de ser manipulado, de ser “Maria vai com as outras”, ou, no gênero masculino, “Mário vai com os outros”.
Ou seja, você só será manipulado pelas redes sociais se quiser ou se for muito desatento e preguiçoso. O mesmo não se aplica a outros canais de comunicação. É só ver, por exemplo, o conteúdo controlado que passou da Coréia do Norte durante as cerimônias de exéquias do líder (ditador? rei? dono?) Kim Jong-Il, com aquela multidão em pranto sincronizado.
No caso das recentes rebeliões populares na Tunísia, no Egito, no Iêmen, na Líbia, na Síria, as redes sociais foram usadas para manipular as massas ou as massas as usaram para comunicação entre si e dali para o mundo para manifestar sua insatisfação, por falta de opções de diálogo com os respectivos regimes?
E o Occupy Wall Street e o mais recente Occupy Facebook, são fenômenos de manipulação de gênios do mal contra o mercado financeiro e Mark Zuckerberg, respectivamente, ou expressam outras faces das moedas?
2- Jovens: Usa-se muito o argumento de que os jovens de hoje são alienados. Nada muito diferente do que se falava há 30, 40 ou 50 anos atrás. A diferença é que os jovens de hoje têm ao toque de um ou dois dedos toda a informação que precisam, e aprendem também a ver o outro lado de cada história. E os jovens das próximas décadas ainda mais informados e conectados, logo, em tese, menos influenciáveis por teses e doutrinas fabricadas em laboratório.
Eu acho que os velhos são muito mais alienados que os jovens. A conferir…
3- Controle das redes sociais: Quem propõe isso? Vamos desfilar aqui alguns nomes, que me passam pela cabeça, sem ordem de importância ou prioridade, e as figuras que chegam são essas, mesmo correndo o risco de alguma injustiça por inclusão ou por omissão:
Kim Jong-Il (OK, esse já foi), Fidel Castro (não é mais ele, mas seu irmão Raul), Hugo Chávez (e sua teoria segundo a qual os americanos estão gerando cancer em lideranças da América Latina); os déspotas depostos (ou a serem varridos) do Norte da África e do Oriente Médio, o bunga-bunga Berlusconi e até mesmo o marido da bela Carla Bruni, o Sarkozi que, incomodado com as pressões das ruas, teria proposto um maior controle da internet.
4- Os manipuladores: Quem são, na verdade, os manipuladores? Os que trafegam anarquicamente pelas redes sociais ou os que possuem as chaves de controle daquilo que pode ser divulgado? Os que criam códigos de verdade absoluta ou os que buscam aperfeiçoar o conhecimento?
Enfim, para refletir nessa virada de ano: Quem manipula mais, o Patriarca Kirill ou o jovem Mark Zuckerberg, que, por sinal, tirou uns dias de férias bem agora para “sumir” do Facebook e se isolar no interior do Vietnã, onde nem internet existe?
Apple: Charme Eterno?
Será que a Apple descobriu o mapa da mina inesgotável? Será que o charme de seus produtos não encontra concorrentes?
Direto aos pontos: Não, o sucesso não é eterno nem garantido e a concorrência está atenta e viva.
Independente disso, alguns fatores não foram bem abordados pela concorrência. A eles:
1- Tudo que a Apple desenvolve e produz deve responder a uma pergunta fundamental: Isso aí vai melhorar a experiência do usário? Se a resposta é não, deleta-se o projeto e começa-se tudo de novo.
2- A apresentação de cada produto ou serviço é sempre um show de marketing, eventos com luz própria, nunca em feiras gigantes. Isso garante exclusividade na atenção ao que está sendo anunciado
3- A mídia espontânea -mas nem tanto- gerada por formadores de opinião que recebem dicas antecipadas mas parciais porém relevantes do que se passa nos laboratórios da Apple. No caso do iPad, isso foi avaliado em mais de US$ 700 milhões, verba de marketing que nenhuma empresa no mundo dispõe para lançar um produto.
4- A ênfase nos detalhes de cada produto são cuidadosamente estudados para agradar compradores compulsivos, fashionistas, engenheiros, tecnófobos e outras tribos com igual atenção.
5- A expectativa dos próximos lançamentos gera animação constante e vendas adicionais dos produtos já existentes.
6- A Apple, por vocação ou junção dos fatores acima, sempre teve o foco na pessoa física, com raras incursões na pessoa jurídica. Assim, não precisou fazer compromissos com grandes contas nem com grandes e sofisticados aplicativos das corporações.
A Apple também se posiciona com muita competência com suas arquiteturas proprietárias, e aparentemente seus clientes não se importam muito com isso. Lá pela década de 1990 a companhia da maçã, patinando por sua sobrevivência, tentou licenciar a plataforma Macintosh para terceiros, visando aumentar sua base instalada. Foi um fracasso total, obrigando-a a uma retirada nada estratégica de volta ao velho caminho do exclusivo.
Esse posicionamento histórico tem seus riscos, mas eles são menores do que desejaria a concorrência.
Por exemplo, analistas são unânimes em apontar que nos próximos anos (3 a 5, dependendo da análise), a plataforma iOS será apenas a terceira mais usada em smartphones e tablets, atrás do Android, do Google e do Windows Phone, da Microsoft.
É provável que isso aconteça, mas é bom lembrar que o Android tem e terá centenas de versões e de fabricantes nas mais variadas partes do mundo. O Windows Phone será um pouco mais controlado, mas assim mesmo distribuido por múltiplos fabricantes globais.
Já a Apple seguirá sendo única. Em qualquer caso, seus smartphones e tablets tenderão a permanecer no topo da lista dos mais vendidos, contra todos os outros, isoladamente.
Parece claro ainda que na área de música e vídeo, a liderança fica com a Apple por um bom tempo. Nos notebooks, esse não é o caso, mas o topo do mercado, exatamente o mais lucrativo, percebe cada vez mais a atratividade dos Mac. Basta ver sua crescente popularidade em aeroportos, cafés e restaurantes.
Do setor de serviços, agora com o iCloud, vem mais uma tentativa de ser dominante. Sucesso que precisa de uma reinvenção, pois o MobileMe, sua base de lançamento, foi um fracasso total.
Talvez a maior ameaça para a Apple está exatamente no seu imenso sucesso, na medida em que tem mais e diversificados produtos e se propõe a ganhar mais e diversificados mercados.
Crescer e manter qualidade, segurança e especialmente controle desses mercados não são tarefas fáceis.
No conjunto da obra, é mais provável que os grandes adversários da Apple estejam mais para uma Amazon do que para uma HP, mais para um Facebook do que para uma Microsoft.
Isso sem falar na NBT, ou Next Big Thing, acrônimo que acabo de inventar para fins de argumentação. A cada década, o mundo da tecnologia nos brinda com uma nova onda. Nos anos 90, o Google, nos 00 o Facebook, agora, nos 10, ainda não tivemos algo que chacoalhasse o mercado.
Não tivemos? E essa onda da mobilidade, puxada pelo iPhone e pelo iPad? Quem inovará para valer?
Apple: Charme Eterno?
Será que a Apple descobriu o mapa da mina inesgotável? Será que o charme de seus produtos não encontra concorrentes?
Direto aos pontos: Não, o sucesso não é eterno nem garantido e a concorrência está atenta e viva.
Independente disso, alguns fatores não foram bem abordados pela concorrência. A eles:
1- Tudo que a Apple desenvolve e produz deve responder a uma pergunta fundamental: Isso aí vai melhorar a experiência do usário? Se a resposta é não, deleta-se o projeto e começa-se tudo de novo.
2- A apresentação de cada produto ou serviço é sempre um show de marketing, eventos com luz própria, nunca em feiras gigantes. Isso garante exclusividade na atenção ao que está sendo anunciado
3- A mídia espontânea -mas nem tanto- gerada por formadores de opinião que recebem dicas antecipadas mas parciais porém relevantes do que se passa nos laboratórios da Apple. No caso do iPad, isso foi avaliado em mais de US$ 700 milhões, verba de marketing que nenhuma empresa no mundo dispõe para lançar um produto.
4- A ênfase nos detalhes de cada produto são cuidadosamente estudados para agradar compradores compulsivos, fashionistas, engenheiros, tecnófobos e outras tribos com igual atenção.
5- A expectativa dos próximos lançamentos gera animação constante e vendas adicionais dos produtos já existentes.
6- A Apple, por vocação ou junção dos fatores acima, sempre teve o foco na pessoa física, com raras incursões na pessoa jurídica. Assim, não precisou fazer compromissos com grandes contas nem com grandes e sofisticados aplicativos das corporações.
A Apple também se posiciona com muita competência com suas arquiteturas proprietárias, e aparentemente seus clientes não se importam muito com isso. Lá pela década de 1990 a companhia da maçã, patinando por sua sobrevivência, tentou licenciar a plataforma Macintosh para terceiros, visando aumentar sua base instalada. Foi um fracasso total, obrigando-a a uma retirada nada estratégica de volta ao velho caminho do exclusivo.
Esse posicionamento histórico tem seus riscos, mas eles são menores do que desejaria a concorrência.
Por exemplo, analistas são unânimes em apontar que nos próximos anos (3 a 5, dependendo da análise), a plataforma iOS será apenas a terceira mais usada em smartphones e tablets, atrás do Android, do Google e do Windows Phone, da Microsoft.
É provável que isso aconteça, mas é bom lembrar que o Android tem e terá centenas de versões e de fabricantes nas mais variadas partes do mundo. O Windows Phone será um pouco mais controlado, mas assim mesmo distribuido por múltiplos fabricantes globais.
Já a Apple seguirá sendo única. Em qualquer caso, seus smartphones e tablets tenderão a permanecer no topo da lista dos mais vendidos, contra todos os outros, isoladamente.
Parece claro ainda que na área de música e vídeo, a liderança fica com a Apple por um bom tempo. Nos notebooks, esse não é o caso, mas o topo do mercado, exatamente o mais lucrativo, percebe cada vez mais a atratividade dos Mac. Basta ver sua crescente popularidade em aeroportos, cafés e restaurantes.
Do setor de serviços, agora com o iCloud, vem mais uma tentativa de ser dominante. Sucesso que precisa de uma reinvenção, pois o MobileMe, sua base de lançamento, foi um fracasso total.
Talvez a maior ameaça para a Apple está exatamente no seu imenso sucesso, na medida em que tem mais e diversificados produtos e se propõe a ganhar mais e diversificados mercados.
Crescer e manter qualidade, segurança e especialmente controle desses mercados não são tarefas fáceis.
No conjunto da obra, é mais provável que os grandes adversários da Apple estejam mais para uma Amazon do que para uma HP, mais para um Facebook do que para uma Microsoft.
Isso sem falar na NBT, ou Next Big Thing, acrônimo que acabo de inventar para fins de argumentação. A cada década, o mundo da tecnologia nos brinda com uma nova onda. Nos anos 90, o Google, nos 00 o Facebook, agora, nos 10, ainda não tivemos algo que chacoalhasse o mercado.
Não tivemos? E essa onda da mobilidade, puxada pelo iPhone e pelo iPad? Quem inovará para valer?
Será que Thomas Watson tinha a bola de cristal?
A IBM é, indiscutivelmente, a empresa que, embora não tenha inventado o computador, efetivamente deu a eles uso prático em pelo menos duas eras distintas: a dos mainframes e a dos PCs. Disso ninguém duvida.
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| “E se eu tiver razão?” |
O que é ainda hoje motivo de controvérsia é uma frase atribuida ao mais longevo de seus CEOs, Thomas Watson, Sr. que, em 1943 teria dito algo como “I think there is a world market for maybe five computers“, que os escribas oficiais da Big Blue ainda correm a desmentir, em um mundo de bilhões de computadores, outros tantos celulares e smartphones.
Dizem os italianos que si non e vero, e benne trovatto, mas, numa dessas, e se o velho Watson tivesse razão?
Claro que, à leitura de números de vendas de dispositivos digitais os mais diversos em forma, funcionalidade, capacidade de processamento e preços, isso não faz o menor sentido.
Mas aí entra a tal da nuvem, que vem mudando a forma como pensamos o mundo digital. As tais fazendas de servidores, onde residem milhares de computadores que atendem aos Googles, aos Facebooks e mesmo às IBM, Apple e Microsoft da vida cada vez mais oferecem alternativas de produtos e serviços que tornam dispensáveis, ou menos importantes, as tarefas locais de processamento e armazenamento de dados, sons, imagens, o que quer que seja digitalmente tratado.
Com os dutos de alta velocidade e capacidade da moderna internet, ter um arquivo em casa, no trabalho, no carro, faz cada vez menos sentido. Esse arquivo precisa estar essencialmente disponível, para qualquer dispositivo que eu queira e use, com segurança, claro.
Essa premissa leva ao fortalecimento do modelo de nuvem, onde teremos cada vez maiores fazendas de computadores, exigindo cada vez maiores investimentos, cuidados ambientais, garantia de uptime com redundância, e por aí iremos.
Se hoje tivéssemos internet 100 vezes mais rápida e capaz de engolir 1000 vezes mais dados (algo que deve ocorrer em 5, 10 anos no máximo), abre-se o caminho para termos algo como cinco computadores, no futuro. Eles até poderiam ser assim chamados:
- iCloud
- Live
- ATR (All The Rest)
Será que Tom Watson, Sr. tinha razão?
Será que isso será bom?
Casamento Real: Como uma instituição milenar planeja usar os meios digitais para criar o maior evento da internet na década
Sexta feira 29 de abril não será um dia como qualquer outro. Na Abadia de Westminster, em Londres, casam-se Kate e William, este provável herdeiro do trono inglês, ela uma bela jovem candidata a princesa e a encher o imaginário de milhões.
Mas, em pleno século 21, com a monarquia relegada a um papel quase que simbólico, como poderia um evento como esses mobilizar tanta gente e chamar tanta atenção?
Saindo momentaneamente do mundo digital, parece claro que o encantamento dos contos de fadas não foi embora, mesmo com os usos e costumes deste ano de 2011. De jovens a idosos, homens ou mulheres, indivíduos ou empresas, parece que o mundo estará conectado à cerimônia do casamento real, que promete mobilizar todas as mídias a seu favor.
Parece que será como que uma releitura do casamento de Charles e Diana, sem a falta de sal de um e sem o deslumbramento da outra, ou uma mistura disso, pouco importa. O que vale mesmo é que seus organizadores estão priorizando o foco em cima das redes sociais e da internet, como forma de obter a máxima repercussão -positiva, esperam eles- mundial.
Já é possível imaginar a quantidade de fotos e vídeos que serão postados nas principais redes sociais -Facebook, Twitter, YouTube-, nos portais dos principais meios de comunicação tradicinais, BBC à frente, e também em milhares ou milhões de blogs por todo o planeta.
Aposta-se em imagens inusitadas captadas por amadores para uma eventual falha no rigorosíssimo protocolo britânico, ou mesmo em versões de fatos, muitos dos quais falsos, criados para gerar alarido.
Prevê-se que, na sexta-feira, alguns dos TTs globais do Twitter farão referência ao casamento.
Mas e daí, o que tem isso a ver com o nosso blog? Afinal, hoje em dia, qualquer casamento por aí tem, no mínimo, um perfil no Facebook ou no Orkut. Fofocar através to Twitter, idem, e cenas inusitadas quase sempre param no YouTube. Porquê o casamento real seria diferente?
Na minha expectativa, eu vejo um evento que atrai a atenção do mundo pelo lado conto de fadas, do imaginário das multidões sendo montado com um foco principal nas mídias sociais. São elas que vão criar a interatividade necessária a potencializar a audiência qualificada e, idealmente, obter um endosso a essa instituição chamada monarquia, por muitos considerada desnecessária, quando não um deboche aos bilhões de desvalidos.
Embora com um Reino Unido onde a maioria esmagadora da população endossa sua Família Real, na maioria do resto do mundo não é bem assim. Intrigante é o fato que a audiência da cerimônia será igualmente representativa em quase todos os países que democratizam a informação.
Vale a pena acompanhar ao menos parte da cerimônia, e, quem sabe, palpitar. Nesta segunda, 25, ao procurar imagens no Google com o argumento Kate and William, achei mais ou menos 32.700.000 respostas…
Isso aí será um marco no mundo das comunicações digitais e interativas. Vai dar pano para manga não só para comentários sobre os noivos como, especialmente, para a discussão de novos formatos de nosso dia-a-dia digital.
Casamento Real: Como uma instituição milenar planeja usar os meios digitais para criar o maior evento da internet na década
Sexta feira 29 de abril não será um dia como qualquer outro. Na Abadia de Westminster, em Londres, casam-se Kate e William, este provável herdeiro do trono inglês, ela uma bela jovem candidata a princesa e a encher o imaginário de milhões.
Mas, em pleno século 21, com a monarquia relegada a um papel quase que simbólico, como poderia um evento como esses mobilizar tanta gente e chamar tanta atenção?
Saindo momentaneamente do mundo digital, parece claro que o encantamento dos contos de fadas não foi embora, mesmo com os usos e costumes deste ano de 2011. De jovens a idosos, homens ou mulheres, indivíduos ou empresas, parece que o mundo estará conectado à cerimônia do casamento real, que promete mobilizar todas as mídias a seu favor.
Parece que será como que uma releitura do casamento de Charles e Diana, sem a falta de sal de um e sem o deslumbramento da outra, ou uma mistura disso, pouco importa. O que vale mesmo é que seus organizadores estão priorizando o foco em cima das redes sociais e da internet, como forma de obter a máxima repercussão -positiva, esperam eles- mundial.
Já é possível imaginar a quantidade de fotos e vídeos que serão postados nas principais redes sociais -Facebook, Twitter, YouTube-, nos portais dos principais meios de comunicação tradicinais, BBC à frente, e também em milhares ou milhões de blogs por todo o planeta.
Aposta-se em imagens inusitadas captadas por amadores para uma eventual falha no rigorosíssimo protocolo britânico, ou mesmo em versões de fatos, muitos dos quais falsos, criados para gerar alarido.
Prevê-se que, na sexta-feira, alguns dos TTs globais do Twitter farão referência ao casamento.
Mas e daí, o que tem isso a ver com o nosso blog? Afinal, hoje em dia, qualquer casamento por aí tem, no mínimo, um perfil no Facebook ou no Orkut. Fofocar através to Twitter, idem, e cenas inusitadas quase sempre param no YouTube. Porquê o casamento real seria diferente?
Na minha expectativa, eu vejo um evento que atrai a atenção do mundo pelo lado conto de fadas, do imaginário das multidões sendo montado com um foco principal nas mídias sociais. São elas que vão criar a interatividade necessária a potencializar a audiência qualificada e, idealmente, obter um endosso a essa instituição chamada monarquia, por muitos considerada desnecessária, quando não um deboche aos bilhões de desvalidos.
Embora com um Reino Unido onde a maioria esmagadora da população endossa sua Família Real, na maioria do resto do mundo não é bem assim. Intrigante é o fato que a audiência da cerimônia será igualmente representativa em quase todos os países que democratizam a informação.
Vale a pena acompanhar ao menos parte da cerimônia, e, quem sabe, palpitar. Nesta segunda, 25, ao procurar imagens no Google com o argumento Kate and William, achei mais ou menos 32.700.000 respostas…
Isso aí será um marco no mundo das comunicações digitais e interativas. Vai dar pano para manga não só para comentários sobre os noivos como, especialmente, para a discussão de novos formatos de nosso dia-a-dia digital.







