>Compras pela internet: Cuidado com as entregas!

>Lá na Lapônia, ou onde quer que seja sua casa, Papai Noel está colocando a turma para trabalhar nas encomendas dos presentes e fazendo a revisão do trenó e das renas, para enfrentar a maratona de entrega nas casas de todo o mundo.


Espera aí: Mas todas as entregas vão ser feitas por Papai Noel? Nem todas… As compras pela internet dependem da logística das empresas de entrega ou dos Correios, e neste Natal de 2010 as vendas pela internet devem crescer uns 40%. E…
E aí que suas preocupações devem estar focadas este ano. Mesmo com o aprimoramento dos processos logísticos, estamos com nossa infraestrutura no talo, sem margens para erros ou imprevistos. No dia que faço esta postagem, a Anac proíbe a TAM de vender passagens novas para voos até o final da semana, dado o mini-apagão desta segunda, 29/11, que fez com que mais de 100 voos seus tenham sido cancelados.
E é bom lembrar que a alta temporada de festas sequer começou e que aviões transportam muita carga, em especial as encomendas urgentes.
Assim, se você quer dar um bom presente aos que você ama (você incluido) e aos que você –noblesse oblige– precisa, e pretende usar a internet para essas compras, cuidado! Eu, se fosse você, adotaria as seguintes margens de segurança:
  • De hoje até 10 de dezembro,  dobraria o prazo em relação ao prometido de entrega pela empresa vendedora;
  • De 11 a 17 de dezembro, eu dobraria de novo a margem, o que, à medida em que o tempo passa, acaba limitando compras a situações onde o vendedor promete entregar no máximo em um ou dois dias úteis.
  • De 18 de dezembro em diante, eu ou pensaria em encarar aqueles shoppings lotados ou prepararia uma boa desculpa preventiva com os potenciais presenteados, dizendo que o presente depois do Natal será melhor curtido ou coisa que o valha.
Eu já cansei de, todo ano, ver na TV, ouvir no rádio e ler em jornais, revistas e na internet sobre os problemas de entrega em cima da hora, nessa época de festas. E, com vendas crescendo 40% ao ano, mais a infraestrutura pedindo água, a certeza de uma dor de cabeça fica óbvia, caso cuidados adicionais não sejam tomados.
No sábado, 4/11, vou debater na CBN Curitiba sobre quais as melhores opções de presentes digitais para este Natal. Já estou pensando no assunto e, durante a semana, espero fazer algumas postagens que sinalizem aquilo que tenho observado.
Mas, para realmente poder colaborar, comecei por essa dica: se for comprar pela internet, comece já. Afinal, você não quer se sentir mal e levar tristeza aos presenteados em potencial.
Até porque existe uma perspectiva de um Natal quentíssimo em vendas, e pode ocorrer que aquilo que você pretenda comprar esteja em falta, mais para frente.
Está dada a primeira dica!

Compras pela internet: Cuidado com as entregas!

Lá na Lapônia, ou onde quer que seja sua casa, Papai Noel está colocando a turma para trabalhar nas encomendas dos presentes e fazendo a revisão do trenó e das renas, para enfrentar a maratona de entrega nas casas de todo o mundo.


Espera aí: Mas todas as entregas vão ser feitas por Papai Noel? Nem todas… As compras pela internet dependem da logística das empresas de entrega ou dos Correios, e neste Natal de 2010 as vendas pela internet devem crescer uns 40%. E…
E aí que suas preocupações devem estar focadas este ano. Mesmo com o aprimoramento dos processos logísticos, estamos com nossa infraestrutura no talo, sem margens para erros ou imprevistos. No dia que faço esta postagem, a Anac proíbe a TAM de vender passagens novas para voos até o final da semana, dado o mini-apagão desta segunda, 29/11, que fez com que mais de 100 voos seus tenham sido cancelados.
E é bom lembrar que a alta temporada de festas sequer começou e que aviões transportam muita carga, em especial as encomendas urgentes.
Assim, se você quer dar um bom presente aos que você ama (você incluido) e aos que você –noblesse oblige– precisa, e pretende usar a internet para essas compras, cuidado! Eu, se fosse você, adotaria as seguintes margens de segurança:
  • De hoje até 10 de dezembro,  dobraria o prazo em relação ao prometido de entrega pela empresa vendedora;
  • De 11 a 17 de dezembro, eu dobraria de novo a margem, o que, à medida em que o tempo passa, acaba limitando compras a situações onde o vendedor promete entregar no máximo em um ou dois dias úteis.
  • De 18 de dezembro em diante, eu ou pensaria em encarar aqueles shoppings lotados ou prepararia uma boa desculpa preventiva com os potenciais presenteados, dizendo que o presente depois do Natal será melhor curtido ou coisa que o valha.
Eu já cansei de, todo ano, ver na TV, ouvir no rádio e ler em jornais, revistas e na internet sobre os problemas de entrega em cima da hora, nessa época de festas. E, com vendas crescendo 40% ao ano, mais a infraestrutura pedindo água, a certeza de uma dor de cabeça fica óbvia, caso cuidados adicionais não sejam tomados.
No sábado, 4/11, vou debater na CBN Curitiba sobre quais as melhores opções de presentes digitais para este Natal. Já estou pensando no assunto e, durante a semana, espero fazer algumas postagens que sinalizem aquilo que tenho observado.
Mas, para realmente poder colaborar, comecei por essa dica: se for comprar pela internet, comece já. Afinal, você não quer se sentir mal e levar tristeza aos presenteados em potencial.
Até porque existe uma perspectiva de um Natal quentíssimo em vendas, e pode ocorrer que aquilo que você pretenda comprar esteja em falta, mais para frente.
Está dada a primeira dica!

>Internet a US$ 13/mês para 15Mb. Na Bulgária…

>

Tive retorno de meus comentários no Bulgaria Gazette. Sobre banda larga, meu correspondente búlgaro me diz:

“Quanto à penetração da banda larga – um dos principais fatores é o custo para o consumidor. Eu pago cerca de 13USD/mês, para 15 Mbs, o que é um preço razoável. Há uma competição em nível saudável. Apenas um par de anos atrás, haviam muito poucos concorrentes no mercado: a ex-estatal BTC (Bulgarian Telecommunications Company) representava uma espécie de monopólio, e então era capaz de proporcionar uma qualidade de internet e velocidade razoáveis com ADSL (baseada nas redes de telefone), mas a preços exagerados. Os pequenos provedores de acesso pequeno não podiam entregar velocidade e qualidade aceitáveis.
No entanto, com a ajuda de algumas normas legislativas e ao desenvolvimento de linhas ópticas, as coisas mudaram…”



Eu pago em Curitiba R$ 91,84 por 6Mb, ou USD 54 ao câmbio de hoje. Ou USD 9 por Mb de velocidade nominal. Meu amigo búlgaro paga USD 0,87 por Mb.

Em termos de velocidade efetiva, eu fico com mais ou menos 1/5 da nominal, logo meu custo efetivo é de USD 45 por Mb. E notem que eu moro em uma cidade com boa infraestrutura de comunicações e um bom nível de competição.

Internet a US$ 13/mês para 15Mb. Na Bulgária…

Tive retorno de meus comentários no Bulgaria Gazette. Sobre banda larga, meu correspondente búlgaro me diz:

“Quanto à penetração da banda larga – um dos principais fatores é o custo para o consumidor. Eu pago cerca de 13USD/mês, para 15 Mbs, o que é um preço razoável. Há uma competição em nível saudável. Apenas um par de anos atrás, haviam muito poucos concorrentes no mercado: a ex-estatal BTC (Bulgarian Telecommunications Company) representava uma espécie de monopólio, e então era capaz de proporcionar uma qualidade de internet e velocidade razoáveis com ADSL (baseada nas redes de telefone), mas a preços exagerados. Os pequenos provedores de acesso pequeno não podiam entregar velocidade e qualidade aceitáveis.
No entanto, com a ajuda de algumas normas legislativas e ao desenvolvimento de linhas ópticas, as coisas mudaram…”



Eu pago em Curitiba R$ 91,84 por 6Mb, ou USD 54 ao câmbio de hoje. Ou USD 9 por Mb de velocidade nominal. Meu amigo búlgaro paga USD 0,87 por Mb.

Em termos de velocidade efetiva, eu fico com mais ou menos 1/5 da nominal, logo meu custo efetivo é de USD 45 por Mb. E notem que eu moro em uma cidade com boa infraestrutura de comunicações e um bom nível de competição.

>No Brasil, faça como os Búlgaros

>Durante o segundo turno das eleições brasileiras de 2010, um tema que ganhou alguma notoriedade, embora com pouca importância nos debates, foi a origem búlgara da então candidata, hoje presidente eleita Dilma Roussef.

Circularam pela web até informações falsas sobre seu passado, e isso me despertou alguma curiosidade. Aí eu procurei no Google por jornais búlgaros, inclusive os que supostamente a acusavam de ter nascido na Bulgária, logo seria inelegível para um cargo reservado a brasileiros natos. Eu até brinquei com o tradutor do Google e postei no Twitter que Дилма Русеф – със силен мандат, но я смятат за “автопилота на Лула” http://www.dnevnik.bg/985814/ via @Dnevnik, na segunda feira após a vitória de Dilma, ou Dilmano Rousseff – com um mandato forte, mas como “piloto automático Lula” http://www.dnevnik.bg/985814. Até aí, bricadeira pura, mas serviu ao menos para me mostrar que o Google Translate está melhorando, embora possa melhorar muito mais.*

Aí fui ver a edição em inglês do jornal Bulgaria Gazette e achei uma postagem de 2009 que comentava a melhoria da qualidade dos serviços de internet banda larga lá, chegando perto da Coréia do Sul e ganhando de Lituânia, Suécia e Romênia. Aí eu postei um comentário no site, pedindo mais informações sobre o relatório que gerou a notícia e as respectivas fontes. Claro que dei uma tuitada sugerindo à presidente eleita que procurasse se informar do tema, até antes de tomar posse, pois, numa dessas, até poderíamos tentar aprimorar nossa banda larga tupiniquim, que deixa muita gente irritada com a qualidade e de bolsos vazios pagando as faturas.


Feita a provocação, segui cuidando da vida até que recebi uma resposta do administrador, no mesmo dia, dizendo o seguinte (vai mesmo em inglês):


admin said:

Hello,
Obviously, this article is somewhat old. However, there is a more recent information about the subject, which came out just a couple of weeks ago, in the third annual broadband study by CISCO systems and the Oxford university. A link to the article:
http://newsroom.cisco.com/dlls/2010/prod_101710.html
The basic conclusion is that Bulgaria, while not topping the charts in terms of absolute numbers, is one of the countries with the most improvement in broadband quality compared to previous years, especially among it’s direct competitors in the group of the developing economies or as mentioned in the article: “topping the list of the Efficiency-driven economies”.
I personally cannot complain at all about the Internet quality since a couple of years already. I live in one of the major bulgarian cities and have a cable Internet, but DSL Internet is available almost anywhere, even in small villages.

Indo ao link da pesquisa da Cisco/Universidade de Oxford acima, vemos que houve um aumento da qualidade global da banda larga de 24% este ano, comparado com 2009. E que são hoje 14 países prontos para as “aplicações da internet de amanhã”, tais como TV de alta definição via web e serviços de videocomunicações de alta qualidade (telepresença para o consumidor) devem estar em alta dentro de poucos anos. E são esses os países, em ordem decrescente de avanço: Coréia do Sul, Japão, Letônia, Suécia, Bulgária, Finlândia, Romênia, Lituânia, Holanda, Hong Kong, Alemanha, Portugal, Dinamarca e Islândia. Esse ranking compara com apenas 9 países em 2009 e só o Japão 2008. O estudo deixa claro, todavia, que Letônia, Bulgária, Romênia e Lituânia têm taxas de penetração de banda larga bem menores que os demais. Vale a pena dar uma fuçadinha nesse bem estruturado estudo…

Aos que querem justificar nossa não presença na lista, não faltam argumentos: Nenhum país dos Bric (Brasil, Russia, Índia e China) estão lá e eles têm em comum o alto crescimento, enormes extensões geográficas e populações imensas. O mesmo se aplicaria aos Estados Unidos e Canadá, exceto pelo recente falta de crescimento das economias de ambos e a população pequena do Canadá, se não contarmos ursos polares e focas.
Mas, pensando 10, 20 anos para frente, eu temo que nossas discussões acadêmicas e políticas, e as iniciativas quixotescas de ampliar quantidade de acessos de banda larga, sem se preocupar com qualidade e velocidade disponíveis em escalas cada vez maiores sejam tão somente os panos de fundo para um potencial freio nessa fase boa de crescimento que vive o Brasil.
Numa sociedade do conhecimento, ter acesso de banda larga de qualidade e a preços acessíveis é uma das premissas básicas para caminhar ao sucesso.
Um dos problemas que temos é que sempre nos colocamos em comparação com as chamadas nações desenvolvidas, de primeiro mundo.
Numa dessas, com a era Dilma Rousseff se aproximando em janeiro, poderemos aprender com o simpático país do leste europeu, que até por laços familiares de nossa futura presidente, poderemos chamar de país irmão e, humildemente, aprender o bom caminho.
Vou seguir estudando o assunto da banda larga na Bulgária… O que era uma curiosidade meramente intelectual despertou em mim a vontade de entender com mais profundidade o que ocorre por lá.



* Um teste que fiz foi pegar o texto original em búlgaro, vertê-lo para o inglês e depois passar ao português para finalmente voltar ao búlgaro. Resultado: entrada = saída, coisa impensável há um ano atrás.

No Brasil, faça como os Búlgaros

Durante o segundo turno das eleições brasileiras de 2010, um tema que ganhou alguma notoriedade, embora com pouca importância nos debates, foi a origem búlgara da então candidata, hoje presidente eleita Dilma Roussef.

Circularam pela web até informações falsas sobre seu passado, e isso me despertou alguma curiosidade. Aí eu procurei no Google por jornais búlgaros, inclusive os que supostamente a acusavam de ter nascido na Bulgária, logo seria inelegível para um cargo reservado a brasileiros natos. Eu até brinquei com o tradutor do Google e postei no Twitter que Дилма Русеф – със силен мандат, но я смятат за “автопилота на Лула” http://www.dnevnik.bg/985814/ via @Dnevnik, na segunda feira após a vitória de Dilma, ou Dilmano Rousseff – com um mandato forte, mas como “piloto automático Lula” http://www.dnevnik.bg/985814. Até aí, bricadeira pura, mas serviu ao menos para me mostrar que o Google Translate está melhorando, embora possa melhorar muito mais.*

Aí fui ver a edição em inglês do jornal Bulgaria Gazette e achei uma postagem de 2009 que comentava a melhoria da qualidade dos serviços de internet banda larga lá, chegando perto da Coréia do Sul e ganhando de Lituânia, Suécia e Romênia. Aí eu postei um comentário no site, pedindo mais informações sobre o relatório que gerou a notícia e as respectivas fontes. Claro que dei uma tuitada sugerindo à presidente eleita que procurasse se informar do tema, até antes de tomar posse, pois, numa dessas, até poderíamos tentar aprimorar nossa banda larga tupiniquim, que deixa muita gente irritada com a qualidade e de bolsos vazios pagando as faturas.


Feita a provocação, segui cuidando da vida até que recebi uma resposta do administrador, no mesmo dia, dizendo o seguinte (vai mesmo em inglês):


admin said:

Hello,
Obviously, this article is somewhat old. However, there is a more recent information about the subject, which came out just a couple of weeks ago, in the third annual broadband study by CISCO systems and the Oxford university. A link to the article:
http://newsroom.cisco.com/dlls/2010/prod_101710.html
The basic conclusion is that Bulgaria, while not topping the charts in terms of absolute numbers, is one of the countries with the most improvement in broadband quality compared to previous years, especially among it’s direct competitors in the group of the developing economies or as mentioned in the article: “topping the list of the Efficiency-driven economies”.
I personally cannot complain at all about the Internet quality since a couple of years already. I live in one of the major bulgarian cities and have a cable Internet, but DSL Internet is available almost anywhere, even in small villages.

Indo ao link da pesquisa da Cisco/Universidade de Oxford acima, vemos que houve um aumento da qualidade global da banda larga de 24% este ano, comparado com 2009. E que são hoje 14 países prontos para as “aplicações da internet de amanhã”, tais como TV de alta definição via web e serviços de videocomunicações de alta qualidade (telepresença para o consumidor) devem estar em alta dentro de poucos anos. E são esses os países, em ordem decrescente de avanço: Coréia do Sul, Japão, Letônia, Suécia, Bulgária, Finlândia, Romênia, Lituânia, Holanda, Hong Kong, Alemanha, Portugal, Dinamarca e Islândia. Esse ranking compara com apenas 9 países em 2009 e só o Japão 2008. O estudo deixa claro, todavia, que Letônia, Bulgária, Romênia e Lituânia têm taxas de penetração de banda larga bem menores que os demais. Vale a pena dar uma fuçadinha nesse bem estruturado estudo…

Aos que querem justificar nossa não presença na lista, não faltam argumentos: Nenhum país dos Bric (Brasil, Russia, Índia e China) estão lá e eles têm em comum o alto crescimento, enormes extensões geográficas e populações imensas. O mesmo se aplicaria aos Estados Unidos e Canadá, exceto pelo recente falta de crescimento das economias de ambos e a população pequena do Canadá, se não contarmos ursos polares e focas.
Mas, pensando 10, 20 anos para frente, eu temo que nossas discussões acadêmicas e políticas, e as iniciativas quixotescas de ampliar quantidade de acessos de banda larga, sem se preocupar com qualidade e velocidade disponíveis em escalas cada vez maiores sejam tão somente os panos de fundo para um potencial freio nessa fase boa de crescimento que vive o Brasil.
Numa sociedade do conhecimento, ter acesso de banda larga de qualidade e a preços acessíveis é uma das premissas básicas para caminhar ao sucesso.
Um dos problemas que temos é que sempre nos colocamos em comparação com as chamadas nações desenvolvidas, de primeiro mundo.
Numa dessas, com a era Dilma Rousseff se aproximando em janeiro, poderemos aprender com o simpático país do leste europeu, que até por laços familiares de nossa futura presidente, poderemos chamar de país irmão e, humildemente, aprender o bom caminho.
Vou seguir estudando o assunto da banda larga na Bulgária… O que era uma curiosidade meramente intelectual despertou em mim a vontade de entender com mais profundidade o que ocorre por lá.



* Um teste que fiz foi pegar o texto original em búlgaro, vertê-lo para o inglês e depois passar ao português para finalmente voltar ao búlgaro. Resultado: entrada = saída, coisa impensável há um ano atrás.

>Usabilidade: Um Evento para aprender ou rever conceitos

>O nome é complicado, mas o tema, importantíssimo: 4º Simpósio Internacional de Usabilidade e Experiência com o Usuário. Daí eu não só estou fazendo a divulgação do evento como também estou decidido a participar. Semana que vem, 16 e 17 de novembro, em São Paulo.

 Explicando melhor: a imensa maioria dos produtos e serviços ofertados no mundo digital falham fragorosamente não por ter limitações técnicas ou por deixarem de entregar aquilo que propõem. É que a coisa gerada é difícil de usar, complicada de entender, ou leva muito tempo para se chegar onde é necessário, ou ainda distrai o usuário com informações, imagens, menus, links desnecessários.

Uma coisa que aprendi nos últimos anos foi a mágica da Apple. Nada a ver com um marketing brilhante ou com a superioridade intelectual do Steve Jobs. apenas a proposta dos produtos e serviços da Apple são centrados no desafio de melhorar, por vezes reinventar a experiência do usuário. Basta ir em www.apple.com e buscar pela expressão user experience e ela vem por exatas 491 ocorrências, cobrindo todo o leque de ofertas da empresa.

O que poucos se dão conta é que a Apple também dá tiros n’água. Alguns de seus produtos precisam ser revistos em várias gerações até pegarem com o mercado. Outros simplesmente somem da lista de ofertas e silenciosamente acabam no ostracismo. Mas é essa obsessão com a experiência do usuário, impregnada na cultura da companhia da maçã que faz a diferença.

Isso tem a ver com usabilidade.

Com a disseminação da internet, já com 2 bilhões de seres humanos acessando regularmente, e a rápida universalização dos celulares, também nessa ordem de usuários, muita coisa mudou. As ofertas precisam ser encantadoras, simples, de entendimento trivial, sem exóticos e complexos manuais do usuário que ninguém lê, muito menos entende.

Esse simpósio deveria ser de participação compulsória de profissionais de TI. Ao menos um sumário dele deveria ser postado na internet seguido da criação de um ENEU (Exame Nacional de Ensino de Usabilidade), ou melhor, um EIEU, o I de internacional.

Todo profissional do setor deveria ter os conceitos básicos de usabilidade permeados em seu DNA profissional. Afinal, o mundo mudou muito desde os primeiros computadores pessoais que tinham muitas limitações, eram caros e usavam sistemas operacionais baseados em caracteres, como o CP/M e o MS/DOS.

Aí uma empresa inovadora chamada Microsoft popularizou uma interface baseada em janelas (sim, o Windows), que não foi inventada nem lançada no mercado por ela, mas o encantament do usuário veio de sua bem sucedida estratégia de produto.

Na área de telefonia celular, tudo era maravilha para a Nokia e Motorola, e a regra eram aparelhos cada vez menores que tivessem a bateria com carga mais durável. Isso até que os canadenses da Research In Motion inventassem o conceito do Blackberry para o mundo empresarial.

Um dia  a Apple foi ao mercado com um novo produto, o iPhone, com sua tela sensível ao toque e uma interface gráfica belíssima, mas totalmente derivada de outro produto, o iPod, já um sucesso entre os players de música portáteis.

Para mim, o iPhone é uma referência em termos de usabilidade. Discuto apenas a validade de seu nome. Como usuário de um, só não consegui ainda entender a razão do nome. Para mim, o iPhone é muito pouco phone, menos de 5% do que eu uso. Mas isso não tem a ver com experiência do usuário, e sim com estratégia de marketing. Ou a Apple ainda crê que o iPhone é um telefone celular…

Voltando ao simpósio, duas provocações aos leitores deste blog:


1- Como usuário de produtos digitais, ou nem tanto, quantos deles você já descartou por absoluta falta de usabiliadade?
2- Se você é profissional que desenvolve produtos e serviços para o mercado de TI ou para qualquer outra oferta no mundo digital, respire fundo e pense: se você estivesse do outro lado da mesa, como comprador ou futuro usuário, que nota você daria para a usabilidade?


Então, vá ao Simpósio!

P.S.: Não gosto do termo usability. Fico com user experience. Usability não tem muito a ver com usabilidade para os bilhões de usuários de produtos e serviços digitais.

Usabilidade: Um Evento para aprender ou rever conceitos

O nome é complicado, mas o tema, importantíssimo: 4º Simpósio Internacional de Usabilidade e Experiência com o Usuário. Daí eu não só estou fazendo a divulgação do evento como também estou decidido a participar. Semana que vem, 16 e 17 de novembro, em São Paulo.

 Explicando melhor: a imensa maioria dos produtos e serviços ofertados no mundo digital falham fragorosamente não por ter limitações técnicas ou por deixarem de entregar aquilo que propõem. É que a coisa gerada é difícil de usar, complicada de entender, ou leva muito tempo para se chegar onde é necessário, ou ainda distrai o usuário com informações, imagens, menus, links desnecessários.

Uma coisa que aprendi nos últimos anos foi a mágica da Apple. Nada a ver com um marketing brilhante ou com a superioridade intelectual do Steve Jobs. apenas a proposta dos produtos e serviços da Apple são centrados no desafio de melhorar, por vezes reinventar a experiência do usuário. Basta ir em www.apple.com e buscar pela expressão user experience e ela vem por exatas 491 ocorrências, cobrindo todo o leque de ofertas da empresa.

O que poucos se dão conta é que a Apple também dá tiros n’água. Alguns de seus produtos precisam ser revistos em várias gerações até pegarem com o mercado. Outros simplesmente somem da lista de ofertas e silenciosamente acabam no ostracismo. Mas é essa obsessão com a experiência do usuário, impregnada na cultura da companhia da maçã que faz a diferença.

Isso tem a ver com usabilidade.

Com a disseminação da internet, já com 2 bilhões de seres humanos acessando regularmente, e a rápida universalização dos celulares, também nessa ordem de usuários, muita coisa mudou. As ofertas precisam ser encantadoras, simples, de entendimento trivial, sem exóticos e complexos manuais do usuário que ninguém lê, muito menos entende.

Esse simpósio deveria ser de participação compulsória de profissionais de TI. Ao menos um sumário dele deveria ser postado na internet seguido da criação de um ENEU (Exame Nacional de Ensino de Usabilidade), ou melhor, um EIEU, o I de internacional.

Todo profissional do setor deveria ter os conceitos básicos de usabilidade permeados em seu DNA profissional. Afinal, o mundo mudou muito desde os primeiros computadores pessoais que tinham muitas limitações, eram caros e usavam sistemas operacionais baseados em caracteres, como o CP/M e o MS/DOS.

Aí uma empresa inovadora chamada Microsoft popularizou uma interface baseada em janelas (sim, o Windows), que não foi inventada nem lançada no mercado por ela, mas o encantament do usuário veio de sua bem sucedida estratégia de produto.

Na área de telefonia celular, tudo era maravilha para a Nokia e Motorola, e a regra eram aparelhos cada vez menores que tivessem a bateria com carga mais durável. Isso até que os canadenses da Research In Motion inventassem o conceito do Blackberry para o mundo empresarial.

Um dia  a Apple foi ao mercado com um novo produto, o iPhone, com sua tela sensível ao toque e uma interface gráfica belíssima, mas totalmente derivada de outro produto, o iPod, já um sucesso entre os players de música portáteis.

Para mim, o iPhone é uma referência em termos de usabilidade. Discuto apenas a validade de seu nome. Como usuário de um, só não consegui ainda entender a razão do nome. Para mim, o iPhone é muito pouco phone, menos de 5% do que eu uso. Mas isso não tem a ver com experiência do usuário, e sim com estratégia de marketing. Ou a Apple ainda crê que o iPhone é um telefone celular…

Voltando ao simpósio, duas provocações aos leitores deste blog:


1- Como usuário de produtos digitais, ou nem tanto, quantos deles você já descartou por absoluta falta de usabiliadade?
2- Se você é profissional que desenvolve produtos e serviços para o mercado de TI ou para qualquer outra oferta no mundo digital, respire fundo e pense: se você estivesse do outro lado da mesa, como comprador ou futuro usuário, que nota você daria para a usabilidade?


Então, vá ao Simpósio!

P.S.: Não gosto do termo usability. Fico com user experience. Usability não tem muito a ver com usabilidade para os bilhões de usuários de produtos e serviços digitais.

>SMARTPHONE: Nome meio certo, meio errado

>@font-face { font-family: “Cambria”;}p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 10pt; font-size: 12pt; font-family: “Times New Roman”; }p.MsoListParagraph, li.MsoListParagraph, div.MsoListParagraph { margin: 0cm 0cm 10pt 36pt; font-size: 12pt; font-family: “Times New Roman”; }p.MsoListParagraphCxSpFirst, li.MsoListParagraphCxSpFirst, div.MsoListParagraphCxSpFirst { margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; font-size: 12pt; font-family: “Times New Roman”; }p.MsoListParagraphCxSpMiddle, li.MsoListParagraphCxSpMiddle, div.MsoListParagraphCxSpMiddle { margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; font-size: 12pt; font-family: “Times New Roman”; }p.MsoListParagraphCxSpLast, li.MsoListParagraphCxSpLast, div.MsoListParagraphCxSpLast { margin: 0cm 0cm 10pt 36pt; font-size: 12pt; font-family: “Times New Roman”; }div.Section1 { page: Section1; }ol { margin-bottom: 0cm; }ul { margin-bottom: 0cm; }

Cena típica da era analógica: duas adolescentes conversando ao telefone, queimando tempo e energia para descrever a roupa de uma amiga e o que ela fazia ao se encontrar com um menino popular na tribo. Tempo médio da observação: 5 minutos; Tempo médio das descrições: 15 minutos; Precisão das informações: < 20%
Cena típica da era digital, com adolescentes na mesma situação, mas em 2010: uma foto ou um vídeo capturado pelo celular e mandado por e-mail de uma para outra, ou, mais provável ainda: sua postagem no YouTube ou no Facebook, ou no Orkut, com uma chamada pelo Twitter. Tempo médio da observação: 5 minutos; Tempo médio da transmissão: 1 minuto; Precisão das informações: 100%
Agora, às estatísticas brasileiras:
1-    As receitas das operadoras de celular já registram faturamento de serviços de internet representando 53% das receitas, contra 47% para SMS (torpedos) e MMS (videotorpedos)
2-    Os Serviços de Valor Adicionado (SVA) representam algo entre 15% e 20% das receitas totais. Por SVA entendemos os serviços de informação diversos, musica, jogos, vídeo, TV, localização georeferenciada e muitos outros.
3-    No mundo corporativo, quase 10% das linhas de celular já são exclusivamente de dados
4-    Em abril deste ano, a teledensidade (ou numero de linhas por 100 habitantes), segundo a Anatel, atingiu 112 no Centro Oeste (puxada por Brasília), 105 no Sudeste, 99 no Sul, e 75v no Norte e Nordeste do Brasil. Ou seja, tirando o Norte e Nordeste, regiões de potencial forte crescimento, o resto do país já está “universalizado”, quando falamos em telefonia móvel
5-    Embora a participação de smartphones no bolo ainda seja pequena,  34% dos consumidores pretendem ter um, em sua próxima compra. No mundo corporativo, já são 50% de usuários que possuem um telefoninho esperto.
6-    Os usuários de smartphones com mais recursos e planos mais caros chegam a gastar menos de 10% do tempo de uso com voz via operadora.
Peraí… Telefone? Vejamos algumas das principais funcionalidades dos melhores smartphones no mercado brasileiro:
  • Câmera fotográfica
  • Câmera de vídeo
  • Player de musica
  • Player de vídeo
  • GPS
  • Bluetooth
  • WiFi
  • Mapas
  • e-Mail
  • Internet
  • TV Digital
  • 1.000.000+ de aplicativos, só contando as lojas da Apple e do Google, embora muita coisa ainda não esteja disponível entre nós
  • Ah!!! – e telefone, claro, as boas e velhas chamadas de voz…

Então, dá para seguir chamando essas engenhocas de telefones?
Eu entendo que não! Precisa apenas definir um novo nome ou uma nova sigla. Smartphone não é ruim, pelo Smart. Mas ele definitivamente não tem o phone como seu atributo principal. Um iPhone ou um Blackberry, para ficar em dois ícones da mobilidade esperta, são pouco usados para falar, do modo que nossos avós faziam, ou tentavam fazer quando e se dava linha…
Aberta a sugestão de busca de um novo nome, pois esses aparelhinhos ficarão cada vez mais smart e cada vez menos phone. Então, alguém se habilita?

SMARTPHONE: Nome meio certo, meio errado

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Cena típica da era analógica: duas adolescentes conversando ao telefone, queimando tempo e energia para descrever a roupa de uma amiga e o que ela fazia ao se encontrar com um menino popular na tribo. Tempo médio da observação: 5 minutos; Tempo médio das descrições: 15 minutos; Precisão das informações: < 20%
Cena típica da era digital, com adolescentes na mesma situação, mas em 2010: uma foto ou um vídeo capturado pelo celular e mandado por e-mail de uma para outra, ou, mais provável ainda: sua postagem no YouTube ou no Facebook, ou no Orkut, com uma chamada pelo Twitter. Tempo médio da observação: 5 minutos; Tempo médio da transmissão: 1 minuto; Precisão das informações: 100%
Agora, às estatísticas brasileiras:
1-    As receitas das operadoras de celular já registram faturamento de serviços de internet representando 53% das receitas, contra 47% para SMS (torpedos) e MMS (videotorpedos)
2-    Os Serviços de Valor Adicionado (SVA) representam algo entre 15% e 20% das receitas totais. Por SVA entendemos os serviços de informação diversos, musica, jogos, vídeo, TV, localização georeferenciada e muitos outros.
3-    No mundo corporativo, quase 10% das linhas de celular já são exclusivamente de dados
4-    Em abril deste ano, a teledensidade (ou numero de linhas por 100 habitantes), segundo a Anatel, atingiu 112 no Centro Oeste (puxada por Brasília), 105 no Sudeste, 99 no Sul, e 75v no Norte e Nordeste do Brasil. Ou seja, tirando o Norte e Nordeste, regiões de potencial forte crescimento, o resto do país já está “universalizado”, quando falamos em telefonia móvel
5-    Embora a participação de smartphones no bolo ainda seja pequena,  34% dos consumidores pretendem ter um, em sua próxima compra. No mundo corporativo, já são 50% de usuários que possuem um telefoninho esperto.
6-    Os usuários de smartphones com mais recursos e planos mais caros chegam a gastar menos de 10% do tempo de uso com voz via operadora.
Peraí… Telefone? Vejamos algumas das principais funcionalidades dos melhores smartphones no mercado brasileiro:
  • Câmera fotográfica
  • Câmera de vídeo
  • Player de musica
  • Player de vídeo
  • GPS
  • Bluetooth
  • WiFi
  • Mapas
  • e-Mail
  • Internet
  • TV Digital
  • 1.000.000+ de aplicativos, só contando as lojas da Apple e do Google, embora muita coisa ainda não esteja disponível entre nós
  • Ah!!! – e telefone, claro, as boas e velhas chamadas de voz…

Então, dá para seguir chamando essas engenhocas de telefones?
Eu entendo que não! Precisa apenas definir um novo nome ou uma nova sigla. Smartphone não é ruim, pelo Smart. Mas ele definitivamente não tem o phone como seu atributo principal. Um iPhone ou um Blackberry, para ficar em dois ícones da mobilidade esperta, são pouco usados para falar, do modo que nossos avós faziam, ou tentavam fazer quando e se dava linha…
Aberta a sugestão de busca de um novo nome, pois esses aparelhinhos ficarão cada vez mais smart e cada vez menos phone. Então, alguém se habilita?